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sábado, 28 de março de 2009

Conheça as regras de financiamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ e as condições para as inscrições

As famílias com renda de até 3 salários mínimos deverão observar as seguintes condições:

- Não ter sido beneficiada anteriormente em programas de habitação social do governo
- Não possuir casa própria ou financiamento de imóvel
- Estar enquadrada na faixa de renda de até 3 salários mínimos
- Comprometer até 10% da renda durante dez anos para o pagamento das prestações - Inscrição:
O interessado dirige-se à prefeitura, órgão do Estado ou representante de movimento social para fazer cadastro

- Análise do cadastro:
- Comprovação de renda formal ou informal para enquadramento no programa
- Verificação do Cadastro Único que identifica famílias de baixa renda
- Verificação do Cadastro Nacional de Mutuário
- Não há análise de risco de crédito, ou seja, mesmo que o interessado tenha restrições nos órgãos de proteção ao crédito pode ser incluído no programa

Após seleção, o interessado é convocado para apresentação da documentação na CEF (Caixa Econômica Federal), no agente imobiliário, na prefeitura ou outros órgãos, instituições ou entidades credenciados

A assinatura do contrato ocorre na entrega do imóvel

- Características:
- Prestação mínima de R$ 50, corrigida pela TR
- Registro do imóvel preferencialmente em nome da mulher
- Sem entrada e sem pagamento de prestações durante a obra
- Sem cobrança de seguro de vida e danos ao imóvel

As famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos deverão observar as seguintes condições:
- Não ter financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação)
- Não ter recebido desconto concedido pelo FGTS para financiamento
- Não ser proprietário de imóvel residencial no local de domicílio ou onde pretenda fixar domicílio
- Não ser titular de direito de aquisição de imóvel residencial

- Operacionalização:
- O interessado deverá procurar a construtora ou as agências da Caixa Econômica Federal para aquisição do imóvel, a partir do lançamento do empreendimento

- Análise do cadastro:
- comprovação de renda formal ou informal
- análise do Imposto de Renda da Pessoa Física
- análise cadastral no Serasa, no SPC, no Bacen e no CADIN
- verificação do Cadastro Nacional de Mutuário
- análise de risco e de capacidade de pagamento pela CEF (Caixa Econômica Federal)

- Características:
- financiamento de até 100% do valor do imóvel
- entrada opcional
- Prazo de 30 anos para quitação do financiamento
- Pagamento mínimo durante a obra, de acordo com a renda

Fundo Garantidor
Para maior segurança das famílias, o programa ‘Minha casa, minha vida’ previu um fundo garantidor para o refinanciamento de parte das prestações, caso o mutuário perca sua fonte de renda.

Para famílias com renda de 3 a 5 salários mínimos, será garantido o pagamento de até 36 prestações. Para famílias com orçamento de 5 a 8 salários mínimos, até 24 prestações. E para as famílias que recebem de 8 a 10 salários mínimos, 12 prestações.

Para ter acesso ao fundo, é preciso ter efetuado o pagamento de, no mínimo, seis prestações do imóvel e é necessário também o pagamento mínimo de 5% da prestação que foi refinanciada. Este valor será devolvido como bônus quando o refinanciamento for pago.

O mutuário terá que solicitar formalmente seu refinanciamento, comprovando a situação de desemprego, a cada seis prestações requeridas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Chineses prometem novo prédio mais alto do mundo

Mesmo com a crise econômica, empresários chineses iniciaram, no mês passado, a construção daquele que, segundo eles, será o maior arranha-céu do mundo. Com 632 m de altura, o Shanghai Tower está sendo construído no distrito financeiro de Lujiazui, em Xangai, vai consumir US$ 2,2 bilhões em investimentos e tem conclusão prevista para 2014.

Segundo Gu Jianping, diretor gerente do consórcio que administra o projeto, quando o empreendimento for concluído, a economia chinesa já deverá estar crescendo com vigor novamente. Ainda de acordo com ele, o início da construção em um ciclo de contração econômica deve proporcionar alguma economia nos custos por conta do preço mais barato dos materiais de construção.

"Lançar a construção neste momento vai ajudar a impulsionar a moral de Xangai na luta contra a crise financeira", completou Gu Jianping.

Pelo projeto, o prédio de vidro e aço terá escritórios, espaço para um shopping, hotel e espaços culturais. Os designers do projeto afirmam ainda que o empreendimento será um dos arranha-céus mais "verdes" da China, com formato espiral para diminuir a resistência do vento e 54 turbinas de vento no topo.

O Shanghai Tower vai superar o atual prédio mais alto da China, o Shanghai World Financial Centre, de 492 m e inaugurado em agosto deste ano, e também o Taipei 101 tower, maior edifício do mundo, que fica em Taiwan e tem 509 m de altura.

Em seguida na lista dos maiores prédios do mundo estão as torres Petronas (452 m), em Kuala Lampur, o Sears Tower (442 m), de Chicago, e o Jin Mao Building, também de Xangai, com 421 m.

Empresa dá carro de R$ 441 mil a comprador de casa

Uma construtora de Arizona, nos Estados Unidos, resolveu oferecer um carro Bentley como brinde para quem comprar uma das duas casas milionárias, que estão à venda há cerca de um ano. O automóvel, do modelo Continental GT, é avaliado em US$ 200 mil (R$ 441 mil).

As residências estão localizadas em Paradise Valley, subúrbio da cidade de Phoenix, onde mora o músico Alice Cooper. Cada casa está sendo vendida por um valor US$ 1 milhão menor que o preço original, de acordo com a Five Star Development Group.

Uma das propriedades tem 724 m² e é oferecida por US$ 5 milhões. A segunda, chamada "Tuscan Estate", possui cinco quartos e a mesma quantidade de banheiros, com 696 m² e um preço de US$ 4 milhões.

A construtora também oferece, no lugar do Bentley, um cartão com 50 horas de vôos pela NetJets ou um mês de estadia no hotel New Port Beach Marriot a cada ano pelo resto da vida.

De acordo com o porta-voz da Five Star Brendan Mann, o comprador ainda pode optar por um desconto de US$ 200 mil no valor da casa.

Nem crise reduz procura por apartamento de R$ 17 mi em SP

Comercializado sob a publicidade possuir o maior apartamento de São Paulo, o edifício ACL Morumbi chama atenção não só pelo tamanho, mas também pelo preço. Com 1,2 mil metros quadrados por unidade, o imóvel está avaliado em, aproximadamente, R$ 14 milhões, segundo a Brasil São Paulo Sotheby's, responsável pela comercialização do empreendimento. De acordo com o diretor da empresa Celso Pinto, o proprietário de uma nova unidade chega a gastar até R$ 3 milhões na decoração do local, o que faz, numa conta simplificada, a obra alcançar o valor estimado de R$ 17 milhões.

O executivo explica que o ACL é entregue ao proprietário sem pisos e gessos. "Quando entregamos com isso, na maior parte das vezes, eles (donos) arrebentam para refazer". Segundo o diretor da Sotheby's, a construtora coloca à disposição do cliente uma equipe de arquitetos para elaborar um projeto de decoração exclusivo.

O prédio localizado em uma rua sem saída, próxima à avenida Morumbi, e com vigilância 24 horas, cobra em torno de R$ 8 mil por apartamento a título de condomínio. As cifras não afugentam interessados, nem mesmo em tempos de crise.

"A procura para este empreendimento continua igual (a antes da crise). O público interessado em um apartamento como este não é aquele que na crise deixa de comprar um imóvel", explica o diretor da Sotheby's. Pinto diz que os apartamentos do ACL Morumbi recebem a visita de pelo menos um potencial comprador por semana.

Segundo ele, fazem parte deste grupo de possíveis donos de uma unidade no ACL Morumbi grandes empresários, banqueiros, executivos estrangeiros e famílias tradicionais paulistanas. Dos apartamentos vendidos no empreendimento, todos estão em nome de empresários. "Alguns pedem anonimato, inclusive incluindo uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra".

O ACL Morumbi integra um conjunto de imóveis de altíssimo padrão, que compreende cerca de seis a oito empreendimentos na capital paulista. Segundo Pinto, para entrar neste rol, o edifício precisa ter classificação alta nos quesitos localização, segurança, luxo e serviços.

As unidades do ACL são entregues com espaços para sala de cinema, adega e escritório. São seis suítes com closet, piscina, terraço com vista para a zona sul de São Paulo e 12 vagas na garagem. Na área de lazer, o condomínio oferece quadra de tênis e piscina aquecida.

Os aspirantes a proprietário da obra milionária ainda podem negociar. Segundo o executivo da Sotheby's, quatro dos 12 apartamentos do empreendimento continuam à venda.

Santander financiará imóveis de luxo junto à Sotheby's

O Grupo Santander e a casa britânica de leilões Sotheby's anunciaram nesta segunda-feira em São Paulo uma aliança para financiar imóveis de alto padrão no mercado brasileiro de luxo, que conta com um potencial de negócios de R$ 720 milhões nos próximos cinco anos.

"O público brasileiro de renda alta está acostumado a comprar imóveis à vista, ao contrário dos americanos e europeus", afirmou em entrevista coletiva Fabio Barbosa, presidente do Banco Santander no Brasil.

Ele acrescentou que, com a aliança, "vamos levar a esses clientes um novo conceito de aquisição de imóveis, vinculado à consultoria financeira, para demonstrar que o financiamento pode ser uma opção estratégica na aplicação de seus recursos".

As duas instituições financiarão imóveis de luxo e aproveitarão, assim, "o potencial" do grupo espanhol com sua experiência na liderança de crédito imobiliário na Espanha e no Chile e o da casa de leilões.

Em plena crise, Sothebys aposta em imóvel de luxo no Brasil

Em meio a uma crise global que teve na gênese o estouro de uma bolha imobiliária, o braço no setor da casa de leilôes Sothebys está multiplicando sua aposta no mercado de imóveis de luxo no Brasil. "Temos uma visão bastante agressiva para o Brasil", disse nesta terça-feira o presidente global da Sothebys International Realty, Mike Good.

Na avaliação do executivo, a combinação de real desvalorizado com a maior demanda de clientes internacionais de alta renda que buscam diversificação geográfica de investimentos em imóveis torna o Brasil um dos quatro mercados mundiais mais importantes da companhia.

O objetivo é fazer parcerias com construtoras locais e oferecer para venda ou locação imóveis sofisticados. A carteira aqui já inclui desde apartamentos de 1,2 mil m² na capital paulista (pela bagatela de R$ 12 milhões), a mansões en praias desertas do litoral nordestino e no interior paulista com pista de pouso para jatos particulares, até fazendas no centro-oeste do País.

De acordo com Good, embora a crise tenha diminuído o número de clientes de alta renda disponíveis, o plano da Sothebys é tomar um espaço maior do mercado que está passando por uma desaceleração passageira. "A torta diminuiu temporariamente, por isso vamos tomar um pedaço maior dela", disse.

A companhia também aposta que a demanda por imóveis de luxo deve crescer à medida que o governo e bancos eliminem as restrições de empéstimo para imóveis de valores mais altos. Na véspera, a Sothebys firmou uma parceria com o Santander para financiar a compra desse tipo de bem que supere os R$ 800 mil.

A confiança é tanta que o grupo - que desembarcou em 2007 no País com um escritório em São Paulo - quer aumentar ainda este mês para seis o número de representações no Brasil, incluindo a estreia no Rio de Janeiro, em Natal e em Campo Grande.

Preço, garantem os executivos, não é o principal item do negócio. "Nós valorizamos o que é único", resume Good. Até o final do ano a companhia deve fazer 40 lançamentos de imóveis no pais, promete o diretor da Sothebys no Brasil, Fabio Rossi.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Internet até no banheiro!

Já cansou de ler posts e notícias sobre novos celulares com tela sensível ao toque? Bom, este é diferente. É uma TORNEIRA que vem com touchscreen! Pois é, você não leu errado não, é uma torneira mesmo, específicamente uma torneira para pias de banheiro.

O utensílio, desenvolvido pela empresa especializada em automação residencial e náutica iHouse, tem ainda conexão à internet, o que permite a leitura de e-mails, o acesso às informações de agenda e até mesmo à previsão do tempo ali mesmo, enquanto escova os dentes,

Além disso, uma microcâmera posicionada na parte superior do display permite o reconhecimento do usuário. Com isso, a torneira (que, aliás, se chama Smartfaucet) ajusta, automaticamente, o fluxo e a temperatura da água de acordo com quem vai usar. Chique, não? Ah, e para não correr o risco de você se queimar, um sistema de iluminação por LED faz com que a "cor" da água mude de acordo com a temperatura - fria fica azul e conforme vai esquentando, vai ficando vermelha.

A novidade ainda está na fase de protótipo e, por isso, não tem preço definido.

Pacote de habitação reduzirá tributo para construtoras

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo governo federal e que recebeu o nome de "Minha casa, minha vida", prevê uma redução de tributos para as construtoras que investirem na construção das 400 mil unidades que serão destinadas às famílias com renda de zero a três salários mínimos. Hoje, o salário mínimo em vigor é de R$ 465.

Segundo documento distribuído hoje à imprensa, o Regime Especial de Tributação da Construção Civil (RET) terá alíquota reduzida de 7% para 1%. O RET substitui a incidência de PIS, Cofins, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para as empresas do setor.

O documento informa que o aporte da União para essa faixa de renda será de R$ 16 bilhões. As prestações serão de, no máximo, 10% da renda, por 10 anos, com uma prestação mínima de R$ 50,00 por mês.

Dos R$ 16 bilhões previstos, R$ 15 bilhões serão implementados por meio da Caixa Econômica Federal e R$ 1 bilhão pela habitação rural e urbana em parceria com associações e cooperativas.

As áreas de atuação nessa faixa de renda serão capitais e regiões metropolitanas, municípios com mais de 100 mil habitantes e municípios entre 50 mil e 100 mil habitantes, em condições especiais. A operacionalização ocorrerá por meio de apresentação de projetos pelas construtoras, em parceria com Estados, municípios, cooperativas, movimentos sociais ou independentemente.

A análise dos projetos e a contratação de obras ocorrerá por meio da Caixa. Terão prioridade as famílias com portadores de deficiência ou idosos, e o registro do imóvel será preferencialmente em nome da mulher.

Prestações

O imóvel a ser financiado poderá ter o valor máximo de até R$ 130 mil para as regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para os demais municípios, o valor máximo do imóvel será de R$ 80 mil.

O Fundo Garantidor refinanciará parte das prestações do financiamento da casa própria em caso de perda da renda e vai baratear o seguro de habitação. De acordo com o plano de habitação, a União fará um aporte de R$ 1 bilhão para refinanciar parte das prestações.

Para as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, estão garantidas 36 prestações. Para as famílias com renda entre cinco e oito salários mínimos, 24 prestações. E para famílias com renda de oito a dez salários mínimos, o governo garantirá 12 prestações.

No caso do barateamento do seguro, também haverá o aporte da União de mais R$ 1 bilhão. Haverá ainda a quitação do financiamento do imóvel pela União em casos de morte e invalidez permanente do mutuário e em casos de custeio de reparação de danos físicos ao imóvel. Segundo o documento divulgado à imprensa, não haverá cobrança de seguro para as famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Para ter acesso ao Fundo Garantidor, deverá ser feito o pagamento de pelo menos seis prestações do contrato, além do pagamento mínimo de 5% da prestação refinanciada, que serão devolvidos como bônus de adimplência quando do pagamento do refinanciamento. Também poderá ter acesso ao Fundo Garantidor as famílias que fizerem solicitação formal, com comprovação de desemprego ou perda de renda, a cada seis prestações requeridas. A contribuição para o Fundo será de 0,5% do valor da prestação.

A tabela de contribuição para o seguro varia por idade, dos 21 aos 61 anos. O porcentual da contribuição varia de 4,13%a 35,09% para refinanciamentos e de 1,5% a 6,64% para imóveis novos.

Pacote de habitação prevê reduzir custos com cartório

O programa "Minha casa, minha vida", lançado hoje pelo governo federal, prevê ainda o barateamento dos custos dos cartórios para os mutuários e para as empresas empreendedoras.

De acordo com um documento sobre o pacote divulgado hoje, para o mutuário com renda de zero a três salários mínimos, o cartório será gratuito. De três a seis salários mínimos, a redução do custo será de 90%, e de seis a dez salários mínimos, a redução será de 80%. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465.

Já o empreendedor terá redução de 90% nos custos cartoriais quando o imóvel custar até R$ 60 mil; de 80%, quando o imóvel custar até R$ 80 mil; e de 75% para imóveis de até R$ 130 mil.

Também haverá redução dos custos de incorporação das construtoras. As matrículas abertas a partir do registro da incorporação não resultarão em novos custos para o empreendedor. Emolumentos serão cobrados como se fossem uma única matrícula.

Haverá ainda redução do prazo para registro da incorporação nos cartórios. Hoje o prazo é de 30 dias para obter o número e o registro definitivos da incorporação. A partir do programa, em 15 dias o cartório irá conceder o número do registro que permite o início do empreendimento e terá mais 15 dias para a emissão do registro definitivo.

BNDES

O programa prevê também o financiamento da cadeia produtiva do setor da construção civil. Essa parte do programa, que será feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que disponibilizará R$ 1 bilhão, prevê três linhas de atuação.

A primeira pela ampliação do uso do Cartão BNDES, com o objetivo de promover a competitividade das empresas do setor da construção. Os beneficiários serão às micro, pequenas e médias empresas. O limite de crédito será de R$ 500 mil por empresa. As empresas vão poder financiar material de construção, componentes, sistemas construtivos e serviços de certificação. As condições de parcelamento vão de três a 48 prestações mensais.

A segunda linha de atuação para o financiamento da cadeia produtiva tem como objetivo elevar o nível de qualidade das construtoras, fornecedoras de material e sistemas construtivos em conformidade com o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Hábitat (CPBQP-H).

Os itens que poderão ser financiados nesse caso são: avaliação da conformidade; capacitação técnica e pessoal; implementação dos sistemas de gestão da qualidade de processos e produtos. O prazo do financiamento vai depender da capacidade de pagamento da empresa e a carência será de no máximo até seis meses após a data de entrada em operação comercial do empreendimento.

A terceira linha de financiamento para a cadeia produtiva é voltada para a construção industrializada e tem como objetivo promover investimentos em alternativas construtivas de menor custo, prazo de entrega, impacto ambiental e maior qualidade construtiva. Essa linha poderá financiar a implantação, modernização e expansão de unidades industriais de casas pré-moldadas ou pré-fabricadas; desenvolvimento de produtos pré-moldados ou pré-fabricados; capacitação técnica de pessoal; capital de giro associado a projetos de investimentos; máquinas e equipamentos nacionais. O prazo de financiamento vai depender da capacidade de pagamento da empresa e a carência de, no máximo, até seis meses após a data de entrada em operação comercial do empreendimento.

Governo lança programa para construir 1 milhão de casas

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome "Minha casa, minha vida", vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ainda segundo o documento, o Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.

Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.

Segundo o documento, existe hoje um déficit habitacional no País de 7,2 milhões de moradias, sendo que 90,9% estão concentrados na faixa de renda entre zero e três salários mínimos. Com isso, serão construídas 400 mil unidades para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outras 200 mil casas serão destinadas para a faixa de renda familiar entre três e quatro salários mínimos. Para a faixa de quatro a cinco salários mínimos, serão 100 mil unidades e outras 100 mil para as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. Para famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos serão construídas 200 mil casas. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.

O documento informa que o maior déficit de moradias concentra-se nas regiões metropolitanas e, de acordo com o documento, a estimativa do governo é de que essa defasagem habitacional será reduzida em 14% com o plano anunciado hoje. Ainda de acordo com o documento, a distribuição por Estados respeitará a composição do déficit habitacional, sendo que 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.

Subsídios

O Plano Nacional de Habitação dará subsídio integral, com isenção de seguro, para as famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o documento, as famílias com renda de três a seis salários mínimos terão subsídio parcial nos financiamentos, com redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

Para as famílias com renda de seis a dez salários mínimos, haverá um estímulo à compra da casa própria com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

O documento informa ainda que, para compatibilizar a prestação da casa própria com a capacidade de pagamento da família, a primeira prestação será paga apenas na entrega do imóvel. Haverá um pagamento opcional de entrada nos casos de financiamento.

O programa prevê ainda um comprometimento máximo de 20% da renda para o financiamento. Haverá também uma redução do risco do financiamento no Fundo Garantidor, um barateamento do seguro e desoneração fiscal e de custos cartoriais.

terça-feira, 24 de março de 2009

Em plena crise, Sothebys aposta em imóvel de luxo no Brasil

Em meio a uma crise global que teve na gênese o estouro de uma bolha imobiliária, o braço no setor da casa de leilões Sothebys está multiplicando sua aposta no mercado de imóveis de luxo no Brasil

"Temos uma visão bastante agressiva para o Brasil", disse a jornalistas o presidente global da Sothebys International Realty, Mike Good.

Na avaliação do executivo, a combinação de real desvalorizado com a maior demanda de clientes internacionais de alta renda que buscam diversificação geográfica de investimentos em imóveis torna o Brasil um dos quatro mercados mundiais mais importantes da companhia.

O objetivo é fazer parcerias com construtoras locais e oferecer para venda ou locação imóveis sofisticados. A carteira aqui já inclui desde apartamentos de 1,2 mil metros quadrados na capital paulista (pela bagatela de 12 milhões de reais), a mansões em praias desertas do litoral nordestino e no interior paulista com pista de pouso para jatos particulares, até fazendas no centro-oeste do país.

De acordo com Good, embora a crise tenha diminuído o número de clientes de alta renda disponíveis, o plano da Sothebys é tomar um espaço maior do mercado que está passando por uma desaceleração passageira.

"A torta diminuiu temporariamente, por isso vamos tomar um pedaço maior dela", disse ele à Reuters.

A companhia também aposta que a demanda por imóveis de luxo deve crescer à medida que o governo e bancos eliminem as restrições de empréstimo para imóveis de valores mais altos. Na véspera, a Sothebys firmou uma parceria com o Santander para financiar a compra desse tipo de bem que supere os 800 mil reais.

A confiança é tanta que o grupo -- que desembarcou em 2007 no país com um escritório em São Paulo -- quer aumentar ainda este mês para seis o número de representações no Brasil, incluindo a estreia no Rio de Janeiro, em Natal e em Campo Grande.

Preço, garantem os executivos, não é o principal item do negócio. "Nós valorizamos o que é único", resume Good.

Até o final do ano a companhia deve fazer 40 lançamentos de imóveis no pais, promete o diretor da Sothebys no Brasil, Fabio Rossi.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sustentabilidade e luxo são as apostas da feira Kitchen & Bath para 2009

A crise econômica parece passar longe da feira Kitchen & Bath, que apresenta de 24 a 27 de março, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, as novidades nos setores de cozinha e banheiro para este ano, voltadas para o público de alto poder aquisitivo.

Os destaques do evento, restrito a profissionais do mercado e com mais de 60 expositores nacionais e internacionais, focaram a tecnologia aliada a um consumo sustentável e ao luxo.

Os próximos arroubos de consumo deste público seleto poderão incluir ainda neste ano chuveiros com iluminação acoplada com leds ou lâmpadas de cromoterapia (R$ 4.500), banheiras com 46 jatos de água (a partir de R$ 9.000), DVD e icebox (R$ 21.590) ou sauna integrada (R$ 19.900), coifas com 47 cm de diâmetro inteiras revestidas por cristais Swarovski que ganham ares de candelabro (R$ 15.320) e refrigeradores duplos com capacidade para 880 litros que unem praticidade e design italiano (R$ 33.880).

"A sustentabilidade é uma tendência mundial. As pessoas já se deram conta de que não é um modismo, mas uma necessidade para garantir o futuro e uma melhor utilização dos recursos naturais", justificou Lígia Amorim, diretora geral da Nielsen Business Media Brasil, organizadora da feira.

O lado "eco-friendly" dos lançamentos apareceu em produtos que procuram reduzir o consumo de água, seja por meio de torneiras (entre R$ 1.000 e R$ 1.200 cada) que funcionam por sensores de movimento para pias, seja por dispositivos que injetam ar preenchendo gotas d'água e permitindo uma maior de pressão do jato em chuveiros, e também o consumo de energia, como fogões que são aquecidos por indução eletromagnética, o que promete aumentar sua eficiência em 84%.

Outro fator sustentável de muitos dos lançamentos diz respeito aos materiais usados em sua confecção. "Foram utilizadas sobras e aparas que, recicladas, geraram outros produtos. A madeira de reflorestamento também está presente em cerca de 90% dos materiais", afirmou Lígia. "O público quer sustentabilidade, mas com design. E paga caro por isso".

Sobre possíveis efeitos da crise, a diretora geral do evento mostrou-se realista: "Devemos ter uma pequena redução no público este ano. Quem mandava quatro ou cinco pessoas para a feira, mandará uma ou duas desta vez, mas mandará". "A crise faz o mundo repensar seus gastos, mas o mercado de luxo continua crescendo", completou.

Ao longo dos quatro dias de evento, a Kitchen & Bath pretende movimentar cerca de 13,5 mil visitantes, vindos de mais de 70 países, em especial da América Latina

domingo, 1 de março de 2009

Guia de negócios - Avaliação

Os mais indicados para fazer uma avaliação de valor de mercado são corretores de imóveis, imobiliárias e consultorias, com boas referências, reconhecimento e isenção nos negócios.

Eles costumam não cobrar pela avaliação. Por isso, não é exagero pedir a opinião de mais de um profissional e, depois, ficar com o preço médio. Lembre-se de que os corretores e as imobiliárias, por trabalharem normalmente em regiões específicas, talvez não façam uma avaliação acurada em outra área. Se, depois da avaliação, você não se sentir capaz de levar o negócio até o fim sozinho, o que geralmente acontece­, não se esqueça de deixar a negociação nas mãos de especialistas, principalmente daqueles que se mostraram mais prestativos e eficientes.

Laudo de peritos
Às vezes pode ser necessária uma avaliação mais rigorosa com relação não só ao valor de mercado, mas também ao estado físico do imóvel. Suponhamos que você esteja interessado num imóvel antigo que, além de espaçoso, parece estar a um preço razoável. Mas você fica em dúvida porque notou, por exemplo, rachaduras, trincas na parede.

Será que isso é sério e coloca em risco a segurança de quem vai morar ali? Ou será que a rachadura é só provocada pela umidade de um cano que estourou?

É hora de recorrer a especialistas para não ficar encantado com o ótimo negócio e depois ter de arcar com enormes despesas e, quem sabe, com perdas maiores.

As empresas de avaliação contam com engenheiros civis e seguem as normas e os níveis de rigor definidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a elaboração de laudos.

São vários os tipos de laudo possíveis, desde o de valor de mercado do imóvel (em que se consideram o levantamento imobiliário da região, o levantamento topográfico e de terreno e as características do próprio imóvel) até o de perícia técnica (que diz respeito ao que os peritos chamam de possíveis patologias do imóvel, seu estado estrutural e físico).

A diferença básica entre uma avaliação de valor feita por uma firma especializada e uma avaliação feita por imobiliárias é que a da primeira é muito mais sofisticada, aprofundada, reconhecida legalmente e imparcial.

Os avaliadores são os profissionais autorizados a emitir laudos de avaliação, por exemplo, para:

instituições financeiras com vários fins, inclusive o de fornecer crédito imobiliário; construtoras, verificando, por exemplo, o estado dos imóveis vizinhos ao terreno em que será construído um edifício, de modo que qualquer dano provocado a eles durante a obra possa ser indenizado; particulares que exijam precisão e responsabilidade sobre a vistoria, como na avaliação de imóveis deixados em herança.

Ao contrário dos pareceres sobre valor dado pelas imobiliárias, os laudos técnicos têm um preço: custam por volta de R$ 700 a R$ 2 mil para imóveis residenciais.

Oportunidade
A avaliação dos peritos leva em conta apenas os aspectos que podem ser aferidos com rigor técnico. Portanto, nem sempre ela traça um quadro completo. Fora das normas e do vaivém do mercado, há situações que costumam ignorar até mesmo a mais justa das avaliações e, consequentemente, o preço correto do imóvel.

Se, por exemplo, o proprietário estiver precisando de dinheiro com muita urgência, será forçado a baixar o preço para vender rápido o imóvel. Mas o oposto também pode acontecer. O proprietário pode não ter tanta pressa em vender e, em lugar de baixar o preço, ele o aumenta para, na negociação, chegar ao que considera justo.

Aí encontra um comprador afoito, que não consegue administrar a ansiedade, não pesquisa direito o valor de mercado para aquele tipo de imóvel, se esquece de negociar e acaba pagando mais caro. Moral da história: serenidade é a melhor conduta para qualquer negócio de compra e venda.

A melhor escolha
Para escolher bem, você precisará andar muito e visitar diversos imóveis antes de se decidir. É cansativo, é desgastante, mas não há outro jeito. Para facilitar a procura e torná-la mais objetiva, leve com você uma ficha de avaliação

O que observar
Dê preferência a imóveis de moradia bem iluminadas pela luz do sol, com bom pé-direito (altura do teto), para melhor ventilação, e em áreas arborizadas. A temperatura do local será muito mais agradável, com menos variações, e a poluição do ar e os ruídos serão menores.

Avalie a infra-estrutura do bairro (a distância do comércio, do supermercado, da farmácia e do hospital) e as opções de escolas para seus filhos. Leia mais sobre localização abaixo.

Estado do imóvel
Redobre a atenção se o imóvel que você estiver visitando for uma casa ou um apartamento usado com pelo menos cinco anos de idade. Siga estas sugestões para se precaver melhor:
Dê uma boa olhada nas paredes e nos tetos à procura de umidade, mofo, infiltrações e rachaduras. Se for uma casa, a umidade no teto (com aspecto de mancha molhada, amarelada ou com pontilhado preto) geralmente significa infiltração pelo telhado. Se for um apartamento no último andar, possivelmente será infiltração pela cobertura ou telhado, e o condomínio deverá providenciar o conserto. Se não for no último andar, o vizinho de cima terá de ser alertado para providenciar o conserto e pagar por ele.
Se a umidade ou o mofo aparece numa parede a certa distância do teto, muito provavelmente essa parede é vizinha de um banheiro ou da cozinha, que deve estar com encanamento furado.
Umidade muitas vezes atrai cupins. Repare, na junção do teto com a parede ou mesmo entre ladrilhos, se não há traços ou pontos marrons. Pode se tratar de cupins, daqueles que perfuram até cimento.
As rachaduras de alto a baixo de uma parede costumam ser mais comuns em casas. Muitas vezes, são trincas causadas por acomodação do solo. Seja qual for o caso, se você perceber que não é uma abertura no reboco da parede e duvidar da segurança do lugar, chame uma avaliadora especializada, se o custo compensar.
Veja o estado de conservação do soalho, dos pisos e dos azulejos da cozinha e dos banheiros. Verifique tacos, parquetes, tábuas ou lajotas soltos. Às vezes, basta uma cola apropriada para efetuar o conserto. Outras vezes, como no caso do entabuamento, pode ser que cupins tenham feito o desserviço de estragar tudo.
Nas paredes da cozinha e dos banheiros, bata com os dedos nos azulejos, para ver se estão bem assentados e não prestes a desabar.
Abra as torneiras para verificar se sai água com pressão e em quantidade suficiente do contrário, pode significar algum problema de vazamento ou entupimento nos canos. Faça o mesmo com a válvula de descarga do vaso sanitário. Com a água escorrendo, feche o registro correspondente para ver se ele está funcionando, ou seja, portando inteiramente o fluxo de água. Se não está, o conserto consiste em arrebentar a parede para trocá-lo.
Verifique se a água escorre corretamente pelos ralos. Do contrário, há um entupimento, que costuma ser bem mais fácil de resolver que os problemas anteriores.
Teste, na medida do possível, a rede elétrica. Acenda as luzes pelos cômodos e teste as tomadas, ligando um abajur a elas, por exemplo. Dê uma olhada na caixa de luz para verificar se há um bom número de disjuntores. Quanto maior o número de disjuntores efetivamente ligados (ou seja, alimentados por fios que vêm da chave mestra a maior e tendo fios que saem deles), maior a possibilidade de controlar a distribuição de energia elétrica. Os disjuntores, além de mais modernos e seguros que os antigos fusíveis, são um indício de que a rede deve ser bem-feita.


Avaliação de gastos
Se tiver gostado muito do imóvel, mas ficar em dúvida por causa de algum senão, chame um profissional de sua confiança (engenheiro, encanador, azulejista, eletricista, descupinizador etc.), conforme o problema ou uma empresa que faça a avaliação do imóvel e indique se os problemas encontrados o depreciam muito.

Assim, você poderá ter justificativas documentadas para negociar o preço do imóvel ou pelo menos saberá se vale a pena comprá-lo, em razão do gasto e do tempo com reformas e consertos antes de poder ocupá-lo.

Se você estiver procurando um apartamento, nunca se esqueça de anotar a faixa de preço do condomínio e dos impostos, como o IPTU e, eventualmente, as taxas federais. Se for uma casa, além do custo dos impostos, estime quanto você gastaria para usar e manter o imóvel, as contas de água e esgoto, pintura externa etc. Essas despesas precisarão estar previstas em seu orçamento quando o imóvel for seu.

Taxas extras
Procure sempre informações sobre a verdadeira propriedade histórica do terreno e da construção (o imóvel), que podem estar inscritos no cartório em nome de uma pessoa física ou jurídica, mas instalados em terreno da União ou mesmo da prefeitura. É o caso dos imóveis aforados ou ocupados.

Se o imóvel não se localizar na faixa do litoral, só pesquisando seu histórico você saberá sem dúvida se ele é ou não propriedade federal ou municipal. Se o imóvel desejado estiver na faixa litorânea, ele será seu, mas você certamente será ocupante de propriedade da União.

No momento da transferência de um imóvel desses para seu nome, o proprietário terá de pedir autorização aos órgãos públicos para vendê-lo e pagar um imposto chamado laudêmio, que normalmente é repassado ao comprador do imóvel.

Depois, anualmente, você terá de arcar com um imposto, bem alto se o imóvel for em área de ocupação, como o litoral --a mais comum. É a taxa de ocupação, que pode ser paga em até oito cotas mensais:
2% do valor de avaliação, para inscrições imobiliárias na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) até 30 de dezembro de 1988; ou
5% do valor de avaliação, para inscrições feitas após 1988.
Se o imóvel da União não está classificado como ocupado e sim como foreiro, a SPU cobra uma taxa de aforamento, ou foro, equivalente a 0,6% do valor de avaliação.

O valor da face norte
Do Sudeste para o Sul do Brasil, o imóvel fica mais valorizado se é face norte: suas principais dependências (dormitórios e sala de estar) estão voltadas para o norte e recebem a luz do sol durante a maior parte do dia e do ano.

O imóvel é banhado pelo sol especialmente no inverno, quando o ângulo dos raios solares é mais oblíquo em relação à Terra. Ao contrário, se você morasse na Europa, quanto mais perto estivesse do pólo norte, melhor seria o imóvel com face sul, voltado para a linha do equador.

Localização
Como regra geral, mantenha uma distância segura de:
Casas noturnas ou boates: o barulho e a movimentação de pessoas e automóveis vão até tarde e podem se tornar irritantes demais.
Estabelecimentos comerciais e indústrias: os ruídos e a poluição podem acabar incomodando, também. Mas lembre-se: é sempre bom ter não muito longe de casa uma padaria, um mercado, uma quitanda, uma farmácia, o chamado comércio de bairro --para poder fazer com mais facilidade as compras do dia-a-dia ou de emergência.
Escolas: se você tem filhos ou já sonha em tê-los, é ótimo contar com uma escola por perto, mas não tão perto a ponto de o barulho diário lhe dar nos nervos e o trânsito de carros e peruas ficar caótico.
Feiras livres: outra vez, o vilão é o barulho, que começa antes de o sol raiar e se prolonga manhã adentro. Se a feira for na sua futura rua, pior: é bem possível que você fique ilhado e tenha, ainda por cima, de conviver depois com odores muito persistentes, como o de peixe, por exemplo.
Paradas de ônibus e estação de metrô ou trem: vale a pena morar num lugar bem servido de transportes, mas desde que o ponto de ônibus ou a estação estejam distantes o suficiente para o ruído das paradas, das saídas e dos motores ou mesmo a fumaça não incomodarem.
Zonas de alagamento por chuva ou transbordamento de rios: se você não conhece bem o bairro em que está procurando uma casa ou apartamento, só conversando com moradores será possível saber se o lugar costuma ter enchentes ou não. A preocupação quanto a isso é óbvia --não só o transtorno de querer sair de sua residência ou querer chegar a ela e ser pego de surpresa por uma inundação, mas também a possibilidade de perder tudo que se tem dentro de casa ou na garagem de um condomínio.
Decisão final
Depois de pesar todos os prós e contras (preço, condições de pagamento, tamanho, estado de conservação, localização do imóvel e comprometimento de renda com os gastos previstos na compra e depois dela), o comprador certamente já vai saber se parte para outra busca ou leva adiante a compra de determinado imóvel.

O apartamento ou a casa que mais lhe agradou merece outras visitas, em dias da semana e horários diferentes. Assim, você sentirá melhor o que seria morar ali. Vai perceber a movimentação e os ruídos à volta, além de poder conferir a incidência da luz do sol em vários horários, tanto na própria casa ou apartamento quanto no quintal, pátio ou área comum.

Seus prováveis futuros vizinhos podem ajudar também. Converse com eles para saber dos elogios e das críticas ao local e também para conhecer essas pessoas, tendo uma idéia melhor do que o espera.

Se você estiver procurando um imóvel numa cidade em rápido crescimento, não se esqueça de ir à prefeitura para saber se há planos para reurbanizar o local do imóvel (como alargamento de ruas, construção de viadutos e passagem de uma linha de metrô) ou mudança prevista na lei de zoneamento. Assim, você evitará ser pego de surpresa com a desapropriação do seu imóvel ou ter outro desgosto por anos a fio.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

DICAS PARA COMPRAR IMÓVEIS

O consumidor deve pensar na localização e características do local em que irá morar. Algumas dicas:

  • A região escolhida deve atender as suas necessidades e as da sua família. Analise o tempo que vai demorar para chegar ao trabalho;
  • Supermercados, padarias, parques, shopping centers, colégios e clubes próximos facilitam deslocamentos diários;
  • Procure regiões de fácil acesso, com opções de meios de transporte público que serão utilizados por você, seus filhos e/ou por empregados da casa;
  • Dê preferência a uma região já estabilizada para não ter surpresas posteriores. Algumas áreas estão em transição e empresários aproveitam para instalar bares e casas noturnas, que são bastante indesejadas pelos moradores.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

COPA 2014

Não importa a profundidade das repercussões da crise financeira internacional sobre o Brasil, o país tem compromissos com investimentos de vulto: a preparação para a Copa do Mundo de 2014. Estimativas preliminares indicam que, apenas dos cofres públicos, o evento consumirá em torno de R$ 10 bilhões. Mas, antes de ser uma preocupação, o mundial de futebol é ferramenta para o crescimento. Em média, tem impulsionado em 1,5% o PIB (soma das riquezas produzidas internamente) das nações que o sediam.

Trata-se, pois, de mais uma janela de oportunidades que se abre ao Brasil, um antídoto extra em momento de recessão rondando a economia mundial. Calcula-se, por exemplo, que atraia cerca de 500 mil visitantes, incremento equivalente a 10% do fluxo de um ano inteiro. Para recebê-los, obras precisarão ser disseminadas em várias frentes e cidades, abrangendo do setor hoteleiro ao de transportes (rodovias, aeroportos, ferrovias), de telecomunicações a saneamento básico e segurança, sem contar a construção de pelo menos 10 monumentais estádios.

Entre outros benefícios, Brasília, por exemplo, deverá ganhar uma linha de veículos leves sobre trilhos, interligada ao metrô, que irá do aeroporto à W3 e ao Estádio Mané Garrincha. Os projetos prevêem, ainda, a interligação do Rio de Janeiro a São Paulo, passando por Campinas, por trem de alta velocidade. São obras de infra-estrutura de caráter permanente, de interesse da população, um salto no desenvolvimento nacional. Melhor: com grande oferta de mão-de-obra durante a fase de execução e mais alguma posteriormente, na operação e manutenção.

Até 31 de março, as 12 cidades brasileiras que receberão jogos serão anunciadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A partir daí, o governo federal definirá as áreas prioritárias para investimentos públicos. Serão aproveitados projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já estão sendo definidos pela Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Contudo, recomenda-se que seja seguido o exemplo de países como a Alemanha, que financiou apenas um terço das obras e usou o forte apelo do milionário evento para formar parcerias com a iniciativa privada.

Vale lembrar, a propósito, os Jogos Pan-Americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro. Na ocasião, questões políticas e partidárias influenciaram a coordenação dos trabalhos entre os três níveis de governo e o resultado foi que o ônus maior das despesas sobrou para a União. Deve-se tirar lições positivas dessa má experiência. Por fim, seria louvável se o Palácio do Planalto formasse uma equipe para centralizar o comando das iniciativas do Executivo, a fim de não ver frustrada a oportunidade de promover o avanço do país

CONSTRUINDO RELACIONAMENTO

Pouco depois do início das obras do apartamento que acabara de comprar, o engenheiro Ulysses Lua Moraes Jr. resolveu fazer um ronda pela rua da construção. Encostou o carro em frente ao terreno e ficou namorando a obra de longe. Não demorou muito tempo, foi abordado por um engenheiro que estava ali de plantão. O sujeito se apresentou como Eli e perguntou se o futuro morador precisava de alguma coisa. "Fiquei surpreso com a iniciativa e a prontidão do funcionário", diz Moraes Jr. "Ele inclusive, se ofereceu para me acompanhar numa visita".

A atitude do engenheiro Eli é fruto de um projeto que, nos últimos tempos, está ganhando força na construtora Tecnisa, de São Paulo: o de encantar o cliente. O plano de sedução não consiste, no entanto, em fisgar potenciais compradores. Trata de tentar encantar os que já são clientes - atitude não muito comum no universo das construtoras. "Geralmente as construtoras gastam milhões na fase de convencer o cliente e, depois, passam a tratá-lo como se fosse um estorvo", diz Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. Há dois anos, Busarello - que também é professor da pós-graduação na Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo - foi contratado para dar uma força à marca da empresa. "Éramos uma empresa justa, mas sem molho", diz ele. "Todos pensavam com cabeça de engenheiro e, bastava ser correto para ser bom. Faltava desenvoltura mercadológica".

O primeiro passo foi descobrir quais valores permeavam os corredores da companhia. Seis meses depois de estuda-la, a equipe de Busarello começou a disseminar o conceito de "mais construtora por metro quadrado" entre os 512 funcionários. O passo seguinte foi criar novas formas de relacionamento com o cliente. No lugar do antigo SAC, foi criada uma área de contato com o cliente, com a proposta de ser mais proativa. A estrutura de CRM foi aprimorada e hoje os atendentes da Tecnisa têm acesso ao histórico de contatos do cliente e podem tentar registrar, pelo tom de voz, seu estado emocional. "Se percebermos que a pessoa do outro lado da linha está insatisfeita, alguém da diretoria será acionado para conversar com ela no próximo contato", diz Busarello.

Também foi criada uma personagem fictícia de relacionamento com o público, a Patrícia Guimarães. A idéia é que cada comprador tenha 39 contatos com a Patrícia durante os dois anos da obra. É ela quem assina as cartas informativas da empresa e manda pequenos mimos ao dono do imóvel. O primeiro é enviado 72 horas após a assinatura do contrato: uma caixa com uma garrafa de champanhe, duas taças e trufas de chocolate. Depois de dez dias, ele recebe uma pasta para colocar todos os documentos relacionados à compra. Para simbolizar o início da construção, a Tecnisa envia um par de luvas e um capacete para ser usados em visitas à obra. "Entendemos a preocupação do cliente em saber onde está colocando o dinheiro dele. Diz Busarello. "Esses contatos são justamente para controlar a ansiedade".

O empresário Antonio Carlos Deodato é um desses ansiosos típicos. Costuma passar em frente à obra do apartamento que comprou, no bairro do Brooklin, a cada 15 dias para acompanhar a altura das paredes. Não satisfeito, fiscaliza a construção também pela internet. "Já tenho intimidade com o engenheiro da Tecnisa e estou surpreso com o atendimento". Diz Deodato. "Quando fui visitá-lo no escritório, havia uma placa com o nome da minha mulher e o meu na recepção". Colocar plaquinhas com o nome dos proprietários, fazer uma sala especial no local da obra com direito a flores, água, café e agendar quantas visitas o comprador quiser... tudo isso faz parte do jogo. "Se o cliente vai a uma churrascaria e é mimado porque pagou 39 reais, o que ele vai esperar na compra de um imóvel de 300.000?", diz Busarello.

O plano de marketing da Tecnisa inclui ações voltadas para os vizinhos. Eles recebem brindes da empresa, informações sobre horário das obras e sobre os cuidados com a limpeza da calçada. Recebem também um endereço eletrônico para reclamações. A empresa decidiu ainda dar atenção especial às mulheres. "Nossa pesquisas detectaram que 94% das decisões de compra são feitas por elas, e 36% das inscrições estão no nome de uma mulher", diz Busarello. O cuidado com o público feminino explica a preocupação da Tecnisa em cuidar da jardinagem nos estandes de venda e em colocar sempre o nome da mulher em primeiro lugar nas correspondências enviadas a casais.

Mesmo com essa ofensiva, a equipe da Tecnisa não está livre de reclamações. Ainda há clientes e vizinhos que não hesitam em ligar ou enviar e-mails reclamando do atendimento. Algumas vezes, com razão. "Percebemos que, apesar de todo o esforço, podem acontecer problemas lá na ponta. Já houve, por exemplo, o caso de um funcionário que pisou na bola e fez o cliente esperar mais de 1 hora para ver o apartamento", diz Busarello. "Por isso, estamos investindo no treinamento interno, dos executivos aos operários nas obras". Ele atribui o crescimento da Tecnisa nos últimos anos, às ações de marketing.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Compra pela internet

Quem planeja comprar um imóvel sem juros por meio do consórcio pode contratar o serviço sem sair de casa. A Caixa Consórcios permite a aquisição de cotas pela Internet, no site www.caixaconsorcios.com.br, no link 'Compre Aqui'. Também é possível imprimir o boleto para pagamento e fazer simulações. No modelo, a contemplação acontece por sorteio ou lance. Nesse caso, o consorciado pode usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou recursos próprios para adquirir o bem mais rápido.

Agora, com a Lei de Consórcios (Lei n°11.795, de 8 de outubro de 2008), quem tiver um financiamento imobiliário poderá quitá-lo com a carta de crédito do consórcio, desde que o valor seja igual ao saldo devedor. A nova medida só valerá se o contrato habitacional e o consórcio estiverem no nome da mesma pessoa. Na prática, significa trocar uma dívida mais cara (com juros) por uma sem juros. O sistema de consórcio tem crescido bastante no País. Atualmente, são 3,6 milhões de participantes ativos, em todos os segmentos (imóveis, veículos e eletroeletrônicos). O setor de imóveis é um dos que mais se destacam. Para se ter idéia, os grandes bancos já oferecem a modalidade.

Na lista do Banco Central, responsável por fiscalizar o sistema, das 10 maiores administradoras do País, o Bradesco ocupa o primeiro lugar, com 139.841 participantes somente no segmento imobiliário. A Caixa Consórcios ocupa a segunda posição 107.682 consorciados.

Para participar do sistema, o interessado deve pesquisar a taxa de administração e se a administradora está autorizada a operar pelo BC. Mais informações podem ser obtidas no site www.bcb.gov.br ou www. abac.org.br. Outra opção é a central de atendimento do BC: 08009792345.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Receita simplifica e agiliza liberação de CND de obra de construção civil

Novo procedimento alcança as empresas com escrituração contábil regular

A Receita Federal do Brasil baixou a Instrução Normativa 910/09, que agiliza a obtenção da Certidão Negativa de Débitos (CND) e da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa (CPD-EN) de obra de construção civil, através da simplificação e desburocratização dos procedimentos de liberação do documento para os contribuintes com contabilidade regular. A RFB estima que o tempo médio de atendimento deve ser reduzido das atuais 3 horas para no máximo 30 minutos.

Com a nova regra, que altera a Instrução Normativa MPS/SRP nº 3, de 14 de julho de 2005, os responsáveis pela obra precisarão apresentar somente a Declaração e Informação sobre Obra da Construção Civil - DISO; a prova de que a empresa possui escrituração contábil regular; e a Planilha com relação de prestadores de serviços, quando houver mão-de-obra terceirizada. A fiscalização da RFB realizará posteriormente auditorias específicas sobre as informações prestadas.

No momento da solicitação da certidão o sistema informatizado da RFB verificará, mediante consulta aos dados da empresa, se houve a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (GFIP), se há divergência entre os valores declarados na GFIP e os efetivamente recolhidos e se há débitos que impeçam a emissão da CND ou da CPD-EN. Não havendo pendências, o contribuinte recebe a sua CND ou CPD-EN imediatamente.

Em resumo, a IN revoga os dispositivos que previam a obrigatoriedade de comprovação de que a remuneração dos segurados contida em GFIP fosse equivalente a, no mínimo, 70% do valor da remuneração contida em nota fiscal de serviço ou contrato.(art. 477 da IN 3). Outra modificação introduzida com a IN dispõe que, para a expedição do Aviso de Regularização de Obra-ARO o servidor deverá conferir os documentos apresentados com os declarados na DISO somente das pessoas jurídicas SEM CONTABILIDADE REGULAR e das pessoas físicas. (art. 431 da IN 3).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Edifício 360º

Quem pensa que arquitetos brasileiros não se destacam ao redor do mundo, se enganam ao se depararem com Isay Weinfeld, vencedor do prêmio internacional Future Projects Awards, da revista inglesa de arquitetura Architectural Review. Seu projeto consiste em um prédio residencial nomeado de Edifício 360º, que só começará a ser construído daqui a quatro meses.

Weinfeld não se dando por satisfeito, ainda desbancou outros grandes nomes internacionais, garantindo também na sua coleção o "overall winner", vencendo com o melhor projeto entre todas as categorias. Criada a sete anos, a premiação nunca foi vencida por um brasileiro, e agora não mais elegendo somente obras realizadas ou em construção, surgem grandes destaques de idéias arrojadas.

Visando o crescimento do próprio país, Weilfeld além de ter participado na criação do Hotel Fasano, Livraria da Vila e a recém-inagurada loja das Havaianas (nos Jardins), traz para a zona oeste de São Paulo mais uma de suas obras geniais, "mais importante do que o prêmio é mostrar para as grandes incorporadoras de São Paulo que é possível fazer algo diferente".

De fachadas de vidros azuis e com 60% dos apartamentos vendidos em quadro meses, o Edifício 360º é um forte candidato a se tornar um novo simbolo para a cidade. As quatro fachadas são formadas por caixas acopladas à estrutura, criando assim um ritmo assimétrico, diferente dos modelos predominantes em demais edificações. Apesar do seu lançamento em outubro em plena crise econômica mundial, o resultado de vendas está muito acima do esperado pelo mercado.

O prédio residencial consiste em três diferentes dimensões de apartamentos, variando entre 130 m², 170 m² e 250 m², que custam de R$ 550 mil a R$ 1,5 milhão. O segredo do sucesso de vendas foi o tempo dedicado ao estudo do projeto, para poder torná-lo viável sem custos muito altos. As caixas serão pré-moldadas ao invés de concretadas diretamente na estrutura, o que manteve o preço em torno de US$ 2 mil por m², que comparado aos termos mundiais, está relativamente baixo. Apostando na valorização da obra, os próprios investidores e não moradores já adquiriram um quarto dos apartamentos até então disponíveis, e com a premiação do projeto, os mesmos não irão se decepcionar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Brasil em Dubai

Uma obra feita de mar, areia e muitos milhões de dólares. Este é o The World, um arquipélago composto por mais de 300 ilhas artificiais nos moldes dos seis continentes, formando um gigantesco mapa-múndi de 232 km de costa. Exagero? Não em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde o extraordinário se torna meramente razoável.

The World, vai de vento em popa e as áreas correspondentes a São Paulo, Bahia e Brasília já foram vendidas para um grupo indiano

O projeto não é novo. Revelado em maio de 2003 pelo Sheikh Mohammed (atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados), o The World causou furor à época por levar ao extremo o conceito de construção artificial de arquipélagos. Hoje, 386 milhões de toneladas de rocha depois e a primeira fase já concluída, a obra continua a surpreender o mundo pela engenhosidade e ambição humanas, traduzidas para a realidade sob a tutela da gigante Nakheel - corporação imobiliária com 1.800 funcionários que hoje desenvolve outras obras de igual calibre, como a Palm Trilogy e o Dubai Waterfront, maior projeto de canais e ilhas já efetuado pela mão do homem.

No The World, a palavra de ordem é exclusividade. O proprietário de cada “país” poderá fazer do seu terreno um pedaço particular de paraíso, incrementando, a gosto, seja um campo de golfe, um condomínio paratoda a família, ou mesmo um castelo no estilo medieval. Os lotes dentro de cada continente estão à venda desde 2007 – o que vem atraindo uma enxurrada de endinheirados e celebridades, inclinados a disputar, no bolso, cada pedaço do ‘mundo’.

por sinal, já tem dono: o heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher, presenteado pelo Sheikh com uma parte do “Ártico” – estimada em US$ 7 milhões. Especulou-se ainda que o cantor britânico Rod Stewart teria desembolsado US$ 33 milhões pelo espaço equivalente à sua terra natal, a Grã-Bretanha; boato que foi desmentido no mês passado com a compra do terreno de 11 acres por um grupo de 10 investidores irlandeses, encabeçados pelo famoso empreiteiro John O´Dolan, da O´Dolan International.(Confira outros exemplos aqui).

Localizado a 4km da costa de Dubai, esse mundo em miniatura atrai pelo paradoxo: longe da dura realidade em escala terrestre - onde a pobreza só aparece em revistas, livros e aparelhos televisivos -, o The World ao mesmo tempo mergulha nos avanços tecnológicos e se aproxima de um futuro reservado ainda a poucos mortais, como o sistema de posicionamento global para rastrear os iates dos moradores, ou mesmo os quatro hangares centrais, que, como mini-aeroportos, devem em breve encurtar as distâncias de um continente ao outro e do arquipélago até o emirado.

A um custo total estimado em US$ 14 bilhões, o arquipélago virou um dos ícones mais badalados de Dubai. Prova de tanta fama se pode sentir na procura - com mais de 70% das ilhas vendidas, o The World já anunciou suas próximas ofertas. Os preços variam entre US$ 15 milhões e US$ 50 milhões, embora um dos terrenos (ainda sem dono) esteja avaliado em inacreditáveis US$250 milhões. Para gente com tanto dinheiro, pelo visto, nem mesmo o mundo é o bastante.

Plano para moradias populares terá fundo garantidor

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo pretende criar um fundo garantidor de R$ 500 milhões para assegurar o pagamento de empréstimos de moradias populares.

"O fundo é para garantir o pagamento da prestação caso o mutuário tenha em um mês ou outro de dificuldades, se ficar desempregado ou perder a receita", disse.

Os recursos para o fundo, que será administrado pelo Ministério da Fazenda, serão oriundos do Orçamento da União.

Segundo o ministro, o impacto da criação do fundo será pequeno, se comparado aos recursos disponíveis no orçamento. O valor deverá ser recuperado em 20 anos. A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Inpar aprova novo sócio

Os acionistas da Inpar aprovaram a proposta de aumento de capital no valor de R$ 180 milhões. O fundo norte-americano Paladin se comprometeu a fazer o aporte, ao preço de R$ 1,75 por ação, e pode ficar com até 52% do capital da incorporadora.
Fonte: Gazeta Mercantil

Falta apartamento de um quarto no mercado

Tem cada vez mais gente procurando e menos construtoras investindo nesse tipo de imóvel. Hoje, nas duas maiores cidades brasileiras, de cada 100 lançamentos apenas dois são de um quarto

Atualmente, no mercado imobiliário brasileiro, um determinado tipo de apartamento tem sido muito disputado nas cidades grandes: o quarto e sala.

Os apartamentos de um dormitório estão se tornando artigo raro, porque há uma conta que não fecha no mercado imobiliário: tem cada vez mais gente procurando e menos construtoras investindo nesse tipo de imóvel. Hoje, nas duas maiores cidades brasileiras, de cada 100 lançamentos apenas dois são de um quarto.

No Rio, entre os mais de 11 mil novos apartamentos, só 252 são de um quarto. Em São Paulo, mais de 60 mil lançamentos, apenas 1.540 tem um dormitório.

Enquanto isso, cresce o número de brasileiros que moram sozinhos: em uma década, quase dobrou. Com essa tendência, quem tem um apartamento usado para alugar fecha negócio rapidamente. No Rio, 85% dos imóveis de um quarto anunciados são ocupados em menos de um mês. Para venda, hoje, não adianta nem procurar.

“Atualmente, a gente não tem nenhum apartamento de um quarto no nosso site para venda”, afirmou Pedro Carsalade, da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis.

O estudante Ygor Oliveira está tentando morar perto do trabalho e da faculdade para não ter que enfrentar horas no trânsito todos os dias. Tem que ser um quarto e sala porque é mais barato, mas depois de três meses olhando os classificados, ainda é obrigado a recorrer a um plano B.

“Os amigos já estão avisados, duas vezes na semana o telefone já toca: ‘Preciso de abrigo’. Vamos ver se a gente acha esse apartamento com perfil de universitário”.

No ano passado, enquanto o mundo inteiro começava a sentir as consequências da crise no setor imobiliário dos Estados Unidos, aqui no Brasil o número de imóveis financiados batia um recorde histórico. Foram quase 300 mil unidades. O volume de dinheiro que foi emprestado a centenas de milhares de mutuários brasileiros chegou a R$ 30 bilhões em 2008. Em relação ao ano anterior, foi um aumento de 64%.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Negociação Difícil na China

Proprietários se recusam a autorizar a demolição da casa, a última que restou na área onde deverá ser construído um conjunto de apartamentos, em Chongqing, região central da China. Segundo a imprensa local, os donos da moradia querem uma oferta melhor para deixar o local Reuters

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Construção de casas populares atende o urgente e o importante, diz Secovi

Na opinião do presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), a construção de casas populares é uma medida que atende o que é urgente, como a geração de empregos neste momento de crise, e o que é importante, como a diminuição do déficit habitacional existente no Brasil.

"O setor de construção civil é, junto com a agricultura, um dos maiores geradores de empregos do país. Portanto, a construção de casas populares é uma medida pontual, que ajuda a combater a crise, e também estrutural, pois auxilia no combate ao déficit de moradias, que existe hoje no Brasil e vai continuar existindo, mesmo quando passar a crise", disse.

Medidas importantes
De acordo com o Secovi, o déficit habitacional brasileiro gira em torno de 8 milhões de moradias populares. Para resolver o problema, além da construção de unidades habitacionais voltadas para a população carente e de baixa renda, como as 500 mil casas a serem construídas, conforme anunciado, na última terça-feira (3), pelo presidente Lula, é importante que o governo tome outras medidas estruturais.

Dentre estas, segundo Crestana, destacam-se a desoneração tributária, a criação de uma espécie de fundo de garantia, que proteja, por um período pré-determinado, mutuários de financiamentos imobiliários que eventualmente percam o emprego, além da oferta de subsídios para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

"Em uma casa, por exemplo, que custa R$ 50 mil, cerca de R$ 15 mil são impostos. É inconcebível que imóveis destinados à habitação popular paguem este tanto de impostos. Aliás, este tipo de imóvel não deveria pagar nenhum tipo de imposto."

Crestana disse ainda que o setor aguarda com ansiedade as medidas estruturais para estimular o setor, prometidas pelo governo. As providências deveriam ter sido anunciadas no final do mês de janeiro. A expectativa, agora, é que sejam divulgadas até a próxima semana.

Medidas Urgentes
No que diz respeito às medidas que objetivam atenuar os efeitos da crise financeira internacional, o presidente do Secovi avalia como positivas as soluções apresentadas pelo governo até então.

Além disso, ele acredita que ações implementadas antes da crise hoje ajudam o país a passar pelo atual cenário econômico. Como destaque, ele cita o PAR (Programa de Arrendamento Residencial), que também visa ao longo prazo.

Criado em 1999, o programa permite às famílias com renda de até R$ 1.800 alugarem um imóvel com mensalidades inferiores ao aluguel praticado na região e, depois de determinado período, transformarem este contrato de aluguel em um contrato de compra e venda.

"Neste momento, ele é uma alternativa interessante, pois ajuda a combater os riscos trazidos pela crise e dá um apoio para que o setor continue funcionando e atenda a população de baixa renda, não só agora, mas também nos próximos 20 anos."

Brasileiro de alta renda foi o que mais deixou de comprar imóvel, diz SindusCon SP

Os brasileiros com maior poder aquisitivo foram os que mais deixaram de comprar imóveis depois que a crise financeira se instaurou no País. De acordo com o vice-presidente de imobiliário do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), Odair Senra, os empreendimentos de alto padrão foram os que mais registraram queda nas vendas.

"É natural que os produtos de maior valor fiquem mais parados, porque quem vai comprar um apartamento entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão, por exemplo, via de regra, já mora bem. Essa pessoa quer melhorar de apartamento, de localização, mas não está precisando mudar. E, dentro de uma crise, esse segmento naturalmente é o mais afetado".

Senra explica que os imóveis de captação popular são os que apresentam mais movimento diante desse cenário. "Os imóveis mais populares, que custam menos de R$ 100 mil, continuam tendo demanda sem dúvida nenhuma, claro que, com financiamento, mas tem. Tanto que o governo está preparando um plano que deve incentivar bastante a compra desse tipo de imóvel".

Crédito
Quanto à oferta de crédito, Senra afirma que há uma pressão bastante grande para que os bancos não mudem suas ações em relação aos financiamentos. "Eles não têm motivo para mudar, para dificultar a concessão, porque esses financiamentos são concedidos com recursos internos, dinheiro de poupança e não têm nada a ver com dinheiro interno".

Ainda de acordo com o vice-presidente, não falta crédito no mercado, o que há é um efeito psicológico. "O que existe é uma paralisia psicológica. As pessoas acham que não há crédito e não vão atrás. Mas, na área de crédito imobiliário, pouco mudou desde o início do ano passado. Talvez os bancos estejam mais rigorosos na avaliação do solicitador, mas eles continuam financiando".

E completa: "Se houver um apartamento e a documentação estiver correta, não há dúvidas, a Caixa Econômica Federal financia. E, para os imóveis de maior valor, os bancos privados, como o Bradesco, o Itaú, o Santander, o HSBC e o Banco do Brasil também estão financiando. A Caixa, por exemplo, até baixou os juros e está incentivando o financiamento", finaliza.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Para gerar empregos, Lula anuncia construção de 500 mil unidades habitacionais

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (3) que o governo pretende construir 500 mil unidades habitacionais, com o objetivo de gerar empregos e combater os efeitos da crise financeira internacional.

Em discurso realizado durante a inauguração de uma escola no Rio de Janeiro, o presidente afirmou que, em 10 dias, os ministros da Fazenda, das Cidades e a ministra-chefe da Casa Civil devem apresentar a ele um plano com esse objetivo.

"Daqui uns 10 dias, a Dilma Rousseff, o Guido Mantega e o Márrcio Fontes vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além das casas que a Caixa econômica já constrói (...) Vamos fazer isso porque precisamos gerar empregos."

Mais moradia
De acordo com a Agência Brasil, o governo vai lançar nos próximos dias um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente espera facilitar o acesso ao financiamento habitacional pelas famílias de baixa renda.

Ainda com o objetivo de diminuir o déficit habitacional, Lula afirmou ainda que terrenos e prédios desocupados da União, desde que estejam em bom estado, serão utilizados como moradia para a população carente.

Crédito imobiliário: mesmo sem projeções, Abecip aposta em crescimento para 2009

SÃO PAULO - O crescimento de 64,36% - de 2007 para 2008 - nas contratações de crédito imobiliário é resultado do hábito cada vez mais frequente entre os brasileiros de adquirir imóveis por meio do financiamento. A afirmação é do presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antonio França.

Baseado em números do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), França explicou que, enquanto em 2007 62,12% dos imóveis usados foram comprados à vista e apenas 29,95% foram por meio do financiamento bancário, esse número já mudou em 2008, quando 56,55% foram pagos à vista e 39,50% por meio do financiamento.

"Isso mostra que o financiamento bancário está sendo cada vez mais usado, tanto para imóveis novos, quanto para o mercado secundário. E apesar da carteira de crédito imobiliário ainda ser muito pequena no Brasil, temos muito potencial de crescimento".

2009
Sem fazer projeções para 2009, e afirmando que este é um ano muito difícil para qualquer estimativa, o presidente garantiu que vê potencial para um crescimento significativo do crédito nos próximos 12 meses. "Basta observarmos que, no final de 2008, o Brasil possuía 190 milhões de habitantes e apenas 58 milhões de domicílios. É uma diferença bastante significativa".

Outro fator que indicaria um provável crescimento do financiamento bancário é o fato de que, em 2009, muitas obras que foram iniciadas nos anos anteriores serão entregues. "Temos um número muito alto de obras que serão entregues, e é no momento em que recebe as chaves que o proprietário tem a opção de fazer o pagamento à vista ou financiar. Ou seja, devemos ter bastante gente optando pelo financiamento".

Quanto à dificuldade de se conseguir crédito bancário, França afirma que a situação não é diferente da de 2008.

"Sabemos que para algumas modalidades o crédito ficou mais caro e difícil de ser concedido, mas isso não aconteceu com o imobiliário. A Caixa Econômica Federal está com bons programas para concessão de crédito e alguns bancos privados também. Para se ter uma idéia, no último trimestre de 2008, com a crise já instaurada no País, a média mensal de financiamento foi de R$ 2,5 bilhões, bem em linha com as outras médias obtidas nesse mesmo ano, que foi um ano que até outubro apresentou grande crescimento econômico", finalizou.

SindusCon-SP: custos da construção civil aumentam 0,21% em janeiro

SÃO PAULO - Os preços da construção civil paulista revelaram alta de 0,21% em janeiro, frente a dezembro do ano passado, segundo dados divulgados na última segunda-feira (2) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

O CUB (Custo Unitário Básico) - que reflete a variação mensal das despesas do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil - atingiu 119,08 pontos no primeiro mês do ano.

Valor por metro quadrado
Em janeiro, o custo da construção civil paulista (R8-N) foi de R$ 827,62 por metro quadrado, sendo R$ 411,69 (49,74%) referentes à mão-de-obra e R$ 394,40 (47,65%) aos materiais. As despesas administrativas responderam por apenas R$ 21,53 (2,60%).

Em relação a dezembro, o CUB relativo à mão-de-obra não variou, mantendo os 117,68 pontos. Já o custo dos materiais aumentou 0,40%, chegando a 120,71 pontos, e o das despesas administrativas não variou pelo quinto mês consecutivo, continuando em 116,76 pontos.

Alta e baixa dos preços
Ainda na comparação mensal, o SindusCon-SP destaca os aumentos de 3,19% no metro cúbico da brita, de 2,79% no metro da placa de gesso para forros sem colocação e de 2,35% no metro cúbico da areia média lavada.

Entre as maiores quedas de preço do mês, está a do saco de cimento CPE-32 50quilos (-1,58%).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

LEILÕES PSH

O Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social - PSH é uma linha de crédito direcionada à produção de empreendimentos habitacionais. Seu objetivo principal é o de subsidiar a produção de empreendimentos habitacionais para populações de baixa renda, nas formas de conjunto ou de unidades isoladas.

Em parceria com o setor público, sob a forma de recursos financeiros, bens ou serviços, o PSH viabiliza a aquisição e/ou produção de casas populares para a população de baixa renda. Complementa a capacidade financeira do proponente para o pagamento do preço de imóvel residencial e assegura o equilíbrio econômico e financeiro das operações realizadas pelas instituições financeiras. Contribui para a geração de emprego e renda no seu município, estimula novas parcerias e propicia a divisão dos seus custos. Todo mundo sai ganhando.

RANKING DAS INSTITUIÇOES POR NÚMERO DE CRÉDITOS RECEBIDOS DO PSH
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TERRA DO NUNCA - CASAS PSH - JOÃO PESSOA / PB

O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho inaugurou na quinta-feira (15/01) 57 casas na Comunidade da Terra do Nunca em João Pessoa na Paraíba. A obra construída pela Prefeitura de João Pessoa e com recursos do PSH repassados pela Cobansa, custou R$ 870.000,00, sendo R$ 456.000,00 em recursos do Governo Federal e R$ 414.000,00 do município.
As mudanças na Terra do Nunca, onde vivem cerca de 300 pessoas, foram radicais. O que antes era uma área pantanosa e degradada ambientalmente, hoje se transformou num local em perfeitas condições de habitabilidade.
Devido às adversidades encontradas no local, foram necessárias várias intervenções. Entre elas: Contenção da encosta através de muro de arrimo, Rebaixamento do lençol freático, Construção de estação elevatória de esgotos, Pavimentação e urbanização, Ajardinamento e o plantio de árvores.Vale destacar a ótima qualidade dos serviços realizados pelo construtor que também foi responsável pela execução da infra-estrutura.

A Cobansa foi representada no evento de inauguração, pelo Gerente de Negócios, Eng. Marco Antonio Moura.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

As 4 Perguntas mais Freqüentes do Construtor: Responsabilidade por Vícios e Defeitos em suas Obras

1) O que são vícios e defeitos na construção?

Vícios e defeitos na construção são situações que ameaçam ou afetam a solidez, a segurança e a habitabilidade do imóvel (= inadequação para a habitação).

Assim, os vícios de construção constituem, tecnicamente, toda a gama de defeitos, inclusive os que não comprometam de forma direta e necessária, a solidez e segurança da obra. Podem ser citados alguns exemplos: goteiras, escorrimentos, infiltrações, descolamento do piso, fissuras e trincamentos. Portanto, haverá responsabilidade do construtor pela solução dos citados problemas e demais circunstâncias que caracterizarem vícios estruturais da construção.

Atualmente, o novo Código Civil também impõe a responsabilidade do construtor quanto ao solo sobre o qual a obra foi edificada, quando este não se encontra firme para a edificação. Assim, é dever do construtor não executar a obra em solo defeituoso, respondendo, portanto, pelos danos causados a terceiros caso não observe tal dever legal.

2) Quais os prazos para reclamação dos vícios e defeitos?

Os prazos a serem observados são três:

(I) Prazo de garantia: o defeito deve ocorrer dentro de 5 (cinco) anos a contar da data da entrega da obra, a fim de que o construtor possa ser responsabilizada pelos vícios ou defeitos da obra que afetem sua solidez, segurança e inadequação para a habitação;

(II) Prazo decadencial: ocorrendo defeito e/ou vício, o adquirente deve reclamar o conserto dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias, pois após tal prazo restará apenas o direito de pedir indenização dos prejuízos decorrentes dos problemas de solidez, segurança ou inadequação para a habitação;

(III) Prazo prescricional: O pedido indenizatório, após a ocorrência de defeito e/ou vício dentro do prazo de garantia, reger-se-á pelo prazo prescricional de 20 (vinte) ou 5 (cinco) anos, conforme a data em que ocorrido o dano ao adquirente.

O prazo de 20 (vinte) anos será contado somente nos casos de defeitos ocorridos até 10 de janeiro de 1993 e que estejam dentro do prazo de garantia de 5 (cinco) anos contado da entrega da obra.

Ressalta-se que o prazo prescricional também comporta entendimentos de 10 (dez) e 3 (três) anos. Tais prazos estão elencados no novo Código Civil. Porém, como o Superior Tribunal de Justiça ainda não se manifestou sobre a matéria, não é possível prever qual prazo prescricional será adotado.

Contudo, a orientação tem sido no sentido de utilizar-se o prazo prescricional de 5 (cinco) anos do Código de Defesa do Consumidor. Para aquelas empresas que preferirem adotar uma posição mais conservadora, recomenda-se utilizar o prazo de 10 (dez) anos;

3) Quando o prazo começa a correr?

Para o comprador do imóvel o prazo de garantia começa a correr a partir da entrega das chaves, circunstância que simboliza a entrega da obra.

Para o condomínio, o prazo de garantia começa a contar a partir do momento em que o construtor entrega a administração condominial aos condôminos.

4) Como reduzir as possibilidades de ações judiciais e controlar a contagem dos prazos?

(I) O construtor deve consertar os defeitos ocorridos dentro do prazo de garantia de 5 (cinco) anos, ainda que já tenha transcorrido o prazo decadencial de 180 (cento e oitenta) dias. Essa atitude evita o ajuizamento de ação indenizatório do comprador ou do condomínio, com base no prazo prescricional;

(II) A entrega das chaves deve ser formalizada em documento escrito que especifique o limite da responsabilidade do construtor por vícios e defeitos pelo prazo de 5 (cinco) anos;

(III) A empresa de construção deve exigir dos compradores que os pedidos de conserto sejam realizados por escrito, a fim de formalizar e facilitar a contagem dos prazos decadencial e prescricional. Essa pequena medida administrativa facilitará a defesa do construtor em juízo.

sábado, 1 de novembro de 2008

O que SnapTalk pode fazer pelo seu negócio

Mercado Imobiliário

Imagine que um pai de família acesse o site de determinada imobiliária. O sonho do imóvel próprio aproxima-se da realidade à medida que ele clica nas opções de empreendimentos. Escolhe região, número de quartos, estrutura de lazer e faixa de preço. A imagem do produto escolhido surge na tela e ele esboça um sorriso vencedor. Um sinal espontâneo de quem encontra exatamente o que está procurando.

A esposa e os filhos, reunidos em frente ao computador, dividem a animação e disparam uma seqüência de perguntas. “Qual o tamanho da piscina? É aquecida? E a quadra? Tem churrasqueira?”. A esposa, mais centrada, pergunta ao marido sobre condições de financiamento, disponibilidade para visitação e facilidades na região. Ao marido, responsável pelo comando do teclado, resta procurar no site as informações de que a família precisa. Após frustradas tentativas em localizar o conteúdo que deseja, percebe que o melhor é enviar um e-mail com as suas dúvidas e esperar ansioso por uma resposta da imobiliária.

Segundos depois, o marido decide acessar o site de outra imobiliária e encontra um empreendimento igualmente atraente. Aconchegante, bem localizado e na faixa de preço definida pelo orçamento. Após acessar algumas páginas, e já aguardando as perguntas da família, percebe que uma janela se abre na tela: “Olá, posso ajudá-lo?” Antes que questione o recurso, recebe o convite de um consultor de imóveis para que esclareça as suas dúvidas. A esposa e os filhos perguntam tudo o que querem saber e recebem as respostas em tempo real. O operador estava verificando em tempo real os hábitos de navegação da família e percebeu o forte potencial de vendas. Naquela noite, a família dorme com a certeza de que encontrou o novo imóvel.

Mas e o e-mail que enviaram para a primeira imobiliária? Bom, na opinião da família, e de muitos outros clientes que buscam soluções em tempo real, não tem mais importância.

Sem SnapTalk, a resposta chegará tarde demais.