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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Gafisa é condenada a pagar R$ 10 mil por demora na entrega de imóvel

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Gafisa a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil pelo atraso de quase dois anos na entrega de um imóvel, informa a assessoria de imprensa do Poder Judiciário do Rio.
 
Inicialmente, as chaves deveriam ser entregues em abril de 2012, mas, de acordo com informações prestadas pela própria empresa ao autor da ação, a entrega só deve ocorrer em março deste ano.
Em sua defesa, a Gafisa alegou que a demora decorreu de causas externas, como o "boom" imprevisível do mercado da construção civil, com a consequente escassez de mão de obra, de material e de equipamento.
 
A Gafisa foi condenada a pagar, ainda, o valor equivalente ao aluguel mensal mais condomínio pelo período de atraso na entrega do empreendimento. O prazo conta de abril de 2012 (data original de conclusão) até quando for entregue efetivamente.
 
"Quantos sonhos e ilusões foram destruídos, vivendo a parte autora num misto de angústia e de revolta por ver frustradas as expectativas da entrega do bem que um dia sonhou ocupar. Esses aborrecimentos não se confundem com meros dissabores ou aborrecimentos do dia a dia, alcançando patamar muito mais elevado, capazes de gerar angústia e preocupação, interferindo de maneira direta na normalidade das relações experimentadas pela parte demandante", registra a sentença.
 
Procurada, a assessoria de imprensa da Gafisa não foi encontrada para comentar o caso. O escritório terceirizado Ferreira, Pinto, Cordeiro, Santos e Maia Advogados, do Rio de Janeiro, que representa a Gafisa, informa que não tem autorização para falar em nome da empresa sobre a decisão.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Empréstimo de Nome - Crea-SP obtém resultados positivos no Ajustamento de Conduta

 
Desde o início da atual gestão, em janeiro de 2012, o Crea-SP tem assumido uma série de compromissos considerados, dentro do próprio Sistema Confea/Crea, difíceis de serem cumpridos. Mas a equipe que constitui hoje a alta direção do Conselho, determinada a elevá-lo a um patamar de credibilidade digno dos anseios da comunidade tecnológica do mais importante Estado da Nação, dá mostras de que determinados tipos de desafios devem ser atacados e levados a cabo custem o que custarem, como é o caso do combate à lamentável prática do empréstimo de nome, que consiste na detecção e correção no mau exercício profissional por parte dos chamados "caneteiros", trabalho que conta hoje com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), graças a convênios que ambas as instituições vêm renovando nos últimos dois anos.A parceria firmada entre o Crea-SP e o MPF em 2012, visando a facilitar o aprimoramento e a atualização da metodologia de fiscalização do Conselho, adentra 2014 com força total: um dos instrumentos facilitadores dessa metodologia, de uso inédito nas ações fiscalizatórias dos Creas, denomina-se Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, fundamentado no parágrafo 6º do artigo 5º da Lei nº 7.347/85, se constitui hoje no principal elemento de conciliação entre o Crea-SP e profissionais investigados.

Praticando uma fiscalização mais corretiva que punitiva, o Conselho realizou um levantamento, a título experimental, entre outubro de 2012 a novembro de 2013, em dez cidades do Interior (em ordem cronológica, Catanduva, Assis, Americana, Registro, Santo André, Itápolis, Franca, Itapeva, São João da Boa Vista e Capivari) e duas do Litoral (Ubatuba e Praia Grande), para identificar profissionais que tivessem recolhido quantidades de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica muito acima da média, além de outros indícios que apontassem a má prática do empréstimo de nome (antes dessas ações um caso chamou a atenção da população, em nível estadual e até nacional, na cidade de Marília.

Nessas primeiras 12 cidades 14 profissionais foram indicados para investigação pelas comissões compostas por Conselheiros e Inspetores de cada região envolvida.
 
Resumo:– Dos 14 profissionais investigados, 7 já aceitaram a proposta de Ajustamento de Conduta, estando em fase de verificação o cumprimento do TAC pela respectivas unidades de fiscalização;

– Um profissional aceitou o Termo de Ajuste de Conduta, porém não honrou o compromisso assumido, razão pela qual o Crea-SP instaurou processo de cancelamento de registro, encaminhando cópia do processo ao Ministério Público Federal;

– Um profissional não concordou em celebrar o Termo de Ajuste de Conduta, resultando em instauração de processos de infração. O Crea-SP encaminhou o assunto ao Ministério Público Federal, que, por sua vez, acionou a Polícia Federal;

– 5 profissionais aguardam convocação para tratativas acerca do Ajustamento de Conduta.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Empresa americana desenvolve placa solar com o formato de uma telha de barro

Converter a luz do sol em eletricidade não significa necessariamente fazer uma cobertura no telhado com painéis solares sem graça. A empresa SRS Energy, da Filadélfia, desenvolveu uma placa, a Solé, que faz esse trabalho sem comprometer a estética: tem o formato de uma telha de barro, na cor azul escuro. O produto foi especificamente produzido para ser compatível com as telhas de cerâmica fabricadas pela empresa parceira E.U.Tile - assim, será dada aos seus clientes a opção de cobrir uma seção de seu telhado com a nova versão, mais fashion, das placas fotovoltaicas.
 
As telhas já estão disponíveis no mercado americano, mas ainda não chegaram ao Brasil. A SRS Energy diz que as telhas Solé, feitas de um polímero de alta performance usado frequentemente nos para-choques de automóveis, são leves, inquebráveis e recicláveis.
 
Em solo brasileiro, por outro lado, está sendo instalada, no Estado de Pernambuco, a primeira fábrica de painéis para geração de energia das Américas - a Eco Solar do Brasil. A fábrica terá capacidade anual de produzir 850 mil painéis fotovoltaicos, responsáveis pela captação e armazenagem da energia solar. A grande fornecedora de tecnologia para a Eco Solar é a suíça Oerlikon Solar, com mais de 100 anos de atuação.
 
O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para armazenar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotada pela empresa, chamada de "filme fino", é que as placas são feitas de material 100% limpo, mais eficiente e mais barato, garante ele:
- Essa é uma tecnologia que tem um custo acessível. No início, iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação.
 
O preço da placa fotovoltaica, com capacidade de armazenar até 150 watts, deve ficar em cerca de R$ 320. Para uma casa com quatro pessoas, por exemplo, seriam necessárias seis placas (R$ 1.920) e a economia de energia seria de aproximadamente 30%. Hoje, o custo de uma placa com potência de 135 watts gira em torno de R$ 1,5 mil.


 
 
 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Brasil registra segunda maior alta em imóveis residenciais entre 23 países

Os preços dos imóveis residenciais no Brasil aumentaram 12,8% em 2013, a segunda maior variação entre 23 países pesquisados pela revista britânica "The Economist", ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram alta de 13,6% no período.

 
O estudo da revista apresenta dados semelhantes aos divulgados esta semana pelo Índice FipeZap, que apontou um crescimento de 12,7% na pesquisa de sete capitais, e de 13,7%, na análise de 16 cidades. A publicação destaca que o Brasil, que abriga a Copa do Mundo em junho, vive um boom imobiliário, e que no Rio, onde ainda será realizada a Olimpíada de 2016, os preços triplicaram desde 2008. Do total de países analisados, 18 tiveram aumento, sendo que no ano anterior foram 12.
 
 
Indícios de bolha na China e Índia
 
Já a China, liderada por um desenvolvimento excessivo e baixa ocupação, poderia enfrentar uma bolha imobiliária, afirma a revista. De acordo com o índice da Economist, com base em dados oficiais de 70 cidades chinesas, os preços aumentaram 8,7 % no ano até novembro de 2013. E a Índia pode seguir o mesmo caminho, pois os preços em 15 cidades aumentaram 7% no terceiro trimestre de 2013.
 
Nos Estados Unidos, onde foi registrada a maior alta, os preços das casas subiram 24% desde março de 2012, mas, ainda assim, estão 20% abaixo do pico registrado em abril de 2006. Ao todo, as propriedades americanas estão desfrutando de uma recuperação, mas não há uma bolha, diz a revista. O Canadá, entretanto, parece ter sido bem-sucedido em seu mercado, pois a inflação dos preços de imóveis residenciais baixou 3,4%.
 
Preços das casas caíram em países da Europa
 
Na Europa, os preços das casas caíram entre 1,5% e 5,9%. De todos os pesquisados, França, Espanha, Itália e Holanda tiveram queda nos preços dos imóveis - Japão foi o único lugar fora da região em que os preços recuaram. Porém, na Irlanda, o mercado chegou ao seu limite depois de reduzir o índice pela metade ao longo de seis anos. Os preços na Alemanha estão subindo no ritmo mais rápido desde a sua reunificação, embora a habitação ainda esteja desvalorizada.
 
Na Grã-Bretanha, os preços tiveram o maior aumento de taxa nos últimos três anos, alimentando os temores de uma bolha imobiliária, particularmente em Londres, onde os valores aumentaram em 12%. Entretanto, avaliando pela supervalorização dos preços das casas em contraponto com os aluguéis e rendas, a Grã-Bretanha não sofreu um impacto na habitação na escala dos Estados Unidos, em grande parte porque a oferta é pequena. Além disso, o governo britânico tem desfeito metas de construção de casas desde 2010, entre outras medidas.
 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Minha Casa, Minha Vida já gasta mais que 30 dos 39 ministérios

Com menos de cinco anos desde sua criação, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida já consome mais dinheiro dos cofres federais que 30 dos 39 ministérios e secretarias especiais da administração federal.
 
Os gastos chegaram a R$ 14,2 bilhões no ano passado,  segundo dados atualizados até o último dia 28, quase todos na forma de subsídios para os financiamentos imobiliários em condições favorecidas.
 
A despesa só não foi maior porque o governo Dilma Rousseff deixou parte dos pagamentos para este ano, o que ajudou a melhorar o resultado das contas do Tesouro Nacional no ano passado, conforme a Folha noticiou hoje.
 
Trata-se de uma expansão impressionante para um programa cujos desembolsos não passaram de R$ 1,6 bilhão em 2010, último ano do governo Lula. Os montantes de hoje superam os de ministérios tradicionais como Justiça, Agricultura e Planejamento.
 
Nem o Bolsa Família, prioridade mais celebrada da administração petista, gastava tanto com tão pouco tempo de existência: em valores corrigidos pela inflação, foram R$ 12,1 bilhões em 2007.
 
O Minha Casa foi lançado durante a crise econômica de 2009 com o propósito ambicioso de subsidiar quase integralmente, com recursos do Tesouro, o financiamento de imóveis para a população com renda até três salários mínimos.
 
Essa faixa de renda tradicionalmente é o maior obstáculo enfrentado pelas políticas habitacionais, devido à falta de acesso ao crédito. Devido ao alto custo dos subsídios, os programas anteriores para esse segmento eram de escala reduzida.
 
Com algo em torno de 3 milhões de moradias contratadas, considerando todas as faixas de renda, o Minha Casa gerou custos que, muito provavelmente, serão deixados para o próximo governo.
 
Todos os anos o governo tem atrasado os pagamentos de subsídios à Caixa Econômica Federal. Os dados oficiais ainda não são conhecido, mas deve haver mais de R$ 5 bilhões em compromissos remanescentes de anos anteriores, além dos R$ 14,8 bilhões programados no Orçamento deste ano.
 
Fonte: Folha de São Paulo

Secretaria do Verde diz não ter verba para criar parque Augusta

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pelos parques na capital paulista, informou que não possui verba para tirar do papel o parque Augusta, na região central de São Paulo.
 
Lei sancionada no último dia 23 pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a criação da área verde na rua Augusta, entre as ruas Marquês de Paranaguá e Caio Prado, em um terreno de cerca de 25 mil m².
 
De acordo com a assessoria do órgão, a verba atual é suficiente apenas para o manejo e manutenção dos parques. Como a lei acabou de ser aprovada, o tema ainda será discutido com o prefeito Fernando Haddad (PT).
 
A lei não fixa prazo para a criação do parque. O texto aprovado apenas congela a intenção das incorporadoras Setin e Cyrela de erguer duas ou três torres no local.
 
A formalização da venda do terreno pelo ex-banqueiro Armando Conde às empresas foi informada à Folha por Antonio Setin, presidente da incorporadora Setin, no último mês de novembro.
 
 
A área já havia sido negociada há cerca de sete anos, mas só pode ser formalmente vendida após caducar em agosto do ano passado o decreto que a declarava de utilidade pública.
 
Com a lei aprovada em dezembro, a posse do terreno não passa imediatamente para a prefeitura, pois é preciso efetuar a desapropriação do local e indenizando os proprietários. Avaliação realizada em agosto de 2013 estimava o valor da desapropriação em R$ 70 milhões.
 
"A prefeitura pode ajuizar a ação de desapropriação daqui a 6 meses ou 20 anos, quando bem entender", diz o advogado especializado em desapropriações Homero Cardoso Machado Filho.
 
Segundo a assessoria da Setin, porta-voz do projeto do empreendimento, a empresa não comentará a aprovação da lei em razão do recesso de início de ano.

Fonte: Daniel Vasques / Folha de São Paulo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Empresas de gestão prometem cortar 30% no condomínio; saiba se vale a pena

Você mora num prédio e acha que a taxa de condomínio está muito alta porque a administração é amadora e desperdiça dinheiro? Empresas especializadas em gestão condominial prometem auxiliar o síndico a fazer um check-up completo no condomínio para economizar de 5% a 30% por mês.

Será que vale a pena? Qual a diferença entre essas empresas e as tradicionais administradoras? Especialistas dizem que é preciso tomar cuidado ao contratar o serviço porque pode significar apenas mais gastos.
 
E o advogado Michel Rosenthal Wagner, especializado em Direito Imobiliário, alerta: cuidado com eventuais serviços casados oferecidos por essas empresas. Em alguns casos, em vez de diminuir o condomínio, ele pode até aumentar.
 
Fernando Araújo, diretor da Soma 7 Gestão Condominial, diz que o serviço é útil. Segundo ele, dos cerca de cem condomínios já atendidos pela empresa, nunca houve um prédio em que não existisse ao menos um problema.
 
 
"O trabalho da gestão condominial é fazer uma auditoria em todos os processos do prédio para verificar possíveis irregularidades e assim melhorar não só o funcionamento do prédio, mas também diminuir os custos", declara Araújo.
 
Como exemplo, ele diz que mudar um prestador de serviços caro demais ou fazer uma cobrança mais eficaz dos inadimplentes possibilita a redução desta taxa de condomínio. Araújo diz que usualmente consegue uma redução de 10% na taxa e, dependendo da situação do prédio, pode obter até 30% de redução.
 
Já Marco Antônio Gomes de Castro, consultor no Rio de Janeiro em gestão de condomínios desde 1999, autor de livros sobre o assunto e com clientes por Brasil, Portugal, Espanha e Angola, é menos otimista. Diz que a redução costuma girar entre 5% e 10% da taxa.
 
Ele avisa ainda que o corte do condomínio é uma consequência lógica no decurso do tempo por conta da maior eficiência dos processos, mas, num primeiro momento, o valor pode até subir.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Preço de imóvel residencial no Brasil tem 2ª maior alta entre 23 países

O Brasil registrou a segunda maior alta no preço de imóveis residenciais no ano passado, em uma lista de 23 países monitorados pela revista “The Economist''.
 
As moradias ficaram 12,8% mais caras em 2013, um aumento que só fica atrás ao dos Estados Unidos (13,6%).
 
Os preços no Brasil subiram mais do que, por exemplo, em Hong Kong e na China, onde, segundo a revista, há risco de bolha por causa dos baixos níveis de ocupação registrados recentemente.
 
Apesar de terem a segunda maior alta entre os países listados, os preços de residências no Brasil estão aumentando menos do que em anos anteriores.
 
Uma da Fipe-Zap constatou que houve um reajuste médio de 12,7% no preço do metro quadrado em sete capitais no ano passado – mais brando, portanto, do que em 2012.
 
 
Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA, o primeiro país da lista na pesquisa da “Economist'', a alta de 2013 veio após uma forte queda verificada em anos anteriores.
 
Em 2012, por exemplo, o preço da moradia nos EUA caiu 5,9%. Com isso, o país acumula um aumento de apenas 11,3% desde 2010. No mesmo período, o Brasil registrou um reajuste de 67% – o mais alto entre os países listados. Hong Kong ficou em segundo (56,5%), muito à frente do terceiro, a Alemanha, com 19,7%.
 
Com exceção da Alemanha, nos países ricos os preços acumularam queda no período, ou uma alta muito pequena. Desde 2010, os imóveis residenciais caíram na Irlanda (-21,6%), Espanha (-19,5%), Holanda (-15%), Itália e Japão (-7,2% cada), entre outros. Tiveram leve alta no Reino Unido (3,9%) e na França (2,9%).
 
Metodologia
 
A pesquisa da revista The Economist deve ser vista com cautela porque ela não converte os preços para uma mesma moeda nem desconta a inflação de cada país. No Brasil, houve queda do real em 2013, de modo que a variação dos preços em dólar foi certamente menor, ou mesmo negativa.
 
Desse modo, a pesquisa não serve, por exemplo, para investidores internacionais que estão em dúvida se compram imóvel no Brasil ou em outro país.
 
Por não descontar a inflação, também não dá conta de explicar quanto, em cada local analisado, os imóveis subiram em comparação com o preço de outros bens.
 
Ainda assim, serve para dar uma ideia da diferença de tendência de preço de imóveis em vários países, do ponto de vista da população local. Por exemplo, os italianos estão hoje pagando menos pelos imóveis do que há um ano, enquanto os brasileiros e americanos estão pagando mais.
 
Alguns leitores disseram, ainda, que este texto comparou dados da FipeZap com índices de outros países. Não. Conforme está claro no gráfico, a fonte dos dados citados na comparação internacional é uma só: a revista The Economist, que monitora os preços de imóveis desses países.
 
A Fipe-Zap é uma outra pesquisa, separada, sem comparação internacional, que citei neste texto como informação complementar porque foi divulgada hoje (6) e aponta uma desaceleração nos preços.
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Properati adquire no Brasil o portal Imóvel do Proprietário

Properati adquiriu o portal imobiliário brasileiro “Imóvel do Proprietário“, especializado em operações de negócios direto com o proprietário.
 
Renato Orfaly, fundador deste importante site de pesquisas de imóveis, será o Country Manager de Properati no Brasil. Por enquanto, os dois sites continuarão operando-se em paralelos até Março de 2014, quando serão definitivamente integrados.
 
Monica Barbosa (ex-Country Manager BR, e atualmente como Partnerships), continuará desenvolvendo a presença de Properati no Brasil e no resto da América Latina, estabelecendo relações de parcerias, integrações com as principais construtoras, imobiliárias e sistemas imobiliários.
 
Imóvel do Proprietário é um site pioneiro em oferecer serviços exclusivos para os donos de imóveis, que permite publicar facilmente e replicar o conteúdo em outros sites, onde cada anúncio poderá ser visto por mais de 3 milhões de pessoas por mês. Oferecendo fotógrafos especializados em ramo imobiliário, assessoria jurídica e contábil, para atender a compra e venda de cada imóvel publicado.
 
Gabriel Gruber, CEO de Properati, expressou o seu entusiasmo em contar com Renato Orfaly: “É um grande empreendedor que juntou-se à equipe, sua experiência e conhecimento do setor imobiliário será uma peça chave para seguir avançando em um mercado tão importante como o mercado brasileiro”.
 
A menos de 1 ano que começaram as operações no Brasil, o crescimento de Properati Brasil foi sustentável. O site já possui mais de 140 mil imóveis ativos, 1.500 imobiliárias com importantes construtoras e incorporadoras, onde se há formado uma equipe local de vendas.
 
Renato Orfaly destacou a aposta de Properati para Brasil: “A proposta para a expansão no mercado brasileiro reúne a combinação da alta capacidade técnica dos sócios e colaboradores com um importante aporte de capital, que resulta necessário em um mercado de tão alta competividade”.
 
Também enfatizou o modelo de negócios proposto a Properati: “É proporcionar Leads de qualidades, ao invés de publicações destacadas, permitindo que todos possam sair ganhando: usuários, imobiliárias e Properati”.
 
Em 2014, será um ano de expansão regional para Properati, com um planejamento para os países: México, Colômbia e Chile. Com o objetivo de se tornar o ponto de referência em pesquisas de imóveis online em toda a região.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Maior interesse dos bancos por financiamento imobiliário impulsiona expansão do setor

O maior interesse dos bancos pelo financiamento imobiliário, que pode fidelizar o cliente por mais de três décadas, possibilitou o crescimento do setor e deve se manter como motor nos próximos anos se não houver deterioração de variáveis macroeconômicas como emprego, juros, inflação e renda.
 
As duas principais fontes de financiamento do segmento são o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a caderneta de poupança, totalizando R$ 135,7 bilhões no acumulado de 2013 até novembro, superando o montante registrado em todo o ano anterior (R$ 121,0 bilhões).
 
Com o ritmo de expansão atual desse segmento do crédito, o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, projeta que esses recursos serão suficientes até o final de 2015, quando outras fontes devem ganhar fôlego, como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).
 
As dívidas de vários contratos de financiamento imobiliário são transformadas em um papel no mercado de capitais.
 
Para o banco, há a vantagem de receber logo o dinheiro, sem ter de esperar até o último pagamento do tomador do empréstimo.
 
Para o investidor pessoa física, é uma boa alternativa de aplicação, já que tanto CRI quanto LCI são isentos de IR.
 
A taxa de retorno varia caso a caso e deve ser comparada com outras opções de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto.
 
Para Ricardo Magalhães, gerente da Cetip, empresa responsável pelo registro desses títulos, essas aplicações tendem a ganhar mais espaço no momento em que a Bolsa de Valores não apresenta bons resultados.

Após boom, preços de imóveis ainda sobem nos principais mercados do país

Logo depois do boom de lançamentos do mercado imobiliário -que teve o pico em 2010 e 2011- e a disparada dos preços, começaram os questionamentos sobre até onde iria essa subida.
 
Mesmo com uma revisão de estratégias por construtoras e incorporadoras que começou em 2012 e prosseguiu em 2013, os preços continuam a subir acima da inflação.
 
Na capital paulista, houve até aceleração na alta, com o crescimento de 21,6% no acumulado até novembro sobre um acréscimo de 10,8% em 2012, segundo pesquisa da empresa de informações imobiliárias Geoimovel.
 
No entanto, o novo Plano Diretor, que deverá entrar em vigor em 2014, gera incertezas. O projeto prevê estímulos à construção de empreendimentos em eixos bem servidos por transporte público, o que, em tese, tornará essas áreas mais baratas, e as distantes, mais caras.
 
"Prever ainda é sinônimo de adivinhar, e o Plano Diretor a gente já viu e discutiu, mas só vai saber lá na frente [depois de aprovado] seu efeito nos preços", diz Eduardo Zaidan, vice-presidente do SindusCon-SP (sindicato das construtoras).
 
Para Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicado do mercado imobiliário), só há queda em casos pontuais. "Ninguém produz para vender com prejuízo."
Assim como em São Paulo, os preços subiram mais em 2013 do que em 2012 em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. No Rio e no Recife, os imóveis também ficaram mais caros, mas com alta inferior à do ano anterior.
 
TERRENOS
 
Na avaliação de Sérgio Freire, presidente da imobiliária Brasil Brokers, a dificuldade de achar terrenos é um dos fatores que podem manter esse ritmo acima da inflação no próximo ano.
Já em Brasília, houve uma forte queda de 35,5% (veja texto nesta página) e, em Salvador, os preços tiveram uma leve redução, de 2,9%.
 
Segundo Murilo da Rocha Correia, diretor da Lopes Bahia, existe um número alto de empreendimentos em fase de entrega gerando estoque acima da demanda em alguns bairros. Isso aconteceu porque grandes empresas de capital aberto tinham metas de lançamento que tentaram atingir "de qualquer modo", segundo Celso Amaral, diretor da Geoimovel.
 
Como consequência da oferta maior que a procura, há incorporadoras anunciando promoções agressivas.
 
DESEQUILÍBRIOS
 
Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos de construção civil da FGV (Fundação Getulio Vargas), não há risco de bolha de uma forma sistêmica, mas há alguns mercados com desequilíbrios de oferta e procura.
 
A visão é compartilhada por João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
 
"Houve em alguns locais um exagero por parte das empresas, que foram construindo sem enxergar a demanda que viria adiante", diz. Um estudo feito pelo seu núcleo indica que Salvador tem estoque de unidades que representa 2,7 vezes a demanda.
 
No segmento de imóveis comerciais, ressalta, a perspectiva é de queda. Na capital paulista, o aluguel de escritórios corporativos recuou 10% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, segundo pesquisa da consultoria Colliers International com espaços de mais de 100 m² e alugados, em geral, por grandes empresas.
 
Nesse intervalo, a área total disponível para locação quase quadruplicou.
 
A partir de 2012, aponta a consultoria, o mercado saiu de um período de expansão para superoferta, o que levou à redução de preços.
 
Fonte: Mercado / Folha de São Paulo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dilma não lançará terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida

SEM PUXADINHO
 
Dilma Rousseff tentou, mas não lançará a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida. Uma das vitrines de sua administração, o programa terá peso na campanha pela reeleição. A presidente chegou a fazer consultas à Caixa Econômica Federal para avaliar a concessão de mais subsídios. Mas à negativa do banco, que avançou mais do que o esperado com recursos às construções, somou-se a preocupação de Dilma em dar um passo adiante sem ter concluído a fase dois do programa.
 
Recorde
Mesmo sem lançar a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, Dilma deve terminar seu mandato com 2,4 milhões de casas entregues e 600 mil em andamento, totalizando 3 milhões, número que supera em 1 milhão o total de moradias prometidas e que será explorado pelo marketing na campanha.
 
Mais peso
Em três anos de gestão, o programa consumiu R$ 50 bilhões, uma média de R$ 16,7 bilhões por ano. Esse investimento representa 15% do total destinado pela União para habitação.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Hilton Worldwide traz a marca Hilton Garden Inn para o Brasil

 
A Hilton Worldwide anunciou planos de abrir o primeiro Hilton Garden Inn no Brasil. A companhia assinou um contrato de administração com a HDauff Empreendimentos Imobiliários Ltda para operar o novo hotel Hilton Garden Inn em São José do Rio Preto, São Paulo. O hotel será construído no Georgina Business Park, um centro comercial cujo conceito inovador combina tecnologia de ponta com preservação da natureza, localizado em um ponto estratégico no sul da cidade, que é considerado a área mais valorizada e prestigiada na região de São José do Rio Preto.   
 
“Levar o Hilton Garden Inn ao Brasil é um marco extraordinário para a nossa marca", disse Adrian Kurre, diretor global do Hilton Garden Inn. “Estamos entusiasmados para expandir o portfólio da Hilton Worldwide nesse país, oferecendo a um novo segmento de viajantes os serviços e comodidades do Hilton Garden Inn, que, além de acessíveis, são os melhores na sua categoria." 
   
Com moderno projeto da Ilha Arquitetura Company e decoração de interior da Triplex Arquitetura, o Hilton Garden Inn São José do Rio Preto fará parte do Georgina Business Park, um projeto de multiuso com 12,3 hectares situado a 440 km a noroeste de São Paulo. Além do hotel, o complexo contará com residências, escritórios, restaurantes, galeria de lojas, agências bancárias, um centro de convenções e estacionamento, distribuídos em doze torres comerciais de estilo arquitetônico moderno. O Hilton Garden Inn São José do Rio Preto será o primeiro Hilton Garden Inn no Brasil e o primeiro da modalidade condo-hotéis administrado pela Hilton Worldwide. 
   
“Após anos administrando dois bem-sucedidos hotéis da marca Hilton no Brasil, estamos entusiasmados em ampliar a nossa presença e dar as boas-vindas aos viajantes com o padrão e os serviços que caracterizam o Hilton Garden Inn internacionalmente. Estamos extremamente satisfeitos em trabalhar em parceria com a HDauff Empreendimentos Imobiliários Ltda para levar mais um hotel a esse extraordinário país", disse Danny Hughes, vice-presidente sênior para a Hilton Worldwide, regiões Caribe, México e América Latina. 
   
O Hilton Garden Inn São José do Rio Preto faz parte da marca premiada e de preço médio que oferece alta qualidade e valor e estará localizado a cinco minutos das principais avenidas comerciais e a 15 minutos do centro da cidade e do Aeroporto Prof. Eriberto Manoel Reino. O hotel possibilita também fácil acesso às principais rodovias que conectam as regiões norte e sul do Brasil e à capital do estado de São Paulo. 
   
Os hóspedes do novo hotel Hilton Garden Inn em São José do Rio Preto estarão rodeados de um paisagismo exuberante no meio do ambiente urbano. O Georgina Business Park contará com jardins com plantas nativas e vários lagos e oferecerá tranquilidade e conforto visual aos hóspedes. 
   
O hotel terá 134 quartos, todos com o Garden Sleep System®, que permite que os hóspedes ajustem o nível de firmeza da cama. Os quartos serão também equipados com uma cadeira ergonômica Mirra®, um projeto Herman Miller, televisão LCD de alta definição, despertador fácil de configurar com conexão para MP3, uma escrivaninha espaçosa e um "centro de hospitalidade" com uma minigeladeira e cafeteira. 
   
No restaurante do hotel, situado no andar térreo, os clientes poderão desfrutar de especialidades internacionais em um ambiente informal de frente para a praça central. O hotel terá também a loja Pavilion Pantry®, aberta 24 horas e que oferecerá refeições prontas deliciosas, bebidas e lanches. 
   
As instalações para recreação terão um fitness center para uso gratuito com equipamentos para exercícios de resistência e cardiovasculares e Stay Fit Kits®, equipamentos que podem ser obtidos na recepção do hotel e que permitem que os hóspedes façam ioga, Pilates e exercícios de musculação localizada (core training) na privacidade dos seus quartos ou na academia do hotel. 
   
Os hóspedes do Hilton Garden Inn São José do Rio Preto também terão acesso a espaços para reunião amplos, confortáveis e eficientes e a um lounge para eventos atendendo confortavelmente as companhias da região, além do acesso às ofertas que definem a marca Hilton Garden Inn, como Wi-Fi gratuito e um business center funcionando 24 horas.
O hotel fará parte do Hilton HHonors®, o único programa de fidelidade para hóspedes que permite que os seus membros ganhem pontos e milhas, Points & Miles®, para a mesma estada e resgatem pontos para diárias gratuitas sem Datas de Bloqueio em mais de 4.000 hotéis em todo o mundo. 
   
A Hilton Worldwide possui atualmente dois hotéis no Brasil – o Hilton Belém e o Hilton São Paulo Morumbi – e aproximadamente 60 hotéis e resorts em funcionamento recebendo os viajantes na América Latina.
 
Sobre a Hilton Garden Inn 
   
Hilton Garden Inn é a premiada marca de preço médio que continua empenhada em garantir que os ocupados viajantes de hoje tenham tudo o que necessitem para que suas viagens sejam as mais produtivas possíveis - desde o acesso a Internet cabeada ou sem fio como cortesia em todos os apartamentos e áreas públicas e impressão móvel PrinterOn, até o business center como cortesia, aberto 24 horas, e as mais confortáveis camas Garden Sleep System®. Por isso, sejam viagens pessoais ou a negócios, o Hilton Garden Inn oferece os serviços e comodidades que os viajantes necessitam para dormir profundamente, manter-se em forma, comer bem e trabalhar eficientemente enquanto estão longe de casa. Para obter mais informações sobre as unidades do Hilton Garden Inn em toda América do Norte, Europa e América Central, ou para encontrar o seu próximo destino de viagem, visite www.hgi.com 
   
Sobre a Hilton Worldwide 
   
Hilton Worldwide é uma empresa global líder no setor hotelaria, englobando desde hotéis e resorts de luxo com serviços completos a suítes de estada prolongada e hotéis de preço médio. Há 94 anos, a Hilton Worldwide dedica-se a manter sua tradição, que é oferecer experiências extraordinárias. Seu portfólio de dez marcas globais é composto por mais de 4.000 hotéis gerenciados, franqueados, próprios e arrendados, e propriedades de timeshare, com mais de 665.000 quartos em 90 países e territórios, incluindo: Waldorf Astoria Hotels & Resorts, Conrad Hotels & Resorts, Hilton Hotels & Resorts, DoubleTree by Hilton, Embassy Suites Hotels, Hilton Garden Inn, Hampton Hotels, Homewood Suites by Hilton, Home2 Suites by Hilton e Hilton Grand Vacations. A empresa também gerencia o HHonors®, excelente programa de fidelidade para hóspedes premiado mundialmente.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Meu imóvel ficou pronto. E agora?

Quando a construtora avisa que a obra está concluída e as chaves do imóvel serão entregues, é comum que o compradores festejem e fiquem ansiosos para morar no imóvel. Mas, antes de tudo, existe uma etapa de extrema importância: a vistoria. É neste dia que o comprador conhece seu imóvel pronto e, mais do que isso, tem  oportunidade de avaliar se tudo está em conformidade com aquilo que foi prometido no ato da compra e se não existe nenhum defeito que precise ser corrigido. No texto abaixo, dou algumas dicas sobre o que é essencial observar no dia da vistoria para não ter problemas no futuro.
Chegou a hora tão sonhada do recebimento das chaves. A construtora convoca o comprador para realizar a visita técnica e formalizar o recebimento da unidade.
É neste momento de alegria que o comprador precisa tomar muito cuidado e controlar a ansiedade, para evitar o recebimento do imóvel com problemas, que posteriormente dificilmente serão solucionados.
Quando convocado para realizar a vistoria, o cliente normalmente recebe uma carta com as regras que em geral limita em duas pessoas o número de visitantes e estabelece o tempo que o comprador pode permanecer no imóvel. Somente a unidade é visitada e o comprador não pode circular pelas áreas comuns.
Apesar das limitações estabelecidas unilateralmente, o comprador pode, e é aconselhável, ir acompanhado também de um engenheiro ou arquiteto, com conhecimentos técnicos de construção e que pode apontar problemas que uma pessoa leiga não consiga enxergar.
O comprador não pode sentir-se pressionado e deve usar todo o tempo que lhe for necessário para checar todos os itens cuidadosamente, e qualquer inconformidade deve ser anotada na ficha de vistoria da forma mais detalhada possível. Uma câmera fotográfica e o jornal do dia ou revista da semana são itens essenciais. Isso porque ao fotografar o jornal do dia dentro do imóvel, o cliente consegue provar que naquele dia estava presente na vistoria.
Caso não esteja acompanhado de um profissional, o comprador precisa analisar se as louças e vidros estão em perfeita ordem, sem trincas, arranhões ou rachaduras. O mesmo se aplica a pisos e azulejos, que também merecem reparo nos rejuntes e algumas batidas em pontos diferentes para percepção de eventuais espaços ocos.
Portas e janelas precisam fechar com perfeição e sem esforço, e as esquadrias devem estar sem marcas e bem colocadas. As paredes devem estar retas e bem pintadas, com os cantos bem acabados.
Espelhos dos interruptores precisam ser conferidos um a um, assim como devem ser testadas todas as tomadas e pontos elétricos. Se algum ponto não puder ser testado, essa ressalva deve constar na ficha de vistoria.
Torneiras, registros e descargas também devem ser testadas e aquelas que estiverem sem funcionamento também devem ser apontadas na ficha. Além disso, é preciso verificar se estão em ordem e sem riscos ou manchas.
Manchas devem ser observadas também nos balcões de mármores ou granitos, assim como em soleiras, azulejos e pisos. Falando em pisos, jogar uma caneca de água na cozinha, lavanderia, banheiros e varanda é essencial para checar se o nível está correto e se a água escoa para os ralos. Qualquer anormalidade precisa ser anotada.
Tudo que estiver em desacordo precisa ser anotado e, se possível, fotografado. Algumas fotos devem ser tiradas com um jornal ou revista recentes, para comprovar que naquela data existiam aqueles problemas. Não economize em fotos, fotografe tudo, até a pessoa que estiver acompanhando a vistoria pode fazer parte do álbum.
Nunca aceite nenhuma promessa verbal de conserto de itens em desacordo. Normalmente, o representante da construtora promete uma rápida solução se a ficha não tiver ressalvas, alegando que se não for aprovado levará muito tempo para os consertos ocorrerem de maneira formal. Jamais caia nessa conversa, porque depois não há como reclamar.
Depois de feita a vistoria, peça que o representante da empresa que o acompanhou coloque seu nome e assine a ficha e tire uma foto do dos papéis. Apesar de ser um documento que interesse às duas partes, as empresas em regra não fornecem cópia nem permitem que o cliente as leve para serem copiadas, obviamente para dificultarem as reclamações futuras.
Seja exigente em todos os itens e segure a ansiedade. É melhor uma demora na entrega do que um problema eterno.

Fonte: Marcelo Tapai

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FGTS terá R$ 21,5 bi para habitação popular em 2014

 
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terá 21,5 bilhões de reais em 2014 em seu orçamento para concessões na área de habitação de financiamentos a pessoas físicas ou jurídicas. O único limitador é que, para se beneficiar do crédito, as famílias precisam ter renda mensal bruta limitada a 3,275 mil reais, passíveis de enquadramento no Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), integrantes do Minha Casa, Minha Vida. A informação consta em Instrução Normativa publicada pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
 
O normativo diz ainda que a aplicação dos recursos destinados à concessão de descontos nos financiamentos a pessoas físicas observará os seguintes dispositivos: 6 bilhões de reais serão destinados à produção ou aquisição de imóveis novos, enquadrados no PNHU, integrante do Minha Casa, Minha Vida. Outros 900 de reais milhões serão destinados a financiamentos de imóveis em áreas rurais, também enquadrados no PNHU e integrante do Minha Casa, Minha Vida. Além disso, outros 2 bilhões de reais para aplicação em financiamentos que não possuam enquadramento nos programas especificados anteriormente.

Seguro Residencial

O segmento de seguros residenciais deve avançar 26% neste ano, segundo projeção da CNseg (Confederação Nacional de Seguradoras).
 
O desempenho é melhor que o da categoria como um todo –de risco patrimonial– e também superior ao de automóveis e ao de ramos elementares (outros bens).
 
"O seguro residencial apresentou uma expansão acelerada porque é barato e ainda tem baixa penetração", diz Marco Antonio Rossi, presidente da entidade.
 
Menos de 10% das casas brasileiras estão protegidas, e o aumento anual médio do produto é superior a 20%, segundo Rossi.
 
Para 2014, a estimativa de incremento do setor é de 15% em prêmios (valores pagos pelos clientes às empresas), enquanto o bloco de seguros patrimoniais deve apresentar alta de 12%.
 
"As empresas estão dando mais espaço para esse produto, porque ainda há muito a ser explorado", afirma o executivo.
 
O mercado segurador fechará o ano com crescimento de 14% e arrecadação total de R$ 290,6 bilhões.
 
Fonte: Mercado Aberto / Folha de São Paulo

Empresa de shoppings avança na região Sul

O M.Grupo, que atua nos setores de shoppings e hotéis no Rio Grande do Sul, entrará nos mercados de Santa Catarina e Paraná em 2014.
 
Com R$ 85 milhões, a empresa irá comprar participações em dois centros de compras –um em cada Estado.
 
Entrar em negócios já em operação é o novo modelo de crescimento da companhia.
 
"Estamos indo para cidades que têm apenas um shopping familiar. Adquirimos partes deles até passar de 50% e podermos administrá-los", diz o presidente do grupo, Lorival Rodrigues.
 
A estratégia foi adotada para acelerar o ritmo de expansão: "Construir demora muito", afirma.
No final de novembro, a empresa comprou parte de um shopping em Canoas (RS). Neste mês, concluiu a negociação de um empreendimento em Bento Gonçalves, na serra gaúcha.
 
Os nomes das cidades paranaense e catarinense onde entrará ainda não podem ser revelados por questões contratuais. Uma é capital e outra tem população ao redor de um milhão de habitantes, adianta Rodrigues.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Feijoada, uísque e brigadeiro ajudam empresas a vender imóveis

"Visite-nos neste fim de semana e ganhe uma garrafa de uísque." "Venha provar pizzas." "Saboreie deliciosos sorvetes." "Aproveite a melhor feijoada de São Paulo."
 
Convites como esses são feitos, todas as semanas, em jornais de grande circulação. Não se trata, no entanto, de propaganda de restaurantes ou bares. Incorporadoras e imobiliárias é que usam a tática para tentar vender imóveis.
 
Estandes de lançamentos residenciais e comerciais sediam grandes eventos nos fins de semana, quando os consumidores têm mais tempo para visitar imóveis decorados.
 
Para tentar fazer com que eles fiquem mais tempo no estande e, quem sabe, até saiam de lá com o contrato assinado, as empresas do ramo fazem de tudo para agradar aos seus paladares.
 
"O tempo que o consumidor passa dentro do estande pode variar de meia hora até quatro horas, caso ele assine contrato. Ações como essas ajudam a deixar o clima mais alegre e movimentar o plantão de vendas", diz Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara Brasil Brokers.
 

Degustações nos fins de semana

 
A empresa faz parcerias com grandes marcas para promover degustações nos fins de semana. Sorvetes Diletto, doces da Brigaderia e até a tradicional feijoada do restaurante Bolinha foram servidos recentemente em diferentes estandes montados em São Paulo.
 
Em alguns casos, a opção é por dar brindes aos visitantes, como garrafas de uísque Johnnie Walker Red Label e kits com cremes e sabonetes da marca L'Occitane.
 
Tudo isso sempre num ambiente bem decorado, com música alegre e ar-condicionado. "Já que o consumidor se deslocou e foi até lá, tentamos aproveitar ao máximo a visita dele", afirma Paola Alambert.
 
A ideia, diz ela, é que a visita se torne um passeio para a família.
 
Vinhos, espumantes e brigadeiros
 
"Promover um evento faz com que a visitação aumente e automaticamente as chances de venda crescem", diz Bernardo Bonilha, superintendente de atendimento da Lopes.
 
A pedido das incorporadoras com as quais trabalha, a Lopes já promoveu lançamentos de imóveis com degustação e brigadeiros, vinhos e espumantes.
 
O retorno, diz Bonilha, costuma compensar o investimento. Mesmo que, eventualmente, apareçam pessoas mais interessadas nos mimos do que nos imóveis à venda.
 
"Às vezes o evento acaba atraindo pessoas que não estão interessadas no imóvel, mas elas não são maioria", afirma.
 
Paola Alambert, da Abyara, também diz que os "aproveitadores" são minoria. "O consumidor não vai a um plantão de vendas ou decide comprar um apartamento porque vai ganhar uma garrafa de uísque. Um ou outro pode até ir por causa disso, mas são poucos."
Para evitar esse tipo de público, no entanto, os anúncios avisam: só tem direito ao brinde ou à degustação quem passa pelo atendimento de um corretor.
 

Ações variam de acordo com o empreendimento

 
As ações de marketing feitas nos estandes de vendas costumam ser elaboradas em conjunto por incorporadoras, imobiliárias e agências de publicidade, e variam de acordo com o tipo de imóvel à venda.
 
O uísque é um dos brindes mais usados no lançamento de salas comerciais. Pizza é uma oferta comum no lançamento de prédios residenciais com apartamentos grandes, destinados a famílias.
 

Brindes podem induzir a comprar imóvel, diz psicanalista

 
Seja qual for o mimo oferecido no evento, ele aumenta a chance de o consumidor, mesmo aquele que foi lá apenas por curiosidade, sair de lá com o contrato assinado, diz Márcia Tolotti, consultora em educação financeira e psicanalista.
 
"É uma experiência que envolve todos os aspectos da pessoa. No âmbito emocional, ela come bebe, ouve música, tem uma sensação prazerosa. No âmbito social, ela se sente parte de uma elite, que não é para todos. No âmbito cultural, ela acha que está progredindo, sua cidadania atinge um patamar diferente. E, no âmbito econômico, se sente com poder", diz Márcia Tolotti.
 
Diante de tantas seduções, é mais difícil dizer "não", afirma a psicanalista. É um efeito semelhante, diz ela, ao que os apartamentos decorados já provocam em potenciais compradores, ainda que em menor intensidade.
 
"Existe uma onda parecida agora nas escolas que oferecem cursos diferenciados. Algumas escolas permitem que, durante as aulas, os alunos possam tomar cerveja e outras bebidas. Entre uma escola tradicional e uma assim, essa parece muito mais atraente."
 
Para Helton Haddad Carneiro da Silva, professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), esse tipo de estratégia deve crescer entre as empresas, diante do ritmo menor registrado pelo mercado imobiliário no país.
 
Dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) mostram que, de janeiro a outubro deste ano, 27.751 imóveis novos residenciais foram vendidos na capital. É mais do que a quantidade registrada no mesmo período de 2012 (21.176), mas inferior, ainda, às unidades vendidas entre janeiro e outubro de 2008 (29.410), um dos melhores anos recentes do setor.
 
"O mercado não está com a aquela energia que estava há alguns anos. Hoje, a dificuldade de encontrar compradores é maior. Isso faz com que as empresas que atuam nesse mercado trabalhem mais com promoções", diz Silva.
 
Fonte: Aiana Freitas / UOL SP

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