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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Boulevard Shopping chega a Brasília, capital dos bons negócios

Com um investimento de R$ 120 milhões e inauguração prevista para 2009, o Boulevard Shopping Brasília foi concebido para atender às expectativas da cidade brasileira com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e maior PIB (Produto Interno Bruto), além de uma renda de R$16.920,00, a maior do país. Moderno, elegante e inovador, o Boulevard Shopping contará com 30 mil m2 de área de vendas distribuídas em 162 lojas em dois pavimentos, num total 57.520m2 de área construída. Os visitantes terão à sua disposição 1.500 vagas de estacionamento, sendo que 750 delas cobertas. Outro diferencial é o projeto moderno, onde matérias-primas e tecnologias de ponta foram utilizadas em harmonia com o conceito de consciência ecológica, que privilegia, por exemplo, o uso da luz natural.

O Boulevard Shopping oferece, outra grande vantagem: o acesso. Melhorias feitas na malha viária da cidade possibilitarão ao shopping estender seu alcance também a moradores da Asa Sul e Sudoeste. Além da Ponte JK, há as vias que ligam a Epia ao balão do Lago Norte e ao final da W3 Norte, exatamente onde se encontra o shopping. Isso, somado ao poder aquisitivo dos moradores das regiões (classes A e B), faz do Boulevard um empreendimento extremamente promissor para lojistas e comunidade. Calcula-se que, futuramente, cerca de 400 mil habitantes serão beneficiados com a novidade.

O Boulevard Shopping já nasce com grandes marcas. Com um mix completo, variado e com grandes âncoras de varejo, a exemplo da C&A, Renner, Centauro e o hipermercado Carrefour—este último já em pleno funcionamento, o shopping imprimirá um novo conceito de estilo, moda e qualidade. Oferecerá, ainda, o que há de melhor em lançamento de filmes com quatro salas de cinemas Multiplex e uma diversificada praça de alimentação com lanchonetes e restaurantes, além de quiosques.
Outro fator importante de se destacar é a movimentação que promove na economia local antes mesmo de sua inauguração. Somente durante a obra foram abertos 300 empregos diretos. Em pleno funcionamento, este número subirá para mil pessoas.

A casa inteligente - Parte III

Tarefas automatizadas típicas em edifícios e em residências

Normalmente em edifícios automatiza-se o sistema de iluminação, que pode ser ligada e desligada pela percepção de presença ou pela iluminação externa (solar), o sistema de climatização, de elevadores, o circuito fechado de tevê, o controle de acesso e os sistemas de segurança patrimonial.

Controla-se ainda a demanda de energia elétrica, irrigação de jardins, áreas sociais, como piscinas, salões e quadras, monitoramento de gases como dióxido de carbono e GLP e detecção e controle de incêndio. Em residências pode-se fazer tudo o que se faz em um edifício, mas de forma personalizada. Além disso, pode-se automatizar a abertura/fechamento de janelas e cortinas, home theaters, comedouros de animais, banheira de hidromassagem, distribuição de áudio e vídeo conforme a conveniência e, para falar a verdade, o que mais a imaginação mandar.

A tendência da Automação Residencial para os próximos anos

Tendo em vista o aumento da criminalidade e delinqüência nos últimos anos, as implementações de sistemas voltados para a segurança serão cada vez mais comuns. Eles se disseminarão antes. Esta onda começou há muito tempo com os interfones e portões eletrônicos e, mais recentemente, com os circuitos fechados de tevê e com as cercas elétricas. Agora ela virá com os sistemas integrados de segurança

Em seguida chegará os sistemas de entretenimento, conectando televisão, aparelho de som, computador, central de áudio em MP3 e DVD e distribuindo seus sinais por todos os cantos da casa.

E, por fim, virão os novos sistemas de conforto: iluminação inteligente, comunicação eficiente de qualquer cômodo da casa, controle remoto de todas as funcionalidades do lar, inclusive por telefone. Entre estes últimos estará aquilo que mais se aproxima do robô faxineiro, apresentado pela ficção, que é o sistema de aspiração central a vácuo. Isto tudo já existe e seguramente não custa nenhuma fortuna.

Principais Impactos na nossa vida cotidiana

É muito fácil se acostumar ao conforto, à praticidade. Difícil é perder essas coisas. Já nos acostumamos ao controle remoto, ao forno de microondas, ao telefone celular. Tudo isso era peça de futurologia há pouco tempo, mas pergunte a alguém como seria a vida sem o micro-ondas... Pense ainda nas câmeras de segurança. Em se tratando de prédios públicos pode-se dizer que elas são unanimidade. Se há 15 anos entrássemos em uma loja e percebêssemos que estávamos sendo filmados, ficaríamos intrigados e constrangidos. Hoje nos acostumamos.

E se somos filmados nos bancos, nos restaurantes, nas lojas e supermercados, por que estranharemos se o formos em casa? É natural que queiramos nos sentir protegidos lá também. Entretanto sempre questionaremos segurança e quebra de privacidade.

A palavra é conectividade. As pessoas querem se comunicar. Querem sistemas que falem entre si, que falem com o mundo. Querem uma casa que fale e que entenda o que elas dizem e pensam. O futuro caminha, em minha opinião, no sentido de se poder, cada vez mais, monitorar e comandar qualquer coisa à distância, inclusive a própria casa. Comandos por celular e via internet são os mais cotados, mas ondas de rádio também estão no páreo.

Exemplo de uma casa automatizada num futuro próximo

O despertador toca às 7h. O sistema integrado liga a cafeteira. Faço um pouco de hora para levantar, mas às 7h05 começa a tocar uma música agitada no alto-falante do quarto. Levanto e olho pela varanda: a grama e as flores ainda estão molhadas, programei o sistema para irrigar o jardim às 6h. A piscina está limpa e com a água transparente, e sei que a filtragem e o controle de PH também funcionam bem. Tomo meu café e saio. Já no caminho penso se liguei a segurança da casa. Pelo celular, ligo pra casa, digito minha senha, consulto informações e ligo o alarme. Durante o dia espio pela internet como está a casa, vejo meu cachorro no quintal, bem alimentado pelo sistema automático.

Cansado, voltando do trabalho, tudo que quero é relaxar. No meio do engarrafamento teclo o número de casa e programo a banheira de hidromassagem para a temperatura de 42o C. Quando meu carro se aproxima de casa, o chip localizado no veículo o identifica. Coloco o polegar no identificador de digitais, ao lado do portão, e ele abre. Os sensores de alarme são desligados. As luzes até a entrada da casa acendem. Entro, o portão fecha. Entro em casa e começa a tocar o CD que gosto de ouvir quando chego. Coloco uma lasanha congelada no forno mas não ligo o aparelho. Vou até a banheira: está cheia, a água perfeita. Mais tarde, ainda da banheira, pego o controle remoto que comanda a casa e ligo o micro-ondas.

Curto mais alguns minutos de relaxamento. Saio do banho, me visto e a lasanha está pronta. Janto e vou deitar assistindo a um filme novo, baixado da internet pela casa, que sabe muito bem o tipo de história que gosto.

Fonte: Artigo de João Mauricio Rosário, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP e coordenador do Laboratório de Automação Integrada e Robótica do Departamento de Projeto Mecânico da instituição

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crise já afeta mercado imobiliário do Brasil

Os primeiros efeitos da crise financeira mundial já começam a ser sentidos no Brasil. Um dos afetados é o mercado da construção civil: as vendas de imóveis usados já caíram quase 20% e os bancos estão mais exigentes para conceder o crédito imobiliário.

As empresas de construção, por sua vez, procuram alternativas para fugir dos gastos excessivos com a compra de terrenos. Muitas delas têm ações negociadas em bolsa de valores e, com as recentes quedas, têm bem menos dinheiro em caixa.

“O mercado financeiro ora está otimista demais, ora pessimista demais. Isso decorre exatamente de uma falta de visão do futuro. Como o futuro está turvo, na bola de cristal do mercado financeiro também não se enxerga nada”, comenta o economista da Global Financial Advisor, Miguel Daoud.

As ações de empresas do setor de construção na Bovespa oscilaram novamente diante da insegurança dos investidores. No cálculo feito por uma empresa de informação financeira, o valor de mercado de 28 empresas de construção com ações na Bolsa caiu mais de R$ 29 milhões este ano.

Otimismo

Apesar do resultado, os construtores estão otimistas com o crescimento do mercado e apostam nos lançamentos. Enquanto esperam mais estabilidade no cenário mundial, eles usam uma fórmula mais enxuta para garantir novos negócios. Terrenos valorizados estão sendo adquiridos por permuta: o dono cede a área em troca de um imóvel no prédio novo.

“Quando você encontra um proprietário de terreno com uma certa disponibilidade ou quando ele percebe que vai lucrar mais, é uma situação confortável e ele acaba topando, sim”, afirma o diretor de uma construtora, Roberto Mendonça.

Mesmo sem notar muitas mudanças nas ofertas do mercado imobiliário, o consumidor anda mais preocupado e menos confiante. É o que afirma o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). As dúvidas sobre juros e créditos refletiram nas vendas de casas e apartamentos usados em São Paulo, que em agosto foram quase 20% menores do que em julho deste ano.

Juro e inadimplência

Trata-se de um desaquecimento inspirado nas altas na taxa de juros determinada pelo Banco Central e no nível de inadimplência, que subiu a 7,5% em agosto, o maior índice desde fevereiro de 2007. “Não é momento de tomar grandes decisões. Olhar para o futuro hoje é uma atividade de alto risco. Portanto, cautela é a melhor palavra”, orienta o economista Roberto Padovani.

“Antes da crise americana, se pediam muitos documentos, alguns deles que se sobrepunham uns aos outros. Nós até dizíamos que era um pouco de burocracia excessiva. Hoje nós dizemos o seguinte: num momento como hoje, estas duplicidades de garantia são boas. Acho que isso evita compra por impulso e evita que sejam emitidos créditos ruins”, acredita João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

O maior banco a conceder financiamento imobiliário, a Caixa Econômica, diz que ainda não sentiu redução no ritmo dos negócios. Este ano foram comprados 330 mil imóveis com verbas da Caixa. o total liberado passa de R$ 15 bilhões. Grande parte desse dinheiro vem da velha caderneta de poupança, que hoje virou um investimento bastante seguro.

A casa inteligente - Parte II

A Realidade nacional

Num país como o Brasil, com milhões de pessoas morando em favelas, onde a realidade é muito dura e que falar em automação, onde muitas regiões não possuem nem saneamento básico, não faz sentido. Mas é verdade também que o público-alvo do tipo de produto que esse mercado atinge, vem se tornando cada vez maior, com custos cada vez mais acessíveis.

Boa parte dos produtos ainda procura dar conforto e até status, mas muitas vezes trata-se de investimento no conforto e melhoria de vida, além de contemplara aspectos relativos à segurança residencial e predial, e no caso que já atinge grande parte da população, no projeto de controle de instalações prediais de grande porte, como hospitais públicos e postos de saúde, prefeituras, distritos residenciais, escolas, prédios públicos e condomínios residenciais.

A Automação Residencial na UNICAMP

O Laboratório de Automação Integrada e Robótica da UNICAMP implementou uma aplicação-teste do projeto de uma Planta Piloto de um Edifício Inteligente, representando através de uma maquete, um dos blocos da Faculdade de Engenharia Mecânica, permitindo assim, o estudo de caso de um bloco típico do conjunto arquitetônico implementado no decorrer dos últimos anos na UNICAMP.

Esta maquete possui três andares, todas as portas, janelas e entradas possuem sensores de presença. A caixa d´água superior tem sensores de nível, existindo também o controle de entrada de veículos no prédio, através de uma guarita automatizada, o controle de acesso num elevador de três andares, existindo também sensores de presença nos ambientes do interior para controle de luminosidade em função do horário e ambientes onde existem pessoas trabalhando, de modo a permitir o gerenciamento do consumo de energia, e possíveis desperdícios.

Os sinais enviados por estes sensores, comandam a bomba instalada na caixa d´água de baixo, a iluminação dos andares e os outros sistemas. Um Controlador Programável Industrial - CLP recebe informações da planta no computador de supervisão, onde foram implementadas telas animadas representando a planta predial e seus alarmes.

Através de um Sistema de Supervisão e Controle, um software permite o monitoramento dos diferentes sensores através de uma tela gráfica. Uma das principais vantagens dessa solução foi o baixo custo, simples configuração e programação, e ainda por prover comunicação da planta através da utilização de Sistema de Supervisão comercial.

Fonte: Artigo de João Mauricio Rosário, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP e coordenador do Laboratório de Automação Integrada e Robótica do Departamento de Projeto Mecânico da instituição

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Déficit Habitacional


O déficit habitacional brasileiro, estimado hoje em 8 milhões de unidades, é um dos principais problemas sociais brasileiros. Embora a reversão desse quadro dependa essencialmente de políticas públicas, o aumento de crédito bancário e as facilidades para obtê-lo têm despertado o interesse da classe média/baixa para o sonho da casa própria. “Grandes construtoras estão apostando neste sonho e buscando soluções que possam ser utilizadas em grande escala, com qualidade, rapidez e baixo custo”

A casa inteligente - Parte I

Computadores cuidando do gramado, da segurança e da qualidade de vida do lar, comunicação remota instantânea com eletrodomésticos e saguões de prédio que sabem exatamente onde você está, iluminando entradas, portas de garagens que só abrem quando reconhecem o dono e elevadores que saúdam o transportado com sua música predileta.

Para boa parte das pessoas, idéias como estas soam como mera extravagância futurísticas. A verdade, porém, é que todas elas são não apenas factíveis como já fazem parte da vida cotidiana de uma parcela da população que tende a aumentar nestes próximos anos. Os setores de automação residencial e predial são um dos novos atrativos do mercado de tecnologia digital e prometem gerar negócios de bilhões de dólares ao longo do planeta nos próximos anos.

No Brasil, o Laboratório de Automação Integrada e Robótica da UNICAMP saiu à frente desta nova revolução, constituindo um grupo de pesquisa na área de Automação Predial e Residencial, a partir da utilização de controladores programáveis e linguagens dedicadas para implementação de "casas inteligentes" com baixo custo de implementação.

O Futuro Automatizado - ficção ou realidade

Quem acompanhou as visões que a ficção literária e cinematográfica das décadas de 1950 e 60 tinha do futuro automatizado tem razões para se decepcionar com a falta de robôs domésticos, de carros voadores e de computadores inteligentes, pois atualmente, embora não estejamos morando em estações espaciais e usando tele-transporte para evitar o congestionamento, atualmente já é possível criar a cena desejada pelo morador de uma residência, através do controle de iluminação, música, hometheater e outras variáveis, equipamentos estes já disponíveis no comércio, e embora seus custos atuais venham se reduzindo, eles ainda são inacessíveis para boa parte da população. É possível construir coisas realmente fantásticas com a tecnologia hoje disponível.

O Surgimento da Automação Residencial

Dentro dessa área o protocolo X-10 é um protocolo de automação residencial, bastante difundido nos EUA, cujos sinais para os módulos de controle trafegam na rede elétrica da casa. Isto torna sua instalação extremamente simples e os módulos podem ser vendidos em supermercados e lojas de departamento. Entretanto esse protocolo apresenta um custo elevado de implementação, que inviabiliza sua utilização em larga escala.

A demanda para automação predial é cada vez maior e presente, uma vez que sistemas de circuito fechado de tevê, iluminação baseada em sensores de presença e portões automáticos são coisas já corriqueiras, entretanto estes dispositivos funcionam independentemente, sem serem integrados e controlados globalmente.

Com a integração, cada sistema tem informações do outro e, assim, um pode influenciar nas decisões dos outros. Para automação residencial, o mercado é diferente. Só agora é que se percebe que ter uma casa automatizada, ou casa inteligente, não é algo apenas para alguém muito rico ou para um futuro distante, acompanhando a evolução da micro-eletrônica.
Fonte: Artigo de João Mauricio Rosário, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP e coordenador do Laboratório de Automação Integrada e Robótica do Departamento de Projeto Mecânico da instituição

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Escritórios Classe A

Segundo pesquisa desenvolvida pela companhia Cushman & Wakefield Semco, São Paulo e Rio de Janeiro têm os aluguéis de escritórios classe A mais caros da América do Sul (América do Sul ou América Latina??). No final do ano passado, o preço médio do metro quadrado ficou em US$ 25 em São Paulo e em U$26 no Rio. Mesmo assim, esse é um padrão muito mais barato do que o cobrado na Europa e nos Estados Unidos. Para efeito de comparação: o aluguel do metro quadrado sai por cerca de US$ 50 em Paris e chega a US$80 em Londres.

Mas, por que multinacionais e escritórios pagam tão caro por seu ambiente de trabalho? Além de servir como uma vitrine para os clientes, o imóvel em que funcionam esses negócios traz conforto, modernidade e segurança.

Afinal, como disse o escritor italiano Domenico de Masi: "O que é luxo hoje? No passado, luxo podia ser o dinheiro, os carros de muitas cilindradas ou os barcos. Hoje, as coisas raras são, sobretudo, o tempo, o espaço, o silêncio, a autonomia, a segurança". E nunca essas características puderam estar tão presentes como na era dos escritórios de luxo.
Fonte:Priscilla Portugal

Novidades: Levantamento através da fotografia digital

A Build IT oferece um visão geral bastante representativa das novidades na tecnologia de comunicação e informação para a indústria da construção. A oferta varia de sistemas de software tridimensional para projetos e planejamento até software para estudo de custos e diversas prestações de serviços.

Uma das novidades deste ano é o levantamento de medidas através da fotografia digital. O software desenvolvimento pela firma Sander & Doll, de Remscheid, permite o levantamento das medidas de uma fachada, por exemplo, em poucos minutos, tendo como base uma foto.

A operação é muito fácil: o usuário faz uma foto da fachada com uma câmera digital e a transfere para um computador. Ele abre então o programa que tranforma a foto em desenho de levantamento, no qual o usuário corrige com poucos cliques as distorções da perspectiva e da curvatura.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Investimento habitacional será de R$ 446 bilhões em 2030, revela estudo

Trabalho “Brasil Sustentável” revela que o Brasil é um grande mercado para a área da construção

O Brasil será uma grande potência na área habitacional nas próximas duas décadas e os investimentos na área habitacional devem saltar dos atuais R$ 165 bilhões para R$ 446 bilhões em 2030, uma alta de 170% em 22 anos.

A projeção faz parte do estudo “Brasil Sustentável”, que analisa os horizontes da economia brasileira até 2030 e foi apresentado na terça-feira (9), na sede da Fiesp, durante encontro promovido pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic).

Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a consultoria Ernst & Young, o trabalho toma como base as potencialidades do Brasil em relação ao mercado mundial e leva em conta, além dos indicadores econômicos de 24 países, dados sobre a qualidade de vida da população e a disponibilidade de recursos humanos e naturais.

Retrato Global
" Para traçar a perspectiva de crescimento do Brasil, o estudo avalia também os cenários dos demais países, quanto à oferta de energia, política de concessão de créditos e outros aspectos relevantes", explica Ana Maria Castelo, técnica de setor imobiliário da FGV.

“O estudo demonstra que, mais importante do que obter taxas significativas, é fazer isso com qualidade, o que inclui a garantia de bons indicadores sociais”, acrescenta a especialista, ressaltando que, neste aspecto, o investimento habitacional é da maior importância.

Crédito Imobiliário
Deve saltar dos atuais R$ 25,3 bilhões para R$ 290,4 bilhões em 2030, um crescimento médio de 1,2% ao ano.

Crescimento Populacional
De acordo com o trabalho, o Brasil terá uma população superior a 233 milhões de habitantes nos próximos 22 anos, e cerca de 95,5 milhões de famílias. Uma estimativa apontada é de 2,5 pessoas por moradia, o que resultaria em 93,1 milhões de domicílios – ou 66% a mais do que apurado em 2007.

Número de Famílias
O estudo Brasil Sustentável também demonstra que entre 2007 e 2030 o número de famílias no Brasil passará de 60,3 milhões, para 95,5 milhões.

NatalidadeA tendência atual de queda das taxas de natalidade deverá se acentuar, chegando a 2,4filhos por mulher até 2030.

Confira quanto você paga de impostos na compra de materiais de construção


Relação dos Produtos e as respectivas taxas (preço final):

Casa Popular: 49,02%
Telha: 34,47%
Tijolo: 34,23%
Vaso Sanitário: 44,11%
Tinta: 45,77%


Fonte: Agência Indusnet Fiesp

Mercado imobiliário comercial de luxo está em expansão

No começo desse século, o mercado de imóveis comerciais de luxo no país entrou em expansão com a chegada de multinacionais a cidades brasileiras, sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro. Houve uma espécie de corrida do ouro atrás de escritórios de luxo, o que supervalorizou esses imóveis, fazendo-os dobrar de valor em seis anos (de 1995 a 2001). Até então, o estoque disponível no mercado praticamente esgotou.

Na época, as empresas que mais buscavam esses escritórios de luxo eram dos setores farmacêutico, financeiro, de informática e de telecomunicação. De lá para cá, a oferta só aumentou. Segundo dados da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, o setor de imóveis de luxo cresceu 8% em São Paulo e 9% no Rio de Janeiro no ano passado. E olha que ele já havia se expandido em 2004, com elevação - respectivamente - de 9 e 5% nas duas capitais.

Mercado carioca
No Rio de Janeiro, há poucos projetos do gênero, o que está gerando um desequilíbrio entre oferta e demanda. "O aluguel de um imóvel nas áreas nobres do Rio é bastante elevado, podendo chegar a R$ 30,00 (ou mais) o valor do metro quadrado. Conforme o caso, o valor de venda está em torno, de R$ 4 mil o metro quadrado", conta Manoel da Silveira Maia, conselheiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis. Ele explica que esse valor pode ultrapassar os R$ 5 mil por metro quadrado em prédios caros de bairros nobres, como Leblon e Ipanema. Além desses, os bairros tradicionais para se ter um imóvel de luxo no Rio de Janeiro são a Barra da Tijuca e o Méier, além de Copacabana.

Se você pode investir mas não sabe onde, um conselho: "O que consideramos como bairro chique para se ter um escritório é Ipanema, onde o metro quadrado é muito elevado, talvez só sendo suplantado pelo Leblon. Esses bairros, além de ter uma valorização patrimonial grande, detêm um número elevado de pessoas com bom poder aquisitivo", conclui.

São Paulo investe mais
Na capital paulista, estão em fase de conclusão imóveis como os prédios de escritórios de luxo Rochaverá e Landmark, ambos na região da avenida Luiz Carlos Berrini e realizados pela construtora Tishman. No Rochaverá, por exemplo, serão investidos quase R$ 600 milhões.

Para esse tipo de edifício, a nova moda é a dos chamados prédios inteligentes. "Esses imóveis têm tecnologia de última geração, pisos elevados, helipontos, elevadores que 'falam' e a máxima segurança com o sistema de cartões magnéticos", explica Valentina Caran, conselheira do Creci-SP que trabalha no ramo de imóveis comerciais há 23 anos.

Ela diz que além dos bairros clássicos para escritórios de luxo, como os Jardins, a Avenida Paulista e a região de Faria Lima, é grande a procura na Berrini e até na Barra Funda, mas nesse caso para quem não tem a intenção de investir no alto luxo. O aluguel do metro quadrado de um imóvel comercial na Paulista já chegou a 90 reais há cerca de dois anos. "Hoje caiu para cerca de 60 reais, pois a oferta aumentou", conta Valentina Caran.
Fonte: Priscilla Portugal

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Caderno Técnico da Cadeia da Construção

Projeto elaborado pela Fiesp, com o apoio do governo e do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, será lançado nesta segunda-feira (6) na sede da entidade

De olho no crescimento da cadeia da construção e buscando uma modernização acelerada do setor, o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp elaborou um caderno técnico que indicará aos empresários os pontos prioritários à Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo governo federal em maio de 2008.

"Desde o final da década de 90, o setor iniciou um processo de renovação. Entretanto, em face do enorme déficit habitacional e de infra-estrutura, precisamos de uma profunda reestruturação para atender a demanda de crescimento do País”, afirma o diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima.

O Caderno Técnico - Proposta de Política Industrial para a Construção Civil – Edificações traz uma análise de dados do setor e cinco propostas para modernização e industrialização da cadeia produtiva da construção como: marco regulatório, revisão tributária, capacitação, inclusão de TI e inovação tecnológica.

Sua elaboração contou com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP).

O lançamento ocorre nesta segunda-feira 6/10, às 11h, com a presença do ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Miguel Jorge, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e da Secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães.


O evento acontece na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), localizada na Av. Paulista, nº 1313 - 15º andar.
Fonte: Agência Indusnet Fiesp

Gafisa

A Gafisa, uma das lideres do mercado no segmento de incorporação e construção residencial do país, vem diversificando as regiões de atuação, antes focada em São Paulo e Rio de Janeiro, e diversificando também o público alvo. Neste aspecto, a recente incorporação da Tenda aumenta consideravelmente sua exposição na "baixa renda"; grande aposta do setor para os próximos anos.

O número de unidades lançadas pela Gafisa totalizou 4.806, aumento de 151 % em relação ao segundo trimestre de 2007, e 90% com relação ao primeiro semestre do ano em curso, com crescimento em todos os segmentos, e no valor geral de vendas. Além de registrar um aumento substancial dos lançamentos e das vendas contratadas, a empresa obteve progressos significativos na diversificação geográfica de seu portfólio, com 60% dos lançamentos sendo feitos em "novos mercados". A demanda por empreendimentos de alto padrão continuou grande, ao mesmo tempo em que o preço por metro quadrado melhorou o seu valor agregado.

A companhia possui um banco de terrenos que a mantêm para futuros empreendimentos, adquiridos em dinheiro ou por meio de permutas. Cada terreno adquirido pela Gafisa, conforme informado, é analisado pelo comitê de investimentos e aprovado pelo Conselho de Administração. O banco de terrenos atingiu o valor aproximado de R$13,2 bilhões, com 225 terrenos em 66 cidades e 21 estados, totalizando 8,4 milhões de metros quadrados, equivalentes a 65.273 unidades. Isto reafirma a capacidade da empresa de continuar crescendo em lançamentos e vendas, no curto prazo.

Nos estoques da companhia estão incluídos terrenos pagos, construções em andamento e unidades prontas. No segundo trimestre de 2008, o estoque alcançou R$ 1,3 bilhão, aumento de 114,1% em relação aos R$ 594 milhões registrados no segundo trimestre de 2007 devido às aquisições de terrenos à vista.

As despesas com vendas cresceram 101% em relação ao segundo trimestre de 2007 devido ao aumento no número de lançamentos, enquanto as despesas gerais e administrativas continuam a ser diluídas pelo crescimento da receita. O Ebitda totalizou R$ 73,9 milhões no segundo trimestre de 2008, 106% acima do segundo trimestre de 2007 e 90% com relação ao primeiro semestre de 2007. A Gafisa espera manter as margens Ebitda entre 16 e 17% até o final de 2008. O lucro líquido foi de R$58,8 milhões, um aumento de 67% com um lucro por ação de R$ 0,45 contra 0,27 no mesmo período.

No momento atual da crise norte-americana, principalmente no setor imobiliário, aumenta a preocupação com a capacidade financeira das empresas em executar o que foi vendido e desenvolver os projetos que anunciaram. Por esses motivos a nossa recomendação é de manter em carteira de longo prazo, com preço alvo de R$ 31,00, caracterizando um potencial de 28,09%. O mercado de renda variável deve manter muito volátil nos próximos meses e merece uma atenção especial dos investidores.

Fonte: Monitor Mercantil

Espaços favorecem classes C e D no Rio de Janeiro

Favorecidas pelo aumento da renda e do emprego, oferta de crédito com prazos longos e juros menores e programas sociais, as classes C e D, aproximadamente 20 milhões de brasileiros, com renda média de R$ 1,1 mil e R$ 570, respectivamente, que hoje consomem mais de R$ 410 bilhões por ano, alçaram também o topo das estratégias dos shoppings centers.
No Rio de Janeiro, pelo menos, dois novos shoppings começam a funcionar, a partir de outubro, voltados para as classes C e D: em Macaé, o Plaza Shopping, um empreendimento da mineira Tenco Realty, em parceria com a canadense Avante Capital, com investimentos da ordem de R$ 60 milhões, ocupará uma área de 30 mil m², com 141 lojas, seis megalojas, quatro âncoras, um hipermercado e cinco salas de cinema; em Caxias, o Caxias Shopping, construído com investimentos de R$ 80 milhões, numa área de 25 mil m², terá oito âncoras e 170 lojas satélites, e será administrado pela Aliansce, joint venture do empresário Renato Rique com a General Growth Properties (GGP), dos EUA
Fonte: Investnews

PSH - PROGRAMA DE SUBSÍDIO À HABITAÇÃO

O Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social - PSH, objetiva oferecer acesso à moradia adequada a cidadãos de baixa renda por intermédio da concessão de subsídios.
O PSH é um programa que envolve uma grande parceria entre o Governo Federal, os governos locais, as instituições financeiras e os agentes financeiros do Sistema Financeiro da Habitação e, naturalmente, o cidadão beneficiário. Os subsídios são concedidos no momento em que o cidadão assina o contrato de crédito habitacional junto às instituições financeiras habilitadas a operar no programa.

Os cidadãos são beneficiados em grupos organizados pelos governos dos estados, DF ou municípios, e excepcionalmente, em áreas rurais, as entidades privadas sem fins lucrativos apresentam propostas às instituições financeiras e aos agentes financeiros do SFH.

Fontes dos Recursos
O PSH é operado com recursos provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e conta, ainda, com o aporte de contrapartida proveniente dos estados, DF e municípios, sob a forma de complementação aos subsídios oferecidos pelo programa.

Participantes
Ministério das Cidades e Ministério da Fazenda
Secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria Nacional de Habitação
Instituições / Agentes Financeiros
Estados, Distrito Federal, Municípios ou entidades das respectivas Administrações Direta ou Indireta
Beneficiários

Requisitos para Participar do Programa
O cidadão interessado em obter os benefícios do programa deverá procurar o órgão equivalente do seu estado, Distrito Federal ou do seu município para se cadastrar e obter maiores informações.

Os municípios, Distrito Federal ou estados interessados em participar do programa deverão cadastrar e organizar em grupos os cidadãos, apresentar proposta de participação no programa à instituição financeira habilitada, e responsabilizar-se pela concepção do projeto de empreendimento habitacional e pela respectiva contrapartida necessária a sua viabilização.

As instituições financeiras e os agentes financeiros do SFH que desejam participar do PSH deverão consultar as Portarias Conjuntas do STN e SNH que ditam as regras do leilão. É necessário à instituição financeira adquirir a declaração de habilitação concedida pelo Banco Central do Brasil; e no caso dos agentes financeiros do SFH, a declaração concedida pela Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades.
Entre 2002 e 2008 o PSH destinou créditos para aproximadamente 260 mil moradias
Fonte: Ministério das Cidades
Foto: Arquivo Particular Marco Antonio Moura

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Um apartamento com quintal e conforto igual ao de uma casa

Imóvel conta com apartamentos de dois, três e quatro dormitórios que partem de R$ 500 mil
A Stan Desenvolvimento Imobiliário lança o empreendimento que vai inovar o conceito de morar em São Paulo, o Edifício 360º. Criado pelo arquiteto mais conceituado e premiado do país, Isay Weinfeld, o projeto tem como objetivo realizar o sonho de quem procura um apartamento com design e vista privilegiada com quintal e conforto igual ao de uma casa.

Segundo André Neuding, diretor da Stan Desenvolvimento Imobiliário, o moderno condomínio residencial que será erguido no ponto mais alto da cidade no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste da cidade, contará com unidades de dois, três e quatro dormitórios que partem de R$ 500 mil.

"O 360º é um empreendimento com inovaçãoes que vão impressionar e trazer mais elegância, conforto e lazer numa arquitetura ainda não vista no país", diz Neuding.

Outro destaque é o desarranjo arquitetônico dos apartamentos. Ao contrário dos prédios já construídos em São Paulo, os terraços do 360º não estão alinhados. "Sacadas intercaladas e andares totalmente diferentes um do outro contribuem para valorizar a vista", explica Neuding.

O condomínio que tem o projeto de paisagismo assinado por Isabel Duprat aposta nos espaços dedicados as famílias que conquistaram os brasileiros, como as piscinas, quadras, gourmet e outros.

Para mais informações acesse o site www.edificio360.com.br

Febre de vendas - Shoppings

A crise financeira global - que custará ao governo americano pelo menos US$ 700 bilhões para salvar instituições privadas - não assusta o mercado de shoppings centers no Brasil. Poderá, entretanto, acelerar o processo de fusões e aquisições no setor. Isso não significa que os negócios estão indo mal ou que vão piorar. Pelo contrário, o projeto de abertura de 21 novos shoppings no país em 2009 continua firme. Outros 32 serão lançados no fim do próximo ano. Sem falar em dez empreendimentos que serão inaugurados até dezembro deste ano. Apesar desses números impressionantes, o país é carente de centros de compras. A Área Bruta Locável (ABL) no Brasil, por exemplo, é de 44 metros quadrados por mil habitantes. Nos Estados Unidos, é 43 vezes maior.
Fonte: Valor Econômico

"Power center" é quase um bairro de uma cidade

No Brasil, segundo o presidente da Abrasce - Associação Brasileira de Shopping Centers, Marcelo Carvalho, estes mega empreendimentos não são predominantes porque requerem algumas características muito específicas como área e localização. Eles surgiram nos Estados Unidos há cerca de 15 anos, como um desdobramento dos shoppings tradicionais.
"Ele é um formato bem-sucedido nos Estados Unidos, mas tenho dúvidas sobre seu desenvolvimento no Brasil, porque as nossas cidades têm características urbanas diferentes", diz Carvalho. Na equação tradicional de shopping, as âncoras representam 40% do conjunto de lojas, enquanto nos "power centers" ocupam cerca de 80% da área e representam rentabilidade menor para o investidor porque as âncoras remuneram menos do que as lojas-satélite. Um "power center" requer algumas condições pré-existentes. Uma região bastante populosa, com vias de acesso importantes capazes de atrair o público da proximidade bem como o de zonas secundárias e terciárias de influência. Outro aspecto importante é a disponibilidade de terreno onde a valorização imobiliária ainda não tenha atingido altos valores. "Essas exigências são restritivas", diz Carvalho.
O pioneiro deste conceito foi o Shopping Center Norte, inaugurado no começo da década de 80 na zona Norte de São Paulo, quando os empreendedores escolhiam preferencialmente os bairros nobres e de maior poder aquisitivo para erguer seus negócios. A família Baumgart, dona do terreno de 600 mil metros quadrados não parou no shopping e construiu o que Carvalho prefere definir como um "complexo imobiliário". Três anos depois, em 1987, veio o Lar Center, especializado em decoração. Na sequência, foi construído o pavilhão de exposições Expo Center Norte, em 1993, e o Novotel, 2000, todos coabitando a mesma área. "Vamos investir em arquitetura e mudança de mobiliário interno do shopping em 2009 e estamos expandindo em 20 mil metros o pavilhão de exposições", explica o gerente geral da cidade Center Norte, Ricardo Afonso.
Quase uma década depois do Center Norte, em 1991, é inaugurado o Centro Comercial Leste Aricanduva, o modelo típico de "power center". Desta vez, a área de terreno é três vezes maior, totalizando um milhão de metros disponíveis na zona Leste, na região que começa a exibir índices atraentes de crescimento residencial e comercial. Seguido pelo shopping, é inaugurado o Interlar Aricanduva, focado em decoração e móveis, e por fim, o Auto Shopping, reunindo 15 concessionárias de veículos e motos. Mas para os grandes shoppings, a perspectiva de crescer ainda mais é parte da estratégia do negócio. Maior da América Latina, o Shopping Aricanduva, é também um dos maiores do mundo segundo ranking realizado pela Eastern Connecticut State University, dos Estados Unidos em 2005. O shopping que figura em oitava posição, atrás dos gigantes chineses, ainda tem planos de expansão. "Temos a intenção de investir na construção de um hotel e centro de convenções, uma casa de espetáculos multiuso, um centro médico e alguns edifícios para escritórios e moradia", diz o diretor superintendente do Centro Comercial Leste Aricanduva, Marcos Sérgio de Oliveira Novaes, que conta com os investimentos do grupo Savoy, dono do negócio e uma boa área de terreno.
O benefício de ser grande - e de crescer mais - está na sinergia. O público do Expo Center Norte, visita o shopping e se hospeda no hotel. Ou o cliente do Interlar que compra móveis pode também freqüenta o Auto Shopping Aricanduva. Essa teoria da circulação dos públicos justifica investimentos para interligar as unidades comerciais. O Centro Comercial Aricanduva vai construir uma avenida para carros e pedestres, com investimentos de R$ 25 milhões, para interligar o shopping ao Interlar. O Center Norte já tem uma passarela unindo seu shopping ao Lar Center. Como estratégia de fidelização e diferenciação, os grandes shoppings propõem novidades ao cliente. No Aricanduva, acaba de ser inaugurada a loja-conceito do Magazine Luiza. Instalada em 4 mil metros quadrados de área, a empresa propõe ao cliente experimentar o produto antes da compra. No espaço de beleza, por exemplo, secadores de cabelo são colocados à disposição do consumidor para teste.Na área de convergência eletrônica acontece a mesma coisa. Quiosques da C&A foram concebidos e estão sendo testados para venda de celulares e outros equipamentos. A Zêlo, que atua no segmento de cama, mesa e banho, abriu sua primeira loja em shopping center no Center Norte. O teste também aconteceu com a rede Barreds. E a rede Camicado optou pelo Lar Center ao abrir sua primeira loja em shopping, antes de expandir a rede.
As características do shopping favorecem experiências e testes dos varejistas por seu grande fluxo de pessoas. "Somos o equivalente à cidade de Curitiba para testes de produtos. Somos usados como balão de ensaio pela diversidade social que abrangemos", diz Novaes. Novaes, que encarna um papel de quase "prefeito" na gestão de segurança, limpeza, iluminação, construção e manutenção de vias de acesso, diz que "o shopping precisa parecer um oásis, uma Disneylândia, com todos os seus predicados de paisagismo impecável e segurança". O executivo, que assumiu o cargo há 12 anos depois de longa carreira no setor imobiliário e da construção civil, inspira-se me Las Vegas, onde caminha-se entre as lojas ouvindo música. No Natal do Aricanduva também tem música, papai noel e sete máquinas que lançam neve artificial nos clientes. No Center Norte, a arma para enfrentar a concorrência, além do poder atrativo das lojas e marcas, é o atendimento. Os funcionários passam obrigatoriamente por cursos de treinamento e capacitação. "Nossa segurança é própria e muitas vezes são esses funcionários que prestam informações e orientam consumidores", diz Afonso, baseado numa pesquisa do Instituto Provar que diz que 60% dos consumidores mudam seu hábito de compra por mau atendimento.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Franquias imobiliárias ganham o mercado brasileiro

A franquia imobiliária, uma das mais antigas do segmento, oferece ao mercado toda a experiência e credibilidade necessárias para o sucesso de um negócio.

Oferecendo vantagens e muitos atrativos, as franquias invadiram esse segmento antes ocupado, apenas, por médios e tradicionais empresários. Uma prova disso é o fato de nos EUA o franchising representar hoje cerca de 52% de todas as imobiliárias, acontecimento semelhante ao da Europa que, atualmente, possui, em seu mercado imobiliário cerca de 32% de franquias.

O sistema de franquias, especialmente na área imobiliária, apresenta vantagens comparativas irresistíveis, que com o tempo, se tornarão essenciais para o crescimento de um negócio no mercado. Em um ramo em que 47% dos clientes desistem da compra de um imóvel pela falta de estrutura do estabelecimento ou pelo mau atendimento, ferramentas como gestão da loja, marketing cooperado, treinamento constante, colaboração entre os membros da rede, bom atendimento, suporte e,sobretudo, dicas para manutenção e crescimento da carteira de clientes, são decisivos.

As alterações na legislação, somadas a estabilidade econômica, o aumento de renda 15% do brasileiro e a taxa de inadimplência de aproximadamente 1%, o mercado imobiliário adquiriu, após anos de estabilidade, um aumento histórico no número de imóveis construídos e conseqüentes vendas do setor. O Diretor da Franquia Imóveis, primeira franquia do ramo no Brasil, Renato Ticoulat, explica as vantagens de ingressar em um setor em pleno crescimento: “Esse chamado boom imobiliário, na verdade, não se trata de um fato isolado. Esse crescimento que estamos acompanhado agora já aconteceu, acreditem, em maior escala no passado. Após anos sem crescer, o mercado decolou. Este ano, no Brasil, foram financiados 260 mil imóveis, número que deve quadriplicar nos próximos anos. Mesmo com todo esse aumento, o Brasil apresenta um déficit de imóveis de 7,9 milhões”, afirma.

Apresentando um crescimento de aproximadamente 60% ao ano, nos últimos três anos, e com a previsão de crescimento de, pelo menos, 20% ao ano, até 2015, será necessário, pelo menos, dobrar o número de corretores e quadruplicar o número de imobiliárias existentes, além de requalificar a maioria dos profissionais, característica forte do sistema de franquias.

No Brasil, a Franquia Imóveis dispara no mercado de franquia imobiliária. Lançada no ano passado em São Paulo, a Franquia Imóveis, a primeira nesse ramo de atividade, abriu quatro unidades em seu primeiro ano de vida e abrirá, até meados de 2009, mais trinta unidades por todo o País.

Um dos aspectos mais fortes da Franquia Imóveis é apostar em franquias abertas nos bairros dos próprios franqueados, onde a proximidade com a região sirva para satisfazer seus clientes, como explica Renato Ticoulat, Diretor da Franquia Imóveis. “Conhecendo a região, seus pontos fortes, suas ofertas, o franqueado poderá oferecer um atendimento personalizado.“ Hoje o mercado está propício para o setor de imóveis. Seu crescimento é constante e será duradouro”, comenta.

Além de novos associados, a Franquia Imóveis aposta na credibilidade construída por pequenos empresários e futuros franqueados, por isto, no caso de conversão, o novo franqueado poderá permanecer com o nome de seu estabelecimento e fazer a mudança para a rede aos poucos e, assim, manter sua grade de clientes.

A partir da criação de várias ferramentas e negociações constantes de ofertas para franqueados, a Franquia Imóveis possibilita a seus membros, uma melhoria em suas vendas e custos de produção, além de acesso a banco de dados de imóveis, novas tecnologias e financiamentos diferenciados.

Associada à Central de Franquias, holding especializada no segmento, que possui a participação (total ou parcial) de nove empresas (Nobel Franquias, Centro Britânico, Café Donuts, Franquia Imóveis, Zastras Brinquedos, Nobex, Sapataria do Futuro – Sapataria e Engraxataria, Costura do Futuro – Costura e Bordados e Lavanderia do Futuro – Lavanderia e Tinturaria), o associado recebe a estrutura de uma empresa que possui, atualmente, cerca de 420 unidades, dentro e fora do País. www.franquiaimoveis.com.br

Fonte: Fator

ING REAL STATE CHEGA EM SP

A empresa, uma unidade do grupo holandês de serviços financeiros ING, quer atingir a classe média e a infra-estrutura. Para a empresa, o Brasil, com uma população jovem e grandes cidades, oferece oportunidades para investidores do setor imobiliário. O ING Real State tem mais de 100 bilhões de euros (146,3 bilhões de dólares) em ativos imobiliários e empréstimos sob administração ou em desenvolvimento.

Fontes: Gazeta Mercantil e Reuters

Imóveis da CDHU serão construídos com base no conceito do Desenho Universal

O secretário de Estado da Habitação e presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Lair Krähenbühl, apresentou durante a abertura do 3º Salão Imobiliário de São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, o novo modelo habitacional adotado pela Companhia. O padrão arquitetônico utilizado incorpora conceitos do Desenho Universal, estabelecidos para facilitar a vida de pessoas com deficiência temporária ou permanente, crianças, idosos, gestantes e obesos.
Para viabilizar o projeto, foi assinada uma resolução conjunta entre a Secretaria da Habitação e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Um decreto do Governo do Estado instituindo a adoção dos princípios nos projetos da CDHU deverá ser assinado.
O Desenho Universal é um conjunto de conceitos que propõe um espaço com uso democrático para todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência provisória ou permanente. "É uma ação pioneira do Governo do Estado, utilizar esses princípios como política pública em habitações de interesse social", explicou o secretário Lair Krähenbühl. Segundo ele, a iniciativa vai garantir atendimento mais adequado a todos."Vamos privilegiar o desenho universal para atingir a população da forma mais ampla possível e construir moradias para toda a vida das pessoas", afirmou o secretário.
As novas casas terão banheiros maiores com barras de apoio na porta, próximas ao sanitário e ao chuveiro, e vãos de portas e corredores ampliados para 90 cm, o que permite a passagem de cadeiras de rodas e maior mobilidade para pessoas com restrições motoras. Tomadas, interruptores de luz, pias e janelas serão adaptados com altura adequada a todos os usuários.
Campainhas com sinais sonoros e luminosos para deficientes auditivos ou visuais, pisos antiderrapantes e com diferença de textura também serão mudanças incorporadas ao projeto. As áreas comuns do condomínio passam a ter rampas de acesso e faixas elevadas para a travessia de ruas.
"Não adianta apenas fazer habitação. Temos que pensar no contexto de acessibilidade para total inclusão", comentou o secretário Lair Krähenbühl.
Fonte: Assessoria de comunicação CDHU

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mercado Imobiliário lança “Condomínios-Clube”

Há empreendimentos com até 80 itens de lazer, e os imóveis estão disponíveis a clientes de todas as faixas salariais.

Examinando maquetes elaboradas, os consumidores buscam um detalhe ou outro que pode fazer diferença na hora da compra. Agora não basta mais ter piscina, salão de festas e quadras esportivas; um lançamento em São Paulo, por exemplo, tenta pegar o consumidor pelo apetite: oferece forno de pizza e espaço gourmet para receber os amigos para jantar. Mas as maquetes não revelam tudo. Debaixo dos telhados de áreas de lazer imensas, vão funcionar lan houses, pet shops e até estúdios musicais. “Com o trânsito e uma qualidade de vida duvidosa na cidade, as pessoas têm vontade de ficar perto da sua casa. Esta característica gera a necessidade de ter lazer dentro do próprio prédio”, justifica João Crestana, presidente do sindicato da Habitação em São Paulo.

Morar em um lugar assim com muito verde, pertinho da natureza, não é mais privilégio de quem tem muito dinheiro. Com o mercado aquecido, as construtoras têm investido em imóveis para a classe média com essas características. Em São Paulo, por exemplo, dá para encontrar apartamentos em condomínios que mais parecem um clube a partir de R$ 80 mil.

Condomínio

As parcelas cabem no bolso – há opções a partir de R$ 147 por mês – , mas tantas facilidades praticamente dentro de casa trazem outra preocupação: o valor do condomínio.

Para economizar nesse quesito, as construtoras procuraram soluções que aproveitam recursos do meio ambiente: Usar água da chuva nas descargas e instalar torneiras e lâmpadas mais econômicas nas áreas comuns são algumas das idéias. “Também a reciclagem de lixo ajuda, porque os moradores podem vender materiais recicláveis e transformar isso em renda para o condomínio”, acrescenta Marcelo Abud, gerente de marketing de um empreendimento em exposição.

Fonte: G1 - Globo

Setor imobiliário é o grande financiador dos vereadores de SP

As empresas do setor imobiliário, um dos principais setores que financiaram a campanha de candidatos a vereador em 2004, tiveram várias propostas discutidas e votados nos quatro anos da atual legislatura, informa reportagem de Ranier Bragon, publicada na edição deste domingo na Folha de São Paulo.

Segundo a reportagem, seis da sete empresas que mais doaram às campanhas dos 55 vereadores eleitos em 2004 pertencem ao setor imobiliário: construção, incorporação, venda, administração e locação de imóveis. Os doadores desta campanha só serão conhecidos após a eleição.

Entre os projetos do interesse do setor que foi aprovado pela Câmara Municipal foi o que excluiu da área reservada às garagens do cálculo que define o limite de metros quadrados a ser construído em um terreno. Em agosto de 2005, os vereadores aprovaram a matéria.

A reportagem tentou ouvir as empresas que mais doaram aos vereadores paulistanos, que não se manifestaram. Os vereadores negaram que o dinheiro os tenha influenciado a votar ou agir conforme os interesses do setor.

Propostas param na viabilidade orçamentária

Na briga pela Prefeitura de São Paulo, os candidatos fazem promessas para a área dos transportes que não sabem se poderão cumprir, se eleitos. Marta promete 47 quilômetros de metrô - o que, no ritmo de investimentos e obras até hoje, de 1,5 quilômetro por ano, em média, levaria 31 anos e não uma gestão para acontecer. Iniciado na década de 1970, o Metrô de São Paulo tem só 61 quilômetros.
Para cumprir sua promessa, a candidata precisará de R$ 8,6 bilhões em quatro anos só para o Metrô. "Isso significa quase três anos do orçamento da Prefeitura para investimentos em todas as áreas", diz o economista Odilon Guedes. E isso considerando-se R$ 180 milhões por quilômetro de linhas, média usada por especialistas, mas que muitos acreditam ser subestimada. Os 4,3 quilômetros de expansão da Linha 2-Verde, entre o Alto do Ipiranga e Vila Prudente, por exemplo, estão orçados em R$ 2 bilhões, segundo o BNDES, que financia 80% da obra. Ou seja, R$ 465 milhões por quilômetro. A candidata promete, ainda, fazer 228 km de corredores de ônibus, para os quais seria necessário outro R$ 1,1 bilhão.
Marta pretende cumprir tal façanha com a ajuda do governo federal, mas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não há verba prevista para o Metrô de São Paulo. A alternativa seria o BNDES. "Marta aposta na proximidade com Lula, mas não tem como garantir que o dinheiro virá", diz o economista Cícero Yagi, do grupo de orçamento da ONG Movimento Nossa São Paulo, que criou o projeto de lei, aprovado na Câmara em 2007, obrigando os prefeitos a apresentarem um plano de governo em 90 dias.
O valor prometido por Kassab para o Metrô, de R$ 1 bilhão, é "mais plausível", segundo Yagi. Mas, ainda assim, representa mais do que o dobro do orçamento municipal para a área de transportes neste ano, de R$ 485 milhões. "Além disso, fatores como desapropriações atrasam e encarecem as obras, o que dificulta o cumprimento de promessas como esta", diz. Do R$ 1 bilhão anunciado por Kassab neste ano no Metrô, só 30% foram liquidados até o fim de agosto. O atual prefeito quer, ainda, investir no Rodoanel, fazer "dezenas de obras para facilitar o trânsito", modernizar a Companhia de Engenharia de Tráfego, ter novos ônibus e terminais. Sem mudar a tarifa de R$ 2,30, o que não lhe dá alternativa senão aumentar subsídios. Mas, assim como os demais candidatos, ele não diz de onde virão os recursos. "Em 2008, um dos melhores em arrecadação, a Prefeitura teve só R$ 3,2 bilhões para investir. Em tudo: creches, escolas, postos de saúde, hospitais, habitação", diz Yagi. "A conta não fecha." A proposta de Alckmin é similar à dos concorrentes, mas mais "vaga", assim como as de Soninha e Ivan Valente.

Os especialistas rechaçaram a freeway sobre as Marginais (ilustração), proposta de Maluf. "Nenhuma cidade melhorou a circulação com obras viárias", diz Jaime Waisman, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da USP.


Fonte: Matéria: http://www.estadao.com.br

Prefeitura de SP limita lançamento de projetos imobiliários em distritos

De um lado, incorporadores que querem construir num mercado imobiliário aquecido. De outro, terrenos disponíveis para novos lançamentos. Esse casamento não é perfeito porque em certas regiões da cidade, como Liberdade, Jaguaré e Vila Leopoldina, novos projetos tornam-se pouco viáveis sem a possibilidade de construir acima dos limites do Plano Diretor de 2002. Quem edifica reclama da paralisação em regiões com potencial de crescimento. Guilherme Bueno Netto, diretor da construtora Bueno Netto, cita o exemplo da Vila Leopoldina. "Com terrenos ociosos e ótima infra-estrutura, é um eixo natural de crescimento", diz.
Embora o Plano Diretor tenha reduzido, em média, o potencial construtivo dos terrenos -quantidade máxima de metros quadrados construídos, que passou de quatro vezes a área do lote a uma ou duas vezes-, ele gerou mecanismos para aumentar esse potencial. Um desses instrumentos é a outorga onerosa: o incorporador paga à prefeitura para construir mais metros quadrados do que o previsto pelo zoneamento em uma certa região.

A prefeitura estabeleceu, para cada distrito, estoques de metros quadrados que podem ser vendidos a incorporadores. Mas, em algumas regiões mais aquecidas nos últimos anos, esse estoque foi esgotado --e, só com o potencial construtivo básico, a conta do incorporador não fecha. Isso acontece porque a construção de um número pequeno de unidades residenciais elevaria muito o preço de venda de cada uma delas, a fim de cobrir os custos da incorporação e gerar uma margem de lucro.

Prefeitura
Incorporadores como Bueno Netto pedem à prefeitura que amplie o diálogo com a iniciativa privada para "repensar o futuro das áreas sem estoque". Segundo Nilza Antenor, diretora do Departamento de Urbanismo da Sempla (Secretaria Municipal de Planejamento), os estoques de área construída são limitados pela capacidade do sistema de circulação e da infra-estrutura dos distritos.

Charles Cambur, dono da construtora que leva seu nome, pondera que o mais importante é refletir sobre a real capacidade de adensamento das regiões. "O cronograma de crescimento da cidade não acompanha seu aumento real. As áreas já teriam que contar com total infra-estrutura e só depois receber mais gente", reflete.

Outro mecanismo usado pelo incorporador para construir mais é o Cepac (Certificado de Potencial Adicional de Construção), título comprado para ser trocado por potencial adicional de edificação.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

14 milhões de brasileiros ascenderam socialmente

Quase 14 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no País entre 2001 e 2007, de acordo com um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado na segunda-feira (22). De acordo com a pesquisa "Pobreza e mudança social", 10,2 milhões de brasileiros passaram de estrato social de renda mais baixa (até R$ 545,66) para a faixa de renda média (de R$ 545,66 a R$ 1.350,82), e 3,6 milhões saltaram da renda média para estrato mais alto (acima de R$ 1.350,82). A pesquisa foi feita com base nos dados da Pnad (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No período, o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 23,8% e a renda familiar per capita 15,6%. "As pessoas caminharam socialmente superando a inflação e o crescimento médio do País entre 2001 e 2007", disse o economista do Ipea, Ricardo Amorim. "Foi uma mobilidade social importante no País que não se via há muito tempo, desde os anos 80", acrescentou ele, creditando essa ascensão aos programas de transferência de renda (Bolsa Família), à política de aumento real do salário mínimo e ao crescimento mais forte da economia. O Ipea traçou também um perfil do brasileiro que avançou socialmente. "Para os estratos mais baixos há influência mais forte do salário mínimo e transferêncais de renda e para a renda maior há um claro impacto do mercado de trabalho melhor", disse Amorim.

Fonte:DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

Imóveis e ações - grande futuro, muito a aprender

Por: João Crestana e Romeu Chap Chap

A instabilidade caracteriza o mercado de ações. Para investir nele é preciso sangue-frio. Sem isso, a qualquer oscilação (o que tem sido recorrente, em especial após a crise do subprime norte-americano) o investidor corre o risco de prejuízos. Aliás, isso também pode ocorrer em momentos de euforia: vai-se no estouro da manada e depois se descobre que, houvesse um pouco mais de cuidado e observação, seria possível fazer um negócio melhor.

Quando, em 2006, empresas do setor imobiliário tiveram sua estréia no mercado de ações - os IPOs no Novo Mercado da Bovespa -, a sensação era extremamente positiva. Graças à estabilidade monetária e às medidas governamentais que resultaram num novo marco regulatório (que ampliou as garantias a compradores e agentes financiadores), o mercado de imóveis renasceu. O crédito imobiliário voltou a ser oferecido e a demanda reprimida começou a ser atendida. Para se ter uma idéia da proporção desse "renascimento", na década de 90 e no início da atual, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - que reúne bancos que concedem empréstimos com recursos da poupança - financiava 50 mil unidades/ano. Em 2006 o total foi de 114 mil unidades; em 2007, 192 mil (um crescimento de 72%); e para este ano a previsão é de pelo menos 280 mil imóveis.

Ao lado desse incremento, cresce o número de famílias aptas a adquirir a casa própria. Temos a nova classe média brasileira ansiosa por comprar e, agora, com linhas de crédito mais acessíveis. E uma população de menor renda também se capacitando, graças à atuação das empresas, cada vez mais focadas nos empreendimentos chamados econômicos, e ao aumento dos recursos do FGTS para esse fim, embora a burocracia se constitua em dificuldade adicional, retardando os trâmites da Caixa Econômica Federal. Tudo converge para se acreditar que investir em ações imobiliárias é risco aceitável. É verdade na maioria das situações. Será certo em 100% dos casos?

O que queremos dizer com essas frases, talvez conflitantes? Que estamos em meio a um processo que levará à consolidação do setor imobiliário em bolsa de valores. Na verdade, o aprendizado está sendo célere.

De um lado, empresas imobiliárias - em boa parte familiares - estão aprendendo com as boas práticas da governança corporativa. Faz parte desse aprendizado o cenário de reposicionamento de várias empresas. A alta especialização e a solidez exigidas pelas companhias de capital aberto vêm mudando a cara do mercado, que tende a uma atuação nacional. Isso explica as fusões e aquisições a que temos assistido - algo que consideraríamos natural se estivéssemos no exterior, onde a prática já cuidou de moldar a tradição. Por outro lado, também o mercado de capitais está aprendendo como funciona a indústria imobiliária, um setor de longo prazo, em que ansiedade e precipitação não têm lugar. Os analistas estão-se familiarizando com as particularidades.

Enquanto um mercado aprende com o outro, como fica o investidor? Com serenidade não haverá perdas. Para começar, suas ações estão, de certa forma, lastreadas em ativos reais. São terrenos, imóveis. O novo arcabouço institucional da indústria imobiliária, com a alienação fiduciária e o patrimônio de afetação, emprestou adicional segurança ao setor. Graças ao novo marco regulatório, em vigor desde 2005, há salvaguardas muito modernas. E no que se refere a imóveis prontos, o lastro é sólido e a liquidez, cada vez mais consolidada, por conta da titularização por meio de fundos de investimentos e participações, recebíveis imobiliários, etc.

Imóvel não é papel ao vento. É bem de raiz e sua análise não se pode basear nas aflições geradas pela volatilidade do mercado de capitais. Como ilustração, o balanço - que analisa a atratividade de uma empresa - não reflete fielmente a carteira de recebíveis dos empreendimentos de longo prazo. Isto mostra que a "preocupação excessiva" que se instalou no mercado em relação às empresas imobiliárias poderia ter sido evitada com um olhar mais especializado sobre a condição de uma ou outra incorporadora. A generalização que se criou não beneficia ninguém.

É importante também considerar que a rentabilidade dos IPOs imobiliários no País está sendo injustamente contaminada pela instabilidade do ambiente internacional. Cerca de 70% dos investidores nos papéis de incorporadoras e construtoras nacionais são do exterior. São grandes grupos que acreditam no potencial do mercado de imóveis brasileiro, em seus bons projetos e realizações. Naturalmente, em turbulências como a atual, esses investidores fazem de tudo para reduzir as violentas perdas geradas no mundo pelo subprime norte-americano. Buscam, então, zerar posições internacionais líquidas - tais como nossas ações -, para minimizar prejuízos em seus respectivos países. Mas isso nada tem que ver com o desempenho das empresas brasileiras, que é forte e promissor.

A parceria mercado de capitais-mercado imobiliário, no Brasil, está apenas começando. Os novos parceiros ainda não conhecem plenamente as características um do outro, suas especificidades. Aos poucos, a convivência vai nivelando a relação e as dúvidas são dissipadas. O que dizer ao investidor? Que invista, com a mesma cautela e a serenidade que devem caracterizar quem opta pelo mercado acionário, porém sabendo que está colocando seu capital num setor de mais longo prazo de maturação (no mínimo, 24 meses). Não é overnight.

Adicione-se que medidas para segurança ainda maior nas ações imobiliárias serão cada vez mais incrementadas, como é o caso da padronização dos balanços das incorporadoras, já em estudo pela Comissão de Valores Imobiliários.Bem, mas e os 100% garantidos? Isso não é comum no mundo das bolsas de valores. Perfeição não existe, mas a busca por ela, sim. E isso certamente os mercados de capitais e imobiliário estão fazendo.

João Crestana e Romeu Chap Chap são, respectivamente, presidentes do Secovi-SP e do Conselho Consultivo do Sindicato da Habitação

Fonte: http://www.estadão.com.br/

Consumidores reclamam de falta de cimento

SÃO PAULO - Falta cimento no mercado. É o que dizem os construtores, os varejistas e os consumidores, embora os fabricantes do produto neguem. Todos estão de acordo, no entanto, que desde 2006 a demanda pelo material tem crescido gradativamente, puxada pelo aquecimento do mercado imobiliário e pelo aumento da renda da população - que tem se animado a construir ou encarar reformas para ampliar a casa.Com o produto escasso e a procura alta, vale a lei de que os preços sobem. No acumulado de 12 meses até agosto, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), o consumo do produto cresceu 12% no volume físico, em relação a 2007. O preço, por sua vez, aumentou 28,7% no mesmo período, de acordo com levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP). "Num país que diz que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de 6%, estamos com produtos básicos subindo acima de 25%. É uma brutalidade esse aumento de preços na construção, num momento de aquecimento do setor. E é claro que aumentos desse nível vão trazer inúmeros problemas", disse Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP.Há cerca de três semanas, duas fábricas da Votorantim Cimentos - uma em Itaú de Minas (MG) e outra em Santa Helena (SP) - tiveram a produção parcialmente paralisada para manutenção de equipamentos. Na segunda-feira passada (dia 22), as fábricas voltaram a funcionar normalmente, segundo a empresa. Mas a redução no ritmo de fabricação do produto ao longo de quase duas semanas preocupou o mercado e pressionou ainda mais os preços.
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

Caixa prevê financiar 180 mil casas até fim do ano

A Caixa Econômica Federal contratou R$ 5,9 bilhões este ano, com recursos da poupança, em financiamentos habitacionais, e dispõe de mais R$ 4 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para imóveis destinados às classes média e alta. A informação é do vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.
Segundo ele, “não faltarão recursos para apoiar o setor de habitação”. Hereda disse que o interessado pode financiar até 80% do valor de avaliação do imóvel, e mesmo que já possua outra casa ou apartamento no município escolhido para a contratação, terá como usufruir da linha de crédito. A expectativa da Caixa é financiar pelo menos 180 mil moradias até o final do ano. No ano passado, foram financiadas 81 mil casas e, em 2006, 51 mil.
Esse salto, conforme explicou Hereda, tornou-se possível porque a instituição obteve este ano a maior captação de poupança da sua história. Só em agosto, a captação líquida chegou a R$ 1,2 bilhão, de sorte que a Caixa é, no momento, responsável por 51% de todos os imóveis financiados com dinheiro da poupança no país. Quem optar por financiar 80% do valor de avaliação pode parcelar o pagamento em até 240 meses. Para contratos de 360 meses, a entrada deve ser de pelo menos 30% do valor de avaliação do imóvel. No caso de moradias com valor de avaliação até R$ 350 mil, e se o interessado tiver saldo no FGTS e não tenha outro imóvel na mesma cidade ou em município limítrofe, o dinheiro do fundo poderá ser utilizado na entrada e, posteriormente, para abater o saldo devedor ou as prestações.
Fonte: FNE – Federação Nacional dos Engenheiros - http://www.fne.org.br

domingo, 28 de setembro de 2008

SP - Polos de rua voltam à mira do varejo

O aumento do poder de consumo da classe C, somado a uma leva de famílias que ascenderam da classe D, tem trazido de volta ao radar das redes varejistas o mais tradicional local de comércio: a rua. Paralelamente à expansão do setor de shoppings, vários pólos de comércio de rua resurgem como opção para redes que querem diversificar os negócios, reduzir custos e fugir da acirrada competição por bons espaços em shoppings.

Dados do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas (GVCev), apontam que em São Paulo, maior centro consumidor do País, 32 shoppings disputam com 100 pólos de ruas comerciais a atenção dos varejistas e também dos consumidores. Disputam porque o modelo de shoppings só para a classe alta e o modelo de lojas de rua para classe baixa também está mudando. Ainda é fato que os principais centros comerciais pesquisados encontram-se em áreas de maior poder aquisitivo. "Várias regiões de periferia têm nichos de consumo de maior poder aquisitivo", afirma Juracy Parente, professor da FGV, no evento "Pólos comerciais de rua: sua importância para o varejo e sociedade", que aconteceu no início de setembro em São Paulo. No entanto, ele afirma que o perfil da cidade é de consumo predominantemente de baixa renda. "70% da população têm renda inferior a R$ 2,5 mil e representam 35% do consumo", explica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ajustados para 2007.

Para alguns segmentos, a importância desse público é muito maior. "No varejo de alimentos, 55,7% do potencial de consumo está entre os consumidores com renda familiar até R$ 2,5 mil", afirma Parente. Outros segmentos também têm destaque no consumo dessas famílias: Gás doméstico (71,8%), eletrodomésticos (52,8%), remédios (53,9%) e vestuário (50%).

No segmento de franquias, a migração de empresas de food service para a rua já poderá ser observada nos próximos anos de acordo com Enzo Donna, diretor da ECD - Consultoria Especializada em Food Service. Estudo realizado pela empresa mostra que por conta de custos de ocupação de shopping centers as redes devem priorizar a abertura de lojas de ruas. Em 2006, segundo dados da pesquisa, 56,8% das lojas do segmento estavam localizadas em shopping centers e 33,4%, em ruas. No ano passado, os números passaram para 51,8% e 39%, respectivamente. A tendência, segundo o estudo, é de inversão até que em 2010, 39% das lojas franqueadas estejam localizadas em shopping centers e 55,6% em ruas. "E aí poderemos observar o desenvolvimento de corredores gastronômicos", prevê Donna.

Segundo o executivo, já é possível observar esse movimento em países como Chile, por exemplo, e seria a saída das franquias localizadas no Brasil para fugir dos custos de ocupação. "Os custos de shoppings são mais altos, o que pode iniciar a ida das redes aos empreendimentos", diz o diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo. De acordo com o estudo da consultoria, enquanto o gasto médio com ocupação em shopping é de 7,54% sobre o faturamento, em ruas o custo cai para 7,13%.

Algumas franquias como Giraffas e Habibs, por exemplo, já dão preferência às lojas de rua. Primeiro por conta dos tamanhos das lojas, em geral maiores que a média de uma unidade de shopping center, e, conseqüentemente, por conta de custos. Luvas, 13.º aluguel, fundo de promoção acabam elevando os custos de ocupação em shopping centers, segundo empresários. Por outro lado, na rua é preciso investir em segurança, nada muito elevado, mas um gasto que deve ser colocado na conta, segundo o gerente de operações e expansão da rede Bon Grillê, George Alexandre. A franquia de grelhados, que possui 53 lojas, inaugurou no mês passado sua primeira unidade de rua. "Estávamos buscando alternativas aos shoppings por falta de espaço", diz.

Esse potencial atraiu também a franquia de vestuários Hering. Tradicionalmente voltada para a classe A/B, a rede está investindo para alavancar as vendas na classe C, com foco na abertura de lojas de rua. A estratégia é fruto de um forte processo de reposicionamento da marca, iniciado em 2007. Marcelo Tavares D''Amaral, diretor da Hering, explica que as mudanças atingiram também os produtos que passaram a ter uma apelo de moda - , o projeto arquitetônico das lojas e as ações de marketing da empresa. Mas foi o reposicionamento de preço que favoreceu a expansão na rua. "Já temos 10 mil clientes de lojas multimarcas, 99% em pólos de rua como a (Rua) ''25 de Março'' em São Paulo", afirma. Do total de 47 franquias da marca, 21 são lojas de rua. "Nossa expansão até 2011 é 35% baseada na abertura de pontos em ruas comerciais", diz.

Para a Hering, as principais vantagens são o custo de operação mais baixo, o menor custo da mão-de-obra e o investimento reduzido para aquisição de pontos comerciais. D''Amaral destaca, porém, que essas lojas tem performance de vendas mais tímidas que alguns pontos em shoppings, por sofrerem influências climáticas e também de problemas de segurança. "Nossos franqueados de rua têm que ter, inclusive, seguro de estoque e contratar uma empresa de monitoria", diz o executivo. Apesar disso, a rede está satisfeita com o negócio de rua. "Só não vamos abrir mais nas ruas porque temos um forte crescimento no setor de shoppings", afirma.

O País tem hoje, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 367 shoppings. Neste ano, mais 16 estão em construção, mesmo número previsto para serem abertos em 2009. Essa movimentação fez com que empresas tradicionalmente voltadas para o comércio de rua, começassem sua expansão em shoppings, como a rede de vestuário Lojas Marisa.

Aberta em 1948, na época para a comercialização de bolsas, a rede inaugurou sua primeira unidade em shoppings em 1991, no Shopping Continental em Osasco. Mas foi com a estratégia de rejuvenescimento da marca, traçada em 2001, que a empresa acelerou sua expansão em centros de compras. "Nesta época, descobrimos que o público da empresa eram mulheres de aproximadamente 45 anos das classes D e E. Nosso plano foi rejuvenescer a marca para um público entre 20 e 30 anos, expandindo nossa atuação para a classe C", afirma o diretor de vendas da empresa, José Luiz da Silva Cunha. A entrada em shoppings ajudou neste processo. Hoje, a empresa conta com 111 lojas de rua e 97 em shoppings.

Cunha explica que os custos de operação são muito semelhantes. No caso da Marisa, o shopping leva ligeira vantagem em valor de aluguel, por exemplo. "Isso porque na rua ainda estamos sujeitos a vontade dos donos dos imóveis", afirma o executivo. Já nos shoppings, a loja é considerada âncora, o que garante vantagens de negociação à rede. As lojas de rua também são mais onerosas no quesito perdas por furtos, principalmente. "Mas nos shoppings temos uma perda maior em crédito, já que a maioria das lojas ainda são recente e temos que conquistar os clientes." Apesar de o tíquete médio de vendas também ser maior em shoppings, a venda por metro quadrado é maior nas lojas de rua. Por isso, afirma Cunha, "ninguém verá Lojas Marisa no MorumbiShopping (SP), Shopping Barra (RJ) ou Shopping Iguatemi (SP), o nosso foco é o cliente classe C."

Outro exemplo da força dos shoppings é a expansão da rede norte-americana Burger King. Tradicionalmente uma rede de loja de rua nos Estados Unidos, desde sua entrada no Brasil, em novembro de 2004, foi flexível em aceitar que no País prevaleçam as unidades em shoppings centers. Das 56 unidades da rede no Brasil, 50 estão em shoppings e seis são restaurantes de rua.

Fonte: Gazeta Mercantil - Regiane de Oliveira e Valéria Serpa Leite

Pnad 2007: Mais brasileiros estão realizando o sonho de ter a casa própria

Mais brasileiros estão conseguindo realizar o sonho da casa própria, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Além do número de domicílios particulares permanentes, ter alcançado 56.344 mil unidades em 2007, 1 734 mil unidades a mais que no ano anterior, o estudo observa que a quantidade de domicílios próprios aumentou sua participação em 0,7 ponto percentual, destacando-se o percentual de imóveis quitados, cuja participação representou 69,8% do total.


Em todas as regiões, houve crescimento de domicílios próprios quitados, sendo a Região Sudeste a que apresentou o maior aumento do total de unidades (664 mil), e a Região Norte a que apresentou o maior crescimento da participação desta condição de ocupação, um aumento de 2,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. É, também, a Região Norte, a que apresenta a maior parcela de domicílios próprios já quitados (77,9%).

Está diminuindo o número de pessoas que moram juntas em uma mesma família, o que aumenta a quantidade de domicílios. Também houve aumento da quantidade de imóveis próprios, em especial dos quitados, o que pode ser um reflexo da melhora da renda - avalia o pesquisador do IBGE William Kratochwill.

Já os domicílios em aquisição, cedidos ou classificados em outra forma de ocupação reduziram suas participações em 0,2, 1,0 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente. Estes últimos apresentaram reduções não só em participação no total, mas também em termos do número absoluto de unidades.

No Brasil, de forma geral, caiu o número de domicílios com quatro ou mais moradores. Somente a Região Norte do País não seguiu essa tendência, mantendo o percentual de domicílios com seis moradores e elevando o de domicílios com cinco pessoas e também o daqueles com sete, alcançando 14,7% e 4,3% do total, respectivamente.

Por outro lado, as Regiões Sul e Centro-Oeste mostraram que, apesar da concentração na existência de domicílios com dois, três e com quatro moradores, os domicílios com apenas um morador registraram crescimento de 1,0 ponto percentual, alcançando 1 094 mil domicílios, na primeira; e de 1,7 ponto percentual, alcançando 540 mil domicílios na segunda.