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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Projeto dá a bombeiro poder para cassar alvará de imóvel

Os bombeiros poderão cassar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) de imóveis, prevê o projeto de lei complementar que cria o Código Estadual de Proteção Contra Incêndios e Emergências, enviado pelo governo paulista à Assembleia Legislativa. Atualmente, a corporação só pode vistoriar as condições de segurança dos estabelecimentos ou residências quando é chamada pelo proprietário ou em casos de emergência.
"O bombeiro hoje não pode hoje, por exemplo, lacrar uma entidade, um estabelecimento. Então (o Código) aumenta o seu poder de fiscalização", disse nesta quinta-feira, 29, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em entrevista coletiva no quartel dos Bombeiros, no centro de São Paulo. De acordo com o governador, o dinheiro para a nova atividade virá de uma taxa que já existe que ia para a Polícia Militar. "Agora vai para o Fundo de Investimentos dos Bombeiros. Vai ser reinvestido só para equipar os bombeiros."
Para Márcio Rachkorsky, advogado e presidente da Associação dos Síndicos de Condomínios Comerciais e Residenciais do Estado de São Paulo (Assosindicos), a intenção é positiva, por tornar mais clara a atribuição dos bombeiros e ampliar a segurança dos imóveis. "Os condomínios estão obrigados a ter o AVCB. Hoje, a relação que eles têm com os bombeiros é praticamente só na hora que está para vencer o AVCB, quando pedem para a corporação vistoriar para renovar o documento. Com essa nova determinação, a tendência é que o Corpo de Bombeiros se tornar mais presente, identificando previamente uma situação de risco."
Contudo, o especialista tem dúvidas sobre se o efetivo dos bombeiros, que está em cerca de 8,6 mil pessoas no Estado, será suficiente para isso. "Tenho minhas dúvidas sobre o efetivo para fazer isso. Por exemplo, uma série de coisas, como obras irregulares e alteração de construção que mexe com o coeficiente construtivo, que deveriam ser fiscalizadas pela Prefeitura acabam não sendo por falta de efetivo."
Somente na cidade de São Paulo existem um pouco mais de 30 mil condomínios residenciais e comerciais, conforme dados da Assosindicos. Para o governo, a medida é uma estratégia para "gestão de riscos". Aliam-se a ela no projeto de lei a criação do Sistema e Serviço de Segurança contra Incêndios e Emergências e a realização de campanhas educativas. No primeiro caso, o Corpo de Bombeiros poderá acionar, por meio de um protocolo, empresas e sociedade civil para o atendimento de ocorrências.
Segundo nota da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), "em emergências, como incêndios e desastres naturais, o código prevê que os bombeiros mobilizem e comandem equipes de bombeiros municipais, civis e voluntários, além de guarda-vidas para o atendimento dessas ocorrências". Já nas situações em que forem realizadas ações educativas, a corporação poderá "usar instalações e até recursos hídricos de outras instituições públicas ou empresas, assegurando a indenização".  

terça-feira, 6 de maio de 2014

Práticas sustentáveis ganham força em edifícios comerciais

O crescimento do número de canteiros de obras reconhecidamente sustentáveis foi o tema de três reportagens veiculadas no especial “Inovações Imobiliárias”, da Folha de S.Paulo de 27 de outubro de 2013. Parte de uma série sobre novidades do mercado de imóveis, os três textos assinados pela jornalista Paula Cabrera tratam das “soluções verdes” em grandes empreendimentos da construção civil. Conforme mostra a reportagem, ainda incipientes em construções para uso residencial, práticas sustentáveis têm grande força em edifícios corporativos. O projeto é finalista do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, na categoria Reportagem Jornalística.
O primeiro texto, intitulado “Sustentabilidade é restrita em residenciais”, reproduz ranking do Green Building Council Brasil, segundo o qual o Brasil é o quarto em número de obras certificadas por sustentabilidade. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes Unidos. A matéria também apresenta a expectativa do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário) de que, em sete anos, todas as edificações em construção possuam práticas sustentáveis.
Em “Bairros planejados procuram ser solução à mobilidade difícil”, a jornalista cita exemplos de grandes projetos na cidade de São Paulo que estão se “apropriando” do conceito de sustentabilidade. “Alguns deles reúnem em um único empreendimento torres comerciais e residenciais, hotéis e até shoppings ou malls, para que o usuário possa se deslocar o mínimo possível – e sem carro”, afirma.
Consta ainda na página dedicada ao tema, a matéria “Reúso de água e economia de energia são as principais metas”. Nela, são informadas estratégias adotadas em empreendimentos modernos que visam a maior eficiência no consumo de água e eletricidade. Quando o assunto é energia elétrica, os principais focos costumam ser os sistemas de ar-condicionado, os elevadores e as escadas rolantes. 
Paula é bacharel em Jornalismo, formada pelo Centro Universitário Municipal de São Caetano do Sul. Colabora com a Folha desde junho de 2011. Antes, trabalhou como repórter no jornal Diário do Grande ABC por pouco mais de dois anos

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cartilha do Ibedec dá dicas sobre compra de imóveis


O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) elaborou uma guia com dicas para quem pretende comprar imóveis em feirões, como o que a Caixa Econômica Federal realiza de sexta (2) até 25 de maio em 13 cidades.
A primeira dica é pesquisar o preço. É preciso avaliar outros imóveis à venda no mesmo prédio ou conjunto habitacional para saber o valor de mercado. Também vale pesquisar em imobiliárias e com corretores o preço médio do metro quadrado na região.
Outra orientação é pesquisar juros e fazer simulações em todos bancos para encontrar a melhor taxa. O Ibedec lembra que a taxa de juros varia conforme a renda, o valor do imóvel e o do financiamento. É importante também ter atenção com o Custo Efetivo Total (CET), percentual que mostra quanto o financiamento vai custar, incluindo todas as taxas administrativas e os tributos cobrados pelo banco. “Nem sempre a menor taxa de juros é o melhor negócio. Para ajudar na pesquisa, a internet é uma grande ferramenta, pois todos os bancos tem simuladores online”, destaca o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, no guia com orientações para a compra da casa própria.
Segundo o Ibedec, quanto maior o prazo do contrato de financiamento, maior será o pagamento de juros. Ao financiar um imóvel em 30 anos, será pago 4,5 vezes o valor de mercado do imóvel, entre juros, capital e correção monetária. Ao financiar em 20 anos, será pago 3,5 vezes o valor de mercado. Por isso, é recomendável financiar pelo menor prazo, de acordo com a capacidade de pagamento.
Outra dica é evitar começar a pagar o financiamento meses depois do fechamento do contrato. Isso porque serão cobrados juros por esse período de carência.
O Ibedec destaca ainda que não é possível a nenhum vendedor prometer a aprovação de financiamento, porque isso dependerá do preço do imóvel, da renda, do valor da entrada e da situação cadastral do cliente. Se o consumidor depender de financiamento para comprar o imóvel, a orientação é não assinar nenhum documento antes de verificar se o crédito está aprovado.
Caso o vendedor insista em fazer um “pedido de reserva de imóvel” ou peça para deixar um cheque caução, com a promessa de que se o financiamento não for aprovado o negócio será desfeito sem qualquer custo, é importante exigir esse compromisso por escrito.
O Ibedec orienta os consumidores a não comprar imóveis ocupados, principalmente se, ao visitar o local, for identificado que o ocupante não pretende sair. Segundo o Ibedec, o processo de retirada judicial é demorado e pode até não acontecer. Além disso, haverá custas judiciais e honorários de advogados caso seja preciso entrar na Justiça.
Também é importante fazer vistoria detalhada do imóvel antes de fechar o negócio. O instituto também orienta a guardar todos os panfletos, anúncios e textos feitos pelos vendedores, também para o caso de ter que provar algum fato na Justiça, posteriormente. E tudo que for objeto da negociação deve constar na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.
Se o imóvel a ser comprado já estiver pronto,  verifique se não há dívidas pendentes, como condomínio e  Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O instituto lembra ainda que há despesas extras ao comprar um imóvel: escritura e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI). Esses custos podem chegar a 3% do valor de mercado atual do imóvel, segundo o Idebec.
O instituto também lembra que a contratação de despachante imobiliário não é obrigatória. O próprio comprador pode fazer todos os procedimentos burocráticos, o que toma tempo, mas a economia varia de R$ 500 a R$ 1 mil.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Uma santa guerra entre Einstein e Sírio-Libanês

De um lado, a comunidade judaica do Albert Einstein. Do outro, os árabes do Sírio-Libanês. Os dois maiores hospitais do Brasil vivem um ciclo de investimentos e de competição, inédito

Por décadas, foi dito que a grande prova da hospitalidade de São Paulo era o fato de que, na cidade, a rivalidade entre árabes e israelenses se limitava a saber quem tinha o melhor hospital.

De um lado, o Albert Einstein, da comunidade judaica. Do outro, o Sírio-Libanês, fundado e administrado até hoje por famílias de origem árabe. Mas a verdade é que, na prática, a disputa não era tão pesada assim. Cada hospital tinha suas searas bem definidas, e um não incomodava o outro.

O Sírio, fundado em 1921 no bairro da Bela Vista, virou referência em oncologia — razão pela qual recebe pacientes famosos, como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. O Einstein, inaugurado em 1955 no bairro do Morumbi, especializou-se em áreas como neurologia e transplantes.

A tal “guerra” dos dois hospi­tais era de mentirinha. Mas as coisas, lentamente, começaram a mudar. Há cinco anos, Einstein e Sírio iniciaram o maior ciclo de expansão de sua história.

Os dois hospitais crescem cerca de 15% ao ano e, juntos, investiram 3 bilhões de reais em novas unidades, negócios e centros de pesquisa. As fronteiras já não existem mais. Ninguém admite publicamente — mas, agora, é guerra mesmo.

A atual disputa se deve a uma mudança de postura. Antes satisfeitos em ter um atendimento de excelência em algumas áreas, hoje os dois hospitais querem fazer de tudo. Quem deu a largada foi o Einstein, que em 2009 começou a expandir seu negócio de diagnósticos. De lá para cá, abriu quatro centros em São Paulo e já é o quarto colocado no ranking do setor.

Menos de um ano depois, o Sírio inaugurou o primeiro laboratório externo em 2010, no bairro paulistano do Itaim Bibi, e procura um terreno na zona sul da cidade para abrir outra unidade — ambas especializadas em diagnóstico por imagem.

No principal negócio dos hospitais — o tratamento de doentes —, a concorrência está mais acirrada do que nunca. Com 670 leitos, o Einstein tinha quase o dobro do tamanho do concorrente. Com isso, virou referência em uma gama maior de especialidades. Em 2010, começou a instalar mini-hospitais em outros bairros de São Paulo, como Perdizes e Ibirapuera, chegando mais perto de seus pacientes.

Já tinha uma unidade nos Jardins desde 2001. Em resposta, o Sírio investiu 500 milhões de reais em três novas torres, que vão ampliar, nos próximos três anos, a capacidade do hospital de 372 para 727 leitos. A primeira ala ficará pronta em 2014. Algumas das áreas que são especialidade do rival Einstein serão ampliadas, como a de cardiologia, que vai ganhar 22 leitos de terapia intensiva.

O hospital também já escolheu os terrenos para abrir novas unidades em Campinas e no Rio de Janeiro. O Einstein, que há alguns anos estudou construir um hospital no Rio, suspendeu, pelo menos temporariamente, seus planos.

Em contrapartida, inaugurou, em dezembro, uma unidade especializada em tratamento de câncer — principal especialidade do Sírio, que tem um centro de oncologia desde 2002. Nos últimos meses, o Einstein investiu 50 milhões de reais em equipamentos e dobrou a capacidade de atender pacientes com câncer.

A rivalidade cresce porque as oportunidades nunca foram tão grandes. Em dez anos, os 35 maiores hospitais brasileiros triplicaram o faturamento e chegaram a uma receita de 13 bilhões de reais em 2013. “Com o aumento da renda e da expectativa de vida, a demanda só tende a crescer”, diz Pedro Zabeu, analista do mercado de saúde do banco Fator.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) calcula que, para dar conta do aumento de demanda, as redes investirão 7,3 bilhões de reais até 2016. Einstein e Sírio investem também para se manter à frente de uma concorrência crescente. O hospital paulistano 9 de Julho, do empresário Edson Bueno, inaugurou em 2013 um novo prédio, que custou 40 milhões de reais.

Outros 180 milhões de reais estão sendo investidos em uma nova torre, com 120 leitos, que deverá ser inaugurada em 2015. O Samaritano, também de São Paulo, investiu 243 milhões de reais em áreas como ortopedia e oncologia. O HCor gastou 145 milhões em novas unidades de oncologia e neurologia.

No Rio, está em construção na Barra da Tijuca o maior complexo médico da cidade, o Américas Medical City. O conjunto terá dois hospitais, Samaritano e Vitória, e receberá um total de 600 milhões de reais em investimentos.

Para Sírio e Einstein, o atual cenário dá origem a dois desafios principais. O primeiro é reduzir os custos. Como são, na maioria, sociedades filantrópicas, os hospitais não distribuem lucros aos acionistas e podem reinvestir tudo que sobra no caixa. Mas os planos de investimento para os próximos dois anos são ainda mais ousados.

O Einstein pretende investir cerca de 500 milhões. O Sírio, 400 milhões. Ou seja, quem conseguir cortar custos terá mais dinheiro para investir. Mas economizar num setor que lida com questões de vida ou morte sempre foi um tabu. As evoluções vêm aos poucos. O Sírio conseguiu, em três anos, diminuir em 30% os gastos com alguns insumos ao limitar a variedade.

Costumava comprar, por exemplo, dez tipos de cateter para tratar traumas no cérebro. Hoje, compra apenas um, e treinou todos os profissionais do centro cirúrgico para usá-lo. O Einstein, por sua vez, passou a autorizar procedimentos cirúrgicos apenas depois de ouvir a opinião de dois médicos.

O segundo desafio é manter a qualidade do atendimento em meio a tanta expansão. A maior preocupação é com a mão de obra. O Einstein anunciou em 2013 a criação de uma faculdade de medicina, que a partir de 2015 vai formar 100 médicos por ano. Para não perder seus melhores profissionais, o Sírio ampliou o número de médicos com contratos de exclusividade — de 80, em 2007, para 184.

O salário médio desses profissionais cresceu 52% em três anos. O hospital também criou, em 2013, 30 grupos, com 240 médicos no total, para pesquisar doenças como diabetes e esclerose. “Ganhar escala e perder qualidade seria fatal”, diz Paulo Chapchap, superintendente do Sírio-Libanês. Pacientes — atuais e futuros — só podem concordar.

Fonte: Vicente Vilardaga, Exame

domingo, 13 de abril de 2014

Casa à prova de enchente

Uma casa anfíbia. Fincada no chão, mas capaz de flutuar em dias de enchente, inibindo inundações. Não só é possível, como já existe. Em Bangladesh. A primeira unidade da Lift House (ou casa elevador) foi construída na cidade de Dhaka, numa comunidade que costuma sofrer com chuvas fortes e enchentes, e vem sendo testada há quatro anos.

O mecanismo é simples. A casa é composta de três partes. A central, estática, é feita de tijolos e concreto e funciona como a espinha dorsal da edificação, responsável por mantê-la em pé. Presa a ela, há dois módulos laterais de bambu construídos sobre dois tanques, que têm estrutura de cimento e funcionam como fundação da casa. Dentro dos tanques, ficam colchões de garrafas pet usadas. Quando chove forte e o rio localizado logo atrás da casa enche, a água invade os tanques e sua força levanta os colchões de pets e as duas laterais da casa. Assim, o imóvel flutua na água, ao invés de ser invadido por ela.

Quando o nível da água baixa, a casa volta a seu lugar. Para evitar infiltrações, o piso recebeu tratamento especial.

– Com soluções econômicas eficazes e simples, a arquitetura da Lift House se adapta ao ambiente natural dando, a comunidades carentes urbanas, a chance de viver em casas seguras, de baixo custo e que não necessitam de reparos a cada enchente. As inundações, uma das forças mais destrutivas em comunidades pobres de grandes cidades, são uma realidade na vida de muita gente ao redor do mundo. Esta é uma forma de conviver com elas – diz Prithula Prosun, arquiteta que desenvolveu o projeto em tese de mestrado.

Natural de Bangladesh, onde viveu até os 9 anos, Prithula vive desde então em Toronto, no Canadá. Mas em seu mestrado quis pesquisar soluções para habitações de comunidades pobres de seu país. E como a intenção era criar um projeto sustentável, a arquiteta optou por usar materiais baratos e que estivessem disponíveis em quantidade no local da construção.

Caso tanto do bambu, material versátil, leve e de baixo custo, quanto das pets, disponíveis aos milhares em qualquer canto do mundo e que, quando não recicladas, acabam enchendo os lixões. Na casa de Bangladesh, por exemplo, foram usadas oito mil pets.

Logo, uma escolha que, além de ecológica, facilita a exportação do projeto e a construção da casa em outros países. No momento, Prithula vem trabalhando em parceria com a organização Architecture for Humanity, para construir cem lift houses na Colômbia. Estão na fase de captação de recursos. O custo de cada módulo é de cerca de R$ 11 mil. Ou seja, uma casa, como a de Bangladesh, custa R$ 22 mil e pode ser erguida em três meses. E será que o projeto poderia chegar também ao Brasil?

– É claro. Embora a primeira Lift House construída levasse em consideração as condições e necessidades de uma família de Bangladesh, os conceitos básicos do design anfíbio podem ser aplicados em qualquer área que sofra com enchentes – diz a arquiteta, que continua com sua pesquisa para desenvolver outros tipos de habitações anfíbias.

Mas, segundo Prithula, não há restrições de tamanho ou peso para cada módulo móvel. Para construir uma casa maior, basta fazer um tanque, ou fundação, também maior. O design é totalmente adaptável até mesmo às condições climáticas. Só é preciso fazer adaptações que seriam estudadas de acordo com cada lugar.

Presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA Rio), o arquiteto Vicente Giffoni acredita, no entanto, que no Brasil a técnica só poderia ser aplicada em áreas afastadas dos centros urbanos, como as regiões ribeirinhas da Região Norte.

– O conceito é bom, mas não sabemos se poderia ser aplicado com eficácia no Rio de Janeiro. O uso de materiais sustentáveis e o estilo de construção são relevantes, mas, por outro lado, não se sabe se, na prática, isso seria suficiente, para se evitar o estrago causado por uma enchente – avalia Giffoni.

Casa é autossuficiente

E a casa asiática ainda tem outras características sustentáveis. Em sua parte central, foram construídos os banheiros e abaixo deles há uma grande composteira. Assim, é possível produzir adubo a ser usado em hortas ou no jardim que cerca a edificação, por exemplo. Além disso, o imóvel foi projetado para ser autossuficiante e não tem conexões com os sistemas de abastecimento da cidade, muito precário no caso daquela comunidade. Por isso, conta com dois painéis num sistema de captação de energia solar, suficientes para abastecimento da casa.

A posição da casa no terreno levou em consideração a incidência tanto do sol como dos ventos, para diminuir a temperatura. Os janelões localizados nas fachadas frontal e lateral dos módulos de bambu também permitem uma ventilação cruzada que ajuda a resfriar o interior do imóvel.

Há ainda duas grandes cisternas, enterradas no solo. Uma para captação de água da chuva e outra para armazenamento da água já usada nos banheiros, que passa por tratamento e pode ser novamente utilizada em descargas e na irrigação da área verde.

– Espero poder erguer futuros modelos da casa Lift em diferentes partes do mundo. Acredito que a ideia tem um potencial imenso e estou ansiosa por explorar como o design do imóvel pode ser aplicado em diferentes paisagens e culturas – destaca Prithula, acrescentando que está pesquisando o que será preciso fazer para usar essa mesma arquitetura na construção de centros comunitários e também em escolas.

“A arquitetura da Lift House se adapta ao ambiente natural dando a chance a comunidades carentes de viver em casas seguras, de baixo custo”.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Telha solar é alternativa para painéis fotovoltaicos

Modelo promete ganhos estéticos e de eficiência
Duas empresas italianas uniram-se na criação de uma alternativa para o uso de painéis fotovoltaicos na conversão de energia solar em eletricidade. A Area Industrie Ceramiche e a REM desenvolveram a Tegola Solare, uma telha que possui componentes mais leves capazes de gerar tecnologia solar em materiais convencionais.
O produto é uma opção para consumidores que buscam soluções mais discretas no uso de energia renovável. As telhas solares, além de gerarem ganhos estéticos, prometem maior eficiência se comparadas aos painéis convencionais.
A Tegola Solare conta com quatro células fotovoltaicas e, em caso de danos, pode ser substituída sem afetar as demais unidades, sendo modular do telhado tradicional. A tecnologia desenvolvida pelas empresas italianas possui fiação que segue sob o telhado para o conversor.
Uma área de 40m² composta pelas telhas solares é capaz de gerar cerca de 3kw de energia. Apesar disso, a instalação dessa alternativa é ainda mais cara do que os painéis convencionais, que custam a partir de R$ 17 mil no Brasil.
Fonte: EcoD

terça-feira, 11 de março de 2014

Comprar imóvel hoje é um grande equívoco financeiro

Um dos princípios consideravelmente básicos e popularmente conhecidos da economia diz que, para fazer um bom negócio, é fundamental aproveitar os momentos de baixa para comprar e os momentos de alta para vender.
 
Comprar barato e vender caro é sinônimo de lucro e inteligência e é um conceito que está arraigado em nossa cultura, apesar de não termos uma educação financeira efetiva nas escolas. É um conhecimento quase empírico, que passa de geração para geração.
 
Mas, quando pensamos com bastante atenção e racionalidade na atual situação do mercado imobiliário brasileiro, podemos concluir que esse princípio tem sido levado a sério, como nunca, por quem tem imóvel para vender. Quem está decidido a comprar um imóvel (justamente agora, com os preços no topo!) está cometendo um grande equívoco financeiro e, certamente, ignorando a regra devidamente martelada na fala popular.
 
Pessoas compram e continuam comprando imóveis, sem grandes reflexões, sem paciência e se submetendo a preços exorbitantes e surreais. Onde querem chegar?
 
Na ânsia de ter a sonhada casa própria, de se livrar do aluguel ou até de fazer um bom investimento, o consumidor brasileiro perdeu a mão e compra com uma ideia fixa de que seu imóvel continuará se valorizando significativamente com o tempo. Não irá!
 
Pode até parecer pessimista, mas a própria história cansa de nos apontar exemplos de bolhas e de como não ser um colaborador (e, posteriormente, vítima) delas. Quem não se lembra da crise imobiliária norte-americana em 2007 e 2008, que fez com que a economia mundial balançasse e cuja recuperação não se deu por completa até hoje?
 
Outro clássico do mercado especulativo ocorreu em 1634, conforme relatos da chamada "mania das tulipas" na Holanda. À época, o país recebia forasteiros que aqueceram o mercado de tulipas de forma avassaladora. Apesar de o salário médio chegar a, no máximo, 400 florins por ano, um bulbo podia ser vendido a seis mil florins! Todos queriam vender tulipas. No entanto, pasmem, apenas três anos depois o mercado destas flores quebrou, após um pânico generalizado, cujas causas são desconhecidas, dos consumidores. Um crescimento tão frágil quanto o próprio produto comercializado.
 
A bolha como ela é
 
Tanto no caso das tulipas holandesas como nos exemplos dos mercados imobiliários americano e brasileiro, os pés dos consumidores se distanciaram da realidade. Se a inflação alcança níveis inadmissíveis para a população, a política monetária inverte-se e investimentos de longo prazo desmoronam, especialmente os do setor imobiliário.
 
O ciclo começa sempre com juros baixos em excesso, construções em abundância, empréstimos, crescente demanda por moradias, explosão nos preços e, no fim, um mercado especulativo.
Investidores redescobrem um mecanismo fácil para ganhar rios de dinheiro: comprar imóveis na planta e revender. Momento mágico, porém absolutamente efêmero, que dura apenas até o dia em que os juros sobem, os lucros dos empreendedores somem, as construtoras sofrem o golpe, os preços despencam, os especuladores amargam a baixa e a sociedade toda acaba sentindo os reflexos da crise econômica instalada.
 
Quem cogita comprar um imóvel deve parar e pensar seriamente que imóveis hoje não são um bom investimento e que não existe eficiência financeira, lucros garantidos, ao se adquirir um bem do mercado imobiliário hoje.  Aplique o dinheiro em mecanismos mais rentáveis e de maior liquidez. Poupe. Tenha disciplina. Mantenha a paciência. Conforme a sabedoria popular: quem não espera, come cru.
 
Fonte: Samy Dana
Mestre em economia, doutor em administração e PhD in business, é professor de carreira na Escola de Economia de São Paulo, fundador e coordenador do Núcleo de Criatividade e Cultura da FGV-SP - GV Cult. Fan Page: facebook.com/CaroDinheiro



domingo, 16 de fevereiro de 2014

64% vão às redes sociais para procurar imóveis

Uma pesquisa realizada pela Lopes, empresa de intermediação e consultoria imobiliárias, revelou que 64% das pessoas que estão à procura de um imóvel utilizam as redes sociais. O estudo levou em conta as respostas de 1.193 entrevistados e mostrou uma relação direta de aumento entre o público mais jovem.

Apenas 31% dos usuários entre 50 a 74 anos usam as redes sociais quando pensam em buscar a moradia. Já o público de 18 a 34 anos, a chamada "geração Y", tem um índice de uso de 72%. Para os categorizados como geração X, isto é, usuários entre 35 e 49 anos, 55% fazem o uso dessas plataformas.
 
A pesquisa também mostrou que há relação inversamente proporcional entre o uso de redes sociais e os aspectos demográficas. Entre os clientes com renda familiar mensal até R$ 6,9 mil,  71% são usuários de mídias sociais, relação que diminuiu em famílias com renda a partir de R$ 30 mil, em que somente 27% utilizam as ferramentas online. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Hotelaria cresce 21% em número de unidades habitacionais para a Copa e as Olimpíadas

Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) mostra que o setor se prepara desde 2009 para atender a demanda gerada pelos dois eventos
 
A Copa do Mundo deste ano e as Olimpíadas no Brasil, em 2016, alavancaram a oferta de apartamentos na rede hoteleira nacional. Uma projeção com base nos números dos últimos anos e nos empreendimentos em construção ou ampliação aponta crescimento de 21% na quantidade de unidades habitacionais entre 2009 e 2016. Os dados foram apresentados pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), representante de 25 redes hoteleiras nacionais e internacionais com atuação no País.
 
O levantamento mostra a evolução do setor ao longo dos últimos anos, reflexo da escolha do Brasil como país-sede da Copa, em 2007. Para atender a demanda desses grandes eventos, a quantidade de apartamentos foi ampliada a partir de 2009 e aumentou de 440,8 mil para quase 500 mil este ano, um crescimento de 13%. O Brasil deve chegar ao ano das Olimpíadas com 535 mil apartamentos em 10,1 mil estabelecimentos hoteleiros localizados em todo o território brasileiro. 
 
Somente nas 25 redes associadas ao FOHB - que representam 18% dos apartamentos disponíveis em todo o setor no Brasil - os investimentos devem alcançar R$ 7 bilhões até 2015, o que se reflete em quantidade de leitos disponíveis em todas as cidades-sede. São aproximadamente 63 mil unidades habitacionais em 331 hotéis associados ao FOHB nas 12 capitais que servirão de palco para o Mundial. Com a ampliação no número de empreendimentos, todas as cidades-sede terão, este ano, quantidade de leitos maior do que a demanda estimada para o período da Copa.  
A geração de empregos diretos e indiretos também alcança índices ainda maiores. “Temos uma projeção de crescimento de 28% entre 2009 e 2016, sendo que a estimativa para este ano é de 560 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor”, ressalta o presidente do FOHB, Roberto Rotter. De acordo com a pesquisa, somente em 2016, serão 600 mil trabalhadores empregados direta e indiretamente na hotelaria nacional. 
O balanço apresentado também mostra que os valores das diárias médias em 2013 cresceram em relação a 2012, acompanhando a inflação (5,91%), mas bem abaixo da inflação observada no setor de serviços (8,75%) no ano passado. “Por ser considerada alta temporada, há uma tendência natural de alteração de preços com a proximidade de eventos mundiais, independentemente do país-sede. A hotelaria é consciente de como atuar em períodos de alta demanda, preparar as redes para receber os hóspedes e investir em infraestrutura, capacitação e novas contratações para o período”, reforça Rotter. 
Como exemplo, a 5ª edição do Placar da Hotelaria 2015, estudo sobre a evolução dos mercados do segmento, publicado desde agosto de 2010 pelo FOHB e a HotelInvest - com apoio do Senac - mostra como se comportaram taxa de ocupação e valores das diárias nas cidades-sede das Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010). 
Os resultados apontam variações de até 125% em relação ao ano anterior. Também há oscilações entre dias com e sem jogos. Na cidade alemã de Colônia, por exemplo, os valores no dia do jogo Suíça e Inglaterra, realizado na cidade, eram quase o dobro dos dias em que não houve jogos no local.
 
“Nossas redes hoteleiras estão prontas para receber os turistas brasileiros e estrangeiros na Copa das Copas da hotelaria. Os investimentos realizados visam o longo prazo. Esperamos poder contribuir para a excelência no atendimento ao cliente, preços justos e hotéis de qualidade”. 
Hotelaria em todo o Brasil
• 21% de projeção de crescimento na quantidade de unidades habitacionais entre 2009 e 2016 
• 535 mil apartamentos em 10,1 mil estabelecimentos hoteleiros até 2016 
• 13% de crescimento no número de apartamentos entre 2009 e 2014 
• 500 mil unidades habitacionais disponíveis em todo o território nacional em 2014
• 28% de crescimento na geração de empregos entre 2009 e 2016 
• 560 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor em 2014 
• Projeção de 600 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor em 2016
FOHB
• 25 das maiores redes hoteleiras nacionais e internacionais atuantes no Brasil
• 600 hotéis em operação
• 97 mil unidades habitacionais nas principais capitais brasileiras
• 18% dos apartamentos disponíveis em todo o setor 
• R$7 bilhões de investimentos até 2015
• 63 mil unidades habitacionais disponíveis nas 12 cidades-sede
• 331 hotéis associados nas 12 cidades-sede 
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Gafisa é condenada a pagar R$ 10 mil por demora na entrega de imóvel

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Gafisa a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil pelo atraso de quase dois anos na entrega de um imóvel, informa a assessoria de imprensa do Poder Judiciário do Rio.
 
Inicialmente, as chaves deveriam ser entregues em abril de 2012, mas, de acordo com informações prestadas pela própria empresa ao autor da ação, a entrega só deve ocorrer em março deste ano.
Em sua defesa, a Gafisa alegou que a demora decorreu de causas externas, como o "boom" imprevisível do mercado da construção civil, com a consequente escassez de mão de obra, de material e de equipamento.
 
A Gafisa foi condenada a pagar, ainda, o valor equivalente ao aluguel mensal mais condomínio pelo período de atraso na entrega do empreendimento. O prazo conta de abril de 2012 (data original de conclusão) até quando for entregue efetivamente.
 
"Quantos sonhos e ilusões foram destruídos, vivendo a parte autora num misto de angústia e de revolta por ver frustradas as expectativas da entrega do bem que um dia sonhou ocupar. Esses aborrecimentos não se confundem com meros dissabores ou aborrecimentos do dia a dia, alcançando patamar muito mais elevado, capazes de gerar angústia e preocupação, interferindo de maneira direta na normalidade das relações experimentadas pela parte demandante", registra a sentença.
 
Procurada, a assessoria de imprensa da Gafisa não foi encontrada para comentar o caso. O escritório terceirizado Ferreira, Pinto, Cordeiro, Santos e Maia Advogados, do Rio de Janeiro, que representa a Gafisa, informa que não tem autorização para falar em nome da empresa sobre a decisão.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Empréstimo de Nome - Crea-SP obtém resultados positivos no Ajustamento de Conduta

 
Desde o início da atual gestão, em janeiro de 2012, o Crea-SP tem assumido uma série de compromissos considerados, dentro do próprio Sistema Confea/Crea, difíceis de serem cumpridos. Mas a equipe que constitui hoje a alta direção do Conselho, determinada a elevá-lo a um patamar de credibilidade digno dos anseios da comunidade tecnológica do mais importante Estado da Nação, dá mostras de que determinados tipos de desafios devem ser atacados e levados a cabo custem o que custarem, como é o caso do combate à lamentável prática do empréstimo de nome, que consiste na detecção e correção no mau exercício profissional por parte dos chamados "caneteiros", trabalho que conta hoje com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), graças a convênios que ambas as instituições vêm renovando nos últimos dois anos.A parceria firmada entre o Crea-SP e o MPF em 2012, visando a facilitar o aprimoramento e a atualização da metodologia de fiscalização do Conselho, adentra 2014 com força total: um dos instrumentos facilitadores dessa metodologia, de uso inédito nas ações fiscalizatórias dos Creas, denomina-se Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, fundamentado no parágrafo 6º do artigo 5º da Lei nº 7.347/85, se constitui hoje no principal elemento de conciliação entre o Crea-SP e profissionais investigados.

Praticando uma fiscalização mais corretiva que punitiva, o Conselho realizou um levantamento, a título experimental, entre outubro de 2012 a novembro de 2013, em dez cidades do Interior (em ordem cronológica, Catanduva, Assis, Americana, Registro, Santo André, Itápolis, Franca, Itapeva, São João da Boa Vista e Capivari) e duas do Litoral (Ubatuba e Praia Grande), para identificar profissionais que tivessem recolhido quantidades de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica muito acima da média, além de outros indícios que apontassem a má prática do empréstimo de nome (antes dessas ações um caso chamou a atenção da população, em nível estadual e até nacional, na cidade de Marília.

Nessas primeiras 12 cidades 14 profissionais foram indicados para investigação pelas comissões compostas por Conselheiros e Inspetores de cada região envolvida.
 
Resumo:– Dos 14 profissionais investigados, 7 já aceitaram a proposta de Ajustamento de Conduta, estando em fase de verificação o cumprimento do TAC pela respectivas unidades de fiscalização;

– Um profissional aceitou o Termo de Ajuste de Conduta, porém não honrou o compromisso assumido, razão pela qual o Crea-SP instaurou processo de cancelamento de registro, encaminhando cópia do processo ao Ministério Público Federal;

– Um profissional não concordou em celebrar o Termo de Ajuste de Conduta, resultando em instauração de processos de infração. O Crea-SP encaminhou o assunto ao Ministério Público Federal, que, por sua vez, acionou a Polícia Federal;

– 5 profissionais aguardam convocação para tratativas acerca do Ajustamento de Conduta.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Empresa americana desenvolve placa solar com o formato de uma telha de barro

Converter a luz do sol em eletricidade não significa necessariamente fazer uma cobertura no telhado com painéis solares sem graça. A empresa SRS Energy, da Filadélfia, desenvolveu uma placa, a Solé, que faz esse trabalho sem comprometer a estética: tem o formato de uma telha de barro, na cor azul escuro. O produto foi especificamente produzido para ser compatível com as telhas de cerâmica fabricadas pela empresa parceira E.U.Tile - assim, será dada aos seus clientes a opção de cobrir uma seção de seu telhado com a nova versão, mais fashion, das placas fotovoltaicas.
 
As telhas já estão disponíveis no mercado americano, mas ainda não chegaram ao Brasil. A SRS Energy diz que as telhas Solé, feitas de um polímero de alta performance usado frequentemente nos para-choques de automóveis, são leves, inquebráveis e recicláveis.
 
Em solo brasileiro, por outro lado, está sendo instalada, no Estado de Pernambuco, a primeira fábrica de painéis para geração de energia das Américas - a Eco Solar do Brasil. A fábrica terá capacidade anual de produzir 850 mil painéis fotovoltaicos, responsáveis pela captação e armazenagem da energia solar. A grande fornecedora de tecnologia para a Eco Solar é a suíça Oerlikon Solar, com mais de 100 anos de atuação.
 
O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para armazenar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotada pela empresa, chamada de "filme fino", é que as placas são feitas de material 100% limpo, mais eficiente e mais barato, garante ele:
- Essa é uma tecnologia que tem um custo acessível. No início, iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação.
 
O preço da placa fotovoltaica, com capacidade de armazenar até 150 watts, deve ficar em cerca de R$ 320. Para uma casa com quatro pessoas, por exemplo, seriam necessárias seis placas (R$ 1.920) e a economia de energia seria de aproximadamente 30%. Hoje, o custo de uma placa com potência de 135 watts gira em torno de R$ 1,5 mil.


 
 
 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Brasil registra segunda maior alta em imóveis residenciais entre 23 países

Os preços dos imóveis residenciais no Brasil aumentaram 12,8% em 2013, a segunda maior variação entre 23 países pesquisados pela revista britânica "The Economist", ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram alta de 13,6% no período.

 
O estudo da revista apresenta dados semelhantes aos divulgados esta semana pelo Índice FipeZap, que apontou um crescimento de 12,7% na pesquisa de sete capitais, e de 13,7%, na análise de 16 cidades. A publicação destaca que o Brasil, que abriga a Copa do Mundo em junho, vive um boom imobiliário, e que no Rio, onde ainda será realizada a Olimpíada de 2016, os preços triplicaram desde 2008. Do total de países analisados, 18 tiveram aumento, sendo que no ano anterior foram 12.
 
 
Indícios de bolha na China e Índia
 
Já a China, liderada por um desenvolvimento excessivo e baixa ocupação, poderia enfrentar uma bolha imobiliária, afirma a revista. De acordo com o índice da Economist, com base em dados oficiais de 70 cidades chinesas, os preços aumentaram 8,7 % no ano até novembro de 2013. E a Índia pode seguir o mesmo caminho, pois os preços em 15 cidades aumentaram 7% no terceiro trimestre de 2013.
 
Nos Estados Unidos, onde foi registrada a maior alta, os preços das casas subiram 24% desde março de 2012, mas, ainda assim, estão 20% abaixo do pico registrado em abril de 2006. Ao todo, as propriedades americanas estão desfrutando de uma recuperação, mas não há uma bolha, diz a revista. O Canadá, entretanto, parece ter sido bem-sucedido em seu mercado, pois a inflação dos preços de imóveis residenciais baixou 3,4%.
 
Preços das casas caíram em países da Europa
 
Na Europa, os preços das casas caíram entre 1,5% e 5,9%. De todos os pesquisados, França, Espanha, Itália e Holanda tiveram queda nos preços dos imóveis - Japão foi o único lugar fora da região em que os preços recuaram. Porém, na Irlanda, o mercado chegou ao seu limite depois de reduzir o índice pela metade ao longo de seis anos. Os preços na Alemanha estão subindo no ritmo mais rápido desde a sua reunificação, embora a habitação ainda esteja desvalorizada.
 
Na Grã-Bretanha, os preços tiveram o maior aumento de taxa nos últimos três anos, alimentando os temores de uma bolha imobiliária, particularmente em Londres, onde os valores aumentaram em 12%. Entretanto, avaliando pela supervalorização dos preços das casas em contraponto com os aluguéis e rendas, a Grã-Bretanha não sofreu um impacto na habitação na escala dos Estados Unidos, em grande parte porque a oferta é pequena. Além disso, o governo britânico tem desfeito metas de construção de casas desde 2010, entre outras medidas.
 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Minha Casa, Minha Vida já gasta mais que 30 dos 39 ministérios

Com menos de cinco anos desde sua criação, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida já consome mais dinheiro dos cofres federais que 30 dos 39 ministérios e secretarias especiais da administração federal.
 
Os gastos chegaram a R$ 14,2 bilhões no ano passado,  segundo dados atualizados até o último dia 28, quase todos na forma de subsídios para os financiamentos imobiliários em condições favorecidas.
 
A despesa só não foi maior porque o governo Dilma Rousseff deixou parte dos pagamentos para este ano, o que ajudou a melhorar o resultado das contas do Tesouro Nacional no ano passado, conforme a Folha noticiou hoje.
 
Trata-se de uma expansão impressionante para um programa cujos desembolsos não passaram de R$ 1,6 bilhão em 2010, último ano do governo Lula. Os montantes de hoje superam os de ministérios tradicionais como Justiça, Agricultura e Planejamento.
 
Nem o Bolsa Família, prioridade mais celebrada da administração petista, gastava tanto com tão pouco tempo de existência: em valores corrigidos pela inflação, foram R$ 12,1 bilhões em 2007.
 
O Minha Casa foi lançado durante a crise econômica de 2009 com o propósito ambicioso de subsidiar quase integralmente, com recursos do Tesouro, o financiamento de imóveis para a população com renda até três salários mínimos.
 
Essa faixa de renda tradicionalmente é o maior obstáculo enfrentado pelas políticas habitacionais, devido à falta de acesso ao crédito. Devido ao alto custo dos subsídios, os programas anteriores para esse segmento eram de escala reduzida.
 
Com algo em torno de 3 milhões de moradias contratadas, considerando todas as faixas de renda, o Minha Casa gerou custos que, muito provavelmente, serão deixados para o próximo governo.
 
Todos os anos o governo tem atrasado os pagamentos de subsídios à Caixa Econômica Federal. Os dados oficiais ainda não são conhecido, mas deve haver mais de R$ 5 bilhões em compromissos remanescentes de anos anteriores, além dos R$ 14,8 bilhões programados no Orçamento deste ano.
 
Fonte: Folha de São Paulo

Secretaria do Verde diz não ter verba para criar parque Augusta

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pelos parques na capital paulista, informou que não possui verba para tirar do papel o parque Augusta, na região central de São Paulo.
 
Lei sancionada no último dia 23 pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a criação da área verde na rua Augusta, entre as ruas Marquês de Paranaguá e Caio Prado, em um terreno de cerca de 25 mil m².
 
De acordo com a assessoria do órgão, a verba atual é suficiente apenas para o manejo e manutenção dos parques. Como a lei acabou de ser aprovada, o tema ainda será discutido com o prefeito Fernando Haddad (PT).
 
A lei não fixa prazo para a criação do parque. O texto aprovado apenas congela a intenção das incorporadoras Setin e Cyrela de erguer duas ou três torres no local.
 
A formalização da venda do terreno pelo ex-banqueiro Armando Conde às empresas foi informada à Folha por Antonio Setin, presidente da incorporadora Setin, no último mês de novembro.
 
 
A área já havia sido negociada há cerca de sete anos, mas só pode ser formalmente vendida após caducar em agosto do ano passado o decreto que a declarava de utilidade pública.
 
Com a lei aprovada em dezembro, a posse do terreno não passa imediatamente para a prefeitura, pois é preciso efetuar a desapropriação do local e indenizando os proprietários. Avaliação realizada em agosto de 2013 estimava o valor da desapropriação em R$ 70 milhões.
 
"A prefeitura pode ajuizar a ação de desapropriação daqui a 6 meses ou 20 anos, quando bem entender", diz o advogado especializado em desapropriações Homero Cardoso Machado Filho.
 
Segundo a assessoria da Setin, porta-voz do projeto do empreendimento, a empresa não comentará a aprovação da lei em razão do recesso de início de ano.

Fonte: Daniel Vasques / Folha de São Paulo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Empresas de gestão prometem cortar 30% no condomínio; saiba se vale a pena

Você mora num prédio e acha que a taxa de condomínio está muito alta porque a administração é amadora e desperdiça dinheiro? Empresas especializadas em gestão condominial prometem auxiliar o síndico a fazer um check-up completo no condomínio para economizar de 5% a 30% por mês.

Será que vale a pena? Qual a diferença entre essas empresas e as tradicionais administradoras? Especialistas dizem que é preciso tomar cuidado ao contratar o serviço porque pode significar apenas mais gastos.
 
E o advogado Michel Rosenthal Wagner, especializado em Direito Imobiliário, alerta: cuidado com eventuais serviços casados oferecidos por essas empresas. Em alguns casos, em vez de diminuir o condomínio, ele pode até aumentar.
 
Fernando Araújo, diretor da Soma 7 Gestão Condominial, diz que o serviço é útil. Segundo ele, dos cerca de cem condomínios já atendidos pela empresa, nunca houve um prédio em que não existisse ao menos um problema.
 
 
"O trabalho da gestão condominial é fazer uma auditoria em todos os processos do prédio para verificar possíveis irregularidades e assim melhorar não só o funcionamento do prédio, mas também diminuir os custos", declara Araújo.
 
Como exemplo, ele diz que mudar um prestador de serviços caro demais ou fazer uma cobrança mais eficaz dos inadimplentes possibilita a redução desta taxa de condomínio. Araújo diz que usualmente consegue uma redução de 10% na taxa e, dependendo da situação do prédio, pode obter até 30% de redução.
 
Já Marco Antônio Gomes de Castro, consultor no Rio de Janeiro em gestão de condomínios desde 1999, autor de livros sobre o assunto e com clientes por Brasil, Portugal, Espanha e Angola, é menos otimista. Diz que a redução costuma girar entre 5% e 10% da taxa.
 
Ele avisa ainda que o corte do condomínio é uma consequência lógica no decurso do tempo por conta da maior eficiência dos processos, mas, num primeiro momento, o valor pode até subir.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Preço de imóvel residencial no Brasil tem 2ª maior alta entre 23 países

O Brasil registrou a segunda maior alta no preço de imóveis residenciais no ano passado, em uma lista de 23 países monitorados pela revista “The Economist''.
 
As moradias ficaram 12,8% mais caras em 2013, um aumento que só fica atrás ao dos Estados Unidos (13,6%).
 
Os preços no Brasil subiram mais do que, por exemplo, em Hong Kong e na China, onde, segundo a revista, há risco de bolha por causa dos baixos níveis de ocupação registrados recentemente.
 
Apesar de terem a segunda maior alta entre os países listados, os preços de residências no Brasil estão aumentando menos do que em anos anteriores.
 
Uma da Fipe-Zap constatou que houve um reajuste médio de 12,7% no preço do metro quadrado em sete capitais no ano passado – mais brando, portanto, do que em 2012.
 
 
Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA, o primeiro país da lista na pesquisa da “Economist'', a alta de 2013 veio após uma forte queda verificada em anos anteriores.
 
Em 2012, por exemplo, o preço da moradia nos EUA caiu 5,9%. Com isso, o país acumula um aumento de apenas 11,3% desde 2010. No mesmo período, o Brasil registrou um reajuste de 67% – o mais alto entre os países listados. Hong Kong ficou em segundo (56,5%), muito à frente do terceiro, a Alemanha, com 19,7%.
 
Com exceção da Alemanha, nos países ricos os preços acumularam queda no período, ou uma alta muito pequena. Desde 2010, os imóveis residenciais caíram na Irlanda (-21,6%), Espanha (-19,5%), Holanda (-15%), Itália e Japão (-7,2% cada), entre outros. Tiveram leve alta no Reino Unido (3,9%) e na França (2,9%).
 
Metodologia
 
A pesquisa da revista The Economist deve ser vista com cautela porque ela não converte os preços para uma mesma moeda nem desconta a inflação de cada país. No Brasil, houve queda do real em 2013, de modo que a variação dos preços em dólar foi certamente menor, ou mesmo negativa.
 
Desse modo, a pesquisa não serve, por exemplo, para investidores internacionais que estão em dúvida se compram imóvel no Brasil ou em outro país.
 
Por não descontar a inflação, também não dá conta de explicar quanto, em cada local analisado, os imóveis subiram em comparação com o preço de outros bens.
 
Ainda assim, serve para dar uma ideia da diferença de tendência de preço de imóveis em vários países, do ponto de vista da população local. Por exemplo, os italianos estão hoje pagando menos pelos imóveis do que há um ano, enquanto os brasileiros e americanos estão pagando mais.
 
Alguns leitores disseram, ainda, que este texto comparou dados da FipeZap com índices de outros países. Não. Conforme está claro no gráfico, a fonte dos dados citados na comparação internacional é uma só: a revista The Economist, que monitora os preços de imóveis desses países.
 
A Fipe-Zap é uma outra pesquisa, separada, sem comparação internacional, que citei neste texto como informação complementar porque foi divulgada hoje (6) e aponta uma desaceleração nos preços.
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Properati adquire no Brasil o portal Imóvel do Proprietário

Properati adquiriu o portal imobiliário brasileiro “Imóvel do Proprietário“, especializado em operações de negócios direto com o proprietário.
 
Renato Orfaly, fundador deste importante site de pesquisas de imóveis, será o Country Manager de Properati no Brasil. Por enquanto, os dois sites continuarão operando-se em paralelos até Março de 2014, quando serão definitivamente integrados.
 
Monica Barbosa (ex-Country Manager BR, e atualmente como Partnerships), continuará desenvolvendo a presença de Properati no Brasil e no resto da América Latina, estabelecendo relações de parcerias, integrações com as principais construtoras, imobiliárias e sistemas imobiliários.
 
Imóvel do Proprietário é um site pioneiro em oferecer serviços exclusivos para os donos de imóveis, que permite publicar facilmente e replicar o conteúdo em outros sites, onde cada anúncio poderá ser visto por mais de 3 milhões de pessoas por mês. Oferecendo fotógrafos especializados em ramo imobiliário, assessoria jurídica e contábil, para atender a compra e venda de cada imóvel publicado.
 
Gabriel Gruber, CEO de Properati, expressou o seu entusiasmo em contar com Renato Orfaly: “É um grande empreendedor que juntou-se à equipe, sua experiência e conhecimento do setor imobiliário será uma peça chave para seguir avançando em um mercado tão importante como o mercado brasileiro”.
 
A menos de 1 ano que começaram as operações no Brasil, o crescimento de Properati Brasil foi sustentável. O site já possui mais de 140 mil imóveis ativos, 1.500 imobiliárias com importantes construtoras e incorporadoras, onde se há formado uma equipe local de vendas.
 
Renato Orfaly destacou a aposta de Properati para Brasil: “A proposta para a expansão no mercado brasileiro reúne a combinação da alta capacidade técnica dos sócios e colaboradores com um importante aporte de capital, que resulta necessário em um mercado de tão alta competividade”.
 
Também enfatizou o modelo de negócios proposto a Properati: “É proporcionar Leads de qualidades, ao invés de publicações destacadas, permitindo que todos possam sair ganhando: usuários, imobiliárias e Properati”.
 
Em 2014, será um ano de expansão regional para Properati, com um planejamento para os países: México, Colômbia e Chile. Com o objetivo de se tornar o ponto de referência em pesquisas de imóveis online em toda a região.