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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mercado de imóveis novos pode aproveitar a Black Friday

Comprar um dentre os imóveis novos disponíveis no mercado pode ser o sonho de grande parte das pessoas, e o mercado imobiliário pode aproveitar a onda da Black Friday para ajudar os consumidores a encontrar o lar ideal para viver. Existem diversas maneiras de potencializar os negócios para garantir que a atividade imobiliária não estacione no período. Aproveitar o momento que a data traz ao setor pode ser uma boa alternativa.

As empresas brasileiras começaram a seguir as tendências de desconto no final de novembro em 2010. Mesmo que não se comemore a data de ação de graças no mesmo dia dos norte-americanos, o dia acabou se fixando e aquece cada vez mais os setores comerciais e a economia. No ano passado, as ações registraram um movimento de R$ 1,5 bilhão no Brasil.
O que é esperado para 2016?

Apesar do cenário econômico ter sofrido grandes balanços, nem todos positivos, recentemente, as expectativas para esse ano sugerem um aumento na movimentação financeira durante a Black Friday. É esperado que as vendas em geral atinjam a marca de R$ 2,1 bilhões.

Pesquisas feitas pelo Ebit, empresa que mede a popularidade de lojas virtuais por meio de entrevistas com os consumidores reais, mostram que 84% deles pretendem aproveitar os descontos e realizar algum tipo de compra.

O mercado de imóveis novos tem participado ativamente da Black Friday, assim como o de domicílios na planta ou usados. Mesmo sem dar descontos agressivos, é possível participar e aproveitar o maior número de consumidores buscando um lar para morar.

Como aproveitar a Black Friday para os negócios?
A maneira mais comum de participar da BF é oferecendo descontos reais e relevantes para os consumidores. As imobiliárias podem entrar nessa levada negociando com o proprietário os valores mas, nesse caso, a decisão não cabe totalmente à ela, então é um pouco mais improvável. Por isso, é válido conferir outras frentes que podem ajudar a aproveitar o mercado de imóveis e a Black Friday.

Construa parcerias efetivas
Existe a possibilidade de aproveitar a BF para construir parcerias que podem render bons frutos no futuro. Trocar conteúdos, dados e divulgar informações também são maneiras eficientes de investir em novas frentes que auxiliam a venda de imóveis.

Com o aumento de usuários ativos no período, uma boa dica é investir em anúncios em portais imobiliários. Esse ato pode trazer diversos benefícios, mesmo depois da época de descontos. Quanto mais pessoas visitarem seu anúncio, maiores são as chances de alguém encontrar nos empreendimentos da sua carteira a residência ideal.
Anúncios de qualidade
No período da Black Friday, que costuma se estender por todo o mês, muitos sites e plataformas imobiliárias conseguem aumentar o número de visitantes que desejam aproveitar os descontos que são oferecidos. Mesmo que você ou sua imobiliária não faça ofertas, o maior tráfego sempre vai ser positivo para o seu negócio.

Para atrair a atenção dos consumidores mesmo sem descontos nos imóveis, invista em um bom anúncio. Crie um título chamativo, publique boas fotografias e uma descrição completa e objetiva, mas com cuidado para não parecer grosso com a objetividade.  

O que não pode faltar em um anúncio?
Algumas informações são básicas e não podem deixar de existir em um anúncio, já que praticamente todos os clientes vão querer saber sobre o imóvel, mas que alguns corretores e imobiliárias acabam deixando passar, como:

·     Infraestrutura do empreendimento, como área com churrasqueira, piscina, salão de festas, sacada, entre outros.
·         Metragem da área privativa.
·         Número de dormitórios e banheiros.
·         Número de carros na garagem por apartamento.
·         Valor do condomínio, se for o caso.

Marketing digital
Investir em táticas de marketing digital também pode ser uma forma de aproveitar a Black Friday sem dar grandes descontos. Investir na marca, em publicações nas redes sociais, conteúdos e e-mail marketing pode trazer reconhecimento, novos negócios e engajamento de um público maior.

É aconselhável oferecer alguns descontos para participar da Black Friday mas, mesmo se não existir a possibilidade de realizar ofertas, vale aproveitar as brechas que o momento oferece. 

O síndico é um xerife, e agora?

As principais funções do síndico são definidas no Código Civil – Artigo 1.348, estando entre elas: “II - representar ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; IV - cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia; e VIII - prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas”.

Fica claro que o síndico apenas representa os moradores, possui um mandato, devendo ser um conciliador dos interesses comuns, embasando suas ações sempre na legislação, principalmente na Convenção e no Regulamento Interno. Porém, em alguns casos, mesmo não sendo proprietário absoluto de todas as unidades, suas atitudes divergem do estabelecido nas normas, e procuram impor pelas mais diversas formas a sua opinião e o modo de conduzir a gestão.

Fazem parte desse perfil as seguintes ações: não convocar assembleias para a realização de obras que envolvam, por exemplo, a mudança das áreas comuns; aumentar o valor do condomínio, sem aprovação; aplicar multas pelo descumprimento do Regulamento Interno, sem antes advertir verbalmente ou mesmo por escrito o condômino; não convidar os conselheiros para exercerem seus papéis, sendo que em alguns casos estes não possuem nem acesso às pastas de prestação de contas. Há ainda alguns síndicos que aplicam multas sem um embasamento normativo, criando suas próprias regras. Até as orientações da empresa administradora são descumpridas.

Para modificar esse quadro de opressão, é muito importante que a administradora, após tentativa verbal, formalize seu posicionamento por escrito, em duas vias, e que haja um protocolo de entrega. Caso após esse encaminhamento, o síndico continue menosprezando as recomendações, a empresa deverá encaminhar essa carta para os conselheiros. Esses poderão então organizar uma reunião e convidar o síndico para os devidos esclarecimentos ou simplesmente para uma mudança de postura. Havendo a recusa em participar ou em alterar suas ações, os próprios conselheiros poderão encabeçar a convocação de uma assembleia, a qual deverá ter ¼ de assinaturas (Artigo 1.355 do Código Civil), cuja pauta principal poderá ser a mudança dos métodos utilizados pelo gestor e o cumprimento da Convenção. A convocação deverá ser encaminhada à administradora para que todos os condôminos, inclusive o síndico, sejam informados da assembleia (Artigo 1.354).

Em alguns casos esse cenário precisa ser analisado com mais profundidade, pois o síndico talvez não possua uma boa assessoria, com quem possa compartilhar suas dificuldades relativas à gestão financeira, administrativa e às de relacionamentos conflituosos. Nem mesmo seus conselheiros talvez sejam atuantes, havendo a centralização do “poder” de forma involuntária, em que tenta manter o controle. Para esses casos, recomenda-se que haja a substituição da empresa administradora, buscando uma parceira que possa lhe transmitir segurança para as ações. Já para a falta de participação dos conselheiros, o síndico, após algumas tentativas de motivá-los, poderá convocar uma assembleia para a substituição desses membros.

Além dessas ações que envolvem a divisão de responsabilidades, recomenda-se que o síndico assuma seu papel de líder e dê especial atenção aos colaboradores (funcionários), proporcionando treinamento, motivando-os a trabalhar em equipe, valorizando todas as funções com igualdade. Buscando ainda a divisão de responsabilidades, ele poderá trabalhar para aumentar a participação dos moradores, sendo fundamental a organização das assembleias, a criação de meios de comunicação, que não sejam apenas unilaterais, como, por exemplo: divulgação de um endereço seu de e-mail, instalação de uma caixa de sugestões e críticas, além de um horário de atendimento pessoal.

A participação permanente dos moradores, o envolvimento dos conselheiros na gestão, o entrosamento dos colaboradores e o comprometimento da administradora trará para o condomínio um ambiente de tranquilidade e mais segurança, não havendo espaço para que o síndico se transforme, ao logo do tempo, em um xerife.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A companhia israelense de desenvolvimento imobiliário Gazit Globe vai buscar novas aquisições de shopping centers no Brasil, seu principal mercado internacional, após acordo para compra de um terço do Cidade Jardim por 410 milhões de reais.

“Não há limitações de orçamento para futuras aquisições”, disse Mia Stark, presidente da Gazit Brasil, à Reuters.

O acordo com a JHSF é o maior já feito pela empresa no país. E as duas empresas, conforme esclareceu a JHSF em comunicado na quinta-feira, podem participar “mutuamente em novos projetos”.

A presidente da Gazit evitou detalhar negociações em andamento, mas reiterou que empreendimentos comerciais na capital paulista devem continuar sendo o alvo principal.

“Nossa estratégia é construir um portfólio de ativos num raio de 7 quilômetros da nossa sede (na zona sul da capital)”, disse Mia.

Uma das alternativas mais prováveis, na avaliação do diretor de Novos Negócios da Gazit, Andres Andrade, é a consolidação da participação no Shopping Eldorado. “Mas ainda não há qualquer formalização nesse sentido”, disse.

Andrade citou ainda planos de vender nos próximos anos o controle do Shopping San Pelegrino, em Caxias do Sul (RS), e do Prado Boulevard, em Campinas (SP), únicos ativos da Gazit fora da capital paulista, juntos avaliados em 200 milhões de reais.

Desde que chegou ao Brasil, em 2008, a Gazit desembolsou 2 bilhões de reais em oito empreendimentos nas três cidades. Em 2016, investiu 550 milhões de reais, incluindo no Cidade Jardim.

A Gazit também comprou da São Carlos Empreendimentos o edifício Top Center, também na capital paulista, por 153 milhões de reais, principalmente com recursos gerados pela venda de fatia que tinha na BR Malls.

Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch disse que a crise no Brasil pressiona empresas alavancadas a vender ativos e deve abrir espaço para investidores mais capitalizados, como a Gazit.

Entre as listadas na bolsa, o banco considera a Multiplan a mais bem posicionada para expansão de portfólio.

Fonte: exame.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Governo dará até R$ 9 mil para reforma

O governo Michel Temer vai anunciar na quarta-feira o Cartão Reforma, programa que bancará até R$ 9 mil em materiais de construção para a reforma de moradias. Não se trata de um empréstimo. O valor é 100% subsidiado pelo Tesouro Nacional. A contrapartida das famílias selecionadas ficará com os custos de mão de obra.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, antecipou ao Estado que o orçamento do programa em 2017 será de R$ 500 milhões. "É menos do que o necessário, mas esse valor foi definido levando em conta o ajuste fiscal. Além disso, o primeiro ano será de maturação do projeto, assim como 2009 foi o do Minha Casa Minha Vida", afirmou. O ministro também disse que, se funcionar como o esperado, "vai haver uma pressão para aumentar esse orçamento".

O programa foi pensado com base em experiências feitas em Salvador e nos governos estaduais de Goiás e Paraná. O governo estima que o Cartão Reforma pode beneficiar até 3,5 milhões de famílias que estão vivendo em imóveis com "déficit de qualidade" e possuem renda mensal de até R$ 1,8 mil - a mesma da faixa que atende os mais carentes no Minha Casa Minha Vida. Segundo estudo da Fundação João Pinheiro, cerca de 850 mil moradias no País têm cobertura inadequada e mais de 260 mil não têm nem banheiro.

O valor de até R$ 9 mil é o máximo que o governo vai dar para uma família, apenas para reformar casas com riscos estruturais. O tíquete médio de reforma deve girar em torno de R$ 5 mil e o crédito só poderá ser gasto com materiais de construção. O governo federal vai deixar livre para que governos estaduais e prefeituras façam aportes nos programas, com o intuito de ampliar o crédito dado para a compra dos materiais de construção ou para bancar o custo da mão de obra - que, segundo estimam, representa 40% da reforma.

Déficit
A seleção dessas famílias terá como um dos parâmetros o Índice de Melhoria Habitacional (IMH), que mede o déficit habitacional qualitativo a partir de dados do IBGE, considerando o adensamento excessivo, ausência de banheiro, de esgotamento e cobertura inadequada. Dessa forma, serão escolhidas as cidades que serão contempladas.

Dos recursos destinados a cada município, até 15% deverão ser usados pela prefeitura para contratar uma equipe técnica, com engenheiros e arquitetos, que será responsável por avaliar os tipos de reformas necessárias em cada imóvel e como será distribuído o restante dos recursos entre as famílias selecionadas dentro de um mesmo "adensamento populacional".

Os técnicos também vão fiscalizar se os materiais estão sendo realmente usados nas reformas. Os relatórios deles servirão para o governo prestar contas aos órgãos de fiscalização sobre o uso de recursos públicos.

"Não adianta o governo garantir o asfalto, fazer o saneamento e as casas continuarem insalubres por dentro", afirmou o ministro. "O programa também tem a vantagem de manter as pessoas nas casas delas, com os mesmos vizinhos, e tendo os equipamentos sociais, como escolas e postos de saúde, por perto."

No anúncio do programa também estarão presentes empresários do ramo da construção - que também devem se beneficiar com a novidade. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais da Construção (Abramat), Walter Cover, reformas correspondem a 60% do faturamento do setor. Além disso, no primeiro semestre, o setor teve queda de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Suécia está trocando uma cidade inteira de lugar para evitar que ela afunde

A cidade de Kiruna foi fundada em 1900 pela mineradora estatal Luossavaara-Kiirunavaara AB, ao norte do Círculo Polar Ártico. A população sempre viveu em função da mina nas redondezas, que produz o minério de ferro mais puro do mundo. Mas, em 2004 a LKAB avisou à prefeitura que a extração de ferro teria continuar embaixo da cidade – e, com isso, o chão ia afundar.

Foi nessa época que Kiruna abriu uma competição entre empresas de arquitetura. A prefeitura queria saber qual delas apresentaria a melhor solução para um projeto nunca feito antes: mudar uma cidade inteira de lugar. A White Architects venceu em 2012 e abraçou o projeto, que vai, no mínimo, até 2040.

A etapa inicial é mover o “centro” de Kiruna que, na realidade, fica na parte oeste da cidade. O lugar onde a região fica agora vai ter afundado completamente até 2050 – segundo a empresa, já dá para ver alguns buracos se formando e a estação de trem já precisou ser fechada. O novo centro vai ser reinstalado a 3,2 quilômetros do extremo leste da cidade, o mais distante possível da mina de ferro.

Algumas das construções da cidade vão ser erguidas por guindastes e transportadas peça por peça. É o caso da Igreja de Kiruna, inaugurada em 1912 e eleita a construção mais bonita de toda a Suécia. O relógio da cidade também vai ser rebocado da forma como está para o outro lado do município.

Esse esforço todo é uma tentativa de manter a identidade da cidade, apesar da mudança radical. A prefeitura contratou até mesmo uma antropóloga social, que funciona como mediadora entre a população e os arquitetos e engenheiros. O objetivo é fazer a transformação urbana mais democrática do mundo.

É claro que nem todos os prédios vão ser realocados da forma como estão. A LKBA, que está financiando toda a mudança, oferece duas opções aos moradores: compram a casa em que moram pelo valor de mercado + 25% ou oferecem uma casa de mesmo valor na área expandida na cidade. Todo esse custo só consegue ser bancado porque a LKBA é a maior exportadora de ferro da Europa – ou seja, é mais barato mover toda essa gente do que fechar a mina.

Os arquitetos da nova Kiruna não querem apenas replicar a cidade em uma região segura, mas melhorar a forma como ela é distribuída. Kiruna é hoje o segundo maior município do mundo em área: são 21 mil km2, onde vivem só 20 mil pessoas. Isso é o equivalente a 122 estádios do Maracanã para cada habitante. A equipe quer tornar a cidade bem mais densa, além de aproveitar o espaço extra para aumentar o contato dos moradores com a natureza, misturando áreas rurais e de floresta ao centro urbano.

Mesmo depois de completar a primeira parte do projeto, a prefeitura espera que a forma final de Kiruna só fique pronta no fim do século. A planta futura da cidade, bem mais compacta, tem novos setores a norte, sul e leste, a uma distância bem grande da atividade da mina. Se tudo correr como planejado, Kiruna pode virar uma atração de turismo arquitetônico – quer dizer, para quem se aventurar a enfrentar um mês e meio em que o Sol não se põe no verão e outros 30 dias em que ele não nasce no inverno.

Por Ana Carolina Leonardi

Instrutor da Swat fala sobre sensação de segurança e comportamento em condomínios

Entrevista com Marcos do Val, consultor da Swat norte-americana

O que deve ser priorizado na segurança dos condomínios?

Oque tem que ser priorizado é: a capacitação dos profissionais, bons equipamentos de vigilância e terceiro, com uma parcela mais forte, a participação dos próprios condôminos. A gente percebe que nenhum está preocupado com a segurança do outro. Então são indisciplinados na hora que entram pela porta principal, ou pela garagem, não verificam pelo retrovisor se tem alguém atrás. Então o morador é um grande responsável tanto pela segurança quanto pela insegurança. Aí vem a contribuição dos seguranças de condomínio, até mesmo os porteiros com treinamento para agir em casos extremos. E aí vem a contribuição dos agentes de segurança, porteiros e depois dos equipamentos de segurança. Então para mim o que tem que ser priorizado é a conscientização dos condôminos. A minha experiência nos EUA eu vejo a contribuição da comunidade na busca pela segurança de seu bairro, fazendo suas rondas particulares para garantir a segurança da comunidade, não esperando a ação de policiais para fazerem isso, e contribuem com o máximo que podem. Essa é a primeira mensagem que eu passo nas palestras, da importância da participação de cada um.

Como é o seu trabalho junto a Swat americana? Atua em cursos em que áreas?

Meu trabalho começou em 2000, quando apresentei um trabalho para a SWAT de Dallas depois de ver um policial tendo que tirar a vida de um suspeito porque ele não conseguiu dominá-lo para algemar. Desenvolvi uma técnica em cima disso e apresentei para a SWAT de Dallas que inicialmente rejeitou. Mas quando eu mostrei o trabalho in loco eles ficaram impressionados e o presidente da associação da Swat dos Estados Unidos então me convidou para ser instrutor das Swats, são várias unidades lá, dessa técnica que eu denominei de “imobilização estática”. É uma técnica de aproximação, abordagem, segurança com arma, uso progressivo da força, minimizando a utilização da arma de fogo e valorizando a preservação da vida que é o foco principal. Comecei a instruir desde 2000, depois em 2003 ao participar de uma ação da Swat como observador aconteceu um incidente a qual um policial foi reconhecido durante uma operação em que o policial estava infiltrado entre os traficantes para comprar droga para comprovar a ação ilícita. O policial foi reconhecido, agredido e durante esse período e a SWAT foi acionada. Acabou que um dos traficantes conseguiu sair da casa, fugiu da residência e deu de frente comigo que estava do outro lado da rua observando a Swat, então eu entrei em combate com ele, algemei, dominei e depois desse dia o comandante da Swat, na época Patrick O'Quinn, me concedeu o título de membro honorário da Swat em uma lei americana que diz que quando você não tem um profissional especialista na unidade policial ou da SWAT e você precisa dessas habilidades você pode convocar essa pessoa e ela passa a ser um policial durante as operações. Então com esse título eu trabalhei dentro da SWAT de 2003 a 2008 e foi o período em que eu morei nos EUA, mas voltei ao Brasil por conta da minha filha que teve que voltar ao Brasil e vim para cá para ficar perto dela, mas continuo dando aulas para a Swat através dessa associação, no período de 2 a 3 meses estou sempre nos EUA mantendo o meu trabalho e minhas aulas e dando atualizações e cursos.

O que contribui para aumentar a sensação de segurança da população?

No Brasil, a gente tem essa sensação de segurança quando vemos policiais fardados na rua. Em outros países a sensação de segurança vem através das estatísticas que o índice permanece estável ou está em ato decrescente. Então a gente consegue entender que essa sensação de segurança do brasileiro, de ter mais policiais na rua, é algo inatingível porque não vamos conseguir ter nunca 1 policial para cada cidadão brasileiro. Então eu vejo assim: o que a gente pode fazer para aumentar essa sensação de segurança é aumentar a punição evitando a impunidade que a gente percebe um índice muito alto de crimes por causa dessa impunidade e quanto mais se divulga essa impunidade mais pessoas começam a cometer o crime e a gente conversando com os policiais brasileiros há uma sensação muito grande de enxugar gelo, prender, soltar, prender soltar, tem policiais que já prenderam mais de 30 vezes a mesma pessoa. Causa uma desmotivação muito grande. Então acho que a legislação tem que ser mais rígida, os processos têm que ser com um nível ainda mais apurado para que o judiciário não observe falhas e conceda liberdades, com foco no cumprimento da penalidade e aumentar mais presídios se for o caso para que as pessoas entendem que se cometerem crimes elas irão punidas. Quando isso começar a acontecer no Brasil, assim como a legislação começou a ser muito rígida para quem bebe e dirige, eu acho que tem que ser para os outros crimes para que haja essa intimidação, esse freio no crime, já que o estatuto do desarmamento foi uma falácia, tinha uma sensação que se tirasse a arma da população o crime diminuiria e isso não aconteceu, muito pelo contrário, acabou tirando a arma do cidadão do bem, aquele que quer se proteger e proteger a família. Ficou só os bandidos e criminosos armados no país. Então eles ganharam muito poder, muita autoconfiança de que eles estão hoje sozinhos, armados e ainda sabendo que a legislação é muito falha e com muitas brechas e que não vai haver punição nenhuma. Então acho que para aumentar essa sensação de segurança nós temos que eleger bons deputados federais, bons senadores nas próximas eleições para que possam mudar essa legislação e a gente começar a ter um país mais rígido nisso.

A gente tem que tirar essa ideia de que é o excluído da sociedade que comete crimes, isso é uma mentira e uma utopia. A gente tem os Estados Unidos onde tem escola para todo mundo, tem trabalho para todo mundo e tem a maior população carcerária do planeta, então tem que se derrubar esse conceito de que excluído da sociedade são criminosos. Isso é mentira. A grande maioria dos chamados excluídos da sociedade são pessoas honestas e trabalhadoras, e merecem oportunidades. Temos que fazer um código penal em cima de quem tem prazer em fazer crime, que tem isso em seu DNA.

Matéria originalmente publicada em Notícias do Dia

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Feiras livres ‘invadem’ condomínios, mas morador ainda deve comparar preços

Queijo, frutas, verduras, carne e pastel são produtos tradicionais das feiras livres, porém eles têm deixado as ruas e ocupado espaços privados dentro de condomínios de São Paulo. Para o morador, significa mais mais comodidade, que, ao mesmo tempo, pode dispensar o carro ou a caminhada para abastecer a casa com produtos perecíveis.
O vendedor Luciano Claudio França, 39 anos, monta sua barraca de queijo, juntamente com outras que oferecem artigos diversos, em seis condomínios diferentes em bairros como Morumbi, Interlagos e Raposo Tavares.
França conta que há um ano foi indicado por um amigo para vender seus produtos em um condomínio e, desde então, estabeleceu sua rede de contatos e passou a atender em outros locais.
— Hoje vendo menos na rua. A maior parte da minha renda vem da exposição em condomínios. Os moradores gostam da comodidade.
França garante que outra vantagem está no preço e na garantia de qualidade dos produtos.
— Eu compro o queijo em Minas Gerais. Não passa por atacadista ou revendedor. O mesmo vale para frutas e verduras, que saem mais em conta do que em mercados. O queijo frescal e a manteiga da fazenda são meus principais produtos. A peça de queijo frescal, de quase um quilo, eu venho por R$ 26, no supermercado pode passar de R$ 30, além de nem sempre oferecer um produto tão fresco e de qualidade.
Membro do conselho de um condomínio no Morumbi, o representante comercial Fabio Crisasilli, de 39 anos, foi o responsável por introduzir a feira livre para os moradores. Em um espaço vago, todas as quartas-feiras, é possível comprar diversos tipos de produtos. A iniciativa começou como um teste de um mês, mas a aceitação foi unânime.
— Todos adoraram. É muito cômodo. Não pega carro, o preço é próximo de uma feira e não tem o estresse. O grande chamariz da feira é o pastel e o caldo de cana.
Foi o dono da barraca de pastel, o feirante Sidney da Silva Miranda, de 48 anos, que deu a ideia da feira para Crisasilli, mas na maioria das vezes o caminho é inverso. Miranda explica que, geralmente, são convidados por síndicos ou administradoras de condomínios para exporem os produtos nos locais, que podem consolidar a prática ou abandoná-la.
— Às vezes, num primeiro momento, os moradores aderem à feira, mas depois perdem o interesse. Aí não descem, então tentamos ir aos fins de semana e feriados, que têm mais apelo.

Valores e cobranças

O preço dos produtos também pode minar o sucesso da feira em condomínios. Preços altos fazem com que os moradores percam o interesse pelos produtos. Porém, esse encarecimento pode partir de certas cobranças que podem ser feitas no processo. França, o dono da barraca de queijo, explica que há condomínios que cobram um valor mensal de manutenção, para suprir gastos com limpeza, segurança e luz, e há, às vezes, a figura do agenciador, que é o responsável por fazer contato com os condomínios.
— Tem condomínio que cobra R$ 80 por mês de manutenção, mas isso não impacta tanto no preço, mas, às vezes, tem o agenciador, que cobra 10% do faturamento. Tudo isso junto encarece os produtos. Mas o mais comum é que não haja nenhuma dessas cobranças.
Assembleia
Quem quiser implementar o serviço de feira livre em um condomínio deve tomar cuidado para que não haja implicâncias jurídicas futuramente e também deve respeitar a vontade da maioria dos condôminos. Para isso, o indicado é levar o caso para ser votado em assembleia.
O diretor de Condomínios do Secovi-SP (sindicato da habitação), Sérgio Meira de Castro Neto, explica que, como a feira acontece dentro de uma área privada, a decisão tem que ser dos condôminos e, por isso, o ideal é levar todas as questões que envolvem a iniciativa para uma votação.
— A maioria tem que decidir. É importante ficar atento a questões como segurança e preservação do condomínio, para que no futuro não haja problemas jurídicos. Quanto mais detalhado o combinado, menos problema no futuro. Isso tem que ser uma solução e não um problema jurídico.
De acordo com Neto é preciso elaborar um contrato de prestação de serviço, para que fique definido os direitos e deveres de ambas as partes como, por exemplo, quem será o responsável pela limpeza, possíveis gastos, qualidade do produto.

A questão da segurança também é reforçada pelo diretor.

— São pessoas estranhas que passam a frequentar o condomínio. Tem que ter um controle sobre quem entra e quem sai, além de buscar referências do prestador de serviços em outros condomínios.
Não aprovar em assembleia uma iniciativa como esta pode fazer com que a durabilidade do serviço seja pequena e ainda cause desconforto entre os moradores.
O auxiliar de zelador Valter Julio conta que o condomínio em que trabalha, na Mooca, zona leste de São Paulo, passou a oferecer o salão de festas para montar a feira todas as quintas-feiras. Porém, a feira não havia sido votada em assembleia e, no primeiro problema, teve que deixar de ser feita.
— Alguns moradores reclamaram do cheiro que a barraca de pastel exalava e entrava nos apartamentos. Não teve outra alternativa e a feira foi cancelada.
Matéria originalmente publicada em Noticias R7

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Condomínio não pode obrigar moradores a transportar animais exclusivamente no colo

“Obrigar um morador que possui um animal de estimação a circular exclusivamente com o mesmo no colo é abuso na função de síndico que lhe foi delegada, pelos demais condôminos, com o fim de desempenhar e fazer cumprir as determinações em assembleia, Regimento Interno e Convenção. Ademais, tal ato conota constrangimento ilegal previsto no Art. 146 do Código Penal”, diz Rodrigo Karpat, Especialista em Direito Imobiliário e Condominial.
Os animais de estimação já podem ser vistos como membro de boa parte das famílias brasileiras.
Hoje em dia, são mais de 18 milhões só na região Sudeste, sendo São Paulo o estado onde mais se encontram cães. Dados da Abinpet. Com a grande convivência em condomínios, algumas regras extrapolam o bom senso e não visam o bem-estar do morador, como aconteceu em Mogi das Cruzes.
Em um espaço habitacional de seis torres com mais de 500 moradores, os proprietários de pets eram obrigados a descer com seus cães pelas escadas e cruzar mais de 100 metros internamente, da última torre até a rua, com seus animais de estimação no colo. O advogado especialista em Direito imobiliário e condominial, Rodrigo Karpat, comenta sobre o caso:
“A manutenção dos animais em condomínios é exercício regular ao direito de propriedade, sendo que, proibi-los, obrigar os animais a serem transportados exclusivamente no colo cerceia este direito e é abuso na função de síndico que lhe foi delegada, pelos demais condôminos, com o fim de desempenhar e fazer cumprir as determinações em assembleia, Regimento Interno e Convenção. Ademais, tal ato conota constrangimento ilegal previsto no Art. 146 do Código Penal”.
O caso foi para a justiça em 2ª instância, sendo julgado na 10ª Câmara de Direito Privado em São Paulo, ocorrendo a permissão para os condôminos que tenham animal de estimação a leva-lo para a rua sem precisar leva-lo no colo, como é dito na decisão do Relator, o Dr. João Carlos Saletti:
“Relevante o fundamento recursal. A persistência da medida, como posta, pode inviabilizar a posse e manutenção de cães de estimação, consideradas as particularidades de alguns condôminos e a conformação física do condomínio, formado por prédios residenciais sem elevadores, alguns dos edifícios distantes da rua. Defiro, portanto, a medida liminar para o fim de, como pedido, assegurar que os moradores realizem o trânsito com seus animais no chão, com guia ou trela, entre suas unidades e a rua e vice-versa, sem que sejam obrigados a transportá-los no colo, portanto.”, concluiu o Relator.
O advogado Rodrigo Karpat, comenta que pode existir proibição de não transitar com o animal de estimação pelas áreas comuns do prédio, ou fiquem soltos, mas é algo diferente do que estava sendo imposto pelo condomínio em questão.
“As normas precisam ser no sentido de proibir que os animais circulem em áreas comuns como parquinhos, hall, mas não que sejam impedidos de serem transportados no chão de forma mínima de suas residências até a rua e vice versa”.
Assim, cada condomínio, por meio do Regimento Interno, Convenção e Assembleias, pode regular a manutenção de animais em condomínios, desde que não contrariem legislação vigente que possibilita a manutenção de animais no interior de unidades, respeitando-se a saúde, sossego e segurança dos demais moradores Art. 1336, IV do Código Civil”, explica Karpat.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Um dos principais diferenciais dos anúncios de imóveis à venda online é a possibilidade de incluir fotografias do local, ao contrário dos obsoletos cadernos de jornal. Assim, os consumidores podem analisar as imagens e verificar se a moradia se adequa às suas necessidades de forma simples e rápida.

Para apresentar imóveis à venda na internet, são necessárias ao menos quinze boas fotografias do mesmo. Para isso, não é necessário ser um fotógrafo excepcional. Com um smartphone, algumas dicas e um pouco de treino, é possível obter boas imagens. Confira cinco dicas para enaltecer seus anúncios de imóveis com fotos.

Garanta a organização do imóvel

Antes de iniciar a sessão fotográfica, certifique-se de que a residência se encontra limpa. Caso os moradores ainda estejam no local, peça para que organizem seus pertences. Uma casa arrumada possibilita melhores imagens e traz melhor percepção da moradia ao consumidor interessado na compra. Além disso, objetos pessoais que insinuem qualquer tipo de gosto ou estilo de vida, como artigos religiosos ou de esportes, também devem ser retirados do local.

Produza muitas imagens

O ideal é incluir 15 fotografias diversas do imóvel em seu anúncio. Para ter certeza de que terá essa quantidade em boa qualidade, tire mais fotos. É melhor descartar imagens pixelizadas, desfocadas ou com iluminação errada a ter que voltar ao local para novos cliques. Certifique-se de ter fotografado todos os cômodos e detalhes da casa ou apartamento, incluindo a fachada.

Tenha fotos diferenciadas

Para chamar a atenção de quem está procurando um imóvel à venda, invista em fotografias diferentes. Mostre a vista das janelas, detalhes de mármores e outros acabamentos como gesso, por exemplo, interior de armários e pias e tudo o que for um diferencial daquele lugar.

Ilumine o ambiente

Apesar da possibilidade de editar a imagem em alguns aplicativos e softwares, preocupe-se com a claridade do local. Em vez de utilizar o flash da câmera, tente acender as lâmpadas e abrir portas e janelas, aproveitando assim a iluminação natural do local. Sempre fique de costas para a fonte de luz ao fotografar e analise o reflexo do feixe luminoso em espelhos e superfícies metálicas.

Tire as fotos em alta resolução

Você pode escolher a resolução da câmera ou smartphone. Nesse momento, opte pela resolução máxima alcançada pelo dispositivo. A imagem provavelmente ocupará bastante espaço na memória, mas com alguns aplicativos é fácil diminuir esse “tamanho”. Para conseguir diversas fotografias, certifique-se de ter memória disponível no aparelho ou compre um cartão SD.

Aplicativos para edição de fotos

O software mais conhecido de edição de imagens é o Photoshop, desenvolvido pela Adobe. No entanto, para quem não conhece muito bem o programa, pode ser um pouco trabalhoso e difícil utilizá-lo para melhorar as fotografias do imóvel.

Para fazer pequenos ajustes nas cores, sombras e luminosidade, existem diversos aplicativos fáceis de usar no próprio smartphone. A maioria possibilita também mudar o tamanho, cortar a imagem ou incluir marca d’água na fotografia. Alguns apps disponíveis tanto para Android quanto para iOS são:

Compressor, Image Batch, Pixlr, Pano, SumoPaint, Add WaterMark, Photo Panorama, TSR WaterMark.

Os aplicativos podem não fazer milagres nas fotografias, mas ajudam a corrigir pequenos detalhes nas imagens antes delas serem incluídas no anúncio. Após a edição, selecione as imagens e organize-as em uma ordem lógica. Apresentar o imóvel em imagens na mesma ordem que a pessoa veria se estivesse no local é uma boa alternativa. Assim, siga a ordem natural com a foto da fachada, garagem, sala, cozinha, quartos etc.

Com os avanços tecnológicos, além das fotografias, é possível investir em imagens e vídeos 360º e até utilizar a realidade virtual para auxiliar quem deseja encontrar uma casa. Com dedicação e um pouco de paciência é possível aprimorar as imagens e criar um ótimo anúncio, aumentando as chances de fechar negócio com os imóveis à venda. Ficou com alguma dúvida? Pergunte nos comentários e bons cliques!


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Cidade sueca é transferida de lugar para dar espaço para mina de ferro

A cidade de Malmberget, no norte da Suécia, está sendo transferida de lugar para dar espaço para a ampliação de uma mina de ferro. Com caminhões, casas, galpões e estabelecimentos comerciais do pequeno município de cerca de 5 mil habitantes estão sendo transferidos para um outro local que fica a dez quilômetros de distância. As construções são colocadas em caminhões e levadas até o novo endereço.

Para a continuidade das operações de mineração da LKAB e em conformidade com os planos de crescimento, grande parte das comunidades de Kiruna e Malmberget estão gradualmente sendo realocadas para outras áreas para que a mineração subterrânea prossiga, uma vez que novos depósitos de minério se encontram justamente sob o solo das cidades. Isso resulta em uma enorme transformação urbana que precisa do apoio contínuo dos moradores. Para isso, a empresa investe na comunicação a longo prazo com a comunidade, a fim de envolver os habitantes nesse processo de transformação.

No caso de Malmberget, as jazidas estão espalhadas, o que força a mineradora a recorrentes pesquisas geológicas, que encontram depósitos de minério sob partes centrais do lado oeste da cidade, a mais de 2 km de profundidade e 4 km de extensão. Em 2012, um acordo de parceria assinado com o município de Gällivare, que abrange Malmberget, para mineração até 2032. No entanto esse tratado foi objeto de recurso legal, o que paralisou os trabalhos de realocação.


Infelizmente, essa realocação não pôde ser prevista há 100 anos atrás quando a empresa começou as pesquisas exploratórias, que não apontavam que os depósitos se estenderiam abaixo dessas cidades.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Como resolver problemas com vagas de garagem em condomínio

Saiba que nem sempre o condomínio pode ser responsabilizado por incidentes na área interna do edifício.

Se você escolheu morar em apartamento sabe que um dos assuntos mais delicados entre a vizinhança é a garagem do carro de cada um. Os problemas que podem ocorrer com o veículo são muitos, mas mesmo que ocorram incidentes ou avarias no veículo dentro do prédio a responsabilidade nem sempre é do condomínio como muita gente imagina. Situações bem comuns registradas nos prédios são furto de objeto de dentro do automóvel ou dano na lataria (pode ser um arranhão ou batida).

Nessas situações, mesmo com o carro dentro do prédio, a responsabilidade não é do condomínio e o dono do veículo vai de ter assumir o prejuízo. No caso da colisão entre veículos, a dica dos especialistas é que as partes envolvidas no sinistro devem entrar num acordo. A exceção é quando o responsável pela batida trabalha no edifício, seja o porteiro, zelador ou qualquer funcionário sob responsabilidade do síndico.

“Se o veículo foi furtado ou danificado e ficar comprovado que um funcionário foi o responsável então os condôminos terão que arcar com o prejuízo”, conta o consultor-jurídico do Sindicato da Habitação de` Pernambuco(Secovi-PE) Noberto Lopes. Uma situação comum nos prédios é um morador sair para pegar o carro e encontrar um arranhão ou amassado na lataria. Alguns ficam na dúvida se o problema aconteceu mesmo no prédio; outros têm certeza. Numa situação como essa o recomendado é solicitar as câmeras de monitoramento para identificar quem danificou o veículo. Caso o prédio não dispunha de monitoramento, a vítima não terá como provar que alguém do prédio quebrou o seu carro e o problema terá que ser resolvido pelo proprietário, sem direito ao ressarcimento do condomínio.

Há outras ocasiões em que um carro aparece danificado no residencial. Crianças desacompanhadas dos pais em áreas comuns de um edifício que atiram objetos e danificam o veículo. Existem ainda casos em que objetos de algum apartamento cai e atingem para-brisas de carros estacionados embaixo do prédio. Se for este tipo de ocorrência o dono do veículo não terá dificuldades em receber a indenização.

É recomendável tirar fotos comprovando a avaria no automóvel, acionar o síndico e registrar o fato no livro de ocorrência do condomínio. Fazer mais de um orçamento do serviço a ser feito para não haver dúvidas quanto ao valor cobrado para reparo. “Se for comprovado que o dano foi proveniente de algo que caiu do edifício a responsabilidade é de quem lançou. O proprietário deve ser indenizado pelo condomínio e o culpado arcar com o prejuízo”, acrescenta Noberto. Agora se não houver dinheiro em caixa o síndico deverá cobrar uma taxa extra para efetuar o pagamento ao proprietário do carro avariado.

Segundo ele, um dos acidentes que ocorre com frequência é quando o porteiro aciona o botão automático do portão e atinge o veículo que está saindo ou entrando no prédio. Foi o que aconteceu com um corretor de imóveis que pediu para não ter o nome revelado. Ao tentar sair do prédio, o porteiro acionou o botão e o portão eletrônico bateu no retrovisor de seu automóvel. Prontamente ele procurou o síndico do edifício, que de imediato se prontificou em indenizar. Pediu apenas que ele realizasse o orçamento em três oficinas.

E se você mora num prédio com garagem no subsolo? Algo bem mais grave com o seu veículo pode acontecer. Em dias de chuva forte, há casos de garagens que alagam e a água entra em seu possante. Um prejuízo enorme já que pode danificar o motor e outras peças importantes. Se for comprovado que o problema está na drenagem da garagem a responsabilidade fica com o condomínio por falta de manutenção no equipamento. Agora se todo o sistema estava em ordem, mas não deu conta da chuva será preciso uma perícia para avaliar o caso.


Matéria originalmente publicada em JC Online

domingo, 16 de outubro de 2016

As 6 cidades globais com maior risco de bolha imobiliária

Enquanto o mercado imobiliário paulistano se destaca entre os mais frios do mundo, os preços de moradia disparam em algumas grandes cidades globais.

Vancouver é o primeiro lugar em uma lista compilada pelo UBS dos lugares com maior risco de bolha no setor,  que também conta com Londres e Munique.

"Em um mundo onde um terço dos títulos governamentais oferece retorno negativo, investir em ativos tangíveis continua popular. Então não é nenhuma surpresa que os mercados de moradia estejam novamente superaquecendo, poucos anos depois da última onda de correção global", diz o relatório do banco suíço.

O preço dos imóveis nas 6 cidades em destaque subiu em média 50% desde 2011, contra uma média de 15% nos outros centros financeiros analisados.

A avaliação é que o preço também subiu demais em cidades como Paris, Tóquio e Genebra, mas não o suficiente para disparar o alerta. 

Outras, como Singapura e Nova York, são avaliadas como equilibradas enquanto Chicago aparece com valorização abaixo do seu padrão esperado.  

O índice é calculado com base em dados de relação entre compra e aluguel e entre renda da população e preços, além de hipotecas e construção civil como parcela do PIB (Produto Interno Bruto).

Fonte:  João Pedro Caleiro - Exame

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

UBS faz parceria por investimento em imóveis no Brasil

O banco suíço UBS fez uma parceria com a consultoria imobiliária brasileira Real Estate Capital (REC) para aproveitar a crescente demanda de investidores institucionais por oportunidades no mercado imobiliário do país.

O UBS afirmou nesta segunda-feira que a parceria será liderada por Moise Politti, ex presidente-executivo e co-fundador da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) e vai se concentrar principalmente sobre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

“Continuamos a ver crescente interesse em ativos alternativos por parte de investidores institucionais globais. Temos identificado forte demanda por estratégias de investimento imobiliário”, disse Ulrich Koerner, presidente do UBS Asset Management, em comunicado.

sábado, 8 de outubro de 2016

Site do governo de São Paulo reúne imóveis públicos à venda

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo lançou um site para agrupar imóveis públicos que colocou à venda, em uma medida para reduzir custos de administração e gerar receita para o cofre estadual. Ao todo, São Paulo pretende se desfazer de R$ 113,5 milhões em bens.
A lista de imóveis inclui de casas residenciais a terrenos e galpões, totalizando 24 imóveis. Três deles foram acrescidos à relação nesta sexta-feira (7): dois terrenos em Itu, no interior, que somam 97 hectares, e um na capital paulista - um lote de 3,1 mil metros quadrados no bairro do Morumbi, na zona sul. Com lance mínimo de R$ 9,6 milhões e situado na Avenida Magalhães de Castro, é o bem mais caro da lista. O leilão está marcado para ocorrer no dia 22, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.
Ao todo, há sete imóveis à venda localizados na capital. Além do terreno no Morumbi, o segundo imóvel mais caro da relação também está na cidade de São Paulo: um galpão de 1,4 mil metros quadrados localizado na Alameda Barão de Limeira, no bairro de Campos Elísios, região central. ?A iniciativa integra a busca do governo do Estado por otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis, por meio da redução de despesa de custeio?, informa o Palácio dos Bandeirantes, por meio de nota.
Os imóveis à venda estavam exibidos em uma seção do site da Secretaria Estadual de Gestão, mas foram organizados no site www.imoveis.sp.gov.br para facilitar a consulta dos interessados. A página, ainda em testes, está no ar há cerca de um mês. As vendas ocorrem por meio de leilão público.
Crise econômica
A receita de impostos do Estado neste ano teve queda de 7,9%, o que representou uma diminuição de R$ 10,5 bilhões em tributos recebidos para a gestão pública. Além de buscar saídas como a venda de bens, a gestão estadual reduziu investimentos em rodovias e congelou contratações.
Estadão Conteúdo

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Veja o que mudou no perfil das moradias

Analisado as últimas quatro décadas das construções de prédios e condomínios no país, é possível notar como as moradias mudaram os seus perfis, e muito. Nos anos 1970, as residências eram amplas, com pé direito alto, e era comum achar unidades com 100 metros quadrados ou mais. Porém as opções de lazer eram poucas, havia um ou nenhum elevador e vaga para carros era artigo de luxo.

Pulando para os anos 2000, muita coisa mudou. As pessoas passaram a se casar ou sair da casa de seus pais mais tarde, após os 30 anos. Essa mudança de comportamento tem grande impacto na busca por imóveis. A área de lazer passa a ter grande valor, uma vez que o tempo dentro de casa é menor e as grandes incorporadoras atendem a essa demanda com apartamentos pequenos oferecendo opções de áreas comuns como academia, piscina, espaço mulher e salão de jogos.


Segundo Audrey Ponzoni, diretor de operações do Facilities Menagement Group, atualmente os condomínios trazem um conceito de resort. “Os novos empreendimentos oferecem serviços vistos nas hotelarias, como limpeza e lavanderia, que não onera os custos do condomínio, é um serviço oferecido à parte”, diz.


Os conceitos novos e as tendências surgem a todo o momento, as construtoras contratam serviços de empresas que fazem pesquisas para detectar as necessidades dos novos clientes. “Nós também buscamos trazem as tendências que surgem em outros países”, diz Ponzoni.

Porém, nem sempre as novidades são vistas como necessidades e os corretores precisam estar bem treinados e informados para fazer a divulgação correta. Segundo a corretora Silvana Sayuri Yamada, quando o imóvel está em fase de lançamento ou pré-lançamento, é o momento crucial para o profissional que vende imóveis. Ela explica que as construtoras enviam para a área de marketing imagens ilustrativas ou montam um imóvel decorado para visita. “Eu preciso saber se o que vou oferecer se adequa ao meu cliente, eu dou ênfase nas novidades e falo sobre a valorização que esse apartamento vai ter futuramente no mercado”, diz.

O novo e o velho

Embora os apartamentos antigos ainda tenham o seu público, que prefere cômodos amplos, cozinha separada e banheiros espaçosos, normalmente por terem poucos moradores e se tratar de apenas uma torre, o valor do condomínio é alto, em torno de R$ 900,00. Poucos prédios com esse perfil oferecem espaços comuns e famílias com crianças pequenas acabam optando por lançamentos ou condomínios mais novos.

As novas moradias oferecem mais segurança, portaria blindada e áreas como piscina, playground, salão de festas, quadra de esportes e como são muitos os moradores, o condomínio desse perfil de imóvel tem em média o valor de R$ 500,00. Silvana diz que na hora da venda, alguns clientes resistem a algumas novidades. “Eles dizem que não costumam usar o salão de festas, por exemplo. Mas o corretor deve explicar que a taxa para usar o espaço é inferior ao gasto que ele teria ao alugar um buffet. Com a vantagem de estar dentro do seu prédio, basta pegar um elevador e chegar em casa”, finaliza.

Fonte: G1

JHSF assina contrato para venda do Shopping Metrô Tucuruvi

A JHSF Participações informou nesta segunda-feira que celebrou contrato para a venda de sua participação no shopping paulistano Metrô Tucuruvi ao grupo Hemisfério Sul Investimentos.

A conclusão da transação está sujeita a verificação de certas condições previstas no contrato. A JHSF conta com assessoria financeira do Bradesco BBI e assessoria legal do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados.
A venda havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da JHSF Participações em 12 de setembro, pelo valor de 440 milhões de reais.

Fonte: exame.com