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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Taxa de ocupação de novos shoppings pouco cresce em 2014

A dificuldade enfrentada pelos empreendedores de shoppings em 2013 para atrair lojistas para os novos shoppings ainda é uma realidade. Na média geral, a taxa de ocupação dos shoppings inaugurados apresenta um crescimento pouco expressivo: vai de 50% em dezembro de 2013 para 57% em junho de 2014, segundo o levantamento do IBOPE Inteligência.  Em número de lojas, esse crescimento representa adicional de 370 lojas inauguradas em 36 shoppings.

Pouco mais de um terço dos shoppings inaugurados no ano passado (39%) apresentam taxa de ocupação inferior a 50%, ou seja, esses shoppings ainda operam com metade da Área Bruta Locável (ABL) desocupada. Na maior parte dos casos, as áreas vagas são aquelas destinadas às lojas satélites e ao cinema.

 
 
Os shoppings que ainda registram as menores taxas de ocupação são aqueles localizados em cidades de pequeno e médio porte (menos de 1 milhão de habitantes). Nessas localidades, a taxa média de ocupação é de 50%. Já nos grandes mercados, a taxa média de ocupação dos novos empreendimentos é de 70%.
 
“O aspecto mais preocupante é que muitos dos shoppings novos estão localizados em mercados que apresentam baixo potencial de consumo ou estão sobreofertados”, diz o coordenador de pesquisa na área de shoppings do IBOPE Inteligência, Fabio Caldas. Isso pode ser constatado pelo Índice de Produtividade das cidades, métrica que relaciona demanda (potencial de consumo das famílias) e oferta instalada, calculado pelo IBOPE Inteligência.

De acordo com esse índice, mercados com índice 100 são considerados “equilibrados”, onde a oferta de shoppings instalados é suficiente para atender à demanda existente. Cidades com índice entre 99 e 80 são “áreas concorridas”, mas que podem ainda ter espaço para novos empreendimentos, dependendo de sua localização e do seu posicionamento. Abaixo de 80 estão os mercados de “alto risco”, que dificilmente comportariam um novo empreendimento.

Dos 36 shoppings analisados pelo Atlas de Shopping, do IBOPE Inteligência, 53% estão localizados em cidades cujo Índice de Produtividade antes da instalação do shopping era inferior a 80. “Não é coincidência, portanto, que justamente nesses municípios estejam os shoppings com as menores taxas de ocupação: cerca de 49%, em média”, comenta Caldas. 
 
 
Segundo o executivo, mesmo com uma redução significativa das atuais taxas de vacância, o desempenho de vendas de muitos desses empreendimentos ainda deve permanecer abaixo das expectativas. “Esses valores indicam claramente que muitos shoppings terão curvas de maturação muito longas, muitas acima de cinco anos, antes que os resultados apareçam”, finaliza.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Japão anuncia construção da maior usina solar flutuante do mundo

Obras serão iniciadas neste ano e deverão ser concluídas em abril de 2015 

O pequeno tamanho territorial em relação à população numerosa e o acidente na usina nuclear de Fukushima em 2011, com reflexos até hoje, levaram o governo do Japão a estudar projetos sobre a água. Recentemente, as companhias Kyocera e Century Tokyo Leasing se associaram para montar duas enormes ilhas de painéis solares que flutuarão em dois reservatórios para a geração de 2,9 megawatts de energia. 

Segundo o anúncio, uma das megausinas ficará sobre a superfície do lago Nishihira e deverá gerar 1,7 megawatt, o que fará dela a maior instalação do tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1,2 megawatt. 

A construção começará neste ano e deverá ser concluída em abril de 2015. As duas empresas pretendem explorar, ao todo, 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Segundo elas, grandes projetos solares em terra prejudicariam a agricultura. De acordo com o Science Alert, o sistema flutuante deverá ser mais eficiente graças ao efeito de resfriamento da água. A joint venture (associação de empresas) já produz 93 megawatts de energia solar em terra. 

Fonte: EcoD



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vai comprar imóvel em leilão? Veja 12 passos para fechar um negócio seguro

Comprar um imóvel em um leilão pode representar uma economia de até 50% em comparação aos valores de mercado. Porém, o atrativo do preço baixo pode fazer com que o consumidor esqueça alguns cuidados que ele deve tomar antes de fechar a compra.
 
Segundo o presidente da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio luz, por mais que as facilidades da aquisição sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento e uma pesquisa minuciosa da propriedade.
 
Confira abaixo 12 dicas elaboradas pela entidade para quem quer um desconto na compra da casa própria e ainda evitar dores de cabeça:
 
1-  Leia o edital com atenção; no documento, o interessado deve se certificar sobre a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes;
 
2- Verifique se o imóvel ainda está ocupado. Mesmo com uma carta do arrematador, o novo dono pode enfrentar demora na Justiça para despejar os antigos moradores. Para não correr risco, é bom dar preferência aos bens desocupados;
 
3- Pesquise se há ações judiciais relacionadas à propriedade leiloada, o que pode levar à obtenção de liminares, por parte do anterior proprietário, para resolução da correção das parcelas ou a cobrança de juros sobre juros dos seus contratos e, consequentemente, mais espera para tomar posse do bem;
 
4- Visite o imóvel pretendido com antecedência para verificar suas condições. Nessa etapa é importante contar com o auxílio de um engenheiro para fazer uma inspeção minuciosa;
 
5- Faça um levantamento das dívidas deixadas pelo ocupante anterior, pois ficará a cargo do comprador a sua quitação. É possível pedir desconto no momento da compra;
 
6- Avalie as condições de venda e registre a propriedade em Cartório após o arremate. Lembre-se que o adquirente será responsável pelo pagamento da taxa de registro e do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel;
 
7- Defina qual lance máximo que você poderá dar. Para isso é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, veja qual é o melhor investimento;
 
8- Tome cuidado com a forma de pagamento. Alguns editais permitem apenas a compra à vista; outros já autorizam financiar o saldo devedor. Caso opte pelo financiamento, o ideal é que as prestações não comprometam mais do que 30% da renda familiar. Além disso, confira se pode usar o FGTS no pagamento das parcelas. Também é bom ter cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra dificuldades imprevistas;
 
9- Considere que terá que arcar com despesas para a reforma do novo bem;
 
10- Reserve dinheiro para pagar, em torno de 5% do valor do lance, a comissão do leiloeiro no ato da arrematação;
 
11- Lembre-se que, nos contratos feitos pelo SFH (Sistema Financeiro Habitacional), após o atraso de três prestações o dono do imóvel é notificado para realizar o pagamento, caso não pague perderá o bem. Já no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), o aviso chega após 15 dias, se não for realizada a quitação das parcelas, será consolidada a propriedade em nome do agente financeiro e o imóvel poderá ir a leilão extrajudicial, ou seja, sem passar pelo juiz natural;
 
12- Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está fazendo um bom negócio.
 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O mercado imobiliário atento ao consumidor multicanal

 
Atualmente, atrair clientes para as empresas tem sido um dos maiores desafios enfrentados no meio corporativo. Claro que entender qual é seu público-alvo e o mercado em que está inserido é essencial para o desenvolvimento de uma boa estratégia de marketing para chamar a atenção de potenciais clientes.
 
Foi-se o tempo em que toda propaganda de imóveis à venda ou para alugar era unicamente feita por placas que indicavam a disponibilidade do imóvel. Com a evolução da Internet, assim como outros setores, o mercado imobiliário também teve de se adaptar. Algumas empresas ainda utilizam esse método de exposição do imóvel, mas para atender o novo consumidor, a web tornou-se uma grande aliada, somando ao portfólio de ferramentas de vendas disponíveis para construtoras, incorporadoras e imobiliárias.
 
Segundo pesquisa realizada pelo Google, 60% do processo da compra de imóveis acontece na Internet. Fica claro que, incorporado aos velhos classificados, essas empresas precisam investir em um mix de plataformas para chegar ao seu público-alvo e desenvolver estratégias que guiem o consumidor em sua trajetória de busca.
 
Na maioria das vezes, o processo até a conclusão da compra é mais longo e os interessados analisam diversas opções. Um anúncio bem elaborado, com boas fotos e as descrições detalhadas dos ambientes e da localização já ajudarão os reais interessados no primeiro filtro realizado em meio às buscas na rede.
 
Além disso, a Internet propicia essa facilidade de traçar o perfil do cliente em potencial, seus interesses, e assim cruzar as informações com o seu banco de ofertas para que possa oferecer de modo proativo o produto bem próximo ao que o consumidor procura. Esse levantamento gera os chamados "leads", contatos qualificados, para os quais as empresas poderão direcionar seus esforços, criar campanhas mais eficientes e oferecer o bem ideal para cada caso.
 
Vivemos hoje em um país do consumidor multicanal, portanto é necessário acompanhar as tendências, entender quem é o seu público e o que ele procura, e investir em um mix de plataformas que o permitirá se aproximar dos alvos certos.
 
Artigo: Renato Orfaly, fundador do site imoveldoproprietario.com.br e  Country Manager da Properati no Brasil

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Especialistas dão dicas de como alugar imóvel comercial

Localização, infraestrutura, facilidade de acesso, visibilidade e vocação comercial são fatores que devem ser levados em conta.

 
 
Se escolher um imóvel residencial já é um processo complexo e trabalhoso, imagine o trabalho que dá escolher o lugar para instalar uma empresa. Além dos cuidados normais na procura de qualquer imóvel, a busca por um endereço para o seu negócio demanda uma série de outras preocupações.
 
Confira a seguir algumas dicas de especialistas que podem tornar a procura mais tranquila. 
 
“O primeiro passo é saber qual é sua necessidade operacional e buscar somente aqueles imóveis que atendem a necessidade da empresa”, aconselha Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste. De nada adianta oferecer o produto certo, com preço competitivo e uma estratégia de promoção correta se o lugar for inadequado para seu negócio. Por isso, Maria Inês é enfática: “É preciso pesquisar”. 
 
Alguns critérios de seleção são os mesmo que se aplicam a um imóvel residencial: é preciso levar em conta a localização, as características da vizinhança, se o local é atendido por serviços, como os de água, luz, esgoto e telefone. Outras preocupações são específicas para imóveis comerciais: deve-se avaliar a capacidade do local de alojar seu negócio, se o acesso é fácil, se tem estacionamento para veículos, se conta com área para carga e descarga de mercadorias e se é bem atendido por transporte coletivo. 
 
O Sebrae-SP propõe uma fórmula simples para avaliar um local: levar em conta os 4Ps – ponto (localização), preço, produto e promoção – expressão originária do mundo do marketing. Além de analisar esses quesitos, Maria Inês Maria Inês acrescenta que é importante olhar vários imóveis na região escolhida e visitá-los em horários diferentes (manhã, tarde e noite) para saber como é o local que pretende alugar. 
 
Se o imóvel for abrigar um estabelecimento comercial, é preciso levar em considerações alguns fatores adicionais. O Sebrae-SP lembra que é preciso analisar se o produto ou serviço que será comercializado é compatível com o poder aquisitivo da população que vive ou trabalha na região, se o ponto tem boa visibilidade, se a região é movimentada e o que há no entorno do imóvel: há empresas de outros ramos que complementam o seu mix de produto? Existem empresas de outros nichos que atraem o mesmo tipo de público que sua empresa?  Como é a concorrência ao redor? Se o ponto estiver dentro de um centro comercial, leve em conta o valor do aluguel somando a quantia destinada ao condomínio, fundo de propaganda, luvas (taxa de ponto), etc.
 
Batendo o martelo

Depois de pesquisar muito e identificar os imóveis que melhor atendem às suas necessidades, é o momento de responder algumas perguntas para decidir qual é a melhor opção: o imóvel tem o tamanho adequado? O valor do aluguel é compatível com o valor cobrado? Possui as instalações que sua empresa precisa? Necessita  de reforma? Tem estacionamento? E, finalmente, quais são os pontos fortes e fracos do local?
 
É importante sempre calcular os custos. Se o valor do aluguel pesar muito sobre os custos da empresa é melhor procurar um lugar mais acessível. “Verifique o custo-benefício, se os gastos serão cobertos e se o local vai dar o lucro que se deseja”, aconselha Maria Inês. Para facilitar a tarefa de comparar os imóveis visitados, o Sebrae-SP recomenda montar uma planilha e anotar como cada um se sai nos seguintes quesitos: acesso, avaliação do mercado, avaliação da população ao redor, avaliação do imóvel, avaliação da concorrência.

Assinando o contrato

 Escolhido o imóvel, é o momento de verificar se a documentação está em ordem. “Em regra, o locatário deve solicitar a documentação básica, que é o registro do imóvel em nome do locador, a matrícula do imóvel, e se a destinação do uso do imóvel está autorizada pela prefeitura”, explica Fernando Maximiano, advogado e integrante da vice-presidência de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP. Além disso, é importante verificar se o imóvel está legalizado e regularizado nos órgãos públicos federais, estaduais e municipais. 
 
“Não assine o contrato de imediato. Veja se o IPTU está pago e verifique se não tem nenhuma cobrança relacionada ao imóvel ou alguma demanda judicial”, orienta Maria Inês. Também é primordial verificar se  a planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura e regularizada. Peça o Habite-se e verifique a lei do zoneamento. “Se possível, consulte um advogado especializado em direito imobiliário para verificar o contrato”, acrescenta Maximiano. 
 
Ainda é interessante avaliar qual é a duração ideal do contrato. Quem ainda quer testar o negócio ou a região deve evitar contratos longos demais, aconselha Maria. Mas quem está seguro com a escolha do ponto comercial deve buscar assinar contratos de, no mínimo cinco anos, orienta Maximiano. 
 
O empresário tem de assinar um contrato que permita a possibilidade de renovação. Ao firmar um contrato de cinco anos, o empreendedor fica protegido em relação ao fundo de comércio –  o ponto comercial é só uma parte dele, pois o nome, o estoque, a clientela, etc, fazem parte desse fundo do comércio.  Para evitar futuros problemas, assine o contrato com cláusula de vigência em um cartório de registro de imóveis. Assim, se o dono do imóvel vendê-lo, o novo proprietário não poderá rescincidir o contrato.
 
Se o imóvel precisar de reforma, aproveite para negociar o preço. “Solicite descontos pensando no gasto inicial”, sugere Maria Inês. Maximiniano  recomenda que o empresário tente negociar um período de carência relacionado ao valor da reforma ou um desconto no aluguel.  O representante do Secovi-SP lembra, ainda, que é possível negociar uma indenização no final do contrato para obras realizadas que promovam melhorias permanentes no imóvel.
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Para não encalhar: confira 9 dicas para vender o seu imóvel mais rápido

Às vezes, o problema não está no preço ou na localização do seu imóvel - mas sim em como você o preparou para a venda. De acordo com a corretora de imóveis Marilou Young relatou ao site de imóveis Trulia, pequenos retoques podem agilizar e turbinar a venda de sua propriedade.
 
Algumas dicas incluem limpeza, retirar o excesso de móveis para valorizar as dimensões da residência e vale até esconder fotos de família. Confira essas e outras dicas abaixo:
 
1. Limpeza
A primeira impressão é a que fica. Por isso, deixe o imóvel o mais limpo o possível. Poeira nos quadros, na mesa de centro, pás do ventilador ou na estante nem pensar. Se não mora no local, considere contratar um serviço de limpeza antes de cada visita.
 
2. Cheiros
Alguns cheiros de comida persistem ao longo do dia (como o de fritura). Evite cozinhar tais alimentos em dia de visita, afinal, o futuro comprador pode pensar que o cheiro veio de algum vizinho (o que pode fazê-lo repensar sobre o imóvel).
 
3. Desorganização
Roupas reviradas por todo o canto, pilhas de correspondência na mesa, louças sujas na pia e sapatos em todos os cômodos. A desorganização tira o foco do possível comprador, que passará a observá-la em vez de prestar atenção nas características do imóvel. Também vale pintar as paredes de cores neutras para chamar atenção do comprador apenas para os espaços, não nas cores gritantes dos cômodos.
 
4. Decoração simples
Para ajudar os interessados a imaginarem o espaço da maneira que desejam, opte por uma decoração simples, poucos quadros, poucos móveis e, principalmente, evite que as pessoas conheçam seu gosto excêntrico (como um sofá com estampa de zebra).
 
5. Itens pessoais
Os interessados querem se imaginar em sua casa, com toques pessoais e sentimento de aconchego. Por isso, esconda os retratos de família (ou qualquer outra decoração que personalize demais o imóvel) para que eles consigam se imaginar na própria casa e não na cada de um estranho.
 
6. Ilumine
Abra todas as janelas para deixar entrar a luz natural ou coloque um abajur em áreas pouco iluminadas. "Um cômodo bem iluminado dá a impressão de ser maior e mais convidativo", disse a corretora.
 
7. Mais plantas
Vasos de flores podem ajudar a trazer mais energia ao espaço, preencher cantos vazios ou até mesmo disfarçar algumas partes do empreendimento. Mas antes, certifique-se de que as plantas estejam saudáveis para acabar não passando uma má impressão.
 
8. Livre-se de mobília volumosa
Mobília com grandes proporções podem fazer com que o espaço pareça menor do que realmente é.
 
9. Pequena reforma
Pequenos ajustes ou pinturas podem passar uma melhor impressão e valorizar ainda mais o imóvel.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Imóvel usado: saiba o que avaliar na compra

Boa localização, preço e tamanho são diferenciais, mas falta de infraestrutura de lazer e custo de condomínio podem ser desvantagens
 
Um velho ditado, muito versátil, diz que “panela velha faz comida boa”. E, no mercado imobiliário, essa máxima também parece ser levada a sério, ao menos por uma parcela dos compradores. Em busca de espaço, charme ou localização, eles dispensam novos produtos e dão preferência para os antigos.
 
O economista Felipe Pinheiro, de 38 anos, comprou há dois meses um apartamento de três dormitórios, 200 metros quadrados e com cerca de 30 anos nos Jardins. Ele deu preferência à localização do prédio, por isso teve de abrir mão de lançamentos: “Lá, não havia muitas opções de novos”, conta.
 
Boa parte dos apartamentos que visitou, amplos, eram satisfatórias, mas a maioria esmagadora deles precisava de reformas, segundo Pinheiro. A unidade que escolheu não estava exatamente do jeito que ele queria, mas, nem de longe, lhe pareceu um mau negócio.
 
“As plantas antigas, a meu ver, são melhores do que as novas. Elas têm quartos mais amplos, banheiros mais amplos e ambientes, de maneira geral, maiores. A planta do meu imóvel é excepcional”, diz.
 
Agora, ele reforma a unidade para adequá-la ao seu gosto. Até o início do ano que vem, novos revestimentos, um sistema de ar-condicionado central e parte do teto rebaixado conviverão com as janelas amplas do imóvel, que garantem boa luminosidade para a residência. Já as paredes do apartamento, grossas, seguirão de pé, mas receberão nova pintura. E todas essas intervenções totalizarão para Pinheiro um gasto 30% menor que ele teria se tivesse escolhido um apartamento em um edifício novo na mesma região.
 
A falta de infraestrutura no condomínio, com 12 unidades, não espanta o economista: quando estiver fora da unidade, ele poderá aproveitar a boa infraestrutura do bairro. Por outro lado, o valor alto da cota condominial, motivada pelo baixo número de apartamentos no prédio, não o surpreende.
Fazer uma opção como a de Pinheiro, pelo antigo, requer uma avaliação criteriosa por parte do comprador, que leve em conta prós e contras.
 
“Uma das vantagens dos usados em relação ao novo é a localização. Nos melhores bairros, onde o desenvolvimento começou mais cedo, a maior parte das ofertas é de usados. Então, se a pessoa quiser morar nos Jardins ou em Higienópolis, por exemplo, provavelmente terá de morar em um imóvel mais antigo”, diz o diretor geral de terceiros da imobiliária Coelho da Fonseca, Fernando Sita.
 
As plantas dos imóveis com mais idade são, de maneira geral, mais amplas do que as atuais, segundo ele. Os ambientes são mais bem divididos e diversificados, além de bem iluminados, graças às janelas maiores que possuem. Os corredores compridos também estão sempre presentes nesses apartamentos, algo raro nos lançamentos. Ao mesmo tempo, cômodos como dispensas e dependências de empregados são bem mais comuns.
 
Há também desvantagens. O diretor da imobiliária VNC, Marcos Goggi, lembra que os edifícios mais velhos têm um número menor de vagas de garagem por apartamento. Além disso, a presença de suítes em todos os dormitórios é raridade, em geral restrita à dependência destinada ao casal. E as varandas, bem, não são um item obrigatório, como ocorre hoje.
 
Estrutura. Se sobra espaço dentro do imóvel, falta estrutura nas áreas comuns de muitos usados. Ainda que contem com alguns espaços, em geral os empreendimentos mais velhos são mais simples do que os atuais.
 
Mesmo assim, o valor dos condomínios não é necessariamente menor, pelo contrário. De acordo com a diretora de imóveis de terceiros da vice-presidência de comercialização e marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Roseli Hernandes, muitos empreendimentos antigos demandam mais manutenção, o que pressiona para cima o custo de operação.
 
Além disso, eles têm menos unidades do que os atuais. “Os condomínios-clube, que surgiram depois, tinham muitos apartamentos para dividir todos os custos”, diz.
 
Na aquisição, os preços dos antigos são, em regra, mais atraentes do que o dos novos. O diretor da imobiliária Axpe, José Eduardo Cazarin, diz que o valor dos usados pode ser até 40% inferior ao de lançamentos de mesmo tipo e na mesma região. “Às vezes, a pessoa tem de reformar o imóvel. Neste caso, com um projeto bacana, ela vai gastar a partir de R$ 2 mil por metro quadrado. E, ainda assim, o valor é atraente.”
 
Avaliando prós e contras, se a compra de um imóvel mais velho for o desejo do comprador, alguns cuidados são importantes, segundo Roseli. “Recomendamos que a pessoa procure um corretor, um profissional qualificado na área.” A medida seria indicada porque, na aquisição, é necessário verificar tanto as condições de endividamento do imóvel quanto a reputação do vendedor do bem.
 
PRESTE ATENÇÃO
 
Localização
A primeira escolha do comprador é a localização do imóvel. Se a sua opção é por uma região consolidada da cidade, considerar a compra de um imóvel antigo pode ser bom, já que a oferta desses bens costuma ser maior nessas localidades
 
Urgência
Os imóveis usados, já prontos, podem, em geral, ser ocupados pouco tempo depois da aquisição, isso, claro, quando o novo proprietário não quer reformar a unidade para atualizá-la
 
Reformas
Obras podem durar, às vezes, mais de um ano. Por isso, o comprador deve estar preparado para os transtornos, se escolher uma unidade que precisa de algum tipo de intervenção
 
Condição financeira
Nos lançamentos, o comprador pode amortizar parte do valor da compra durante a construção do prédio, antes do período de financiamento. Nos prontos, esse tempo não existe
 
Espaços
Avalie o que é mais importante para você: espaço interno ou infraestrutura condominial. Se a primeira for a sua opção, procurar um usado é recomendado
 
Avaliação
Os imóveis prontos possuem história. Eventualmente, carregam dívidas, processos judiciais e pertencem a pessoas que são impedidas de vendê-los. É essencial avaliar as condições do bem e o histórico do proprietário
 
Fonte: Estadão - Cláudio Marques, Gustavo Coltri

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quer vender um imóvel mais rápido? Invista em uma reforma

Caso você esteja tentando vender um imóvel, mas as negociações não se desenrolam, vale a pena pensar em investir em uma reforma para acelerar a venda.
 
Para a diretora comercial da imobiliária Lello, Roseli Hernandes, quem coloca sua casa ou apartamento à venda disputa com muitas outras pessoas em sua região que também desejam vender o imóvel. Por isso é fundamental a realização de algumas intervenções físicas que podem dar velocidade ao fechamento do negócio.
 
"Vale reformar aquilo que 'enche os olhos', ou seja, a parte estética: pintar paredes com cores neutras para transmitir a sensação de limpeza são medidas que sempre ajudam. Em relação às casas, se a fachada tiver pichações é essencial retirá-las, pois isso pode transmitir uma percepção de abandono do imóvel e até de insegurança", afirma.
 
O ideal é entregar o imóvel com tudo em ordem, mas caso isso não seja possível é recomendável deixar isso claro ao comprador. "O estado de conservação é fator fundamental na decisão de compra. Por isso mesmo é importante evitar rachaduras, infiltrações, mofo, sujeira e pinturas descascadas. O comprador quer experiências positivas na sua visita ao imóvel", explica.
 
No entanto, não tente construir uma casa nova. Segundo Roseli, grandes reformas na estrutura do imóvel podem não valer à pena e também não é recomendável gastar com itens adicionais como construir um quarto a mais, aumentar a garagem ou fazer uma cozinha americana, por exemplo. "E alterar a planta original do imóvel, nem pensar. Isso pode desvalorizar a unidade e até mesmo desagradar o comprador". 
 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

4 cuidados necessários na hora de vender de um imóvel

Certamente você tem clientes que, querendo aproveitar o mercado imobiliário aquecido, não vê a hora de se livrar da sua casa e apartamento em busca de bons negócios. O que poderia ser um bom sinal para o corretor, pode se tornar uma grande dor de cabeça. Ao intermediar a compra e venda de imóveis, como acontece em qualquer setor, a pressa é inimiga da perfeição.
Todo o processo é bem complexo e exige cuidados fundamentais por quem é corretor. É evidente que não vamos apresentar passos novos aqui, mas listar cuidados que precisam ser relembrados sempre que possível. Confira, abaixo, alguns dos principais detalhes que você deve ficar atento para vender o um imóvel:
1. Documentação atualizada
Ter todas as documentações em dia, para apresentar aos interessados na compra, tanto do imóvel quanto do proprietário. Vale lembrar que para diversos casos, como financiamento, os documentos do cônjuge também precisam estar atualizados. Esse é o primeiro passo para realizar uma venda sem problemas. Não custa nada lembrar: entre os documentos essenciais estão a certidão atualizada do registro do imóvel e os comprovantes de pagamento do IPTU.
No caso de apartamentos, uma declaração do síndico ou administrador também é válida para provar que o imóvel não tem débito. Todo esse procedimento garante ao comprador que ele não assumirá nenhuma dívida no futuro.
2. Atentar-se a pequenas reformas
Na hora de vender, o corretor precisa se colocar na posição do comprador. Assim, ele vai ter a real noção do que precisa fazer. Oras, ninguém deseja comprar um produto feio ou pouco atraente. É claro que apresentar um imóvel em bom estado, limpo e organizado aumenta as chances de fazer um bom negócio.
Por isso, dialogar com quem vai vender é fundamental. Dependendo do caso, o proprietário pode ganhar muito se arcar com pequenos reparos ou com a pintura do imóvel que, em pouco tempo, vão representar um aumento significativo no preço da casa. Estimativas apontam que uma simples pintura nova com cores neutras e a troca de piso, por exemplo, podem valorizar em 10% o imóvel.
Lembre-se, você tem experiência nesse assunto, mas o proprietário, muitas vezes não. Portanto, se parece óbvio para você a necessidade consertar uma quina, por exemplo, ele pode nem ter se atentado a isso. Faça uma conferência na residência e aponte a ele os pequenos reparos necessários.
Só tome cuidado para não exagerar. Não se trata de reformar totalmente o imóvel, já que grandes modificações são caras e levam tempo, o que pode afastar possíveis compradores.
Problemas na estrutura, como vazamento, por exemplo, não podem ser escondidos. Pelo contrário. Se o proprietário não tiver dinheiro suficiente no momento para consertar esses problemas, é necessário avisar os compradores que eles existem.
3. Preparar-se para as visitas
Quando for determinar os horários de visita, lembre-se que o futuro comprador pode ser um trabalhador sem flexibilidade de horário em seu trabalho. Por isso, o flexível da história tem que ser você. Não é nenhum segredo: se você aceitar visitas aos finais de semana e em qualquer horário, as suas chances de vender aumentam.
É importante, também, se preocupar com a arrumação da casa. Afinal, é uma visita, independente do objetivo pelo qual está sendo feita. Converse com o proprietário sobre pequenos detalhes que podem afastar alguns compradores, como a exposição de símbolos religiosos ou artigos de times de futebol. Quanto menos polêmica, melhor.
Se a casa estiver desabitada, aconselhe o proprietário a manter o pagamento da luz. Em caso de visita de alguém interessado no final do dia, a pessoa não vai conseguir ver nada do imóvel. E aconselhe que o proprietário deixe o espaço decorado. Esses pequenos detalhes podem fazer toda diferença.
4. Estudar preço e prazo de entrega
Quanto mais pessoas interessadas, maiores são as chances de concretizar um bom negócio, certo? Portanto, para atrair clientela é primordial que o valor do imóvel seja compatível com o mercado.
Claro que muitas vezes você irá se deparar com proprietários desconectados que pedem valores muito acima do merecido. Mas é nesse momento que você precisa fazer uma pesquisa de preço de imóveis semelhantes na região e provar por A+B que é preciso que ele reavalie a ideia inicial.
É seu papel, também, sugerir ao dono do imóvel a aceitar financiamento e negociar  formas de pagamento. Isso pode facilitar bastante a venda.
E, por fim, você deve estar certo do prazo de entrega. Converse com o proprietário e analise o tempo necessário para realizar as reformas ou desocupar o espaço, se for o caso. Assim, você pode dar um prazo real ao comprador e cumpri-lo.
Todas as etapas podem ter sido perfeitas, mas se você vacilar justo nessa reta final, o cliente pode ficar muito bravo e as consequências desse atraso podem não ser nada legais para você. Portanto, esteja certo de que conseguirá cumprir com o prometido.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Primeiro imóvel: veja 8 dicas para quem quer adquirir a casa própria

Alguns especialistas já dizem que o mercado está mais favorável para quem quer comprar imóveis do que há alguns meses e dados mostram que as vendas no setor estão caindo, assim como os preços.
Porém, independente da situação do mercado, quem está interessado em adquirir um imóvel precisa seguir alguns passos antes de confirmar a compra, pois se trata de um valor alto, que se não for bem planejado pode colocar em risco o orçamento da família.
 
O educador financeiro Reinaldo Domingos listou nove dicas para quem vai comprar um imóvel. Confira:
 
1- Planeje
 Reúna a família e converse sobre o objetivo de comprar a casa própria. É nessa hora que se deve definir o lugar, possíveis valores as reais condições em que se encontra o orçamento.
 
2- Junte dinheiro
O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha. Faça uma simulação em alguns bancos de quanto custaria a prestação deste imóvel e comece a guardar em um investimento conservador como poupança, CDB ou tesouro direto.
 
3- Aluguel
Se você mora de aluguel, analise o valor da locação que está pagando e, se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel.
 
4- Financiamento
Lembre-se que o financiamento de um imóvel é considerado dívida de valor, por isso, deve ser protegida e garantida antes de sair pagando as despesas mensais.
 
5- Padrão de vida
Cuidado com o valor do imóvel que pretende comprar e veja se o seu valor adéqua-se a seu verdadeiro padrão de vida. Muitas vezes, não respeitamos nosso padrão, diz Domingos.
 
6- Emergências
Tenha sempre uma reserva estratégica, pois, em caso de qualquer eventualidade, você não deixará de honrar este compromisso.
 
7- Desequilíbrio financeiro
Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria, é preciso rever imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas que, somadas, podem levar à falência.
 
8- Custos extras
Não se esqueça de que um novo imóvel demanda novos custos, como mobília nova, condomínio, taxas de transferência, entre outros. Por isso, leve em conta esses gastos na hora de fazer as contas.
 
9- Custo de vida
Outro ponto a ser levado em conta é o custo de vida da região na qual a família irá morar, afinal, este pode se elevar. Também se preocupe com gastos com transporte.
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Por que converter sua imobiliária em franquia

Se você tem a sua imobiliária própria, já pensou em convertê-la  em uma franquia? Na verdade, não faltam motivos para realizar essa mudança. Trabalhar em uma unidade de uma rede imobiliária é sinônimo de sucesso no maior mercado do mundo, os Estados Unidos, há mais de 30 anos.

E tudo indica que essa tendência está chegando ao Brasil. Com o mercado imobiliário brasileiro ficando cada vez mais competitivo, vai ficando cada vez mais difícil você com a sua imobiliária própria encarar as gigantes do setor.

Além de se proteger melhor dos competidores, com a conversão para franquia você pode aumentar o lucro da sua empresa ao acessar o banco de dados integrado da marca. Mas isso é só o começo. Entenda melhor, abaixo, por que converter a sua imobiliária em franquia pode ser favorável:

Tendência mundial

O modelo de franquias no mercado imobiliário começou na Austrália e avançou pelo mundo todo. Como já foi dito acima, é a norma nos Estados Unidos, com as franquias sendo responsáveis por nada menos do que 89% do setor no país. França, México, Alemanha e Japão são outros exemplos que o modelo de franquias avançou até dominar o mercado imobiliário.

E isso está acontecendo no Brasil. Conforme redes cada vez maiores vão chegando ao nosso mercado, a tendência é que as pequenas e médias imobiliárias sofram cada vez mais e corram o risco de fechar as portas. Antes que isso aconteça, pense bem na ideia de ser um franqueado e saia na frente, trabalhando com um nome reconhecido no mercado.

Vantagens únicas

Imagine a seguinte situação: a sua imobiliária vende um imóvel na região em que atua. O comprador fica satisfeito com o bom trabalho e indica sua imobiliária para amigos que queiram morar por lá. Mas os anos passam e ele quer sair do bairro. Pronto, o cliente (e o dinheiro) foi perdido, já que ele vai para outra imobiliária.

Com uma franquia, isso não precisa acontecer. Isso porque certas franquias trabalham em rede e todos os imóveis captados por uma unidade podem ser vistos pelas demais. No exemplo acima, você consultaria o banco de dados da sua rede e, se houvesse um imóvel no outro bairro conforme os desejos do cliente, você poderia vender e continuar com o cliente. E, nesse caso, tanto quem capta quanto quem vende o imóvel ganha.

Vale lembrar que você precisa ver as regras do franqueador para ver se isso se aplica. Se for, a conversão de sua imobiliária para franquia pode ajudar a você manter esse cliente.

Nome forte e investimento compartilhado

Ao ter a marca forte do franqueador, você ganha sem precisar conquistar o cliente. Ter um nome forte no mercado garante a confiança do seu possível cliente, sem dúvidas sobre a qualidade do serviço.

Mas o nome forte sozinho não resolve todos os problemas. Os melhores franqueadores do setor imobiliário investem em novas tecnologias, na capacitação da equipe profissional e em novos programas de expansão, isso sem contar com a construção de um manual de procedimentos.

Trabalhando sozinho, é difícil conseguir fazer tudo isso com a sua imobiliária própria. Seja por falta de tempo ou de dinheiro, raramente uma empresa local realiza todas essas etapas.

Ao converter a sua imobiliária em franquia, todos esses investimentos são compartilhados com as outras unidades, tornando-os mais acessíveis para todos da rede. Os corretores serão treinados em uma universidade corporativa para melhorar o desempenho, o gestor terá mais tempo e energia para gastar nos negócios e menos preocupação com ações de marketing, tecnologia e treinamentos. Esse investimento dá resultados.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

As redes sociais e o mercado imobiliário

Todo corretor de imóveis que se preze tem na comunicação a sua principal ferramenta de trabalho. E quanto mais maneiras para se comunicar, melhor! Atualmente, isso não significa atuar apenas com anúncios em jornais, passar a mão no telefone ou, simplesmente, ir para as ruas e conversar.

Na era da internet, as ferramentas da tecnologia – de e-mail aos blogs e, claro, às redes sociais – podem ser uma poderosa arma de comunicação para quem atua no mercado imobiliário.

Isso não significa que o corretor vai se trancar no quarto na frente do computador, evidentemente. O que precisa ser feito é adicionar as redes sociais em sua estratégia, ampliando o seu público-alvo e as possibilidades de vendas. Afinal de contas, os potencias clientes estão conectados todos os dias.

Um levantamento da ComScore afirma que 90,8% de todos brasileiros acessam redes sociais e ficam, em média, 4,9 horas mensais nesses sites. E não estão online apenas para jogar nas fazendas virtuais ou ver fotos. A pesquisa aponta que 55% dos usuários entre 35 e 49 anos procuram novos imóveis pelas redes sociais.

Está convencido? Veja agora quais são as redes sociais que você precisa estabelecer a sua presença e as estratégias para conquistar clientes:

Facebook

A rede social mais popular do mundo (e do Brasil) teria que abrir essa lista. Se você não trabalha com o Facebook, já está atrasado. Lá, é possível criar perfis pessoais e páginas profissionais (as mais indicadas para um negócio).

Se você tem uma imobiliária, o primeiro passo é criar a sua página profissional. Nela, compartilhe fotos de novos empreendimentos ou imóveis recém adicionados. Essa é a parte mais básica do processo.

Mas vai ser difícil trazer gente interessada em comprar só com isso. É importante você tentar se tornar uma referência do mercado. Então, compartilhar notícias relacionadas ao setor imobiliário ou eventos podem ajudar a atrair interessados. E, claro, nunca se esqueça de interagir com o seu público, respondendo os comentários e as mensagens privadas.

Aliás, você pode conhecer um pouco do perfil do seu cliente pelas informações fornecidas pelo Facebook. É um trabalho de médio a longo prazo, mas pode compensar.

Twitter

Outra febre nacional, o Twitter possui mais de 41 milhões de perfis brasileiros ativos. Como as mensagens devem ser curtas (o limite é de 140 caracteres por publicação), é recomendável fazer uma pequena chamada com links para o seu blog ou site da imobiliária. A interação com o público também é muito importante para atrair mais seguidores.

Pinterest e Flickr

São duas redes sociais essencialmente usadas para o compartilhamento de fotos. O Pinterest tem reunido pessoas interessadas por design, arquitetura e decoração. Está aí uma ótima oportunidade para você criar um álbum virtual com as melhores fotos dos seus imóveis e separadas por categorias e preferências pessoais.

Mãos à obra

Com esse resumo, você já pode mergulhar nas redes sociais. Mas, nunca é demais lembrar, para fazer bonito nesse mundo você precisa obedecer uma série de regras.

A primeira de todas é com a redação das suas publicações. Erros gramaticais e de concordância deixam uma péssima impressão e afastam possíveis clientes.

Depois, com as imagens. A foto de um imóvel, se for feia e com pouca luz, pode mais prejudicar a sua venda do que ajudar. Como uma imagem bonita sempre atrai mais gente, é bom procurar maneiras de apresentar fotos mais bacanas (é só pesquisar por tutoriais na internet que explicam como fazer isso).

Por fim, lembre-se que seus perfis devem sempre estar atualizados e dê crédito dos lugares que você compartilhou a notícia. Agora, é só começar a trabalhar.

domingo, 29 de junho de 2014

Garrafas PET são transformadas em cobertura para telhados

A ONG Reuse Everything Institute, com sede em Pittsburgh (EUA), criou uma máquina capaz de converter o plástico usado para a fabricação das garrafas em materiais de construção a preços acessíveis. Em colaboração com os estudantes da Carnegie Mellon University e Engineers Without Borders, a ONG automatizou essa tecnologia para facilitar a criação de negócios sustentáveis nos Estados Unidos e no exterior.
Utilizada no teto de uma casa no Equador para testar a resistência do produto final, a invenção obteve resultado altamente satisfatório. Os responsáveis querem ampliar o processo para mais comunidades no país, além de promover emprego para a população, que fará a reciclagem do produto.
As garrafas PET representam um problema global porque seu tempo de decomposição é extremamente longo: aproximadamente cem anos. No Brasil, foram coletadas para reciclagem 331 mil toneladas de embalagens em 2012, segundo dados do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, divulgado em 2013 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).
Fonte: EcoD

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Incorporação de fundos: os primeiros movimentos de uma tendência

Em menos de 30 dias dois administradores anunciaram intenção de promover incorporações de fundos imobiliários.
A incorporação de um fundo por outro está prevista na regulamentação dos FII (ICVM 472) e pode ser interessante para os cotistas, mas merece atenção. A operação faz sentido quando os fundos (incorporador e incorporado) possuem políticas de investimentos e patrimônio semelhantes que possam ser agrupados em um único fundo, gerando vantagens como redução de custos e aumento da liquidez das cotas.
Há muito espaço para fusões e incorporações de fundos imobiliários no Brasil, isso porque no nosso mercado é grande a existência de fundos monoativos, aqueles que possuem um único imóvel. Em geral o patrimônio desses fundos é pequeno, contam com poucos cotistas e registram poucos negócios na bolsa. São fundos mais antigos e que faziam sentido em outra circunstância, quando o mercado de FII dava seus primeiros passos. Mas o futuro dessa indústria deve convergir para os fundos multi ativos, com patrimônio robusto e diversificado, como acontece na maioria dos países em que a indústria de FII é mais evoluída. Fundos monoativos oferecem muito mais risco aos cotistas, por conta da concentração de patrimônio. Além disso, os imóveis vão envelhecendo, perdendo atratividade e demandando reformas.
Um estudo da Anbima feito com dados do final de 2013 mostrou que os 223 fundos existentes na época somavam patrimônio total de 53,8 bilhões de reais. Destes, 177 fundos possuíam patrimônio entre 5 e 250 milhões de reais apenas, enquanto os outros 46 detinham patrimônio acima de 1 bilhão de reais. Nos EUA na mesma época eram pouco mais de 300 fundos com patrimônio total de 1 trilhão de dólares, ou seja, em média o patrimônio de cada fundo americano é de 3,3 bilhões de dólares.
Pode se tornar uma tendência no Brasil a incorporação ou fusão da maioria dos fundos monoativos, transformando muitos pequenos fundos em poucos grandes fundos. Os primeiros passos nesse sentido já foram dados. Recentemente o Banco J. Safra propôs que os fundos JS Real Estate Recebíveis Imobiliários (BJRC11) e JS Real Estate Renda Imobiliária (JSIM11) sejam incorporados pelo JS Real Estate Multi Gestão (JSRE11). Outra administradora, a Rio Bravo, propôs que o fundo The One (ONEF11) seja incorporado pelo fundo Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11).
Participação dos cotistas é fundamental
O administrador propõe a incorporação dos fundos mas somente os cotistas podem autorizá-la. Para tanto deverá ser realizada uma assembleia geral ou consulta formal e a proposta precisará ser aprovada por, no mínimo, metade dos cotistas. O principal ponto a ser analisado antes de votar é a relação de troca de cotas, ou seja, quantas cotas do fundo incorporador o cotista do fundo a ser incorporado receberá.
Cotistas de todos os fundos envolvidos precisam decidir se a relação de troca é justa e cabe ao administrador fornecer as informações necessárias para a correta tomada de decisão como demonstrar a compatibilidade dos fundos que serão incorporados, indicar os critérios de avaliação dos ativos dos fundos e da atribuição das cotas aos participantes dos fundos incorporados e, por fim, demonstrar as alterações que deverão ocorrer no regulamento do fundo incorporador.
Portanto a participação dos cotistas é fundamental. Se você investe num desses cinco fundos vai precisar dedicar atenção ao caso, afinal trata-se do seu dinheiro. Avalie bem a proposta, peça mais explicações ao administrador se for preciso, mas não deixe de votar.
Fonte: Arthur Vieira de Moraes - InfoMoney

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Câmara dos Deputados aprovou nesse mês o Projeto de Lei Complementar 221/12, que atualiza a lei geral da Micro e Pequena Empresa. E isso pode ser muito importante para você, corretor ou dono de imobiliária. Se aprovado no Senado, o projeto tem o potencial de mudar bastante o mercado imobiliário.

Como? Com a inclusão de corretores de imóveis no Supersimples. Isso significa, na prática, que a carga tributária que incide sobre os profissionais do setor pode cair consideravelmente.
De acordo com o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), mais de 300 mil corretores podem ser beneficiados com essa mudança na lei.

Entenda, abaixo, quais são os critérios e valores para uma empresa se tornar optante do Simples Nacional, o que elas ganham e qual a mudança que vai acontecer, de fato:
O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional (ou Supersimples) é um regime de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos adotado por micro e pequenas empresas. Conforme a lei, microempresas são aquelas que têm receita bruta anual igual ou inferior a 360 mil reais. Já as empresas de pequeno porte são as que apresentam receita bruta anual entre 360 mil reais e 3,6 milhões de reais.

Na prática, o Simples Nacional facilita a vida dos micros e pequenos empreendedores ao cobrar de modo simplificado os tributos federais, estaduais e municipais. Além disso, o regime chega a reduzir em mais de 40% a carga tributária (em comparação a outros sistemas de cobrança como o Lucro Presumido).

A questão é que nem todos os profissionais podem optar por entrar nesse regime. Existe uma série de exigências para o enquadramento de categoria. Até o projeto de lei, os corretores de imóveis estavam entre os profissionais que não se encaixavam nesse tipo de tributação.
As alterações no Regime

Com a aprovação, cerca de 500 mil micro e pequenas empresas serão incluídas no regime de tributação do Supersimples. Isso porque a classificação das empresas passa a ser pelo porte e pelo teto de faturamento e não mais em função da atividade do empreendimento. Ou seja, qualquer empresa que fature até 3,6 milhões de reais pode se enquadrar no regime.

E os corretores de imóveis podem se beneficiar com essa mudança, desde que atuem como pessoa jurídica.

Um corretor de imóveis que atua como pessoa física paga entre 15% e 27,5% de imposto de renda sobre seus ganhos. As empresas que se enquadrarem no novo sistema serão tributadas de acordo com uma tabela que vai de 6% a 17,42% do faturamento mensal.

MEI pode ser outra solução

Outra opção que os corretores têm para se formalizar é optando por serem MEI (Microempreendedores Individuais). Nesse caso, o faturamento anual não pode ultrapassar 60 mil reais, ou seja, 5 mil reais mensais.

Com esse registro, o profissional pode emitir o seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. A taxa mensal para esse regime é menos do que 50 reais por mês. E nisso já estão inclusos todos os impostos e tributos. Ou seja, não é preciso pagar mais nada para estar “em dia” com a Receita Federal.
Escolha a opção que mais se enquadra ao seu perfil e regularize-se já. Você só tem a ganhar com isto.

Receita lança aplicativo para imóveis rurais

A Receita Federal anunciou o lançamento de um aplicativo que permite o envio de solicitação de serviços para o Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir). Por meio da internet, o Coletor Web do Cafir permite aos titulares de imóveis rurais pedir inscrição, alteração cadastral, alteração de titularidade por alienação total, cancelamento e reativação de imóvel rural.

Após o envio, o solicitante deverá apresentar, em uma unidade de atendimento da receita, a documentação destinada à comprovação das informações e o recibo emitido no Coletor, chamado Documento de Entrada de Dados Cadastrais do Imóvel Rural (Decir). Os papéis podem ser entregues na agência da receita ou pelos Correios.

O solicitante poderá acompanhar o andamento da solicitação no próprio Coletor Web, usando os números de recibo e de identificação, gerados no pedido.