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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Manutenção de prédio antigo pode gerar taxas extras

Além de verificar a situação do apartamento, quem pretende comprar um imóvel antigo precisa observar como está a conservação do edifício. É comum que moradores desses prédios acabem tendo gastos extras com obras de manutenção.
 
O novo dono deve estar preparado para contribuir para viabilizar obras na fachada, melhoria nos elevadores ou limpeza da caixa-d'água, por exemplo. Uma boa dica é se informar, antes da compra, se há algum rateio previsto.
 
"Às vezes, o proprietário atual antecipa a venda justamente para não precisar pagar essa taxa extra", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (conselho regional de corretores de imóveis do Estado).
 
Também é bom checar se o condomínio tem um fundo para despesas mais urgentes. O prédio da dona de casa Tatiana Souza do Nascimento, 36, tem essa reserva. Ela comprou um imóvel usado na Saúde, na zona sul da capital paulista, neste ano. Pouco depois da mudança, um cano estourou em um dos blocos. "Teve que fazer uma reforma, mas não houve cobranças a mais", conta.
 
Mas nem sempre comprar um imóvel antigo é sinônimo de gastos extras. A presidente da Abadi (Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis), Deborah Mendonça, ressalta que "existem prédios que estão em perfeito estado porque tiveram uma boa manutenção ao longo do tempo". "Nesses casos, não há despesas maiores para os proprietários", afirma.
 
PASSEIO
 
Para saber se a manutenção do prédio está em dia, é recomendável que o comprador faça um passeio pelo local, de preferência acompanhado pelo zelador.
 
"É importante verificar a pintura, perguntar se tem umidade nas paredes e olhar se o subsolo está bem conservado", aconselha Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).
 
Outra sugestão é conversar com o síndico e com a administradora do prédio para saber o histórico de obras. "Olhando o que já foi feito você pode ter uma ideia do que está por vir", afirma.
 
Dal Maso alerta ainda para a questão da política interna do edifício. "É difícil uma pessoa entrar no prédio e querer mudar tudo. Os outros proprietários também têm que querer."
A pesquisadora Ana Moraes Coelho, que comprou um apartamento da década de 1970 na capital paulista, está lidando com esse problema.
 
Ela conta que o prédio foi construído por um empreendedor e deixado como herança para as filhas dele. "Somente agora é que estão entrando proprietários de fora da família, então ainda não temos reunião de condomínio, por exemplo", afirma.
 
CONDOMÍNIO
 
O valor do condomínio de um prédio antigo não é tão diferente do de um novo porque a maioria dos lançamentos tem uma série de serviços que não existem no edifício mais velho, como academia, piscina, sauna e jardim.
 
"Os prédios construídos de dez anos para cá são verdadeiros clubes, e gasta-se muito dinheiro para manter essa estrutura. Os mais antigos não têm isso, então a taxa condominial acaba ficando mais baixa", afirma o presidente do Creci-SP.
 
Fonte: Folha de São Paulo

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