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domingo, 26 de agosto de 2018

Um tour pelo Belvedere Mina

Complexo, que iniciou funcionamento em março de 2018, oferece visitação à lapidação de pedras, hotel e restaurante subterrâneo

As paredes de um garimpo desativado emprestam um conceito totalmente exótico para um empreendimento inédito que entrou em funcionamento, no município de Ametista do Sul (RS). O Belvedere Mina está localizado às margens da ERS-591, em frente ao pórtico de saída da cidade em direção a Planalto. Tem mais de 900 metros quadrados de área construída, contando com garimpo em atividade, indústria de lapidação, duas lojas de pedras preciosas, hotel e restaurante subterrâneo.

Ao conhecer o ambiente do restaurante, o visitante já vai se encantar. Com móveis personalizados, as mesas têm um desenho confeccionado em pedras, trabalho realizado pelos próprios funcionários. Fonte de água, luminárias temáticas para proporcionar uma iluminação mais instrospectiva são alguns dos elementos que compõem o local. “Queremos oferecer ao turista um ambiente único, com uma boa comida, vinhos importados, um lugar diferente, aproveitando o máximo possível das características naturais da furna, como a temperatura constante, entre 17º e 19º graus”, explica um dos proprietários, Jucemar Cadena.

O local, que começou a ser construído em janeiro de 2016 e está praticamente concluído tem capacidade para acomodar 200 pessoas. Na área externa, que tem uma bela vista para o vale, mais 100 lugares. No hotel são 19 quartos, com 44 vagas, inclusive, acomodações coletivas, para facilitar a hospedagem de excursões. Cozinha industrial, móveis novos, tudo à disposição do visitante.  “No total, o investimento em recursos da família ultrapassa R$ 2 milhões”, revela.

Liberação

Em virtude da localização, para começar a operar, o Belvedere Mina precisou de uma liberação do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). “Quando começamos a obra, seguimos a legislação municipal, pelo local estar incluído no perímetro urbano. Após, o Daer informou que havia a questão da faixa de domínio. Procuramos o departamento e, dentro da legislação, a direção está analisando como resolver o caso, que prevê a municipalização do trecho. Como é um ano eleitoral, a medida deve ocorrer só depois. Mas nesta semana, uma decisão judicial liberou a operação e já estamos abertos para a Expopedras”, detalha Cadena.

Com a abertura de todos os setores, o complexo mantém 36 postos de trabalho, inicialmente. “O garimpo bem localizado e a vocação turística do município nos incentivaram a investir no segmento. Queremos somar, atrair mais visitantes para o nosso município. Aqui está o esforço de toda a família”, finalizou o empresário.





Fonte: Márcia Sarmento, Folha do Noroeste

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