Pesquisar este blog

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sem medo de dizer não

Em meio a um mercado competitivo e sob a sombra de uma crise financeira como a atual, dizer não a uma possibilidade de trabalho parece, no mínimo, insanidade. Diferentemente dessa impressão inicial, a negativa muitas vezes é sinal de sensatez. No caso dos arquitetos, é preciso avaliar com cautela os riscos envolvidos em abraçar certos projetos. Calcular prós e contras antes de embarcar em uma empreitada é essencial para evitar prejuízos, inclusive profissionais. Não se trata de levar em conta apenas o retorno financeiro, mas também o foco do trabalho e o currículo. Saber com quantos "nãos" se faz um "sim" pode ser a chave da questão.

Abuso
A recusa de um projeto pode ter inúmeras motivações, tanto de ordem financeira, quanto técnica e ética. Segundo o arquiteto Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, algumas propostas de trabalho são aviltantes, pois há clientes que pedem inúmeros estudos de viabilidade técnica - normalmente não cobrados no mercado - para empreendimentos com poucas chances de serem levados adiante. "As construtoras e incorporadoras às vezes abusam. Muitas vezes há abuso de alguns clientes em face da grande mão-de-obra disponível no mercado", analisa. Com essa prática, o empresário repassa o risco do projeto, que seria dele, também para o arquiteto.

Evitando riscos
Na avaliação de Marcelo Ferraz, é possível fugir da armadilha de se envolver em projetos sem viabilidade. "Acho que tem de evitar esse risco, estabelecendo alguma ajuda de custo e, principalmente, as condições de trabalho", diz.

Nem sempre pelo fato de envolver algum risco, o projeto deve ser descartado. No caso de clientes já tradicionais, é possível estudar a proposta. "Mesmo trabalho de risco analiso com muito carinho. Só descarto quando é muito trabalho em face de muito risco", explica Mario Biselli, arquiteto e professor de projeto do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Mackenzie. Segundo ele, é preciso avaliar a questão levando em conta o relacionamento comercial, pois cedo ou tarde esse tipo de clientela traz algum retorno.

Mas o fato de ser um cliente tradicional também não afasta completamente os riscos, na opinião do arquiteto Marcelo Barbosa, sócio do escritório Barbosa & Corbucci Arquitetos. "Sempre é bom medir os riscos para tal estratégia, pois mesmo clientes antigos perdem o respeito com arquitetos que cedem muito", pondera.

Recusa elegante
Na hora de se negar a participar de um projeto, o desafio que vem pela frente é como recusar a proposta e ao mesmo tempo manter as portas abertas para futuros negócios, principalmente quando se trata de clientes tradicionais.

Biselli sugere o máximo de transparência. "Tem de abrir o jogo com o cliente. Se for um cliente fiel, tem de falar abertamente. Explicar: 'o empresário é você, o risco tem de ser seu. Eu sou o arquiteto'", afirma.

Segundo Biselli, os empreendedores costumam ser muito arrojados e o mercado imobiliário em geral é de risco, pois se investe em publicidade e nem sempre há o retorno esperado. Mas isso não significa que o arquiteto tenha de assumir parte desse risco.

De acordo com Marcelo Ferraz, é fácil explicar para um cliente quando a proposta não é viável para o arquiteto. "Muitos até se envergonham da proposta feita. Já conseguimos que muitos clientes, que normalmente não pagariam por um estudo de viabilidade, revolvessem pagar", conta. Essa postura pode levar ao afastamento de alguns clientes, segundo ele, mas isso não significa necessariamente algo ruim. "Esse não é o cliente que queremos", diz.

Sinal de profissionalismo
O receio de perder o cliente é, obviamente, a questão central que leva o profissional a hesitar para recusar uma proposta, mesmo quando não chega a um consenso sobre honorários ou a respeito da condução do projeto. Mas segundo Marcelo Barbosa, saber quando e como dizer não é essencial para a sobrevivência no mercado. "Saímos do vermelho quando aprendemos a dizer não aos nossos clientes. É difícil, pois sempre tememos o pior. Mas o cliente sempre volta, e te tratando com muito mais respeito e profissionalismo."

Segundo ele, parte da clientela já se deu conta de que uma relação mais profissional é melhor para ambos. "Alguns incorporadores mais esclarecidos estão descobrindo que compensa mais acertar um valor justo para as partes ao elaborar estudos de viabilidade. Isso garante um trabalho mais compromissado e estrutura a parceria", explica Barbosa. Levando-se em conta que as implantações estão cada vez mais complexas devido a uma série de fatores - como escassez de bons terrenos e produtos criativos - o arquiteto defende que esse tipo de relação é muito mais saudável e garante mais respeito ao profissional. "Trabalho de risco sempre foi desrespeitoso para os arquitetos, que arcam com um trabalho de responsabilidade e, mesmo que o empreendimento vingue, nunca são devidamente remunerados", complementa.

Saída para iniciantes
Como sempre, a situação é mais complexa para os profissionais em início de carreira. Primeiro, pela falta de experiência no mercado. Depois, pela necessidade de desenvolver projetos para fazer um currículo. As opiniões divergem quanto à melhor atitude a ser tomada.

Para Biselli, nessa fase é complicado recusar serviço, devido à necessidade de ter trabalhos para apresentar que possam viabilizar novos projetos. "No início, qualquer profissão envolve risco", afirma.

No entanto, é possível procurar saídas para evitar iniciar a carreira com práticas questionáveis, avalia Marcelo Ferraz. "Para o jovem arquiteto, participar de concurso é importante. Mesmo que não ganhe, isso é currículo." Marcelo Barbosa corrobora a opinião do colega, e acrescenta que falta por parte das entidades de classe de arquitetos - que segundo ele estão pouco atuantes, desorganizadas e sem credibilidade - incentivo a concursos de arquitetura para jovens profissionais que possam estimular concorrências somente entre pequenos escritórios para projetos institucionais de pequeno porte, como escolas e creches.

Tudo pelo dinheiro?
Se no caso da parceria de risco, o desperdício de tempo de trabalho sem garantia de retorno é o que se deve levar em conta na hora de dizer sim ou não a uma proposta, o que dizer dos projetos em que o retorno financeiro é certo? Vale a pena se envolver em um projeto apenas pelo dinheiro? Isso pode levar o escritório a perder o foco de seu trabalho?

A questão é complexa. Segundo Marcelo Barbosa, grande parte dos escritórios de arquitetura atuantes no mercado mantem projetos ditos "alimentares", que sustentam o escritório, para poder investir em projetos mais autorais ou concursos de arquitetura. "São as regras do mercado", diz.

Isso não quer dizer que qualquer projeto seja aceitável, desde que traga recursos para a empresa ou o arquiteto. Às vezes, questões de cunho ético e moral interferem na decisão. "Eu e meu sócio já recusamos projetos de uma penitenciária, por exemplo. A simples ideia de enjaular alguém nos fez recusar", conta Marcelo Ferraz.

Diversificação
À parte considerações éticas e financeiras, há também a questão do segmento de atuação do arquiteto. Enfrentar ou não o desafio de um projeto em uma nova área? Marcelo Ferraz defende uma atuação generalista. "A gente não trabalha só com arquiteto, tem equipes muldisciplinares. É bom que não se fique em uma coisa só."

Em uma área em que as soluções criativas são a mola-mestra da atividade profissional, trabalhar em um nicho de mercado, apesar da pretensa tranquilidade que isso possa oferecer, pode estigmatizar a empresa e limitar o repertório da equipe na visão de Marcelo Barbosa.

"Quanto à estratégia para diversificar as atividades, esta deve ser escolhida conforme as características do escritório e de seus objetivos. Não existe fórmula em nossa área, o arquiteto deve ficar sempre bem informado", aconselha.

Sim ou não: como avaliar os riscos

 Motivação financeira: evitar propostas aviltantes, como inúmeros estudos de viabilidade técnica para empreendimentos com poucas chances de serem levados adiante;

 Para fugir do risco de projetos sem viabilidade: estabelecer ajudas de custo e condições de trabalho com o cliente;

 Avaliar o relacionamento comercial do cliente: cedo ou tarde, alguns deles podem trazer retorno;

 Transparência na hora de rejeitar a proposta: ser sincero e expor o problema para não fechar portas;

 Assegurar uma relação profissional entre cliente e arquiteto para garantir mais respeito à profissão;

 Jovens profissionais: nessa fase é complicado recusar serviço, devido à necessidade de ter currículo e trabalhos que viabilizem novos projetos. No entanto, é possível procurar saídas, como a participação em concursos, em detrimento a projetos questionáveis;

 Segmento de atuação: dizer sim a uma atuação generalista. Trabalhar em um nicho de mercado, apesar da pretensa tranquilidade que possa oferecer, pode estigmatizar a empresa e limitar o repertório da equipe.

sábado, 28 de março de 2009

Gafisa e MRV são mais beneficiadas por pacote, diz corretora do Itaú

Expertise com imóveis de baixa renda garante vantagem

O pacote habitacional anunciado pelo governo na última quarta-feira (25/03) tem sido avaliado com um moderado otimismo pelos analistas do setor imobiliário. Com recursos de 34 bilhões de reais, o pacote deve viabilizar a construção de 1 milhão de moradias para a população de até 10 salários mínimos.

Ainda não sabe quanto tempo vai demorar para que essas novas residências tornem-se realidade, mas a expectativa é de que a população de baixa renda fique menos distante do sonho da casa própria quando as medidas entrarem em vigor, em abril.

As duas empresas já têm forte presença no segmento de imóveis abaixo de 130 mil reais estabelecido como teto de preço para a concessão de subsídios. A Gafisa atua nesse segmento principalmente por meio da Tenda, uma rival comprada no final do ano passado.

A distribuição das casas está dividida de acordo com a renda familiar. Para aqueles que recebem até 3 salários mínimos, serão construídas 400 mil moradias. Para a faixa de 3 a 6 salários mínimos, outras 400 mil estão previstas. Entre 6 e 10 salários mínimos, serão 200 mil casas.

Os analistas David Lawant e Cecília Viriato, do Itaú, acreditam que as faixas salariais que garantirão maior rentabilidade às empresas do setor serão provenientes das pessoas com renda de 3 a 10 salários mínimos. Quase nenhuma corretora trabalha na faixa abaixo de 3 salários mínimos.

Diante desse cenário promissor para a construção civil, a corretora reitera a recomendação para as ações da Gafisa (GFSA3) e MRV (MRVE3), que tem potencial de valorização superior ao do mercado em geral (outperform).

Segundo a corretora do Itaú, construtoras como a PDG, Rossi e Cyrela, que costumam trabalhar com um preço médio mais elevado por imóvel, podem adaptar-se às medidas anunciadas pelo governo, beneficiando-se do pacote imobiliário no médio prazo.

Conheça as regras de financiamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ e as condições para as inscrições

As famílias com renda de até 3 salários mínimos deverão observar as seguintes condições:

- Não ter sido beneficiada anteriormente em programas de habitação social do governo
- Não possuir casa própria ou financiamento de imóvel
- Estar enquadrada na faixa de renda de até 3 salários mínimos
- Comprometer até 10% da renda durante dez anos para o pagamento das prestações - Inscrição:
O interessado dirige-se à prefeitura, órgão do Estado ou representante de movimento social para fazer cadastro

- Análise do cadastro:
- Comprovação de renda formal ou informal para enquadramento no programa
- Verificação do Cadastro Único que identifica famílias de baixa renda
- Verificação do Cadastro Nacional de Mutuário
- Não há análise de risco de crédito, ou seja, mesmo que o interessado tenha restrições nos órgãos de proteção ao crédito pode ser incluído no programa

Após seleção, o interessado é convocado para apresentação da documentação na CEF (Caixa Econômica Federal), no agente imobiliário, na prefeitura ou outros órgãos, instituições ou entidades credenciados

A assinatura do contrato ocorre na entrega do imóvel

- Características:
- Prestação mínima de R$ 50, corrigida pela TR
- Registro do imóvel preferencialmente em nome da mulher
- Sem entrada e sem pagamento de prestações durante a obra
- Sem cobrança de seguro de vida e danos ao imóvel

As famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos deverão observar as seguintes condições:
- Não ter financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação)
- Não ter recebido desconto concedido pelo FGTS para financiamento
- Não ser proprietário de imóvel residencial no local de domicílio ou onde pretenda fixar domicílio
- Não ser titular de direito de aquisição de imóvel residencial

- Operacionalização:
- O interessado deverá procurar a construtora ou as agências da Caixa Econômica Federal para aquisição do imóvel, a partir do lançamento do empreendimento

- Análise do cadastro:
- comprovação de renda formal ou informal
- análise do Imposto de Renda da Pessoa Física
- análise cadastral no Serasa, no SPC, no Bacen e no CADIN
- verificação do Cadastro Nacional de Mutuário
- análise de risco e de capacidade de pagamento pela CEF (Caixa Econômica Federal)

- Características:
- financiamento de até 100% do valor do imóvel
- entrada opcional
- Prazo de 30 anos para quitação do financiamento
- Pagamento mínimo durante a obra, de acordo com a renda

Fundo Garantidor
Para maior segurança das famílias, o programa ‘Minha casa, minha vida’ previu um fundo garantidor para o refinanciamento de parte das prestações, caso o mutuário perca sua fonte de renda.

Para famílias com renda de 3 a 5 salários mínimos, será garantido o pagamento de até 36 prestações. Para famílias com orçamento de 5 a 8 salários mínimos, até 24 prestações. E para as famílias que recebem de 8 a 10 salários mínimos, 12 prestações.

Para ter acesso ao fundo, é preciso ter efetuado o pagamento de, no mínimo, seis prestações do imóvel e é necessário também o pagamento mínimo de 5% da prestação que foi refinanciada. Este valor será devolvido como bônus quando o refinanciamento for pago.

O mutuário terá que solicitar formalmente seu refinanciamento, comprovando a situação de desemprego, a cada seis prestações requeridas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Chineses prometem novo prédio mais alto do mundo

Mesmo com a crise econômica, empresários chineses iniciaram, no mês passado, a construção daquele que, segundo eles, será o maior arranha-céu do mundo. Com 632 m de altura, o Shanghai Tower está sendo construído no distrito financeiro de Lujiazui, em Xangai, vai consumir US$ 2,2 bilhões em investimentos e tem conclusão prevista para 2014.

Segundo Gu Jianping, diretor gerente do consórcio que administra o projeto, quando o empreendimento for concluído, a economia chinesa já deverá estar crescendo com vigor novamente. Ainda de acordo com ele, o início da construção em um ciclo de contração econômica deve proporcionar alguma economia nos custos por conta do preço mais barato dos materiais de construção.

"Lançar a construção neste momento vai ajudar a impulsionar a moral de Xangai na luta contra a crise financeira", completou Gu Jianping.

Pelo projeto, o prédio de vidro e aço terá escritórios, espaço para um shopping, hotel e espaços culturais. Os designers do projeto afirmam ainda que o empreendimento será um dos arranha-céus mais "verdes" da China, com formato espiral para diminuir a resistência do vento e 54 turbinas de vento no topo.

O Shanghai Tower vai superar o atual prédio mais alto da China, o Shanghai World Financial Centre, de 492 m e inaugurado em agosto deste ano, e também o Taipei 101 tower, maior edifício do mundo, que fica em Taiwan e tem 509 m de altura.

Em seguida na lista dos maiores prédios do mundo estão as torres Petronas (452 m), em Kuala Lampur, o Sears Tower (442 m), de Chicago, e o Jin Mao Building, também de Xangai, com 421 m.

Empresa dá carro de R$ 441 mil a comprador de casa

Uma construtora de Arizona, nos Estados Unidos, resolveu oferecer um carro Bentley como brinde para quem comprar uma das duas casas milionárias, que estão à venda há cerca de um ano. O automóvel, do modelo Continental GT, é avaliado em US$ 200 mil (R$ 441 mil).

As residências estão localizadas em Paradise Valley, subúrbio da cidade de Phoenix, onde mora o músico Alice Cooper. Cada casa está sendo vendida por um valor US$ 1 milhão menor que o preço original, de acordo com a Five Star Development Group.

Uma das propriedades tem 724 m² e é oferecida por US$ 5 milhões. A segunda, chamada "Tuscan Estate", possui cinco quartos e a mesma quantidade de banheiros, com 696 m² e um preço de US$ 4 milhões.

A construtora também oferece, no lugar do Bentley, um cartão com 50 horas de vôos pela NetJets ou um mês de estadia no hotel New Port Beach Marriot a cada ano pelo resto da vida.

De acordo com o porta-voz da Five Star Brendan Mann, o comprador ainda pode optar por um desconto de US$ 200 mil no valor da casa.

Nem crise reduz procura por apartamento de R$ 17 mi em SP

Comercializado sob a publicidade possuir o maior apartamento de São Paulo, o edifício ACL Morumbi chama atenção não só pelo tamanho, mas também pelo preço. Com 1,2 mil metros quadrados por unidade, o imóvel está avaliado em, aproximadamente, R$ 14 milhões, segundo a Brasil São Paulo Sotheby's, responsável pela comercialização do empreendimento. De acordo com o diretor da empresa Celso Pinto, o proprietário de uma nova unidade chega a gastar até R$ 3 milhões na decoração do local, o que faz, numa conta simplificada, a obra alcançar o valor estimado de R$ 17 milhões.

O executivo explica que o ACL é entregue ao proprietário sem pisos e gessos. "Quando entregamos com isso, na maior parte das vezes, eles (donos) arrebentam para refazer". Segundo o diretor da Sotheby's, a construtora coloca à disposição do cliente uma equipe de arquitetos para elaborar um projeto de decoração exclusivo.

O prédio localizado em uma rua sem saída, próxima à avenida Morumbi, e com vigilância 24 horas, cobra em torno de R$ 8 mil por apartamento a título de condomínio. As cifras não afugentam interessados, nem mesmo em tempos de crise.

"A procura para este empreendimento continua igual (a antes da crise). O público interessado em um apartamento como este não é aquele que na crise deixa de comprar um imóvel", explica o diretor da Sotheby's. Pinto diz que os apartamentos do ACL Morumbi recebem a visita de pelo menos um potencial comprador por semana.

Segundo ele, fazem parte deste grupo de possíveis donos de uma unidade no ACL Morumbi grandes empresários, banqueiros, executivos estrangeiros e famílias tradicionais paulistanas. Dos apartamentos vendidos no empreendimento, todos estão em nome de empresários. "Alguns pedem anonimato, inclusive incluindo uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra".

O ACL Morumbi integra um conjunto de imóveis de altíssimo padrão, que compreende cerca de seis a oito empreendimentos na capital paulista. Segundo Pinto, para entrar neste rol, o edifício precisa ter classificação alta nos quesitos localização, segurança, luxo e serviços.

As unidades do ACL são entregues com espaços para sala de cinema, adega e escritório. São seis suítes com closet, piscina, terraço com vista para a zona sul de São Paulo e 12 vagas na garagem. Na área de lazer, o condomínio oferece quadra de tênis e piscina aquecida.

Os aspirantes a proprietário da obra milionária ainda podem negociar. Segundo o executivo da Sotheby's, quatro dos 12 apartamentos do empreendimento continuam à venda.

Santander financiará imóveis de luxo junto à Sotheby's

O Grupo Santander e a casa britânica de leilões Sotheby's anunciaram nesta segunda-feira em São Paulo uma aliança para financiar imóveis de alto padrão no mercado brasileiro de luxo, que conta com um potencial de negócios de R$ 720 milhões nos próximos cinco anos.

"O público brasileiro de renda alta está acostumado a comprar imóveis à vista, ao contrário dos americanos e europeus", afirmou em entrevista coletiva Fabio Barbosa, presidente do Banco Santander no Brasil.

Ele acrescentou que, com a aliança, "vamos levar a esses clientes um novo conceito de aquisição de imóveis, vinculado à consultoria financeira, para demonstrar que o financiamento pode ser uma opção estratégica na aplicação de seus recursos".

As duas instituições financiarão imóveis de luxo e aproveitarão, assim, "o potencial" do grupo espanhol com sua experiência na liderança de crédito imobiliário na Espanha e no Chile e o da casa de leilões.

Em plena crise, Sothebys aposta em imóvel de luxo no Brasil

Em meio a uma crise global que teve na gênese o estouro de uma bolha imobiliária, o braço no setor da casa de leilôes Sothebys está multiplicando sua aposta no mercado de imóveis de luxo no Brasil. "Temos uma visão bastante agressiva para o Brasil", disse nesta terça-feira o presidente global da Sothebys International Realty, Mike Good.

Na avaliação do executivo, a combinação de real desvalorizado com a maior demanda de clientes internacionais de alta renda que buscam diversificação geográfica de investimentos em imóveis torna o Brasil um dos quatro mercados mundiais mais importantes da companhia.

O objetivo é fazer parcerias com construtoras locais e oferecer para venda ou locação imóveis sofisticados. A carteira aqui já inclui desde apartamentos de 1,2 mil m² na capital paulista (pela bagatela de R$ 12 milhões), a mansões en praias desertas do litoral nordestino e no interior paulista com pista de pouso para jatos particulares, até fazendas no centro-oeste do País.

De acordo com Good, embora a crise tenha diminuído o número de clientes de alta renda disponíveis, o plano da Sothebys é tomar um espaço maior do mercado que está passando por uma desaceleração passageira. "A torta diminuiu temporariamente, por isso vamos tomar um pedaço maior dela", disse.

A companhia também aposta que a demanda por imóveis de luxo deve crescer à medida que o governo e bancos eliminem as restrições de empéstimo para imóveis de valores mais altos. Na véspera, a Sothebys firmou uma parceria com o Santander para financiar a compra desse tipo de bem que supere os R$ 800 mil.

A confiança é tanta que o grupo - que desembarcou em 2007 no País com um escritório em São Paulo - quer aumentar ainda este mês para seis o número de representações no Brasil, incluindo a estreia no Rio de Janeiro, em Natal e em Campo Grande.

Preço, garantem os executivos, não é o principal item do negócio. "Nós valorizamos o que é único", resume Good. Até o final do ano a companhia deve fazer 40 lançamentos de imóveis no pais, promete o diretor da Sothebys no Brasil, Fabio Rossi.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Internet até no banheiro!

Já cansou de ler posts e notícias sobre novos celulares com tela sensível ao toque? Bom, este é diferente. É uma TORNEIRA que vem com touchscreen! Pois é, você não leu errado não, é uma torneira mesmo, específicamente uma torneira para pias de banheiro.

O utensílio, desenvolvido pela empresa especializada em automação residencial e náutica iHouse, tem ainda conexão à internet, o que permite a leitura de e-mails, o acesso às informações de agenda e até mesmo à previsão do tempo ali mesmo, enquanto escova os dentes,

Além disso, uma microcâmera posicionada na parte superior do display permite o reconhecimento do usuário. Com isso, a torneira (que, aliás, se chama Smartfaucet) ajusta, automaticamente, o fluxo e a temperatura da água de acordo com quem vai usar. Chique, não? Ah, e para não correr o risco de você se queimar, um sistema de iluminação por LED faz com que a "cor" da água mude de acordo com a temperatura - fria fica azul e conforme vai esquentando, vai ficando vermelha.

A novidade ainda está na fase de protótipo e, por isso, não tem preço definido.

Pacote de habitação reduzirá tributo para construtoras

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo governo federal e que recebeu o nome de "Minha casa, minha vida", prevê uma redução de tributos para as construtoras que investirem na construção das 400 mil unidades que serão destinadas às famílias com renda de zero a três salários mínimos. Hoje, o salário mínimo em vigor é de R$ 465.

Segundo documento distribuído hoje à imprensa, o Regime Especial de Tributação da Construção Civil (RET) terá alíquota reduzida de 7% para 1%. O RET substitui a incidência de PIS, Cofins, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para as empresas do setor.

O documento informa que o aporte da União para essa faixa de renda será de R$ 16 bilhões. As prestações serão de, no máximo, 10% da renda, por 10 anos, com uma prestação mínima de R$ 50,00 por mês.

Dos R$ 16 bilhões previstos, R$ 15 bilhões serão implementados por meio da Caixa Econômica Federal e R$ 1 bilhão pela habitação rural e urbana em parceria com associações e cooperativas.

As áreas de atuação nessa faixa de renda serão capitais e regiões metropolitanas, municípios com mais de 100 mil habitantes e municípios entre 50 mil e 100 mil habitantes, em condições especiais. A operacionalização ocorrerá por meio de apresentação de projetos pelas construtoras, em parceria com Estados, municípios, cooperativas, movimentos sociais ou independentemente.

A análise dos projetos e a contratação de obras ocorrerá por meio da Caixa. Terão prioridade as famílias com portadores de deficiência ou idosos, e o registro do imóvel será preferencialmente em nome da mulher.

Prestações

O imóvel a ser financiado poderá ter o valor máximo de até R$ 130 mil para as regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para os demais municípios, o valor máximo do imóvel será de R$ 80 mil.

O Fundo Garantidor refinanciará parte das prestações do financiamento da casa própria em caso de perda da renda e vai baratear o seguro de habitação. De acordo com o plano de habitação, a União fará um aporte de R$ 1 bilhão para refinanciar parte das prestações.

Para as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, estão garantidas 36 prestações. Para as famílias com renda entre cinco e oito salários mínimos, 24 prestações. E para famílias com renda de oito a dez salários mínimos, o governo garantirá 12 prestações.

No caso do barateamento do seguro, também haverá o aporte da União de mais R$ 1 bilhão. Haverá ainda a quitação do financiamento do imóvel pela União em casos de morte e invalidez permanente do mutuário e em casos de custeio de reparação de danos físicos ao imóvel. Segundo o documento divulgado à imprensa, não haverá cobrança de seguro para as famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Para ter acesso ao Fundo Garantidor, deverá ser feito o pagamento de pelo menos seis prestações do contrato, além do pagamento mínimo de 5% da prestação refinanciada, que serão devolvidos como bônus de adimplência quando do pagamento do refinanciamento. Também poderá ter acesso ao Fundo Garantidor as famílias que fizerem solicitação formal, com comprovação de desemprego ou perda de renda, a cada seis prestações requeridas. A contribuição para o Fundo será de 0,5% do valor da prestação.

A tabela de contribuição para o seguro varia por idade, dos 21 aos 61 anos. O porcentual da contribuição varia de 4,13%a 35,09% para refinanciamentos e de 1,5% a 6,64% para imóveis novos.

Pacote de habitação prevê reduzir custos com cartório

O programa "Minha casa, minha vida", lançado hoje pelo governo federal, prevê ainda o barateamento dos custos dos cartórios para os mutuários e para as empresas empreendedoras.

De acordo com um documento sobre o pacote divulgado hoje, para o mutuário com renda de zero a três salários mínimos, o cartório será gratuito. De três a seis salários mínimos, a redução do custo será de 90%, e de seis a dez salários mínimos, a redução será de 80%. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465.

Já o empreendedor terá redução de 90% nos custos cartoriais quando o imóvel custar até R$ 60 mil; de 80%, quando o imóvel custar até R$ 80 mil; e de 75% para imóveis de até R$ 130 mil.

Também haverá redução dos custos de incorporação das construtoras. As matrículas abertas a partir do registro da incorporação não resultarão em novos custos para o empreendedor. Emolumentos serão cobrados como se fossem uma única matrícula.

Haverá ainda redução do prazo para registro da incorporação nos cartórios. Hoje o prazo é de 30 dias para obter o número e o registro definitivos da incorporação. A partir do programa, em 15 dias o cartório irá conceder o número do registro que permite o início do empreendimento e terá mais 15 dias para a emissão do registro definitivo.

BNDES

O programa prevê também o financiamento da cadeia produtiva do setor da construção civil. Essa parte do programa, que será feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que disponibilizará R$ 1 bilhão, prevê três linhas de atuação.

A primeira pela ampliação do uso do Cartão BNDES, com o objetivo de promover a competitividade das empresas do setor da construção. Os beneficiários serão às micro, pequenas e médias empresas. O limite de crédito será de R$ 500 mil por empresa. As empresas vão poder financiar material de construção, componentes, sistemas construtivos e serviços de certificação. As condições de parcelamento vão de três a 48 prestações mensais.

A segunda linha de atuação para o financiamento da cadeia produtiva tem como objetivo elevar o nível de qualidade das construtoras, fornecedoras de material e sistemas construtivos em conformidade com o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Hábitat (CPBQP-H).

Os itens que poderão ser financiados nesse caso são: avaliação da conformidade; capacitação técnica e pessoal; implementação dos sistemas de gestão da qualidade de processos e produtos. O prazo do financiamento vai depender da capacidade de pagamento da empresa e a carência será de no máximo até seis meses após a data de entrada em operação comercial do empreendimento.

A terceira linha de financiamento para a cadeia produtiva é voltada para a construção industrializada e tem como objetivo promover investimentos em alternativas construtivas de menor custo, prazo de entrega, impacto ambiental e maior qualidade construtiva. Essa linha poderá financiar a implantação, modernização e expansão de unidades industriais de casas pré-moldadas ou pré-fabricadas; desenvolvimento de produtos pré-moldados ou pré-fabricados; capacitação técnica de pessoal; capital de giro associado a projetos de investimentos; máquinas e equipamentos nacionais. O prazo de financiamento vai depender da capacidade de pagamento da empresa e a carência de, no máximo, até seis meses após a data de entrada em operação comercial do empreendimento.

Governo lança programa para construir 1 milhão de casas

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome "Minha casa, minha vida", vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ainda segundo o documento, o Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.

Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.

Segundo o documento, existe hoje um déficit habitacional no País de 7,2 milhões de moradias, sendo que 90,9% estão concentrados na faixa de renda entre zero e três salários mínimos. Com isso, serão construídas 400 mil unidades para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outras 200 mil casas serão destinadas para a faixa de renda familiar entre três e quatro salários mínimos. Para a faixa de quatro a cinco salários mínimos, serão 100 mil unidades e outras 100 mil para as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. Para famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos serão construídas 200 mil casas. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.

O documento informa que o maior déficit de moradias concentra-se nas regiões metropolitanas e, de acordo com o documento, a estimativa do governo é de que essa defasagem habitacional será reduzida em 14% com o plano anunciado hoje. Ainda de acordo com o documento, a distribuição por Estados respeitará a composição do déficit habitacional, sendo que 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.

Subsídios

O Plano Nacional de Habitação dará subsídio integral, com isenção de seguro, para as famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o documento, as famílias com renda de três a seis salários mínimos terão subsídio parcial nos financiamentos, com redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

Para as famílias com renda de seis a dez salários mínimos, haverá um estímulo à compra da casa própria com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

O documento informa ainda que, para compatibilizar a prestação da casa própria com a capacidade de pagamento da família, a primeira prestação será paga apenas na entrega do imóvel. Haverá um pagamento opcional de entrada nos casos de financiamento.

O programa prevê ainda um comprometimento máximo de 20% da renda para o financiamento. Haverá também uma redução do risco do financiamento no Fundo Garantidor, um barateamento do seguro e desoneração fiscal e de custos cartoriais.

terça-feira, 24 de março de 2009

Em plena crise, Sothebys aposta em imóvel de luxo no Brasil

Em meio a uma crise global que teve na gênese o estouro de uma bolha imobiliária, o braço no setor da casa de leilões Sothebys está multiplicando sua aposta no mercado de imóveis de luxo no Brasil

"Temos uma visão bastante agressiva para o Brasil", disse a jornalistas o presidente global da Sothebys International Realty, Mike Good.

Na avaliação do executivo, a combinação de real desvalorizado com a maior demanda de clientes internacionais de alta renda que buscam diversificação geográfica de investimentos em imóveis torna o Brasil um dos quatro mercados mundiais mais importantes da companhia.

O objetivo é fazer parcerias com construtoras locais e oferecer para venda ou locação imóveis sofisticados. A carteira aqui já inclui desde apartamentos de 1,2 mil metros quadrados na capital paulista (pela bagatela de 12 milhões de reais), a mansões em praias desertas do litoral nordestino e no interior paulista com pista de pouso para jatos particulares, até fazendas no centro-oeste do país.

De acordo com Good, embora a crise tenha diminuído o número de clientes de alta renda disponíveis, o plano da Sothebys é tomar um espaço maior do mercado que está passando por uma desaceleração passageira.

"A torta diminuiu temporariamente, por isso vamos tomar um pedaço maior dela", disse ele à Reuters.

A companhia também aposta que a demanda por imóveis de luxo deve crescer à medida que o governo e bancos eliminem as restrições de empréstimo para imóveis de valores mais altos. Na véspera, a Sothebys firmou uma parceria com o Santander para financiar a compra desse tipo de bem que supere os 800 mil reais.

A confiança é tanta que o grupo -- que desembarcou em 2007 no país com um escritório em São Paulo -- quer aumentar ainda este mês para seis o número de representações no Brasil, incluindo a estreia no Rio de Janeiro, em Natal e em Campo Grande.

Preço, garantem os executivos, não é o principal item do negócio. "Nós valorizamos o que é único", resume Good.

Até o final do ano a companhia deve fazer 40 lançamentos de imóveis no pais, promete o diretor da Sothebys no Brasil, Fabio Rossi.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sustentabilidade e luxo são as apostas da feira Kitchen & Bath para 2009

A crise econômica parece passar longe da feira Kitchen & Bath, que apresenta de 24 a 27 de março, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, as novidades nos setores de cozinha e banheiro para este ano, voltadas para o público de alto poder aquisitivo.

Os destaques do evento, restrito a profissionais do mercado e com mais de 60 expositores nacionais e internacionais, focaram a tecnologia aliada a um consumo sustentável e ao luxo.

Os próximos arroubos de consumo deste público seleto poderão incluir ainda neste ano chuveiros com iluminação acoplada com leds ou lâmpadas de cromoterapia (R$ 4.500), banheiras com 46 jatos de água (a partir de R$ 9.000), DVD e icebox (R$ 21.590) ou sauna integrada (R$ 19.900), coifas com 47 cm de diâmetro inteiras revestidas por cristais Swarovski que ganham ares de candelabro (R$ 15.320) e refrigeradores duplos com capacidade para 880 litros que unem praticidade e design italiano (R$ 33.880).

"A sustentabilidade é uma tendência mundial. As pessoas já se deram conta de que não é um modismo, mas uma necessidade para garantir o futuro e uma melhor utilização dos recursos naturais", justificou Lígia Amorim, diretora geral da Nielsen Business Media Brasil, organizadora da feira.

O lado "eco-friendly" dos lançamentos apareceu em produtos que procuram reduzir o consumo de água, seja por meio de torneiras (entre R$ 1.000 e R$ 1.200 cada) que funcionam por sensores de movimento para pias, seja por dispositivos que injetam ar preenchendo gotas d'água e permitindo uma maior de pressão do jato em chuveiros, e também o consumo de energia, como fogões que são aquecidos por indução eletromagnética, o que promete aumentar sua eficiência em 84%.

Outro fator sustentável de muitos dos lançamentos diz respeito aos materiais usados em sua confecção. "Foram utilizadas sobras e aparas que, recicladas, geraram outros produtos. A madeira de reflorestamento também está presente em cerca de 90% dos materiais", afirmou Lígia. "O público quer sustentabilidade, mas com design. E paga caro por isso".

Sobre possíveis efeitos da crise, a diretora geral do evento mostrou-se realista: "Devemos ter uma pequena redução no público este ano. Quem mandava quatro ou cinco pessoas para a feira, mandará uma ou duas desta vez, mas mandará". "A crise faz o mundo repensar seus gastos, mas o mercado de luxo continua crescendo", completou.

Ao longo dos quatro dias de evento, a Kitchen & Bath pretende movimentar cerca de 13,5 mil visitantes, vindos de mais de 70 países, em especial da América Latina

domingo, 1 de março de 2009

Guia de negócios - Avaliação

Os mais indicados para fazer uma avaliação de valor de mercado são corretores de imóveis, imobiliárias e consultorias, com boas referências, reconhecimento e isenção nos negócios.

Eles costumam não cobrar pela avaliação. Por isso, não é exagero pedir a opinião de mais de um profissional e, depois, ficar com o preço médio. Lembre-se de que os corretores e as imobiliárias, por trabalharem normalmente em regiões específicas, talvez não façam uma avaliação acurada em outra área. Se, depois da avaliação, você não se sentir capaz de levar o negócio até o fim sozinho, o que geralmente acontece­, não se esqueça de deixar a negociação nas mãos de especialistas, principalmente daqueles que se mostraram mais prestativos e eficientes.

Laudo de peritos
Às vezes pode ser necessária uma avaliação mais rigorosa com relação não só ao valor de mercado, mas também ao estado físico do imóvel. Suponhamos que você esteja interessado num imóvel antigo que, além de espaçoso, parece estar a um preço razoável. Mas você fica em dúvida porque notou, por exemplo, rachaduras, trincas na parede.

Será que isso é sério e coloca em risco a segurança de quem vai morar ali? Ou será que a rachadura é só provocada pela umidade de um cano que estourou?

É hora de recorrer a especialistas para não ficar encantado com o ótimo negócio e depois ter de arcar com enormes despesas e, quem sabe, com perdas maiores.

As empresas de avaliação contam com engenheiros civis e seguem as normas e os níveis de rigor definidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a elaboração de laudos.

São vários os tipos de laudo possíveis, desde o de valor de mercado do imóvel (em que se consideram o levantamento imobiliário da região, o levantamento topográfico e de terreno e as características do próprio imóvel) até o de perícia técnica (que diz respeito ao que os peritos chamam de possíveis patologias do imóvel, seu estado estrutural e físico).

A diferença básica entre uma avaliação de valor feita por uma firma especializada e uma avaliação feita por imobiliárias é que a da primeira é muito mais sofisticada, aprofundada, reconhecida legalmente e imparcial.

Os avaliadores são os profissionais autorizados a emitir laudos de avaliação, por exemplo, para:

instituições financeiras com vários fins, inclusive o de fornecer crédito imobiliário; construtoras, verificando, por exemplo, o estado dos imóveis vizinhos ao terreno em que será construído um edifício, de modo que qualquer dano provocado a eles durante a obra possa ser indenizado; particulares que exijam precisão e responsabilidade sobre a vistoria, como na avaliação de imóveis deixados em herança.

Ao contrário dos pareceres sobre valor dado pelas imobiliárias, os laudos técnicos têm um preço: custam por volta de R$ 700 a R$ 2 mil para imóveis residenciais.

Oportunidade
A avaliação dos peritos leva em conta apenas os aspectos que podem ser aferidos com rigor técnico. Portanto, nem sempre ela traça um quadro completo. Fora das normas e do vaivém do mercado, há situações que costumam ignorar até mesmo a mais justa das avaliações e, consequentemente, o preço correto do imóvel.

Se, por exemplo, o proprietário estiver precisando de dinheiro com muita urgência, será forçado a baixar o preço para vender rápido o imóvel. Mas o oposto também pode acontecer. O proprietário pode não ter tanta pressa em vender e, em lugar de baixar o preço, ele o aumenta para, na negociação, chegar ao que considera justo.

Aí encontra um comprador afoito, que não consegue administrar a ansiedade, não pesquisa direito o valor de mercado para aquele tipo de imóvel, se esquece de negociar e acaba pagando mais caro. Moral da história: serenidade é a melhor conduta para qualquer negócio de compra e venda.

A melhor escolha
Para escolher bem, você precisará andar muito e visitar diversos imóveis antes de se decidir. É cansativo, é desgastante, mas não há outro jeito. Para facilitar a procura e torná-la mais objetiva, leve com você uma ficha de avaliação

O que observar
Dê preferência a imóveis de moradia bem iluminadas pela luz do sol, com bom pé-direito (altura do teto), para melhor ventilação, e em áreas arborizadas. A temperatura do local será muito mais agradável, com menos variações, e a poluição do ar e os ruídos serão menores.

Avalie a infra-estrutura do bairro (a distância do comércio, do supermercado, da farmácia e do hospital) e as opções de escolas para seus filhos. Leia mais sobre localização abaixo.

Estado do imóvel
Redobre a atenção se o imóvel que você estiver visitando for uma casa ou um apartamento usado com pelo menos cinco anos de idade. Siga estas sugestões para se precaver melhor:
Dê uma boa olhada nas paredes e nos tetos à procura de umidade, mofo, infiltrações e rachaduras. Se for uma casa, a umidade no teto (com aspecto de mancha molhada, amarelada ou com pontilhado preto) geralmente significa infiltração pelo telhado. Se for um apartamento no último andar, possivelmente será infiltração pela cobertura ou telhado, e o condomínio deverá providenciar o conserto. Se não for no último andar, o vizinho de cima terá de ser alertado para providenciar o conserto e pagar por ele.
Se a umidade ou o mofo aparece numa parede a certa distância do teto, muito provavelmente essa parede é vizinha de um banheiro ou da cozinha, que deve estar com encanamento furado.
Umidade muitas vezes atrai cupins. Repare, na junção do teto com a parede ou mesmo entre ladrilhos, se não há traços ou pontos marrons. Pode se tratar de cupins, daqueles que perfuram até cimento.
As rachaduras de alto a baixo de uma parede costumam ser mais comuns em casas. Muitas vezes, são trincas causadas por acomodação do solo. Seja qual for o caso, se você perceber que não é uma abertura no reboco da parede e duvidar da segurança do lugar, chame uma avaliadora especializada, se o custo compensar.
Veja o estado de conservação do soalho, dos pisos e dos azulejos da cozinha e dos banheiros. Verifique tacos, parquetes, tábuas ou lajotas soltos. Às vezes, basta uma cola apropriada para efetuar o conserto. Outras vezes, como no caso do entabuamento, pode ser que cupins tenham feito o desserviço de estragar tudo.
Nas paredes da cozinha e dos banheiros, bata com os dedos nos azulejos, para ver se estão bem assentados e não prestes a desabar.
Abra as torneiras para verificar se sai água com pressão e em quantidade suficiente do contrário, pode significar algum problema de vazamento ou entupimento nos canos. Faça o mesmo com a válvula de descarga do vaso sanitário. Com a água escorrendo, feche o registro correspondente para ver se ele está funcionando, ou seja, portando inteiramente o fluxo de água. Se não está, o conserto consiste em arrebentar a parede para trocá-lo.
Verifique se a água escorre corretamente pelos ralos. Do contrário, há um entupimento, que costuma ser bem mais fácil de resolver que os problemas anteriores.
Teste, na medida do possível, a rede elétrica. Acenda as luzes pelos cômodos e teste as tomadas, ligando um abajur a elas, por exemplo. Dê uma olhada na caixa de luz para verificar se há um bom número de disjuntores. Quanto maior o número de disjuntores efetivamente ligados (ou seja, alimentados por fios que vêm da chave mestra a maior e tendo fios que saem deles), maior a possibilidade de controlar a distribuição de energia elétrica. Os disjuntores, além de mais modernos e seguros que os antigos fusíveis, são um indício de que a rede deve ser bem-feita.


Avaliação de gastos
Se tiver gostado muito do imóvel, mas ficar em dúvida por causa de algum senão, chame um profissional de sua confiança (engenheiro, encanador, azulejista, eletricista, descupinizador etc.), conforme o problema ou uma empresa que faça a avaliação do imóvel e indique se os problemas encontrados o depreciam muito.

Assim, você poderá ter justificativas documentadas para negociar o preço do imóvel ou pelo menos saberá se vale a pena comprá-lo, em razão do gasto e do tempo com reformas e consertos antes de poder ocupá-lo.

Se você estiver procurando um apartamento, nunca se esqueça de anotar a faixa de preço do condomínio e dos impostos, como o IPTU e, eventualmente, as taxas federais. Se for uma casa, além do custo dos impostos, estime quanto você gastaria para usar e manter o imóvel, as contas de água e esgoto, pintura externa etc. Essas despesas precisarão estar previstas em seu orçamento quando o imóvel for seu.

Taxas extras
Procure sempre informações sobre a verdadeira propriedade histórica do terreno e da construção (o imóvel), que podem estar inscritos no cartório em nome de uma pessoa física ou jurídica, mas instalados em terreno da União ou mesmo da prefeitura. É o caso dos imóveis aforados ou ocupados.

Se o imóvel não se localizar na faixa do litoral, só pesquisando seu histórico você saberá sem dúvida se ele é ou não propriedade federal ou municipal. Se o imóvel desejado estiver na faixa litorânea, ele será seu, mas você certamente será ocupante de propriedade da União.

No momento da transferência de um imóvel desses para seu nome, o proprietário terá de pedir autorização aos órgãos públicos para vendê-lo e pagar um imposto chamado laudêmio, que normalmente é repassado ao comprador do imóvel.

Depois, anualmente, você terá de arcar com um imposto, bem alto se o imóvel for em área de ocupação, como o litoral --a mais comum. É a taxa de ocupação, que pode ser paga em até oito cotas mensais:
2% do valor de avaliação, para inscrições imobiliárias na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) até 30 de dezembro de 1988; ou
5% do valor de avaliação, para inscrições feitas após 1988.
Se o imóvel da União não está classificado como ocupado e sim como foreiro, a SPU cobra uma taxa de aforamento, ou foro, equivalente a 0,6% do valor de avaliação.

O valor da face norte
Do Sudeste para o Sul do Brasil, o imóvel fica mais valorizado se é face norte: suas principais dependências (dormitórios e sala de estar) estão voltadas para o norte e recebem a luz do sol durante a maior parte do dia e do ano.

O imóvel é banhado pelo sol especialmente no inverno, quando o ângulo dos raios solares é mais oblíquo em relação à Terra. Ao contrário, se você morasse na Europa, quanto mais perto estivesse do pólo norte, melhor seria o imóvel com face sul, voltado para a linha do equador.

Localização
Como regra geral, mantenha uma distância segura de:
Casas noturnas ou boates: o barulho e a movimentação de pessoas e automóveis vão até tarde e podem se tornar irritantes demais.
Estabelecimentos comerciais e indústrias: os ruídos e a poluição podem acabar incomodando, também. Mas lembre-se: é sempre bom ter não muito longe de casa uma padaria, um mercado, uma quitanda, uma farmácia, o chamado comércio de bairro --para poder fazer com mais facilidade as compras do dia-a-dia ou de emergência.
Escolas: se você tem filhos ou já sonha em tê-los, é ótimo contar com uma escola por perto, mas não tão perto a ponto de o barulho diário lhe dar nos nervos e o trânsito de carros e peruas ficar caótico.
Feiras livres: outra vez, o vilão é o barulho, que começa antes de o sol raiar e se prolonga manhã adentro. Se a feira for na sua futura rua, pior: é bem possível que você fique ilhado e tenha, ainda por cima, de conviver depois com odores muito persistentes, como o de peixe, por exemplo.
Paradas de ônibus e estação de metrô ou trem: vale a pena morar num lugar bem servido de transportes, mas desde que o ponto de ônibus ou a estação estejam distantes o suficiente para o ruído das paradas, das saídas e dos motores ou mesmo a fumaça não incomodarem.
Zonas de alagamento por chuva ou transbordamento de rios: se você não conhece bem o bairro em que está procurando uma casa ou apartamento, só conversando com moradores será possível saber se o lugar costuma ter enchentes ou não. A preocupação quanto a isso é óbvia --não só o transtorno de querer sair de sua residência ou querer chegar a ela e ser pego de surpresa por uma inundação, mas também a possibilidade de perder tudo que se tem dentro de casa ou na garagem de um condomínio.
Decisão final
Depois de pesar todos os prós e contras (preço, condições de pagamento, tamanho, estado de conservação, localização do imóvel e comprometimento de renda com os gastos previstos na compra e depois dela), o comprador certamente já vai saber se parte para outra busca ou leva adiante a compra de determinado imóvel.

O apartamento ou a casa que mais lhe agradou merece outras visitas, em dias da semana e horários diferentes. Assim, você sentirá melhor o que seria morar ali. Vai perceber a movimentação e os ruídos à volta, além de poder conferir a incidência da luz do sol em vários horários, tanto na própria casa ou apartamento quanto no quintal, pátio ou área comum.

Seus prováveis futuros vizinhos podem ajudar também. Converse com eles para saber dos elogios e das críticas ao local e também para conhecer essas pessoas, tendo uma idéia melhor do que o espera.

Se você estiver procurando um imóvel numa cidade em rápido crescimento, não se esqueça de ir à prefeitura para saber se há planos para reurbanizar o local do imóvel (como alargamento de ruas, construção de viadutos e passagem de uma linha de metrô) ou mudança prevista na lei de zoneamento. Assim, você evitará ser pego de surpresa com a desapropriação do seu imóvel ou ter outro desgosto por anos a fio.