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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Suécia está trocando uma cidade inteira de lugar para evitar que ela afunde

A cidade de Kiruna foi fundada em 1900 pela mineradora estatal Luossavaara-Kiirunavaara AB, ao norte do Círculo Polar Ártico. A população sempre viveu em função da mina nas redondezas, que produz o minério de ferro mais puro do mundo. Mas, em 2004 a LKAB avisou à prefeitura que a extração de ferro teria continuar embaixo da cidade – e, com isso, o chão ia afundar.

Foi nessa época que Kiruna abriu uma competição entre empresas de arquitetura. A prefeitura queria saber qual delas apresentaria a melhor solução para um projeto nunca feito antes: mudar uma cidade inteira de lugar. A White Architects venceu em 2012 e abraçou o projeto, que vai, no mínimo, até 2040.

A etapa inicial é mover o “centro” de Kiruna que, na realidade, fica na parte oeste da cidade. O lugar onde a região fica agora vai ter afundado completamente até 2050 – segundo a empresa, já dá para ver alguns buracos se formando e a estação de trem já precisou ser fechada. O novo centro vai ser reinstalado a 3,2 quilômetros do extremo leste da cidade, o mais distante possível da mina de ferro.

Algumas das construções da cidade vão ser erguidas por guindastes e transportadas peça por peça. É o caso da Igreja de Kiruna, inaugurada em 1912 e eleita a construção mais bonita de toda a Suécia. O relógio da cidade também vai ser rebocado da forma como está para o outro lado do município.

Esse esforço todo é uma tentativa de manter a identidade da cidade, apesar da mudança radical. A prefeitura contratou até mesmo uma antropóloga social, que funciona como mediadora entre a população e os arquitetos e engenheiros. O objetivo é fazer a transformação urbana mais democrática do mundo.

É claro que nem todos os prédios vão ser realocados da forma como estão. A LKBA, que está financiando toda a mudança, oferece duas opções aos moradores: compram a casa em que moram pelo valor de mercado + 25% ou oferecem uma casa de mesmo valor na área expandida na cidade. Todo esse custo só consegue ser bancado porque a LKBA é a maior exportadora de ferro da Europa – ou seja, é mais barato mover toda essa gente do que fechar a mina.

Os arquitetos da nova Kiruna não querem apenas replicar a cidade em uma região segura, mas melhorar a forma como ela é distribuída. Kiruna é hoje o segundo maior município do mundo em área: são 21 mil km2, onde vivem só 20 mil pessoas. Isso é o equivalente a 122 estádios do Maracanã para cada habitante. A equipe quer tornar a cidade bem mais densa, além de aproveitar o espaço extra para aumentar o contato dos moradores com a natureza, misturando áreas rurais e de floresta ao centro urbano.

Mesmo depois de completar a primeira parte do projeto, a prefeitura espera que a forma final de Kiruna só fique pronta no fim do século. A planta futura da cidade, bem mais compacta, tem novos setores a norte, sul e leste, a uma distância bem grande da atividade da mina. Se tudo correr como planejado, Kiruna pode virar uma atração de turismo arquitetônico – quer dizer, para quem se aventurar a enfrentar um mês e meio em que o Sol não se põe no verão e outros 30 dias em que ele não nasce no inverno.

Por Ana Carolina Leonardi

Instrutor da Swat fala sobre sensação de segurança e comportamento em condomínios

Entrevista com Marcos do Val, consultor da Swat norte-americana

O que deve ser priorizado na segurança dos condomínios?

Oque tem que ser priorizado é: a capacitação dos profissionais, bons equipamentos de vigilância e terceiro, com uma parcela mais forte, a participação dos próprios condôminos. A gente percebe que nenhum está preocupado com a segurança do outro. Então são indisciplinados na hora que entram pela porta principal, ou pela garagem, não verificam pelo retrovisor se tem alguém atrás. Então o morador é um grande responsável tanto pela segurança quanto pela insegurança. Aí vem a contribuição dos seguranças de condomínio, até mesmo os porteiros com treinamento para agir em casos extremos. E aí vem a contribuição dos agentes de segurança, porteiros e depois dos equipamentos de segurança. Então para mim o que tem que ser priorizado é a conscientização dos condôminos. A minha experiência nos EUA eu vejo a contribuição da comunidade na busca pela segurança de seu bairro, fazendo suas rondas particulares para garantir a segurança da comunidade, não esperando a ação de policiais para fazerem isso, e contribuem com o máximo que podem. Essa é a primeira mensagem que eu passo nas palestras, da importância da participação de cada um.

Como é o seu trabalho junto a Swat americana? Atua em cursos em que áreas?

Meu trabalho começou em 2000, quando apresentei um trabalho para a SWAT de Dallas depois de ver um policial tendo que tirar a vida de um suspeito porque ele não conseguiu dominá-lo para algemar. Desenvolvi uma técnica em cima disso e apresentei para a SWAT de Dallas que inicialmente rejeitou. Mas quando eu mostrei o trabalho in loco eles ficaram impressionados e o presidente da associação da Swat dos Estados Unidos então me convidou para ser instrutor das Swats, são várias unidades lá, dessa técnica que eu denominei de “imobilização estática”. É uma técnica de aproximação, abordagem, segurança com arma, uso progressivo da força, minimizando a utilização da arma de fogo e valorizando a preservação da vida que é o foco principal. Comecei a instruir desde 2000, depois em 2003 ao participar de uma ação da Swat como observador aconteceu um incidente a qual um policial foi reconhecido durante uma operação em que o policial estava infiltrado entre os traficantes para comprar droga para comprovar a ação ilícita. O policial foi reconhecido, agredido e durante esse período e a SWAT foi acionada. Acabou que um dos traficantes conseguiu sair da casa, fugiu da residência e deu de frente comigo que estava do outro lado da rua observando a Swat, então eu entrei em combate com ele, algemei, dominei e depois desse dia o comandante da Swat, na época Patrick O'Quinn, me concedeu o título de membro honorário da Swat em uma lei americana que diz que quando você não tem um profissional especialista na unidade policial ou da SWAT e você precisa dessas habilidades você pode convocar essa pessoa e ela passa a ser um policial durante as operações. Então com esse título eu trabalhei dentro da SWAT de 2003 a 2008 e foi o período em que eu morei nos EUA, mas voltei ao Brasil por conta da minha filha que teve que voltar ao Brasil e vim para cá para ficar perto dela, mas continuo dando aulas para a Swat através dessa associação, no período de 2 a 3 meses estou sempre nos EUA mantendo o meu trabalho e minhas aulas e dando atualizações e cursos.

O que contribui para aumentar a sensação de segurança da população?

No Brasil, a gente tem essa sensação de segurança quando vemos policiais fardados na rua. Em outros países a sensação de segurança vem através das estatísticas que o índice permanece estável ou está em ato decrescente. Então a gente consegue entender que essa sensação de segurança do brasileiro, de ter mais policiais na rua, é algo inatingível porque não vamos conseguir ter nunca 1 policial para cada cidadão brasileiro. Então eu vejo assim: o que a gente pode fazer para aumentar essa sensação de segurança é aumentar a punição evitando a impunidade que a gente percebe um índice muito alto de crimes por causa dessa impunidade e quanto mais se divulga essa impunidade mais pessoas começam a cometer o crime e a gente conversando com os policiais brasileiros há uma sensação muito grande de enxugar gelo, prender, soltar, prender soltar, tem policiais que já prenderam mais de 30 vezes a mesma pessoa. Causa uma desmotivação muito grande. Então acho que a legislação tem que ser mais rígida, os processos têm que ser com um nível ainda mais apurado para que o judiciário não observe falhas e conceda liberdades, com foco no cumprimento da penalidade e aumentar mais presídios se for o caso para que as pessoas entendem que se cometerem crimes elas irão punidas. Quando isso começar a acontecer no Brasil, assim como a legislação começou a ser muito rígida para quem bebe e dirige, eu acho que tem que ser para os outros crimes para que haja essa intimidação, esse freio no crime, já que o estatuto do desarmamento foi uma falácia, tinha uma sensação que se tirasse a arma da população o crime diminuiria e isso não aconteceu, muito pelo contrário, acabou tirando a arma do cidadão do bem, aquele que quer se proteger e proteger a família. Ficou só os bandidos e criminosos armados no país. Então eles ganharam muito poder, muita autoconfiança de que eles estão hoje sozinhos, armados e ainda sabendo que a legislação é muito falha e com muitas brechas e que não vai haver punição nenhuma. Então acho que para aumentar essa sensação de segurança nós temos que eleger bons deputados federais, bons senadores nas próximas eleições para que possam mudar essa legislação e a gente começar a ter um país mais rígido nisso.

A gente tem que tirar essa ideia de que é o excluído da sociedade que comete crimes, isso é uma mentira e uma utopia. A gente tem os Estados Unidos onde tem escola para todo mundo, tem trabalho para todo mundo e tem a maior população carcerária do planeta, então tem que se derrubar esse conceito de que excluído da sociedade são criminosos. Isso é mentira. A grande maioria dos chamados excluídos da sociedade são pessoas honestas e trabalhadoras, e merecem oportunidades. Temos que fazer um código penal em cima de quem tem prazer em fazer crime, que tem isso em seu DNA.

Matéria originalmente publicada em Notícias do Dia

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Feiras livres ‘invadem’ condomínios, mas morador ainda deve comparar preços

Queijo, frutas, verduras, carne e pastel são produtos tradicionais das feiras livres, porém eles têm deixado as ruas e ocupado espaços privados dentro de condomínios de São Paulo. Para o morador, significa mais mais comodidade, que, ao mesmo tempo, pode dispensar o carro ou a caminhada para abastecer a casa com produtos perecíveis.
O vendedor Luciano Claudio França, 39 anos, monta sua barraca de queijo, juntamente com outras que oferecem artigos diversos, em seis condomínios diferentes em bairros como Morumbi, Interlagos e Raposo Tavares.
França conta que há um ano foi indicado por um amigo para vender seus produtos em um condomínio e, desde então, estabeleceu sua rede de contatos e passou a atender em outros locais.
— Hoje vendo menos na rua. A maior parte da minha renda vem da exposição em condomínios. Os moradores gostam da comodidade.
França garante que outra vantagem está no preço e na garantia de qualidade dos produtos.
— Eu compro o queijo em Minas Gerais. Não passa por atacadista ou revendedor. O mesmo vale para frutas e verduras, que saem mais em conta do que em mercados. O queijo frescal e a manteiga da fazenda são meus principais produtos. A peça de queijo frescal, de quase um quilo, eu venho por R$ 26, no supermercado pode passar de R$ 30, além de nem sempre oferecer um produto tão fresco e de qualidade.
Membro do conselho de um condomínio no Morumbi, o representante comercial Fabio Crisasilli, de 39 anos, foi o responsável por introduzir a feira livre para os moradores. Em um espaço vago, todas as quartas-feiras, é possível comprar diversos tipos de produtos. A iniciativa começou como um teste de um mês, mas a aceitação foi unânime.
— Todos adoraram. É muito cômodo. Não pega carro, o preço é próximo de uma feira e não tem o estresse. O grande chamariz da feira é o pastel e o caldo de cana.
Foi o dono da barraca de pastel, o feirante Sidney da Silva Miranda, de 48 anos, que deu a ideia da feira para Crisasilli, mas na maioria das vezes o caminho é inverso. Miranda explica que, geralmente, são convidados por síndicos ou administradoras de condomínios para exporem os produtos nos locais, que podem consolidar a prática ou abandoná-la.
— Às vezes, num primeiro momento, os moradores aderem à feira, mas depois perdem o interesse. Aí não descem, então tentamos ir aos fins de semana e feriados, que têm mais apelo.

Valores e cobranças

O preço dos produtos também pode minar o sucesso da feira em condomínios. Preços altos fazem com que os moradores percam o interesse pelos produtos. Porém, esse encarecimento pode partir de certas cobranças que podem ser feitas no processo. França, o dono da barraca de queijo, explica que há condomínios que cobram um valor mensal de manutenção, para suprir gastos com limpeza, segurança e luz, e há, às vezes, a figura do agenciador, que é o responsável por fazer contato com os condomínios.
— Tem condomínio que cobra R$ 80 por mês de manutenção, mas isso não impacta tanto no preço, mas, às vezes, tem o agenciador, que cobra 10% do faturamento. Tudo isso junto encarece os produtos. Mas o mais comum é que não haja nenhuma dessas cobranças.
Assembleia
Quem quiser implementar o serviço de feira livre em um condomínio deve tomar cuidado para que não haja implicâncias jurídicas futuramente e também deve respeitar a vontade da maioria dos condôminos. Para isso, o indicado é levar o caso para ser votado em assembleia.
O diretor de Condomínios do Secovi-SP (sindicato da habitação), Sérgio Meira de Castro Neto, explica que, como a feira acontece dentro de uma área privada, a decisão tem que ser dos condôminos e, por isso, o ideal é levar todas as questões que envolvem a iniciativa para uma votação.
— A maioria tem que decidir. É importante ficar atento a questões como segurança e preservação do condomínio, para que no futuro não haja problemas jurídicos. Quanto mais detalhado o combinado, menos problema no futuro. Isso tem que ser uma solução e não um problema jurídico.
De acordo com Neto é preciso elaborar um contrato de prestação de serviço, para que fique definido os direitos e deveres de ambas as partes como, por exemplo, quem será o responsável pela limpeza, possíveis gastos, qualidade do produto.

A questão da segurança também é reforçada pelo diretor.

— São pessoas estranhas que passam a frequentar o condomínio. Tem que ter um controle sobre quem entra e quem sai, além de buscar referências do prestador de serviços em outros condomínios.
Não aprovar em assembleia uma iniciativa como esta pode fazer com que a durabilidade do serviço seja pequena e ainda cause desconforto entre os moradores.
O auxiliar de zelador Valter Julio conta que o condomínio em que trabalha, na Mooca, zona leste de São Paulo, passou a oferecer o salão de festas para montar a feira todas as quintas-feiras. Porém, a feira não havia sido votada em assembleia e, no primeiro problema, teve que deixar de ser feita.
— Alguns moradores reclamaram do cheiro que a barraca de pastel exalava e entrava nos apartamentos. Não teve outra alternativa e a feira foi cancelada.
Matéria originalmente publicada em Noticias R7

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Condomínio não pode obrigar moradores a transportar animais exclusivamente no colo

“Obrigar um morador que possui um animal de estimação a circular exclusivamente com o mesmo no colo é abuso na função de síndico que lhe foi delegada, pelos demais condôminos, com o fim de desempenhar e fazer cumprir as determinações em assembleia, Regimento Interno e Convenção. Ademais, tal ato conota constrangimento ilegal previsto no Art. 146 do Código Penal”, diz Rodrigo Karpat, Especialista em Direito Imobiliário e Condominial.
Os animais de estimação já podem ser vistos como membro de boa parte das famílias brasileiras.
Hoje em dia, são mais de 18 milhões só na região Sudeste, sendo São Paulo o estado onde mais se encontram cães. Dados da Abinpet. Com a grande convivência em condomínios, algumas regras extrapolam o bom senso e não visam o bem-estar do morador, como aconteceu em Mogi das Cruzes.
Em um espaço habitacional de seis torres com mais de 500 moradores, os proprietários de pets eram obrigados a descer com seus cães pelas escadas e cruzar mais de 100 metros internamente, da última torre até a rua, com seus animais de estimação no colo. O advogado especialista em Direito imobiliário e condominial, Rodrigo Karpat, comenta sobre o caso:
“A manutenção dos animais em condomínios é exercício regular ao direito de propriedade, sendo que, proibi-los, obrigar os animais a serem transportados exclusivamente no colo cerceia este direito e é abuso na função de síndico que lhe foi delegada, pelos demais condôminos, com o fim de desempenhar e fazer cumprir as determinações em assembleia, Regimento Interno e Convenção. Ademais, tal ato conota constrangimento ilegal previsto no Art. 146 do Código Penal”.
O caso foi para a justiça em 2ª instância, sendo julgado na 10ª Câmara de Direito Privado em São Paulo, ocorrendo a permissão para os condôminos que tenham animal de estimação a leva-lo para a rua sem precisar leva-lo no colo, como é dito na decisão do Relator, o Dr. João Carlos Saletti:
“Relevante o fundamento recursal. A persistência da medida, como posta, pode inviabilizar a posse e manutenção de cães de estimação, consideradas as particularidades de alguns condôminos e a conformação física do condomínio, formado por prédios residenciais sem elevadores, alguns dos edifícios distantes da rua. Defiro, portanto, a medida liminar para o fim de, como pedido, assegurar que os moradores realizem o trânsito com seus animais no chão, com guia ou trela, entre suas unidades e a rua e vice-versa, sem que sejam obrigados a transportá-los no colo, portanto.”, concluiu o Relator.
O advogado Rodrigo Karpat, comenta que pode existir proibição de não transitar com o animal de estimação pelas áreas comuns do prédio, ou fiquem soltos, mas é algo diferente do que estava sendo imposto pelo condomínio em questão.
“As normas precisam ser no sentido de proibir que os animais circulem em áreas comuns como parquinhos, hall, mas não que sejam impedidos de serem transportados no chão de forma mínima de suas residências até a rua e vice versa”.
Assim, cada condomínio, por meio do Regimento Interno, Convenção e Assembleias, pode regular a manutenção de animais em condomínios, desde que não contrariem legislação vigente que possibilita a manutenção de animais no interior de unidades, respeitando-se a saúde, sossego e segurança dos demais moradores Art. 1336, IV do Código Civil”, explica Karpat.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Um dos principais diferenciais dos anúncios de imóveis à venda online é a possibilidade de incluir fotografias do local, ao contrário dos obsoletos cadernos de jornal. Assim, os consumidores podem analisar as imagens e verificar se a moradia se adequa às suas necessidades de forma simples e rápida.

Para apresentar imóveis à venda na internet, são necessárias ao menos quinze boas fotografias do mesmo. Para isso, não é necessário ser um fotógrafo excepcional. Com um smartphone, algumas dicas e um pouco de treino, é possível obter boas imagens. Confira cinco dicas para enaltecer seus anúncios de imóveis com fotos.

Garanta a organização do imóvel

Antes de iniciar a sessão fotográfica, certifique-se de que a residência se encontra limpa. Caso os moradores ainda estejam no local, peça para que organizem seus pertences. Uma casa arrumada possibilita melhores imagens e traz melhor percepção da moradia ao consumidor interessado na compra. Além disso, objetos pessoais que insinuem qualquer tipo de gosto ou estilo de vida, como artigos religiosos ou de esportes, também devem ser retirados do local.

Produza muitas imagens

O ideal é incluir 15 fotografias diversas do imóvel em seu anúncio. Para ter certeza de que terá essa quantidade em boa qualidade, tire mais fotos. É melhor descartar imagens pixelizadas, desfocadas ou com iluminação errada a ter que voltar ao local para novos cliques. Certifique-se de ter fotografado todos os cômodos e detalhes da casa ou apartamento, incluindo a fachada.

Tenha fotos diferenciadas

Para chamar a atenção de quem está procurando um imóvel à venda, invista em fotografias diferentes. Mostre a vista das janelas, detalhes de mármores e outros acabamentos como gesso, por exemplo, interior de armários e pias e tudo o que for um diferencial daquele lugar.

Ilumine o ambiente

Apesar da possibilidade de editar a imagem em alguns aplicativos e softwares, preocupe-se com a claridade do local. Em vez de utilizar o flash da câmera, tente acender as lâmpadas e abrir portas e janelas, aproveitando assim a iluminação natural do local. Sempre fique de costas para a fonte de luz ao fotografar e analise o reflexo do feixe luminoso em espelhos e superfícies metálicas.

Tire as fotos em alta resolução

Você pode escolher a resolução da câmera ou smartphone. Nesse momento, opte pela resolução máxima alcançada pelo dispositivo. A imagem provavelmente ocupará bastante espaço na memória, mas com alguns aplicativos é fácil diminuir esse “tamanho”. Para conseguir diversas fotografias, certifique-se de ter memória disponível no aparelho ou compre um cartão SD.

Aplicativos para edição de fotos

O software mais conhecido de edição de imagens é o Photoshop, desenvolvido pela Adobe. No entanto, para quem não conhece muito bem o programa, pode ser um pouco trabalhoso e difícil utilizá-lo para melhorar as fotografias do imóvel.

Para fazer pequenos ajustes nas cores, sombras e luminosidade, existem diversos aplicativos fáceis de usar no próprio smartphone. A maioria possibilita também mudar o tamanho, cortar a imagem ou incluir marca d’água na fotografia. Alguns apps disponíveis tanto para Android quanto para iOS são:

Compressor, Image Batch, Pixlr, Pano, SumoPaint, Add WaterMark, Photo Panorama, TSR WaterMark.

Os aplicativos podem não fazer milagres nas fotografias, mas ajudam a corrigir pequenos detalhes nas imagens antes delas serem incluídas no anúncio. Após a edição, selecione as imagens e organize-as em uma ordem lógica. Apresentar o imóvel em imagens na mesma ordem que a pessoa veria se estivesse no local é uma boa alternativa. Assim, siga a ordem natural com a foto da fachada, garagem, sala, cozinha, quartos etc.

Com os avanços tecnológicos, além das fotografias, é possível investir em imagens e vídeos 360º e até utilizar a realidade virtual para auxiliar quem deseja encontrar uma casa. Com dedicação e um pouco de paciência é possível aprimorar as imagens e criar um ótimo anúncio, aumentando as chances de fechar negócio com os imóveis à venda. Ficou com alguma dúvida? Pergunte nos comentários e bons cliques!


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Cidade sueca é transferida de lugar para dar espaço para mina de ferro

A cidade de Malmberget, no norte da Suécia, está sendo transferida de lugar para dar espaço para a ampliação de uma mina de ferro. Com caminhões, casas, galpões e estabelecimentos comerciais do pequeno município de cerca de 5 mil habitantes estão sendo transferidos para um outro local que fica a dez quilômetros de distância. As construções são colocadas em caminhões e levadas até o novo endereço.

Para a continuidade das operações de mineração da LKAB e em conformidade com os planos de crescimento, grande parte das comunidades de Kiruna e Malmberget estão gradualmente sendo realocadas para outras áreas para que a mineração subterrânea prossiga, uma vez que novos depósitos de minério se encontram justamente sob o solo das cidades. Isso resulta em uma enorme transformação urbana que precisa do apoio contínuo dos moradores. Para isso, a empresa investe na comunicação a longo prazo com a comunidade, a fim de envolver os habitantes nesse processo de transformação.

No caso de Malmberget, as jazidas estão espalhadas, o que força a mineradora a recorrentes pesquisas geológicas, que encontram depósitos de minério sob partes centrais do lado oeste da cidade, a mais de 2 km de profundidade e 4 km de extensão. Em 2012, um acordo de parceria assinado com o município de Gällivare, que abrange Malmberget, para mineração até 2032. No entanto esse tratado foi objeto de recurso legal, o que paralisou os trabalhos de realocação.


Infelizmente, essa realocação não pôde ser prevista há 100 anos atrás quando a empresa começou as pesquisas exploratórias, que não apontavam que os depósitos se estenderiam abaixo dessas cidades.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Como resolver problemas com vagas de garagem em condomínio

Saiba que nem sempre o condomínio pode ser responsabilizado por incidentes na área interna do edifício.

Se você escolheu morar em apartamento sabe que um dos assuntos mais delicados entre a vizinhança é a garagem do carro de cada um. Os problemas que podem ocorrer com o veículo são muitos, mas mesmo que ocorram incidentes ou avarias no veículo dentro do prédio a responsabilidade nem sempre é do condomínio como muita gente imagina. Situações bem comuns registradas nos prédios são furto de objeto de dentro do automóvel ou dano na lataria (pode ser um arranhão ou batida).

Nessas situações, mesmo com o carro dentro do prédio, a responsabilidade não é do condomínio e o dono do veículo vai de ter assumir o prejuízo. No caso da colisão entre veículos, a dica dos especialistas é que as partes envolvidas no sinistro devem entrar num acordo. A exceção é quando o responsável pela batida trabalha no edifício, seja o porteiro, zelador ou qualquer funcionário sob responsabilidade do síndico.

“Se o veículo foi furtado ou danificado e ficar comprovado que um funcionário foi o responsável então os condôminos terão que arcar com o prejuízo”, conta o consultor-jurídico do Sindicato da Habitação de` Pernambuco(Secovi-PE) Noberto Lopes. Uma situação comum nos prédios é um morador sair para pegar o carro e encontrar um arranhão ou amassado na lataria. Alguns ficam na dúvida se o problema aconteceu mesmo no prédio; outros têm certeza. Numa situação como essa o recomendado é solicitar as câmeras de monitoramento para identificar quem danificou o veículo. Caso o prédio não dispunha de monitoramento, a vítima não terá como provar que alguém do prédio quebrou o seu carro e o problema terá que ser resolvido pelo proprietário, sem direito ao ressarcimento do condomínio.

Há outras ocasiões em que um carro aparece danificado no residencial. Crianças desacompanhadas dos pais em áreas comuns de um edifício que atiram objetos e danificam o veículo. Existem ainda casos em que objetos de algum apartamento cai e atingem para-brisas de carros estacionados embaixo do prédio. Se for este tipo de ocorrência o dono do veículo não terá dificuldades em receber a indenização.

É recomendável tirar fotos comprovando a avaria no automóvel, acionar o síndico e registrar o fato no livro de ocorrência do condomínio. Fazer mais de um orçamento do serviço a ser feito para não haver dúvidas quanto ao valor cobrado para reparo. “Se for comprovado que o dano foi proveniente de algo que caiu do edifício a responsabilidade é de quem lançou. O proprietário deve ser indenizado pelo condomínio e o culpado arcar com o prejuízo”, acrescenta Noberto. Agora se não houver dinheiro em caixa o síndico deverá cobrar uma taxa extra para efetuar o pagamento ao proprietário do carro avariado.

Segundo ele, um dos acidentes que ocorre com frequência é quando o porteiro aciona o botão automático do portão e atinge o veículo que está saindo ou entrando no prédio. Foi o que aconteceu com um corretor de imóveis que pediu para não ter o nome revelado. Ao tentar sair do prédio, o porteiro acionou o botão e o portão eletrônico bateu no retrovisor de seu automóvel. Prontamente ele procurou o síndico do edifício, que de imediato se prontificou em indenizar. Pediu apenas que ele realizasse o orçamento em três oficinas.

E se você mora num prédio com garagem no subsolo? Algo bem mais grave com o seu veículo pode acontecer. Em dias de chuva forte, há casos de garagens que alagam e a água entra em seu possante. Um prejuízo enorme já que pode danificar o motor e outras peças importantes. Se for comprovado que o problema está na drenagem da garagem a responsabilidade fica com o condomínio por falta de manutenção no equipamento. Agora se todo o sistema estava em ordem, mas não deu conta da chuva será preciso uma perícia para avaliar o caso.


Matéria originalmente publicada em JC Online

domingo, 16 de outubro de 2016

As 6 cidades globais com maior risco de bolha imobiliária

Enquanto o mercado imobiliário paulistano se destaca entre os mais frios do mundo, os preços de moradia disparam em algumas grandes cidades globais.

Vancouver é o primeiro lugar em uma lista compilada pelo UBS dos lugares com maior risco de bolha no setor,  que também conta com Londres e Munique.

"Em um mundo onde um terço dos títulos governamentais oferece retorno negativo, investir em ativos tangíveis continua popular. Então não é nenhuma surpresa que os mercados de moradia estejam novamente superaquecendo, poucos anos depois da última onda de correção global", diz o relatório do banco suíço.

O preço dos imóveis nas 6 cidades em destaque subiu em média 50% desde 2011, contra uma média de 15% nos outros centros financeiros analisados.

A avaliação é que o preço também subiu demais em cidades como Paris, Tóquio e Genebra, mas não o suficiente para disparar o alerta. 

Outras, como Singapura e Nova York, são avaliadas como equilibradas enquanto Chicago aparece com valorização abaixo do seu padrão esperado.  

O índice é calculado com base em dados de relação entre compra e aluguel e entre renda da população e preços, além de hipotecas e construção civil como parcela do PIB (Produto Interno Bruto).

Fonte:  João Pedro Caleiro - Exame

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

UBS faz parceria por investimento em imóveis no Brasil

O banco suíço UBS fez uma parceria com a consultoria imobiliária brasileira Real Estate Capital (REC) para aproveitar a crescente demanda de investidores institucionais por oportunidades no mercado imobiliário do país.

O UBS afirmou nesta segunda-feira que a parceria será liderada por Moise Politti, ex presidente-executivo e co-fundador da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) e vai se concentrar principalmente sobre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

“Continuamos a ver crescente interesse em ativos alternativos por parte de investidores institucionais globais. Temos identificado forte demanda por estratégias de investimento imobiliário”, disse Ulrich Koerner, presidente do UBS Asset Management, em comunicado.

sábado, 8 de outubro de 2016

Site do governo de São Paulo reúne imóveis públicos à venda

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo lançou um site para agrupar imóveis públicos que colocou à venda, em uma medida para reduzir custos de administração e gerar receita para o cofre estadual. Ao todo, São Paulo pretende se desfazer de R$ 113,5 milhões em bens.
A lista de imóveis inclui de casas residenciais a terrenos e galpões, totalizando 24 imóveis. Três deles foram acrescidos à relação nesta sexta-feira (7): dois terrenos em Itu, no interior, que somam 97 hectares, e um na capital paulista - um lote de 3,1 mil metros quadrados no bairro do Morumbi, na zona sul. Com lance mínimo de R$ 9,6 milhões e situado na Avenida Magalhães de Castro, é o bem mais caro da lista. O leilão está marcado para ocorrer no dia 22, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.
Ao todo, há sete imóveis à venda localizados na capital. Além do terreno no Morumbi, o segundo imóvel mais caro da relação também está na cidade de São Paulo: um galpão de 1,4 mil metros quadrados localizado na Alameda Barão de Limeira, no bairro de Campos Elísios, região central. ?A iniciativa integra a busca do governo do Estado por otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis, por meio da redução de despesa de custeio?, informa o Palácio dos Bandeirantes, por meio de nota.
Os imóveis à venda estavam exibidos em uma seção do site da Secretaria Estadual de Gestão, mas foram organizados no site www.imoveis.sp.gov.br para facilitar a consulta dos interessados. A página, ainda em testes, está no ar há cerca de um mês. As vendas ocorrem por meio de leilão público.
Crise econômica
A receita de impostos do Estado neste ano teve queda de 7,9%, o que representou uma diminuição de R$ 10,5 bilhões em tributos recebidos para a gestão pública. Além de buscar saídas como a venda de bens, a gestão estadual reduziu investimentos em rodovias e congelou contratações.
Estadão Conteúdo

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Veja o que mudou no perfil das moradias

Analisado as últimas quatro décadas das construções de prédios e condomínios no país, é possível notar como as moradias mudaram os seus perfis, e muito. Nos anos 1970, as residências eram amplas, com pé direito alto, e era comum achar unidades com 100 metros quadrados ou mais. Porém as opções de lazer eram poucas, havia um ou nenhum elevador e vaga para carros era artigo de luxo.

Pulando para os anos 2000, muita coisa mudou. As pessoas passaram a se casar ou sair da casa de seus pais mais tarde, após os 30 anos. Essa mudança de comportamento tem grande impacto na busca por imóveis. A área de lazer passa a ter grande valor, uma vez que o tempo dentro de casa é menor e as grandes incorporadoras atendem a essa demanda com apartamentos pequenos oferecendo opções de áreas comuns como academia, piscina, espaço mulher e salão de jogos.


Segundo Audrey Ponzoni, diretor de operações do Facilities Menagement Group, atualmente os condomínios trazem um conceito de resort. “Os novos empreendimentos oferecem serviços vistos nas hotelarias, como limpeza e lavanderia, que não onera os custos do condomínio, é um serviço oferecido à parte”, diz.


Os conceitos novos e as tendências surgem a todo o momento, as construtoras contratam serviços de empresas que fazem pesquisas para detectar as necessidades dos novos clientes. “Nós também buscamos trazem as tendências que surgem em outros países”, diz Ponzoni.

Porém, nem sempre as novidades são vistas como necessidades e os corretores precisam estar bem treinados e informados para fazer a divulgação correta. Segundo a corretora Silvana Sayuri Yamada, quando o imóvel está em fase de lançamento ou pré-lançamento, é o momento crucial para o profissional que vende imóveis. Ela explica que as construtoras enviam para a área de marketing imagens ilustrativas ou montam um imóvel decorado para visita. “Eu preciso saber se o que vou oferecer se adequa ao meu cliente, eu dou ênfase nas novidades e falo sobre a valorização que esse apartamento vai ter futuramente no mercado”, diz.

O novo e o velho

Embora os apartamentos antigos ainda tenham o seu público, que prefere cômodos amplos, cozinha separada e banheiros espaçosos, normalmente por terem poucos moradores e se tratar de apenas uma torre, o valor do condomínio é alto, em torno de R$ 900,00. Poucos prédios com esse perfil oferecem espaços comuns e famílias com crianças pequenas acabam optando por lançamentos ou condomínios mais novos.

As novas moradias oferecem mais segurança, portaria blindada e áreas como piscina, playground, salão de festas, quadra de esportes e como são muitos os moradores, o condomínio desse perfil de imóvel tem em média o valor de R$ 500,00. Silvana diz que na hora da venda, alguns clientes resistem a algumas novidades. “Eles dizem que não costumam usar o salão de festas, por exemplo. Mas o corretor deve explicar que a taxa para usar o espaço é inferior ao gasto que ele teria ao alugar um buffet. Com a vantagem de estar dentro do seu prédio, basta pegar um elevador e chegar em casa”, finaliza.

Fonte: G1

JHSF assina contrato para venda do Shopping Metrô Tucuruvi

A JHSF Participações informou nesta segunda-feira que celebrou contrato para a venda de sua participação no shopping paulistano Metrô Tucuruvi ao grupo Hemisfério Sul Investimentos.

A conclusão da transação está sujeita a verificação de certas condições previstas no contrato. A JHSF conta com assessoria financeira do Bradesco BBI e assessoria legal do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados.
A venda havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da JHSF Participações em 12 de setembro, pelo valor de 440 milhões de reais.

Fonte: exame.com 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Galeria do Rock inaugura horta orgânica na cobertura

Por Deisy de Assis 
A Galeria do Rock acaba de inaugurar uma horta orgânica em sua cobertura. O plantio foi feito por meio de cursos sobre cultivo ministrados em agosto. No local há espécies como rúcula, agrião, manjericão e escarola.
Batizada de “Jardim do Rock”, a área tem 450 m², dos quais 300 m² foram ocupados por uma horta. A cobertura já possuía terra e alguma vegetação desde que o prédio foi aberto ao público, em 1963. Porém, era um espaço inutilizado.
O diretor-administrativo da Galeria, Marcone Vinícius, conta que seu interesse por coberturas verdes e hortas urbanas começou em um evento gastronômico e, a partir daí, conheceu o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha e a especialista em marketing e apaixonada por orgânicos Claire Anquier, que aceitaram a empreitada e desenvolveram o projeto. 
Como tudo começou
“Tudo é feito nas aulas sobre como fazer hortas urbanas orgânicas. Elas são ministradas na cobertura, onde os inscritos aprendem a plantar e fazem a horta da galeria acontecer”, explica Noronha. Em duas turmas realizadas, o projeto recebeu 40 pessoas, a maioria adultos de 25 a 60 anos.
Ao longo de cinco horas de curso, são abordados os temas: introdução à agricultura orgânica e urbana; noções de fisiologia das plantas na absorção de nutriente e luz; tratos culturais: plantio, colheita, adubação, cobertura morta, pragas e doenças; horta em pequenos espaços (canteiros e vasos) com ervas condimentares e hortaliças; passo a passo para montagem da horta em vasos; e cuidados: água, luz, adubação.
O que floresce no coração do Centro
Após apenas dois meses do primeiro plantio, a horta do Jardim do Rock tem predominantemente temperos, como alecrim, manjericão, salsinha, tomilho e hortelã. Há ainda algumas folhas, entre elas alface, rúcula, agrião e escarola.
Dois pés de amora são destaque e iniciaram esta primavera repletos das frutinhas roxas. “Temos também um cajueiro e já colhemos seis cajus. A expectativa é que a próxima colheita renda o dobro”, conta Marcone, que não consegue precisar em quanto tempo a árvore dará os frutos, uma vez que depende que o clima permaneça mais quente. Ele aponta também os pés de manga, pitanga e pêssego.
Segundo a assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Cristiane Cortez, a vegetação em áreas urbanas agrega de diversas formas. “Ela coopera com a mitigação de gases de efeito estufa com a absorção de CO2, além de melhorar a paisagem, atrair pássaros e ajudar a refrescar ambientes próximos, evitando as ilhas de calor.”
Cristiane frisa que, de acordo com a nova Lei de Zoneamento do município de São Paulo, empreendimentos que forem erguidos em terrenos com mais de 500 m² ou que passem por reformas com aumento de20% de sua área construída, terão que atingir uma cota de iniciativas ambientais, a fim de melhorar a drenagem da cidade, buscando diminuir os impactos da impermeabilidade do solo causada pelo desenvolvimento urbano. “O telhado verde se mostra uma alternativa por todos os benefícios que proporciona.”
Novos cursos
Claire, que é responsável pela coordenação do projeto, menciona o novo curso no dia 12 de outubro, Dia das Crianças. O objetivo é que o público infantil aprenda sobre alimentação orgânica e também faça plantios na cobertura verde da Galeria.
“A proposta é sensibilizar para uma tomada de consciência das crianças sobre qualidade de vida, alimentação saudável e respeito à natureza”, comenta a coordenadora, que destaca o lanche com pratos feitos com ingredientes orgânicos no fim das atividades.
Em seguida, no dia 15, haverá nova turma de adultos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (11) 3337-2361 ou por meio da rede social do projeto.
Ações futuras
De acordo com Marcone, até 2017 haverá novidades. “Queremos trazer o sistema de compostagem para a geração de adubo.” Outro item que está no planejamento é um apiário (conjunto de colmeias para a criação de abelhas) urbano. Segundo o diretor-administrativo, a proposta é contribuir com a polinização na região, tendo como resultado um incremento nas áreas verdes de São Paulo, desde canteiros e jardins até pequenos parques próximos.
O engenheiro agrônomo do projeto menciona a possibilidade de novas parcerias. “Estamos nos organizando para, em breve, começar a comercializar temperos frescos para restaurantes do entorno.”

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Três fatores que influenciam no valor de um imóvel

Dois apartamentos com características semelhantes em um mesmo condomínio podem ter valores diferentes. O piso, a mobília e o estado de conservação influenciam no preço final de um imóvel. Mas não basta que o local seja aconchegante e acolhedor, uma pessoa que procura um novo lar busca praticidade, segurança e boa localização.
O coordenador do Índice FipeZap Eduardo Zylberstajn diz que o preço de um apartamento em uma mesma rua pode variar em até 50%. Uma boa localização ajuda a valorizar o imóvel, levando em conta a necessidade do cliente. “Um casal sem filhos vai optar por um bairro mais boêmio. Quando há crianças a prioridade é a região com escolas e hospitais”, explica.


Danilo Igliori, professor do Departamento de Economia da USP e chairman do DataZAP, diz que existem três conjuntos de fatores que diferenciam os valores. Eles podem valorizar ou desvalorizar um imóvel. Veja abaixo quais são eles:
1- Características
O imóvel primeiramente é avaliado pelo seu tamanho, dormitórios e área de lazer. Fatores como número de torres e quantidade de unidades também são levados em conta. “Distribuição do espaço, boa estrutura e materiais como pisos e mobília de qualidade sempre chamam atenção de quem quer comprar ou alugar”, diz Igliori.


2- Localização
Chamados de atributos locacionais, outra forma de valorizar um imóvel é destacar no anúncio a proximidade da linha do metrô, escolas, hospitais, áreas verdes e restaurantes. Igliori diz que locais com alto índice de criminalidade e poluição sonora podem refletir no preço. “Um estabelecimento como uma casa noturna, ou uma rua onde tem feira livre, pode trazer transtornos como trânsito intenso e dificuldade de acesso”, explica.


3 - Macroeconômico
A taxa de juros tem grande impacto no valor do financiamento. É preciso analisar as perspectivas econômicas que refletem diretamente no mercado. “O cenário macroeconômico é importante para determinar o valor do imóvel, seja para investir ou para morar”, diz Igliori. Ou seja, em um momento delicado da economia, o valor da demanda sempre é mais alto e a procura é baixa. Os preços dos imóveis tendem a cair ou ficam estagnados. É o momento certo para comprar e barganhar.


Tendência no Brasil
Os bancos do país já abriram uma nova modalidade chamada “home equity”, que é uma linha de crédito ainda pouco conhecida, mas que permite que um proprietário use sua casa como garantia para fazer uma reforma, por exemplo. “Uma pessoa pode pegar um pedaço de seu imóvel quitado, como utilizar 10% do seu valor, para se mudar para um local maior”, diz Danilo Igliori. O economista lembra que em épocas de crise, é mais uma garantia disponível no mercado em operações de crédito.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A mudança no processo de compra de imóveis

As novas tecnologias digitais geram mudanças de comportamento em todos os setores, cada um a sua maneira. A comercialização e locação de imóveis passa por momentos de mudanças, pois a forma com a qual o cliente busca imóveis vem mudando com muita velocidade e cerca de 80% das compras de imóveis começam com uma pesquisa online.
Novos processos de vendas
O velho anúncio de imóveis em jornais e revistas vem perdendo força ao longo dos anos. O cliente ainda vê o anúncio, mas depois disso, ele abre seu laptop e pesquisa na internet sobre imóveis na região, visita portais imobiliários, informa-se sobre o que as pessoas estão dizendo sobre a região ou a empresa que esta ofertando nas redes sociais, pesquisa outras imobiliárias, compara preços, satisfação de clientes e reclamações sobre a empresa. Tudo isso antes de entrar em contato para pedir mais informações do imóvel.
A venda de imóveis em um futuro próximo vai se tornar uma venda mais consultiva, onde o corretor de imóveis não será mais apenas um intermediário na negociação e sim um consultor que ira auxiliar o cliente em todo o processo de compra ou locação do imóvel.
O novo consultor de imóveis.
Atualmente os corretores de imóveis disputam de maneira agressiva os seus clientes, existem uma série de estratégias de vendas que podem ajuda-lo a chegar a seu cliente. Cabe ao consultor de imóveis o papel de identificar quais estratégias são mais eficientes no mercado imobiliário, sem insultar a inteligência do cliente que está cada vez mais atento e sabe o que quer.
Os consultores de imóveis, precisam ser bem informados para ter sucesso no mercado imobiliário. Há três razões importantes para isso:
–  Aumentar sua autoconfiança;
–  Mostrar conhecimentos de um consultor;
–  Construir relacionamentos.

Enfim, para garantir o sucesso como corretor de imóveis, é relevante analisar o comportamento do mercado imobiliário e usar as influências das novas tecnologias e a mudança no perfil dos clientes para melhorar seu rendimento profissional.