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segunda-feira, 28 de julho de 2014

4 cuidados necessários na hora de vender de um imóvel

Certamente você tem clientes que, querendo aproveitar o mercado imobiliário aquecido, não vê a hora de se livrar da sua casa e apartamento em busca de bons negócios. O que poderia ser um bom sinal para o corretor, pode se tornar uma grande dor de cabeça. Ao intermediar a compra e venda de imóveis, como acontece em qualquer setor, a pressa é inimiga da perfeição.
Todo o processo é bem complexo e exige cuidados fundamentais por quem é corretor. É evidente que não vamos apresentar passos novos aqui, mas listar cuidados que precisam ser relembrados sempre que possível. Confira, abaixo, alguns dos principais detalhes que você deve ficar atento para vender o um imóvel:
1. Documentação atualizada
Ter todas as documentações em dia, para apresentar aos interessados na compra, tanto do imóvel quanto do proprietário. Vale lembrar que para diversos casos, como financiamento, os documentos do cônjuge também precisam estar atualizados. Esse é o primeiro passo para realizar uma venda sem problemas. Não custa nada lembrar: entre os documentos essenciais estão a certidão atualizada do registro do imóvel e os comprovantes de pagamento do IPTU.
No caso de apartamentos, uma declaração do síndico ou administrador também é válida para provar que o imóvel não tem débito. Todo esse procedimento garante ao comprador que ele não assumirá nenhuma dívida no futuro.
2. Atentar-se a pequenas reformas
Na hora de vender, o corretor precisa se colocar na posição do comprador. Assim, ele vai ter a real noção do que precisa fazer. Oras, ninguém deseja comprar um produto feio ou pouco atraente. É claro que apresentar um imóvel em bom estado, limpo e organizado aumenta as chances de fazer um bom negócio.
Por isso, dialogar com quem vai vender é fundamental. Dependendo do caso, o proprietário pode ganhar muito se arcar com pequenos reparos ou com a pintura do imóvel que, em pouco tempo, vão representar um aumento significativo no preço da casa. Estimativas apontam que uma simples pintura nova com cores neutras e a troca de piso, por exemplo, podem valorizar em 10% o imóvel.
Lembre-se, você tem experiência nesse assunto, mas o proprietário, muitas vezes não. Portanto, se parece óbvio para você a necessidade consertar uma quina, por exemplo, ele pode nem ter se atentado a isso. Faça uma conferência na residência e aponte a ele os pequenos reparos necessários.
Só tome cuidado para não exagerar. Não se trata de reformar totalmente o imóvel, já que grandes modificações são caras e levam tempo, o que pode afastar possíveis compradores.
Problemas na estrutura, como vazamento, por exemplo, não podem ser escondidos. Pelo contrário. Se o proprietário não tiver dinheiro suficiente no momento para consertar esses problemas, é necessário avisar os compradores que eles existem.
3. Preparar-se para as visitas
Quando for determinar os horários de visita, lembre-se que o futuro comprador pode ser um trabalhador sem flexibilidade de horário em seu trabalho. Por isso, o flexível da história tem que ser você. Não é nenhum segredo: se você aceitar visitas aos finais de semana e em qualquer horário, as suas chances de vender aumentam.
É importante, também, se preocupar com a arrumação da casa. Afinal, é uma visita, independente do objetivo pelo qual está sendo feita. Converse com o proprietário sobre pequenos detalhes que podem afastar alguns compradores, como a exposição de símbolos religiosos ou artigos de times de futebol. Quanto menos polêmica, melhor.
Se a casa estiver desabitada, aconselhe o proprietário a manter o pagamento da luz. Em caso de visita de alguém interessado no final do dia, a pessoa não vai conseguir ver nada do imóvel. E aconselhe que o proprietário deixe o espaço decorado. Esses pequenos detalhes podem fazer toda diferença.
4. Estudar preço e prazo de entrega
Quanto mais pessoas interessadas, maiores são as chances de concretizar um bom negócio, certo? Portanto, para atrair clientela é primordial que o valor do imóvel seja compatível com o mercado.
Claro que muitas vezes você irá se deparar com proprietários desconectados que pedem valores muito acima do merecido. Mas é nesse momento que você precisa fazer uma pesquisa de preço de imóveis semelhantes na região e provar por A+B que é preciso que ele reavalie a ideia inicial.
É seu papel, também, sugerir ao dono do imóvel a aceitar financiamento e negociar  formas de pagamento. Isso pode facilitar bastante a venda.
E, por fim, você deve estar certo do prazo de entrega. Converse com o proprietário e analise o tempo necessário para realizar as reformas ou desocupar o espaço, se for o caso. Assim, você pode dar um prazo real ao comprador e cumpri-lo.
Todas as etapas podem ter sido perfeitas, mas se você vacilar justo nessa reta final, o cliente pode ficar muito bravo e as consequências desse atraso podem não ser nada legais para você. Portanto, esteja certo de que conseguirá cumprir com o prometido.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Primeiro imóvel: veja 8 dicas para quem quer adquirir a casa própria

Alguns especialistas já dizem que o mercado está mais favorável para quem quer comprar imóveis do que há alguns meses e dados mostram que as vendas no setor estão caindo, assim como os preços.
Porém, independente da situação do mercado, quem está interessado em adquirir um imóvel precisa seguir alguns passos antes de confirmar a compra, pois se trata de um valor alto, que se não for bem planejado pode colocar em risco o orçamento da família.
 
O educador financeiro Reinaldo Domingos listou nove dicas para quem vai comprar um imóvel. Confira:
 
1- Planeje
 Reúna a família e converse sobre o objetivo de comprar a casa própria. É nessa hora que se deve definir o lugar, possíveis valores as reais condições em que se encontra o orçamento.
 
2- Junte dinheiro
O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha. Faça uma simulação em alguns bancos de quanto custaria a prestação deste imóvel e comece a guardar em um investimento conservador como poupança, CDB ou tesouro direto.
 
3- Aluguel
Se você mora de aluguel, analise o valor da locação que está pagando e, se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel.
 
4- Financiamento
Lembre-se que o financiamento de um imóvel é considerado dívida de valor, por isso, deve ser protegida e garantida antes de sair pagando as despesas mensais.
 
5- Padrão de vida
Cuidado com o valor do imóvel que pretende comprar e veja se o seu valor adéqua-se a seu verdadeiro padrão de vida. Muitas vezes, não respeitamos nosso padrão, diz Domingos.
 
6- Emergências
Tenha sempre uma reserva estratégica, pois, em caso de qualquer eventualidade, você não deixará de honrar este compromisso.
 
7- Desequilíbrio financeiro
Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria, é preciso rever imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas que, somadas, podem levar à falência.
 
8- Custos extras
Não se esqueça de que um novo imóvel demanda novos custos, como mobília nova, condomínio, taxas de transferência, entre outros. Por isso, leve em conta esses gastos na hora de fazer as contas.
 
9- Custo de vida
Outro ponto a ser levado em conta é o custo de vida da região na qual a família irá morar, afinal, este pode se elevar. Também se preocupe com gastos com transporte.
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Por que converter sua imobiliária em franquia

Se você tem a sua imobiliária própria, já pensou em convertê-la  em uma franquia? Na verdade, não faltam motivos para realizar essa mudança. Trabalhar em uma unidade de uma rede imobiliária é sinônimo de sucesso no maior mercado do mundo, os Estados Unidos, há mais de 30 anos.

E tudo indica que essa tendência está chegando ao Brasil. Com o mercado imobiliário brasileiro ficando cada vez mais competitivo, vai ficando cada vez mais difícil você com a sua imobiliária própria encarar as gigantes do setor.

Além de se proteger melhor dos competidores, com a conversão para franquia você pode aumentar o lucro da sua empresa ao acessar o banco de dados integrado da marca. Mas isso é só o começo. Entenda melhor, abaixo, por que converter a sua imobiliária em franquia pode ser favorável:

Tendência mundial

O modelo de franquias no mercado imobiliário começou na Austrália e avançou pelo mundo todo. Como já foi dito acima, é a norma nos Estados Unidos, com as franquias sendo responsáveis por nada menos do que 89% do setor no país. França, México, Alemanha e Japão são outros exemplos que o modelo de franquias avançou até dominar o mercado imobiliário.

E isso está acontecendo no Brasil. Conforme redes cada vez maiores vão chegando ao nosso mercado, a tendência é que as pequenas e médias imobiliárias sofram cada vez mais e corram o risco de fechar as portas. Antes que isso aconteça, pense bem na ideia de ser um franqueado e saia na frente, trabalhando com um nome reconhecido no mercado.

Vantagens únicas

Imagine a seguinte situação: a sua imobiliária vende um imóvel na região em que atua. O comprador fica satisfeito com o bom trabalho e indica sua imobiliária para amigos que queiram morar por lá. Mas os anos passam e ele quer sair do bairro. Pronto, o cliente (e o dinheiro) foi perdido, já que ele vai para outra imobiliária.

Com uma franquia, isso não precisa acontecer. Isso porque certas franquias trabalham em rede e todos os imóveis captados por uma unidade podem ser vistos pelas demais. No exemplo acima, você consultaria o banco de dados da sua rede e, se houvesse um imóvel no outro bairro conforme os desejos do cliente, você poderia vender e continuar com o cliente. E, nesse caso, tanto quem capta quanto quem vende o imóvel ganha.

Vale lembrar que você precisa ver as regras do franqueador para ver se isso se aplica. Se for, a conversão de sua imobiliária para franquia pode ajudar a você manter esse cliente.

Nome forte e investimento compartilhado

Ao ter a marca forte do franqueador, você ganha sem precisar conquistar o cliente. Ter um nome forte no mercado garante a confiança do seu possível cliente, sem dúvidas sobre a qualidade do serviço.

Mas o nome forte sozinho não resolve todos os problemas. Os melhores franqueadores do setor imobiliário investem em novas tecnologias, na capacitação da equipe profissional e em novos programas de expansão, isso sem contar com a construção de um manual de procedimentos.

Trabalhando sozinho, é difícil conseguir fazer tudo isso com a sua imobiliária própria. Seja por falta de tempo ou de dinheiro, raramente uma empresa local realiza todas essas etapas.

Ao converter a sua imobiliária em franquia, todos esses investimentos são compartilhados com as outras unidades, tornando-os mais acessíveis para todos da rede. Os corretores serão treinados em uma universidade corporativa para melhorar o desempenho, o gestor terá mais tempo e energia para gastar nos negócios e menos preocupação com ações de marketing, tecnologia e treinamentos. Esse investimento dá resultados.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

As redes sociais e o mercado imobiliário

Todo corretor de imóveis que se preze tem na comunicação a sua principal ferramenta de trabalho. E quanto mais maneiras para se comunicar, melhor! Atualmente, isso não significa atuar apenas com anúncios em jornais, passar a mão no telefone ou, simplesmente, ir para as ruas e conversar.

Na era da internet, as ferramentas da tecnologia – de e-mail aos blogs e, claro, às redes sociais – podem ser uma poderosa arma de comunicação para quem atua no mercado imobiliário.

Isso não significa que o corretor vai se trancar no quarto na frente do computador, evidentemente. O que precisa ser feito é adicionar as redes sociais em sua estratégia, ampliando o seu público-alvo e as possibilidades de vendas. Afinal de contas, os potencias clientes estão conectados todos os dias.

Um levantamento da ComScore afirma que 90,8% de todos brasileiros acessam redes sociais e ficam, em média, 4,9 horas mensais nesses sites. E não estão online apenas para jogar nas fazendas virtuais ou ver fotos. A pesquisa aponta que 55% dos usuários entre 35 e 49 anos procuram novos imóveis pelas redes sociais.

Está convencido? Veja agora quais são as redes sociais que você precisa estabelecer a sua presença e as estratégias para conquistar clientes:

Facebook

A rede social mais popular do mundo (e do Brasil) teria que abrir essa lista. Se você não trabalha com o Facebook, já está atrasado. Lá, é possível criar perfis pessoais e páginas profissionais (as mais indicadas para um negócio).

Se você tem uma imobiliária, o primeiro passo é criar a sua página profissional. Nela, compartilhe fotos de novos empreendimentos ou imóveis recém adicionados. Essa é a parte mais básica do processo.

Mas vai ser difícil trazer gente interessada em comprar só com isso. É importante você tentar se tornar uma referência do mercado. Então, compartilhar notícias relacionadas ao setor imobiliário ou eventos podem ajudar a atrair interessados. E, claro, nunca se esqueça de interagir com o seu público, respondendo os comentários e as mensagens privadas.

Aliás, você pode conhecer um pouco do perfil do seu cliente pelas informações fornecidas pelo Facebook. É um trabalho de médio a longo prazo, mas pode compensar.

Twitter

Outra febre nacional, o Twitter possui mais de 41 milhões de perfis brasileiros ativos. Como as mensagens devem ser curtas (o limite é de 140 caracteres por publicação), é recomendável fazer uma pequena chamada com links para o seu blog ou site da imobiliária. A interação com o público também é muito importante para atrair mais seguidores.

Pinterest e Flickr

São duas redes sociais essencialmente usadas para o compartilhamento de fotos. O Pinterest tem reunido pessoas interessadas por design, arquitetura e decoração. Está aí uma ótima oportunidade para você criar um álbum virtual com as melhores fotos dos seus imóveis e separadas por categorias e preferências pessoais.

Mãos à obra

Com esse resumo, você já pode mergulhar nas redes sociais. Mas, nunca é demais lembrar, para fazer bonito nesse mundo você precisa obedecer uma série de regras.

A primeira de todas é com a redação das suas publicações. Erros gramaticais e de concordância deixam uma péssima impressão e afastam possíveis clientes.

Depois, com as imagens. A foto de um imóvel, se for feia e com pouca luz, pode mais prejudicar a sua venda do que ajudar. Como uma imagem bonita sempre atrai mais gente, é bom procurar maneiras de apresentar fotos mais bacanas (é só pesquisar por tutoriais na internet que explicam como fazer isso).

Por fim, lembre-se que seus perfis devem sempre estar atualizados e dê crédito dos lugares que você compartilhou a notícia. Agora, é só começar a trabalhar.

domingo, 29 de junho de 2014

Garrafas PET são transformadas em cobertura para telhados

A ONG Reuse Everything Institute, com sede em Pittsburgh (EUA), criou uma máquina capaz de converter o plástico usado para a fabricação das garrafas em materiais de construção a preços acessíveis. Em colaboração com os estudantes da Carnegie Mellon University e Engineers Without Borders, a ONG automatizou essa tecnologia para facilitar a criação de negócios sustentáveis nos Estados Unidos e no exterior.
Utilizada no teto de uma casa no Equador para testar a resistência do produto final, a invenção obteve resultado altamente satisfatório. Os responsáveis querem ampliar o processo para mais comunidades no país, além de promover emprego para a população, que fará a reciclagem do produto.
As garrafas PET representam um problema global porque seu tempo de decomposição é extremamente longo: aproximadamente cem anos. No Brasil, foram coletadas para reciclagem 331 mil toneladas de embalagens em 2012, segundo dados do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, divulgado em 2013 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).
Fonte: EcoD

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Incorporação de fundos: os primeiros movimentos de uma tendência

Em menos de 30 dias dois administradores anunciaram intenção de promover incorporações de fundos imobiliários.
A incorporação de um fundo por outro está prevista na regulamentação dos FII (ICVM 472) e pode ser interessante para os cotistas, mas merece atenção. A operação faz sentido quando os fundos (incorporador e incorporado) possuem políticas de investimentos e patrimônio semelhantes que possam ser agrupados em um único fundo, gerando vantagens como redução de custos e aumento da liquidez das cotas.
Há muito espaço para fusões e incorporações de fundos imobiliários no Brasil, isso porque no nosso mercado é grande a existência de fundos monoativos, aqueles que possuem um único imóvel. Em geral o patrimônio desses fundos é pequeno, contam com poucos cotistas e registram poucos negócios na bolsa. São fundos mais antigos e que faziam sentido em outra circunstância, quando o mercado de FII dava seus primeiros passos. Mas o futuro dessa indústria deve convergir para os fundos multi ativos, com patrimônio robusto e diversificado, como acontece na maioria dos países em que a indústria de FII é mais evoluída. Fundos monoativos oferecem muito mais risco aos cotistas, por conta da concentração de patrimônio. Além disso, os imóveis vão envelhecendo, perdendo atratividade e demandando reformas.
Um estudo da Anbima feito com dados do final de 2013 mostrou que os 223 fundos existentes na época somavam patrimônio total de 53,8 bilhões de reais. Destes, 177 fundos possuíam patrimônio entre 5 e 250 milhões de reais apenas, enquanto os outros 46 detinham patrimônio acima de 1 bilhão de reais. Nos EUA na mesma época eram pouco mais de 300 fundos com patrimônio total de 1 trilhão de dólares, ou seja, em média o patrimônio de cada fundo americano é de 3,3 bilhões de dólares.
Pode se tornar uma tendência no Brasil a incorporação ou fusão da maioria dos fundos monoativos, transformando muitos pequenos fundos em poucos grandes fundos. Os primeiros passos nesse sentido já foram dados. Recentemente o Banco J. Safra propôs que os fundos JS Real Estate Recebíveis Imobiliários (BJRC11) e JS Real Estate Renda Imobiliária (JSIM11) sejam incorporados pelo JS Real Estate Multi Gestão (JSRE11). Outra administradora, a Rio Bravo, propôs que o fundo The One (ONEF11) seja incorporado pelo fundo Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11).
Participação dos cotistas é fundamental
O administrador propõe a incorporação dos fundos mas somente os cotistas podem autorizá-la. Para tanto deverá ser realizada uma assembleia geral ou consulta formal e a proposta precisará ser aprovada por, no mínimo, metade dos cotistas. O principal ponto a ser analisado antes de votar é a relação de troca de cotas, ou seja, quantas cotas do fundo incorporador o cotista do fundo a ser incorporado receberá.
Cotistas de todos os fundos envolvidos precisam decidir se a relação de troca é justa e cabe ao administrador fornecer as informações necessárias para a correta tomada de decisão como demonstrar a compatibilidade dos fundos que serão incorporados, indicar os critérios de avaliação dos ativos dos fundos e da atribuição das cotas aos participantes dos fundos incorporados e, por fim, demonstrar as alterações que deverão ocorrer no regulamento do fundo incorporador.
Portanto a participação dos cotistas é fundamental. Se você investe num desses cinco fundos vai precisar dedicar atenção ao caso, afinal trata-se do seu dinheiro. Avalie bem a proposta, peça mais explicações ao administrador se for preciso, mas não deixe de votar.
Fonte: Arthur Vieira de Moraes - InfoMoney

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Câmara dos Deputados aprovou nesse mês o Projeto de Lei Complementar 221/12, que atualiza a lei geral da Micro e Pequena Empresa. E isso pode ser muito importante para você, corretor ou dono de imobiliária. Se aprovado no Senado, o projeto tem o potencial de mudar bastante o mercado imobiliário.

Como? Com a inclusão de corretores de imóveis no Supersimples. Isso significa, na prática, que a carga tributária que incide sobre os profissionais do setor pode cair consideravelmente.
De acordo com o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), mais de 300 mil corretores podem ser beneficiados com essa mudança na lei.

Entenda, abaixo, quais são os critérios e valores para uma empresa se tornar optante do Simples Nacional, o que elas ganham e qual a mudança que vai acontecer, de fato:
O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional (ou Supersimples) é um regime de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos adotado por micro e pequenas empresas. Conforme a lei, microempresas são aquelas que têm receita bruta anual igual ou inferior a 360 mil reais. Já as empresas de pequeno porte são as que apresentam receita bruta anual entre 360 mil reais e 3,6 milhões de reais.

Na prática, o Simples Nacional facilita a vida dos micros e pequenos empreendedores ao cobrar de modo simplificado os tributos federais, estaduais e municipais. Além disso, o regime chega a reduzir em mais de 40% a carga tributária (em comparação a outros sistemas de cobrança como o Lucro Presumido).

A questão é que nem todos os profissionais podem optar por entrar nesse regime. Existe uma série de exigências para o enquadramento de categoria. Até o projeto de lei, os corretores de imóveis estavam entre os profissionais que não se encaixavam nesse tipo de tributação.
As alterações no Regime

Com a aprovação, cerca de 500 mil micro e pequenas empresas serão incluídas no regime de tributação do Supersimples. Isso porque a classificação das empresas passa a ser pelo porte e pelo teto de faturamento e não mais em função da atividade do empreendimento. Ou seja, qualquer empresa que fature até 3,6 milhões de reais pode se enquadrar no regime.

E os corretores de imóveis podem se beneficiar com essa mudança, desde que atuem como pessoa jurídica.

Um corretor de imóveis que atua como pessoa física paga entre 15% e 27,5% de imposto de renda sobre seus ganhos. As empresas que se enquadrarem no novo sistema serão tributadas de acordo com uma tabela que vai de 6% a 17,42% do faturamento mensal.

MEI pode ser outra solução

Outra opção que os corretores têm para se formalizar é optando por serem MEI (Microempreendedores Individuais). Nesse caso, o faturamento anual não pode ultrapassar 60 mil reais, ou seja, 5 mil reais mensais.

Com esse registro, o profissional pode emitir o seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. A taxa mensal para esse regime é menos do que 50 reais por mês. E nisso já estão inclusos todos os impostos e tributos. Ou seja, não é preciso pagar mais nada para estar “em dia” com a Receita Federal.
Escolha a opção que mais se enquadra ao seu perfil e regularize-se já. Você só tem a ganhar com isto.

Receita lança aplicativo para imóveis rurais

A Receita Federal anunciou o lançamento de um aplicativo que permite o envio de solicitação de serviços para o Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir). Por meio da internet, o Coletor Web do Cafir permite aos titulares de imóveis rurais pedir inscrição, alteração cadastral, alteração de titularidade por alienação total, cancelamento e reativação de imóvel rural.

Após o envio, o solicitante deverá apresentar, em uma unidade de atendimento da receita, a documentação destinada à comprovação das informações e o recibo emitido no Coletor, chamado Documento de Entrada de Dados Cadastrais do Imóvel Rural (Decir). Os papéis podem ser entregues na agência da receita ou pelos Correios.

O solicitante poderá acompanhar o andamento da solicitação no próprio Coletor Web, usando os números de recibo e de identificação, gerados no pedido.


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Projeto dá a bombeiro poder para cassar alvará de imóvel

Os bombeiros poderão cassar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) de imóveis, prevê o projeto de lei complementar que cria o Código Estadual de Proteção Contra Incêndios e Emergências, enviado pelo governo paulista à Assembleia Legislativa. Atualmente, a corporação só pode vistoriar as condições de segurança dos estabelecimentos ou residências quando é chamada pelo proprietário ou em casos de emergência.
"O bombeiro hoje não pode hoje, por exemplo, lacrar uma entidade, um estabelecimento. Então (o Código) aumenta o seu poder de fiscalização", disse nesta quinta-feira, 29, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em entrevista coletiva no quartel dos Bombeiros, no centro de São Paulo. De acordo com o governador, o dinheiro para a nova atividade virá de uma taxa que já existe que ia para a Polícia Militar. "Agora vai para o Fundo de Investimentos dos Bombeiros. Vai ser reinvestido só para equipar os bombeiros."
Para Márcio Rachkorsky, advogado e presidente da Associação dos Síndicos de Condomínios Comerciais e Residenciais do Estado de São Paulo (Assosindicos), a intenção é positiva, por tornar mais clara a atribuição dos bombeiros e ampliar a segurança dos imóveis. "Os condomínios estão obrigados a ter o AVCB. Hoje, a relação que eles têm com os bombeiros é praticamente só na hora que está para vencer o AVCB, quando pedem para a corporação vistoriar para renovar o documento. Com essa nova determinação, a tendência é que o Corpo de Bombeiros se tornar mais presente, identificando previamente uma situação de risco."
Contudo, o especialista tem dúvidas sobre se o efetivo dos bombeiros, que está em cerca de 8,6 mil pessoas no Estado, será suficiente para isso. "Tenho minhas dúvidas sobre o efetivo para fazer isso. Por exemplo, uma série de coisas, como obras irregulares e alteração de construção que mexe com o coeficiente construtivo, que deveriam ser fiscalizadas pela Prefeitura acabam não sendo por falta de efetivo."
Somente na cidade de São Paulo existem um pouco mais de 30 mil condomínios residenciais e comerciais, conforme dados da Assosindicos. Para o governo, a medida é uma estratégia para "gestão de riscos". Aliam-se a ela no projeto de lei a criação do Sistema e Serviço de Segurança contra Incêndios e Emergências e a realização de campanhas educativas. No primeiro caso, o Corpo de Bombeiros poderá acionar, por meio de um protocolo, empresas e sociedade civil para o atendimento de ocorrências.
Segundo nota da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), "em emergências, como incêndios e desastres naturais, o código prevê que os bombeiros mobilizem e comandem equipes de bombeiros municipais, civis e voluntários, além de guarda-vidas para o atendimento dessas ocorrências". Já nas situações em que forem realizadas ações educativas, a corporação poderá "usar instalações e até recursos hídricos de outras instituições públicas ou empresas, assegurando a indenização".  

terça-feira, 6 de maio de 2014

Práticas sustentáveis ganham força em edifícios comerciais

O crescimento do número de canteiros de obras reconhecidamente sustentáveis foi o tema de três reportagens veiculadas no especial “Inovações Imobiliárias”, da Folha de S.Paulo de 27 de outubro de 2013. Parte de uma série sobre novidades do mercado de imóveis, os três textos assinados pela jornalista Paula Cabrera tratam das “soluções verdes” em grandes empreendimentos da construção civil. Conforme mostra a reportagem, ainda incipientes em construções para uso residencial, práticas sustentáveis têm grande força em edifícios corporativos. O projeto é finalista do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, na categoria Reportagem Jornalística.
O primeiro texto, intitulado “Sustentabilidade é restrita em residenciais”, reproduz ranking do Green Building Council Brasil, segundo o qual o Brasil é o quarto em número de obras certificadas por sustentabilidade. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes Unidos. A matéria também apresenta a expectativa do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário) de que, em sete anos, todas as edificações em construção possuam práticas sustentáveis.
Em “Bairros planejados procuram ser solução à mobilidade difícil”, a jornalista cita exemplos de grandes projetos na cidade de São Paulo que estão se “apropriando” do conceito de sustentabilidade. “Alguns deles reúnem em um único empreendimento torres comerciais e residenciais, hotéis e até shoppings ou malls, para que o usuário possa se deslocar o mínimo possível – e sem carro”, afirma.
Consta ainda na página dedicada ao tema, a matéria “Reúso de água e economia de energia são as principais metas”. Nela, são informadas estratégias adotadas em empreendimentos modernos que visam a maior eficiência no consumo de água e eletricidade. Quando o assunto é energia elétrica, os principais focos costumam ser os sistemas de ar-condicionado, os elevadores e as escadas rolantes. 
Paula é bacharel em Jornalismo, formada pelo Centro Universitário Municipal de São Caetano do Sul. Colabora com a Folha desde junho de 2011. Antes, trabalhou como repórter no jornal Diário do Grande ABC por pouco mais de dois anos

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cartilha do Ibedec dá dicas sobre compra de imóveis


O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) elaborou uma guia com dicas para quem pretende comprar imóveis em feirões, como o que a Caixa Econômica Federal realiza de sexta (2) até 25 de maio em 13 cidades.
A primeira dica é pesquisar o preço. É preciso avaliar outros imóveis à venda no mesmo prédio ou conjunto habitacional para saber o valor de mercado. Também vale pesquisar em imobiliárias e com corretores o preço médio do metro quadrado na região.
Outra orientação é pesquisar juros e fazer simulações em todos bancos para encontrar a melhor taxa. O Ibedec lembra que a taxa de juros varia conforme a renda, o valor do imóvel e o do financiamento. É importante também ter atenção com o Custo Efetivo Total (CET), percentual que mostra quanto o financiamento vai custar, incluindo todas as taxas administrativas e os tributos cobrados pelo banco. “Nem sempre a menor taxa de juros é o melhor negócio. Para ajudar na pesquisa, a internet é uma grande ferramenta, pois todos os bancos tem simuladores online”, destaca o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, no guia com orientações para a compra da casa própria.
Segundo o Ibedec, quanto maior o prazo do contrato de financiamento, maior será o pagamento de juros. Ao financiar um imóvel em 30 anos, será pago 4,5 vezes o valor de mercado do imóvel, entre juros, capital e correção monetária. Ao financiar em 20 anos, será pago 3,5 vezes o valor de mercado. Por isso, é recomendável financiar pelo menor prazo, de acordo com a capacidade de pagamento.
Outra dica é evitar começar a pagar o financiamento meses depois do fechamento do contrato. Isso porque serão cobrados juros por esse período de carência.
O Ibedec destaca ainda que não é possível a nenhum vendedor prometer a aprovação de financiamento, porque isso dependerá do preço do imóvel, da renda, do valor da entrada e da situação cadastral do cliente. Se o consumidor depender de financiamento para comprar o imóvel, a orientação é não assinar nenhum documento antes de verificar se o crédito está aprovado.
Caso o vendedor insista em fazer um “pedido de reserva de imóvel” ou peça para deixar um cheque caução, com a promessa de que se o financiamento não for aprovado o negócio será desfeito sem qualquer custo, é importante exigir esse compromisso por escrito.
O Ibedec orienta os consumidores a não comprar imóveis ocupados, principalmente se, ao visitar o local, for identificado que o ocupante não pretende sair. Segundo o Ibedec, o processo de retirada judicial é demorado e pode até não acontecer. Além disso, haverá custas judiciais e honorários de advogados caso seja preciso entrar na Justiça.
Também é importante fazer vistoria detalhada do imóvel antes de fechar o negócio. O instituto também orienta a guardar todos os panfletos, anúncios e textos feitos pelos vendedores, também para o caso de ter que provar algum fato na Justiça, posteriormente. E tudo que for objeto da negociação deve constar na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.
Se o imóvel a ser comprado já estiver pronto,  verifique se não há dívidas pendentes, como condomínio e  Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O instituto lembra ainda que há despesas extras ao comprar um imóvel: escritura e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI). Esses custos podem chegar a 3% do valor de mercado atual do imóvel, segundo o Idebec.
O instituto também lembra que a contratação de despachante imobiliário não é obrigatória. O próprio comprador pode fazer todos os procedimentos burocráticos, o que toma tempo, mas a economia varia de R$ 500 a R$ 1 mil.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Uma santa guerra entre Einstein e Sírio-Libanês

De um lado, a comunidade judaica do Albert Einstein. Do outro, os árabes do Sírio-Libanês. Os dois maiores hospitais do Brasil vivem um ciclo de investimentos e de competição, inédito

Por décadas, foi dito que a grande prova da hospitalidade de São Paulo era o fato de que, na cidade, a rivalidade entre árabes e israelenses se limitava a saber quem tinha o melhor hospital.

De um lado, o Albert Einstein, da comunidade judaica. Do outro, o Sírio-Libanês, fundado e administrado até hoje por famílias de origem árabe. Mas a verdade é que, na prática, a disputa não era tão pesada assim. Cada hospital tinha suas searas bem definidas, e um não incomodava o outro.

O Sírio, fundado em 1921 no bairro da Bela Vista, virou referência em oncologia — razão pela qual recebe pacientes famosos, como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. O Einstein, inaugurado em 1955 no bairro do Morumbi, especializou-se em áreas como neurologia e transplantes.

A tal “guerra” dos dois hospi­tais era de mentirinha. Mas as coisas, lentamente, começaram a mudar. Há cinco anos, Einstein e Sírio iniciaram o maior ciclo de expansão de sua história.

Os dois hospitais crescem cerca de 15% ao ano e, juntos, investiram 3 bilhões de reais em novas unidades, negócios e centros de pesquisa. As fronteiras já não existem mais. Ninguém admite publicamente — mas, agora, é guerra mesmo.

A atual disputa se deve a uma mudança de postura. Antes satisfeitos em ter um atendimento de excelência em algumas áreas, hoje os dois hospitais querem fazer de tudo. Quem deu a largada foi o Einstein, que em 2009 começou a expandir seu negócio de diagnósticos. De lá para cá, abriu quatro centros em São Paulo e já é o quarto colocado no ranking do setor.

Menos de um ano depois, o Sírio inaugurou o primeiro laboratório externo em 2010, no bairro paulistano do Itaim Bibi, e procura um terreno na zona sul da cidade para abrir outra unidade — ambas especializadas em diagnóstico por imagem.

No principal negócio dos hospitais — o tratamento de doentes —, a concorrência está mais acirrada do que nunca. Com 670 leitos, o Einstein tinha quase o dobro do tamanho do concorrente. Com isso, virou referência em uma gama maior de especialidades. Em 2010, começou a instalar mini-hospitais em outros bairros de São Paulo, como Perdizes e Ibirapuera, chegando mais perto de seus pacientes.

Já tinha uma unidade nos Jardins desde 2001. Em resposta, o Sírio investiu 500 milhões de reais em três novas torres, que vão ampliar, nos próximos três anos, a capacidade do hospital de 372 para 727 leitos. A primeira ala ficará pronta em 2014. Algumas das áreas que são especialidade do rival Einstein serão ampliadas, como a de cardiologia, que vai ganhar 22 leitos de terapia intensiva.

O hospital também já escolheu os terrenos para abrir novas unidades em Campinas e no Rio de Janeiro. O Einstein, que há alguns anos estudou construir um hospital no Rio, suspendeu, pelo menos temporariamente, seus planos.

Em contrapartida, inaugurou, em dezembro, uma unidade especializada em tratamento de câncer — principal especialidade do Sírio, que tem um centro de oncologia desde 2002. Nos últimos meses, o Einstein investiu 50 milhões de reais em equipamentos e dobrou a capacidade de atender pacientes com câncer.

A rivalidade cresce porque as oportunidades nunca foram tão grandes. Em dez anos, os 35 maiores hospitais brasileiros triplicaram o faturamento e chegaram a uma receita de 13 bilhões de reais em 2013. “Com o aumento da renda e da expectativa de vida, a demanda só tende a crescer”, diz Pedro Zabeu, analista do mercado de saúde do banco Fator.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) calcula que, para dar conta do aumento de demanda, as redes investirão 7,3 bilhões de reais até 2016. Einstein e Sírio investem também para se manter à frente de uma concorrência crescente. O hospital paulistano 9 de Julho, do empresário Edson Bueno, inaugurou em 2013 um novo prédio, que custou 40 milhões de reais.

Outros 180 milhões de reais estão sendo investidos em uma nova torre, com 120 leitos, que deverá ser inaugurada em 2015. O Samaritano, também de São Paulo, investiu 243 milhões de reais em áreas como ortopedia e oncologia. O HCor gastou 145 milhões em novas unidades de oncologia e neurologia.

No Rio, está em construção na Barra da Tijuca o maior complexo médico da cidade, o Américas Medical City. O conjunto terá dois hospitais, Samaritano e Vitória, e receberá um total de 600 milhões de reais em investimentos.

Para Sírio e Einstein, o atual cenário dá origem a dois desafios principais. O primeiro é reduzir os custos. Como são, na maioria, sociedades filantrópicas, os hospitais não distribuem lucros aos acionistas e podem reinvestir tudo que sobra no caixa. Mas os planos de investimento para os próximos dois anos são ainda mais ousados.

O Einstein pretende investir cerca de 500 milhões. O Sírio, 400 milhões. Ou seja, quem conseguir cortar custos terá mais dinheiro para investir. Mas economizar num setor que lida com questões de vida ou morte sempre foi um tabu. As evoluções vêm aos poucos. O Sírio conseguiu, em três anos, diminuir em 30% os gastos com alguns insumos ao limitar a variedade.

Costumava comprar, por exemplo, dez tipos de cateter para tratar traumas no cérebro. Hoje, compra apenas um, e treinou todos os profissionais do centro cirúrgico para usá-lo. O Einstein, por sua vez, passou a autorizar procedimentos cirúrgicos apenas depois de ouvir a opinião de dois médicos.

O segundo desafio é manter a qualidade do atendimento em meio a tanta expansão. A maior preocupação é com a mão de obra. O Einstein anunciou em 2013 a criação de uma faculdade de medicina, que a partir de 2015 vai formar 100 médicos por ano. Para não perder seus melhores profissionais, o Sírio ampliou o número de médicos com contratos de exclusividade — de 80, em 2007, para 184.

O salário médio desses profissionais cresceu 52% em três anos. O hospital também criou, em 2013, 30 grupos, com 240 médicos no total, para pesquisar doenças como diabetes e esclerose. “Ganhar escala e perder qualidade seria fatal”, diz Paulo Chapchap, superintendente do Sírio-Libanês. Pacientes — atuais e futuros — só podem concordar.

Fonte: Vicente Vilardaga, Exame

domingo, 13 de abril de 2014

Casa à prova de enchente

Uma casa anfíbia. Fincada no chão, mas capaz de flutuar em dias de enchente, inibindo inundações. Não só é possível, como já existe. Em Bangladesh. A primeira unidade da Lift House (ou casa elevador) foi construída na cidade de Dhaka, numa comunidade que costuma sofrer com chuvas fortes e enchentes, e vem sendo testada há quatro anos.

O mecanismo é simples. A casa é composta de três partes. A central, estática, é feita de tijolos e concreto e funciona como a espinha dorsal da edificação, responsável por mantê-la em pé. Presa a ela, há dois módulos laterais de bambu construídos sobre dois tanques, que têm estrutura de cimento e funcionam como fundação da casa. Dentro dos tanques, ficam colchões de garrafas pet usadas. Quando chove forte e o rio localizado logo atrás da casa enche, a água invade os tanques e sua força levanta os colchões de pets e as duas laterais da casa. Assim, o imóvel flutua na água, ao invés de ser invadido por ela.

Quando o nível da água baixa, a casa volta a seu lugar. Para evitar infiltrações, o piso recebeu tratamento especial.

– Com soluções econômicas eficazes e simples, a arquitetura da Lift House se adapta ao ambiente natural dando, a comunidades carentes urbanas, a chance de viver em casas seguras, de baixo custo e que não necessitam de reparos a cada enchente. As inundações, uma das forças mais destrutivas em comunidades pobres de grandes cidades, são uma realidade na vida de muita gente ao redor do mundo. Esta é uma forma de conviver com elas – diz Prithula Prosun, arquiteta que desenvolveu o projeto em tese de mestrado.

Natural de Bangladesh, onde viveu até os 9 anos, Prithula vive desde então em Toronto, no Canadá. Mas em seu mestrado quis pesquisar soluções para habitações de comunidades pobres de seu país. E como a intenção era criar um projeto sustentável, a arquiteta optou por usar materiais baratos e que estivessem disponíveis em quantidade no local da construção.

Caso tanto do bambu, material versátil, leve e de baixo custo, quanto das pets, disponíveis aos milhares em qualquer canto do mundo e que, quando não recicladas, acabam enchendo os lixões. Na casa de Bangladesh, por exemplo, foram usadas oito mil pets.

Logo, uma escolha que, além de ecológica, facilita a exportação do projeto e a construção da casa em outros países. No momento, Prithula vem trabalhando em parceria com a organização Architecture for Humanity, para construir cem lift houses na Colômbia. Estão na fase de captação de recursos. O custo de cada módulo é de cerca de R$ 11 mil. Ou seja, uma casa, como a de Bangladesh, custa R$ 22 mil e pode ser erguida em três meses. E será que o projeto poderia chegar também ao Brasil?

– É claro. Embora a primeira Lift House construída levasse em consideração as condições e necessidades de uma família de Bangladesh, os conceitos básicos do design anfíbio podem ser aplicados em qualquer área que sofra com enchentes – diz a arquiteta, que continua com sua pesquisa para desenvolver outros tipos de habitações anfíbias.

Mas, segundo Prithula, não há restrições de tamanho ou peso para cada módulo móvel. Para construir uma casa maior, basta fazer um tanque, ou fundação, também maior. O design é totalmente adaptável até mesmo às condições climáticas. Só é preciso fazer adaptações que seriam estudadas de acordo com cada lugar.

Presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA Rio), o arquiteto Vicente Giffoni acredita, no entanto, que no Brasil a técnica só poderia ser aplicada em áreas afastadas dos centros urbanos, como as regiões ribeirinhas da Região Norte.

– O conceito é bom, mas não sabemos se poderia ser aplicado com eficácia no Rio de Janeiro. O uso de materiais sustentáveis e o estilo de construção são relevantes, mas, por outro lado, não se sabe se, na prática, isso seria suficiente, para se evitar o estrago causado por uma enchente – avalia Giffoni.

Casa é autossuficiente

E a casa asiática ainda tem outras características sustentáveis. Em sua parte central, foram construídos os banheiros e abaixo deles há uma grande composteira. Assim, é possível produzir adubo a ser usado em hortas ou no jardim que cerca a edificação, por exemplo. Além disso, o imóvel foi projetado para ser autossuficiante e não tem conexões com os sistemas de abastecimento da cidade, muito precário no caso daquela comunidade. Por isso, conta com dois painéis num sistema de captação de energia solar, suficientes para abastecimento da casa.

A posição da casa no terreno levou em consideração a incidência tanto do sol como dos ventos, para diminuir a temperatura. Os janelões localizados nas fachadas frontal e lateral dos módulos de bambu também permitem uma ventilação cruzada que ajuda a resfriar o interior do imóvel.

Há ainda duas grandes cisternas, enterradas no solo. Uma para captação de água da chuva e outra para armazenamento da água já usada nos banheiros, que passa por tratamento e pode ser novamente utilizada em descargas e na irrigação da área verde.

– Espero poder erguer futuros modelos da casa Lift em diferentes partes do mundo. Acredito que a ideia tem um potencial imenso e estou ansiosa por explorar como o design do imóvel pode ser aplicado em diferentes paisagens e culturas – destaca Prithula, acrescentando que está pesquisando o que será preciso fazer para usar essa mesma arquitetura na construção de centros comunitários e também em escolas.

“A arquitetura da Lift House se adapta ao ambiente natural dando a chance a comunidades carentes de viver em casas seguras, de baixo custo”.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Telha solar é alternativa para painéis fotovoltaicos

Modelo promete ganhos estéticos e de eficiência
Duas empresas italianas uniram-se na criação de uma alternativa para o uso de painéis fotovoltaicos na conversão de energia solar em eletricidade. A Area Industrie Ceramiche e a REM desenvolveram a Tegola Solare, uma telha que possui componentes mais leves capazes de gerar tecnologia solar em materiais convencionais.
O produto é uma opção para consumidores que buscam soluções mais discretas no uso de energia renovável. As telhas solares, além de gerarem ganhos estéticos, prometem maior eficiência se comparadas aos painéis convencionais.
A Tegola Solare conta com quatro células fotovoltaicas e, em caso de danos, pode ser substituída sem afetar as demais unidades, sendo modular do telhado tradicional. A tecnologia desenvolvida pelas empresas italianas possui fiação que segue sob o telhado para o conversor.
Uma área de 40m² composta pelas telhas solares é capaz de gerar cerca de 3kw de energia. Apesar disso, a instalação dessa alternativa é ainda mais cara do que os painéis convencionais, que custam a partir de R$ 17 mil no Brasil.
Fonte: EcoD

terça-feira, 11 de março de 2014

Comprar imóvel hoje é um grande equívoco financeiro

Um dos princípios consideravelmente básicos e popularmente conhecidos da economia diz que, para fazer um bom negócio, é fundamental aproveitar os momentos de baixa para comprar e os momentos de alta para vender.
 
Comprar barato e vender caro é sinônimo de lucro e inteligência e é um conceito que está arraigado em nossa cultura, apesar de não termos uma educação financeira efetiva nas escolas. É um conhecimento quase empírico, que passa de geração para geração.
 
Mas, quando pensamos com bastante atenção e racionalidade na atual situação do mercado imobiliário brasileiro, podemos concluir que esse princípio tem sido levado a sério, como nunca, por quem tem imóvel para vender. Quem está decidido a comprar um imóvel (justamente agora, com os preços no topo!) está cometendo um grande equívoco financeiro e, certamente, ignorando a regra devidamente martelada na fala popular.
 
Pessoas compram e continuam comprando imóveis, sem grandes reflexões, sem paciência e se submetendo a preços exorbitantes e surreais. Onde querem chegar?
 
Na ânsia de ter a sonhada casa própria, de se livrar do aluguel ou até de fazer um bom investimento, o consumidor brasileiro perdeu a mão e compra com uma ideia fixa de que seu imóvel continuará se valorizando significativamente com o tempo. Não irá!
 
Pode até parecer pessimista, mas a própria história cansa de nos apontar exemplos de bolhas e de como não ser um colaborador (e, posteriormente, vítima) delas. Quem não se lembra da crise imobiliária norte-americana em 2007 e 2008, que fez com que a economia mundial balançasse e cuja recuperação não se deu por completa até hoje?
 
Outro clássico do mercado especulativo ocorreu em 1634, conforme relatos da chamada "mania das tulipas" na Holanda. À época, o país recebia forasteiros que aqueceram o mercado de tulipas de forma avassaladora. Apesar de o salário médio chegar a, no máximo, 400 florins por ano, um bulbo podia ser vendido a seis mil florins! Todos queriam vender tulipas. No entanto, pasmem, apenas três anos depois o mercado destas flores quebrou, após um pânico generalizado, cujas causas são desconhecidas, dos consumidores. Um crescimento tão frágil quanto o próprio produto comercializado.
 
A bolha como ela é
 
Tanto no caso das tulipas holandesas como nos exemplos dos mercados imobiliários americano e brasileiro, os pés dos consumidores se distanciaram da realidade. Se a inflação alcança níveis inadmissíveis para a população, a política monetária inverte-se e investimentos de longo prazo desmoronam, especialmente os do setor imobiliário.
 
O ciclo começa sempre com juros baixos em excesso, construções em abundância, empréstimos, crescente demanda por moradias, explosão nos preços e, no fim, um mercado especulativo.
Investidores redescobrem um mecanismo fácil para ganhar rios de dinheiro: comprar imóveis na planta e revender. Momento mágico, porém absolutamente efêmero, que dura apenas até o dia em que os juros sobem, os lucros dos empreendedores somem, as construtoras sofrem o golpe, os preços despencam, os especuladores amargam a baixa e a sociedade toda acaba sentindo os reflexos da crise econômica instalada.
 
Quem cogita comprar um imóvel deve parar e pensar seriamente que imóveis hoje não são um bom investimento e que não existe eficiência financeira, lucros garantidos, ao se adquirir um bem do mercado imobiliário hoje.  Aplique o dinheiro em mecanismos mais rentáveis e de maior liquidez. Poupe. Tenha disciplina. Mantenha a paciência. Conforme a sabedoria popular: quem não espera, come cru.
 
Fonte: Samy Dana
Mestre em economia, doutor em administração e PhD in business, é professor de carreira na Escola de Economia de São Paulo, fundador e coordenador do Núcleo de Criatividade e Cultura da FGV-SP - GV Cult. Fan Page: facebook.com/CaroDinheiro