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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vai financiar um imóvel? Conheça cinco dicas estratégicas

Se você está pensando em adquirir um imóvel, já deve ter se questionado: qual a melhor maneira de me programar financeiramente para realizar esta compra? Certamente, uma das suas primeiras opções será recorrer ao crédito habitacional.

Nos últimos anos, o financiamento imobiliário se tornou uma das principais formas para aquisição da casa própria e esse procedimento ainda gera muitas dúvidas. Por isso, hoje vamos conhecer cinco dicas importantes que devem ser levadas em consideração na hora do financiamento.

O objetivo desse post não é falar qual é o melhor agente financeiro ou quais são as melhores taxas de juros, pois isso dependerá muito do perfil de cada comprador: renda, percentual a ser financiado e valor do imóvel.

As dicas a seguir podem ser utilizadas por você na hora de escolher o financiamento mais seguro e adequado às suas expectativas.

1 – Planejamento é a palavra-chave

A compra de um imóvel é sempre um momento de muito entusiasmo e alegria. Contudo esse procedimento requer muita atenção e planejamento. Não deixe a emoção falar mais do que a razão.

Primeiramente, busque por um imóvel que seja compatível com a sua renda. Às vezes, na hora da emoção não somos capazes de mensurar os reais benefícios e contrapartidas de um financiamento imobiliário. Por isso, planeje-se muito bem antes de fechar um contrato.

Hoje, já existem vários agentes financeiros que realizam esse tipo de serviço e que trabalham com variadas taxas de juros. Pesquise em diferentes instituições e identifique aquela que melhor atende àssuas necessidades e ao perfil do imóvel que você deseja.

Compare as condições de financiamento, as taxas de juros, os prazos, tempo de aprovação, entre outros fatores. Não aja por impulso.

As linhas de crédito se diferenciam de acordo com o valor do imóvel, com a quantidade de parcelas, com o valor da entrada, entre outros fatores. Sendo assim, tenha bem definido o tipo de empreendimento que você almeja e como está o seu orçamento.

2 – Simuladores de crédito auxiliam na projeção da compra

Definir qual tipo de financiamento não é uma tarefa muito fácil. Mas já existem instituições que disponibilizam simuladores de crédito em seus sites que auxiliam na projeção da compra.

Ainda no momento de pesquisa, faça a simulação do seu financiamento. Teste as linhas de crédito disponíveis em diferentes bancos. Simule a projeção das prestações, quanto você precisará comprovar de renda para aprovar o valor que está sendo pleiteado no empréstimo, entre outras possibilidades oferecidas pelos simuladores.

3 – Convênios podem facilitar na hora do financiamento

Algumas instituições financeiras estabelecem convênios com empresas públicas e privadas. Antes de escolher em qual instituição você realizará o financiamento, verifique se o local onde você trabalha possui algum tipo de parceria com agentes de crédito que realizam o financiamento habitacional.

Esses convênios possibilitam condições diferenciadas de negociação, como juros mais baixos ou prazos maiores, por exemplo. Informe-se e aproveite as vantagens que um convênio pode oferecer.

4 – Otimize seu tempo separando a documentação necessária

A documentação para financiar um imóvel pode ser providenciada antes mesmo de ir ao banco. Mesmo que alguns documentos possam ser solicitados de acordo com cada instituição financeira, de uma forma geral, há várias exigências em comum.

Pesquise quais são esses documentos básicos necessários para tê-los sempre em mãos. Essa atitude pode otimizar o seu tempo agilizando a liberação do financiamento.

5 – O financiamento não deve comprometer mais de 30% do orçamento

Depois de escolhida a linha de crédito e instituição financeira mais adequada para o seu perfil de compra é hora de ficar atento ao valor do financiamento. O empréstimo não deve comprometer mais de 30% do seu orçamento.

A aquisição de um imóvel é um comprometimento em longo prazo. Se o imóvel financiado ainda estiver na planta, devem-se levar em consideração os custos com a moradia atual, como gastos com o aluguel, por exemplo.

Uma análise cuidadosa do orçamento pessoal e familiar é fundamental. É importante identificar quanto da sua renda poderá ser comprometida durante o prazo do financiamento.

Estar atento as essas dicas é primordial para que o seu sonho não se torne uma frustração. Lembre-se que o próprio imóvel torna-se a garantia do seu financiamento.

Portanto, planeje-se bem para não correr o risco de ter que vender o seu imóvel para quitar o valor do empréstimo ou até mesmo ter o nome negativado perante os serviços de proteção ao crédito.

A compra de um imóvel significa um momento de grande felicidade e não deve representar uma alegria temporária. Buscar colocar essas cinco dicas em prática será uma grande contribuição para que esse momento tão especial se torne um processo duradouro e seguro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cerca de 70% dos contratos para habitação popular não são realizados

Fonte: Agência Investimentos e Notícias

Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) revelou que sete em cada dez contratos fechados no setor de habitação pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do Ministério das Cidades, envolvendo o repasse de recursos da União para Estados e municípios, não são realizados. O levantamento foi realizado nos contratos assinados entre 2004 e abril de 2011, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e se referem especificamente a casas e melhorias em favelas e conjuntos habitacionais, mas não contemplam o programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com a pesquisa até o quarto mês do ano passado, cerca de 74% dos 4.243 contratos que existiam na carteira da SNH, que somam cerca de R$ 12,5 bilhões em investimentos, não haviam sido concretizados.

De acordo com Sérgio Guimarães Pereira Júnior, especialista em urbanização e diretor da Vallor Urbano o País necessita de uma verdadeira política habitacional, e não de planos isolados, gerenciados por um banco. Sérgio ainda destaca que a totalidade dos casos se refere a iniciativas do poder público, tanto nas esferas municipal e estadual, conveniadas com a União. “É mais do que urgente a atuação das diversas esferas de governo como agentes de fomento e promotores, nunca executores”, comenta. Para o especialista essa situação evidencia que o poder público não pensa em criar incentivos aos programas de novos bairros urbanizados, que contribuiriam significativamente para a resolução dos problemas habitacionais brasileiros.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aluguel de quitinete próxima às faculdades custa mesmo que mensalidade

Além da expectativa de pais e filhos sobre os resultados dos vestibulares, quem terá de mudar de cidade enfrenta a ansiedade em relação ao custo do aluguel.

A Folha levantou preços de locação de 150 imóveis no entorno das principais faculdades da capital e descobriu que os custos com aluguel nessas áreas equivalem a uma mensalidade.

A locação média da quitinete sai por R$ 1.235, fora o condomínio. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, um ingressante em administração paga R$ 1.248 mensais. Na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), a mensalidade da licenciatura em letras é de R$ 1.257.

O balanço foi feito com unidades na região da Cidade Universitária da USP (Universidade de São Paulo), da Faculdade de Medicina da USP, da USP Leste, da Faculdade Cásper Líbero, do Mackenzie e da PUC-SP.

A pesquisa ainda mostra que o aluguel de apartamento de um dormitório vale, em média, R$ 1.355 mensais, enquanto pelo dois-quartos são cobrados R$ 1.955 mensais.

O preço varia bastante conforme a localização das faculdades.

Calouros da USP Leste encontram locações de dois dormitórios por R$ 700, mesmo preço do aluguel de uma quitinete na Santa Cecília.

É por ali que a estudante Renata Buzolin, 18, caloura de comércio exterior, busca um apartamento para dividir.

Próximos à Cidade Universitária, Vila Indiana e Rio Pequeno também têm valores mais baixos: o dois-quartos sai por R$ 1.000 ao mês.

RUMO AO INTERIOR

Quem sai da capital paulista em direção a universidades públicas nem sempre deixa para trás os altos preços.

Em Santos, o aluguel do um-quarto sai por R$ 1.000, pouco mais que em Santo André (R$ 900).

Em Campinas, a locação parte de R$ 650. Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos têm locações mais baratas: cerca de R$ 400 ao mês.

Crédito imobiliário deve representar 10% do PIB em até 4 anos

São Paulo – O crédito imobiliário continuará se expandindo e sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do país deve dobrar nos próximos anos, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

“O país entrou em um movimento de crescimento contínuo, com taxas de juros consistentes, e isso fez com que o crédito imobiliário pudesse crescer. Atualmente nós temos o cenário adequado para que o crédito imobiliário possa atingir cerca de 10% do PIB nos próximos 3 ou 4 anos”, disse o presidente da entidade, Octavio de Lazari Junior.

Atualmente, o crédito imobiliário representa 4,7% do PIB nacional, o que, segundo o executivo, é um número baixo. “Isso é muito pequeno em relação a países da própria América do Sul, como o Chile, em que o crédito imobiliário significa 16% do PIB”, diz.

Expectativas de crescimento

O financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança deve crescer em 2012, embora em um rítmo menor do que no ano passado. “De acordo com as variáveis econômicas, como crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e inflação, esperamos que o crédito imobiliário no país cresça em torno 30% este ano”, disse de Lazari Junior.

Em 2011, o valor dos empréstimos com recursos da poupança cresceu 42% para R$ 79,9 bilhões, novo recorde histórico no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

No mesmo período, o saldo das cadernetas de poupança no SBPE cresceu mais de R$ 30 bilhões, passando de R$ 299,9 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 330,6 bilhões em dezembro de 2011.

Pensando em morar sozinho? Saiba como decidir se este é um bom momento

São Paulo - Morar sozinho e conquistar sua independência é o sonho de muitos brasileiros, mas será que o mercado imobiliário está ajudando a realizar este sonho?

De acordo com a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, o país está passando por um momento social em que as pessoas querem, cada vez mais, independência.

“Hoje é grande a procura por imóveis por jovens, recém-separados e até mesmo pessoas casadas, mas que querem ter seu canto para ficar mais vontade”, explica Roseli.

No entanto, segundo ela, o mercado imobiliário não está preparado para atender a esta demanda. Atualmente, não há muitos imóveis de um dormitório disponíveis para locação ou até mesmo compra.

“O mercado imobiliário não se preparou para esse momento social, os grandes projetos imobiliários preveem a construção de imóveis para a família, geralmente com três ou quatro dormitórios. A disponibilidade de imóveis com apenas um dormitório é escassa”, diz Roseli.

Locação

Mesmo com a falta de apartamentos de um dormitório, Roseli diz que é possível morar sozinho e há aluguel para todos os bolsos.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor do aluguel pode variar entre R$ 1.200 e R$ 2 mil, de acordo com o bairro onde se pretende morar.

Dicas

Antes de fechar negócio, é preciso ficar atento às condições do imóvel e do contrato de aluguel.

Segundo Roseli, antes de assinar o contrato, o locatário precisa conhecer o imóvel e estudar algumas situações. "Visite o bairro e observe a facilidade de acesso, condução e comércio", explica.

Verifique se o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e a mensalidade do condomínio cabe em seu orçamento.

“É muito comum, principalmente entre os jovens, a quebra de contrato depois de alguns meses. No entanto, isso acarreta em uma série de taxas de rescisão do acordo”,diz.

Outro fator importante é a vaga da garagem: verifique a disponibilidade delas na garagem e as regras de uso.

Para fechar o contrato de aluguel, o interessado não pode ter restrição financeira e a renda precisa ser compatível com o valor da locação. Também é preciso fiador ou garantia de pagamento do seguro-fiança. O ideal é procurar uma consultoria imobiliária que saberá localizar um imóvel de acordo com o seu perfil.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fundação João Pinheiro atualiza estudo sobre déficit habitacional dos municípios brasileiros

A Fundação João Pinheiro renovou em dezembro de 2011 convênio com o Ministério das Cidades para realização de mais uma edição do Déficit Habitacional Municipal, estudo que tem por finalidade apresentar as informações mais recentes sobre as necessidades habitacionais de cada um dos 5.565 municípios brasileiros.

Realizada pelo Centro de Estatística e Informações da Fundação, a versão atualizada da pesquisa será utilizada para monitorar o Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

O estudo será desenvolvido com base nas informações do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que visitou aproximadamente 58 milhões de domicílios em todo o país no ano passado.

“A partir dos microdados do Censo de 2010 discutiremos com os técnicos do Ministério das Cidades como serão formulados e propostos novos indicadores para auxiliar no acompanhamento e desenvolvimento do Minha Casa, Minha Vida, um dos mais relevantes programas do Governo Federal”, explica o diretor do Centro e coordenador da pesquisa, Frederico Poley.

Realizado pela última vez em 2000 e com periodicidade de dez anos, o Déficit Habitacional Municipal de 2010 será concluído ainda em 2012 e irá gerar um banco de dados com as principais informações sobre o estoque de moradias das cidades do país.

Déficit Habitacional - Indicador que analisa o total de famílias em condições de moradia consideradas inadequadas, tais como favelas, coabitação familiar (casos em que mais de uma família mora na mesma casa), adensamento excessivo (quando mais de três pessoas dividem o mesmo quarto ou o ônus excessivo de aluguel), ou quando uma família compromete mais de 30% de sua renda com aluguel.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rua das butiques, Oscar Freire terá sua primeira loja de carro

Considerada a oitava via mais luxuosa do mundo e a mais glamurosa de São Paulo, a rua Oscar Freire abrigará sua primeira concessionária de carros. Anunciado como temporário, o Espaço-Conceito Citroën é inspirado na loja que a marca mantém na avenida Champs-Élysées, na França.

"A ideia é permitir ao público descobrir, ver e entender não só o universo do automóvel, mas tudo que é tendência para a Citroën, o que nos inspira e nos motiva" explica Francesco Abbruzzesi, diretor da empresa no Brasil.

Além da exposição e informações sobre os veículos da marca, que poderão ser testados pelos clientes, a concessionária contará com programação cultural, como exposições temáticas, cursos e apresentações musicais. Haverá ainda uma livraria no local.

A inauguração do Espaço-Conceito Citroën, entre as ruas Oscar Freire e Consolação, está agendada para o segundo bimestre, logo após o lançamento do DS3, o primeiro compacto "premium" da montadora no país.

Com menos de dois quilômetros de extensão, a rua Oscar Freire é famosa por abrigar butiques e restaurantes de luxo. Ela já possui uma concessionária, mas de motos, da BMW.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Comprador brasileiro reanima mercado imobiliário de Miami

Em 2008, o mercado imobiliário de Miami, cidade conhecida como "portão da América Latina", estava deprimido. Os únicos negócios realizados envolviam execuções de hipotecas, e o futuro parecia tão sombrio quanto as torres de apartamentos de luxo à beira-mar, onde dezenas de compradores perderam entradas consideráveis e abandonaram suas unidades com a chegada da crise.

"Cerca de um terço dos que tinham contratos desistiram. Outro terço dos projetos nunca foi construído. Os preços caíam sem parar", lembra Maurice Veissi, presidente da Associação Nacional de Corretores de Imóveis.

Mas isso foi antes que os brasileiros se tornassem a última onda latino-americana a atingir a cidade.

Primeiro, eles vieram passar férias na praia; depois, para comprar apartamentos de férias -às vezes mais de um e geralmente em dinheiro.

Os imóveis parados foram rapidamente "engolidos", diz Veissi. Hoje, as empreiteiras estão de volta ao trabalho, começando ou reiniciando projetos de edifícios ambiciosos.

Os brasileiros, é claro, não são o único motivo pelo qual o mercado imobiliário local está animado. O sul da Flórida foi chamado pelo jornal "Miami Herald" de epicentro de vendas residenciais para estrangeiros, incluindo outros latino-americanos e europeus. Eles representam mais de 65% das vendas em Miami, segundo a associação.

Brasileiros ultrapassaram outras nacionalidades entre os compradores de imóveis em Miami. Números da associação de corretores os apontam como o segundo grupo mais ativo de estrangeiros, com 12%, entre venezuelanos (15%) e argentinos (11%).

"Eles estão tomando Miami", afirma Edgardo Defortuna, executivo-chefe da imobiliária Fortune International Realty, que já tem escritório em São Paulo."Mais do que apenas comprar um apartamento, trazem seus amigos e parentes para fechar negócio. Quando um compra em um projeto, os outros vêm junto."

Em geral, os compradores são famílias de classe média alta que querem desfrutar da prosperidade recém-conquistada como profissionais liberais e empresários. "Os brasileiros vêm para gastar", diz Cristiano Piquet, 34. Ele se mudou para Miami em 2001, para ser piloto de corrida. Hoje, dirige uma empresa imobiliária com cerca de 50 agentes.

Para Piquet, Miami é limpa, organizada e, principalmente, segura para quem quer exibir sinais de afluência como relógios Rolex ou conversíveis sem temor do crime. Ele conta que, na cidade, há uma placa de carro personalizada que diz: "Here I can" (Aqui eu posso).

Miami tem uma história de sucesso, queda e novamente sucesso. Na Brickellhouse, primeiro lançamento da cidade nos últimos anos, 100 das 374 unidades -com preços de US$ 200 mil (R$ 355 mil) a US$ 1,4 milhão (R$ 2,5 milhões)- foram vendidas em dois meses, quase todas para latino-americanos.

NOVOS ARES

Diferentemente da maioria dos incorporadores, o empreiteiro Harvey Hernandez exige que os clientes paguem 90% do preço antes de a construção terminar, modelo financeiro conhecido pela maioria dos compradores latinos.

Em um esforço para estimular o mercado imobiliário norte-americano, foi apresentada no Senado uma proposta bipartidária que daria vistos de três anos para estrangeiros que investissem no mínimo US$ 500 mil (R$ 888 mil) em imóveis residenciais.

Os legisladores da Flórida devem discutir em breve a lei de "destino resort", que permitiria o jogo em cassinos em complexos de lazer, como o Resorts World Miami, que deverá ter mil apartamentos.

Cidades turísticas da Bahia optam por abrigar sede da prefeitura em hotéis e pousadas

Há poucos dias, o prefeito da cidade de Prado, no extremo sul da Bahia, Jonga Amaral (PCdoB), se viu às voltas com uma polêmica que tinha como pano de fundo o prédio que abriga a prefeitura municipal. Trata-se de um antigo hotel, composto por dois pavimentos e 36 apartamentos que foram transformados em salas, a um custo de R$ 10 mil mensais. Entretanto, a opção por esse tipo de local não parece ser exclusividade da administração de Prado.

Pelo menos outras duas cidades da região também escolheram, não hotéis, mas pousadas para ancorar a prefeitura. A justificativa, repetida pelos demais gestores, foi apresentada pelo próprio Amaral.

“Se nós fossemos um município com aptidão para a agricultura, teríamos a oportunidade de alugar galpões. Mas nossa vocação é turística, então o que temos à disposição no mercado para atender a uma estrutura maior, com nove secretarias, como a nossa, é esse tipo de imóvel, mais voltado à atividade turística”, explica.

De fato, Prado embora não seja um município rico, é um dos principais pólos turísticos da Bahia, localizado na Costa das Baleias. Possui belas praias, hotéis e pousadas, que convidam ao lazer.

Segundo ele, a prefeitura não tem condições financeiras para construir uma sede própria. Aliás, antes de se transferir para o hotel, o município já tinha parte da sua estrutura funcionando em uma pousada, como acontece nas cidades vizinhas de Nova Viçosa e Mucuri.

Américo Grisso Júnior, chefe de gabinete da Prefeitura de Nova Viçosa, diz que ao iniciar o mandato, há sete anos, o prefeito Paulo Alexandre Matos (PDT) encontrou o gabinete estabelecido em outra pousada, porém, pequena e afastada do centro. Decidiu então mudar de endereço, optando por outra maior, mas bem centralizada, que comportasse todas as secretarias.

O mesmo ocorreu em Mucuri, como informa o também chefe de gabinete Renato Lopes Lage. Lá, porém, segundo ele, o prefeito Carlos Robson Rodrigues busca na Justiça a posse de um terreno, onde deverá ser erguida sede oficial da prefeitura.

A celeuma criada em Prado, e que Jonga Amaral atribui à intriga da oposição em ano eleitoral, deveu-se ao valor do aluguel, e ao fato de o proprietário do hotel ter optado por fechar o empreendimento para alugar o prédio.

“Não tenho nenhuma relação com o proprietário. Firmamos um acordo comercial, muito mais vantajoso para o município, que gastava mais com vários aluguéis, contas de água, luz, transporte de servidores, entre outras despesas. Agora temos tudo em um único espaço. Até a máquina copiadora é única e atende a todas as secretarias”, destaca, acrescentando que o munícipe, ao dirigir-se à prefeitura, pode falar não só com o prefeito, mas com todos os secretários e resolver todas as suas pendências num mesmo lugar.

Sobre a grande piscina, com 555m2, abastecida com 327 mil litros de água, que já serviu de fonte de lazer para antigos hóspedes, hoje, assegura o prefeito, é utilizada apenas por jovens e idosos atendidos por programas médicos e sociais da prefeitura.

As suítes abrigam as secretarias e, em uma das primeiras salas, próximo ao local onde funcionava a recepção do hotel, fica o gabinete de Jonga Amaral.

No início, há cerca de três anos, quando da mudança de endereço, admitem alguns servidores, havia muito questionamento por parte da população. Um exemplo é dona Cleonice Dias da Silva, ela entende que a prefeitura poderia procurar uma local mais barato e reverter parte do dinheiro do aluguel atual em benefício da cidade.

Por outro lado, o funcionário da Embasa (Companhia de Águas e Esgoto da Bahia), Flávio Santos aprova a comodidade. “Para mim está ótimo. Fica perto de minha casa e do trabalho. Quando quero resolver algo, faço tudo lá mesmo e rápido”, afirma.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um Gerdau na hotelaria

O empresário gaúcho Carlos Gerdau firma parceria com a administradora Atlantica Hotels para lançar uma nova rede de hotéis no Brasil.

Por Rafael FREIRE

O sobrenome Gerdau, mais do que indicar a ascendência alemã, sempre esteve ligado à siderurgia e a grandes negócios. Fundado em Porto Alegre (RS), o grupo Gerdau tem presença em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia. Além disso, a empresa tem capital aberto nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York e Madri, 140 mil investidores e um faturamento de R$ 35,6 bilhões. Com 110 anos, a companhia ainda é controlada pela família Gerdau Johannpeter cujo patriarca, Jorge Gerdau Johannpeter, é o atual presidente do conselho de administração. Mas há um Gerdau que dá expediente em um escritório com decoração austera de apenas 100 metros quadrados, com cerca de 30 funcionários, no bairro dos Jardins em São Paulo.


Em vez de contas de bilhões de reais, ele trabalha com investimentos na casa dos milhões. Esse empresário é o gaúcho Carlos Gerdau Johannpeter, 51 anos, primogênito de Jorge. À frente da construtora de casas populares Domus Populi, ele se diverte com a ideia de que, no mundo dos grandes negócios, tamanho não é documento. “A Gerdau é uma empresa bilionária e a Domus é apenas uma startup”, disse Gerdau à DINHEIRO. “Sou mais executivo do que empresário. Meu negócio é colocar a mão na massa.” Sempre que está em seu escritório, em São Paulo, Gerdau começa o dia de trabalho degustando uma cuia de chimarrão. Foi assim na manhã em que recebeu a DINHEIRO, no fim do ano passado.

Entre um gole e outro do mate, Gerdau falou com exclusividade sobre sua nova tacada empresarial que tem como foco o setor hoteleiro. Ele ingressa nessa área em parceria com a Atlantica Hotels, maior administradora de hotéis multimarcas de capital privado da América Latina, com faturamento de R$ 500 milhões. Gerdau, que terá uma participação minoritária no empreendimento, não fará aporte financeiro. Para ser sócio, ele vai construir os quatro hotéis da recém-criada rede innStile por meio da Domus Populi. O investimento total é estimado em R$ 100 milhões. Além das duas companhias, haverá aporte de um grupo de investidores. “É um projeto que une o know-how que a Domus tem em engenharia com a expertise da Atlantica no mercado hoteleiro brasileiro ”, afirma Gerdau.

A nova bandeira será voltada ao turismo de negócios e as primeiras quatro unidades serão erguidas em Campinas, São Bernardo do Campo, Sorocaba e Valinhos, todas em São Paulo. O empreendimento é visto por Gerdau como a chance de mostrar que a sua Domus Populi, palavra latina que significa casa popular, pode fazer a diferença quando se trata de obras de grande porte. A companhia foi fundada em 2003, um ano após ele deixar a empresa da família, na qual era diretor-executivo de operações e principal candidato a assumir a presidência do grupo Gerdau, no lugar de seu pai. Desde então a Domus Populi já entregou duas mil casas. Esse baixo número deve-se ao fato de que a companhia teve sua operação interrompida entre 2005 e 2009.

A Domus foi retomada há dois anos, com a compra da Brasitherm, cujo valor Gerdau não revela. Com isso, a companhia passou a ter exclusividade na utilização de um método construtivo totalmente industrializado, que utiliza painéis pré-fabricados de placas duplas de concreto montadas por guindastes ou gruas no local da obra. “A viabilidade da habitação popular passa por juros baixos”, afirma Gerdau. “Com o programa Minha Casa Minha Vida, agora é possível trabalhar.” A Domus Populi conta com uma fábrica em Várzea Paulista, no interior de São Paulo, onde é capaz de produzir 600 casas por ano. A meta é ampliar essa capacidade para 1,5 mil, após um investimento de R$ 5 milhões. Os clientes da empresa, que não divulga o faturamento, são incorporadores que investem em condomínios residenciais.

Apesar de não ser mais barato do que a construção convencional, o método Brasitherm reduz em até 50% o tempo da obra, segundo Gerdau. Por conta disso, ele espera concluir os hotéis da rede innStile em até dois anos. “A agilidade na construção acaba tornando o negócio mais rentável, pois o retorno financeiro pode ser antecipado”, afirma Paul Sistare, CEO da Atlantica Hotels. “É uma excelente relação custo-benefício para nossos investidores.” A pressa tem sua razão de ser. O crescimento da economia ampliou a importância relativa do Brasil no cenário global, ampliando o turismo de negócios e de lazer. Isso ajuda também a explicar por que o setor vive um boom em matéria de investimentos. Segundo a consultoria BSH International, deverão ser aplicados R$ 7,3 bilhões no setor até 2014.

“O maior poder aquisitivo da classe média e a descentralização da economia acaba movimentando mais o setor e abrindo novas regiões potenciais”, afirma Ricardo Mader, vice-presidente executivo da consultoria britânica Jones Lang LaSalle Hotels no Brasil. Outro fator que torna o mercado brasileiro ainda mais interessante é a rentabilidade dos hotéis. De acordo com dados de um estudo sobre o desempenho da hotelaria mundial, realizado pela consultoria britânica STR Global em outubro de 2011, o faturamento por apartamento no Brasil (em média R$ 180) cresceu 29,4%, comparado ao mesmo mês de 2010. Na América do Sul, o aumento foi de 10,6%. Nos países da Ásia, 12,4%, e, na China, 8,4%. Só a Índia teve queda: 2,3%.

Para se diferenciar da concorrência, Gerdau e a Atlantica Hotels pretendem posicionar a bandeira innStile como um empreendimento com ar futurista, preço competitivo e apelo para o design bem ao gosto dos jovens executivos. Para isso, a decoração será formada com cores vibrantes, paredes de concreto aparente e luzes embutidas em alguns móveis. “Queremos refletir o estilo moderno e pró-ativo dos hóspedes”, diz Gerdau. O mesmo se aplica às áreas de convivência. Na visão dos sócios, ela deverá ser como um ponto de encontro de amigos, e não apenas uma sala para o entra e sai dos hóspedes. A tarifa dos hotéis da nova rede custará até R$ 220. O empresário desconversa quando é questionado sobre os ganhos que espera ter com a nova empreitada.

“Uma das maiores lições que tive na Gerdau foi de mirar um objetivo concreto e trabalhar para alcançá-lo”, diz Gerdau. Graduado em direito e com especialização em negócios na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o herdeiro do grupo Gerdau trabalhou na empresa da família desde a infância até julho de 2002, quando pediu demissão do cargo. “O desejo de abrir minha própria empresa começou dois anos antes de eu sair”, afirma. No ano seguinte, ele fundou a Domus Populi. Ainda como executivo da Gerdau, o empresário chegou a trabalhar no lançamento de uma estrutura metálica pronta para casas populares, mas o projeto, denominado Casa Fácil, não foi para a frente. “Esse produto me permitiu ver uma grande oportunidade no mercado de habitação, que era a necessidade de processos mais eficientes de industrialização.”

Investimento bilionário

Mesmo depois de 14 anos morando no Brasil, o americano Paul Sistare ainda fala português com bastante sotaque. Fundador e CEO da administradora de hotéis Atlantica Hotels International, Sistare se diz um profundo admirador do País. Quando não está viajando a trabalho, gosta de conhecer novas regiões brasileiras. “Conheço mais o Brasil do que muitos brasileiros”, diz. O empresário acaba usando o hobby de viajar para descobrir regiões com potencial para investir. A fórmula tem dado resultados. Hoje, a Atlantica Hotels International possui 79 unidades com 11 bandeiras, que vão desde o segmento de luxo até o popular.

O faturamento chega a R$ 500 milhões por ano. Sistare sempre soube cultivar uma extensa rede de relacionamentos, que lhe permitiu atrair investidores com recursos e gestores qualificados, como Gregory Ryan, responsável pela implantação do McDonald's no Brasil e que atua como presidente do conselho de administração da companhia. Na lista de oito mil investidores de sua empresa consta Nicholas Brady, ex-secretário do Tesouro dos EUA. Nos próximos anos, Sistare terá, mais uma vez, a oportunidade de usar seu conhecimento sobre o Brasil para diversificar a área de ação e o portfólio da rede Atlântica.

É que ele já tem garantido R$ 1 bilhão para erguer 21 hotéis pelo País até 2025. “É o maior ciclo de investimento da história da Atlantica”, diz Sistare. Do total, dez unidades serão instaladas em cidades nas quais a rede ainda não operava. A conta inclui os quatro empreendimentos com a nova bandeira innStile, cujo sócio é Carlos Gerdau Johannpeter, herdeiro do grupo Gerdau. “As grandes capitais já são bem servidas. Nosso foco agora são as cidades médias que já estão no radar das empresas e que não têm boas acomodações para receber quem viaja a trabalho”, afirma Sistare.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vaga de garagem pode ser penhorada caso tenha matrícula própria

Vaga de garagem pode ser penhorada caso tenha matrícula própria

Em acórdão da 17ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região (SP), o juiz convocado Álvaro Alves Nôga entendeu que as vagas de garagem que apresentam números de matrículas próprias não podem ser tratadas como se fossem bem de família.

Nas palavras do juiz, "quando a vaga de garagem possui fração ideal do terreno, área e localização descrita em matrícula própria distinta da unidade condominial, a permitir sua divisão física, constitui unidade autônoma, independente da unidade condominial."

Com base nesse entendimento, o juiz considerou que a vaga de garagem é passível de alienação e, por consequência, de penhora, tal como ocorre comumente com lojas e salas localizadas em edifícios coletivos.

Fonte: JusBrasil Notícias (Proc. 02293.1997.003.02.00-0 -RO)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Construtoras lançam apartamentos com vagas para carros elétricos

Realidade na Europa, Estados Unidos e Japão, os carros híbridos e elétricos começam a ensaiar uma invasão ao mercado brasileiro. Atentas a este movimento ecológico das montadoras, as construtoras já oferecem prédios com tomadas para abastecimento destes veículos verdes.A Tecnisa, por exemplo, vai unir no empreendimento Moai um estacionamento capaz de receber um sistema de recarga para carros elétricos e uma área de lazer completa, com piscina coberta e aquecida com raia de 25 metros, piscina infantil, solarium, espelho d’água com bojo, fitness, sauna, sala de descanso, salão de festas, walkdog com agility, playgrounds, entre outros.

“O proprietário de um apartamento com infraestrutura para recarga de carro elétrico nas vagas de garagem, medição individual de água e gás e aquecimento solar tem nas mãos um imóvel moderno e, portanto, supervalorizado por muitos anos”, diz o engenheiro da Tecnisa, Luiz Henrique Manetti.

A Calper é uma da construtora carioca que torna real projetos sustentáveis antes idealizado apenas nas pranchetas dos engenheiros. O primeiro empreendimento residencial da empresa com selo verde lançado no Recreio dos Bandeirantes terá gerador de energia eólica e estacionamento com tomada para abastecimento de carros elétricos da cidade.

“As grandes montadoras já estão investindo em veículos elétricos e híbridos. Acreditamos que até a Copa de 2014, a cidade receba um volume significativo destes carros”, acredita Davidson Meira Júnior, engenheiro responsável pelo projeto de sustentabilidade da Calper. “Estamos preparando o empreendimento para o futuro. Toda a rede elétrica vai ser inteligente, com uma gestão mais centralizada do condomínio. E isso pode significar uma conta de condomínio pelo menos 20% menor, comparado a outros condomínios do mesmo porte”, completa.

A BKO é outra que lança um empreendimento sustentável com sistema de recarga para carros elétricos na garagem. O empreendimento iGLOO marca a entrada da construtora paulista no mercado paranaense. O projetado que foi planejado para famílias pequenas ou jovens casais das classes A e B está sendo erguido no bairro Água Verde, a pouco mais de dois quilômetros do centro de Curitiba.

Programa de trainee ganha versão sênior

A escassez de líderes e a necessidade imediata das empresas de compor quadro de sucessão as levaram a criar programas de trainee executivo para pessoas com experiência profissional e pós-graduação no currículo.

Essa foi a alternativa que as companhias encontraram para suprir a "demanda por novos talentos", afirma Patrícia Coimbra, diretora de desenvolvimento da Oi, do setor de telecomunicações.

Ao contrário da versão para recém-formados, o trainee executivo entra na empresa em cargo gerencial e é treinado para galgar postos mais altos, diz Maira Habimorad, sócia-diretora do Grupo DMRH, que detém a Cia de Talentos.

O salário, segundo ela, é compatível com as atribuições, variando de R$ 4.000 a R$ 8.000.

Na Iguatemi, rede de shopping centers, a seleção de talentos ocorre conforme a necessidade. "Jovens com experiência e qualificação podem ser alocados rapidamente em uma vaga superior [de gestão]", diz Anna Ribeiro, gerente de recursos humanos.

Esse foi o caso de Daniel Lotufo, 33, aprovado no programa de 2010 da companhia. O administrador de empresas deixou de ser trainee após nove meses para ocupar o cargo de gerente-geral do Market Place, o posto mais alto do shopping.

A ascensão "inesperada" deveu-se à experiência de nove anos em redes varejistas, segundo o executivo. "Em vez de gerenciar uma loja, tive que administrar um shopping", conta ele, que, no entanto, recebia salário 20% menor comparado ao que tinha na companhia anterior quando era trainee. Hoje, ganha o dobro.

A maturidade é o diferencial desses trainees, diz Vladimir Barros, gerente-executivo da Ale Combustíveis. "A estabilidade emocional favorece a tomada de decisão."

Com 25 anos de idade, a trainee de marketing da Iguatemi Juliana Ferreira acumula experiência de sete anos e MBA em negócios. "A bagagem [de carreira] foi meu diferencial na seleção", avalia.

Mais nova da turma de trainees executivos da Ale Combustíveis, Izabela Santos, 23, fez faculdade no exterior e atua na área desde os 19 anos. "Tive que mostrar comprometimento e maturidade."

ANÁLISE

Antes de aceitar participar de programa de trainee executivo, o profissional deve avaliar se a oportunidade é viável em termos econômicos e profissionais, aconselha Renata Schmidt, diretora da consultoria Foco Talentos.

"O candidato precisa estar emocionalmente disposto e preparado para passar por um treinamento, mesmo já tendo experiência na área."

Os salários nem sempre são vantajosos e atrativos, complementa Manuela Costa, gerente da Page Talent, de recrutamento e seleção.

"Há profissionais que deixam emprego com remuneração maior para apostar em uma oportunidade de crescimento profissional acelerada", justifica a gerente.

A expectativa do jovem talento, contudo, deve estar alinhada à da organização. "É um investimento com ganho para os dois lados, contanto que ambos estejam dispostos a trabalhar juntos", avalia.

Com um contracheque de R$ 8.000, o engenheiro Fabio Motta, 25, diz não ter se apegado a salário quando deixou o emprego anterior para participar de programa de trainee executivo da Iguatemi.

A remuneração é similar à que recebia, mas ele diz que deixaria a empresa para participar do programa mesmo se o salário fosse inferior.

Depois de trabalhar três anos em grandes construtoras, inscreveu-se no grupo para "ampliar sua visão da engenharia e ter mais perspectivas de crescimento".

Imóveis: preço de dois dormitórios em SP varia de R$ 105 mil a quase 3 milhões

Os imóveis de dois dormitórios lançados na cidade de São Paulo em 2011 chegam a ter diferença de preço de mais de 2.500%, dependendo da localização e do padrão do empreendimento. De acordo com levantamento da Geoimovel, o lançamento de dois dormitórios mais barato no ano passado custou de R$ 105 mil (valor atualizado pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção) e estava localizado no distrito de São Mateus, na zona leste da cidade. O preço médio do metro quadrado privativo custou R$ 2.235,00.

Já a unidade de dois dormitórios mais cara custou R$ 2,8 milhões e foi lançada no bairro nobre do Itaim Bibi, na zona sul. Lá, o metro quadrado ficou em R$ 14.348,00. Na média, os lançamentos de dois dormitórios na cidade de São Paulo em 2011 atingiram preço de R$ 325,7 mil em 2011, de acordo com o levantamento. O metro quadrado destes apartamentos custou, em média, R$ 5.594,00

Regiões da cidade

De acordo com os dados, a zona sul possui os apartamentos de dois dormitórios com metro quadrado mais caro da capital paulista. Em Moema, o metro quadrado custou, em média, R$ 14.886,00 no ano passado. Em seguida, aparece o Itaim Bibi, com preço por metro quadrado de R$ 10.737,00.

Alto de Pinheiros, na zona oeste, ficou em terceiro lugar, com o metro quadrado valendo, em média, R$ 10.153,00. Por outro lado, o metro quadrado mais barato foi verificado na zona leste. No distrito de Lajeado, ele custou, em média, R$ 2.555,00. Já em Guaianazes, o preço médio foi de R$ 2.620,00 enquanto na Vila Jacui o valor foi um pouco maior: R$ 2.909,00.

Lançamentos

O distrito de Campo Limpo registrou o maior número de apartamentos de dois dormitórios lançados em 2011. No total, foram lançadas 917 unidades, com preço médio do metro quadrado de R$ 3.137,00. Em segundo lugar, aparece o Jardim São Luis, com 906 unidades lançadas, seguido pela Saúde (639 unidades) e Sacomã (630 unidades).

Um dormitório

De acordo com o levantamento, a média de preço das unidades de um dormitório lançadas no ano passado em SP foi R$ 403,5 mil. Assim como no caso dos dois dormitórios, o distrito de Moema concentra os apartamentos com metro quadrado mais caros: R$ 12.357,00 em média. Em segundo lugar, aparece o Jardim Paulista, onde o preço médio do metro quadrado em 2011 foi R$ 11.049,00.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Lei que cria empresa de apenas um sócio entra em vigor hoje

Entra em vigor hoje a lei nº 12.441/2011, que criou a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), modalidade de pessoa jurídica que protege os bens pessoais do empreendedor.

A lei foi aprovada em junho de 2011 pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de julho.

Constituída por um só titular, a Eireli garante a distinção entre o patrimônio do empresário e o patrimônio social da empresa, o que reduz de forma significativa os riscos para o empreendedor.

Caso a empresa passe por algum tipo de problema, como processos trabalhistas, somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas, sem que os bens pessoais do empresário sejam afetados.

Para constituir uma Eireli, é preciso capital social de, no mínimo, cem salários mínimos -R$ 62,2 mil em valores atuais- e as regras são as mesmas aplicadas às sociedades limitadas.

Até a aprovação da lei, o Código Civil previa apenas a figura do microempreendedor individual (MEI) -que, ao contrário da empresa individual limitada, responde com seu patrimônio pessoal por eventuais compromissos decorrentes da atividade empresarial.

Durante a tramitação do projeto, o governo argumentou que a nova lei contribuirá para aumentar a formalização, especialmente de microempresários que são resistentes a constituir empresas.

Outra vantagem apontada foi o fato de a modalidade acabar com as figuras dos sócios "faz de conta", que se associam aos empreendedores de fato apenas para cumprir a norma de que as empresas tinham de ter pelo menos dois sócios.

O nome empresarial deverá, necessariamente, conter a expressão Eireli, do mesmo modo como hoje ocorre com as sociedades limitadas (Ltda.) e as anônimas (S.A.). É proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.

Moradores reclamam de 'casa de barro' feita pelo governo de SP

Toda vez que chove, a autônoma Leandra Aparecida Pereira, 31, e os três filhos já sabem: os móveis têm que ser arrastados e os rodos devem estar por perto.

Desde que se mudaram para uma casa popular no Jardim Santa Bárbara, em Franca (SP), há oito meses, o problema é o mesmo: a água escorre do forro e desce pelas paredes de todos os cômodos.

A mesma situação é vivida por todos os 15 moradores ouvidos pela Folha anteontem.
As casas, entregues pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) a 72 famílias em maio do ano passado, ficam em uma área sem asfalto.

Segundo o governo, a empreiteira tem a obrigação de monitorar as obras pelos 90 dias seguintes à entrega para reparar falhas. Em Franca, os moradores disseram ter reclamado à construtora logo após receber os imóveis, mas não houve correção.

A reportagem constatou goteiras, rachaduras, trincas, vazamentos, pias soltas, umidade e bolor nas paredes, forro solto e até a falta de muros de arrimo. "Fizeram casas de barro e nós estamos pagando. É uma falta de respeito", afirmou a sapateira Rosimary Cruz de Souza, 39.

O autônomo Cosmiro Leonardo dos Santos, 42, disse que pensa em voltar a morar em seu antigo barraco de tábua, no Jardim Cambuí.

"Onde eu morava era muito melhor. Não tinha água, mas também não tinha vazamento, piso solto", afirmou.

Na quadra em que mora, na rua Maura da Silva Santana, todas as casas ficam alagadas durante a chuva.

RIBEIRÃO

O drama dos moradores de Franca é semelhante ao vivido por quem se mudou para o Paulo Gomes Romeo, em Ribeirão Preto, há 11 meses.

A reportagem percorreu 23 casas da primeira etapa do conjunto e, em 20 delas, foram constatados ao menos um problema. Todas têm rachaduras e infiltrações e em nenhuma as janelas fecham.

Pela falta de segurança, a auxiliar de cozinha Clarinda Duarte Rosa, 51, pediu demissão para cuidar da filha. "Já tentaram entrar em casa três vezes", afirmou.

A dona de casa Cristiana Camargo, 30, improvisou um balde embaixo da pia da cozinha por causa de vazamentos desde a mudança.

No banheiro da casa do vigilante José Bento Ramos, 53, a água escorre para o corredor, em vez do ralo. "Tem que tomar banho usando o rodo", afirmou. O mesmo problema ocorre em outras cinco casas.

OUTRO LADO

Dono da Emes Construtora Ltda., responsável pela construção do conjunto habitacional em Franca, Mauro Marco Moreira confirmou haver problemas nas casas e disse que a construtora procura solução para o problema.

Segundo ele, o caso do infiltramento foi repassado à CDHU. "As telhas são de boa qualidade, mas quando chove a água infiltra e se esparrama pelo forro", afirmou.

Ele disse que enquanto busca uma solução técnica, a construtora aguarda trâmite legal sobre o pagamento dos custos para os consertos.

Questionado sobre os outros problemas, ele afirmou que mantém uma equipe à disposição dos moradores.

CROMA

Já Carlos Querido, responsável pelas obras do conjunto de Ribeirão Preto na construtora Croma, foi procurado para falar sobre os problemas flagrados pela Folha na primeira etapa do Paulo Gomes Romeo e não foi encontrado.

Sobre a segunda etapa do conjunto, que foi entregue no último dia 28 e que também tem problemas, ele disse na última terça-feira que em 20 dias os problemas seriam resolvidos.

Por meio da assessoria de imprensa, a CDHU informou que todos os imóveis são vistoriados na presença dos mutuários e os problemas são sanados pelas construtoras.

Ainda de acordo com o órgão, por lei, elas oferecem garantia de cinco anos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Imóveis: um dormitório lançado em São Paulo custa, em média, R$ 403 mil

Quem pretende comprar um imóvel novo de um dormitório na capital paulista pode preparar o bolso. De acordo com levantamento da Geoimovel, a média de preço de cada unidade lançada no ano passado na cidade de São Paulo foi de R$ 403,5 mil, o que significa um crescimento de 19,5% em relação à média dos lançamentos de um dormitório em 2010 – R$ 338 mil.

Segundo a pesquisa, Moema é o distrito onde o metro quadrado dos apartamentos de 1 dormitório é mais caro – R$ 12.357. Em segundo lugar, aparece o Jardim Paulista, onde o preço médio do metro quadrado em 2011 foi R$ 11.049.

O Itaim Bibi aparece em terceiro lugar. Por lá, o metro quadrado desses apartamentos custa, em média, R$ 10.757.

Na ponta oposta, o Jaraguá apresentou o preço por metro quadrado mais barato entre os distritos da capital paulista, de R$ 3.065, seguido por Campo Limpo (R$ 3.137) e Cidade Dutra (R$ 3.582).

Em média, o metro quadrado dos imóveis de um dormitório custa R$ 8.616, segundo os dados da Geoimovel.

Itaim Bibi concentra maior número de lançamentos
De acordo com o levantamento, o Itaim Bibi foi o distrito com mais lançamentos de um dormitório em 2011. Foram 736 unidades em um total de 7 lançamentos.

O bairro do Cambuci aparece em segundo lugar, com 616 unidades lançadas, seguido pela República (513 unidades) e Bela Vista (355 unidades).

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Com ideia de dividir custos, escritórios compartilhados se espalham pelo Brasil; mensalidades variam de R$ 600 a R$ 850

Uma designer que senta ao lado de uma empresa de bike courriers. Um site de notícias que divide espaço com a filial de uma siderúrgica. Programadores que no intervalo da tarde tomam café com assessoras de imprensa. Essas são algumas das misturas que os escritórios compartilhados – o coworking – proporcionam.

Espaços que antes se restringiam aos maiores centros financeiros do Brasil, os escritórios compartilhados espalharam-se pelo país em 2011 e tornaram-se uma opção para autônomos que querem fugir do home office ou empresas que possuem uma estrutura mais compacta. O The Hub, rede mundial de coworking, recentemente abriu filial em Curitiba. Já há também locais do tipo em cidades do interior de São Paulo, como Campinas, que sedia o 2Work. A empresária Fernanda Trugilho, fundadora do Ponto de Contato, afirma que recebe uma quantidade considerável de propostas de abertura de franquia pelo Brasil afora.

Fernanda conta que quando abriu o espaço compartilhado, em 2008, a sensação nos primeiros meses era de “não vem ninguém na minha festa de aniversário”. Hoje, três anos depois, o feeling é “garçom, traz mais cadeiras porque lotou”.

Como funciona e quanto custa
A ideia do coworking surgiu nas proximidades do Vale do Silício. Três empresários do ramo de tecnologia abriram as portas do apartamento para pessoas que precisavam de um local para trabalhar. Daí surgia o primeiro escritório compartilhado, o Hat Factory.

O esquema de funcionamento é simples. Os coworkers optam por um plano que pode ser de horas ou mensal. Feito isso, eles podem passar a trabalhar nesses espaços que já contam com toda a infraestrutura corporativa necessária: internet, espaço para reunião, copa, serviços de impressão e todo o mobiliário. Para Luis Aurichio, do Clubwork, não precisar arcar com os custos iniciais é a principal vantagem do coworking. “Muitas empresas não chegam nem a nascer porque morrem no plano de negócios, por conta do investimento inicial. O escritório compartilhado resolve esse problema”, diz.

Outra vantagem que sempre está presente do discurso dos coworkers é o networking, as oportunidades de negócio que resultam da interação no dia a dia entre os usuários. No entanto, nem sempre a troca de experiências funciona. A designer Camila Aun frequentou um escritório compartihado por três meses e, depois desse período, decidiu partir para outros formatos. “Os usuários tinham um perfil muito diferente do meu, o que impedia que eu fizesse networking. Preferi ir para um escritório particular e dividir com outras pessoas que me rendem mais oportunidade de trabalho”, conta.

Focando no networking, o Ponto de Contato levou a ideia do entrosamento entre os frequentadores adiante. O escritório paulistano que se localiza na laje da descolada Galeria Ouro Fino promove, em todas as últimas quintas-feiras do mês, o evento “Ideias na Laje”, quando os coworkers tomam um drink e conversam entre si. O objetivo desses encontros é “trocar e reciclar ideias com pessoas em um momento muito parecido com o seu”.

Já o Bees Office, pensando no bem-estar dos seus usuários, disponibiliza às terças e quintas-feiras aulas de ioga que podem ser pagas à parte. O The Hub oferece descontos e cursos para seus frequentadores.

Para ver se vale a pena compartilhar, preparamos uma lista com os principais coworking do Brasil, o perfil de seus frequentadores, o que oferecem e os valores cobrados por eles -- que variam entre R$ 600 e R$ 850
Quanto custa trabalhar em escritórios compartilhados pelo Brasil


Erosão engole casa e ameaça outros imóveis e moradores de bairro de Luziânia (GO)

Uma casa foi engolida por uma erosão que ameaça as estruturas de outros imóveis e de uma ponte, no município de Luziânia (200 km de Goiânia), no entorno do Distrito Federal. Com cerca de dez metros de profundidade, o buraco está situado no encontro dos bairros Fumal e Centro.

No local, há uma canalização que concentra as águas das chuvas e o esgoto da região e desemboca num córrego. O declive do terreno agrava a situação.

Devido aos riscos de novos desabamentos, a Defesa Civil de Goiás cadastrou as famílias que ainda moram na região, que agora aguardam a transferência para outra área. Os moradores do local devem procurar ainda a Secretaria de Promoção Social do município.

Perto da cratera há uma casa que está isolada. Segundo o sargento Gilmar Alves Nunes, do Corpo de Bombeiros, a erosão está no local há quase uma década, e nos meses de chuva sempre aumenta o perigo para as famílias.

A previsão da prefeitura de Luziânia é de que as obras de canalização do córrego e construção de uma galeria pluvial devem ser iniciadas somente em abril do próximo ano, após o período chuvoso.

Com novas regras, Minha Casa, Minha Vida terá cota para idosos

O governo federal alterou os critérios para a inclusão de candidatos a beneficiários do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, prioridade da gestão da presidente Dilma Rousseff.

As mudanças foram publicadas nesta terça-feira (27) no "Diário Oficial" da União, em portaria assinada pelo ministro das Cidades, Mário Negromonte.

Entre as novas regras, deverá ser reservada, no mínimo, cota de 3% das unidades habitacionais para atendimento a idosos e a pessoas com deficiência --ou cuja família tenha pessoas com deficiência.

Em março de 2009, quando foi lançado, o programa já previa a priorização dos portadores de deficiência e dos idosos.

O governo anunciou que pretende investir R$ 125,7 bilhões até 2014 para a construção de 2 milhões de moradias no Minha Casa, Minha Vida. Em 2011, foram contratadas 354 unidades, segundo balanço divulgado por Dilma no início de dezembro.

O Minha Casa, Minha Vida foi lançado em março de 2009, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a meta inicial de construir 1 milhão de moradias populares para diminuir o deficit habitacional.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Apesar de boas projeções no longo prazo, setor imobiliário terá 2012 desafiador

A maior parte das ações do setor de construção civil no Brasil se desvalorizou em 2011. A desaceleração da economia e os problemas enfrentados pelas incorporadoras imobiliárias - estouro de custos, redução na expectativa de lançamentos, queda na velocidade de vendas e maior alavancagem financeira - proporcionaram um ano difícil para o setor. E o cenário que se desenha para 2012 aponta para um novo período de entraves.

Apesar da perspectiva de crescimento no longo prazo, os analistas da Fator Corretora, Iago Whately e René Brandt, consideram que os desafios enfrentados pelas companhias este ano continuarão presentes no próximo calendário, e poderão se tornar ainda maiores.

Na opinião deles, o ambiente pode piorar se a expectativa de bom desempenho da economia brasileira não se confirmar, e se houver maiores restrições ao crédito e para o acesso ao mercado de capitais.

Os analistas do HSBC, Felipe Rodrigues e Leonardo Martins, também chamam a atenção para o impacto do crédito no mercado imobiliário. "As discussões acerca da disponibilidade de crédito devem continuar sendo o foco dos investidores, uma vez que a captação em contas de poupança não deve ser suficiente para sustentar a indústria até 2014", afirmam os especialistas em relatório.

Cautela
Por conta do panorama incerto, a Fator Corretora sugere menor exposição do investidor ao setor de construção civil, alertando para os casos em que a alavancagem financeira alcançou patamares desconfortáveis.

Os analistas afirmam que o nível de endividamento da maior parte das companhias do setor de construção civil no Brasil alcançou patamar desfavorável em 2011, mas na hipótese de deterioração no ambiente macroeconômico e consequente restrição de crédito, algumas companhias podem ter mais dificuldade em sustentar o elevado patamar de alavancagem financeira, em especial as menores, como CCDI - Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCIM3), Rodobens (RDNI3), Viver (VIVR3) e Tecnisa (TCSA3).

"Nesse ambiente, apostamos em retomada da atividade de fusões e aquisições, o que poderá influenciar significativamente o desempenho das ações das companhias envolvidas", avaliam os especialistas.

Baixa renda
Se a incerteza macroeconômica em 2012 pode prejudicar o desempenho de parte do setor, também tem chances de aumentar o prêmio com que as incorporadoras de baixa renda negociam, dada a alta probabilidade de estímulos governamentais à demanda imobiliária neste segmento, no caso de desaceleração da economia. Essa é a opinião dos analistas da Fator, que têm preferência pelos papéis da Direcional (DIRR3), MRV Engenharia (MRVE3), Rossi (RSID3) e PDG Realty (PDGR3) neste segmento.

Por outro lado, a equipe do HSBC aconselha o distaciamento de empresas focadas em unidades direcionadas ao segmento de baixa renda, em especial MRV (MRVE3) e Rossi (RSID3). Para Rodrigues e Martis, essas companhias devem continuar sob pressão pela combinação dos tetos de preços do programa Minha Casa, Minha Vida e a alta inflação de custos.

Na visão do banco, as ações de convicção mais forte são: PDG Realty, por conta da avaliação barata e da recuperação esperada nas margens; e Brasil Brokers (BBRK3) em virtude do grande desconto no P/L (preço sobre lucro) estimado para 2012, de 5,83 vezes.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Estudo aponta horário de trabalho flexível como garantia de bem-estar

A saúde e o bem-estar dos adultos, que passam boa parte de sua vida no trabalho, melhoram quando estes podem trabalhar em horários flexíveis, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista "Journal of Health and Social Behavior".

Liderado por Phyllis Moen, do Departamento de Sociologia da Universidade de Minnesota, o estudo analisou mais de 600 funcionários de uma empresa de serviços que adotou um esquema de horários flexíveis.

"Os adultos passam boa parte de seu tempo acordados seguindo ritmos institucionalizados em torno do início e do fim do dia e da semana de trabalho". Estas regras e ritmos constituem "jaulas do tempo" tidas como estabelecidas e imutáveis, e são "andaimes invisíveis que confinam a experiência humana dentro e fora do emprego", informou o artigo na revista oficial da Associação Sociológica dos Estados Unidos.

"Nosso estudo mostrou que ao deixar de considerar como produtividade o tempo passado no escritório, enfatizando os resultados reais, cria-se um ambiente de trabalho que promove o comportamento saudável e o bem-estar", disse Moen.

"As iniciativas que abrem caminho aos horários flexíveis encorajam os empregados a se cuidarem mais", acrescentou.

Esta iniciativa de horário flexível estudada pela equipe de Moen começou em 2005 na sede da empresa Best Buy em Richfield, Minnesota, com o propósito de focar os empregados e gerentes mais nos resultados mensuráveis e menos em onde e em quanto tempo se completava a tarefa.

Dessa maneira, se permitiu que os empregados mudassem rotineiramente o lugar e o tempo de trabalho, segundo suas necessidades individuais e as responsabilidades de sua posição, sem a necessidade de permissão ou notificação de um supervisor.

Uma das conclusões principais do estudo é que o esquema de horário flexível permitiu que os empregados descansassem mais, quando a maioria deles disse que dormia uma média de 52 minutos a mais na noite anterior ao trabalho.

Os empregados se sentiram menos obrigados a trabalhar quando estavam doentes e foram mais propensos a consultar um médico quando era necessário, embora estivessem ocupados.

"A iniciativa de trabalho flexível aumentou nos empregados seu sentido de controle do horário e reduziu os conflitos entre trabalho e família, o qual por sua vez resultou em um descanso melhor, níveis mais altos de energia e um sentido de controle da vida pessoal que diminuiu o cansaço emocional e o estresse psicológico", avaliou o estudo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Bolha Imobiliária: pequeno poupador que se cuide

Segundo João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o aumento nos preços de imóveis neste ano está descolado da realidade de custos e indica início de bolha imobiliária. A entrevista foi publicada em 12/08/11 no jornal Folha de São Paulo. Vale acrescentar que tanto o jornal quanto o entrevistado tem uma posição conservadora em relação a essa questão. Opiniões desse tipo podem gerar preocupações que esfriam o mercado, e isso provavelmente não interessa a nenhum dos dois.

O que se viu nas grandes cidades do país nos últimos anos foi o preço do metro quadrado multiplicado por 4, 5, 6… até 10! Segundo o professor “Você pode explicar a formação de preços por questões especulativas ou por razões estruturais. Neste momento, há identificação de que alguns preços estão fugindo de sua explicação estrutural”.

O aumento do preço de imóveis acumulado nos últimos anos não foi acompanhado pelo crescimento da renda. Os apartamentos estão menores para suprir a demanda pelo mesmo valor de unidade.

“O produto preferencial que era um produto de 150 m², agora é um produto de 100 m². O custo do metro quadrado cresce e a renda não, a única forma é entregar para as pessoas menos metros quadrados”, considera.

Ainda segundo Lima, não há o risco de uma crise como a norte-americana, no sentido dos bancos quebrarem com créditos podres: “No Brasil, o crédito imobiliário é algo muito contido e é extremamente responsável”.

Quem deve ficar com a perda são os pequenos especuladores, que colocam sua poupança no imóvel. São Paulo já registra o terceiro mês consecutivo com retração nas vendas de usados. Quem estiver comprando lançamento para revender com lucro no curto prazo deve “colocar as barbas de molho”.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pequenos empresários lucram com escritórios virtuais e coletivos

O mercado corporativo cria novos espaços para trabalhar mais e gastar menos. Pequenos empresários podem agora escolher entre um escritório coletivo – também chamado de coworking – ou um escritório virtual.
No escritório virtual, o inquilino aluga o endereço comercial, telefone, internet, secretária e correio – e não precisa nem ir ao local. Ele recebe os recados todos os dias, onde estiver, por e-mail ou telefone.
O modelo caiu como uma luva para o consultor Gustavo Quezada: “99% do meu contato com o meu cliente se dá no local onde ele vai operar, então eu preciso ir até ele (o escritório), pouquíssimas vezes”, diz ele.
O escritório virtual foi aberto em 1995 pelos empresários André e Rodrigo Kielblock. Eles investiram R$ 50 mil para reformar o espaço e montar a infraestrutura, que é compartilhada por todos os clientes.
“Existe um rateio, na verdade, de todas as despesas, e com isso a empresa consegue ter por um custo muito baixo toda a infraestrutura de um escritório convencional”, explica André.
O valor do aluguel do escritório virtual é a partir de R$ 190 por mês. A tecnologia favorece a redução de custos com ganhos de eficiência: graças a um software de gerenciamento, uma secretária presta serviço para 50 inquilinos. Cada um deles tem um número de telefone exclusivo. Ao receber uma ligação, o sistema mostra na tela o que a atendente deve dizer.
Mas quem precisa de um espaço também pode alugar uma sala por mês a partir de R$ 980, e ainda contar com a mesma infraestrutura.
Foi o que fez Wanderson Oliveira, que trabalha com tecnologia de informática. Ele queria transferir a empresa de Belo Horizonte para São Paulo, e se surpreendeu com a agilidade da operação.
“O que chamou a atenção da gente é a praticidade desse tipo de contratação. No mesmo dia que nós assinamos o contrato, nós já tínhamos todo o escritório já mobiliado, já uma infraestrutura com internet, com telefone, com sala de reunião, com atendimento profissional, e trouxe um grande benefício para a gente”, diz Oliveira.
Para alugar uma sala, o escritório virtual não exige fiador ou qualquer outra garantia. Evandro Vinha começou com uma pequena sala. Depois, contratou funcionários e alugou outra sala ao lado. Mas a empresa dele continuou crescendo, precisou de mais espaço, e ele não gastou muita sola de sapato em procurar. Ao lado, alugou, na hora, uma terceira sala.
“Eu não paro de trabalhar, estou sempre focado na minha atividade real do meu negócio, e não estou me preocupando com a administração do escritório em si”, diz Vinha.
As vantagens conquistam mercado, e o escritório virtual já tem 400 clientes.
“Eu acredito nesse mercado porque ele alia a necessidade das empresas na redução de custos e também ele pode focar na sua atividade principal, não se preocupando mais com os custos de infraestrutura, e tudo o mais”, diz Rodrigo Kielblock.
Em outro escritório, todos os inquilinos ficam numa mesma sala, de 200 metros quadrados. No local, as pessoas pagam pelo tempo que usam, e usam quando querem. O modelo, conhecido nos Estados Unidos como coworking, é também chamado de escritório coletivo ou compartilhado. O negócio pertence aos empresários Fernanda Trugilho e André Martins.
“O coworking tem como premissa a flexibilidade. Então as pessoas pagam por hora. Você escolhe quantas horas vai utilizar, e paga por essas horas. Você não tem problema de pagar por uma estrutura que fique ociosa. Se você for viajar, tirar férias, ou mesmo viajar a trabalho, ou ficar fora do escritório por um período, você não paga”, explica Fernanda.
O escritório coletivo surgiu em 2008, com um investimento de R$ 80 mil. Depois, o espaço foi ampliado, e hoje tem 70 inquilinos, que compartilham cadeiras, mesas, internet, telefone, armários, cafezinho e ainda tem uma área externa para reuniões.
No escritório coletivo, os inquilinos são pequenos empresários, que só pagam pelo tempo que usam e, com isso, acabam economizando. O plano mínimo de R$ 100 é para dez horas de uso por mês. Há pacotes de até 500 horas por mês, por R$ 1,5 mil.
“Se eu fosse locar um escritório próprio eu ia ter um custo de no mínimo R$ 2 mil. Aqui eu pago menos da metade, varia um pouquinho, mas ficou menos da metade”, diz a inquilina Alessandra Bueno.
A possibilidade de relacionamento também atrai gente, e o movimento no escritório compartilhado cresce a taxas de 200% ao ano. Os empresários já pensam em abrir franquia do negócio.
“Agora eu digo que de uma tendência já passou a ser uma realidade. Tem diversos espaços como esse, compartilhados, pelo Brasil. Pelo mundo são mais de 700, então é um negócio de futuro, nós mesmos estamos montando um processo de franquia. Então, até o final de 2011 teremos algumas franquias pelo Brasil, é um negócio que já deu certo”, diz Fernanda.
Fonte: PEGN

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Itaquerão está com 10,65% das obras construídas, afirma empreiteira

A construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, está com 10,65% dos trabalhos concluídos, informa a empreiteira Odebrecht, responsável pelos trabalhos, que foram iniciados no último dia 30 de maio.

As obras estão na fase de terraplanagem e fundação (colocação de estacas e blocos de apoio sobre os quais ficam os pilares de sustentação das arquibancadas). Atualmente, 430 funcionários operam um maquinário de 115 equipamentos no local.

Tendo aval da entidade máxima do futebol para entregar a obra em fevereiro de 2014, quatro meses antes do início da Copa do Mundo no Brasil, a Odebrecht tem adotado esse prazo como oficial. Ainda assim, a construtora espera que a conclusão se dê em dezembro de 2013.

Em visita ao terreno em Itaquera na semana passada, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou que as obras estão 43 dias adiantadas em relação ao cronograma oficial. Para ele, o Itaquerão poderá ser oficialmente entregue setembro de 2013.

O orçamento total para a construção do estádio é de R$ 820 milhões - R$ 400 milhões serão levantados com empréstimo do BNDES, sendo o restante proveniente dos incentivos fiscais concedidos pela prefeitura de São Paulo. Caso esses recursos não sejam suficientes para o preço final, outra fonte seria a antecipação de receitas, como às associadas a patrocínio.

Nesse montante, não é considerada a instalação da arquibancada provisória de 20 mil lugares (necessária para expandir a capacidade para 68 mil lugares e possibilitar que o estádio receba o jogo de abertura da Copa). Os assentos temporários serão arcados pelo governo estadual.

'Mentor' do Itaquerão quer erguer arena com cara de EUA: "será a antítese do Engenhão"

Economista renomado, Luis Paulo Rosenberg é o principal responsável por viabilizar o estádio Itaquerão, provável palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. Braço direito do presidente Andrés Sanchez, o diretor de marketing diz dedicar 40% da sua agenda aos interesses do Corinthians e fala em erguer o estádio mais moderno do mundo.

“Desde o projeto até a construção, fizemos tudo da forma como (pausa para pensar)... Como uma Microsoft faria”, definiu, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte. “Será um estádio para eventos, não para sentar lá e só ver o jogo. É muito norte-americano.”

Sobrou até para o Engenhão, que virou exemplo de como não se deve fazer um estádio, na concepção de Rosenberg. “O modelo que pra mim serve como antítese do nosso é o Engenhão. Isso aí é século passado.”

O cartola definiu como “oba-oba” as dúvidas em relação ao tempo em que o estádio será erguido. “Hoje é mais difícil fazer um shopping do que um estádio, principalmente o nosso”, decretou.

Sobre as questões pendentes, como o empréstimo junto ao BNDES e a retirada dos dutos da Petrobrás no terreno da futura arena, o economista demonstra tranquilidade e afirma que tudo estará resolvido até o final do ano, embora não tenha apresentado argumentos ou fatos convincentes para defender sua tese.

Na última quarta-feira, Rosenberg recebeu a reportagem do UOL Esporte em seu escritório, um casarão de 140 anos na região do Pacaembu. Abriu mão do terno e gravata para utilizar uma camisa do seu time do coração e falou praticamente durante uma hora, antes de sair às pressas para um almoço com o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, a quem considera seu “mestre”.

Além de falar sobre o estádio, o dirigente corintiano defendeu a rivalidade sadia entre os clubes e justificou as frases provocativas que frequentemente adota.

Confira os principais assuntos tratados por Rosenberg:

- O PROJETO DO ITAQUERÃO

“Nosso estádio é sem dúvida é o mais moderno do mundo, porque incorpora tudo o que a Fifa quer, e os padrões são muito mais exigentes hoje do que foram na Copa da África. É o único estádio no Brasil feito a partir do marketing. Nasceu de uma pesquisa de consumidor, e a partir disso ficou estabelecido o número de camarotes, de cadeiras vips, de numeradas, de balcões de venda de alimento, de lojas... É muito legal nesse aspecto, é muito norte-americano.”

- A ABERTURA DA COPA

“Em outubro vai ser oficializado, será o preto no banco, e temos um diálogo contínuo com a Fifa. Será um estádio para eventos, não só um lugar onde você senta e vê o jogo. Não vamos fazer um novo Engenhão de jeito nenhum, não quero isso daí, é século passado. O nosso será uma máquina de fazer dinheiro. A Fifa sabe apreciar isso. Não é possível que o centro econômico da América Latina [São Paulo] não terá a abertura ou fechamento da Copa, então estamos tranquilos quanto a isso."

- BNDES, DUTOS, SELO VERDE

“Não existe nenhum desafio tecnológico. Os dutos não carregam combustível, só óleo, e ficam a um metro e meio de profundidade. Então não tem erro. A questão de quanto custa e quem paga é porque envolve uma empresa pública de capital aberto [Petrobrás] e um clube privado. Se fosse o governo, já estaria resolvido."

“Somos muito criteriosos, em busca do menor preço, da sustentabilidade. Brigo por cada centavo. Minha unidade de compra é um ‘Kaká’, que vale 80 milhões. Se economizo 4 milhões, por exemplo, é 5% do Kaká, a perna esquerda dele. É uma operação financeira complicada, um projeto com amortização de 40 milhões e 40 milhões de juros todo ano no começo.”

“Somos uma entidade privada e não posso ir ao BNDES pegar dinheiro. Temos de montar uma engenharia financeira com uma instituição no meio para criar um fundo imobiliário. Ela fica com a concessão do estádio como garantia, aí eu pago ele, ele paga o BNDES, e eu recebo o dinheiro de volta do excedente. Aqui nesse escritório 80% das operações financeiras que realizamos foram mais simples do que essa. O BNDES tem a linha disponível, está lá o dinheiro esperando para o estádio da cidade de São Paulo na Copa, mas tem as regras dele."

“O meu projeto já foi feito pensando no selo verde, ao contrário dos outros. Fiz o projeto certo e só preciso da autenticação quando estiver fazendo a construção.”

- A RIVALIDADE COM PALMEIRAS E SÃO PAULO

“Parte da nossa doutrina é aguçar a rivalidade, por isso toda vez eu faço uma gracinha com ‘bambi’, ‘panetone’ etc. O São Paulo precisa de mim, eu preciso dele. Posso dar uma sugestão, um conselho, me juntar a eles. Estamos no mesmo barco, nosso inimigo é a mediocridade e a safadeza no futebol, não é o São Paulo nem o Palmeiras, esses são meus adversários na hora do jogo e com quem quero manter relações amistosas enquanto instituição."

“O fato de eu estar sempre brincando é muito mais para desarmar, dizer ‘vem, me chama de gambá, de galinha’, para trazer o clima de brincadeira e não jogar a gente dentro do rio, caramba.”

Nota da Redação: Ao afirmar “jogar a gente no rio”, Rosenberg se referiu ao torcedor do Corinthians encontrado morto no rio Tietê no dia do clássico contra o Palmeiras.

“Quanto mais forte o São Paulo, mais forte eu sou. Quando alguém me diz que o São Paulo conseguiu aumentar o valor do seu patrocínio, eu vibro. Subiu a barra, e como a minha é a mais alta vai me empurrar pra cima.”

“Sinto que a nova geração, por causa dos títulos recentes, tem maior birra maior com o São Paulo do que com o Palmeiras. Eu acho difícil o Palmeiras perder o trono de ser o nosso grande rival, pelo fato de ter nascido dentro do próprio Corinthians.”

- RELAÇÃO ABALADA COM O SÃO PAULO?

“Olha, eu converso mais com o marketing do São Paulo do que com o do Palmeiras, pelo fato de estar na mesma faixa econômica e de ter interesses comuns grandes.”

- CORINTHIANS RELIGIÃO E AMANTE ARGENTINA

“Tenho um defeito de nascença: não gosto de futebol. Desde pequeno eu nunca fui ver um jogo de futebol que não seja do Corinthians. Ir ao estádio é inadmissível para mim. O Corinthians está muito mais perto de religião do que de esporte.”

“O Corinthians é que nem amante argentina, de dia detona o seu cartão de crédito, bate em você, briga com os filhos do casamento, e à noite é uma felicidade incomparável.”

- ELOGIOS A ANDRÉS SANCHEZ

“Trabalhar com o Andrés é uma experiência fantástica. Em toda minha vida, consegui ter dois chefes, o Andrés e o Delfim [Netto]. São duas pessoas extremamente lúcidas, rápidas no raciocínio e com uma capacidade de delegar absoluta, então é muito legal. São estilos totalmente opostos. O do Andrés é semelhante ao do Lula. Tem talento para aceitar pessoas de formações diversas e assumir as loucuras dos auxiliares. O Delfim é uma concepção analítica.”

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dossiê detalha irregularidades de construtoras no interior de SP

A pelo menos 30 metros de altura, sem cinto de segurança ou capacete, um operário se equilibra no topo de um prédio em obras no Jardim Nova Aliança, área nobre da zona sul de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

Em uma obra vizinha, o pintor, também sem proteção, se equilibra na ponta da tábua estreita que está solta no alto do andaime. Em Franca, operários sem registro em carteira erguem casas financiadas pelo programa federal "Minha Casa, Minha Vida".

A sequência de irregularidades em obras convive à margem da euforia da construção civil.

Só em Ribeirão, ao menos cem obras de médio e grande porte estão em curso. Atuam na cidade em torno de 20 mil operários Ðconsiderados só os com registro em carteira.

A Folha teve acesso a uma espécie de dossiê do Ministério Público do Trabalho que reúne 415 multas por falhas em obras de 89 construtoras ou empresas terceirizadas em fiscalizações em 2010 e 2011.
As autuações foram aplicadas em blitze das regionais de Ribeirão (junto com Vigilância Sanitária) e de Franca.

O SindusCon, sindicato que representa as construtoras, diz que as falhas são pontuais e que as empresas têm investido nos funcionários.

A Folha também flagrou em seis obras riscos de acidentes por falta de equipamentos de segurança.


Órgãos de fiscalização dizem que o boom do setor impulsionou o número de irregularidades, mas que é a terceirização que mais desencadeia os problemas.

"Uma mesma obra tem às vezes pedreiros de dezenas de pequenas empreiteiras. O operário nem sabe mais quem é o patrão", diz o procurador Élisson Miessa dos Santos.

Mas há casos como o da construtora MRV, em Franca, onde se achou até operários sem registro em carteira, uma situação mais comum com pequenas empreiteiras.

Entre médias e grandes construtoras, como Pereira Alvim, OAS, Jábali Aude, Copema e Pagano, as multas concentraram-se mais na falta de proteção coletiva.

Os alojamentos também têm falhas. São 30 em Ribeirão, segundo Carlos Miranda, do sindicato dos empregados.

Segundo Germano Serafim Oliveira, chefe da fiscalização da Gerência Regional do Trabalho, um terço das autuações mensais do órgão ocorre na construção civil.

Mas o número de fiscais nessa área é pequeno: três ou quatro servidores, para atuar em 35 cidades de abrangência. Oliveira diz que o ideal seriam seis ou sete.