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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Câmara aprova, mas condiciona incentivo ao Itaquerão à abertura da Copa
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda votação, na noite desta sexta-feira, o projeto que dá incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera (zona leste de SP), mas condicionou esse apoio à cidade receber o jogo de abertura da Copa-2014. Foram 39 votos favoráveis contra 15 contrários.
Então, ficou aprovado benefícios públicos na ordem de R$ 420 milhões ao Itaquerão se a Fifa realmente confirmar que o estádio abrirá a Copa.
Agora, esse projeto será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab que deverá sancioná-lo ou vetá-lo.
Caso essa votação fosse adiada e só ocorresse na próxima terça, dia 5, ultrapassaria o limite fixado pelo presidente do Corinthians, Andres Sanchez, em entrevista nesta segunda à Folha. "Se [o contrato] não for assinado nos próximos dias, até o dia 3 ou 4 [de julho], São Paulo fica sem estádio para a Copa [do Mundo de 2014]", ameaçou.
Ontem, a Fifa decidiu adiar de julho para outubro a reunião que definirá o palco da abertura do Mundial e as cinco cidades sede da Copa das Confederações-2013.
Nesta sexta-feira, o Corinthians divulgou novas imagens do projeto do estádio que será construído na zona leste da capital paulista.














Então, ficou aprovado benefícios públicos na ordem de R$ 420 milhões ao Itaquerão se a Fifa realmente confirmar que o estádio abrirá a Copa.
Agora, esse projeto será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab que deverá sancioná-lo ou vetá-lo.
Caso essa votação fosse adiada e só ocorresse na próxima terça, dia 5, ultrapassaria o limite fixado pelo presidente do Corinthians, Andres Sanchez, em entrevista nesta segunda à Folha. "Se [o contrato] não for assinado nos próximos dias, até o dia 3 ou 4 [de julho], São Paulo fica sem estádio para a Copa [do Mundo de 2014]", ameaçou.
Ontem, a Fifa decidiu adiar de julho para outubro a reunião que definirá o palco da abertura do Mundial e as cinco cidades sede da Copa das Confederações-2013.
Nesta sexta-feira, o Corinthians divulgou novas imagens do projeto do estádio que será construído na zona leste da capital paulista.














quinta-feira, 30 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Andrés vai à Câmara pressionar vereadores por R$ 420 milhões para o Itaquerão
O Corinthians tenta dar uma cartada decisiva para “fechar a conta” de seu futuro estádio. Às 9h da próxima terça-feira, o presidente Andrés Sanchez vai a uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo pressionar os vereadores em busca de até R$ 420 milhões em incentivos e descontos em impostos na construção do Itaquerão.A ideia da cúpula corintiana é convencer a Câmara a aprovar o projeto de lei enviado pela prefeitura paulistana. Segundo o texto, os incentivos fiscais serão concedidos ao estádio desde que ele seja capaz de receber um jogo de Copa do Mundo. Mesmo que a Fifa considere a arena apta e depois não a utilize no torneio de 2014, os recursos serão enviados.
O Corinthians também usa o atraso a seu favor e defende que o projeto precisa ser aprovado até a primeira quinzena de julho para ser enviado à Fifa. Isso porque no dia 30 de julho, no Rio de Janeiro, durante o sorteio das eliminatórias da Copa, a entidade pretende anunciar onde será a abertura da Copa.
“Se não for aprovado o incentivo na Câmara, não tem como ter Copa do Mundo em São Paulo”, resumiu Andrés Sanchez. Desde o início da novela Itaquerão, o dirigente assegura que o Corinthians terá um estádio para 45 mil pessoas independentemente do Mundial. Segundo ele, se a cidade quiser receber o torneio, precisará ajudar a bancar o projeto.
Nesta sexta-feira, uma comissão de vereadores foi ao Itaquerão para ver o início das obras e conversar com os dirigentes corintianos. Chefe dessa comissão, Paulo Frange, do PTB, defende os incentivos ao estádio argumentando que ele irá gerar muitas oportunidades ao bairro da zona leste.
“A abertura representa uma entrada de tributos atrativa para a cidade de São Paulo. Teríamos uma contrapartida de R$ 4 para cada R$ 1 de incentivo pelo desenvolvimento que teremos na região. O estádio sai de qualquer jeito para 45 mil pessoas, mas para abertura precisaria do incentivo”, afirmou Frange.
Segundo Andrés, o custo total do Itaquerão não irá passar de R$ 700 milhões. Além dos incentivos que tenta buscar na prefeitura, o Corinthians calcula que receberá um empréstimo de até R$ 400 milhões do BNDES. E os dutos da Petrobras que precisam ser remanejados já estão nesse cálculo, alegou o presidente.
“Isso vai custar no máximo uns R$ 6 milhões. São 600 metros de dutos que já estão incluídos no preço da obra”, completou Andrés Sanchez.
Roberto Carlos vende apartamentos em São Paulo

FOLHA ON LINE
LAURA CAPRIGLIONE
Para quem se acostumou com o Roberto Carlos melífluo de canções românticas como "Detalhes" ou "Como É Grande o Meu Amor por Você", o que apareceu na noite de quinta, em plena avenida Juscelino Kubitschek (zona sul), era irreconhecível.
Ele veio vestido de azul, como sempre. Cantou "Emoções" e "Além do Horizonte".
Mas o que o tal Roberto fazia ali era bem diferente de tudo aquilo a que o público fiel do cantor acostumou-se. O Rei vendia imóveis.
Especificamente, vendia 226 apartamentos residenciais e 80 conjuntos comerciais de um prédio azul e branco (é claro!) de 40 andares e arquitetura inspirada na de Dubai, a Meca das paredes espelhadas.
Nome do empreendimento: Horizonte Home & Offices ("Além do horizonte, existe um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar", lembra?).
Roberto Carlos em pessoa investiu na construção, por intermédio da sua (o nome é esse mesmo) Emoções Incorporadora.
Na plateia de 300 pessoas, muito mais do que as fãs enlouquecidas de sempre, o que se viam eram investidores do mercado imobiliário, além de parentes dos sócios no empreendimento.
Roberto Carlos prometeu morar no local quando em São Paulo (a residência oficial dele é no Rio de Janeiro).
À Folha ele disse que quem comprar um apê por lá poderá até encontrá-lo no elevador.
Afirmou que está tentando junto à prefeitura suprimir o 13º andar. "Nos Estados Unidos, é comum um prédio ir direto do 12º para 14º andar. Por que aqui não?"
Ainda não se sabe se o toque do Rei funcionará no mercado imobiliário. As vendas começarão a ser feitas na próxima semana.
Um ninho de 54 m2 sairá --em média-- por R$ 730 mil (depende do andar). Um de 113 m2, por R$ 1,5 milhão.
Segundo a coordenadora de vendas do prédio, Branca Cesaroni, o marketing em torno do Rei só serve para acelerar a comercialização: "O preço do metro quadrado construído não aumentou por causa disso."
Chitãozinho, da dupla com Xororó, estava entre os convidados. "Vai comprar um, Chitão?" "Não. Eu vim checar o modelo de negócio", respondeu o sertanejo, que já tem uma rede de 110 churrascarias, investe em fazendas e acaba de lançar um condomínio fechado em Caruaru (PE). "Acho importante o artista diversificar os investimentos".
Roberto Carlos sabe bem o que é isso. Além dos CDs, DVDs e shows, há anos ele vem lotando transatlânticos para seu cruzeiro de quatro dias "Emoções em Alto Mar", com preços que variam de R$ 2.600 a R$ 7.000.
Agora, prepara-se para surfar a onda do turismo religioso. Ao som dos hits "Jesus Cristo" e "Nossa Senhora", embarcará rumo a Jerusalém, com direito a show. Quer acompanhá-lo? Pague R$ 5.440.
O Rei não manda mais nada pro inferno.
LAURA CAPRIGLIONE
Para quem se acostumou com o Roberto Carlos melífluo de canções românticas como "Detalhes" ou "Como É Grande o Meu Amor por Você", o que apareceu na noite de quinta, em plena avenida Juscelino Kubitschek (zona sul), era irreconhecível.
Ele veio vestido de azul, como sempre. Cantou "Emoções" e "Além do Horizonte".
Mas o que o tal Roberto fazia ali era bem diferente de tudo aquilo a que o público fiel do cantor acostumou-se. O Rei vendia imóveis.
Especificamente, vendia 226 apartamentos residenciais e 80 conjuntos comerciais de um prédio azul e branco (é claro!) de 40 andares e arquitetura inspirada na de Dubai, a Meca das paredes espelhadas.
Nome do empreendimento: Horizonte Home & Offices ("Além do horizonte, existe um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar", lembra?).
Roberto Carlos em pessoa investiu na construção, por intermédio da sua (o nome é esse mesmo) Emoções Incorporadora.
Na plateia de 300 pessoas, muito mais do que as fãs enlouquecidas de sempre, o que se viam eram investidores do mercado imobiliário, além de parentes dos sócios no empreendimento.
Roberto Carlos prometeu morar no local quando em São Paulo (a residência oficial dele é no Rio de Janeiro).
À Folha ele disse que quem comprar um apê por lá poderá até encontrá-lo no elevador.
Afirmou que está tentando junto à prefeitura suprimir o 13º andar. "Nos Estados Unidos, é comum um prédio ir direto do 12º para 14º andar. Por que aqui não?"
Ainda não se sabe se o toque do Rei funcionará no mercado imobiliário. As vendas começarão a ser feitas na próxima semana.
Um ninho de 54 m2 sairá --em média-- por R$ 730 mil (depende do andar). Um de 113 m2, por R$ 1,5 milhão.
Segundo a coordenadora de vendas do prédio, Branca Cesaroni, o marketing em torno do Rei só serve para acelerar a comercialização: "O preço do metro quadrado construído não aumentou por causa disso."
Chitãozinho, da dupla com Xororó, estava entre os convidados. "Vai comprar um, Chitão?" "Não. Eu vim checar o modelo de negócio", respondeu o sertanejo, que já tem uma rede de 110 churrascarias, investe em fazendas e acaba de lançar um condomínio fechado em Caruaru (PE). "Acho importante o artista diversificar os investimentos".
Roberto Carlos sabe bem o que é isso. Além dos CDs, DVDs e shows, há anos ele vem lotando transatlânticos para seu cruzeiro de quatro dias "Emoções em Alto Mar", com preços que variam de R$ 2.600 a R$ 7.000.
Agora, prepara-se para surfar a onda do turismo religioso. Ao som dos hits "Jesus Cristo" e "Nossa Senhora", embarcará rumo a Jerusalém, com direito a show. Quer acompanhá-lo? Pague R$ 5.440.
O Rei não manda mais nada pro inferno.
Nova lei favorece empresário individual
Depois de uma discussão que se arrasta desde os anos 1980, o empresário individual brasileiro está mais perto de ter um modelo de negócio que protege seu patrimônio pessoal.
Na chamada Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), cujo projeto foi aprovado no Senado nesta semana e depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor, os bens destinados ao exercício da companhia são separados daqueles pessoais do seu titular.
Se não for vetada pela presidência, a lei entra em vigor 180 dias depois de ser publicada.
A distinção dos bens é considerada um importante redutor de riscos para o patrimônio do empreendedor no caso de a empresa sofrer algum tipo processo, como trabalhista, por exemplo.
Pelo novo modelo, o patrimônio do empresário individual não precisa assegurar os débitos contraídos em sua atuação empresarial.
'FAZ DE CONTA'
Relator do projeto no Senado, Francisco Dornelles (PP-RJ) diz que a principal mudança é evitar a criação de "sociedades de 'faz de conta'", constituídas somente para limitar a responsabilidade do sócio.
Isso porque, até agora, eram necessários pelo menos dois sócios para formar uma empresa limitada, que tem essa separação entre o capital social da companhia e os bens pessoais dos donos.
"Nesses casos [das sociedades de 'faz de conta'], um único sócio detém quase a totalidade das quotas do capital social, gerando enorme burocracia e ocasionando disputas judiciais entre sócios, ainda que um deles detenha quota insignificante do capital social", afirma.
Autor do projeto, o deputado Marcos Montes (DEM-MG) diz que o texto permite a formalização de microempresários que são resistentes a constituir empresas diante do alto custo tributário.
"O projeto incentiva a formalização de milhares de empreendedores que atuam em nossa economia de maneira desorganizada e sem contribuir devidamente para a arrecadação de impostos."
EXIGÊNCIAS
Para optar pela EIRELI, o empresário deve reunir capital social mínimo de 100 vezes o valor do salário mínimo vigente _hoje, total equivalente a R$ 54,5 mil.
O novo projeto prevê que o nome da empresa deve conter a expressão "EIRELI" logo depois da firma ou da denominação social da companhia.
Fica proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.
O projeto tramitava no Congresso desde 2009 até obter aprovação no Senado.
Na chamada Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), cujo projeto foi aprovado no Senado nesta semana e depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor, os bens destinados ao exercício da companhia são separados daqueles pessoais do seu titular.
Se não for vetada pela presidência, a lei entra em vigor 180 dias depois de ser publicada.
A distinção dos bens é considerada um importante redutor de riscos para o patrimônio do empreendedor no caso de a empresa sofrer algum tipo processo, como trabalhista, por exemplo.
Pelo novo modelo, o patrimônio do empresário individual não precisa assegurar os débitos contraídos em sua atuação empresarial.
'FAZ DE CONTA'
Relator do projeto no Senado, Francisco Dornelles (PP-RJ) diz que a principal mudança é evitar a criação de "sociedades de 'faz de conta'", constituídas somente para limitar a responsabilidade do sócio.
Isso porque, até agora, eram necessários pelo menos dois sócios para formar uma empresa limitada, que tem essa separação entre o capital social da companhia e os bens pessoais dos donos.
"Nesses casos [das sociedades de 'faz de conta'], um único sócio detém quase a totalidade das quotas do capital social, gerando enorme burocracia e ocasionando disputas judiciais entre sócios, ainda que um deles detenha quota insignificante do capital social", afirma.
Autor do projeto, o deputado Marcos Montes (DEM-MG) diz que o texto permite a formalização de microempresários que são resistentes a constituir empresas diante do alto custo tributário.
"O projeto incentiva a formalização de milhares de empreendedores que atuam em nossa economia de maneira desorganizada e sem contribuir devidamente para a arrecadação de impostos."
EXIGÊNCIAS
Para optar pela EIRELI, o empresário deve reunir capital social mínimo de 100 vezes o valor do salário mínimo vigente _hoje, total equivalente a R$ 54,5 mil.
O novo projeto prevê que o nome da empresa deve conter a expressão "EIRELI" logo depois da firma ou da denominação social da companhia.
Fica proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.
O projeto tramitava no Congresso desde 2009 até obter aprovação no Senado.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Valor do Itaquerão cai para R$ 800 mi, mas obras precisam ter garantias financeiras
O valor estimado da obra do Itaquerão caiu de R$1,07 bilhão para R$ 800 milhões, segundo informação do jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, garantias financeiras da obra terão que ser apresentadas até o dia 12 de julho, para selar de vez a participação da cidade de São Paulo na Copa de 2014.
A cobrança foi realizada ontem durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, em uma conversa entre o Comitê Organizador Local (COL), a Fifa, o Comitê Paulista, a diretoria do Corinthians, a construtora Odebrecht e os governos municipal e estadual.
Desde que as obras do estádio começaram, o principal foco de preocupação da Fifa e do COL passou a ser o projeto financeiro. Como a data da divulgação do estádio escolhido para receber a abertura da Copa se aproxima (29 de julho), a entidade resolveu dar o ultimato, com o apoio de Ricardo Trade, diretor de operações do COL.
A redução foi informada pelo vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, e pela construtora. A diminuição do orçamento justifica-se por uma questão fiscal, já que obras da Copa estão isentas de tributos federais como IPI, Cofins e PIS, fato que não havia sido considerado no primeiro orçamento. No entanto, ainda falta uma redução de cerca de R$ 100 milhões para atingir o valor desejado pelo clube.
Para ser capaz de cumprir o acordo, a Odebrecht irá recorrer ao banco Votorantim para ser avalista do empréstimo de R$ 400 milhões que será pedido ao BNDES. Um fundo imobiliário para viabilizar o projeto também é estudado.
O secretário especial de Articulação da Copa por São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro, gostou da reunião. “Foi uma reunião técnica e objetiva, creio que estamos no caminho certo”, afirmou. Após o encontro, ele sobrevoou o local da obra com os representantes da Fifa e do COL. De noite, na despedida de Ronaldo no Pacaembu, Ribeiro se reuniu com dirigentes da CBF.
De acordo com a publicação, o clima foi de “cordialidade, mas com alguma frieza”. O governador Geraldo Alckmin chegou à tribuna de honra às 21h50, e o prefeito Gilberto Kassab não compareceu.
A cobrança foi realizada ontem durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, em uma conversa entre o Comitê Organizador Local (COL), a Fifa, o Comitê Paulista, a diretoria do Corinthians, a construtora Odebrecht e os governos municipal e estadual.
Desde que as obras do estádio começaram, o principal foco de preocupação da Fifa e do COL passou a ser o projeto financeiro. Como a data da divulgação do estádio escolhido para receber a abertura da Copa se aproxima (29 de julho), a entidade resolveu dar o ultimato, com o apoio de Ricardo Trade, diretor de operações do COL.
A redução foi informada pelo vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, e pela construtora. A diminuição do orçamento justifica-se por uma questão fiscal, já que obras da Copa estão isentas de tributos federais como IPI, Cofins e PIS, fato que não havia sido considerado no primeiro orçamento. No entanto, ainda falta uma redução de cerca de R$ 100 milhões para atingir o valor desejado pelo clube.
Para ser capaz de cumprir o acordo, a Odebrecht irá recorrer ao banco Votorantim para ser avalista do empréstimo de R$ 400 milhões que será pedido ao BNDES. Um fundo imobiliário para viabilizar o projeto também é estudado.
O secretário especial de Articulação da Copa por São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro, gostou da reunião. “Foi uma reunião técnica e objetiva, creio que estamos no caminho certo”, afirmou. Após o encontro, ele sobrevoou o local da obra com os representantes da Fifa e do COL. De noite, na despedida de Ronaldo no Pacaembu, Ribeiro se reuniu com dirigentes da CBF.
De acordo com a publicação, o clima foi de “cordialidade, mas com alguma frieza”. O governador Geraldo Alckmin chegou à tribuna de honra às 21h50, e o prefeito Gilberto Kassab não compareceu.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Corinthians obtém licença para desviar dutos de Petrobras
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) emitiu a licença para a Transpetro, braço de logística da Petrobras, relocar os dutos que passam sob o terreno em Itaquera onde será erguido o estádio do Corinthians.
Nesta semana, Odebrecht e Petrobras foram protagonistas de uma nova polêmica sobre o dutos: ninguém quer assumir o custo do desvio dos canais da estatal.
O valor estimado da obra de desvio atinge R$ 30 milhões.
Técnicos da Petrobras estiveram no terreno nesta quarta-feira para verificar o que pode ser feito.
A Transpetro comunicou que dará entrada na Agência Nacional do Petróleo com pedido de autorização para construção na nova faixa de dutos.
NOVA NOVELA?
Um impasse no financiamento pode dificultar a construção do Itaquerão, que teve as obras iniciadas na última segunda-feira. Até o momento, o BNDES ainda não aprovou o financiamento do projeto e ainda deseja que a Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, tome o empréstimo, se responsabilizando diretamente por ele.
A Odebrecht, que colocará R$ 30 milhões do próprio bolso na primeira etapa das obras da arena corintiana, não aceita ficar como responsável pelo crédito. A empresa defende a criação de um fundo de investimento imobiliário em que o Corinthians seria o maior cotista.
Na terça-feira, saiu a autorização que faltava para o início das obras do Itaquerão. Foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo a aprovação do relatório de impacto e vizinhança para começar, de fato, a obra do estádio na zona leste de São Paulo.
Mesmo sem esse parecer técnico, a prefeitura da cidade de São Paulo já tinha autorizado fazer o canteiro de obras no terreno do futuro estádio, por isso as obras começaram na segunda-feira.
Nesta semana, Odebrecht e Petrobras foram protagonistas de uma nova polêmica sobre o dutos: ninguém quer assumir o custo do desvio dos canais da estatal.
O valor estimado da obra de desvio atinge R$ 30 milhões.
Técnicos da Petrobras estiveram no terreno nesta quarta-feira para verificar o que pode ser feito.
A Transpetro comunicou que dará entrada na Agência Nacional do Petróleo com pedido de autorização para construção na nova faixa de dutos.
NOVA NOVELA?
Um impasse no financiamento pode dificultar a construção do Itaquerão, que teve as obras iniciadas na última segunda-feira. Até o momento, o BNDES ainda não aprovou o financiamento do projeto e ainda deseja que a Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, tome o empréstimo, se responsabilizando diretamente por ele.
A Odebrecht, que colocará R$ 30 milhões do próprio bolso na primeira etapa das obras da arena corintiana, não aceita ficar como responsável pelo crédito. A empresa defende a criação de um fundo de investimento imobiliário em que o Corinthians seria o maior cotista.
Na terça-feira, saiu a autorização que faltava para o início das obras do Itaquerão. Foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo a aprovação do relatório de impacto e vizinhança para começar, de fato, a obra do estádio na zona leste de São Paulo.
Mesmo sem esse parecer técnico, a prefeitura da cidade de São Paulo já tinha autorizado fazer o canteiro de obras no terreno do futuro estádio, por isso as obras começaram na segunda-feira.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Saiba quanto você vai gastar para trabalhar num escritório compartilhado
Profissionais da capital paulista que não querem trabalhar em casa e buscam um lugar para realizar suas tarefas podem optar pelos escritórios coletivos – também chamados de escritórios de coworking – que oferecem, além do espaço coletivo, diversos serviços que podem ser agregados de acordo com a necessidade do cliente.
No Pto de Contato, escritório compartilhado localizado na rua Augusta, o profissional pode adquirir um pacote de horas para utilização que dá direito a mesa com cadeira e internet banda larga. Existem também outros serviços que podem ser agregados dependendo da necessidade do profissional: ramal telefônico, secretária, motoboy, sala de reunião.
O plano básico de 10 horas sai por R$ 100. Desembolsando R$ 1.500 o profissional pode utilizar o espaço por 500 horas. O valor da hora avulsa é de R$ 12.
Já no Hub, que funciona no bairro da Consolação, existe a possibilidade de trabalhar em mesas fixas ou compartilhadas. Os clientes podem ter acesso ao mailling e a uma plataforma virtual que permite realizar buscas de pessoas associadas no mundo todo através de palavras-chave.
O valor do plano varia de R$ 60 (5 horas por mês) a R$ 800 (ilimitado). Serviços de impressão e telefone são cobrados a parte.
No Pto de Contato, escritório compartilhado localizado na rua Augusta, o profissional pode adquirir um pacote de horas para utilização que dá direito a mesa com cadeira e internet banda larga. Existem também outros serviços que podem ser agregados dependendo da necessidade do profissional: ramal telefônico, secretária, motoboy, sala de reunião.
O plano básico de 10 horas sai por R$ 100. Desembolsando R$ 1.500 o profissional pode utilizar o espaço por 500 horas. O valor da hora avulsa é de R$ 12.
Já no Hub, que funciona no bairro da Consolação, existe a possibilidade de trabalhar em mesas fixas ou compartilhadas. Os clientes podem ter acesso ao mailling e a uma plataforma virtual que permite realizar buscas de pessoas associadas no mundo todo através de palavras-chave.
O valor do plano varia de R$ 60 (5 horas por mês) a R$ 800 (ilimitado). Serviços de impressão e telefone são cobrados a parte.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Técnicos e engenheiros são profissões com mais escassez
A pesquisa de Escassez de Talentos, realizada anualmente pela consultoria Manpower, aponta que técnicos e engenheiros são os profissionais que as empresas menos encontram no mercado de trabalho. Dos 876 empregadores que responderam à pesquisa, mais da metade (57%) encontram dificuldade em preencher funções em aberto.Ranking das dez profissões com mais escassez de talentos no Brasil
2011
1.Técnicos
2.Engenheiros
3.Motoristas
4.Operários
5.Operadores de produção
6.Representantes de vendas
7.Secretárias e assistentes administrativos
8.Trabalhadores de ofício manual
9.Mecânicos
10.Contadores e profissionais de finanças
2010
1.Técnicos
2.Trabalhadores de ofício manual
3.Operadores de produção
4.Secretárias e assistentes administrativos
5.Operários
6.Engenheiros
7.Motoristas
8.Contadores e profissionais de finanças
9.Profissionais de TI
10.Representantes de vendas
2011
1.Técnicos
2.Engenheiros
3.Motoristas
4.Operários
5.Operadores de produção
6.Representantes de vendas
7.Secretárias e assistentes administrativos
8.Trabalhadores de ofício manual
9.Mecânicos
10.Contadores e profissionais de finanças
2010
1.Técnicos
2.Trabalhadores de ofício manual
3.Operadores de produção
4.Secretárias e assistentes administrativos
5.Operários
6.Engenheiros
7.Motoristas
8.Contadores e profissionais de finanças
9.Profissionais de TI
10.Representantes de vendas
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Edifícios aplicam regras cada vez mais rígidas para os cachorros
São Paulo – Um dos maiores motivos de reclamação nos condomínios residenciais da capital, os cachorros, ou melhor, seus donos, têm enfrentado regras casa vez mais rígidas. Em alguns prédios mais novos, são aceitos apenas cães de pequeno porte, entre 5 e 7 quilos. Outros só permitem que os cachorros circulem pela área comum de coleira e focinheira. E em alguns casos, os cães podem ser convidados a se retirar.
No mês passado, uma decisão da 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, determinou que um cachorro da raça fox terrier não poderia mais morar com a sua dona, Fabiana Angélica do Nascimento, moradora de um condomínio em Araraquara, no interior de São Paulo.
A ação foi movida por uma vizinha incomodada com os latidos do animal. Um laudo avaliou que os ruídos emitidos pelo cão estavam acima do permitido. Para não se separar do cachorro, Angélica decidiu mudar do prédio.
Já a analista de comunicação Viviane Oliveira, de 25 anos, não teve como fazer o mesmo. Ela doou seus dois cães, Sam, um pinscher de 8 anos, e Scott, um poodle de 4, quando trocou sua casa por um prédio em Interlagos. “A vizinha do andar de baixo começou a reclamar do barulho das patinhas dos cachorros e dos latidos”, conta ela, que não pretende ter outros animais de estimação até voltar a morar em uma casa.
Legislação. A Lei 4.591 de 1964, que dispõe sobre condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias garante que o morador pode ter animal de estimação desde que não represente perigo ao sossego, à salubridade e à segurança dos demais condôminos.
Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Hubert Gebara, ainda que a convenção do condomínio proíba animais de estimação no prédio ou coloque restrições ao tamanho, o condômino pode ter um cachorro de estimação, porque é permitido pela lei que rege os condomínios.
“Se uma pessoa está procurando um apartamento para comprar e percebe que a convenção não permite cachorro, o melhor é procurar outro imóvel. Mas se a pessoa realmente quiser comprar nesse lugar, pode investir e depois entrar com ação para ter direito a morar com o cachorro.”
A gerente geral de condomínio da administradora Itambé, Vânia Dal Maso, diz que o ideal é que o condomínio estabeleça regras para a segurança dos moradores, como o uso de focinheira e de coleira quando o cachorro circular pela área comum do prédio. Para ela, limitar o tamanho do cachorro não evita possíveis transtornos.
“Há raças menores, como o ‘salsicha’(Dachshund), que latem mais do que qualquer cachorro grande”, afirma.
Caso algum animal coloque em risco a segurança ou a tranquilidade dos moradores, o síndico deve emitir uma advertência e na sequência multa, caso o cachorro volte a incomodar. Em situações mais graves o condomínio pode entrar com processo contra o morador pedindo a retirada do animal.
No mês passado, uma decisão da 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, determinou que um cachorro da raça fox terrier não poderia mais morar com a sua dona, Fabiana Angélica do Nascimento, moradora de um condomínio em Araraquara, no interior de São Paulo.
A ação foi movida por uma vizinha incomodada com os latidos do animal. Um laudo avaliou que os ruídos emitidos pelo cão estavam acima do permitido. Para não se separar do cachorro, Angélica decidiu mudar do prédio.
Já a analista de comunicação Viviane Oliveira, de 25 anos, não teve como fazer o mesmo. Ela doou seus dois cães, Sam, um pinscher de 8 anos, e Scott, um poodle de 4, quando trocou sua casa por um prédio em Interlagos. “A vizinha do andar de baixo começou a reclamar do barulho das patinhas dos cachorros e dos latidos”, conta ela, que não pretende ter outros animais de estimação até voltar a morar em uma casa.
Legislação. A Lei 4.591 de 1964, que dispõe sobre condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias garante que o morador pode ter animal de estimação desde que não represente perigo ao sossego, à salubridade e à segurança dos demais condôminos.
Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Hubert Gebara, ainda que a convenção do condomínio proíba animais de estimação no prédio ou coloque restrições ao tamanho, o condômino pode ter um cachorro de estimação, porque é permitido pela lei que rege os condomínios.
“Se uma pessoa está procurando um apartamento para comprar e percebe que a convenção não permite cachorro, o melhor é procurar outro imóvel. Mas se a pessoa realmente quiser comprar nesse lugar, pode investir e depois entrar com ação para ter direito a morar com o cachorro.”
A gerente geral de condomínio da administradora Itambé, Vânia Dal Maso, diz que o ideal é que o condomínio estabeleça regras para a segurança dos moradores, como o uso de focinheira e de coleira quando o cachorro circular pela área comum do prédio. Para ela, limitar o tamanho do cachorro não evita possíveis transtornos.
“Há raças menores, como o ‘salsicha’(Dachshund), que latem mais do que qualquer cachorro grande”, afirma.
Caso algum animal coloque em risco a segurança ou a tranquilidade dos moradores, o síndico deve emitir uma advertência e na sequência multa, caso o cachorro volte a incomodar. Em situações mais graves o condomínio pode entrar com processo contra o morador pedindo a retirada do animal.
Condomínios criam regras cada vez mais polêmicas e irritam os moradores
Não pode fazer barulho ou escutar música alta depois das 22h. Furadeira e salto alto, nem pensar. Vaso na janela, futebol no jardim, bagunça de criança, carro torto na garagem, lixo fora do horário podem ser alvo de multa. Pizza só na portaria. São muitas as regras que os condomínios adotam para garantir a segurança e a boa convivência entre os moradores. As medidas, no entanto, andam cada vez mais controversas
Barulhos, problemas de garagem e vazamentos encabeçam o ranking de reclamações, segundo o Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário. Proibições envolvendo bichos de estimação, crianças e bicicletas, então, viraram sinônimo de polêmica e todo mundo parece ter uma história para contar.
A engenheira Camila Guarnieri, 24, enfrenta um problema duplo no condomínio onde mora em Campinas (SP). Os animais não podem circular pelas áreas internas do residencial e não podem fazer barulho. “Eu não entendo. Se você compra uma casa em um condomínio é porque quer segurança. Eu preciso passear com a minha cachorra na rua, à noite, porque não posso circular por aqui”, reclama.
Quando mudou para a casa, sua boxer Fiona demorou para adaptar-se ao novo ambiente e a engenheira logo recebeu uma carta do condomínio dizendo que ela seria multada se o animal não parasse de latir. “Alguém multa meu vizinho porque a criança dele não para de berrar? Conversamos com a síndica e tivemos que comprar uma dessas coleiras que dão choque para ver se ela ficava mais quieta, coitada. Ainda bem que foi por pouco tempo”, lembra.
“Aqui no meu prédio, um morador conseguiu proibir as crianças de brincarem no parquinho, por causa do barulho. Isso no meio das férias escolares. Mas elas se organizaram, fizeram um abaixo-assinado e foram para a reunião de condomínio exigir o fim da proibição. Foram as primeiras a chegar e sentaram na primeira fila”, disse Maria da Graça Ribeiro, que mora em Santos (SP).
Já a escritora Ana Rüsche, 31, conta que seu prédio em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, não tem estacionamento para bicicletas e nem pensa em construir um. Por isso, ela precisa subir quatro andares de escada carregando a bicicleta, que usa para percorrer pequenas distâncias e evitar pegar o carro.
“Carrego no braço mesmo. Tenho uma de alumínio e a outra dobrável, que são levinhas, têm mais ou menos 13 quilos. Mas a gente tem que ter força de vontade para chegar em casa e subir tudo”, diz. “É uma pena, porque há cada vez mais carros na rua e é impossível estacionar por aqui após as 23h”.
Segurança extrema
As medidas de seguranças também dividem os moradores. Em um condomínio de São Paulo um aviso indica: “Proibido entrada com capacete". No prédio de Higienópolis, na região central da capital paulista, visitas precisam deixar nome e RG. Em Santos (SP), um prédio proibiu entrada de pacotes.
“Primeiro, a gente tinha que descer para pegar a pizza na portaria. Depois, as pessoas não podiam subir com pacotes pelo elevador. Aí, começaram a barrar tudo, tudo virou pacote suspeito. Até presente”, lembra Sonia Becker.
Os especialistas, no entanto, defendem que nenhuma regra de segurança é exagerada. “As únicas regras que devem ser mais rigosas são as de segurança. É melhor exagerar para mais”, analisa o vice-presidente da administração de condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara.
Regras inusitadas
Mas nem sempre as regras do prédio são fáceis de entender. Em um prédio da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, o estatuto diz que é proibido circular pelas áreas comuns usando... robe de chambre. Em outro, é proibido entrar com qualquer bebida, porque pode sujar o hall e quem for visto andando sem camisa leva bronca.
Em um edifício dos Jardins, toalhas penduras na janela são proibidas -- “principalmente nos kitnets”. E no edifício Louvre, a área da piscina, que fica na cobertura, é trancada a partir das 18h, o que impede os moradores de apreciarem a maravilhosa vista do centro de São Paulo durante o pôr-do-sol.
Outro prédio da região adotou uma sirene polêmica, usada para assustar travestis. “Achava que era algum tipo de alarme de carro, mas um morador antigo me contou que a sirene é acionada quando os travestis tentam usar a nossa calçada para ficar esperando os clientes ou quando estão fazendo muito barulho”, conta Débora Rodrigues, que mora ali. “Ela funciona diariamente, principalmente à noite, de segunda a segunda. Basta algum travesti começar a falar mais alto ou tentar usar a calçada como ponto, que o porteiro aciona”.
Já os moradores de um prédio em Moema, zona sul de São Paulo, viram o seguinte aviso afixado no elevador: “Lamentavelmente tem sido observada no chão da academia a presença de cuspe e escarros junto à esteira e à bicicleta. Por uma questão básica de higiene solicitamos que isso não ocorra”.
“É ridículo ter que ler isso. Mas, pelo visto, era necessário, né?”, comentou a psicóloga Juliana Marques, que mora no local.
Síndicos autoritários
Em muitos casos, as regras polêmicas são resultado de administradores megalomaníacos. Uma moradora de um condomínio da Chácara Klabin, também na zona sul, tem tanto medo do antigo síndico que prefere não ter seu nome divulgado. Ela conta que o morador administrou o prédio por oito anos e “pintou e bordou” durante o período, provocando sérios conflitos com os outros proprietários.
“Ele dizia abertamente que era o dono do prédio e se permitia adotar uma série de proibições por conta própria. Os adolescentes, por exemplo, não podiam sentar no sofá do hall, porque na cabeça dele iriam namorar ali. Ele também colocou tranca em todos os portões do condomínio para evitar que os jovens fossem até a piscina ou o bosque. Ele mexia com as minhas visitas, provocava”, lembra. “Tenho medo, porque ele é agressivo e pode partir para cima”.
Gebara, do Secovi, ressalta que casos de abuso de poder são muito comuns, embora o síndico seja um representante dos moradores e precise seguir a convenção do condomínio e o Código Civil.
“Ele não pode fazer o que bem quiser, não pode decidir as coisas sozinho. Tem que ter bom senso, ser educado e não pode se beneficiar do cargo. E se ele não for bom, troque”, adverte.
José do Amaral Nogueira Jr, presidente do sindicato dos síndicos de São Paulo (Sindsíndico), também diz que o problema é constante e precisa ser combatido. “É comum as pessoas confundirem as coisas e se sentirem donas do prédio. Elas não são profissionais e se perdem no meio da gestão", afirma. "Por isso, nós defendemos que a função de síndico deve ser profissionalizada. A pessoa precisar ser qualificada, passar por curso e se preparar. Até porque pode responder judicialmente pelas suas decisões”.
Por Fielzão, Corinthians terá IPTU e ISS reduzidos
A Prefeitura de São Paulo já definiu o pacote de estímulos que dará à Odebrecht e ao Corinthians para a construção do Itaquerão, que deverá sediar a abertura da Copa do Mundo-2014. O pacote prevê que o time alvinegro terá IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) reduzido em 50% e ISS (Imposto sobre Serviços) reduzido em até 60% por dez anos, para a arrecadação feita na bilheteria ou em outras atividades. O pacote de incentivos prevê também incentivos de cerca de R$ 400 milhões --ou 60% do investimento que a administração espera que seja feito na arena (R$ 700 milhões).
O valor será obtido com a emissão de CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), títulos com os quais a Odebrecht poderá pagar outros impostos municipais. As obras do futuro estádio corintiano deverão sair do papel neste mês de abril.sábado, 26 de março de 2011
Empresas Pagam Mais que Preço Real da Casa
Forma de pagamento e prazo para desocupação devem ser negociados
Antes de estipular um valor para a venda da casa, é recomendado consultar um perito em avaliações imobiliárias
Em geral, vale deixar de lado o valor sentimental de uma casa pela compensação financeira de uma construtora interessada em comprá-la.
“Se o imóvel ficar incrustado, o dono poderá nunca mais conseguir por ele a quantia oferecida pela empresa”, avalia Marcelo Molari, sócio da Geoimovel, organização especializada em pesquisas imobiliárias. “É vantagem negociar. Há casos em que a incorporadora paga mais do que o imóvel vale.”
Mas o proprietário deve estar atento às condições da negociação. “O dono tem de estabelecer preço, forma de pagamento, analisar a idoneidade da empresa compradora e fixar prazo para a desocupação”, diz o especialista em direito imobiliário Marcelo Manhães de Almeida.
Para determinar o preço,o ideal, recomenda Molari,é pedir a ajuda de um engenheiro avaliador.
As orientações se estendem também para a formade pagamento. “Se for em parcelas, será preciso prever garantias no contrato. É muito comum o pagamento ser mediante permuta de imóvel”, acrescenta Manhães.
“Um imóvel pode ser oferecido pela incorporadora ao proprietário da área onde será realizado o empreendimento como garantia da obrigação de entregar as unidades permutadas”, explica.
A aposentada KaterinaPapalardo, 75, trocou a casa em que morou com a família por 47 anos na Vila Olímpia (zona oeste) por quatro apartamentos na Vila Andrade (zona sul). “Para a família foi uma vantagem, os apartamentos ficaram para os meus quatro filhos”, afirma.
No caso de permuta, o morador deve atentar para o valor do condomínio que terá de pagar. “A única desvantagem que encontrei na troca da casa pelos apartamentos foi o condomínio; no início eu fiquei muito apertada”, conta Papalardo. “Agora, o pagamento está na responsabilidade dos meus filhos.”
Regiões da cidade de São Paulo com grande adensamento de casas são as que têm maior potencial de verticalização, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).
REGIÕES VISADAS
Assim, atraem incorporadores interessados em comprar essas propriedades para compor terrenos onde lançarão os empreendimentos.
“Ipiranga, Jabaquara, Vila Mariana, Interlagos [zona sul], Morumbi, Butantã, Perdizes [zona oeste], Penha, Vila Prudente [zona leste] e Santana [zona norte] são bairros com capacidade para futuras construções”, especifica Luiz Paulo Pompéia,diretor da Embraesp.
Alguns moradores desses locais se dizem contra a verticalização. “Traz problemas hidráulicos, falta de luz, calor e perda da qualidade de vida”, diz o presidente da Amavm (Associação de Moradores e Amigos da Vila Mariana), Oswaldo Luiz Baccan.
Antes de estipular um valor para a venda da casa, é recomendado consultar um perito em avaliações imobiliárias
Em geral, vale deixar de lado o valor sentimental de uma casa pela compensação financeira de uma construtora interessada em comprá-la.
“Se o imóvel ficar incrustado, o dono poderá nunca mais conseguir por ele a quantia oferecida pela empresa”, avalia Marcelo Molari, sócio da Geoimovel, organização especializada em pesquisas imobiliárias. “É vantagem negociar. Há casos em que a incorporadora paga mais do que o imóvel vale.”
Mas o proprietário deve estar atento às condições da negociação. “O dono tem de estabelecer preço, forma de pagamento, analisar a idoneidade da empresa compradora e fixar prazo para a desocupação”, diz o especialista em direito imobiliário Marcelo Manhães de Almeida.
Para determinar o preço,o ideal, recomenda Molari,é pedir a ajuda de um engenheiro avaliador.
As orientações se estendem também para a formade pagamento. “Se for em parcelas, será preciso prever garantias no contrato. É muito comum o pagamento ser mediante permuta de imóvel”, acrescenta Manhães.
“Um imóvel pode ser oferecido pela incorporadora ao proprietário da área onde será realizado o empreendimento como garantia da obrigação de entregar as unidades permutadas”, explica.
A aposentada KaterinaPapalardo, 75, trocou a casa em que morou com a família por 47 anos na Vila Olímpia (zona oeste) por quatro apartamentos na Vila Andrade (zona sul). “Para a família foi uma vantagem, os apartamentos ficaram para os meus quatro filhos”, afirma.
No caso de permuta, o morador deve atentar para o valor do condomínio que terá de pagar. “A única desvantagem que encontrei na troca da casa pelos apartamentos foi o condomínio; no início eu fiquei muito apertada”, conta Papalardo. “Agora, o pagamento está na responsabilidade dos meus filhos.”
Regiões da cidade de São Paulo com grande adensamento de casas são as que têm maior potencial de verticalização, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).
REGIÕES VISADAS
Assim, atraem incorporadores interessados em comprar essas propriedades para compor terrenos onde lançarão os empreendimentos.
“Ipiranga, Jabaquara, Vila Mariana, Interlagos [zona sul], Morumbi, Butantã, Perdizes [zona oeste], Penha, Vila Prudente [zona leste] e Santana [zona norte] são bairros com capacidade para futuras construções”, especifica Luiz Paulo Pompéia,diretor da Embraesp.
Alguns moradores desses locais se dizem contra a verticalização. “Traz problemas hidráulicos, falta de luz, calor e perda da qualidade de vida”, diz o presidente da Amavm (Associação de Moradores e Amigos da Vila Mariana), Oswaldo Luiz Baccan.
Folha de São Paulo - 20/03/11
Padrão de Qualidade e Padrão de Construção
Qualquer tipo de construção independente do "padrão" deve ser projetada de acordo com as necessidades de quem a habitará, sua estrutura deve ser dimensionada de modo a suportar as cargas a que estará sujeita, ser construída com os mesmos critérios e utilizando materiais de qualidade e confiabilidade.
Existe uma confusão muito grande entre padrão de qualidade e padrão de construção. Ou seja, só por que o cidadão não pode construir uma casa de 200m², não quer dizer que ele está condenado a morar numa casa feia, mal projetada, mal feita e mal acabada.
Casa Popular ou Casa de Padrão Popular ?
Não existe casa popular, existem construções com dimensões e características adequadas às suas necessidades com custo compatível ao seu porte e características. Morar numa casa de padrão popular não precisa ser um castigo, Assim como na casa de alto padrão, a casa de pafrão popular, recebe o mesmo concreto, aço, critérios para cálculo e dimensionamento da estrutura, a mesma mão-de-obra e o mesmo cuidado e atenção dos construtores. Uma construção popular não fica imune a riscos e vícios posteriores se for mal projetada ou construída. Simplicidade não é sinônimo de custo, e sim de competência de quem projeta, portanto, não existe construção barata.
Itaquerão terá profissional só para afastar curiosos
O estádio do Corinthians terá até um porta-voz quando começar a ser construído em Itaquera. A ideia é não deixar que jornalistas e curiosos se aproximem dos engenheiros que estarão tocando a obra para não atrapalhar seu ritmo. O profissional acompanharia todos os passos dela e repassaria as informações ao público. A arena desperta tanto interesse que os responsáveis acreditam que isso pode até chegar a atrasar a construção.
Ainda de acordo com a coluna, Odebrecht e Corinthians finalizam as discussões sobre o tamanho do estádio. O desenho até agora diz que ele terá 48 mil lugares fixos e outros 17 mil provisórios, que lá ficariam apenas durante a Copa. E outros 3.000 podem ser acrescentados para a partida de abertura.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Restaurantes procuram cidades 'esquecidas'
Restaurantes acompanham atentamente a criação de shoppings para entrar em cidades que, até então, não estavam no mapa do setor.
A rede Vivenda do Camarão, por exemplo, instala franquias em municípios a partir de 250 mi habitantes. "Consideramos importante essas cidades que, muitas vezes, têm potencial de mercado e são 'esquecidas', por estarem no interior dos Estados", informou a empresa.
Em 2010, das 22 lojas inauguradas pela rede, 12 estavam em municípios com menos de 1 milhão de habitantes --todas em praças de alimentação de shopping centers.
A Rei do Mate prevê abrir lojas em pelo menos seis cidades neste ano que também têm população inferior a 1 milhão. "Os motivos que nos levam a expandir fora das capitais são o aumento do potencial de consumo de clientes em regiões que estão em franco crescimento em função da economia local mais forte e oportunidade de expansão em novos mercados ainda inexplorados, mas com potencial", informou.
RENDA PER CAPITA
Há três anos a rede Spoleto iniciou um estudo de viabilidade de novas franquias a partir do cruzamento de dados de renda per capita e população dos municípios. Hoje a empresa prospecta cidades com renda per capita acima de R$ 8.000 e população superior a 150 mil habitantes.
"Essa uma grande mudança, antes não íamos para municípios com menos de 300 mil habitantes", afirma Renata Rouchou, diretora de expansão da Spoleto.
A partir dessa análise, a empresa começa a prospectar o Nordeste. " Descobrimos Maracanaú (CE), com quase 210 mil habitantes e renda per capita de R$ 15.620. Também temos que conhecer Sobral (CE)", diz.
"Prospectamos novos lugares devido ao crescimento da faixa de consumo e da indústria de shoppings. Com as classes C e C1 podemos ter uma massa de consumo que não estava prevista antes."
A empresa tem 234 lojas atualmente e pretende abrir pelo menos de 30 a 35 novos pontos neste ano.
INTERIOR PAULISTA
Renata continua aposentando no interior de São Paulo, onde, segundo ela, "há um crescimento absurdo".
Além da migração que paulistanos para interior, que levam consigo hábitos como almoçar fora de casa, a Spoleto está de olho em projetos específicos de algumas cidades, como Jacareí, onde será instalada uma fábrica da montadora chinesa Chery.
A rede Vivenda do Camarão, por exemplo, instala franquias em municípios a partir de 250 mi habitantes. "Consideramos importante essas cidades que, muitas vezes, têm potencial de mercado e são 'esquecidas', por estarem no interior dos Estados", informou a empresa.
Em 2010, das 22 lojas inauguradas pela rede, 12 estavam em municípios com menos de 1 milhão de habitantes --todas em praças de alimentação de shopping centers.
A Rei do Mate prevê abrir lojas em pelo menos seis cidades neste ano que também têm população inferior a 1 milhão. "Os motivos que nos levam a expandir fora das capitais são o aumento do potencial de consumo de clientes em regiões que estão em franco crescimento em função da economia local mais forte e oportunidade de expansão em novos mercados ainda inexplorados, mas com potencial", informou.
RENDA PER CAPITA
Há três anos a rede Spoleto iniciou um estudo de viabilidade de novas franquias a partir do cruzamento de dados de renda per capita e população dos municípios. Hoje a empresa prospecta cidades com renda per capita acima de R$ 8.000 e população superior a 150 mil habitantes.
"Essa uma grande mudança, antes não íamos para municípios com menos de 300 mil habitantes", afirma Renata Rouchou, diretora de expansão da Spoleto.
A partir dessa análise, a empresa começa a prospectar o Nordeste. " Descobrimos Maracanaú (CE), com quase 210 mil habitantes e renda per capita de R$ 15.620. Também temos que conhecer Sobral (CE)", diz.
"Prospectamos novos lugares devido ao crescimento da faixa de consumo e da indústria de shoppings. Com as classes C e C1 podemos ter uma massa de consumo que não estava prevista antes."
A empresa tem 234 lojas atualmente e pretende abrir pelo menos de 30 a 35 novos pontos neste ano.
INTERIOR PAULISTA
Renata continua aposentando no interior de São Paulo, onde, segundo ela, "há um crescimento absurdo".
Além da migração que paulistanos para interior, que levam consigo hábitos como almoçar fora de casa, a Spoleto está de olho em projetos específicos de algumas cidades, como Jacareí, onde será instalada uma fábrica da montadora chinesa Chery.
Shoppings avançam para o interior em busca de novos mercados
Os shopping centers estão se dirigindo para o interior em busca de novos mercados. O alvo dos novos investimentos são cidades com mais de 150 mil habitantes.
Essas cidades se tornaram atrativas diante da falta de terrenos amplos e baratos nos grandes centros e do crescimento de consumidores com o avanço da classe C.
Até 2012, 56 novos shopping devem ser inaugurados no país, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O setor fechou 2010 com 408 empreendimentos e crescimento de 17% sobre as vendas de 2009, totalizando R$ 89 bilhões em faturamento.
Dos 56 novos shoppings previstos, 36 estarão em cidades com menos de 1 milhão de habitantes, em municípios como Indaiatuba (SP), Blumenau (SC), Cariacica (ES) e Londrina (PR).
Luiz Fernando Veiga, da Abrasce, diz há cerca de dez anos 85% dos shoppings estavam em capitais. O percentual caiu para 55%, e deve diminuir ainda mais.
Marcelo Sallum, sócio-diretor da Lumine --especializada em administração de shoppings--, destaca que os centros de cidades de porte médio não têm mais como crescer, dificultando a ampliação do comércio local.
Logo, a solução apresentada é a criação de um novo local de compras, muitas vezes distante do centro, com potencial para atrair clientela.
CLASSE C
O fenômeno classe C ajuda a impulsionar a construção dos empreendimentos. "Hoje a nova classe média frequenta pouco o shopping, mas isso está mudando", diz.
Adriana Collo, superintendente de operação da Abrasce, diz que enquanto houver renda e emprego em crescimento, "por mais que o financiamento diminua", as vendas irão aumentar (a previsão para este ano é de avanço de 12% no faturamento).
Nos últimos anos, sete grandes grupos de shoppings abriram capital na Bolsa. O crescimento do setor também chamou a atenção de investidores estrangeiros.
Desde 2005, nove desses grupos investiram em shoppings no Brasil. Fundos imobiliários e de pensão, além de fundações, também investem nessa área, diz Adriana.
CIDADES VIÁVEIS
Segundo Luís Augusto da Silva, da Alshop (associação de lojistas de shoppings), estudos prévios são usados para analisar a viabilidade de entrada de shoppings nos municípios menores.
"Cidades como Vinhedo (SP) e Caruaru (PE), por exemplo, já têm potencial para atrair um shopping." Pelos critérios da Alshop, o país tinha 744 shoppings em 2010. Para a Abrasce, o número é menor porque ela só considera os que têm área vendável superior a 5.000 m2. Locais vistos como shoppings pela Alshop --que prevê 124 novos centros neste ano- são galerias para a Abrasce.
Essas cidades se tornaram atrativas diante da falta de terrenos amplos e baratos nos grandes centros e do crescimento de consumidores com o avanço da classe C.
Até 2012, 56 novos shopping devem ser inaugurados no país, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O setor fechou 2010 com 408 empreendimentos e crescimento de 17% sobre as vendas de 2009, totalizando R$ 89 bilhões em faturamento.
Dos 56 novos shoppings previstos, 36 estarão em cidades com menos de 1 milhão de habitantes, em municípios como Indaiatuba (SP), Blumenau (SC), Cariacica (ES) e Londrina (PR).
Luiz Fernando Veiga, da Abrasce, diz há cerca de dez anos 85% dos shoppings estavam em capitais. O percentual caiu para 55%, e deve diminuir ainda mais.
Marcelo Sallum, sócio-diretor da Lumine --especializada em administração de shoppings--, destaca que os centros de cidades de porte médio não têm mais como crescer, dificultando a ampliação do comércio local.
Logo, a solução apresentada é a criação de um novo local de compras, muitas vezes distante do centro, com potencial para atrair clientela.
CLASSE C
O fenômeno classe C ajuda a impulsionar a construção dos empreendimentos. "Hoje a nova classe média frequenta pouco o shopping, mas isso está mudando", diz.
Adriana Collo, superintendente de operação da Abrasce, diz que enquanto houver renda e emprego em crescimento, "por mais que o financiamento diminua", as vendas irão aumentar (a previsão para este ano é de avanço de 12% no faturamento).
Nos últimos anos, sete grandes grupos de shoppings abriram capital na Bolsa. O crescimento do setor também chamou a atenção de investidores estrangeiros.
Desde 2005, nove desses grupos investiram em shoppings no Brasil. Fundos imobiliários e de pensão, além de fundações, também investem nessa área, diz Adriana.
CIDADES VIÁVEIS
Segundo Luís Augusto da Silva, da Alshop (associação de lojistas de shoppings), estudos prévios são usados para analisar a viabilidade de entrada de shoppings nos municípios menores.
"Cidades como Vinhedo (SP) e Caruaru (PE), por exemplo, já têm potencial para atrair um shopping." Pelos critérios da Alshop, o país tinha 744 shoppings em 2010. Para a Abrasce, o número é menor porque ela só considera os que têm área vendável superior a 5.000 m2. Locais vistos como shoppings pela Alshop --que prevê 124 novos centros neste ano- são galerias para a Abrasce.
domingo, 20 de março de 2011
Casa Encravada entre Prédios Perde Valor no Mercado
Para o dono do imóvel, em geral é vantajoso negociar com a construtora; permuta por apartamento é comum
Venda da propriedade não é obrigatória, mas barulhos da obra e de condôminos devem pesar na decisão
Na animação “Up - Altas Aventuras”, da Disney/Pixar (2009), Carl Fredricksen, um senhor de 78 anos, recusa-se a vender sua casa à empresa que planeja construir um empreendimento no terreno.
Esse imbróglio está longe de ser roteiro de cinema. Na vida real, diante da inviabilidade de amarrar balões ao imóvel e sair voando, como fez Fredricksen, a opção é resistir ou negociar com a construtora.
A resistência à venda se deve, em geral, a razões sentimentais, à falta de documentação da casa, que pode ter pendências jurídicas, ou à especulação -o morador pede um valor muito superior ao oferecido e não há acordo.
Para facilitar a negociação, “a construtora auxilia o proprietário com orientação jurídica e construção de inventário”, frisa o sócio da Exto Engenharia Jorge Ayoub.
Se não há acerto nas situações mencionadas, o novo empreendimento é erguido ao redor do imóvel, que fica então “preso” no terreno.
SEGURANÇA
“O imóvel encravado, pela lei brasileira, é o que não possui saída para a via pública”, cita Luciano de Souza Godoy, professor de direito civil da Direito GV (Getulio Vargas). “Mas há os que ficam no terreno do condomínio e têm alguma saída para a rua.”
Ao resistir à oferta da construtora, o proprietário deve medir as consequências.
“Há os riscos de ser vizinho de uma obra, o desconforto e a desvalorização do imóvel [sua área construída não pode ser ampliada]”, lembra o vice-presidente imobiliário do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Odair Senra.
Mas existem também vantagens, diz a dona de casa Sônia de Almeida Barroso, 43, moradora de um imóvel encravado na Vila Maria (zona norte). “Temos segurança, os vigias e porteiros olham a rua toda. Moro há dois anos aqui e nunca presenciei assalto. Por outro lado, escuto barulho do prédio e a lixeira fica muito perto do meu portão.”
Venda da propriedade não é obrigatória, mas barulhos da obra e de condôminos devem pesar na decisão
Na animação “Up - Altas Aventuras”, da Disney/Pixar (2009), Carl Fredricksen, um senhor de 78 anos, recusa-se a vender sua casa à empresa que planeja construir um empreendimento no terreno.
Esse imbróglio está longe de ser roteiro de cinema. Na vida real, diante da inviabilidade de amarrar balões ao imóvel e sair voando, como fez Fredricksen, a opção é resistir ou negociar com a construtora.
A resistência à venda se deve, em geral, a razões sentimentais, à falta de documentação da casa, que pode ter pendências jurídicas, ou à especulação -o morador pede um valor muito superior ao oferecido e não há acordo.
Para facilitar a negociação, “a construtora auxilia o proprietário com orientação jurídica e construção de inventário”, frisa o sócio da Exto Engenharia Jorge Ayoub.
Se não há acerto nas situações mencionadas, o novo empreendimento é erguido ao redor do imóvel, que fica então “preso” no terreno.
SEGURANÇA
“O imóvel encravado, pela lei brasileira, é o que não possui saída para a via pública”, cita Luciano de Souza Godoy, professor de direito civil da Direito GV (Getulio Vargas). “Mas há os que ficam no terreno do condomínio e têm alguma saída para a rua.”
Ao resistir à oferta da construtora, o proprietário deve medir as consequências.
“Há os riscos de ser vizinho de uma obra, o desconforto e a desvalorização do imóvel [sua área construída não pode ser ampliada]”, lembra o vice-presidente imobiliário do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Odair Senra.
Mas existem também vantagens, diz a dona de casa Sônia de Almeida Barroso, 43, moradora de um imóvel encravado na Vila Maria (zona norte). “Temos segurança, os vigias e porteiros olham a rua toda. Moro há dois anos aqui e nunca presenciei assalto. Por outro lado, escuto barulho do prédio e a lixeira fica muito perto do meu portão.”
sábado, 19 de março de 2011
PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPPS)
Achei oportuna esta matéria do jornalista Celso Ming (05/03/2011). Afinal, estamos no momento que se fala muito sobre investimentos para eventos 2014 e 2016 no Brasil.
CONCEITO DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPPS)
É uma modalidade de licitação na qual o governo (seja ele federal, estadual ou municipal) e grupos privados atuam em conjunto para viabilizar investimentos em infraestrutura: construção de estradas, metrôs, presídios, obras de saneamento básico, hospitais, escolas.
A diferença. Na concessão comum, a remuneração do parceiro privado provém exclusivamente das tarifas cobradas dos usuários dos serviços públicos. Já nas PPPs, pelo menos parte dessa remuneração deve ser feita por meio de desembolsos do governo.
Lá deu certo. As PPPs foram criadas na Inglaterra, no início dos anos 90, durante o governo da Dama de Ferro, Margaret Thatcher. Hoje há mais de 900 projetos que estão sendo ou já foram realizados através de contratos de PPPs. No Brasil, as PPPs ainda sofrem de um preconceito cultivado em setores de esquerda: o de que não passam de privatização disfarçada.
AS PPPS NÃO DECOLARAM.
Por que não funcionam?
Quando a Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs) foi sancionada, em dezembro de 2004, foi recebida como a solução para os problemas de infraestrutura do País. Seis anos depois, no âmbito federal há apenas duas propostas mais avançadas de investimento por meio de PPPs. Nos Estados e municípios, o balanço é algo melhor, mas não passa firmeza: os projetos não chegam a 30.
As PPPs são uma modalidade testada e aprovada na Inglaterra, México, Chile e Portugal, onde foram investidos bilhões de dólares nas mais diversas áreas.
O diretor da Unidade de PPPs do Ministério do Planejamento, Isaac Averbuch, admite que os investimentos por meio de PPPs poderiam ter sido mais efetivos no Brasil.
Ele aponta dois fatores que contribuíram para o baixo desempenho. O primeiro tem a ver com o momento econômico. Quando a lei foi aprovada, o Brasil não apresentava crescimento do PIB sustentado, como o de hoje. Com o passar do tempo, muitos dos projetos inicialmente previstos para serem concretizados via PPPs foram colocados em prática por concessão comum ou por meio de investimento público direto.
O segundo motivo passa pela resistência natural a mudanças, explica Averbuch. O empresariado estava acostumado com os trâmites de uma licitação convencional e tendia a achar os contratos de PPPs mais complicados do que realmente são.
De fato, a execução de uma PPP é um processo mais complexo. Trata-se de um investimento de longo prazo (até 35 anos), que requer estudos técnicos mais pormenorizados. Os riscos são compartilhados entre a empresa privada e o governo. Sempre há necessidade, em maior ou menor grau, do emprego de recursos públicos, o que por si só já complica um pouco mais os procedimentos.
Levando em conta essas dificuldades, o BNDES se uniu ao IFC (braço para fomento do setor privado do Banco Mundial) e ao BID para assessorar os governos a estruturar projetos de PPPs. “Havia capital para investir em infraestrutura no Brasil, mas não havia projetos”, explica Maurício Portugal, do IFC.
O mesmo diagnóstico levou à criação da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), uma parceria entre o BNDES e oito bancos privados. A EBP desenvolve os estudos necessários para a implantação da PPP, assumindo todas as despesas dessa fase inicial, que só serão reembolsadas pelo parceiro privado após a assinatura do contrato.
“Esse é um mercado que está na iminência de se consolidar. Os investimentos não vão ficar mais apenas nas áreas de infraestrutura tradicional. Também haverá PPPs para hospitais, escolas, segurança pública, etc.”, argumenta Hélcio Tokeshi, diretor da EBP.
O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, entende que as PPPs são apenas um mecanismo a mais, e não o principal, para fomentar os investimentos. “Ainda estamos amadurecendo essa história de PPPs”, diz.
Mas, para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo, Marlus Renato Dall’Stella, o grande obstáculo é a insegurança jurídica. “É um sistema que exige muita sintonia entre governo e empresa privada. Se o governo não cumprir sua parte, sobra o recurso à Justiça e aí as ações levam anos e anos para obter a primeira solução, e aí vem a outra instância…”
CONCEITO DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPPS)
É uma modalidade de licitação na qual o governo (seja ele federal, estadual ou municipal) e grupos privados atuam em conjunto para viabilizar investimentos em infraestrutura: construção de estradas, metrôs, presídios, obras de saneamento básico, hospitais, escolas.
A diferença. Na concessão comum, a remuneração do parceiro privado provém exclusivamente das tarifas cobradas dos usuários dos serviços públicos. Já nas PPPs, pelo menos parte dessa remuneração deve ser feita por meio de desembolsos do governo.
Lá deu certo. As PPPs foram criadas na Inglaterra, no início dos anos 90, durante o governo da Dama de Ferro, Margaret Thatcher. Hoje há mais de 900 projetos que estão sendo ou já foram realizados através de contratos de PPPs. No Brasil, as PPPs ainda sofrem de um preconceito cultivado em setores de esquerda: o de que não passam de privatização disfarçada.
AS PPPS NÃO DECOLARAM.
Por que não funcionam?
Quando a Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs) foi sancionada, em dezembro de 2004, foi recebida como a solução para os problemas de infraestrutura do País. Seis anos depois, no âmbito federal há apenas duas propostas mais avançadas de investimento por meio de PPPs. Nos Estados e municípios, o balanço é algo melhor, mas não passa firmeza: os projetos não chegam a 30.
As PPPs são uma modalidade testada e aprovada na Inglaterra, México, Chile e Portugal, onde foram investidos bilhões de dólares nas mais diversas áreas.
O diretor da Unidade de PPPs do Ministério do Planejamento, Isaac Averbuch, admite que os investimentos por meio de PPPs poderiam ter sido mais efetivos no Brasil.
Ele aponta dois fatores que contribuíram para o baixo desempenho. O primeiro tem a ver com o momento econômico. Quando a lei foi aprovada, o Brasil não apresentava crescimento do PIB sustentado, como o de hoje. Com o passar do tempo, muitos dos projetos inicialmente previstos para serem concretizados via PPPs foram colocados em prática por concessão comum ou por meio de investimento público direto.
O segundo motivo passa pela resistência natural a mudanças, explica Averbuch. O empresariado estava acostumado com os trâmites de uma licitação convencional e tendia a achar os contratos de PPPs mais complicados do que realmente são.
De fato, a execução de uma PPP é um processo mais complexo. Trata-se de um investimento de longo prazo (até 35 anos), que requer estudos técnicos mais pormenorizados. Os riscos são compartilhados entre a empresa privada e o governo. Sempre há necessidade, em maior ou menor grau, do emprego de recursos públicos, o que por si só já complica um pouco mais os procedimentos.
Levando em conta essas dificuldades, o BNDES se uniu ao IFC (braço para fomento do setor privado do Banco Mundial) e ao BID para assessorar os governos a estruturar projetos de PPPs. “Havia capital para investir em infraestrutura no Brasil, mas não havia projetos”, explica Maurício Portugal, do IFC.
O mesmo diagnóstico levou à criação da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), uma parceria entre o BNDES e oito bancos privados. A EBP desenvolve os estudos necessários para a implantação da PPP, assumindo todas as despesas dessa fase inicial, que só serão reembolsadas pelo parceiro privado após a assinatura do contrato.
“Esse é um mercado que está na iminência de se consolidar. Os investimentos não vão ficar mais apenas nas áreas de infraestrutura tradicional. Também haverá PPPs para hospitais, escolas, segurança pública, etc.”, argumenta Hélcio Tokeshi, diretor da EBP.
O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, entende que as PPPs são apenas um mecanismo a mais, e não o principal, para fomentar os investimentos. “Ainda estamos amadurecendo essa história de PPPs”, diz.
Mas, para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo, Marlus Renato Dall’Stella, o grande obstáculo é a insegurança jurídica. “É um sistema que exige muita sintonia entre governo e empresa privada. Se o governo não cumprir sua parte, sobra o recurso à Justiça e aí as ações levam anos e anos para obter a primeira solução, e aí vem a outra instância…”
segunda-feira, 14 de março de 2011
Centros Comerciais - Pechincha na Estrada
O mercado de shopping centers se movimentou nos últimos anos com a expansão de algumas bandeiras já consolidadas e também com a abertura de centros comerciais mais segmentados. Agora o setor aponta para outra direção: os outlets de grifes. A experiência considerada bem-sucedida no Outlet Premium São Paulo, em Itupeva, chamou a atenção dos investidores. A consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, em parceria com a construtora SuccesPar Real Estate e a consultoria GC2000, vai erguer um outlet no quilômetro 46 da Castelo Branco, entre Alphaville e Sorocaba (SP). Serão 20 mil m² de área e 130 lojas de marcas nacionais e internacionais na primeira fase. “Pesquisamos eixos que saem de São Paulo e vão até cidades importantes economicamente no interior”, afirma André Costa, diretor de Locação da Jones Lang LaSalle. O empreendimento deve atrair consumidores da capital paulista, Alphaville, Granja Viana, Osasco, além de São Roque, Sorocaba, Itu, Indaiatuba e Salto. “Assim como a Castelo, há outros trechos viáveis na Dutra, Ayrton Senna e Imigrantes.”
Na estrada I Na semana anterior ao Carnaval, Costa fez uma consulta com alguns lojistas e, segundo ele, o retorno foi bastante positivo. “30% dos lojistas já nos procuraram mostrando interesse em reservar espaço. Em abril faremos o lançamento oficial”, afirma. Entre as marcas procuradas, Ellus, Adidas, Vuarnet, Tommy Hilfiger, Levis. A construção começa em abril e está prevista para acabar em 18 meses. O empreendimento deve gerar aproximadamente 750 empregos e vendas anuais da ordem de R$ 288 milhões. Segundo Costa, o investimento total deve alcançar R$ 130 milhões.
Na estrada II O Outlet da Castelo está em uma área vizinha ao EcoVille, um condomínio sustentável projetado pela SuccesPar. O loteamento deve abrigar 15 mil pessoas. “O shopping é uma comodidade para os moradores, além dos habitantes da região”, explica César Viana, CEO da SucessPar. Por estar em uma área mais urbana, o projeto dá atenção à alimentação e aos serviços. Haverá ainda bancos e farmácias.
Na estrada III A abertura de outlets não atende apenas aos consumidores que querem ter o produto de marca por um preço mais em conta. A oferta também “resolve necessidades dos lojistas”. “Assim eles podem desafogar coleções passadas ou produtos que não deram muito certo. O outlet resolve um problema logístico, de estoque e custo”, conta Costa. A Jones Lang LaSalle está desenvolvendo também um outlet em Novo Hamburgo (RS) e inaugurou em novembro do ano passado um em Contagem (MG). Brasília e Rio de Janeiro também estão na mira da empresa.
- Valor Econômico - Blue Chip - 14/03/11
Na estrada I Na semana anterior ao Carnaval, Costa fez uma consulta com alguns lojistas e, segundo ele, o retorno foi bastante positivo. “30% dos lojistas já nos procuraram mostrando interesse em reservar espaço. Em abril faremos o lançamento oficial”, afirma. Entre as marcas procuradas, Ellus, Adidas, Vuarnet, Tommy Hilfiger, Levis. A construção começa em abril e está prevista para acabar em 18 meses. O empreendimento deve gerar aproximadamente 750 empregos e vendas anuais da ordem de R$ 288 milhões. Segundo Costa, o investimento total deve alcançar R$ 130 milhões.
Na estrada II O Outlet da Castelo está em uma área vizinha ao EcoVille, um condomínio sustentável projetado pela SuccesPar. O loteamento deve abrigar 15 mil pessoas. “O shopping é uma comodidade para os moradores, além dos habitantes da região”, explica César Viana, CEO da SucessPar. Por estar em uma área mais urbana, o projeto dá atenção à alimentação e aos serviços. Haverá ainda bancos e farmácias.
Na estrada III A abertura de outlets não atende apenas aos consumidores que querem ter o produto de marca por um preço mais em conta. A oferta também “resolve necessidades dos lojistas”. “Assim eles podem desafogar coleções passadas ou produtos que não deram muito certo. O outlet resolve um problema logístico, de estoque e custo”, conta Costa. A Jones Lang LaSalle está desenvolvendo também um outlet em Novo Hamburgo (RS) e inaugurou em novembro do ano passado um em Contagem (MG). Brasília e Rio de Janeiro também estão na mira da empresa.
- Valor Econômico - Blue Chip - 14/03/11
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