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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Câmara de SP aprova em 1º turno aumento de 60% do IPTU proposto por Kassab

Os vereadores de São Paulo aprovaram nesta quarta-feira (25), em primeiro turno, o projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab que aumenta em até 60% do valor do IPTU (Imposto Predial Territoral Urbano) a partir de 2010. Alterações no texto e inclusão de emendas só poderão ser aprovadas em segunda votação, sem data prevista.

Foram 36 votos a favor, 17 contra e uma abstenção. Se aprovado em segundo turno - o que deverá ocorrer, já que a maioria dos vereadores compõe a base governista -, o texto voltará para o gabinete do prefeito para sanção. Cerca de 1,7 milhão de residências e unidades comerciais sofrerão aumento, caso o projeto original seja aprovado.

O IPTU é calculado com base no valor venal de cada imóvel. Para obter esse dado é necessário considerar diversas variáveis, como o valor do metro quadrado na quadra em que está o imóvel, a finalidade do imóvel - se é residencial, comercial, estacionamento, entre outros -, o tamanho e o padrão da construção, a idade, a largura e a profundidade do terreno, o número de pavimentos, entre outros fatores.

Em seu projeto, Kassab propôs a correção de dois valores determinantes no cálculo do IPTU: o valor do metro quadrado do terreno e os valores aplicados para o metro quadrado construído. Para atualizar os valores do metro quadrado dos terrenos, o prefeito atualizou a Planta Genérica de Valores (PGV), que contém o preço do metro quadrado de quase todos os quarteirões de São Paulo (exceto em alguns bairros da periferia extrema).

Desde 2001, quando houve a última correção, os valores da PGV foram reajustados anualmente com base na inflação. Kassab argumenta que foi necessário fazer a correção porque os valores do metro quadrado que atualmente são considerados para o cálculo do IPTU estão desatualizados.

A oposição na Câmara quer fazer mudanças nas alíquotas do imposto para que a prefeitura não tenha aumento na arrecadação por meio do aumento IPTU. Já a base governista pretende somente fazer mudanças pontuais nos valores da PGV.

Metro quadrado valorizado
O valor do metro quadrado valorizou mais em bairros afastados que passaram por alguma melhoria de infraestrutura ou em regiões centrais revitalizadas. Na rua Lagoa da Tocha, no Grajaú, extremo sul da capital, o metro quadrado valorizou 1.076%, saltando de R$ 16,83 em 2001 para R$ 198 neste ano, segundo a avaliação da prefeitura. Foi inaugurada na região, em abril de 2008, a estação Grajaú da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)

Na avenida Nazaré, no Ipiranga, que fica próximo da estação de metrô Alto do Ipiranga, inaugurada em junho de 2007, o metro quadrado valorizou, em média, 130% (de R$ 320 para R$ 700). O crescimento médio do metro quadrado na avenida Paulista, o mais caro da capital, foi de 50%, passando, em média, de R$ 6.000 para R$ 9.000. Já na rua Barão de Ladário, no Brás, a valorização foi de 688% (de R$ 202 para R$ 1.594).

Valor de construção
Já a proposta da prefeitura de alteração do metro quadrado construído baseia-se na atualização da tabela que contém os preços do metro quadrado por tipo de construção. Quanto mais luxuosa for a construção, maior é o valor do metro quadrado na tabela. Nessa tabela, o valor do metro quadrado é maior em imóveis comerciais, em comparação com residenciais, e em imóveis verticais, se comparados aos horizontais

Em média, o metro quadrado construído de imóveis residenciais será reajustado em 20% em relação aos valores do ano passado. Para os imóveis comerciais, o reajuste ficará em torno de 15% e 20%. Quanto mais valorizado o imóvel, menor será o reajuste.

Além disso, no projeto de Kassab, foi criada uma nova categoria para abrigar imóveis muito luxuosos, tanto comerciais, quanto residenciais. A proposta estabelece ainda "travas" que limitam o aumento a 60% em imóveis comerciais ou terrenos sem construção e em 40% a imóveis residenciais.

Isenções
A proposta da prefeitura elevou o limite de isenção de imóveis construídos de baixo padrão. Pelo projeto, imóveis em construção com valor venal de até R$ 37 mil não estão sujeitos ao pagamento do IPTU. Atualmente, a isenção vale para imóveis de até R$ 24.496. Em residências prontas, a isenção, atualmente para imóveis até R$ 61.240, será estendida para imóveis avaliados em até R$ 92,5 mil.

Hoje, os imóveis avaliados entre R$ 61.240 e R$ 122.480 recebem um desconto de R$ 24.496 no valor a ser considerado no cálculo do IPTU. O projeto da prefeitura aumenta o desconto para R$ 37 mil em imóveis entre R$ 92,5 mil e R$ 185 mil.

De acordo com a Secretaria de Finanças, o número de isenções aumentará de 861 mil para 1,04 milhão e de descontos de 398 mil para 478 mil. Ainda assim, a arrecadação da prefeitura com o IPTU deverá subir, caso a nova proposta seja aprovada, de R$ 3,2 milhões em 2009 para R$ 3,94 milhões em 2010 (crescimento de 18,8%), segundo dados da secretaria.

Fonte: Uol Notícias

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Vim para ficar pelo menos 40 anos"

Em sua primeira entrevista a uma publicação brasileira, o polêmico empreendedor espanhol Enrique Bañuelos fala sobre seus planos de investimento de longo prazo no Brasil e se defende das acusações de que teria sido o responsável pelo estouro da bolha imobiliária da Espanha

Por que o senhor escolheu o Brasil para investir?
Faz três ou quatro anos que analiso o Brasil. Acho que é preciso primeiro estudar o local e conhecer suas particularidades. No ano passado consideramos que havia uma oportunidade magnífica. A crise foi um complemento que ajudou a reduzir preços, mas eu investiria aqui de qualquer forma. A grande virtude do Brasil é seu mercado, uma população de quase 200 milhões de habitantes predominantemente urbana, um ótimo capital humano e boas companhias. Além disso, há estabilidade econômica e política e não há nenhum tipo de conflito religioso ou nacionalista. Acho que isso tudo faz do Brasil, hoje, o país mais importante do mundo para os negócios, onde existem mais oportunidades.

Quais são seus planos para o mercado brasileiro?
Sempre começo os negócios em um país pelo mercado imobiliário, no qual tenho mais experiência. Pelo setor de imóveis é possível conhecer a economia, seu sistema financeiro, as autoridades e as necessidades da população. Depois disso, partimos para outros negócios, mas sempre com um parceiro local. Os mercados são muito diferentes em cada parte do mundo, por isso é importante encontrar a pessoa certa. Demos sorte de a Agra estar em busca de um parceiro também. Então, pude entregar a eles uma estratégia, aportar capital e fazer alianças internacionais com parceiros estrangeiros que conheço há tempos. No ano que vem queremos estar entre as três primeiras do mercado.

Quais são seus próximos alvos?
A Veremonte Participações, minha empresa de investimentos no Brasil, acaba de assinar um acordo com o grupo francês Accor para o desenvolvimento de 4 880 quartos de hotéis. Serão hotéis urbanos e econômicos que levarão as bandeiras Ibis e Formule 1. Além disso, fechamos uma parceria com o grupo Jumeirah, dos Emirados Árabes, para construir 1 000 quartos de hotel de cinco e seis estrelas no Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos. O Jumeirah é proprietário, entre outros, do Burj al Arab, de Dubai. Com isso, a Veremonte se tornará dona do maior grupo hoteleiro do país.

Em quais outras áreas de negócios o senhor tem interesse?
Vamos investir em shopping centers, alimentação, energia, infraestrutura, meio ambiente e financiamento imobiliário. Já estamos negociando a entrada no setor de saúde, com o aporte de muito dinheiro, mas ainda não posso dar mais detalhes sobre isso. Vamos investir 2 bilhões de reais em 2010 no Brasil.

O senhor não faz parte da diretoria executiva e do conselho de administração da Agre. Por quê?
Tenho investimentos em muitas áreas de negócios em diversos países. Se tivesse de controlar tudo, não controlaria absolutamente nada. Acredito que a gestão tem de ser local. Da minha parte trago, além do capital, o conhecimento e a experiência internacional que adquiri ao longo dos anos. Ajudo a traçar a estratégia, a analisar possíveis alvos de aquisição. Quero ajudar a empresa a consolidar outras companhias do setor e fazer com que ela dure muito tempo. Não me interessa ser apenas um investidor institucional. Colocar dinheiro em um negócio e, depois de 24 meses, recolher os benefícios é muito chato.

Sua incorporadora espanhola, a Astroc, transformou-se na grande responsável pelo estouro da bolha imobiliária da Espanha. Por quê?
Em dez anos transformei minha pequena empresa em uma companhia privada importante de Valência. Em 2005 ela já valia 1 bilhão de dólares e tinha participações no banco Sabadell e na empresa de energia Union Fenosa. Era uma empresa regional importante, 100% privada. Mas eu queria uma companhia nacional. Decidi abrir o capital. Não por dinheiro. O que minha empresa valia era mais do que eu precisava. Queria crescer. O IPO que fiz foi todo secundário, porque não precisava de dinheiro para investir na companhia, e apenas investidores institucionais compraram as ações --- investidores que tinham toda a informação para fazer o que estavam fazendo. Minha desgraça foi o êxito da empresa. As ações subiram 1 000%. Fiquei assustado porque, claramente, o valor delas era irreal. Passei a vender mais ações na tentativa de segurar o preço. Por um acordo com o órgão regulador local, eu poderia vender 49% dos papéis da empresa. Não foi suficiente. As ações tornaram-se alvo de especuladores e passaram a cair muito. Mas é importante dizer que quem comprou as ações a 9 dólares, no IPO, e quis vendê-las quando estavam valendo 90, ganhou muito dinheiro.

Há acusações de fraudes nesse processo. O senhor comprou imóveis da Astroc por meio de outra empresa sua para valorizar as ações da incorporadora...
Quando há uma crise, quem perde dinheiro tenta encontrar problemas e culpados. Eu fui mais investigado do que um óvni. Fizeram uma radiografia completa minha e dos meus negócios. Não existe nenhum documento que diga que fiz algo errado. Tenho uma declaração do Instituto de Contabilidade, Auditoria e Contas espanhol que atesta que minha administração foi totalmente correta. O que aconteceu foi o seguinte. Tenho uma fundação, também chamada Astroc. Quando a incorporadora era privada, tudo ficava junto. Tenho dois palácios e um castelo na Espanha usados pela fundação, que pagava à incorporadora um aluguel irrisório. Quando decidi abrir o capital na bolsa de valo-res, esses imóveis permaneceram na empresa, mas a CVM local me disse que eu não poderia manter a fundação dentro de uma companhia aberta. Isso tudo está no prospecto do IPO. Os imóveis permaneceram na Astroc, já não havia mais tempo para retirálos. Depois do IPO, comprei esses palácios e o castelo, por um valor alto, para entregá-los à fundação. Esse é o meu "crime".

Qual sua situação hoje na Justiça espanhola?
Existe apenas um processo aberto contra mim, por um advogado que já fez o mesmo com outras empresas. O processo foi analisado pelo juiz Baltazar Garzón (o mesmo que mandou prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet) e arquivado depois de três dias. O advogado recorreu e ele foi reaberto. Não foi julgado e nunca fui condenado. Não há nenhum processo aberto por órgãos de governo, por associações de defesa do consumidor, do mercado acionário.

Algumas pessoas dizem que o senhor se afastou da gestão e do conselho de suas empresas no Brasil e fora daqui para facilitar as negociações com bancos e ter acesso a crédito. É verdade?
De forma alguma. Os bancos conhecem nosso grupo perfeitamente e não têm desconfiança nenhuma. Conversei com todos. Mas houve muita fofoca. Muita gente na Espanha se incomodou em ver um homem se tornar um dos 100 mais ricos do mundo tendo saído de uma família pobre. Quando os problemas aconteceram, fui muito atacado. Mas não nos falta crédito. Tenho parceiros importantes em bancos, fundos de investimento, companhias abertas e family offices.

O senhor tem planos de vender suas participações em empresas brasileiras no futuro?
Não. Vim para ficar, tenho planos de longo prazo, de pelo menos 40 anos. Uma prova disso é que a Veremonte Participações é uma empresa 100% brasileira, que paga seus impostos aqui e investe aqui. Comprei um apartamento aqui porque vou passar muitos dias por ano no Brasil. E vou abrir a Fundação Veremonte. Quero que uma parte dos lucros que minha companhia gerar no Brasil se transforme em benefício para a população.

Como o senhor vê o mercado imobiliário brasileiro e seus concorrentes?
O mercado vive um momento muito bom. Há uma grande oportunidade, as pessoas querem comprar casas e o crédito para o setor está aumentando. Vejo ótimas empresas no setor. O senhor João Rossi, da Rossi Incorporadora, é um príncipe imobiliário a quem admiro muito. Também tenho muito respeito pela Cyrela. É um modelo de êxito dos anos 80 e 90 e acho que um dia deveria haver uma cátedra universitária em nome do senhor Elie Horn. Se isso acontecer, nós vamos apoiar. O senhor perdeu seu pai aos 9 anos e teve uma infância muito dura.

Qual a receita para sair de uma situação tão difícil e se tornar um dos homens mais ricos do mundo?
Há uma frase em inglês que traduz bem como eu agi durante toda a vida: "If you need, I have". Ou seja "Se você precisa, eu tenho". E, se não tiver, vou encontrar e entregar o que você precisa. Para fazer isso é preciso ter conhecimento de pessoas, criatividade e senso de observação. Mas não existem fórmulas mágicas. Acho que o mais importante é minha força de vontade.

Fonte: Exame Negócios

Vagas de garagem causam dor de cabeça aos moradores

Atualmente cada prédio tem a sua regra e gera discussão. Pessoas precisam se informar antes de comprar ou alugar um imóvel.

Em São Paulo, onde há 27 mil edifícios, o problema com o direito a vaga se multiplica. Muitos são com vagas contadinhas. Quando sobra uma, ela é disputada. O gráfico Manoel Forniele tinha direito a três. Uma delas alugou para a vizinha: “É um dinheirinho a mais”.

O especialista em direito imobiliário, Márcio Rachkorsky, lembra que o Código Civil também permite o aluguel para pessoas que não são moradoras do prédio. Por questão de segurança, ele sugere que o condomínio discuta o assunto, em uma assembleia.

“A grande dica é não permitir a venda e a locação para terceiros, só usa a vaga de garagem, quem efetivamente mora no condomínio”, diz Márcio Rachkorsky.

Existem dois tipos de garagem: autônoma e indeterminada. Na primeira opção, o dono do imóvel tem a escritura, paga IPTU e pode vender a vaga. A indeterminada permite que o morador alugue a garagem, mas ele não pode vender, porque ela faz parte do apartamento.

Na vaga da garagem, o morador só pode parar o carro. Mesmo que não tenha veículo para estacionar, não deve colocar, por exemplo, móveis, eletrodoméstico e transformar o espaço em um depósito. Cada condomínio define regras e tem um regimento interno para punir quem desrespeita essas regras.

Um prédio quase multou um morador que lotou a vaga de bugigangas. “Carrinho de bebê, caixas, coisas que não cabiam na casa dele”, diz a síndica Luciana Sanches.

Depois de muita conversa, o morador retirou tudo. Lugar de moto é na vaga de moto. Não pode ficar junto com o carro, na mesma vaga. A única exceção é para as bicicletas, porque por enquanto não existe um bicicletário.

No prédio, foram construídos vários quartinhos na garagem. É um cantinho para colocar a bagunça e deixar as vagas livres para os carros. Em outro condomínio, a saída para evitar discussões foi contratar manobristas.

Antes de alugar ou principalmente comprar um imóvel não esqueça de olhar a garagem. A vaga pode se transformar num problemão, difícil de administrar.

“Você realiza o sonho da casa própria, compra o apartamento lindo e quando vai ver o carro não cabe na sua vaga”, destaca o advogado Márcio Rachkorsky.

Colocar móveis e objetos nas vagas de garagem também desvalorizam o empreendimento. O prédio tem seguro e quando a seguradora faz a vistoria, presta atenção a esse tipo de uso inadequado.

Investidores querem garantia de rentabilidade em flats

Garantia de rentabilidade mínima. Esse é o nome da figura contratual criada pelo grupo de investidores de um condomínio de hotelaria, que o mercado também chama de flat, para dividir com a operadora hoteleira os riscos desse tipo de empreendimento. "Senti que havia chegado ao meu limite ao receber da administradora, em março, somente R$ 67 para cada uma das três unidades de R$ 150 mil que havia adquirido há um ano", conta o gestor do Blue Tree Convention Plaza, no Ibirapuera, Evaldo Silva. "Me reuni com os outros investidores e decidimos que, se a operadora não nos garantisse uma renda mínima por unidade, iríamos procurar outro grupo para administrar o empreendimento."

A estratégia deu certo. Um aditivo contratual foi assinado no fim do mês passado, garantindo que cada proprietário receberá pelo menos R$ 800 por unidade. "Descobri, depois de uma primeira decepção com uma unidade no Meliá Confort Jardins, que é ilusão pensar que o investimento pode dar um bom retorno no primeiro ano", afirma o advogado Sérgio Protta, que adquiriu há um mês uma unidade no Blue Tree Ibirapuera - desta vez, para ele mesmo morar.

O estouro na oferta de quartos - que dobrou nos últimos quatro anos, atingindo 30 mil leitos - frustrou os investidores que entraram por último nesse mercado, de olho na alta rentabilidade da década de 90.
Enquanto isso, o setor hoteleiro se queixa do que chama de "concorrência desleal", já que os flats são registrados como empreendimentos residenciais e oferecem, muitas vezes, os mesmos serviços vendidos aos hóspedes e ao público externo pelos hotéis. "O que a hotelaria quer é que sejam equalizadas as condições dos hotéis e operadoras de flats. Assim, a hotelaria convencional não sai perdendo", afirma o presidente da seção São Paulo da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Nelson Baeta Neves. Ele explica que não é contra os flats, mas não aceita dois pesos e duas medidas. "O que vemos é um mercado desregulamentado".

O diretor-geral da Accor Hotels e presidente do Fórum de Operadores de Hotéis do Brasil (FOHB), Roland Bonadona, diz que o objetivo é regulamentar o setor hoteleiro por meio da Câmara de Legislação do Ministério do Turismo.

"Queremos justiça com o que foi feito de boa-fé, e é importante para a economia, e regulamentar o futuro", afirma. "Temos de ter harmonia na lei, assim ela poderá ser única para hotéis clássicos e condomínios hoteleiros."

A rede Accor trabalha com as duas modalidades de hospedagem. Segundo Bonadona, o setor cresce cerca de 5% ao ano. "As taxas de ocupação não são tão ruins se você oferece um bom serviço."
No fim de setembro, o ministro do Turismo, Walfredo dos Mares Guia, se comprometeu, na abertura do Congresso da ABIH, a solucionar a lacuna na legislação do setor.

A imobiliária de flats em SP Rarus Flats é outro exemplo de administradora que trabalha para garantir aos investidores do mercado de flats a rgarantia de entabilidade.

Fonte: O Estado de São Paulo

Em área nobre, São Paulo ganha seu 50º shopping

Centro de compras abre as portas na Vila Olímpia, perto da Daslu e do Cidade Jardim

SÃO PAULO - Região já bem abastecida de lojas e bem servida da capital paulista, a Vila Olímpia ganha hoje um shopping com 6 andares, 187 lojas, 1.587 vagas para carros e 34 opções de lanchonetes, cafés e restaurantes - que ocupam o quarto andar inteiro do prédio. O Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360) não é o maior de São Paulo nem o mais chique, mas também está longe de ser apenas mais um. O 50º shopping da cidade surge com uma oferta de serviços e atendimento diferenciados.

"O negócio foi montado com foco na receptividade e no entretenimento do cliente", diz Rogerio Miola, superintendente do empreendimento, que é uma parceria entre as incorporadoras Multiplan, Brookfield e Helfer.

Alguns problemas comuns aos concorrentes tentaram ser resolvidos no projeto, entre eles a tão conhecida fila de estacionamento. O Vila Olímpia implementou um sistema com painéis que informam aos motoristas quantas vagas estão disponíveis por andar. Em cada piso, nos momentos de decisão de direção, duas outras telas orientam quantas vagas estão livres para direita e para a esquerda. Uma vez nos corredores, a cada quatro vagas, luzes verdes ou vermelhas indicam se há ou não espaços livres para estacionar.

O conhecido decorador Sig Bergamin tentou solucionar outra questão incômoda, a da praça de alimentação, geralmente muito barulhenta. "Não coloquei todas as mesas jogadas no centro, mas criei vários ambientes. Além disso, usei madeira no piso e no forro do teto, o que ajuda muito na acústica", conta Bergamin. Parte dos móveis ainda é estofada, aumentando o conforto dos frequentadores.

Nos outros andares, o chão é de granilite. A madeira foi aplicada apenas para compor os lounges, que são poucos. "Usei cinza e cromado para dar um ar hi-tech de fábrica. Saí do dourado, do mármore e das misturebas que ambientes assim geralmente têm", explica Bergamin.

Outro ponto forte é o entretenimento. Na praça de alimentação, foi montada a Villa Bowling, inspirada nas melhores casas americanas de boliche. Ela abriga seis pistas, equipadas com bolas importadas e desenhadas pelo estúdio de design Pininfarina, o mesmo dos carros Ferrari. Grandes telões e uma iluminação especial indireta, que vem das pistas, dão um clima quase de balada. Há também um restaurante.

No ano que vem, abre um cinema com sete salas do Grupo Severiano Ribeiro/Kinoplex. O Vila Olímpia receberá as primeiras salas VIP da marca. Duas delas especiais, com cem lugares e poltronas de couro reclináveis com apoio para os pés. Também estão programadas a abertura de um teatro com 600 lugares e a inauguração de uma filial da carioca Garcia&Rodrigues, com sede no Leblon, zona sul do Rio. Lá, a casa é um mix de café, restaurante, adega e doceira. E tem muitos clientes famosos, como a atriz Carolina Ferraz, entre outros globais.

Números

50 é a quantidade de shoppings na cidade
187 lojas variadas abrem no Vila Olímpia, nenhuma é de grife internacional
1.587 vagas de estacionamento que, no novo shopping, serão informatizadas, com sistema especial para evitar filas
34 lanchonetes, restaurantes e cafés

domingo, 22 de novembro de 2009

Operação Urbana Restringe Escritórios na Vila Olímpia

A mudança de perfil da Vila Olímpia não depende apenas dos incorporadores. Mecanismos da Operação Urbana Faria Lima, plano de melhorias urbanísticas definido pela prefeitura para um perímetro que inclui o bairro, cerceiam o surgimento de novos prédios de escritórios.

A operação definiu estoques de área adicional de construção para seus trechos. Esses estoques são adquiridos pelos incorporadores para edificar além do patamar básico estabelecido pelas diretrizes do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento, que restringem o potencial de aproveitamento dos lotes.

Sem esses metros quadrados extras, comprados por meio de títulos denominados Cepacs, leiloados pela prefeitura, o custo de um projeto imobiliário torna-se impraticável.

Custo inviável
“Os terrenos, na Vila Olímpia, são caros. Os Cepacs permitem um aproveitamento melhor do lote. Sem eles, o custo de um edifício comercial dobra”, dimensiona Fabio Romano, diretor de incorporações da Yuny, que investe na região.

No setor da rua Olimpíadas, onde se concentram os empreendimentos comerciais no bairro, não há mais estoque disponível de metros quadrados para uso não residencial.

A Secretaria Municipal de Planejamento diz que não devem ser emitidos mais títulos para aquela área, e os que são negociados no paralelo têm seus preços inflacionados devido à escassez da oferta.

O mercado de escritórios da Vila Olímpia, contudo, ainda deverá ser alimentado por alguns anos com a conclusão de projetos já aprovados. “Muitos ainda não saíram do papel”, diz Milena Morales, gerente de pesquisa de mercado da consultoria Cushman & Wakefield.

Estoque disponível
Para erguer residenciais, a disponibilidade de metros quadrados adicionais ainda é grande. No trecho da Olimpíadas, apenas 1,09% do estoque foi consumido, segundo dados da Emurb de 7 de outubro.

“Faltam apartamentos de até 80 m2 para pessoas de 35, 40 anos, casais jovens que trabalham na região”, caracteriza Adalberto Bueno Netto. “Esses imóveis devem surgir em vias como [av. Doutor] Cardoso de Melo, Quatá, Casa do Ator e Alvorada”, diz. E “devem se valorizar com a presença do shopping”, avalia Morales.

Folha de São Paulo - Imóveis - 22/11/09

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Veja quem são os dez maiores devedores de IPTU em SP

Lista tem clube, shoppings, hospital, faculdades e até empresa da própria Prefeitura

Os dez maiores devedores de IPTU da Prefeitura de São Paulo têm débitos que somam R$ 507 milhões. Entre eles estão clubes, shoppings, hospitais, faculdades e até a SPTuris, empresa que tem a própria Prefeitura como acionista majoritária (veja lista abaixo). Essa dívida chega perto do montante de R$ 650 milhões que a Prefeitura vai arrecadar a mais caso a proposta de aumento de IPTU seja aprovada pela Câmara dos Vereadores.

A Prefeitura tenta receber os atrasados em disputas judiciais que se arrastam por vários anos. Em alguns casos, os devedores não reconhecem a dívida, como é o caso dos Correios, que alegam isenção fiscal na justiça. Em outros, as empresas negociaram e pagam os débitos em parcelas, como é o caso da SPTuris.

A lista de todos os devedores de IPTU da cidade foi elaborada em junho deste ano pela Procuradoria Geral do Município (PGM). De lá para cá, algumas situações mudaram, como é o caso da Fundação Cásper Líbero, que recebeu imunidade da área ocupada pela fundação para o ano de 2005. Mas a cobrança na justiça continua.

O documento da PGM serviu de base para os trabalhos da CPI do IPTU da Câmara dos Vereadores. O relatório da CPI será fechado em dezembro e vai sugerir mudanças ao Executivo para tentar resolver o problema dos inadimplentes. O vereador Antonio Donato (PT), relator da CPI fala de uma das sugestões.

- Há falhas de procedimento de cobrança de IPTU. É para estas falhas que vamos sugerir mudanças, como a integração de sistemas. O sistema de dados não integrado abre espaço para contestação judicial, um problema que atravessa várias gestões.

O vereador completa que a proposta do prefeito Gilberto Kassab, de aumentar em até 40% o IPTU de imóveis residenciais e em até 60% de imóveis comerciais, pode gerar ainda mais contestações na justiça. Isso também aumentaria o tamanho do calote. Questionada, a Secretaria Municipal de Finanças não esclareceu o total da dívida do IPTU no município. Informou que a inadimplência em 2009 está em 10,5%. Em 2004, chegou a 18%.

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que aderiu ao programa de parcelamento de impostos da Prefeitura e está em dia com as parcelas.

A SPTuris disse que renegociou a dívida do IPTU em junho de 2006 e parcelou por meio do PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), da Prefeitura. O parcelamento foi em pouco mais de 300 vezes. Desde a renegociação, a SPTuris voltou a pagar o que a Prefeitura cobra anualmente de IPTU, cerca de R$ 2 milhões.

O Shopping Eldorado informou que paga o IPTU regularmente, em âmbito judicial, desde 2002, quando foi aplicado o aumento progressivo da taxa.

Os Correios disseram que por força do Decreto-Lei 509/69 são equiparados à Fazenda Pública, portanto, gozam de imunidade tributária recíproca.

O Shopping Interlagos disse que contesta na justiça a cobrança de IPTU por ter verificado “inconsistências no lançamento do tributo”. Por estar discutindo na justiça, os depósitos estão sendo feitos em juízo. Para o shopping, por este motivo ele não deveria constar como devedor no relatório da procuradoria.

O Jockey Club, o Hospital Santa Catarina, o Palmeiras foram procurados pela reportagem, mas não responderam até o momento da publicação da notícia. A Fundação Cásper Líbero e a Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social não atenderam às ligações.

Os maiores devedores segundo relatório da PGM

1. Jockey Club - R$ 147 milhões
2. Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social - R$ 91 milhões
3. Shopping Interlagos - R$ 54 milhões
4. Ceagesp - R$ 47 milhões
5. Correios - R$ 46 milhões
6. Hospital Santa Catarina - R$ 29 milhões
7. SPTuris - R$ 28 milhões
8. Palmeiras - R$ 24 milhões
9. Fundação Cásper Líbero - R$ 21 milhões
10. Shopping Eldorado - R$ 20 milhões

Fonte: R7.com

domingo, 15 de novembro de 2009

Espanhois Investem na Zona Leste

A Procupisa, empresa da multinacional espanhola Cupa Group, fechou parceria com a Onoda Engenharia para incorporar cerca de mil apartamentos na capital e no interior de São Paulo em 2010. O primeiro projeto, lançado terça-feira passada no bairro Anália Franco, na zona leste, é o Pasión Residence, com 47 unidades de 164 m², três suítes e preço de cerca de R$ 1 milhão.

O grupo também planeja investir em imóveis econômicos que se enquadrem no programa Minha Casa, Minha Vida.

Folha de São Paulo

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Preço Médio de Imóveis com Dois Dormitórios Cai 22% em São Paulo

Valor da unidade é próximo ao limite do MCMV (Minha Casa Minha Vida) para a região metropolitana da capital paulista.

Responsáveis por 47,7% do total dos R$ 1,3 bilhão comercializados no mercado imobiliário da cidade de São Paulo durante o mês de setembro, os imóveis de dois dormitórios apresentaram preço médio de R$ 137 mil, com redução de 22,6% em relação às unidades do mesmo segmento, comercializadas no início de 2009.

A informação, referente a imóveis novos, é do Sindicato da Habitação (Secovi/SP), divulgando pesquisa mensal do seu Departamento de Economia e Estatística.

“Relevante é que o valor médio de venda das moradias desse nicho está muito próximo do limite para se enquadrar no Programa “Minha Casa Minha Vida”, observa o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

O limite ao qual se refere Petrucci é de R$ 130 mil e vale para imóveis localizados nas Regiões Metropolitanas (RMs) de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio (Embraesp) e conforme reproduzido pelo Secovi/SP, os lançamentos residenciais de setembro atingiram o maior volume mensal no ano, com 4.286 unidades. O número é 25% superior ao verificado em agosto (3.430 moradias) e 81% em relação a setembro de 2008 (2.368 imóveis).

Fonte: Portal Imovelweb

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Como economizar na reforma"

1. Dentro da lei
Muita gente não sabe, mas iniciar uma reforma sem aprovação legal pode gerar problemas. A Prefeitura tem toda autonomia para paralisar a obra ou até mesmo demoli-la, caso a situação não se regularize. Para evitar transtornos como esses é preciso que você solicite um alvará de aprovação, de acordo com o tipo de reforma que for realizar. As reformas que incluem ampliação ou diminuição da área existente, ou ainda do volume construído, também necessitam de permissão legal para serem executadas. Já as alterações superficiais, como troca de pisos ou pinturas, dispensam qualquer tipo de regularização. Essas são consideradas reparos e não reformas.

2. Profissional Responsável
Não desperdice tempo e dinheiro. A responsabilidade é muito grande e requer um trabalho profissional. Procure um arquiteto ou engenheiro para fazer o projeto. Ele saberá aproveitar ao máximo a construção já existente e indicará soluções a baixo custo.

3. Cronograma e Pagamento
O contrato da mão de obra deve prever um cronograma físico/financeiro de forma que os pagamentos sejam feitos por fases concluídas. O último acerto só deve ser feito na entrega da obra

4. Planejamento
Depois do projeto bem definido, o profissional responsável deverá apresentar um cronograma que abranja todas as atividades a serem realizadas e data-limite para compra de cada material. Para isso, o trabalho de pesquisa de preços é muito importante. O cumprimento do cronograma é fundamental para que a obra não encareça. O custo é baseado também no tempo que os trabalhos serão feitos.

5. Mão de obra
O responsável pela obra deve indicar um profissional de confiança para ficar tempo integral no local. Ele deverá coordenar os demais, receber e controlar o uso dos materiais.

6. Cuidados com a quebra de paredes
O estudo das alvenarias a serem demolidas é fundamental. Se por ali passarem encanamentos, será preciso gastar mais com a realocação das tubulações. Se as paredes exigirem reforços estruturais, os gastos também aumentarão.

7. Reaproveitamento de entulho
Antes de se desfazer do entulho, analise se o material não poderá ser reaproveitado em outro local da obra, gerando economia de material.

8. Instalações Elétricas e Hidraúlicas
As instalações elétricas e hidráulicas devem ser revistas. Um serviço malfeito de hidráulica e elétrica pode ser muito dispendioso. A revisão deve ser feita durante a fase da quebra das paredes. Muitas vezes são necessários apenas pequenos reparos.

9. Materiais
Com a lista de materiais em mãos, vale negociar as quantidades totais para obter maiores descontos. Produtos de boa qualidade podem ser encontrados com valores acessíveis. Comprar em ponta de estoque é uma boa saída.

A reconstrução de uma carreira - Engenharia

O crescimento da economia deu novo fôlego aos cursos de engenharia. A maioria dos que se formam hoje já sai da faculdade trabalhando ou com promessa de emprego

A engenharia é assim: vai bem quando o país vai bem. As associações de classe da profissão estimam que seus filiados estejam envolvidos na produção de mais da metade da riqueza nacional. Como a economia brasileira cresce consistentemente desde o lançamento do Plano Real, a carreira segue uma trajetória semelhante. Tanto que a engenharia voltou à segunda posição entre as profissões mais procuradas do Brasil. Apenas nos últimos cinco anos, dobrou o número de engenheiros que se formam anualmente. As 1 200 faculdades que oferecem formação na área receberam, no ano passado, 300 000 novos alunos e graduaram 30 000 profissionais. A grande maioria deles já chegou ao mercado empregada ou com promessa de contratação. E a grande maioria delas também. No que antes era considerado um reduto masculino, as mulheres vêm ganhando espaço. Hoje, elas compõem 14% dos engenheiros em atividade no país. Nos anos 70, eram menos de 4%. Em alguns ramos, a demanda por engenheiros é tamanha que supera a atual capacidade das universidades de graduá-los. Sobram vagas, por exemplo, para formados nos setores naval e de minas. "Se o Brasil voltar a crescer 5% ao ano, a oferta de trabalho para engenheiros triplicará", afirma Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia.

Nos anos 80, o equipamento obrigatório de um engenheiro era composto de calculadora científica, prancheta e régua-tê, que já foi o símbolo da profissão e hoje poucos estudantes sabem como usar. Os computadores aposentaram tais aparatos, com vantagens evidentes. "Os softwares atuais reduziram a um quinto o tempo que eu levava para concluir um projeto", diz Catão Ribeiro, de 57 anos, que assina a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, o novo cartão-postal de São Paulo. O progresso tecnológico aumentou a necessidade de o engenheiro manter-se atualizado. Em alguns campos, os conhecimentos se tornam obsoletos em um prazo não superior a seis anos. Isso quer dizer que, ao longo da vida útil, um profissional precisará rever o que aprendeu na faculdade de seis a sete vezes. Há outros requisitos. Como na maioria das profissões, passou-se a exigir que os engenheiros sejam fluentes em línguas estrangeiras, aspecto fundamental para os que trabalham em multinacionais. Hoje, um modelo de carro é desenvolvido simultaneamente por unidades de uma montadora em diversos países. Só participa dessas equipes quem domina, ao menos, o inglês. O mercado também dá preferência a quem se comunica com desenvoltura e tem habilidade para manter amplas teias de relacionamento - sinais que denotam um profissional com capacidade de liderança.

Quem ingressa em engenharia tem, ainda, a possibilidade de enveredar por outros caminhos. Na década de 80 e na primeira metade da de 90, por exemplo, muitos engenheiros foram absorvidos pelo mercado financeiro. Deram-se bem porque sua formação privilegia a objetividade, a lógica, a visão estratégica e a perseguição de resultados. Essas características fazem com que não só bancos mas também empresas de setores não financeiros recrutem executivos na engenharia. Por todos os motivos elencados, os engenheiros estão entre os profissionais mais bem pagos e cobiçados do país (em geral, trocam de emprego três vezes durante a carreira, quase sempre em curva ascendente). Quem chega a cargos de chefia pode contar com remunerações que variam de 15 000 a 30 000 reais. Engenharia foi o segundo curso universitário aberto no Brasil, três anos depois do de medicina. O pioneiro data de 1811 e formava profissionais para o Exército. Hoje, há cursos para formar engenheiros em 92 especializações - e emprego para quase todos eles.
Fonte: Veja.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Prédios de luxo exigem ficha limpa em São Paulo

Pedir o atestado de antecedente criminal na hora de contratar um funcionário está virando praxe em condomínios paulistas de alto padrão, que consideram o documento um meio de combater a violência. Em alguns edifícios, a norma é ainda mais severa e se estende a babás, faxineiras e motoristas que trabalham para moradores dos apartamentos. No interior do Estado, chega-se ao extremo de prestadores de serviços também terem de apresentar o tal documento, acompanhado do RG, para conseguir entrar em condomínios de luxo.

A orientação para adotar a nova conduta parte do Secovi, o sindicato das empresas do setor imobiliário. "As informações que os bandidos conseguem sobre a rotina e as brechas na segurança de alguns edifícios são passadas por pessoas que trabalham no prédio e algumas vezes até por moradores mais desavisados", diz Hubert Gebara, vice-presidente da Administração Imobiliária e Condomínio da entidade.

Mesmo depois de investir em seguranças vestidos de preto, guaritas blindadas, cercas elétricas e equipamentos eletrônicos de última geração, os prédios não se livraram da ameaça dos arrastões. Pior: neste ano, sentiram o perigo mais próximo. Enquanto em 2007 foram contabilizados sete casos de roubos a condomínios e cinco em 2008, agora já são 36 em todo o Estado, segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A explosão dos números chegou a levar a Secretaria da Segurança Pública a criar, em agosto, uma divisão especializada nesse tipo de crime. Para isso, a antiga Delegacia de Furtos do Deic passou a cuidar dos roubos em condomínios e residências. "Foi um ajuste causado pela mudança da criminalidade", diz Antonio Carlos Heib, titular da delegacia.

"Cada vez que acontece um assalto, os síndicos apertam ainda mais as normas de segurança", diz Roberto Piernikarz, proprietário da BBZ, administradora de condomínios de alto padrão. "O antecedente criminal é só mais uma cautela. E, do ponto de vista jurídico, não tem problema, pois é uma informação pública." A cautela, em muitos casos, é norma expressa na convenção do edifício. "Cada um tem de escolher como quer viver. É isso que define o regulamento do prédio", diz Ivan Lencek, consultor em Segurança.

Nos Jardins, região nobre da zona sul de São Paulo e potencial alvo de arrastões, um edifício residencial com heliponto investiu tanto na segurança que dentro dos apartamentos há alarmes camuflados e prontos para disparar com a abertura de uma gaveta. Em prédios como esse, com cerca de 30 famílias, as normas de segurança se ajustam conforme a necessidade. "Como são poucos os moradores fica fácil mudar a lei interna", diz Piernikarz, da BBZ.

A segurança é tão importante que os moradores não se opõem a aderir a mais uma cautela como a de pedir o antecedente criminal, mesmo que seja para sua cozinheira de anos. Os funcionários ficam de mãos atadas. Mesmo que não concordem com a medida, acabam levando o documento - ou são automaticamente eliminados da concorrência à vaga.

Mas há também quem não se importe, e até veja a situação com bons olhos. É o caso do pernambucano Cícero Manuel da Silva, de 35 anos. Em São Paulo desde os 19 anos, hoje é faxineiro de um prédio de classe média alta nos Jardins, que não exigiu o antecedente criminal no momento da contratação. Dos sete registros que tem na carteira, dois deles, porém, são de empresas que pediram o documento. "Achei bom por ser uma segurança até para os funcionários. É bom saber quem são seus colegas de trabalho", diz Silva. "A gente passa mais tempo trabalhando do que em casa."

Rotatividade

O condomínio de luxo Quinta da Baronesa, em Bragança, no interior de São Paulo, conhecido por abrigar banqueiros e corredores de Fórmula 1, tem mais de cem casas, muitas em construção. E a rotatividade de pessoas virou um problema de segurança. Para contê-la, foi aprovado pela associação de moradores que fosse pedido a todos os prestadores de serviço o antecedente criminal.

Constrangedor? "As pessoas já estão acostumadas a ter de mostrar RG na hora de entrar num edifício. Até em prédios residenciais fotografam e cadastram os visitantes", diz Márcio Rachkorsky, assessor jurídico de condomínios. "Adotada em alguns prédios, a revista é uma alternativa bem pior."

Para o tapeceiro Zoé Ribeiro, de 58 anos, há medidas mais constrangedoras. "Não me importo em apresentar o antecedente criminal. Fico mal com a estupidez de alguns porteiros. Às vezes, eles me tratam como se eu não fosse gente."

Na Quinta da Baronesa, além de mostrar o documento, todas as informações ali contidas são checadas antes da liberação da entrada do prestador de serviço. A segurança verifica se o funcionário que carrega o crachá é o sujeito da foto e do antecedente criminal apresentado. A cada seis meses, todos os funcionários e prestadores de serviço são obrigados a renovar o documento. "Na hora da contratação, o funcionário já tem de mostrar RG e a carteira de trabalho", diz Rachkorsky. "O antecedente é só mais um documento".


Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Construtora terá de devolver parcelas pagas pelo comprador por atraso em obra

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso com o qual uma construtora tentava reverter acórdão de segunda instância que a condenou a devolver todas as parcelas já pagas por um comprador e sua mulher, devido ao atraso na conclusão das obras de suas unidades comerciais.

No caso, os compradores ajuizaram ação de rescisão de contrato de promessa de compra e venda contra a construtora, pedindo a desconstituição do negócio e a devolução de todas as parcelas pagas, acrescidas de juros e multa, atualizadas monetariamente, bem como perdas e danos.

Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente. A construtora apelou da sentença. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) deu parcial provimento somente para afastar da condenação a imposição da multa prevista no artigo 35 da Lei n. 4.591/64, que dispõe sobre condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias.

Inconformada, a construtora recorreu ao STJ sustentando que a decisão violou o artigo 1.092 do antigo Código Civil, já que, tendo os compradores entendido que a construtora não iria cumprir o contrato dentro do prazo previsto, deveriam ter consignado as prestações seguintes em vez de simplesmente suspender o pagamento das parcelas. Por isso, não se poderia exigir o adimplemento contratual da construtora, pois os compradores não cumpriram a parte deles.

Ao decidir, o relator, ministro Aldir Passarinho Junior, destacou que ficou patente, no exame procedido pelas instâncias ordinárias, que efetivamente o atraso que já se configurava era claro em revelar a inadimplência da construtora, de sorte que o agir dos compradores na cessação do pagamento era medida defensiva, para evitar prejuízo maior, até porque a suspensão se deu não antes da paralisação das obras, mas quando do retardo reinicio das obras, cinco meses além do final do prazo que a própria construtora previra para o prosseguimento.

Comerciais - Dos Novos Escritórios, 73% São Classe A

Espaços considerados classe A representaram 73% do total de escritórios entregues na cidade de São Paulo em 2009, até o terceiro trimestre. Os dados são de uma pesquisa da consultoria especializada CB Richard Ellis.

Apenas um empreendimento responde por 59% do volume total de novos espaços, o edifício WT JK, localizado na sub-região da marginal Pinheiros.

A quantidade de espaços vagos (taxa de vacância) cresceu na cidade em relação a 2008, o que ocorreu, na percepção dos analistas da consultoria, devido a cortes de custos das empresas com a crise econômica mundial.

No terceiro trimestre, porém, a tendência de alta não se verificou -a taxa de vacância caiu 0,6 ponto percentual em relação a junho e chegou aos 6,5%.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Multiplan lança shopping em São Caetano

Empreendimento contará com 242 lojas em 84,3 mil metros quadrados

A Multiplan, líder no setor de shopping center no Brasil, anunciou a construção de um shopping na cidade de São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. O lançamento oficial do Park Shopping São Caetano deve acontecer no dia 18 de novembro.

Segundo a empresa, o novo shopping contará com 242 lojas, em 84,3 mil metros quadrados de área construída e 38,9 mil metros quadrados de área bruta locável. O empreendimento reunirá compras, serviços e entretenimento no mesmo local, com seis salas de cinema e praça de alimentação com 25 opções. O investimento na construção será de 260 milhões de reais.

“Este será o shopping mais completo e moderno do ABC, uma região que tem 1,6 milhão de habitantes”, afirma Jose Isaac Peres, presidente da Multiplan. “O objetivo maior foi valorizar os lojistas, transmitindo aos consumidores uma experiência agradável e segura, fazendo a integração de todos os espaços da forma mais simples e direta possível”, explica o arquiteto responsável pelo projeto, Paulo Baruki.

De acordo com a Multiplan, o empreendimento já nasce com áreas para uma futura expansão, com um terceiro piso de 15,5 mil metros quadrados, e a construção de quatro torres comerciais com 36,3 mil metros quadrados de área privativa.

Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nova lei dá mais poderes a dono de imóvel

Juízes terão mais facilidades para determinar a desocupação de um imóvel; retomada hoje leva em média 14 meses

Políticos dizem que o objetivo de nova legislação é reduzir o número de imóveis fechados por causa das normas atuais

Os proprietários de imóveis terão mais facilidade para despejar o locatário, segundo projeto aprovado no Senado.
As mudanças feitas na chamada Lei do Inquilinato dão mais segurança aos proprietários na hora de alugar o imóvel.
O texto permite a realização de contratos sem fiador ou multa. Contudo, nos casos de falta de pagamento, poderá haver despejo sumário do locatário. Foram estabelecidas também novas regras para uso de fiador e definido o responsável pelo aluguel quando um casal se separa -no caso, a pessoa que seguir morando no imóvel.
O projeto foi apresentado pelo deputado José Carlos Araújo (PDT-BA) em 2007, sob a justificativa de que era preciso adequar legislação de 1991 às mudanças determinadas pelo Código Civil de 2002.
Como já havia sido aprovado em comissões da Câmara, em 5 de maio, e do Senado, ontem, sem a necessidade de passar pelo plenário, o projeto de lei vai ser submetido à sanção do presidente da República.
O texto aprovado estabelece novas situações em que o juiz poderá conceder liminar (sentença provisória) determinando o despejo: necessidades de reparação urgente no imóvel, estabelecidas por autoridades pública; quando o inquilino não apresentar novas garantias em até 30 dias após notificação; um mês após fim do contrato quando o proprietário informar o inquilino não residencial de que não pretende renová-lo.
Além disso, a lei autoriza o uso de despejo sumário. Isso poderá estar previsto em contratos que exijam menos formalidades, como a existência de fiador ou de seguro. Nesses casos, quando o fiador não pagar o aluguel, poderá ser despejado imediatamente. Hoje, a retomada de um imóvel leva em média 14 meses.
Hoje, quando o inquilino atrasa o pagamento por mais de dez dias, o dono do imóvel tem de entrar com duas ações na Justiça (uma de execução da dívida e outra de despejo) para tentar desocupar o imóvel, caso não chegue a um acordo. Agora, diz Gilvan João da Silva, diretor do Secovi-DF, o procedimento será mais rápido: bastará comprovar na Justiça o atraso para conseguir o despejo.

Comprovação de renda
Ao mesmo tempo em que autoriza a dispensa de fiador, a nova lei endurece as regras nos contratos em que ele é usado. Agora o proprietário poderá pedir uma nova comprovação de renda do fiador no momento da renovação de contrato.
O proprietário poderá também exigir um novo fiador caso aquele que estiver no contrato se encontre em regime de recuperação judicial -isso vale para empresas que estão em dificuldade financeira.
Pelo projeto aprovado, o dono do imóvel pode não renovar o contrato com o atual locatário caso receba uma oferta melhor. Quando um casal se separa, o responsável pelo pagamento do aluguel é aquele que continua morando no imóvel.
Ainda no que se refere ao fiador, outra mudança importante é que ele poderá desistir de participar do contrato. Nesse caso, o locatário terá de encontrar um novo fiador em 120 dias.
"Pela atual legislação, o fiador tem de cumprir o contrato até o fim. Isso é péssimo, principalmente quando há desentendimentos com o locador", afirmou o deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), que é o autor do projeto.

Segurança
Ele concorda que o objetivo da proposta é dar mais segurança aos proprietários. "A gente vê reclamação de todos os cantos. Um conhecido meu tem 80 apartamentos fechados porque não confia na lei. Agora, isso vai mudar", disse Araújo.
O projeto foi relatado pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no Senado. "Nosso objetivo é facilitar o aluguel de imóveis. Hoje em dia, há 3 milhões de imóveis desocupados. Os proprietários não se sentem seguros para alugar", disse. Há 7 milhões de contratos no país.
Outra mudança refere-se ao pagamento de multa no caso de devolução do imóvel. "Durante o prazo estipulado para duração do contrato, não poderá o locador reaver o imóvel alugado", determina a lei. "O locatário, todavia, poderá devolvê-lo, pagando a multa pactuada, proporcionalmente ao período de cumprimento do contrato, ou, na sua falta, a que for judicialmente estipulada", diz a lei.

Fonte: Adriano Ceolin da Sucursal de Brasília

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Contra a crise, o alto padrão

José Auriemo Neto, da JHSF, revela como o mercado de imóveis mais caros acabou não sendo afetado pela crise

Aos poucos, o mundo vai remontando as peças no jogo da economia pós-crise. E para o Brasil, especificamente, as perspectivas são boas, visto que o País não chegou a entrar na festa da “bolha imobiliária” que atacou os países de Primeiro Mundo e fez explodir o mercado financeiro americano. Não por prudência, mas por falta de crédito fácil e de um sistema financeiro altamente regulamentado.

Há perigo de formação de uma bolha brasileira? “Difícil”, diz José Auriemo Neto, da JHSF. Se o programa de governo “Minha Casa, Minha Vida” resultar no dobro do endividamento imobiliário que o Brasil tem hoje, chegaremos a 5% do PIB. Só para lembrar: quando a crise estourou, a Espanha tinha 40% do seu PIB comprometido com o financiamento de imóveis e EUA, 70%.

Auriemo, no entanto, não navega por essas bandas. Depois de ter passado por uma fase de construção, a empresa hoje investe quase que exclusivamente em produtos de alto padrão, calçada por um IPO feito há quatro anos. Seus acionistas, aliás, nos últimos sete meses, passaram de 500 para mais de 5 mil. “Este é o tamanho do interesse por investir no setor imobiliário”, ressalta.

Aqui vão trechos da sua entrevista:

Depois da crise, o investidor ficou mais exigente, ou menos?
Eles sempre são exigentes. Hoje as características de um investimento são analisadas com um cuidado e aprofundamento muito maiores. Se um determinado perfil ou objetivo está claro, há uma pesquisa bem mais detalhada de qualidade dos investimentos. Falo aqui especificamente da área imobiliária, pois as outras não conheço.

Normalmente o investidor imobiliário pensa no longo e médio prazos. O brasileiro tem cultura para ver isso, uma coisa de tijolo, não de papel?
Cada vez mais o investidor age dessa forma, sente-se melhor se está associado a uma atividade produtiva. Ele vê a obra crescendo, as pessoas andando pelo shopping, há uma relação direta, enfim, com o que está acontecendo.

De que modo seu mercado foi afetado pela crise?
Nessas situações há sempre uma primeira reação, que é uma crise de entendimento. Esta teve uma abrangência global, não estavam definidos quais impactos viriam, no Brasil, no mundo. À medida que o pessoal do setor imobiliário foi retomando a confiança no mercado geral - financeiro - o Brasil foi se descolando da crise e o setor de alto padrão foi pelo mesmo caminho.

Tem exemplos concretos?
Desde o nosso IPO, em 2007, lançamos R$ 2,8 bilhões em nossos produtos. Vendemos até agora R$ 2,1 bilhões. Ou seja, 73% de todos os produtos lançados. E todos se valorizaram muito acima de qualquer perspectiva.

Esta valorização não é um reflexo da escassez de terrenos bons, principalmente em São Paulo e no Rio?
Em parte é, de fato. Mas também existe a vontade de se ter algo concreto nesta crise financeira. O imóvel não desaparece de um dia para outro, como acontece às vezes com as aplicações em papel.

Vocês estão concentrados em produtos de luxo. Qual é o motivo dessa opção?
Não chamo o nosso foco de luxo. Temos um segmento de residências de alto padrão, que se estende também aos prédios de escritórios e shopping centers. Quando se fala em escritório corporativo, por exemplo, luxo não se encaixa. Falamos então em alto padrão.

Por que vocês abandonaram a área da construção?
Percebemos que, se a empresa tiver foco maior na pesquisa, em produto, em desenvolvimento imobiliário, teremos uma construção com foco melhor. E por esse caminho, com o mercado de construção se desenvolvendo, você consegue hoje suporte adequado e boas parcerias com os construtores.

O que é mais difícil, lidar com cliente de alto padrão ou de padrão médio?
Lidar com qualquer tipo de cliente traz desafios. A empresa precisa estar estruturada e fazer treinamento para atender adequadamente a todos. Este é um fato fundamental - que as empresas reservem um investimento grande para treinamento de qualidade.Há diferentes nichos e as equipes precisam ser formadas, também, de modo diferente.

Esses imóveis de alto padrão aparecem cada vez mais no formato de bunkers, por causa da segurança. É uma exigência do segmento?
É difícil dizer, aí, o que é causa e o que é consequência. É um fenômeno ligado a grandes cidades. Em Nova York também ocorre coisa parecida. Mas nosso índices de violência estão melhorando, temos pesquisas em que não vemos piora. Pesquisas relativas principalmente à cidade de São Paulo.

No Rio, vocês não entraram por quê?
A gente decide atuar baseado na chance de desenvolver algo com uma qualidade que nos permita ficar à vontade. Não encontramos isso, ainda, no Rio. Terreno bem localizado, de fácil acesso...

Como funcionam as associações que vocês fizeram com marcas de alto padrão, como Daslu e Fasano?
Do Fasano, somos sócios. A Daslu é uma relação em que eles vieram ancorar o Cidade Jardim, além de um plano de ancoragem da marca em dois novos shoppings. Não é uma associação, é uma relação de empreendimento lojista.

Onde serão os dois novos shoppings com essa marca?
Ainda não temos uma definição sobre isso.

Vocês compraram a Hermès. Existe alguma outra marca na mira?
A marca tem um plano de crescimento. As vendas no Brasil estão inacreditáveis. Esses negócios, Daslu, Fasano, Hermes, foram feitos porque tinham uma grande sinergia com o nosso core business.

Fonte: Sonia Racy


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Moema é o bairro mais caro, Sapopemba o mais barato

Para quem paga aluguel, Moema é o bairro mais caro para se morar na cidade de São Paulo. Pesquisa do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo) mostra que o m2 do aluguel no bairro, que fica na zona sul de São Paulo, custa R$ 26,57. Esse é o preço cobrado para quem mora num apartamento de um dormitório.

Em segundo lugar no ranking da carestia está o Jardins, onde o aluguel do m2 de um imóvel também de um quarto custa R$ 25,81. Mas o preço cai quando o tamanho do apartamento cresce. O preço de um imóvel de dois quartos, por exemplo, é de R$ 24,28 o m2. Se o apartamento tiver três dormitórios, o m2 fica em R$ 19.

O bairro de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, é o mais barato. Alugar um apartamento de um quarto na região custa R$ 8,42 o m2. O segundo lugar mais barato é São Miguel Paulista, também na zona leste. Lá, o m2 custa R$ 8,93.

Para se ter uma ideia da disparidade de preços de alugueis e da valorização de certos bairros na capital paulista, no Butantã, bairro de classe média de São Paulo, o aluguel de residências de um dormitório varia entre R$ 9,59 e R$ 11,02, e de dois dormitórios entre R$ 11,05 e R$ 12,15.

Isso significa que em uma distância de apenas 9 km, entre o Butantã e os Jardins, o preço do aluguel de um imóvel de dois quartos com 80 m2 pode variar entre R$ 884 e R$ 1.942.

Programa Minha Casa Minha Vida recebeu até setembro 352 mil pedidos de contrato

Até setembro, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu 352 mil pedidos de contrato, no valor de R$ 22,6 bilhões. Destes, foram assinados 95.652 mil contratos, num total de R$ 6,1 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, durante o evento Olho no Olho promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Paulo Bernardo informou que, até setembro, havia 410 empreendimentos para construção de imóveis que se enquadram no programa, com 63.994 unidades, no valor de R$ 3,7 bilhões e 31.665 contratos assinados por pessoas físicas, totalizando R$ 2,4 bilhões.

De acordo com o ministro, a previsão é encerrar o ano com 400 mil unidades contratadas. "Quarenta por cento da meta estarão contratados até o final de dezembro e, provavelmente em 30 de junho, teremos outros 40% contratados. Ou seja, 80% dos contratos estarão firmados até 30 de junho. O prazo médio de análise de cada pedido é de 45 dias. Supõe-se que quase a totalidade disso vai estar resolvida até o final do ano, além dos outros que vão entrando."

Antes de participar do encontro, Paulo Bernardo afirmou, em entrevista, que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da linha branca vale somente até o final deste mês.

"O governo vai anunciar a decisão nos próximos dias. É assunto do Ministério da Fazenda, e não acredito que alguém vá anunciar isso que não seja o ministro Guido Mantega. A informação que vale é a de que o IPI está reduzido até o dia 31 de outubro e até o governo tomar uma decisão", afirmou Paulo Bernardo.

Em tom de brincadeira, o ministro aconselhou a população a aproveitar a redução do IPI e disse que ele mesmo iria sair do evento e passar em uma loja para comprar um fogão.

Perguntado sobre a possibilidade de parceria entre o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, como candidatos à Presidência da República, Paulo Bernardo disse que as definições só começarão a ser feitas a partir de março.

"A coisa mais sensata que podemos fazer é ter um candidato que represente o governo nessa eleição. Significa deixar para a oposição um espaço muito mais reduzido, porque, se tivermos mais de um candidato, podemos ter um problema de mimetismo político", afirmou.

Sobre a taxação da exportação de minérios, Paulo Bernardo disse que não tem informação, embora já tenha ouvido falar do assunto algumas vezes no Congresso Nacional, ou da boca de governadores, principalmente dos Estados produtores. "Mas, dentro do governo, não estamos trabalhando isso, não", concluiu.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Apartamento mais caro do mundo é vendido em Hong Kong por US$ 56,6 milhões

Uma das maiores imobiliárias de Hong Kong anunciou nesta quarta-feira (14) que vendeu um apartamento pelo valor recorde de US$ 56,6 milhões (R$ 96,6 milhões) - horas depois de as autoridades locais alertarem para o crescimento de uma possível bolha imobiliárias na cidade, segundo informação do site do jornal "The New York Times".

A Henderson Land, empresa responsável pela venda, disse que o apartamento milionário fica quase no topo de um arranha-céu com vista para o Porto de Vitória. É um duplex com cinco suítes, 572 metros quadrados de área e um jardim de 340 metros quadrados. A identidade do comprador não foi divulgada, mas a companhia afirmou não ter conhecimento de um preço mais caro já pago por um apartamento em qualquer outro lugar do mundo.

As melhoras dos últimos meses na economia chinesa desencadearam um aumento poderoso nos preços de imóveis de luxo em Hong Kong, puxado pelas aquisições de chineses ricos dispostos a gastar fortunas em apartamentos. Ainda mais com taxas de financiamento que podem chegar a apenas 2,05%, o que ajuda a fomentar a especulação imobiliária, de acordo com o "New York Times".

"O número relativamente pequeno de unidades residenciais construídas e os preços recorde verificados em algumas transações neste ano causam preocupações sobre a oferta de apartamentos, dificuldade para comprar casas e a possibilidade de [se formar] uma bola imobiliária", disse Donald Tsang, chefe do governo local.

Apesar da dificuldade de comparar o preço por metro quadrado de um imóvel em países distintos devido a diferenças de padrões na contagem das medidas, Hong Kong já enfrentou uma série de denúncias sobre imobiliárias que estariam fazendo propaganda de apartamentos maiores do que a área real das unidades, informou o jornal americano.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Longe da Baixa Renda

Aventura da JHSF no Mercado de Baixa Renda Deve Durar Pouco
Companhia decidiu não dar continuidade aos projetos de residências mais simples

A aventura do empresário José Auriemo, presidente da incorporadora JHSF, no mercado de baixa renda durou pouco. No fim do ano passado, a JHSF, especializada em imóveis de luxo, como o shopping e o condomínio Cidade Jardim, em São Paulo, comprou a Developer, incorporadora com projetos para imóveis residenciais mais simples e um banco de terrenos amplo espalhado pelo país. Menos de um ano depois, Auriemo decidiu não dar continuidade ao projeto. Parte dos terrenos foi vendida e para os quatro que restaram, em Manaus, Porto Velho, Natal e Feira de Santana, Auriemo desenvolveu projetos com grupos locais como MRM e Direcional. “Esses serão os únicos empreendimentos da Developer. Depois de finalizados, a empresa deixa de existir”, afirma Auriemo. O empresário, que recentemente vendeu o shopping Santa Cruz para o grupo BR Malls, diz que a estratégia do grupo é focar na alta renda. “A maioria das incorporadoras está concentrada na baixa renda. Isso abre espaço para desenvolvermos um mercado no qual já somos líderes”, diz o empresário.

Franquia Imobiliária Elege Brasil Como Foco

Americana RE/MAX abre operação no país com 17 regionais

O material de divulgação sobre o americano Dave Liniger, fundador da imobiliária RE/MAX - rede de franquias que está chegando ao Brasil - sugere um daqueles marqueteiros natos, que gosta de falar mais de si do que do próprio negócio. As credenciais são de um especialista em gerenciamento do tempo, recrutamento e motivação que pilota aviões multimotor, joga golfe, cria cavalos árabes e anda de balão. Nada disso é mentira.

Mas o americano que começou comprando casas para reformar e revender no Arizona, não fala dos hobbies, nem é adepto dos jargões motivacionais. Mas não esconde a empolgação ao falar sobre o mercado imobiliário, onde atua há mais de 35 anos. No entanto avisa, logo de cara, que é tímido. E encerra a conversa com um sorriso contido dizendo que continua tímido - e ainda assim conseguiu ser bem-sucedido na venda de imóveis.

Liniger escolheu o modelo de franquias para expandir seu negócio. Com a promessa de comissões mais polpudas que as da concorrência, chegou a 100 mil corretores em 78 países e faturamento mundial de US$ 360 bilhões. A imobiliária americana de nome ambicioso - RE/MAX significa Real Estate Maximus, algo como o máximo do mercado imobiliário - desembarca no Brasil em um momento crucial.

Depois de ver o seu negócio encolher 10% por conta da crise, os mercados emergentes, como Brasil e Índia - onde também está começando a operar -, são vistos como primordiais na estratégia da companhia. “O Brasil é a estrela do momento, com classe média forte, governo estável e indústria diversificada”, diz Liniger, pela primeira vez no país. Quatro sócios master franqueados investiram R$ 10 milhões na aquisição da marca. No Brasil são 17 regionais e uma rede de lojas em cada localidade.

O trabalho não é fácil, já que o nome ainda não diz nada aos brasileiros. A concorrente direta no mundo, a Century 21, chegou um ano antes e estreou o modelo de franquias imobiliárias no Brasil. As empresas nacionais também estão testando as franquias e outros modelos mais flexíveis, como a parceria ou simplesmente o credenciamento de imobiliárias. Esse é o caso da Lopes, que criou o braço Pronto! para imóveis usados, e da Brasil Brokers, que já opera com o credenciamento e vai abrir uma operação de franquia. Além disso, o mercado de usados é crescente, mas voltou a ter concorrência voraz dos lançamentos.

No mercado, o que se fala é que, num primeiro momento, há uma resistência dos corretores aos modelos mais engessados - e ainda distantes da realidade brasileira, com sistemas muito complexos - das empresas americanas. “Ouvi a mesma coisa quando saí de Denver para Chicago e depois para Atlanta. Somos muito flexíveis e sabemos que o mercado é regional.”

Fonte: Valor

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Onoda fecha parceria e prevê lançar R$ 270 mi

No mercado nacional há cinco anos, a Onoda Engenharia acaba de firmar parceria com a Procupisa, do Cupa Group, multinacional espanhola. Com a parceria, ambas empresas têm o objetivo de atuar na capital paulistana e interior do estado, com empreendimentos de alto padrão e condomínios populares. Os lançamentos até 2010, resultam em um VGV ( valor geral de vendas) de mais de R$ 270 milhões e geram direta e indiretamente mais de 700 empregos.

De acordo com a empresa, a Onoda Engenharia já lançou mais de 12 empreendimentos de alto padrão na capital paulista - comerciais e residenciais. A empresa afirma ter crescido 40%, em relação ao ano passado e afirma estar em busca da excelência nos empreendimentos e, com isso, se tornar uma das mais representativas construtoras.

Já a Cupa Group é formada por mais de 50 empresas em diversos países: Espanha, Brasil, França, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, China e Índia. Com exportação para mais de 40 países, a empresa é líder mundial na comercialização de ardósia. Em nota, a empresa diz ter faturado em 2008 superou R$ 1 bilhão.

A Procupisa é uma empresa do Cupa Group que desenvolve empreendimentos imobiliários na Espanha há mais de 20 anos e está presente no Brasil desde 2007. Sua atividade principal no País é para empreendimentos imobiliários no segmento popular e premium, na cidade de São Paulo e vizinhas.
Fonte: DCI

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

IMÓVEIS DE LUXO NÃO PERDEM VALOR COM A CRISE

Investimentos sólidos – e de qualidade – se tornam um importante diferencial em tempos de economia incerta.

A crise financeira mundial, que começou com a quebra dos créditos para o mercado imobiliário norte-americano, não se refletiu na mesma proporção aqui no Brasil, tampouco afetou o mercado imobiliário nacional. Os lançamentos continuam e, de acordo com levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominal (Inpespar), foram colocados à venda até março deste ano cerca de oito mil unidades apenas no Paraná, sendo 250 com valores acima de R$1 milhão.

“Na crise há muitas oportunidades e, entre elas, estão os imóveis de luxo”, avalia o especialista Christophe Rioux, diretor do Pólo Luxo do Instituto Superior de Comércio de Paris. Na avaliação de Rioux, o consumo de luxo em países do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) se mantém. “É uma categoria da sociedade que continua investindo, independente da crise”.

Entre 2004 e 2008, a valorização média do metro quadrado alcançou 75,48%, de acordo com o Inpespar. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, avalia que os imóveis possam ter ainda nesse ano um acréscimo de valor na ordem de 5% a 7%. “O luxo no mercado imobiliário está crescendo muito em todo o mundo”, diz Rioux.

A tendência mundial se reflete em todas as capitais brasileiras. Em Curitiba, a construtora San Remo dedica-se ao setor de luxo imobiliário há quase três décadas. A cada lançamento, a San Remo incorpora mais qualidade e know how das preferências do cliente. É para quem busca exclusividade que a empresa vem atuando, oferecendo sempre bons negócios. Em pleno bairro do Batel, região valorizada próximo ao centro de Curitiba, a construtora acaba de entregar o Maison Classique, com apartamentos de duas ou três suítes e uma ampla sala para três ambientes. São 38 apartamentos – dois por andar. A exclusividade se soma aos adicionais que podem ser pedidos pelo cliente: para oferecer mais opções de compra aos clientes desta modalidade, foram colocados à disposição 25 acessórios, tais como infraestrutura para ar-condicionado, calefação de piso nas salas, mármores importados, entre outros.

“Em tempos de crise, o cliente de luxo quer ter uma boa oportunidade financeira. Nem todos compram para morar. Alguns adquirem imóveis planejando o crescimento da família ou para investir em um local para lazer ou negócios”, comenta o diretor de lançamentos do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Fábio Rossi Filho.

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, vê no mercado de luxo paranaense uma grande demanda por imóveis de qualidade. “São vendidos cerca de 60% a 70% dos imóveis ainda durante a execução da obra. As unidades são comercializadas rapidamente,” afirma.

UM POUCO SOBRE A SAN REMO
Especializada na construção de edifícios residenciais e comerciais de luxo, a Construtora San Remo consolida-se como uma das empresas mais conceituadas no mercado da construção civil em Curitiba. Com 28 anos de atuação, a empresa destaca-se por oferecer obras de altíssimo padrão, com acabamento superior e atenção em cada detalhe. À frente dos empreendimentos está o engenheiro João Carlos Perussolo.

Fonte: Mcomm Comunicação Dirigida

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Brasil tem 2 empresas do setor de construção entre maiores das Américas

Levantamento, por valor de mercado, não abrange empresas do Canadá.Cyrela tem maior valor de mercado do país, segundo a Economatica.
Duas empresas brasileiras estão entre as dez maiores ligadas ao setor da construção nas Américas em valor de mercado, segundo levantamento da consultoria Economatica. A pesquisa não abrange empresas do Canadá.
De acordo com a pesquisa, as duas maiores empresas do ranking são dos Estados Unidos: a Fluor Corp, com valor de mercado de US$ 9,79 bilhões em 27 de agosto, e a Jacobs Engineering, com US$ 5,55 bilhões. Na terceira posição aparece a brasileira Cyrela Realty, que encerrou o pregão da quinta-feira valendo US$ 4,89 bilhões.
A segundo empresa brasileira do ranking é a MRV, na nona posição, com valor de mercado de US$ 3,120 bilhões.
Entre as 20 maiores do continente, a participação das empresas brasileiras aumenta, com outras quatro companhias fazendo parte do ranking: na 14ª posição, a PDG Realty (US$ 2,34 bilhões); na 15ª, BR Malls Participações (US$ 2,06 bilhões); na 17ª, Gafisa (US$ 1,99 bilhão); e na 18ª, Multiplan (1,97 bilhão).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A diferença entre Humorismo e Jornalismo

Um bezerro que se assustou com um veículo em Serra, grande Vitória, pulou para um telhado ao nível da rua e caiu na cama da dona da casa. O fato evidencia a falta de fiscalização nas milhares de construções irregulares em todo o país.

Em vez de aprofundar o tema, “construções irregulares”, os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg, da Rede Globo, acharam o ocorrido engraçado, tratando as imagens como uma vídeo cassetada. Segundo os jornalistas,” o bezerro só queria se admirar no espelho”. Comentário lamentável, principlamente considerando que a dona de casa desmaiou com uma pancada na cabeça.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Justiça contesta "conjunto habitacional" flutuante no rio Paraná

A instalação de uma espécie de "conjunto habitacional" flutuante sobre as águas do rio Paraná é contestada na Justiça. Segundo promotores e procuradores da região de Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo), as casas provocam impactos em áreas de preservação ambiental.

No local, 41 proprietários receberam da Marinha aval para construírem verdadeiras casas flutuantes por meio de títulos de Inscrição de Embarcação. A proliferação dessas instalações levou o Ministérios Públicos Federal e o Estadual a ajuizar na Justiça uma ação pedindo que a Marinha impeça a propagação de novas casas e a remoção das já existentes.

De acordo com o promotor Fernando Cesar Bolque, trata-se de uma ocupação indevida, já que as casas não podem ser consideradas embarcações.

Entre os problemas citados estão o desmatamento nas margens em razão da limpeza de terreno e impactos na vegetação aquática ciliar causados pelo uso de banheiros, fossas e até passarelas. Não há depósito de resíduos sólidos no local.

Ancoradas ou amarradas em troncos perto do rio, as casas são feitas de madeira ou fórmica e são sustentadas por barris, pneus ou até garrafas plásticas. Segundo o procurador da República em Presidente Prudente Luís Roberto Gomes, a maioria das casas é usada para lazer. Algumas contam com churrasqueira e aquecedor solar.

Para ele, trata-se de um "grande negócio", já que no rio não se paga impostos, aluguel, condomínio, luz e água. As casas estão espalhadas em uma área denominada "região das cinco ilhas", nos municípios de Paulicéia e Panorama.

Segundo a ação, ao menos 23 inquéritos policiais já foram instaurados para apurar a ocorrência de crimes ambientais. Os usuários são suspeitos de promover a pesca predatória e também de explorar comercialmente as casas. "Detectamos até uma que parecia funcionar como bar, com balcão e câmera frigorífica", diz Bolque.

Ele diz temer que o local se torne uma "favela fluvial". A ação pede que a União e os proprietários que desobedecerem a eventual decisão paguem multa diária de R$ 10.000. A ação é analisada na 2ª Vara Federal de Presidente Prudente.

Em nota, a Marinha diz que os proprietários comprovaram os requisitos exigidos pelo órgão e que não tem responsabilidade pela retirada das casas. Caso seja constatada a degradação da margem do rio, diz, cabe aos órgãos ambientais tomarem providências.

domingo, 2 de agosto de 2009

Crise faz família viver sozinha em prédio de 32 andares na Flórida

Prédio de alto padrão tem cerca de 200 apartamentos. Família diz que tem medo e dorme colada ao celular

Uma família americana passa por uma situação inusitada dentro do condomínio de 32 andares e cerca de 200 apartamentos na Flórida. Ela é a única que mora no local.

Por conta da crise econômica, ela foi a única que conseguiu quitar parte das dívidas e se mudar para o prédio. A maior parte dos demais compradores não concluiu seus contratos e acabou tendo que morar em um prédio adjacente, que foi construído pela mesma empresa.

Segundo a agência de notícias “Associated Press”, a maioria dos compradores dos apartamentos foi afetada pela crise econômica. Muitos perderam o emprego e outros nem conseguiram o financiamento do imóvel. Uma parcela desse grupo mudou de ideia e, com medo da crise econômica mundial, desistiu do negócio.

“O futuro iria ser nessa região da Flórida”, disse Victor Vangelakos, de 45 anos, um capitão dos bombeiros que pensava em se aposentar já morando no novo edifício, o Oasis Tower One.

“É um prédio lindo”, afirmou o advogado da família, John Ewing. “O problema é que é um prédio muito solitário”, completou ele, que representa ainda outras 27 pessoas que investiram no prédio.

Vangelakos conta agora que sente medo por morar sozinho no prédio. “Dormimos com o celular ao lado da cama”, diz ele, que revela que já teve que chamar a polícia após ouvir uma pessoa bater em sua porta.

Para aumentar o receio, as luzes da piscina e a porta automática do hall de entrada foram desligadas.

domingo, 26 de julho de 2009

Hotel ecológico, idealizado por Marlon Brando, será construído na Polinésia Francesa

Vai começar a construção do resort ecológico ‘The Brando’, no atol de Tetiaroa, Polinésia Francesa. Depois de muita discussão por questões ambientais, o governo do Taiti autorizou o início das obras.

A polêmica vem desde 1965, quando o ator Marlon Brando conheceu o lugar. Fascinado pela beleza, comprou as 13 ilhas que formam o atol e imaginou erguer ali um luxuoso resort em harmonia com a natureza. Brando, famoso pelo papel de Don Corleone em O Poderoso Chefão, morreu em 2004, mas um antigo sócio deu continuidade ao sonho.

Agora, serão 47 bangalôs além de um espaço comum para os hóspedes. Tudo será feito para provocar o menor impacto possível ao meio ambiente. As obras começaram com a construção de uma plataforma sobre o recife de corais para evitar que a movimentação de pessoas e máquinas danificasse a formação natural.

O hotel vai funcionar com um sistema de ar condicionado que conta com a ajuda da água do mar. Uma bomba puxa a água fria do fundo do oceano e, por um sistema de canos, resfria o ar na superfície. Segundo consta no site do projeto, o sistema já funciona com sucesso em Bora Bora, outro paraíso no Pacífico. O local também fará uso extensivo de energia solar e eólica, além de servir como uma área de proteção de tartarugas marinhas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais profissionais têm optado pelo trabalho remoto. Saiba como ser produtivo trabalhando em casa

Cansado dos engarrafamentos, do estresse e da falta de segurança no Rio de Janeiro, Carlos Ruchaud, diretor médico, mudou de cidade e de vida quando criou seu home office em Florianópolis, Santa Catarina, há cinco anos. “O home office traz benefícios a todos e melhora a produtividade”, diz o diretor médico da Genzyme do Brasil, farmacêutica cuja sede fica em São Paulo, mas que conta com funcionários trabalhando remotamente em Santa Catarina e Minas Gerais. Histórias como a de Carlos estão se tornando mais comuns. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, o número de profissionais trabalhando de casa cresce 10% ao ano. O trabalho remoto é uma alternativa cada vez mais procurada por quem não tem a obrigatoriedade de estar no escritório, por mães de recém-nascidos e autônomos interessados em baixar seu custo fixo. Veja como ser produtivo trabalhando em casa.

1 - Família, família, negócios à parte
Quem opta pelo home office tem de conscientizar a família de que não está disponível durante o expediente. No início, Carlos, da Genzyme, fez questão de que até a esposa usasse o telefone para falar com ele. A estratégia de Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do Black- Berry, para educar os dois filhos foi usar um boné da empresa para indicar que estava trabalhando. “Quando eu tirava o boné eles pulavam em mim.”

2 - Delimite seu espaço de trabalho
“Se a pessoa não tem um espaço para fazer o escritório, orientamos que delimite um lugar e avise à família que aquele é seu canto de trabalho”, diz Fabio Filho, gerente de desenvolvimento de negócios para a América Latina da Canonical, distribuidora do sistema operacional Ubuntu, com mais de 80% do pessoal trabalhando em casa. “Se for necessário dividir o espaço, estipule horários e evite que o escritório esteja próximo a distrações como home theater”, diz Eliana Tameirão, diretora de relações corporativas da Genzyme, que trabalha em home office há dois anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

3 – Organize seus e-mails
“Quem trabalha com tecnologia pode receber até 1 000 e-mails por dia. O que eu faço é marcar as mensagens com cores diferentes (particulares, colegas, diretorias nacional e internacional).
Assim fica fácil de selecionar e priorizar a leitura”, diz Fabio Filho, que afirma ser necessário ter um “espírito empreendedor” para conseguir trabalhar remotamente.

4 - Use a tecnologia a seu favor
O essencial para quem trabalha em casa é dispor de serviço de internet de banda larga e de uma rede de telefonia eficiente. Ambos os serviços, internet e e-mail, mantêm em sintonia uma equipe que não divide o mesmo espaço. Impressora, scanner, celular, smartphone e até mesmo uma linha de telefone fixo exclusiva para usar durante o período de trabalho ajudam a separar a vida pessoal da profissional.

5 - Não leve o estresse do trabalho para casa
Já que você não terá de se deslocar até o escritório, aproveite as horas a mais dormindo ou acordando mais cedo para fazer exercícios, ler jornal ou conversar com a família. “O profissional pode, às vezes, ‘mover’ seu escritório para o restaurante de um shopping, para arejar a cabeça ou dar umas ‘férias’ para as pessoas da casa”, diz Moacyr, gerente da ResearchIn Motion.

6 - Crie uma rotina diária
A flexibilidade de horário é uma faca de dois gumes, diz Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry: “A vantagem
é que você pode conciliar sua atividade profissional com a vida pessoal. A desvantagem é o profissional começar a trabalhar às 7h e ir até as 22h, sem fazer pausas”. A solução é estipular uma rotina diária, com horário para começar e encerrar o expediente. Moacyr aconselha ainda que o profissional vista algo confortável, porém “não vinculado ao descanso”. Ou seja, nada de pijama.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Metro quadrado mais caro do país

Os compradores de imóveis nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santos e Rio de Janeiro foram os que mais desembolsaram dinheiro no mês passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo do metro quadrado no Sudeste chegou a R$ 746,30 em junho, incluindo materiais e mão de obra, enquanto o custo médio nacional atingiu R$ 701,62.

Em seguida, apareceram as regiões Norte, com valor de R$ 690,94; Sul, com metro quadrado a R$ 686,96; e Centro-Oeste, com R$ 672,72. Os moradores do Nordeste foram os que pagaram menos: R$ 655,93.

Ao analisar os dados por estado, o IBGE descobriu que o preço do metro quadrado no Mato Grosso disparou em junho, com alta de 3,75%. No acumulado de 12 meses, o estado também foi destaque porque registrou a maior alta, de 14,26%, no custo do metro quadrado de construção.
No mês passado, o estado que ganhou o prêmio de metro quadrado mais caro foi o Rio de Janeiro. Para se construir aqui, foi preciso desembolsar R$ 787,77. No mesmo mês, o valor médio no Rio Grande do Norte foi o menor: R$ 610,07.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Giorgio Armani vai projetar apartamentos de luxo em Roma

A divisão Casa da empresa do estilista italiano Giorgio Armani vai decorar o interior de apartamentos de alto padrão em Roma, como parte de um projeto de conversão de um edifício histórico em um complexo de apartamentos de luxo que contarão com vários serviços.

Cerca de 62 apartamentos estão sendo planejados dentro do projeto Cavour220, um bloco residencial ocupando 12 mil metros quadrados e composto de seis edifícios interligados, dispostos em torno de um jardim.

Cada apartamento terá sua planta própria, que poderá ser modificada, com acabamento e mobília adaptados aos gostos pessoais de seus proprietário, a partir da base de layouts e acabamentos propostos pela Armani/Casa.

Os proprietários também terão direito a um serviço de atendimento pessoal (concierge), disponível 365 dias por ano, para ajudá-los com a manutenção dos apartamentos, serviços de babá, reservas em restaurantes, compra de ingressos para o teatro e organização de viagens.

"O esquema foi concebido a partir do desejo de transformar as construções antigas de um bairro nas encostas do monte Palatino em um complexo residencial de alto padrão, sofisticado e de vanguarda", disse Armani em comunicado à imprensa.

O complexo fica na Via Cavour, que leva ao Coliseu, e envolve também a construtora Europa Risorse e a Doughty Hanson & Co European Real Estate Fund II.

Os primeiros apartamentos ficarão prontos para ocupação no primeiro semestre de 2010.

Fonte: Reuters