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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um alvará não torna uma casa noturna segura em São Paulo

Por conta da estúpida e dolorosa tragédia dos 231 mortos em Santa Maria (RS), muito se discute sobre a falta de alvará para funcionamento da boate que pegou fogo.
 
Não posso dizer como ocorre em Santa Maria, mas em São Paulo, que congrega a maior quantidade de casas noturnas do país, um alvará pode não significar absolutamente nada. Há locais que o possuem e estão dentro das normais. Mas outras totalmente irregulares também contam com o documento. Uma das razões é a velha e conhecida máfia que se estabelece em torno do processo de emissão e fiscalização de licenças de bares, restaurantes e casas noturnas na cidade.
 
Muitos já se escreveu sobre isso: de diretores de órgão públicos que ficaram milionários dando licenças para grandes empreendimentos, shopping centers que funcionam sem poder funcionar até funcionários que reclamam de perseguição (quando pedem propina para continuar o trabalho). O fato é que qualquer prefeito que tentar mudar essa realidade, desburocratizando e digitalizando os processos de obtenção de certidões e licenças e punindo os servidores públicos corruptos, por exemplo, é bem capaz de cair antes da própria máfia.
 
Sob o impacto do que ocorreu em Santa Maria, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad determinou a criação de uma comissão para verificar se a legislação para prevenção de incêndios em locais fechados está adequada à cidade, aprofundar a atuação do poder público e evitar que tragédias semelhantes ocorram. Agora, precisa combinar isso com os russos, como diria Garrincha. Porque lei é letra morta se a fiscalização não operar de acordo com ela.
 
Conversei com envolvidos com essa rede que pediram para não serem identificados. Para obter uma licença de funcionamento, bares, restaurantes e casas noturnas têm que apresentar à Prefeitura de São Paulo uma série de documentos, como por exemplo, certidão da instalação de gás, laudo de acústica, um vistoria dos bombeiros…
 
O problema é que, não raro, você apresenta tudo, mas o status segue “em análise”. Até que, um dia, um fiscal aparece e te multa por funcionamento sem licença.
 
- Ah, sim temos um problema de morosidade dos processos aqui na repartição, mas você só poderia funcionar depois que tivesse a obtido sua licença.
 
Funcionar sem licença é errado, claro. Mas funcionários do próprio Estado criam dificuldades para o andamento do processo para vender facilidades.
 
Tudo bem, vamos pelo comportamento correto. Você aluga um imóvel, tira todas as certidões e espera a prefeitura conceder o documento antes de abrir o seu bar. Muitas vezes, a prefeitura simplesmente não se manifesta. Depois de um ano, as certidões vencem. Ou “são vencidas” pelo tempo.
 
- Poxa, não sei o que está acontecendo. Já gastei milhares de reais em aluguel jogado fora sem abrir a minha casa noturna, sendo que está tudo ok em questões de segurança. Ninguém me dá um prazo! E se demorar mais seis meses, vou ter jogado meu dinheiro fora.
 – Vou te ajudar. Liga para esse engenheiro aqui, o Robervias. Ele resolve tudo para você. O cara é bom.
Aí você liga e o sujeito aparece para uma reunião.
- Olha, o alvará de casa noturna nesta região custa R$ 30 mil.
– Como é que é? Mas não deveria ser gratuito?
– Hehehe. Não é bem assim que as coisas funcionam.
– Ah, mas meu estabelecimento está de acordo com a lei. Prefiro continuar tentando.
– Boa sorte, então.
 
E as certidões continuam a vencer depois de um ano sem que alguém as analise.
Por vezes, o dono do estabelecimento não possui todas as certidões. Alguns querem economizar com a insegurança alheia. É um pára-raios que falta aqui, uma saída de emergência fora do padrão ali, extintores de incêndio em número insuficiente, um isolamento térmico que não existe. Elementos que deveriam impedir o funcionamento de qualquer lugar que reúna multidões. Nesse caso, um pagamento pode resolver.
 
- Então, estou meio irregular, sabe?
– Vai custar R$ 35 mil para resolver tudo, incluindo o alvará. Pode confiar. Quando sair no Diário Oficial, você me paga.
– E o que garante que, uma vez emitida a licença, eu não dê um calote em você?
– Hahaha. Você não vai.
 
O número daqueles que se beneficiaram dessa prática, sendo empurrados para isso como alternativa oara existir ou que buscaram economizar comprando o direito de funcionar, é tão grande que revelar todas as histórias significaria rever uma quantidade significativa dos estabelecimentos comerciais da cidade. Porque, na prática, poucos são os que tiraram alvará sem passar por uma das situações aqui descritas. Isso significaria fechar alguns, refazer o projeto de outros. Lembrando que, quanto maior o estabelecimento, menor as chances de adequação depois de aberto. Por que? É o poder econômico, estúpido! É só pegar os casos que foram trazidos a público pela mídia e ver que fim deu.
 
Enquanto isso, pessoas que analisam tragédias dizem que é necessário reforçar a fiscalização e criar novas leis. Com as conhecidas denúncias contra a fiscalização de estabelecimentos urbanos que temos no Brasil? Sem combater a corrupção antes? Isso seria enxugar gelo. Há funcionários públicos que não compactuam com isso. Outros fazem vistas grossas para sobreviver na selva. E, claro, parte deles é do esquema. Portanto, melhor seria “refazer” a estrutura, praticamente a partir do zero, criando processos transparentes e rápidos e impedindo a política do “faz-me rir”.
 
São Paulo não é marcada por grandes tragédias em incêndios de casas noturnas, apesar da profusão delas. Mas fica a pergunta: uma cidade como a nossa está preparada para garantir que isso não vá ocorrer de fato? É possível resolver o drama da fiscalização, no sentido de que ela garanta segurança a quem utiliza os estabelecimentos comerciais e os locais públicos da cidade? Ou São Paulo continuará bradando seu moralismo hipócrita de que é preciso manter nossos jovens seguros, criando regras para inglês ver e escondendo a cabeça debaixo da terra quando investimentos tiverem que ser feitos para adequar negócios à lei?
 
Fonte: Leonardo Sakamoto
Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Construtoras apostam em apartamentos pequenos de alto padrão em SP

Quem disse que luxo é prerrogativa de apartamento grande? Para atender a uma demanda farta em São Paulo, a de jovens profissionais em boa situação financeira, crescem os lançamentos de apartamentos compactos de alto padrão.
 
Em geral, esses imóveis têm de 30 metros quadrados a 55 metros quadrados, são em formato estúdio (sem paredes internas) e oferecem serviços de arrumação básica, estacionamento com manobrista e, em alguns casos, posto de recarga para carros elétricos, recursos que costumam ser cobrados à parte da taxa condominial.
 
Para ficar com cara de hotel, um "concierge" e uma secretária trilíngue também podem fazer parte do pacote.
 
Em bairros nobres como Vila Madalena, Brooklin, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Jardim Anália Franco, os compactos de alto padrão viraram nicho para investimento.
 
No Living Design Vila Madalena, 80% das unidades vendidas tiveram esse destino, segundo Guilherme Rossi, dono da incorporadora GR Properties. O empreendimento oferece limpeza das unidades, costura, sapataria, lavanderia, personal trainer, bufê, massagista e manicure.
 
Por um apartamento de 34 metros quadrados no condomínio, o administrador Marcio Prado, 36, pagou pouco mais de R$ 400 mil (cerca de R$ 12.000 por metro quadrado). Ele diz ter "pago caro", mas planeja recuperar o investimento alugando o imóvel. Se já estivesse pronto, afirma que pediria R$ 3.500 por mês.
 
"É num desses que um garoto de 22 anos quer morar; se não pode comprar, aluga".
 
Cyro Naufel, da imobiliária Lopes, atribui o alto percentual de investidores à boa localização dos edifícios e à dificuldade de encontrar aplicação de renda fixa com bom retorno, em cenário de Selic (taxa básica dos juros) a 7,25%, menor nível histórico.
 
Alugando o imóvel mais à frente, Naufel diz que o proprietário visa a garantir o pagamento da prestação com o rendimento do aluguel.
 
O presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, vê com entusiasmo o segmento para quem investe: "O preço de morar nessa ilhas de prosperidade é elevado, e por isso há um grande índice de investidores".
 
Fonte: Daniel Vasques, Folha de São Paulo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Prefeitura de SP quer construir shoppings sobre terminais de ônibus

A Prefeitura de São Paulo pretende lançar programa em conjunto com a iniciativa privada para a construção de shoppings sobre terminais de ônibus da cidade, segundo apurou a reportagem com um representante da gestão de Fernando Haddad nesta sexta-feira (25). De acordo com a proposta inicial, quatro dos 31 terminais já foram selecionados para receber a iniciativa.
 
Para sair do papel, o projeto deve ser aprovado pela Câmara Municipal. A prefeitura estuda o modelo de parceria público-privada para os contratos com empresas que serão responsáveis pelos espaços. O projeto da Prefeitura deve ser enviado para votação em fevereiro, quando os vereadores voltam do recesso.
 
O objetivo é conseguir recursos para a administração municipal com o aluguel das lojas. O dinheiro arrecadado deve ser utilizado na reforma e manutenção dos atuais terminais e na construção de novos.
 
Segundo a proposta inicial, quatro locais passariam a ter centros comerciais. No Centro, os escolhidos foram os terminais Bandeira e Parque Dom Pedro 2º. Na Zona Sul, foram selecionados os terminais Grajaú e Campo Limpo.
 
As lojas serão construídas sobre a estrutura do terminal e devem ser similares aos modelos dos Shoppings Tatuapé e Santa Cruz, segundo o governo. Não foram divulgados outros detalhes do projeto.
 
Futuramente, a ideia é que os centros comerciais cheguem a outros terminais de regiões populosas da cidade, como Santana e Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte.
 
A Prefeitura avalia que, com a verba das PPPs, será possível modernizar o método de embarque e desembarque dos passageiros e das informações fornecidas, como com a colocação de paineis que mostram o itinerário do veículo e tempo de espera. O recurso ainda não está disponível atualmente em todos os locais.
 
Ainda de acordo com a Prefeitura, a medida também será uma forma de acelerar a expansão do transporte urbano em São Paulo. Na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) havia promessa de entregar nove nos terminais urbanos, mas somente dois foram concluídos: Campo Limpo e Pinheiros.
 
Como funciona a parceria público-privada

 As chamadas PPPs são contratos de prestação de serviços ou obras firmados por entre 5 ou 35 anos entre empresas e o governo federal, estadual ou municipal. A principal diferença em relação às concessões é a forma de pagamento.
 
Na concessão comum, a remuneração da empresa vem de tarifa cobrada ao usuário. Nas PPPs, as empresas são pagas diretamente pelo governo ou pela combinação de tarifas cobradas mais recursos públicos. O pagamento é vinculado ao cumprimento de metas estabelecidas em contrato.
 
Fonte: Tatiana Santiago do G1 São Paulo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Professor de matemática aposentado constrói casa dobrável em Itapetininga (SP)

Um professor aposentado inventou um novo modelo de moradia em Itapetininga (170 km de São Paulo). Aos 68 anos, Osmar Pereira Cardoso, que lecionou matemática e física durante 35 anos, inventou uma casa desmontável e dobrável que pode ser levada para qualquer lugar.
 
O projeto "popular e social", que custou R$ 25 mil, foi idealizado há dois anos e meio e trata-se de um imóvel de 1,2 tonelada e 13,78 metros quadrados, que possui três cômodos –quarto, cozinha e banheiro.
 
A casa de madeira garapeira foi construída em cerca de dois meses, com a ajuda do serralheiro Arlindo Nanini. "A grande diferença dos outros imóveis é que ela é barata e desmonta como um guarda-roupa, assim a pessoa pode levá-la para onde quiser. Em qualquer terreno ou até mesmo em uma garagem ela fica bem instalada", disse Cardoso.
 
Segundo o inventor, a estrutura tem oito parafusos especiais de alta pressão que dão sustentação. Por isso, se precisar mudar de local, é só desmontar e levar para qualquer lugar na carroceria de um caminhão. "A ideia é vender a estrutura em módulos, assim a pessoa pode ir aumentando a casa de acordo com suas condições", disse.
 
Antes de divulgar a invenção e patenteá-la, Cardoso fez testes com os materiais utilizados. As paredes têm cerca de seis centímetros e são feitas de chapas de aço revestidas com lã de vidro. "Com esse revestimento, a casa não fica quente. A lã de vidro protege contra o calor, além de eliminar os ruídos, ou seja, você não tem problema com o barulho", diz.

Cama, geladeira, fogão e pia

Além disso, ele garante que o imóvel é seguro, uma vez que é feito de metalon, com hastes de ferro e cantoneiras. "Tudo foi devidamente testado." O imóvel ainda tem uma caixa d’água no lado externo que garante o abastecimento nas torneiras. "Dentro do espaço há lugar para cama, geladeira, fogão, pia e até máquina de lavar roupa."
 
O projeto, que ainda não foi aprovado pela prefeitura da cidade, foi batizado de ‘Jabuty’, em alusão ao jabuti, um réptil mais rápido que ‘carrega a casa nas costas’ devido à carapaça ao entorno do corpo onde consegue ficar totalmente recolhido.
 
Segundo Cardoso, a invenção já despertou o interesse de empresas. Ele disse que o objetivo principal não é comercial, mas social. Para ele, a simplicidade e o baixo custo poderão garantir moradia a muita gente. "É uma opção barata, principalmente para estudantes que precisam deixar suas famílias e para quem quer morar sozinho. Esta é uma opção superbarata e acessível para a população", diz.
 
Fonte: Fabiana Marchezi do UOL, em Campinas

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

MPF denuncia a Caixa por irregularidades no financiamento do "Minha Casa, Minha Vida"

O MPF (Ministério Público Federal) no Espírito Santo ajuizou ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal pela prática de “venda casada” nos financiamentos relativos ao Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. De acordo com as investigações, a Caixa oferecia taxas reduzidas aos consumidores que adquirissem outros serviços do banco.
 
De acordo com a denúncia, o banco omitia informações relevantes a respeito dos financiamentos – como a não necessidade de abrir uma conta corrente para ter o pedido de crédito analisado –, induzindo os clientes a abrirem contas correntes, movimentá-las, quase que exclusivamente para o pagamento de prestações.
 
Para o MPF, os casos observados durante as investigações caracterizam claramente violação ao artigo 39 do CDC (Código do Direito do Consumidor), no qual se estabelece que é vedada a prática de venda casada, isto é, condicionar a venda de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. Também de acordo com o CDC, a oferta de informações inverídicas ou mesmo a omissão de dados relevantes aos consumidores infringem direito básico dos consumidores.
 
Tendo em vista que as violações foram cometidas em tema envolvendo o direito fundamental à moradia, gerando perda de credibilidade no Estado e nas instituições, além de sensação de desamparo, angústia e indignação nos consumidores, o MPF pede que a Caixa seja condenada ao pagamento de multa no valor de R$ 500 mil por dano moral coletivo e que divulgue em suas agências e empresas terceirizadas, em local visível e de fácil acesso, as principais informações acerca dos financiamentos imobiliários.
 
Como forma “punitiva/pedagógica”, o MPF requer que a Caixa deixe de exigir a aquisição de outro produto ou serviço como condição para a análise e deferimento do financiamento e que não faça distinção de tratamento entre consumidores correntistas e não-correntistas, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por consumidor lesado.
 
A ação é válida para os municípios de Boa Esperança, Conceição da Barra, Jaguaré, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, São Mateus e Vila Pavão.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Conheça sete hotéis no Caribe que oferecem mais do que um lugar ao sol

A boa notícia para os hotéis do Caribe é que eles não precisam fazer muito esforço para atrair turistas – as praias e o mar já dão conta do recado. A má notícia é que essas vantagens são oferecidas por qualquer hotelzinho, obrigando os proprietários a trabalharem em dobro para se destacarem da multidão. Muitos hotéis aceitaram o desafio: um deles inaugurou quartos a céu aberto, outro está ajudando animais abandonados a encontrarem adotantes, enquanto um terceiro tira proveito do fato de já ter sido um estúdio de gravação. Alguns acabaram de abrir as portas, enquanto outros são antigos edifícios reformados que ajudam a lembrar os hóspedes da razão pela qual esses lugares são tão especiais. A seguir, uma lista com sete hotéis que oferecem muito mais que um lugar ao sol neste verão:
 
Jamaica
 
Geejam
Localização: Port Antonio, na costa norte, a duas horas do Aeroporto Internacional Norman Manley, em Kingston.
 
O que rola: Novos hotéis e um clube de praia ligado a um estúdio de gravação.
A história: O produtor musical Jon Baker era dono do estúdio de gravação Geejam, que foi utilizado por bandas famosas como o No Doubt. Entretanto, o empresário o transformou em um hotel de cinco quartos em 2007. Agora, Baker está abrindo dois novos hotéis (ambos reformas de prédios mais antigos) e um clube de praia com jardim botânico e restaurante ao longo da escarpada costa de Port Antonio. Todas as atrações ficam a cerca de 10 minutos de carro umas das outras. O primeiro hotel, o Trident, deverá abrir as portas no mês que vem, com piscinas fundas e banheiras ao ar livre na maior parte dos 13 quartos. Perto dali, uma suntuosa propriedade conhecida como Castle vai abrigar oito quartos e um restaurante exclusivo para hóspedes. Em abril, Baker e os sócios abrirão um restaurante com jardim botânico no Blue Lagoon, um local muito apreciado pelos banhistas.
Preços e reservas: Os quartos do Geejam custam a partir de 395 dólares por noite, os do Trident a partir de 750 dólares e os do Castle a partir de 250;
geejamhotel.com.

St. Thomas

Frenchman's Reef e Morning Star Marriott Beach Resort
Localização: Costa sul de Charlotte Amalie Harbor.
 
O que rola: Um novo spa, piscina exclusiva para adultos e um restaurante reformado.
A história: No outono de 2011 o Frenchman's Reef Marriott, de 302 quartos, que compartilha o terreno de 7 hectares com o Morning Star Beach Club, reabriu as portas após uma reforma que durou seis meses e custou 48 milhões de dólares. Entre as novidades estão uma piscina infinita exclusiva para adultos e um spa ampliado. Muitos dos nove restaurantes foram reformados e os quartos foram atualizados, recebendo colchões e roupas de cama luxuosos.
Preço e reservas: Quartos a partir de 199 dólares;
frenchmansreefmarriott.com.

Barbados


The Crane Residential Resort
Localização: Sudoeste de Barbados
 
O que rola: Novas suítes no histórico hotel com um museu na região.
A história: Aberto em 1887 com 18 quartos, o Crane atualmente possui 252 quartos nos 16 hectares de terreno montanhoso. Vinte suítes com vista para o campo receberam cozinhas privativas no verão deste ano; além disso, os quartos do último andar possuem decks com piscinas privativas e os quartos do térreo, exclusivos jardins com piscina. Outra novidade é a construção de um vilarejo de 5.000 metros quadrados, onde um museu histórico será inaugurado no mês que vem.
Preços e reservas: Quartos a partir de 255 dólares (estadia mínima de 5 noites, entre 22 de dezembro e 4 de abril);
thecrane.com.

República Dominicana


The Bannister Hotel
Localização: Na costa da península de Samana, no nordeste da República Dominicana.
 
O que rola: Voos diretos de Nova York.
A história: Até o momento, 80 por cento dos hóspedes do hotel Bannister, um luxuoso hotel butique de 48 quartos com vista para a única marina da escarpada península de Samana, são dominicanos. Mas isso tudo pode mudar depois que a JetBlue começou a fazer os primeiros voos diretos do aeroporto JFK para o Aeroporto Internacional El Catey, na península. É muito fácil se apaixonar pelo Bannister. O hotel faz parte do conjunto residencial Puerto Bahia, composto de 185 casas e apartamentos de veraneio. Cada um dos quartos, que vão de estúdios a apartamentos de dois dormitórios, tem cozinha e vista para a baía de Samana.
Preço e reservas: Quartos a partir de 161 dólares;
thebannisterhotel.com.
Aruba
 

Bucuti & Tara Beach Resort
Localização: Em Eagle Beach, o distrito de hotéis de Oranjestad.
 
O que rola: Diretos dos animais.
A história: Esse resort de 104 quartos exclusivo para adultos pertence a Ewald Biemans, um austríaco que adotou 10 cães e 40 tartarugas terrestres; o empresário também ajuda os hóspedes a levarem animais de rua ao voltar para casa. Para comemorar os 25 anos do resort, Biemans fará uma campanha para salvar ninhos de tartarugas e para apoiar santuários da vida selvagem.
Preços e reservas: Quartos a partir de 308 dólares com café da manhã;
bucuti.com.

St. Lucia

Ladera
Localização: No extremo sul da ilha, entre as montanhas Petit.
 
O que rola: Mais suítes abertas de um lado e mordomos.
A história: Para comemorar o aniversário de 20 anos, o Ladera irá inaugurar cinco suítes de um quarto em janeiro, elevando para 37 o número de quartos do hotel. As novas suítes terão vista para as montanhas Piton e para o oceano, 33 metros abaixo. Do lado do mar, as suítes são abertas e oferecem uma piscina privativa. Além disso, as cinco suítes possuem serviço de mordomo.
Preço e reservas: Quartos a partir de 400 dólares;
ladera.com.

Porto Rico


Ritz-Carlton, Dorado Beach
Localização: No litoral norte, cerca de 30 quilômetros a oeste de San Juan.
 
O que rola: O resort já pertenceu a um membro da família Rockefeller e foi expandido e atualizado.
A história: O Dorado Beach foi aberto por Laurance S. Rockefeller em 1958 em uma área com 1,5 quilômetros de praias exclusivas, mas foi comprado pelo Ritz-Carlton e transformado em um hotel de 115 quartos que será inaugurado no dia 12 de dezembro, contando com 566 hectares de campos de golfe. Todos os quartos têm vista para o mar e possuem chuveiros internos e externos, alguns com piscinas privativas.
Preço e reservas: Quartos a partir de 1.600 dólares;
ritzcarlton.com

domingo, 30 de dezembro de 2012

Franquias imobiliárias têm custo a partir de R$ 40 mil

O aquecimento do mercado imobiliário no Brasil nos últimos anos favoreceu a criação de franquias no segmento. Devido ao alto valor das transações de imóveis, o intermédio profissional é imprescindível para checar se o imóvel negociado pode ser comercializado. Além de franquias para aluguel, compra e venda de imóveis, há também para prestação de serviços de administração de condomínios.
 
O investimento inicial é a partir de R$ 40 mil para uma unidade da Manager e de R$ 130 mil para a Auxiliadora Predial, ambas administradoras de condomínios. Para as imobiliárias Alto Padrão, Century 21, Paulo Roberto Leardi e Guarida, o investimento inicial é de R$ 90 mil, R$ 107 mil, R$ 135 mil e R$ 145 mil, respectivamente. Na Rede Morar, há a opção de licenciamento de marca por R$ 15 mil.
 
Flávio Fleury, superintendente da Rede Morar, explica que o empreendedor que opta pelo licenciamento de marca já possui uma imobiliária própria e passa a contar com um nome forte sem que a licenciadora interfira nos seus processos de gestão, diferentemente do que acontece com as franquias, que padronizam processos.
“O empresário não perde o controle do seu negócio e tem acesso a uma série de benefícios. Passa a participar de um ambiente de operação em rede, o que potencializa a realização de negócios e amplia sua carteira de produtos, sem limitação territorial”, afirma.
 
Experiência anterior é aliada do empreendedor
 
Segundo Gilberto Yogui, diretor-tesoureiro do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo), quem abre uma imobiliária, normalmente, são corretores que já têm um tempo de experiência e resolvem investir na própria empresa. "Isso é bom porque ele já tem conhecimento do mercado e da legislação".
Para abrir uma imobiliária, mesmo que por meio de franquia, é necessário registrar o negócio no Creci e nomear um corretor credenciado no órgão que será o responsável-técnico.
Rogério Feijó, gerente de relacionamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising), diz que o conhecimento do mercado aumenta as chances de a empresa dar certo. "Só o suporte da franqueadora não vai ajudar se o empreendedor não tiver uma carteira de clientes e conhecer como funciona o ramo imobiliário."
De acordo com Feijó, o ramo imobiliário no Brasil sempre foi muito tradicional e as franquias permitem que os pequenos negócios adotem um modelo profissional e ampliem seu potencial de faturamento. “Muitas vezes, uma imobiliária pequena não tem estrutura para suportar grandes transações e acaba perdendo bons negócios. A franquia traz tecnologia, conhecimento e modelos de contrato mais adequados à realidade do mercado hoje”, afirma.
Para ele, o mercado o brasileiro tem muitas oportunidades no segmento de franquias do ramo imobiliário, seja para compra e venda de imóveis ou para administração de condomínios.
“O desenvolvimento do Brasil está trazendo várias oportunidades, tanto nas capitais, com grandes construções, como em cidades do interior. A construção de shopping centers em cidades menores, por exemplo, movimenta o mercado imobiliário local. Da mesma forma, tem crescido a demanda por serviços de administração, pois atuar em rede proporciona compartilhamento de serviços e redução de custos para o responsável pela gestão e para o contratante”, declara.

Alto Padrão imobiliária: investimento inicial de R$ 90 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro). Faturamento médio mensal de R$ 45 mil e lucro médio mensal de R$ 20 mil. Retorno do investimento entre quatro e 12 meses


Auxiliadora Predial imobiliária e administração de condomínios: investimento inicial a partir de R$ 130 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro). Não divulga faturamento médio mensal e lucro médio mensal. Retorno do investimento entre seis e 12 meses

Century 21 imobiliária: investimento inicial de R$ 107 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro). Faturamento médio mensal de R$ 50 mil, não divulga lucro médio mensal. Retorno do investimento estimado em 14 meses


Guarida imobiliária - investimento inicial em torno de R$ 145 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro). Faturamento médio mensal de R$ 70 mil e lucro médio mensal de cerca de R$ 12 mil. Retorno do investimento entre 18 e 22 meses

Paulo Roberto Leardi imobiliária - investimento inicial a partir de R$ 135 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro). Faturamento médio mensal de R$ 120 mil e lucro médio mensal de R$ 21.600,00. Retorno do investimento entre 18 e 24 meses


Manager administração de condomínios: investimento inicial de R$ 40 mil (taxa de franquia + capital de giro. Não há custos de instalação, pois a franquia é home-based, ou seja, não necessita espaço físico para atendimento a clientes). Faturamento médio mensal de R$ 20 mil e lucro médio mensal de R$ 8 mil. Retorno do investimento em 24 meses

Rede Morar imobiliária: tem modelo de franquia e é filiada à ABF, mas atualmente trabalha com licenciamento de marca. A taxa de adesão é de R$ 15 mil e há uma mensalidade de R$ 800,00. Não divulga faturamento médio mensal, lucro médio mensal e prazo de retorno do investimento

Fonte: Larissa Coldibeli / UOL

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Brasil possui mais de 1 milhão de casas sem luz

Brasil ainda possui mais de 1 milhão de casas sem luz, quase o triplo do anteriormente estimado pelo governo.
É o que mostrou um levantamento feito a pedido da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pelas 17 distribuidoras de energia do país cujos serviços ainda não foram universalizados --ou seja, que possuem lares em sua área de atuação sem ligação elétrica.
 
Segundo as empresas, serão necessários R$ 17,3 bilhões para levar luz a todas as residências.
Até então, o governo federal estimava haver apenas 378 mil casas sem energia elétrica no país, usando como base os dados do Censo 2010, do IBGE.
O número subsidiou a decisão do governo, em 2011, de instituir uma nova fase do programa Luz para Todos, com metas de universalização até 2014.
Diante dos novos dados, oito das 17 distribuidoras passaram a pleitear a prorrogação da data estipulada pelo governo.
No caso dos Estados de Tocantins, Bahia e Mato Grosso, por exemplo, onde há cerca de 380 mil casas sem luz, as empresas pedem que o prazo seja protelado para 2027.
Criado em 2003 para acabar com a "exclusão elétrica do país", o Luz para Todos atendeu cerca de 14,4 milhões de residências, segundo cálculos do governo.
PRORROGAÇÕES
O programa, cujo prazo inicial terminaria em 2008, já foi prorrogado por duas vezes. Até o momento, foram investidos R$ 20 bilhões. Destes, R$ 14,5 bilhões foram repassados às distribuidoras pelo governo federal.
A revisão das datas para universalização das oito distribuidoras ainda serão julgadas pela Aneel.
O pedido das distribuidoras entrou na pauta da reguladora no dia 18 de dezembro, porém a decisão foi adiada para o ano que vem diante do pedido de vistas de um dos diretores. Segundo a agência, ainda não há previsão para que ao assunto volte à pauta.
Fonte: Renata Agostini - Folha de São Paulo 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saiba o que observar na estrutura do telhado para não ter dor de cabeça na época das chuvas

 
As importunas goteiras dentro de casa são o sinal mais evidente de que o telhado está com problemas. Este e outros sintomas como infiltrações e transbordamento de água na calha podem incomodar muito os moradores, em especial no verão, quando as chuvas são mais frequentes e volumosas.

Para não ter dores de cabeça -ou baldes repletos pela água das goteiras-, aprenda a observar e verificar quando é necessária uma vistoria especializada e posteriores reparos. E mais: entenda a importância de uma manutenção preventiva em favor do bom estado da cobertura de sua residência.

Identifique os indícios
 
Quando já se teve problemas com o telhado, vem a pergunta: será que minha telha é resistente às intempéries? Para Aguinaldo Sousa, supervisor da Telhatec (empresa especializada em manutenção de coberturas), comparando os principais materiais comercializados, as telhas de fibrocimento são mais duráveis do que as de cerâmica, desde que colocadas corretamente.
 
No entanto, é essencial que toda a estrutura, incluindo o madeiramento de sustentação, ofereça escoamento eficiente das águas da chuva, independentemente do material da telha. Por isso, atente para que todo sistema do telhado seja bem projetado e instalado.
 
Quando a estrutura é mal-feita ou está com defeito, a água começa a não fluir adequadamente resultando em indícios nada agradáveis que vão além das goteiras: manchas de umidade no forro ou no madeiramento, desalinhamento das telhas e obstrução ou deformação de calhas e condutores são os mais comuns.
 
O engenheiro civil e diretor da Figueiredo & Associados, Flávio Figueiredo, alerta que qualquer vão ou trinca no telhado deve ser observado com cautela, porque onde passa luz também escorre a água. Afundamentos ou arqueamentos, ou seja, alterações proeminentes na estrutura são sintomas graves e que podem resultar em desabamento.

"Uma dica, caso sua casa fique próxima a um prédio, é pedir ao síndico do edifício para subir e observar seu telhado por cima. De lá, poderá visualizar algum problema", sugere Figueiredo.

Não suba no telhado
 
Constatado um provável problema através de um destes alertas, não tente consertar o telhado sem a ajuda de um profissional especializado. Realizar reparos na cobertura externa pode trazer sérios riscos de queda devido à altura e de choque, caso, por exemplo, a calha metálica esteja próxima da rede de distribuição de energia elétrica.
 
 
De acordo com Figueiredo, apesar de o trabalho às vezes parecer fácil, como a simples troca de uma telha, os cuidados com segurança, tomados pelo profissional na vistoria e no conserto, são indispensáveis. "Por isso, quando for contratar alguém, o ideal é assegurar em contrato ou mesmo em um documento impresso e assinado, o cumprimento e uso dos EPIs, os equipamentos de proteção individual", recomenda. Entre os itens estão o sapato com solado antiderrapante, óculos de proteção, capacete, cinturão de segurança e luvas de raspa.
 
Manutenção preventiva
 
Conforme diz Sousa, se o telhado for bem instalado, com sistema de inclinação e materiais apropriados, e tiver a conservação adequada, sua durabilidade pode variar de 15 a 40 anos. Por isso, fazer a manutenção preventiva de toda estrutura é imprescindível.
 
Entre os principais pontos inspecionados estão: a ancoragem da estrutura, ou seja, os elementos estruturais que suportam a cobertura; o encaixe e alinhamento das telhas e se há unidades mal fixadas ou quebradas, bem como o estado das calhas e condutores.
 
O ideal é realizar a vistoria durante a época de estiagem do ano, normalmente, entre os meses de junho a setembro. Neste período de menor precipitação, caso necessário, o profissional pode tranquilamente destelhar parte da cobertura, substituir telhas danificadas e fazer reparos no madeiramento. "Em épocas úmidas as telhas de cerâmica, quando molhadas, ficam mais suscetíveis à quebra ao serem pisadas", completa Figueiredo.
 
Ainda dá tempo
 
Como já começou o período de chuvas, se programe para realizar a manutenção preventiva no próximo ano. Porém, ainda dá tempo de verificar as calhas e condutores e evitar a obstrução por folhas e o comprometimento de toda estrutura.
 
A necessidade de limpeza das calhas varia de acordo com a localização de sua residência. Por exemplo, se seu vizinho for um edifício, o duto pode entupir por detritos e objetos jogados pelos moradores do prédio, por isso, cheque frequentemente seu estado.
 
É aconselhável também limpar a cada dois meses calhas e condutores caso sua casa fique bem próxima a árvores de grande porte. "Mas não existe regra quanto à frequência na manutenção, o recomendado é sempre observar a estrutura", enfatiza o engenheiro.
 
Se conseguir acessar a calha pelo lado externo da casa, sem precisar subir no telhado, o trabalho de limpeza do escoadouro não demanda necessariamente a contratação de um profissional especializado. No entanto, certifique-se de sua total segurança devido à altura, proximidade da rede elétrica e ao uso de escada para execução da tarefa. E para evitar escorregões e choques elétricos, não faça a limpeza em dias chuvosos.
 
Ainda nesta época do ano, vale ficar atento ao telhado após tempestades com ventos fortes. A intensidade de um vendaval pode ser suficiente para remover ou deslocar telhas e, consequentemente, provocar vazamentos pontuais de água. Nestes casos, uma avaliação técnica e reparos emergenciais provavelmente serão necessários. "Quanto ao uso de material impermeabilizante (como mantas ou aditivos líquidos), o próprio profissional pode indicar o melhor material para cada ocorrência, caso seja preciso", explica Sousa.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Donald Trump anuncia construção do maior conjunto comercial do país

O bilionário norte-americano Donald Trump anunciou, nesta terça-feira (18), que vai investir na construção do maior complexo de torres comerciais do Brasil, Trump Towers Rio de Janeiro. O valor total de vendas pode chegar a R$ 6 bilhões.
O complexo corporativo será erguido em frente a área portuária do Rio de Janeiro.
 
O projeto terá cinco torres de 150 metros de altura, 38 andares, construído em um terreno de 32 mil metros quadrados na zona portuária do Rio de Janeiro. A construção dos dois primeiros prédios terá início no segundo semestre de 2013, e todas as cinco torres estarão concluídas até 2016.
 
O projeto das Trump Towers Rio de Janeiro será desenvolvido numa parceria entre a MRP International, a Even Construtora, líder do mercado imobiliário em São Paulo, e a Organização Trump. As Trump Towers não serão de propriedade de Donald Trump. O MRP Group pretende licenciar o uso do nome Trump.
 
Bilionário
Donald Trump ficou mundialmente conhecido por seu reality show exibido na NBC, “The Apprentice”. Ele já faliu quatro vezes e conseguiu recuperar sua fortuna. Seu patrimônio é estimado pela revista "Forbes" em US$ 2,9 bilhões.
O megaempresário é dono da Organização Trump, que tem como principal fonte de lucro a rede hoteleira de luxo Trump Hotel Collection, com hotéis nos Estados Unidos, Canadá e Panamá.
O americano já estudava ingressar no mercado da América Latina e o anúncio do empreendimento no Brasil inaugura esta nova era de investimentos.
Segundo Donald Trump Jr., vice presidente executivo das Organizações Trump, que esteve com o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, o grupo pretende ainda buscar outras oportunidades no mercado hoteleiro.
"O Brasil é um país que está em surgimento no mercado, e queremos trazer o sabor Trump para o mercado de ultra-luxo. Vamos acertar os detalhes finais nas próximas semanas. Estamos muito interessados nesse mercado", afirmou Trump Jr.
 
De olho nos grandes eventos
O empresário americano está de olho nos grandes eventos que o Rio de Janeiro irá sediar nos próximos anos, como a Copa do Mundo, em 2014 e, em especial, as Olimpíadas de 2016.
O projeto será costruído na região portuária.
O Rio se inspirou em Barcelona para a recuperação de sua zona portuária. O Porto Maravilha é a maior PPP (Parceira-Público-Privada) do país, envolvendo recursos da ordem de R$ 8 bilhões. A promessa é de recuperação de uma área urbana de 5 milhões de metros quadrados em pleno centro do Rio de Janeiro.
A meta, segundo a CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto), é construir 4 km de túneis, abrir uma via expressa de alta velocidade às margens da baía de Guanabara, próximo aos armazéns portuários, uma nova avenida chamada Binário, além de demolir, a partir de 2013, 4,5 km do viaduto da Perimetral, o ponto mais polêmico do projeto.
O potencial construtivo da região é de 6 milhões metros quadrados com prédios de até 50 andares.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Duas vacas caem juntas em buraco de fossa em construção no interior de Goiás

Duas vacas caíram 3,5 metros em um buraco de fossa séptica ainda em fase de construção, no bairro Lago Azul 2, da cidade de Goianira (22 km de Goiânia). A equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada pela proprietária da obra, Maria dos Passos Limas, 38, para o resgate de apenas um dos animais.

Mas ao chegar ao local, o 3º Sargento Israel Beltrão conta que foram encontradas duas vacas no fundo do poço. O acidente aconteceu no início da tarde de terça-feira, 27. A retirada dos animais começou por volta das 15 horas e demorou cerca de uma hora.

Segundo o sargento, a remoção das vacas demandou cuidado para evitar mais lesões. A equipe formada por cinco oficiais precisou utilizar tripés e cabos para puxá-las. Uma das vacas teve escoriações, mas não foram constatadas fraturas.

Os proprietários dos animais não apareceram no local, próximo à zona rural que está em fase de expansão urbana. Os bombeiros foram acionados pelos responsáveis pela construção da casa.

Logo após a ocorrência, as duas vacas foram soltas nas proximidades do loteamento e se juntaram ao rebanho que circulava pelas redondezas. A fossa foi cercada para evitar novos acidentes.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Para comprar imóvel com segurança, é preciso até saber se o dono tem namorada

Para comprar com segurança um imóvel, é preciso verificar documentos do proprietário. Um deles é algo que comprove se o dono ou dona tem uma namorada ou namorado. Isso porque uma relação estável pode dar margens a divisão de bens, numa eventual disputa judicial.

O alerta é da advogada Ivone Zeger. Ela diz que é preciso solicitar ao vendedor do imóvel uma declaração de que ele tem ou não uma relação estável. "Uma namorada pode fazer um pedido de reconhecimento de união estável." Com isso, a pessoa pode solicitar a divisão do bem, cobrar isso do comprador e causar problemas na negociação.

A advogada também ressalta que, para comprar a posse legal do imóvel, o vendedor tem de apresentar a escritura definitiva e o registro. Só com esses dois documentos em mãos ele pode vender o imóvel.

Quem está comprando o imóvel também tem de pedir certidões cíveis e criminais dos últimos dez anos do vendedor.

“É por aí que se vê se ele tem dívidas, por exemplo”, diz a advogada Ivone Zeger. E é preciso ter a certidão de casamento ou a averbação da separação, se for o caso.

Nos cartórios, peça títulos e protestos dos últimos cinco anos do vendedor. Ïsso para evitar que a compra do imóvel seja inviabilizada”, afirma Zeger.

Quem vende o imóvel deve exigir do comprador os mesmos documentos. É preciso fazer um compromisso de compra e venda, mostrando a quantidade de prestações e números dos cheques ou das promissórias, para evitar problemas futuros.

Fonte: Anne Dias

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Preço de m² próximo ao novo estádio do Corinthians sobe até 54% em seis meses

SÃO PAULO – Em seis meses, de janeiro a julho, o preço das casas usadas de dois dormitórios valorizou 54,36% em Itaquera, bairro do estádio que vai sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 na capital Paulista. O metro quadrado saltou de R$ 2.272,66 para R$ 3.508,06, conforme apontou informações do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
 
Em relação aos apartamentos, a maior alta foi nos de três dormitórios, de 17,93%; passando de R$ 2.826,40 em julho para R$ 3.333,13 em agosto.
 
A valorização nos apartamentos de dois quartos foi de 14,86%, com o metro quadrado aumentando de R$ 2.658,49 para R$ 2.826,40 no primeiro semestre.
 
A única queda de preços foi registrada nas casas de três dormitórios, que passou de R$ 2.400,62, no início do ano, para R$ 2.213,51 em julho, recuo de 7,79%.
 
No geral, 64,7% dos corretores e imobiliárias consultados pelo Creci-SP disseram que houve valorização acima de 40%; altas entre 20% e 40% foram apontadas por 29,4% dos entrevistados. Já 5,9% estimam que houve crescimento de até 20% nos valores de casas e apartamentos no bairro.
 
Queda nas vendas

 Apesar do registro de valorização, os corretores e imobiliárias entrevistados disseram que não houve melhoria nas vendas de imóveis usados nos últimos meses. Ao contrário, 80% apontaram redução das vendas. Já 19% afirmaram que o setor melhorou sim. Enfim, o levantamento do Creci-SP confirmou que o bairro Itaquera registrou redução de 12,67% nas vendas.
“Parece óbvio, mas a maior procura por imóveis não está próxima ao futuro estádio do Corinthians, pelo menos até agora”, esclareceu o Creci-SP, informando que 80% dos corretores e imobiliárias disseram que os compradores não se importam com a posição do imóvel em relação ao estádio. No caso, somente 18% disseram ter preferência pelos imóveis vizinhos ao Itaquerão.
 
Tamanho

Tanto as casas quanto apartamentos de um e de dois dormitórios são os mais buscados: 35% da procura total cada. Casas e apartamentos de 3 dormitórios registraram respectivamente 23% e 5,9% das buscas. Segundo o Creci-SP, não houve registro de procura por imóveis de quatro ou mais dormitórios.
 
Fonte: InfoMoney

domingo, 11 de novembro de 2012

Corinthians customiza Itaquerão e integra história, rivalidade e superstição

Ao desenhar o projeto de seu estádio, o Corinthians foi além de detalhes de arquitetura e engenharia: customizou-o ao incorporar sua história, rivalidade, torcida e... uma boa dose de superstição.
 
Quando pisarem no campo, os jogadores estarão 777 metros acima do nível do mar. O número se refere à histórica conquista do Paulista de 77 e ao endereço do clube (rua São Jorge, 777).
 
A rivalidade com o Palmeiras também ganha espaço nas paredes do estádio, ou melhor, em sua vidraçaria.
 
Os vidros internos, externos e das estruturas da arquibancada não correm risco de esverdear. Do tipo "clear vision ultra-white", virão da Itália. Nem tudo o que foi encomendado será seguido à risca. Alguns anseios esbarram na tecnologia.
 
Chegou-se a planejar que a grama fosse preta. Porém se descobriu que o tom mais próximo que se alcançaria seria o cinza, e a grama não teria a resistência suficiente para suportar jogos de futebol.
 
A solução foi encomendar grama de inverno, verde-escura, diferente da de outras arenas, que fica amarelada.
 
Essa grama necessita que suas raízes sejam constantemente refrigeradas e que sua drenagem seja feita a vácuo.
 
Suas raízes são verticais --diferentemente das de outros tipos-- e, por isso, não se enroscam na trava da chuteira, favorecendo o toque de bola.
 
O perfil aerodinâmico da cobertura refletirá ao interior da arena os ecos dos torcedores, amplificando-os. Para reforçar a máxima da "torcida que tem um time", foram banidas da programação visual homenagens a atletas. As imagens serão da torcida.
 
Apesar de vir da estação de metrô Artur Alvim, torcedores adversários não poderão ocupar o setor norte, atrás do gol da Radial Leste. Terão que dar a volta e entrar pelo setor sul --os corintianos não querem ver na plataforma frontal cores rivais.
 
A "customização" não impactou o orçamento. "As parcerias de descontos que o Corinthians fez e as negociações da Odebrecht fizeram [os custos] descer", diz Anibal Coutinho, do escritório Coutinho, Diegues, Cordeiro Arquitetos, responsável pelas obras.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SindusCon-SP participará de estudo sobre verticalização de HIS

As empresas associadas do SindusCon-SP que produzem HIS (Habitação de Interesse Social) participarão de um estudo do professor João Fernando Pires Meyer, do Departamento de Tecnologia da Arquitetura da FAU/USP, sobre a viabilidade de verticalização dos empreendimentos habitacionais e seus impactos positivos sobre as políticas públicas.

Isto é o que foi acertado em participação do professor na reunião de Diretoria do sindicato, em 8 de novembro. Meyer convidou as empresas a lhe enviarem plantas arquitetônicas e os quantitativos, e várias construtoras se dispuseram a fazê-lo. Segundo ele, a partir destas informações serão montados indicadores mostrando que o custo das unidades habitacionais em uma HIS verticalizada cai mesmo com o acréscimo do preço do elevador.

O professor informou que, numa segunda fase, o estudo abrangerá os custos de condomínio dos empreendimentos verticalizados. Serão propostas soluções para diminuir o custo de manutenção, como o uso de lâmpadas LED e mecanismos para a regulagem da parada correta do elevador no nível dos andares sem necessidade de chamar a manutenção técnica.

As empresas que desejarem colaborar com a pesquisa deverão enviar as plantas e os quantitativos (sem os valores) para o coordenador de Produção e Mercado, Elcio Sigolo, pelo email esigolo@sindusconsp.com.br . O professor Meyer assegurou a confidencialidade das informações.

Debate – O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, lembrou que a questão da verticalização de HIS não é consenso nas diversas instâncias governamentais que cuidam da política habitacional. Ele lembrou que o SindusCon-SP integrou um grupo de construtoras que, junto com a Cohab-SP, visitou a fabricante de elevadores Orona, na Espanha, a qual oferecia um elevador resistente a vandalismos e manutenção gratuita pelos primeiros cinco anos.

Já o vice-presidente de Habitação Popular, João Claudio Robusti, pontuou que as diversas esferas de governo se resistem à verticalização, alegando problemas no pós-ocupação (custo elevado do condomínio, inadimplência, vandalismos) ou simplesmente por razões ideológicas.

O vice-presidente Financeiro e Administrativo, Cristiano Goldstein, que integrou o grupo que visitou a Orona, informou que a importação não se concretizou por razões financeiras. Segundo ele, é importante que o estudo seja levado à Caixa, para que projetos verticalizados caibam na faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Para o vice-presidente de Obras Públicas, Luiz Antônio Messias, a questão da depredação acontece também nos conjuntos habitacionais não verticalizados, mesmo com a presença de assistente social. Segundo o professor, esses problemas não se constatam quando a comunidade participa da construção do conjunto habitacional. Além disso, será preciso contabilizar outros gastos de condomínio que ocorrem com a verticalização, por exemplo, com pessoal de portaria.
 
O professor João Fernando Pires Meyer, ao apresentar seu projeto na reunião de Diretoria do SindusCon-SP