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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saiba o que observar na estrutura do telhado para não ter dor de cabeça na época das chuvas

 
As importunas goteiras dentro de casa são o sinal mais evidente de que o telhado está com problemas. Este e outros sintomas como infiltrações e transbordamento de água na calha podem incomodar muito os moradores, em especial no verão, quando as chuvas são mais frequentes e volumosas.

Para não ter dores de cabeça -ou baldes repletos pela água das goteiras-, aprenda a observar e verificar quando é necessária uma vistoria especializada e posteriores reparos. E mais: entenda a importância de uma manutenção preventiva em favor do bom estado da cobertura de sua residência.

Identifique os indícios
 
Quando já se teve problemas com o telhado, vem a pergunta: será que minha telha é resistente às intempéries? Para Aguinaldo Sousa, supervisor da Telhatec (empresa especializada em manutenção de coberturas), comparando os principais materiais comercializados, as telhas de fibrocimento são mais duráveis do que as de cerâmica, desde que colocadas corretamente.
 
No entanto, é essencial que toda a estrutura, incluindo o madeiramento de sustentação, ofereça escoamento eficiente das águas da chuva, independentemente do material da telha. Por isso, atente para que todo sistema do telhado seja bem projetado e instalado.
 
Quando a estrutura é mal-feita ou está com defeito, a água começa a não fluir adequadamente resultando em indícios nada agradáveis que vão além das goteiras: manchas de umidade no forro ou no madeiramento, desalinhamento das telhas e obstrução ou deformação de calhas e condutores são os mais comuns.
 
O engenheiro civil e diretor da Figueiredo & Associados, Flávio Figueiredo, alerta que qualquer vão ou trinca no telhado deve ser observado com cautela, porque onde passa luz também escorre a água. Afundamentos ou arqueamentos, ou seja, alterações proeminentes na estrutura são sintomas graves e que podem resultar em desabamento.

"Uma dica, caso sua casa fique próxima a um prédio, é pedir ao síndico do edifício para subir e observar seu telhado por cima. De lá, poderá visualizar algum problema", sugere Figueiredo.

Não suba no telhado
 
Constatado um provável problema através de um destes alertas, não tente consertar o telhado sem a ajuda de um profissional especializado. Realizar reparos na cobertura externa pode trazer sérios riscos de queda devido à altura e de choque, caso, por exemplo, a calha metálica esteja próxima da rede de distribuição de energia elétrica.
 
 
De acordo com Figueiredo, apesar de o trabalho às vezes parecer fácil, como a simples troca de uma telha, os cuidados com segurança, tomados pelo profissional na vistoria e no conserto, são indispensáveis. "Por isso, quando for contratar alguém, o ideal é assegurar em contrato ou mesmo em um documento impresso e assinado, o cumprimento e uso dos EPIs, os equipamentos de proteção individual", recomenda. Entre os itens estão o sapato com solado antiderrapante, óculos de proteção, capacete, cinturão de segurança e luvas de raspa.
 
Manutenção preventiva
 
Conforme diz Sousa, se o telhado for bem instalado, com sistema de inclinação e materiais apropriados, e tiver a conservação adequada, sua durabilidade pode variar de 15 a 40 anos. Por isso, fazer a manutenção preventiva de toda estrutura é imprescindível.
 
Entre os principais pontos inspecionados estão: a ancoragem da estrutura, ou seja, os elementos estruturais que suportam a cobertura; o encaixe e alinhamento das telhas e se há unidades mal fixadas ou quebradas, bem como o estado das calhas e condutores.
 
O ideal é realizar a vistoria durante a época de estiagem do ano, normalmente, entre os meses de junho a setembro. Neste período de menor precipitação, caso necessário, o profissional pode tranquilamente destelhar parte da cobertura, substituir telhas danificadas e fazer reparos no madeiramento. "Em épocas úmidas as telhas de cerâmica, quando molhadas, ficam mais suscetíveis à quebra ao serem pisadas", completa Figueiredo.
 
Ainda dá tempo
 
Como já começou o período de chuvas, se programe para realizar a manutenção preventiva no próximo ano. Porém, ainda dá tempo de verificar as calhas e condutores e evitar a obstrução por folhas e o comprometimento de toda estrutura.
 
A necessidade de limpeza das calhas varia de acordo com a localização de sua residência. Por exemplo, se seu vizinho for um edifício, o duto pode entupir por detritos e objetos jogados pelos moradores do prédio, por isso, cheque frequentemente seu estado.
 
É aconselhável também limpar a cada dois meses calhas e condutores caso sua casa fique bem próxima a árvores de grande porte. "Mas não existe regra quanto à frequência na manutenção, o recomendado é sempre observar a estrutura", enfatiza o engenheiro.
 
Se conseguir acessar a calha pelo lado externo da casa, sem precisar subir no telhado, o trabalho de limpeza do escoadouro não demanda necessariamente a contratação de um profissional especializado. No entanto, certifique-se de sua total segurança devido à altura, proximidade da rede elétrica e ao uso de escada para execução da tarefa. E para evitar escorregões e choques elétricos, não faça a limpeza em dias chuvosos.
 
Ainda nesta época do ano, vale ficar atento ao telhado após tempestades com ventos fortes. A intensidade de um vendaval pode ser suficiente para remover ou deslocar telhas e, consequentemente, provocar vazamentos pontuais de água. Nestes casos, uma avaliação técnica e reparos emergenciais provavelmente serão necessários. "Quanto ao uso de material impermeabilizante (como mantas ou aditivos líquidos), o próprio profissional pode indicar o melhor material para cada ocorrência, caso seja preciso", explica Sousa.

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