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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

🏡 👷🏻‍♀️ 🏡 A Eternit (ETER3) deu início a comercialização das suas telhas fotovoltaicas de concreto BIG-F10.

O produto Tégula Solar, uma das principais apostas em tecnologia da companhia, é inédito no mercado brasileiro e permite a transformação da luz solar em energia elétrica. Neste primeiro momento, as telhas foram vendidas para clientes selecionados no estado de São Paulo e próximos à unidade fabril, em Atibaia.

“Queremos democratizar o acesso à energia elétrica originada a partir de fontes renováveis no Brasil, através de uma tecnologia revolucionária que pode gerar retornos sobre o investimento em um período de 3 a 5 anos”, destaca o presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa.

“O que existe hoje em larga escala são placas fotovoltaicas cujos modelos precisam ser instalados em cima dos telhados, nem sempre prezando pela melhor estética”, explica Luiz Antonio Lopes, responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios da Eternit.

🏡 👷🏻‍♀️ 🏡 O produto

Aprovada e registrada pelo Inmetro desde 2019, a telha Tégula Solar mede 36,5 cm por 47,5 cm e é composta de concreto, com a incorporação de células fotovoltaicas em sua superfície.

Possui uma potência de 9,16 watts, o que representa uma capacidade média mensal de produção de 1,15 Kwh, com vida útil estimada em 20 anos.

 “É um produto de fácil instalação e que não interfere na arquitetura das construções, com peso e estrutura semelhantes ao das telhas convencionais, mas que agrega valor ao telhado, além de oferecer proteção, conforto térmico e acústico”, acrescenta Luiz Antonio Lopes.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Acidentes causados durante a movimentação de cargas 😨 🚚 🧱 🚛

O risco decorrente do transporte de cargas é considerado atividade perigosa em razão da possibilidade do transtorno que a queda da própria carga pode causar, atingindo veículos, pessoas e o patrimônio público.



terça-feira, 20 de julho de 2021

🚨 Obra em cozinha de apartamento provoca recomendação para evacuação de prédio residencial em Maceió por risco de colapso de estrutura.🚨

Moradora estava fazendo uma obra na cozinha. Um pilar estava sendo demolido, causando rachadura em uma das torres do condomínio. 🏙️🏙️🏙️

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Como não amar tecnologia

A mistura entre tecnologia e vida real povoa o imaginário humano já há algumas décadas. Ela chegou efetivamente às mãos dos usuários com o desenvolvimento dos conceitos de realidade virtual e realidade aumentada.




terça-feira, 6 de julho de 2021

Casas são interditadas após avanço de dunas em Florianópolis.

A Defesa Civil Florianópolis interditou duas casas nesta terça-feira (6) após o avanço das dunas sobre as residências no bairro Ingleses na região Norte da Ilha. Segundo o órgão, uma das casas teve a estrutura comprometida pelo peso da areia.

Quando vem o vento, as dunas se movimentam / deslocam com intensidade. Se não houver intervenção, ao longo do tempo, elas ocupam os espaços que existem.

De acordo com a Defesa Civil, o monitoramento no local será constante e um trabalho para realocação da areia deve ser estudado e feito nos próximos dias. A areia será retirada das casas e colocada na área mais central das dunas.



quarta-feira, 30 de junho de 2021

Estádio Municipal do Pacaembu / SP

O tobogã erguido em 1970 no lugar de uma concha acústica, sempre esteve longe de ser unanimidade. Pessoalmente, acho que o tobogã destoava totalmente do projeto inicial e não havia motivo para ser considerado patrimônio histórico.

Com a privatização do Pacaembu, o tobogã começou a virar lembrança em 29/06, com o início da demolição. O espaço será melhor aproveitado com a construção de um edifício com lojas, restaurantes, centro de eventos e estacionamento. O futebol deixará de ser a atividade prioritária do estádio.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Bahia: Nova cidade, Ponte Salvador-Itaparica e Trem “aéreo”

Governo da Bahia e China planejam construção de nova cidade no estado

O local escolhido será a “Ponta dos Garcez”, localizada em Jaguaripe, local valorizado no período do Brasil Colonial pelos portugueses. A área começa no lado sul da ilha de Itaparica e se estende por quase 14 quilômetros.

Ponte Salvador-Itaparica

Prevista para começar a ser construída ainda em 2021, a Ponte Salvador - Ilha de Itaparica terá 12,4 km de extensão. O prazo de conclusão da obra é de quatro anos. De acordo com a assessoria da CCCC SOUTH AMERICA, a ponte Salvador-Itaparica poderá ser considerada a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina, já que a Ponte Rio-Niterói, tem 13,2 km, mas contabiliza a parte por terra.

Trem “aéreo”

Além da construção da Ponte Salvador-Itaparica e dos planos da criação de uma nova cidade, China e Bahia também são parceiras na implantação do Veículo Leve de Transporte (VLT), equipamento que vai substituir o trem do subúrbio em Salvador.

De acordo com as informações do governo do estado, o equipamento foi construído na sede da empresa chinesa BYD e será o primeiro skyrail sobre o mar do mundo.

“O VLT do Subúrbio é fruto de uma parceria público-privada entre o Governo da Bahia e a Skyrail Bahia, empresa responsável pela implantação e operação do VLT”, afirma o governo baiano. No total, estão sendo investidos cerca de R$ 2,5 bilhões na construção do sistema.




sábado, 22 de maio de 2021

O triste fim da Editora Abril

Um dos símbolos da capital paulista, o complexo foi construído em 1964 e possui 51 mil metros quadrados de área.

A Editora Abril está acabando há pelo menos três anos. Seu fim vem sendo marcado por tristezas, que não param de nos assombrar. A empresa vendeu seus ativos, demitiu seus funcionários, fechou revistas e sites. No começo deste ano, encerrou o que era considerado o maior e mais sofisticado parque gráfico da América Latina, que ocupava o prédio antigo da Editora Abril, na Marginal Tietê, este mesmo, que foi à leilão e arrematado nesta sexta (21/05), por R$ 118,78 milhões, como parte do processo de recuperação judicial em que a companhia se encontra desde 2018.

O lance mínimo era de R$ 110,5 milhões, e a venda foi coordenada por um consórcio de leiloeiros integrado pela Biasi Leilões e Frazão Leilões. A plataforma para integração digital do consórcio ficou a cargo da startup Resale, do grupo BTG Pactual.





quinta-feira, 20 de maio de 2021

Melhor hotel do mundo, em Gramado, tem até 300 reservas por dia após prêmio

"Em cinco dias tivemos o equivalente a oito meses de reserva. Só hoje recebemos 300 reservas e foi preciso colocar outro número de telefone à disposição no site. A procura foi espantosamente maravilhosa. O site já caiu cinco vezes e até telefone chegou a estragar de tanta ligação", conta Jonas Tomazi, dono do hotel, entre risos "de nervoso, segundo ele.

Antes do prêmio, o hotel tinha baixa nas reservas entre segunda a quinta-feira. Porém, com a classificação, a situação mudou. "Agora a gente não tem dia tranquilo". Até as redes sociais do hotel registram fluxo anormal de interessados.

No Instagram a gente respondia tudo milimetricamente, mas hoje tenho 200 mensagens para responder e outras 200 aguardando aprovação — de pessoas que não nos seguem"

       

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Demolição robotizada de um hotel de 40 andares em Tokyo

A notícia não é nova, mas sempre é tempo de ficar por dentro

Quem passeia pelo centro de Tóquio repara nos grandes arranha-céus que surgem na cidade, imaginando como serão suas formas finais. Mas poucos reparam nas construções gigantes que deixam de existir. E isso acontece porque os japoneses desenvolveram a técnica da “demolição invisível”.

O nome surgiu porque as demolições recentes da cidade usam o sistema chamado Taisei Ecological Reproduction System, ou Tecorep. Essa nova tecnologia diminui o risco de acidentes nas obras e reduz o ruído e a poeira, mantendo todo o trabalho de desmontagem dentro do edifício.

No Tecorep, um “chapéu” é instalado no topo do edifício, com colunas removíveis acopladas à estrutura original de aço. Escavadoras e outras máquinas pesadas quebram a construção por dentro e os macacos hidráulicos das colunas removíveis vão abaixando o chapéu, fazendo o prédio diminuir de tamanho. À medida que o material de demolição é arriado, os guindastes geram energia para a iluminação da obra.

Veja como é o processo no vídeo abaixo que mostra a demolição do Akasaka Prince Hotel.

A técnica permite ainda que o material resultante da demolição, como concreto e aço, sejam separados de forma mais eficiente.



domingo, 25 de abril de 2021

Pedreiro usa 11 mil garrafas PET para construir sua própria casa em MG








Piscina de condomínio de luxo desaba em garagem no ES

Uma piscina de um condomínio de alto padrão em Vila Velha (ES) desabou na noite de ontem em cima de uma garagem. Os escombros foram parar nas ruas do entorno do residencial Parador. Ninguém se feriu. O barulho alto e o tremor assustaram os moradores que, ao olharem pela janela, viram a piscina destruída e muita água vazando por toda a estrutura, construída em 2018. O incidente aconteceu por volta das 22h, na Praia de Itaparica. Veja os vídeos:


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Piscina transparente suspensa liga prédios de luxo em Londres

Uma piscina de acrílico transparente foi instalada entre dois blocos de um conjunto de prédios de luxo no sudoeste de Londres. A piscina de 25 metros de comprimento, conhecida como Sky Pool, permitirá que os moradores nadem de um prédio para o outro, 10 andares acima do solo.

A instalação está no décimo andar dos dois blocos, a 35 metros de altura. As laterais de acrílico têm 20 cm de espessura e a estrutura toda da piscina pesa o equivalente a 50 toneladas, além de comportar 148 mil litros de água. A fabricação foi feita no estado do Colorado, nos Estados Unidos. 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Prédios novos em SP serão obrigados a ter recarga para carros elétricos

A partir da próxima quarta-feira (31), novos prédios construídos na cidade de São Paulo terão que dispor de sistema de recarga de carros elétricos. A exigência vale para projetos de prédios comerciais e residenciais registrados na prefeitura a partir desta data. Ou seja, edificações que já estão em andamento não precisam dispor do serviço ou fazer adequações.

A lei determina que a medição do consumo de energia elétrica, utilizada para cada carro, deve ser individualizada. Já a cobrança pelo uso não é detalhada na legislação, mas pode ocorrer na hora ou vir no boleto do condomínio.

A nova lei deve promover mudanças em mais de 1 mil projetos de novos prédios, voltados para as classes A e AB e construídos nos próximos cinco anos na cidade. A projeção é da Zletric, uma das empresas que faz a instalação dos sistemas de recarga de carros elétricos e que já registra alta na procura pelo serviço.

"Nos condomínios que já estão alterando os projetos para cumprir a lei, a empresa está instalando os pontos de recarga nas áreas comuns dos prédios. A taxa de energia é paga apenas por quem abastece o carro, apesar de estar instalado em área comum", explica o diretor-executivo da Zletric, Pedro Schaan.

A instalação dos pontos depende de uma revisão do projeto elétrico do prédio e pode ser feita com um ponto por vaga, contemplando todo o estacionamento da edificação, ou a chamada "vaga verde", com rotatividade dos automóveis. Em ambos os casos, a recarga é monitorada via aplicativo do usuário.

Sistema pode custar R$ 60 mil

A compra de um carregador de carro elétrico varia entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, segundo Schaan. Para um condomínio de seis prédios, por exemplo, seria necessário desembolsar entre R$ 36 mil e R$ 60 mil para um sistema que atendesse todos os moradores.

Há ainda possibilidade de alugar o sistema - R$ 200 mensais por ponto de recarga. Neste caso, a taxa de energia correspondente aparece diretamente na fatura de luz, já que o aluguel é para pessoas físicas.

Apesar dos custos, a possibilidade de aumento nos preços dos apartamentos novos - e até dos aluguéis - é refutada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo, que representa 90 mil empresas.

"A lei não dimensiona o gasto das construtoras. Não acredito que haja repasse ao consumidor. Na questão da locação, aí sim poderia ter um aumento, mas é muito difícil, porque são poucos carros elétricos rodando no país atualmente", explica Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do sindicato.

A expectativa é que outras cidades adotem a legislação. "Vamos ter um processo progressivo de instalação de pontos de recarga. Estamos fazendo um movimento para que sejam instalados pontos em postos, hotéis e motéis, além das residências. Só que no Brasil este processo é mais lento. Na Europa, já temos 3% do parque automotriz composto de veículos elétricos. Já no Brasil, além do desinteresse e falta de incentivos, a pandemia contribui para a lentidão na adesão", entende Borges.

Fonte: UOL Hygino Vasconcellos


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Caixas d'água cedem em condomínio de Cariacica, ES, e uma pessoa se fere; veja vídeos

Duas caixas d'água de aço com cerca de 15 metros de altura cada uma cederam dentro de um condomínio no bairro Padre Gabriel, em Cariacica, na Grande Vitória, na manhã desta quarta-feira (30). Um homem ficou ferido e foi socorrido em estado grave.

De acordo com a Prefeitura de Cariacica, o empreendimento é de responsabilidade do Governo Federal, pois faz parte do projeto "Minha Casa, Minha Vida". A obra, realizada pela empresa Cobra Engenharia, teve a supervisão, vistoria e emissão dos laudos técnicos pela Caixa Econômica Federal antes de ser entregue às famílias.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a laje do último andar de um dos edifícios, que foi atingido por uma das caixas d'água, também corre o risco de ceder. A princípio, 14 blocos do condomínio foram evacuados. No entanto, os bombeiros fizeram uma nova avaliação da área e reduziram a interdição para três blocos.

Vídeos gravados por moradores registraram o momento da queda das caixas. Assista:






quarta-feira, 28 de outubro de 2020

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Apartamento na cobertura: Condomínio pode cobrar taxa condominial mais cara em razão do tamanho da unidade?

Condôminos com apartamento na cobertura sustentam a impossibilidade de pagar taxa condominial e despesas extras em dobro pelo simples fato de a unidade estar localizada na cobertura do edifício.

Diante dessa resistência, o foco do artigo de hoje é explicar se as despesas decorrentes da conservação ou utilização das partes e coisas comuns possuem alguma relação com o tamanho ou mesmo com fração ideal dos apartamentos. E, portanto, se todas as unidades deveriam arcar com os custos na mesma proporção.

O que é taxa condominial?

Se refere ao rateio/divisão das despesas geradas no condomínio. Essas despesas que obrigam os condôminos nascem de diversos gastos com a manutenção e conservação do condomínio, como: funcionamento dos elevadores, contratação de empregados, consumo de água e de luz, vigilância, limpeza, portaria, consertos, salários e etc.

O artigo 12 da Lei nº 4.591/1964 dispõe que:

"Cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio, nos prazos previstos na Convenção, a quota-parte que lhe couber em rateio".

Nesse contexto, cabe à convenção estabelecer os critérios de pagamento das taxas condominiais, a forma de rateio e as sanções para as hipóteses de inadimplemento das obrigações.

O pagamento da quota condominial é obrigatório?

Sim. Mesmo que o condômino não esteja usufruindo do imóvel, fica obrigado a pagar pelo rateio das despesas geradas pelo condomínio.

Moradores com apartamento na cobertura devem pagar a quota condominial mais cara que as outras unidades?

Começamos então a responder o questionamento desse artigo. Como dito no início, a grande maioria dos proprietários de unidades localizadas na cobertura questionam aos síndicos – e por vezes, até na justiça – a legalidade da cobrança da quota condominial em dobro para unidades na cobertura, enquanto seus vizinhos pagam um valor mais barato.

Defendem a ideia de que todas as unidades devem ratear as despesas por igual.

Mas será que a lei concorda com esse entendimento? Vejamos o que diz o artigo 1.336, I do Código Civil:

Art. 1.336. São deveres do condômino:

I - contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção;

Pela leitura desse artigo podemos chegar à conclusão que o critério geral para rateio das quotas condominiais é a fração ideal das unidades, podendo a convenção dispor de forma diferente.

Assim, a convenção de condomínio pode determinar que moradores de apartamento na cobertura estejam obrigados a pagar taxa condominial maior que as outras unidades.

O contrário também pode ocorrer. Essa convenção também pode estabelecer que o rateio se dará de forma igualitária, e, portanto, independente do tamanho da unidade, todos os condôminos dividirão as despesas de forma igual. A lei deixa livre a determinação pela convenção.

É necessário ler a convenção de condomínio e verificar o que foi decidido nessa questão. Se a convenção de condomínio estipular o rateio das despesas com base na fração ideal do imóvel, inexiste ilegalidade nessa cobrança. De fato, unidades com frações maiores, de acordo com a previsão do citado art. 1.336, I, do CC/2002, pagarão taxa com valor superior às demais unidades com frações menores.

Por isso, "um apartamento com o dobro da área relativamente a outro, pagará o dobro no rateio das despesas".

Conclusão

Moradores de apartamento na cobertura podem ser obrigados a pagar a taxa condominial maior que as outras unidades, por determinação da convenção de condomínio e pelo artigo 1.336, I do Código Civil.

Fonte: Raquell Almeida, Advogada

Na Engenharia, não existe espaço para amadores.


 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Construí minha casa no terreno do meu sogro. E agora?

Situação que gera muita insegurança no casal é aquela em que, no início do casamento ou em certa altura da vida, os sogros de um ou de outro disponibilizam um terreno a ser usufruído pelo casal, para que estes possam construir uma casa e começarem a vida.

Os sogros continuam como proprietários do terreno, e o casal normalmente investe na construção de sua residência, ali morando por muitos anos ou até pela vida toda, sem regularizar a situação.

A condição perdura até chegar o momento em que há o falecimento do sogro ou da sogra, obrigando a partilha do bem a seus herdeiros, ou ocorre o divórcio do casal, momento em que desejam partilhar o imóvel em que viveram.

Neste ponto, muitas vezes entra-se em discussão, ou com os demais herdeiros, ou com o outro cônjuge, sobre os direitos do casal sobre a construção realizada em terreno de terceiro.

BASE LEGAL

Isto porque o Código Civil, em seu artigo 1.253, prevê que toda construção executada em terreno de terceiro, presume-se praticada pelo proprietário e à sua custa:

Art. 1.253. Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa, até que se prove o contrário.

O artigo 1.255 do mesmo Código reforça tal prescrição, prevendo que o proprietário automaticamente adquire o direito sobre as construções realizadas por terceiros em seu terreno:

Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes, plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a indenização.

Diante de tal previsão legal, há muitos casais e cônjuges que acabam perdendo o direito sobre a construção realizada, com confirmação em inúmeros casos já analisados pelo Judiciário.

SOLUÇÃO

A única maneira de contornar tal fato é atentar-se ao que prevê complementarmente ambos os artigos, que preveem exceção à regra caso haja prova de que a construção foi feita por terceiro, e de boa-fé.

Neste caso, quem construiu o imóvel, ainda que em terreno de terceiro, pode ter direito à indenização pela construção, pelo valor gasto com a construção, ou pelo seu valor de mercado, opcionalmente, ou adquirirá o terreno, reembolsando seu proprietário, caso a construção seja de valor muito superior ao do terreno.

Sendo assim, desde o início da ideia de construir em terreno de terceiro, ainda que seja um familiar, deve-se promover uma situação regular em que haja provas concretas de que o casal realizou o pagamento das despesas da construção, e de que assim procederam de maneira íntegra.

Do contrário, perderão o que investiram, que se presumirá como se houvesse sido feito pelo proprietário, retendo este o direito sobre a construção.

Recomenda-se que cada caso seja analisado e acompanhado por um advogado, ressaltando que o presente artigo não esgota o assunto.

Autora: Jamille Basile Nassin Barrios, advogada

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A LGPD e o Direito Imobiliário: 1ª sentença do Brasil aplicando LGPD no ramo imobiliário

 LGPD - Lei Geral de Proteção de dados, que foi promulgada em 14.8.2018 e entrou em vigor em setembro de 2020, sendo que suas sanções administrativas entrarão em vigor em agosto de 2021.

Essa lei está relacionada diretamente com a proteção dos dados pessoais e a partir da LGPD as pessoas passam a ser proprietárias dos seus dados pessoais, fazendo com que outros tenham que ter um fundamento legal ou o consentimento do titular para poder utilizá-los.

Mas por que precisamos de uma lei de proteção de dados? Além das questões relacionadas a crimes e fraudes que podem resultar em prejuízo financeiro imediato, os dados precisam de proteção, pois se tornaram uma extensão da personalidade dos indivíduos e hoje possuem valor econômico. A transformação digital do mundo fez com que a maioria das operações realizadas, em todos os âmbitos, estejam fundamentadas na transferência de informações e, por isso, quando os dados são utilizados sem autorização ou com finalidade diversa daquela para qual houve a autorização para uso, existe, então, a violação de direitos.

Neste contexto, o objetivo da LGPD é estabelecer regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais dos brasileiros. Isso significa que toda pessoa jurídica de direito público interno ou de direito privado, portanto empresas, deverão se adequar aos termos da lei: desde contrato de funcionários, informações de clientes, contatos de interessados, histórico de navegação em sites, até softwares que atuam diretamente com essas informações, ou seja, praticamente todos os tipos de negócios terão que se adequar a LGPD.

Apesar do mercado imobiliário ser diretamente atingido pela LGPD, pouco tem se falado sobre isso. Para demonstrar as implicações no setor basta observar a quantidade de dados pessoais que são utilizados pelas construtoras, incorporadoras e imobiliárias.

Além disso, o que agrava ainda mais a situação do mercado imobiliário em relação a LGPD consiste na realização de inúmeros compartilhamentos de dados com terceiros que se mostra algo inerente a própria atividade imobiliária.

Um exemplo concreto é que apesar de uma autorização de venda ser concedida a uma determinada imobiliária, a prática de mercado é a de compartilhamento de tais informações entre imobiliárias e rede de imobiliárias parceiras, entre corretores, em plataformas e sites de vendas, entre outros, sendo que esse compartilhamento de informações de dados pessoais sem autorização do seu titular viola princípios e disposições da LGPD.

Portanto, o setor imobiliário precisa se conscientizar e se adequar depressa às novas disposições trazidas pela LGPD.

Tamanha é a gravidade e urgência da situação que apesar de as sanções administrativas passarem a vigorar apenas em agosto de 2021, a partir de setembro de 2020, a lei geral de proteção de dados já está em vigor e pode ser exigida com a aplicações das sanções previstas nas leis gerais do direito civil e consumidor.

Primeira sentença do Brasil aplicando LGPD no ramo imobiliário:

Inclusive, a primeira sentença do Brasil aplicando a LGPD foi proferida no dia 29/09/2020 e envolve justamente o ramo imobiliário!

Essa sentença penalizou a Empresa Cyrela, uma das maiores empresas do ramo imobiliário do Brasil, por ter compartilhado indevidamente dados pessoais e de contato de seus clientes. Neste caso, o autor da ação que comprou um imóvel da construtora foi importunado por ligações de parceiros oferecendo mobília planejada e afins.

A decisão proferida pela juíza Tonia Yuka Koroku, da 13ª Vara Cível de São Paulo, condenou a empresa ao pagamento de uma multa indenizatória de R$ 10 mil, o que é considerado leve ao analisar-se as penalidades trazidas pela LGPD, com um adicional de R$ 300 por cada contato que venha novamente a ser compartilhado no futuro.

Fonte: Luciana de Carvalho Paulo Coelho, advogada, professora, doutora em Ciência Jurídica.