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quinta-feira, 19 de março de 2015

Vagas de garagem podem valorizar apartamentos em mais de 20%


 
São Paulo - A falta de vagas de garagens e estacionamentos em determinadas regiões das grandes cidades pode valorizar em mais de 20% um apartamento que inclui vagas em relação a um imóvel semelhante, mas que não oferece vaga para veículos.
 
Esse é o resultado de um levantamento do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro(Secovi Rio), realizado em oito bairros localizados na Zona Sul e na Zona Norte da cidade. A pesquisa faz parte do Panorama do Mercado Imobiliário de 2014, que será divulgado pela entidade no dia 24 deste mês.
 
Um apartamento de dois quartos com garagem no Leblon, bairro da Zona Sul, é, em média, 22,8% mais caro do que um imóvel de dois quartos, mas sem vaga, localizado no mesmo bairro. Em Laranjeiras, também na Zona Sul, a diferença é de 22,7%.
 
Em Ipanema, Botafogo, Méier, Tijuca, Copacabana e Flamengo, os porcentuais são menores, mas ainda ultrapassam 10%. “O valor da vaga de garagem na cidade corresponde, em média, entre 7% a 9% do valor do imóvel”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.
 
Veja, na tabela a seguir, a diferença de preços entre apartamentos de dois dormitórios com e sem vagas de garagem em oito bairros do Rio de Janeiro: 
 
 
Fonte: Secovi Rio
 
A garagem é considerada uma unidade autônoma e faz parte da área comum do imóvel. Seu valor é adicionado ao preço da unidade com base em seu custo de construção.
 
Mas o custo de uma vaga depende da necessidade de espaços para estacionamento na região na qual está localizada. Quanto maior a procura, mais alto será o seu preço. 
 
Alguns bairros que fazem parte do levantamento do Secovi Rio incluem muitos apartamentos antigos, que foram construídos sem garagens.
 
Além disso, estão localizados em regiões que limitam a construção de vagas nos empreendimentos. Por ficarem próximos a praias, a areia e água existente no subsolo impedem a construção de estruturas subterrâneas.
 
Essas características fazem com que, naturalmente, o valor da garagem nesses bairros fique acima da média registrada na cidade.
 
O vice-presidente do Secovi Rio também cita a falta de investimentos em melhorias no transporte público da cidade, além do aumento do financiamento para a compra de carros nos últimos anos, como fatores que contribuíram para ampliar a necessidade por garagens. 
 
Nos bairros incluídos no levantamento, as vagas ficaram ainda mais escassas com o boom imobiliário registrado na cidade nos últimos cinco anos.
 
Diversos prédios foram construídos nessas regiões e ocuparam terrenos que antes eram utilizados como estacionamentos, segundo Schneider. “No período, a diferença de valor entre um prédio com e sem garagem dobrou: passou de 10% para 20%.”
 
Quem tem um imóvel com garagem em um bairro com escassez de vagas, portanto, pode ser beneficiado caso queira vender o apartamento. 
 
A tendência é que a vaga de garagem continue valorizando o imóvel até que haja melhorias no transporte coletivo da cidade, diz Schneider, do Secovi Rio. “Não dá para prever quando isso irá acontecer, mas sabemos que é difícil haver mudanças significativas no curto prazo”.
 
São Paulo pode seguir o mesmo caminho
 
Com uma estrutura geológica favorável à construção de garagens nos subsolos dos prédios, além de uma lei que exigia a construção de, no mínimo, uma vaga por imóvel, até há pouco tempo São Paulo não sofria com a escassez de garagens, ou não no mesmo nível que o Rio, ao menos.
 
Na cidade, vagas em apartamentos de dois quartos em bairros bem localizados representam, em média, de 8% a 12% do valor do imóvel, segundo Ricardo Yazbek, vice-presidente de Legislação Urbana do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).
 
Porém, o novo Plano Diretor da cidade, que define as regras para a construção de empreendimentos, anunciado em 31 de julho de 2014, passou a deixar de exigir um número mínimo de vagas de garagem por imóvel e a limitar o número de vagas de garagem em novos prédios próximos a eixos de transporte público, como corredores de ônibus e estações de metrô.
 
Nessas regiões, desde julho do ano passado, apenas uma vaga de garagem por apartamento não é incluída no potencial construtivo do empreendimento. Construtoras que quiserem construir prédios com mais de uma vaga de garagem por apartamento ficaram obrigadas a descontar os espaços adicionais do total que pode ser construído no espaço.
 
A lei antiga permitia que mais vagas de garagem não fossem incluídas no potencial construtivo da obra. “Com os terrenos cada vez mais caros, quem quiser oferecer mais de uma vaga por apartamento nesses locais certamente irá vendê-la por um preço mais alto para compensar a restrição”, diz Yazbek.
 
O executivo do Secovi-SP acredita, portanto, que a nova regra deve valorizar apartamentos com vagas de garagem já existentes nesses locais. “A diferença de valor entre um imóvel com e sem garagem pode se ampliar e se aproximar da situação verificada no Rio”.
 
Mas Yazbek ressalta que essa valorização tem um limite no médio prazo. “Daqui a cerca de seis anos, novas estações de metrô e melhorias no transporte público devem diminuir a necessidade do uso de veículos e, consequentemente, das vagas”.
 
Como muitos imóveis novos ainda serão lançados na cidade sob as regras antigas, o diretor do Secovi-SP estima que o impacto das novas regras só possa ser observado a partir do segundo semestre do ano que vem. 
 
Fonte: exame.com



sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Caixa Econômica Federal suspende novos contratos do programa Minha Casa Melhor

A Caixa Econômica Federal confirmou a suspensão do programa Minha Casa Melhor, que facilita a compra de móveis e eletrodomésticos. O banco informou que novas contratações estão sendo discutidas para uma nova fase do programa, mas não informou detalhes nem prazos. Para os beneficiários que já tem cartão referente a contratos realizados não haverá mudanças.

Lançado em 2013, o programa facilita a aquisição de bens conforme as necessidades das famílias inscritas no Minha Casa, Minha Vida. A Caixa oferece a cada beneficiário do programa habitacional do governo crédito subsidiado de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos, a juros de 5% ao ano e prazo de pagamento em 48 meses.

Sobre a suspensão a Caixa distribui apenas um nota com o posicionamento do banco. “Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida fase 3. Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente”, diz.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

11 dicas para comprar a casa própria com mais segurança

A compra de um imóvel é uma das decisões financeiras que mais comprometem o orçamento e, por isso, deve ser bem avaliada.

Quem vai comprar um imóvel financiado, poderá comprometer até 30% da sua renda por um período de até 30 anos.

"Se uma pessoa ganhar R$ 5.000, por exemplo, ela poderá comprometer até R$ 1.500 por mês, sobrando R$ 3.500 para viver com sua família . 

Pense que isso poderá durar até 30 anos", exemplifica Marcelo Tapai, advogado especializado em Direito Imobiliário.

Por isso, especialistas recomendam que a decisão da compra deve ser tomada com muito cuidado e só deve ser concluída após o comprador tomar alguns precauções.
Veja, a seguir, as orientações dadas por Tapai e também pelo economista Luiz Calado, vice-presidente de Relações Institucionais do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros) e autor do livro "Imóveis – seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio".

1) Decida quanto você quer gastar
Isso deve incluir os gastos com documentação e decoração. Em São Paulo, os custos com documentação chegam a 4% do valor do imóvel. Segundo Marcelo Tapai, os gastos com decoração costumam representar de 20% a 30% do valor do imóvel. "Dependendo do acabamento escolhido, até mais", diz. E ainda há outros custos tais como condomínio e IPTU. Informe-se sobre todos eles.

2) Planeje como vai dar a entrada

Faça aplicações regulares, guardando dinheiro todo mês. Luiz Calado sugere aplicações automáticas, para que, desta forma, o poupador não se esqueça de reservar o dinheiro mensalmente.

3) Teste sua capacidade de pagamento

Antes de comprometer o dinheiro num financiamento, faça um teste: poupe todo mês o dinheiro com o qual pretende pagar a prestação durante um período. Luiz Calado sugere um prazo mínimo de três meses. "Ou até ter confiança da decisão", diz. Se sentir dificuldade para guardar esse dinheiro, isso significa que o valor financiado deverá ser menor ou então o prazo de pagamento deverá ser maior. Para saber o valor das parcelas, faça uma simulação de empréstimo para pagar sua casa antes mesmo de começar a procurá-la. Essa é uma forma de saber quanto de sua renda ficará comprometida.

4) Cuidado com o comprometimento da renda

Cuidado com o porcentual da sua renda que ficará comprometido com as prestações, pois a renda não se mantém a mesma ao longo dos anos. Tenha em mente que imprevistos acontecem e é preciso ter uma poupança reservada para emergências como desemprego ou doença. A reserva de emergência é para ser usada apenas em caso de necessidade. O valor varia de acordo com a atividade da pessoa. Um funcionário público que tenha estabilidade pode acumular o equivalente a seis meses de despesas. Já um profissional liberal ou autônomo, sem garantia de renda, deve poupar no mínimo 12 meses de despesas.

5) Contenha o entusiasmo

Procure não comprar o imóvel no mesmo dia em que foi vê-lo. "Nada é tão sensacional que não permita ir para a casa refletir sobre a compra", diz Marcelo Tapai. "É melhor perder um imóvel excelente do que ficar com um problema por muito tempo."

6) Não tenha preguiça de pesquisar

Antes de comprar, compare muitos imóveis. Vá a lançamentos imobiliários, compareça a estandes de venda, visite os apartamentos decorados, converse com corretores. Compare as vantagens e desvantagens do imóvel novo e do usado.

7) Atenção para a "maquiagem"

Peça ajuda de um especialista para avaliar se o imóvel está em boas condições ou se não foi "maquiado" para a venda. Um especialista vai identificar infiltrações e problemas com a estrutura do imóvel, que muitas vezes estão disfarçados com pintura, por exemplo.

8) De olho nas medidas

Quando for comprar um imóvel na planta, confira se os móveis têm medidas comerciais, porque isso pode representar uma grande diferença na hora de mobiliar.

9) Financiamento só com nome limpo

Antes de solicitar um financiamento, certifique-se de que todos que irão compor a renda estejam com o nome limpo. O financiamento só será aprovado depois que a situação for regularizada.

10) Taxa de corretagem é custo do vendedor
A taxa de corretagem deve ser paga por quem vende o imóvel. Atenção com contratos que embutem a taxa de corretagem para o comprador. Caso isso ocorra, é possível entrar na Justiça pedindo ressarcimento por um prazo de até 5 anos.

11) Pense no futuro

A família vai crescer ou diminuir? Há perspectiva de ter mais filhos ou eles estão em idade de sair de casa? Refletir sobre o assunto evita que a casa tenha de ser vendida num curto período de tempo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Minha Casa, Minha Vida entrega imóveis sem condições de uso em Chã de Alegria

As casas que as famílias receberam não têm portas, janelas, água e nem energia elétrica

 
Imagine alguém sonhar por cerca de 20 anos com a casa própria e, quando finalmente recebe, vê o sonho transformado em um pesadelo. É o que aconteceu com algumas famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Chã de Alegria, na Zona da Mata de Pernambuco, a 52 quilômetros do Recife. Os imóveis que eles receberam não têm portas, janelas, água na torneira e nem energia elétrica.

A cidade tem cerca de 13 mil habitantes e, segundo um levantamento feito há dois anos pela Prefeitura, tem um déficit habitacional de 718 famílias a espera de uma casa própria. Pessoas que se arriscam a morar em prédios antigos e abandonados. Em uma antiga escola, por exemplo, hoje moram seis famílias. O local não tem banheiro e as rachaduras nas paredes assustam.

Um dos moradores é a dona de casa Josefa Severina da Conceição, que foi beneficiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida e, desde 2013, ganhou uma casa na Vila José Honório, mas as moradias, apesar de já estarem ocupadas, ainda estão inacabadas. As pessoas que estão nas casas desde o final do ano passado contaram que a promessa da prefeitura era que a empresa terminaria a obra com eles dentro das moradias. Mas, até o momento, as melhorias que foram feitas saíram do bolso deles.  
 
 
Ao todo, 28 famílias já deveriam ter recebido as casas da Vila José Honório em perfeito estado. Em entrevista, o prefeito Marcos da Roça explicou que não entregou as casas “não-concluidas”, apenas sugeriu que cada beneficiado protegesse seu patrimônio, já que o local foi abandonado pela construtora e havia risco de uma invasão. Ele também falou que o atraso nas obras se deve há problemas no repasse de recursos federais.

Não é de hoje que a construção da Vila é alvo de polêmica. Em 2012, uma equipe de reportagens da TV Jornal esteve no mesmo canteiro de obras e mostrou a exploração do trabalho infantil. Outro projeto em parceria com o programa federal Minha Casa, Minha Vida, está em andamento na cidade de Chã de Alegria, mas a população já não tem tanta esperança.

Através de nota, a Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (Cehab) informou que foi aberto um processo administrativo contra a empresa responsável pela construção das casas, pelo atraso no andamento da obra. A empresa foi notificada para apresentar defesa e, até o momento, não se pronunciou. Foi aberto um novo processo de escolha de outra construtora para que seja retomada a obra e a previsão de entrega é ainda no primeiro semestre deste ano.
 
Fonte: TV Jornal

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pessimismo da construção atinge seu maior nível


“Depois de anos lidando com a falta de mão de obra qualificada, o empresário da construção agora vê como maior problema a demanda fraca em todos os seus segmentos. Assim, a forte retração do emprego observada no último trimestre de 2014, não deve ser compensada nos próximos meses.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou queda de 6,1%, em janeiro sobre dezembro último e atingiu 90,8 pontos, o mais baixo nível da série histórica iniciada em julho de 2010. De acordo com a pesquisa, a avaliação vai de 0 a 200 pontos: acima de 100 pontos indicam otimismo, abaixo de 100 significam pessimismo.

O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), indica piora na avaliação dos empresários tanto em relação ao momento atual quanto aos rumos esperados na economia no curto prazo.

O resultado é formado por outros dois índices: Índice da Situação Atual (ISA-CST) com recuo de 7,5% em comparação a variação também negativa, em dezembro,  de 1,8%, atingindo 81,9 pontos; e o Índice de Expectativas (IE-CST) com queda de 5,0%, atingindo 99,6 pontos em comparação a 104,8 pontos, em dezembro. Em ambos os casos as pontuações foram as menores da série pesquisada.

Para essa pesquisa, foram ouvidos representantes de 670 empresas ente os dias 5 e 23 deste mês de janeiro.

A coordenadora de projetos da construção do Ibre-FGV, Ana Maria Castelo, prevê um aumento no desemprego do setor. “Depois de anos lidando com a falta de mão de obra qualificada, o empresário da construção agora vê como maior problema a demanda fraca em todos os seus segmentos. Assim, a forte retração do emprego observada no último trimestre de 2014, não deve ser compensada nos próximos meses. O maior pessimismo indica uma continuidade do movimento de redução da atividade e do emprego”, disse ela por meio de nota.

O ICST é um indicador que constitui a base da pesquisa Sondagem da Construção. A sondagem é uma pesquisa que gera, mensalmente, um conjunto de informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas do setor.

Tendo como referência as  melhores práticas internacionais para pesquisas do gênero, a Sondagem da Construção tem como um de seus principais atributos a rapidez com que é produzida e divulgada, tornando-se uma ferramenta essencial à análise de conjuntura e à tomada de decisão nos âmbitos público e privado.

Quatro quesitos compõem o Índice de Confiança da Construção (ICST): volume de demanda atual, situação atual dos negócios, expectativa para o volume de demanda (três meses) e para a situação dos negócios (seis meses).

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

4 CONSELHOS PARA QUEM QUER INVESTIR EM IMÓVEIS EM 2015

No início de todo ano, especialistas do mercado imobiliário e analistas financeiros fazem suas previsões para o próximo ano. Aconselham compradores e investidores sobre como fazer dinheiro com imóveis. O problema com essa mentalidade é que os investimentos imobiliários exigem um horizonte de tempo bem maior do que um ano.

As seguintes observações irão ajudá-lo a estabelecer uma abordagem mais sensata para o futuro imobiliário.

1 – O imóvel é um ativo de longo prazo

A valorização média do valor dos ativos imobiliários não está na sua maior alta.

Além disso, se você está comprando com corretores de imóveis e imobiliárias os seus custos de transação poderá reduzir significativamente a sua riqueza. Para os imóveis podem ser incluídos alguns custos como aquisição, corretagem, reformas, IPTU, pequenos reparos e outros custos adicionais. Essas despesas podem chegar a comer de 20 a 40 por cento do seu capital investido. Isso é dinheiro que você não vai ter quando se aposentar.

Devido a estes custos de transação e pouca valorização do imóvel, é altamente improvável que uma pessoa vai ganhar muita riqueza em imóveis se eles não possuem sua propriedade há pelo menos sete anos. A maioria das pessoas que lucram bem em suas propriedades já são proprietários por 15 a 30 anos, ou mais.

Se você quer ganhar dinheiro investindo no mercado imobiliário, compre algo que você pode pagar e garantir um investimento de longo prazo.

Investir em terrenos pode ser uma boa

Uma alternativa para quem busca investimentos de longo prazo é procurar por terrenos bem localizados em áreas que estão com um alto potencial de crescimento. Procure saber informações do local e a infraestrutura que ele oferece, a valorização dos terrenos nos últimos anos tem gerado um resultado bastante interessante para os investidores do mercado.

Isso se deve a grande dificuldade das construtoras em encontrar imóveis para construir, os locais centrais estão cada vez mais saturados e com isso os terrenos sofrem de uma maior valorização pela simples lógica de demanda e oferta.

Você deve ter reparado esse movimento, se você mora em alguma das principais cidades do Brasil já deve ter presenciado um caso de que uma casa foi vendida mais pelo preço do seu terreno do que pelas características do imóvel, e isso tem sido cada vez mais comum.

Por esse motivo, você pode tentar antecipar esse movimento do mercado, pegar as áreas de crescimento e investir em um terreno que amanhã construtoras e incorporadoras vão pagar um alto valor para ter acesso.

Mas lembre-se, se você quer fazer esse tipo de investimento é necessário que você conheça todo o local, o mercado e avalie todos os números da região, fazer um investimento com base no achismo sobre a região é quase o mesmo que apostar em uma roleta russa.

A expansão das cidades brasileiras na direção horizontal é o que permite e valida cada vez mais suas chances. Podemos reparar também que grandes condomínios de luxos estão surgindo em locais onde poderiam ser criados subúrbios.

Investir em imóveis usados?

Esse é um investimento que se você conhece o mercado e sabe avaliar oportunidades pode realmente apostar. Você vai precisar lapidar uma jóia mas o resultado poderá realmente ser em ouro!

Quando você vai ao mercado em busca de um imóvel usado você vai se deparar com situações em que os proprietários simplesmente não dão a mínima para o seu bem. Imóveis descuidados e alguns até completamente destruídos.

O que isso tem a seu favor é que com todo esse descuido e desmazelo vai poder te ajudar na hora de negociar o imóvel, você pode conseguir um grande desconto e uma boa margem de negociação.

Agora entra o segundo passo, se você conseguir encontrar uma boa oportunidade como essa você vai precisar de dar uma nova cara para esse imóvel. Comece com uma boa reforma e dê uma nova vida ao imóvel, com pequenos valores é possível que você transforme aquele imóvel horrível em um apartamento que dá gosto de entrar ou ver as fotos.

Como a compra de um imóvel tem um impacto emocional muito grande é mais provável que você consiga um preço mais elevado se você já vender o sonho de uma família dentro daquele imóvel.

Nesse tipo de investimento, priorizar a localização, vias de acesso e os outros fatores que compõem a valorização do imóvel é muito importante para te ajudar a ter um saldo positivo no final.

Construir é uma boa?

Ao avaliar o custo de construir uma casa nova, muitos compradores usam o preço do metro quadrado como base para comparação.

Mas vamos falar sobre o preço do metro quadrado por um segundo, o que ele representa e o que ele não representa.

O preço do m² é uma maneira para comparar os custos de construção de duas casas semelhantes e muito próximas, casas em diferente partes da cidade e do país, e casas com características diferentes não entram nessa conta.

O m² não é um método confiável para determinar quanto um projeto de uma casa nova irá custar.

Você pode me mostrar um projeto de uma casa com algumas questões específicas e eu colocar dentro da faixa aproximada de custo pelo metro quadrado. Ok, isso pode ser o seu ponto de partida, mas suponhamos que pelo m² o custo da casa seria de R$430.000,00 e quando ela realmente for construída o seu custo total ficará em R$490.000,00. Eu tenho certeza que você não quer estimar algo que possa ter uma diferença de R$60.000,00!
2 – Você tem que fazer sua lição de casa

Você precisa fazer a devida diligência na hora de comprar o seu imóvel, ela será vital para o seu futuro financeiro e para sua aposentadoria. Infelizmente, a maioria das pessoas não fazem esse trabalho direito. Aqui estão alguns problemas de due diligence básicos que muitos compradores não consideram:

Certifique-se que a propriedade que está comprando faz parte de um objetivo estratégico de investimento.
Faça uma inspeção completa no imóvel.
Faça toda a análise da documentação do imóvel
Se você for financiar, compare as propostas e taxas de financiamento para se adequar ao seu objetivo.
Faça uma análise para ver se é necessário um seguro para o imóvel.
Depois de passar por todas essas etapas, você estará reduzindo riscos e se tornando um comprador de imóveis profissional.
O que é due diligence?

Você ainda não sabe o que significa o termo due diligence? Due diligence significa tomar cuidado, realizar cálculos, revisar documentos, adquirir seguros, etc.

Na prática, faça a lição de casa com todos os imóveis que você pretende comprar. Se houver algum problema com o imóvel (isso significa um alto risco e um custo potencial) você poderá cancelar o seu contrato de compra e, assim, procurar um imóvel melhor.

Segurança

Você checou se o imóvel possui alguma apólice de seguro e se ela é necessária? Quanto vai te custar? Algumas áreas podem estar em regiões perigosas e a segurança é um ponto fundamental.

Principalmente se tratando de casas, o custo de segurança com alarmes, cercas elétricas e câmeras de segurança podem elevar o custo total do imóvel. Procure fazer o orçamento de tudo que irá precisar.

Documentação

Para fazer uma compra segura e evitar dores de cabeça e noites sem dormir é fundamental que você analise toda a documentação do proprietário e do imóvel. Certifique-se que não há nenhum entrave jurídico que possa prejudicar a sua compra.
3 – Se parece bom demais para ser verdade …

No setor imobiliário, se uma propriedade parece boa demais para ser verdade, você pode apostar que ela é. “Excelentes promoções” nunca funcionam nesse mercado, você poderá está caindo em um golpe ou provavelmente terá problemas daqui a algum tempo.

Evite a ideia de ficar rico rápido com investimentos em imóveis, o mercado imobiliário não vai ajudá-lo a alcançar a riqueza do dia pra noite. Você precisa manter expectativas realistas.

Não dê atenção a previsões sobre como o mercado imobiliário vai se comportar em 2015, 2016 ou 2017. Compre imóveis quando você estiver com uma estratégia definida e disposto a fazer um investimento a longo prazo. Assim você poderá investir seja para morar, ou ter uma receita de aluguel e ganhar com a valorização ao longo dos anos.

4 – Melhore suas técnicas de negociação

O sucesso da sua compra ou venda tem muito a ver com seu poder de negociação e tomada de decisão. Investidores de sucesso conseguem montar grandes estratégias para conseguir o seu objetivo final. Você pode utilizar de técnicas como:

Conhecer melhor o seu cliente

Antes de pegar as chaves do imóvel e partir para abrir a sua casa ou apartamento você pode marcar um bate-papo ou um encontro informal para se aproveitar de algumas informações importante para utilizar na negociação. Entender por qual motivo a pessoa está comprando um imóvel e qual a sua principal motivação pode fazer com que você viabilize um negócio perdido.

Lembre-se sempre que dentro de uma negociação: Informação + tempo = poder

Venda os benefícios e não o imóvel

Quando uma pessoa está procurando um imóvel para comprar ou alugar ela está na verdade procurando uma série de benefícios que ela pode encontrar naquele espaço.

Você compra o pregou e o martelo ou o buraco na parede?

Essa é uma pergunta muito interessante e muitas pessoas vão responder que compram o prego e o martelo.

Porém esta não é a resposta que um bom negociador responderá. As pessoas buscam por soluções, as pessoas buscam por suas necessidades e por isso elas querem comprar o buraco na parede e a maneira que elas vão alcançar isso pouco importa. Por esse motivo, não venda seu imóvel, seu espaço. Venda as necessidades que a pessoa deseja encontrar. Foque no que é realmente importante, se é o status, a proximidade, os principais itens que seu imóvel atende a necessidade do cliente, uma mudança. Enfim, uma compra de um imóvel pode vir cercada de uma série de fatores que variam de acordo com o perfil de cada pessoa e se você conseguir identificar conforme o primeiro passo e saber que você está vendendo os seus benefícios e não um local você deu um passo gigantesco para fazer um grande negócio!

Não se abale com argumentos depreciadores

Se você está negociando com outra pessoa que também possui técnicas avançadas provavelmente ela irá tentar depreciar algum ponto no seu imóvel para tentar conseguir um bom preço.

Algumas pessoas inclusive partem para o ponto que um item ou outro não lhe será útil. Alegam que não vão precisar de uma academia e por isso não dão muita importância e ainda tentam reduzir o valor do seu imóvel de acordo com os próprios interesses.

O melhor a se fazer nesse momento é apresentar dados de mercado, mostrar que a valorização de um imóvel mesmo se a pessoa não utiliza de um benefício apresentado não modifica o seu valor ou sua importância de mercado e que isso inclusive poderá facilitar uma futura revenda.

Faça o comprador pensar por você

Em vez de perguntar se o interessado gostou do seu imóvel pergunte:

“O que você gosta e o que não gosta em um imóvel?”

Depois de ouvir a resposta você saberá como abordar os pontos fortes e fracos do seu imóvel já sabendo que a pessoa gosta e o que ela não gosta. Isso permite que você mova seus argumentos em busca de se adequar mais as necessidades e ser mais assertivo na venda.

Se necessário, faça concessões inteligentes

As negociações muitas vezes exigem concessões da sua parte, especialmente quando o mercado está muito complicado. No entanto se você vai concordar em uma redução no preço do seu imóvel ou no valor do aluguel faça uma exigência em contrapartida.

Se você não pode, ou não está disposto a reduzir o preço, considere outras concessões que a pessoa que você está negociando veja valor. Agregar alguns serviços podem te ajudar como por exemplo fornecer uma internet por um tempo determinado e alguns serviços mais simples.

Enquanto cada uma das estratégias acima pode torná-lo mais bem sucedido, uma das estratégias mais importantes é esta: perguntar para a venda. Isto é tão simples como perguntar “Quando é que gostaria de mudar?”


Gostou dos nossos conselhos? Então aproveite para conhecer a Benvenuto, uma plataforma que permite a negociação direta de imóveis com a ausência do intermediário. Permitindo a compra, venda e aluguel de imóveis com mais facilidade, comodidade e muita economia no bolso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comprador de imóvel na planta sofre com truques de construtoras

Comprar imóvel na planta não é tarefa simples, e os candidatos precisam ficar muito atentos com as armadilhas preparadas por muitas empresas. Além dos problemas comuns encontrados na maioria dos contratos, que preveem cláusulas abusivas e grande desequilíbrio entre construtoras e compradores, a fase pós-vendas também reserva truques e macetes que colocam os compradores em situações de grande desvantagem.

Em muitos casos, usando de pura coação e ameaça, muitas empresas lidam com a insegurança dos compradores para lhes exigir comportamentos que só trazem mais prejuízos, mas que de certa forma garante às empresas desleais garantir seu lucro e se safar das punições em razão dos descumprimentos contratuais.

Evidente que boa parte das construtoras cumpre o contrato e mantém uma relação absolutamente honesta com seus clientes. Mas no mercado existem as ruins e, com essas, o cliente precisa atenção redobrada.

Um dos truques mais comuns está na parcela das chaves. As empresas colocam no contrato que determinado valor, normalmente alto, é referente à parcela das chaves e, no momento da venda, prometem ao cliente que essa parcela pode ser incluída no financiamento. Ocorre que esse pagamento não está atrelado à entrega da unidade. Ela é uma parcela intermediária, com data de vencimento fixa e que coincide com a suposta entrega do imóvel. O "apelido" confunde o comprador, que imagina que esse valor só lhe será exigido quando o imóvel for entregue.

No caso de atraso da obra, a empresa passa a exigir o pagamento desta parcela e, como o cliente não estava preparado para pagá-la, muitas vezes não tem o valor e passa a ser ameaçado de protesto, de cobrança de juros e multa e até de rescisão do contrato.

"Acordos propostos pelas construtoras retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais" Marcelo Tapai, advogado, sobre problemas de quem compra imóvel na planta

Em contrapartida, como um ato de "benevolência", a empresa sinaliza com a possibilidade de prorrogação desse vencimento para a entrega efetiva da unidade, mas exige que o cliente assine uma novação ou aditivo contratual concordando também com a postergação da data de entrega, sem reclamar indenizações. Acuado e sem saída, o comprador acaba aceitando a "oferta".

Quem estiver nessa situação não deve se desesperar nem assinar nenhum acordo ou documento, pois a lei e a justiça garantem a inexigibilidade do pagamento em razão do contrato não cumprido. Se a empresa não entregar na data combinada, não pode exigir o pagamento e o cliente jamais deve abrir mão de processá-la para ter garantido esse direito.

Financiamento para baixa renda

Outro truque muito utilizado diz respeito ao crédito associativo. É uma modalidade especial de financiamento para construções de baixa renda, cujo contrato é assinado pelo cliente com a Caixa Econômica Federal, antes ou durante a obra. Quando esse contrato é assinado, a dívida passa para a Caixa e a construtora começa a receber os valores da construção de acordo com o andamento dos trabalhos.

O cliente paga juros pelo empréstimo – chamado de juros de medição -, e corrige o valor repassado para a construtora, que tem os recursos garantidos para a obra. Embora essa correção seja menor que o INCC (Índice Nacional da Construção Civil), tem suas compensações para a empresa, como garantia do capital e das vendas.

Quando esse contrato é assinado, necessariamente a construtora dá ao cliente quitação total da dívida do imóvel, pois a Caixa passa a ser a credora. Para burlar a norma, as empresas costumam obrigar o cliente, no mesmo momento, a assinar uma confissão de dívida, que o obrigará a pagar a diferença entre a correção aplicada pela Caixa e o INCC ao final do contrato. Quando o imóvel fica pronto, se o cliente não pagar o chamado "resíduo", não recebe o imóvel. Um verdadeiro golpe.

Cuidado com acordos

Acordos propostos pelas empresas raramente são bons para o consumidor e não devem ser chamados desta forma.  Em regra são impostos, retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais. O mais importante é saber que ninguém, em situação alguma, é obrigado a assinar aditivos ou novações contratuais. O primeiro contrato, com regras, valores e prazos é o que vale e, se a oferta de acordo não for boa, o cliente não deve aceitá-la.

É muito comum em situações de atraso as construtoras chamarem para um "acordo" com as mais variadas desculpas, e, caso o comprador não concorde com os novos termos, dizem que as licenças não serão emitidas e o imóvel não será entregue, chegando até a ameaçar cancelar o contrato. Nada disso deve intimidar o consumidor, que tem direitos resguardados pelo contrato inicial.

Se a oferta não for aquela que o comprador esperava, não deve aceitar nem receber nada. Não pode assinar documentos nem firmar acordos, sob pena de perder o direito de reclamar uma justa indenização futuramente.

O mesmo ocorre com os distratos. Quando a empresa percebe um cliente acuado, sem dinheiro para honrar o contrato, o ameaça de execução da dívida, de cobrança judicial, de perder tudo o que pagou e usa o contrato, leonino e abusivo, para fazer crer que tudo está perdido. O cliente, desesperado e imaginando estar sem opção, aceita a oferta imoral para "resolver" o problema e fica com o prejuízo.

A lei garante a impossibilidade de retenção de tudo ou parte substancial dos valores pagos e súmulas asseguram o distrato a qualquer tempo, mesmo para os inadimplentes, que devem receber entre 85% a 90% de todos os valores pagos, reajustados e em única parcela.

Em situação semelhante, a dica é a mesma: se não concordar com a oferta, o cliente não deve assinar nem receber nada e procurar imediatamente a Justiça, que certamente fará valer o que diz a lei.

Fonte: Marcelo Tapai especial para o UOL

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Minha Casa Minha Vida tem denúncias de tráfico, milícia, invasão e prostituição

Beneficiados com imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, construídos com recursos do Governo Federal, denunciaram problemas com tráfico, atuação de milícias, invasões, venda ilegal de apartamentos e homicídios em 16 estados brasileiros.
 
A venda de drogas é a ocorrência mais frequente: das 108 denúncias enviadas desde abril aos Ministérios da Justiça e das Cidades, 70% envolvem a presença de traficantes, que por vezes expulsam, agridem e até assassinam moradores.
 
Depois do tráfico, o segundo maior número de relatos envolvendo a invasão de apartamentos (em grande parte das vezes, os crimes estão correlacionados), presente em 48% das denúncias.
 
A lista foi obtida pelo jornal "Estado de S. Paulo" no Ministério da Justiça, por meio da Lei de Acesso à Informação. As denúncias foram recebidas pelo grupo executivo, criado em 8 de abril com objetivo de "desenvolver ações integradas com órgãos de segurança sobre condutas ilícitas no âmbito de programas habitacionais instituídos pela União.
 
Fonte: O Estado de São Paulo 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dicas para começar a reforma

Apesar de toda mão de obra envolvida quando o assunto é reformar, o esforço vale a pena quando vemos a casa renovada e bonita do jeito que desejamos.

Ter que lidar com pedreiros, eletricistas, pintores, lista de materiais de construção e poeira, muita poeira, durante longos dias ou meses é desgastante. Reformar exige um pouco de organização e paciência para que tudo fuja o menos possível do previsto.

1. Defina o projeto
Saber o que você deseja mudar e o quanto tem para investir, é o primeiro passo. Pense no que quer mudar em cada cômodo, assim você vai conseguir rascunhar a decoração e saber como vai aproveitar cada espaço. Um arquiteto pode te ajudar nessa etapa. Faça uma projeção sobre o orçamento – quanto pretende gastar com cada etapa e processo e ainda definir uma verba extra para possíveis imprevistos.

 
2. Tenha a planta original do imóvel
Antes de começar a reforma é fundamental tentar obter a planta original do imóvel. Nela constam todas as informações sobre a estrutura, elétrica e hidráulica. Tê-la em mãos vai te poupar tempo e dinheiro.
 
 
3. Legalize a reforma
Você precisa solicitar autorização da prefeitura de sua cidade caso o seu projeto inclua mudar a planta original do imóvel, rebaixar calçada ou remover árvores. Para apartamentos, além de não ser permitido descaracterizar a fachada do prédio, é preciso comunicar o síndico com antecedência, que em alguns casos, pode pedir para o engenheiro do condomínio avaliar e autorizar a obra.

 
4. Siga regras
Em condomínio, você precisa conhecer e respeitar as regras de dias e horários de trabalho, assim como organizar estoque do material e eliminação de entulho. Se não for esse o caso, use seu bom senso e siga as regras de convivência.

 
5. Contrate mão de obra
Você pode contratar profissionais autônomos de sua confiança, ou contratar uma empresa especializada que vai cuidar de todas as etapas. Independente do profissional que escolha, é importante ter referências de sua experiência. Defina um cronograma e metas das tarefas junto com o responsável.
 
 
6. Compre materiais
Antes de comprar os materiais, faça orçamentos em pelo menos três fornecedores diferentes. Os preços variam muito e você pode economizar uma boa grana. Se comprar em grande quantidade tente conseguir um bom desconto.
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Descubra qual o valor do imóvel que você realmente pode conquistar com o que você ganha por ano

 
Se você já se pegou sonhando morar melhor, mas não sabe muito bem o quão melhor poderia ser, é hora de colocar os pingos nos “is”. Em vez de apenas imaginar se daria ou não para pagar aquele lugar bacana, há uma conta que permite determinar o valor do imóvel que cabe no seu bolso e, assim, sonhar dentro do que realmente pode ser conquistado.
 
O cálculo foi determinado por um grupo de urbanistas do Linco Center Institute of Land Policy (http://www.lincolninst.edua partir de dados históricos de transações imobiliárias realizadas nos Estados Unidos. Depois de analisar a renda de proprietários e locatários e o valor das residências onde moravam, os pesquisadores notaram a existência de um padrão. A constatação pode ser resumida na seguinte frase: o imóvel em que você mora deve valer de três a cinco vezes o que você ganha por ano. Se você não mora sozinho, ele deve valer de três a cinco vezes a renda familiar anual dos moradores. Seguindo essa regra, dá para se chegar a uma faixa de valor de  imóvel compatível com o patamar financeiro da sua família.
 
De modo geral, a regra se aplica tanto para o mercado dos Estados Unidos quanto para o brasileiro e vale tanto para os imóveis próprios quanto para os alugados. A única condição é que os moradores dependam apenas dos próprio rendimentos para se manterem naquele endereço, ou seja, a conta não contempla quem herdou ou ganhou um imóvel ou ainda quem recebe ajuda financeira de terceiros.
 
Vamos supor então que um casal trabalhe em regime CLT e ganhe 5.000 reais mensais. Ao final de um ano, computando o valor do 13º salário de ambos, eles terão recebido 65.000 reais. Assim, a residência desse casal deve valer entre 195.000 reais e 325.000 reais. Qualquer número fora dessa faixa pode ser explicado por interferências externas. Se for para menos, o mais provável é que o casal gaste mais do que ganha e está endividado. Se for para mais, é bem possível que algum familiar pague parte das despesas.
 
É interessante também fazer o cálculo inverso. Por exemplo: para adquirir um imóvel de 1 milhão de reais, é preciso ganhar entre 16.666 reais mensais e 27.778 reais mensais. A família que estiver dentro dessa faixa já terá meio caminho andado para se mudar para um local neste patamar. E quando você for visitar aquele amigo rico que mora numa cobertura bem localizada já poderá ter uma ideia de quanto ele ganha.
 
Fonte: Mariana Barros