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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pessimismo da construção atinge seu maior nível


“Depois de anos lidando com a falta de mão de obra qualificada, o empresário da construção agora vê como maior problema a demanda fraca em todos os seus segmentos. Assim, a forte retração do emprego observada no último trimestre de 2014, não deve ser compensada nos próximos meses.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou queda de 6,1%, em janeiro sobre dezembro último e atingiu 90,8 pontos, o mais baixo nível da série histórica iniciada em julho de 2010. De acordo com a pesquisa, a avaliação vai de 0 a 200 pontos: acima de 100 pontos indicam otimismo, abaixo de 100 significam pessimismo.

O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), indica piora na avaliação dos empresários tanto em relação ao momento atual quanto aos rumos esperados na economia no curto prazo.

O resultado é formado por outros dois índices: Índice da Situação Atual (ISA-CST) com recuo de 7,5% em comparação a variação também negativa, em dezembro,  de 1,8%, atingindo 81,9 pontos; e o Índice de Expectativas (IE-CST) com queda de 5,0%, atingindo 99,6 pontos em comparação a 104,8 pontos, em dezembro. Em ambos os casos as pontuações foram as menores da série pesquisada.

Para essa pesquisa, foram ouvidos representantes de 670 empresas ente os dias 5 e 23 deste mês de janeiro.

A coordenadora de projetos da construção do Ibre-FGV, Ana Maria Castelo, prevê um aumento no desemprego do setor. “Depois de anos lidando com a falta de mão de obra qualificada, o empresário da construção agora vê como maior problema a demanda fraca em todos os seus segmentos. Assim, a forte retração do emprego observada no último trimestre de 2014, não deve ser compensada nos próximos meses. O maior pessimismo indica uma continuidade do movimento de redução da atividade e do emprego”, disse ela por meio de nota.

O ICST é um indicador que constitui a base da pesquisa Sondagem da Construção. A sondagem é uma pesquisa que gera, mensalmente, um conjunto de informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas do setor.

Tendo como referência as  melhores práticas internacionais para pesquisas do gênero, a Sondagem da Construção tem como um de seus principais atributos a rapidez com que é produzida e divulgada, tornando-se uma ferramenta essencial à análise de conjuntura e à tomada de decisão nos âmbitos público e privado.

Quatro quesitos compõem o Índice de Confiança da Construção (ICST): volume de demanda atual, situação atual dos negócios, expectativa para o volume de demanda (três meses) e para a situação dos negócios (seis meses).

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

4 CONSELHOS PARA QUEM QUER INVESTIR EM IMÓVEIS EM 2015

No início de todo ano, especialistas do mercado imobiliário e analistas financeiros fazem suas previsões para o próximo ano. Aconselham compradores e investidores sobre como fazer dinheiro com imóveis. O problema com essa mentalidade é que os investimentos imobiliários exigem um horizonte de tempo bem maior do que um ano.

As seguintes observações irão ajudá-lo a estabelecer uma abordagem mais sensata para o futuro imobiliário.

1 – O imóvel é um ativo de longo prazo

A valorização média do valor dos ativos imobiliários não está na sua maior alta.

Além disso, se você está comprando com corretores de imóveis e imobiliárias os seus custos de transação poderá reduzir significativamente a sua riqueza. Para os imóveis podem ser incluídos alguns custos como aquisição, corretagem, reformas, IPTU, pequenos reparos e outros custos adicionais. Essas despesas podem chegar a comer de 20 a 40 por cento do seu capital investido. Isso é dinheiro que você não vai ter quando se aposentar.

Devido a estes custos de transação e pouca valorização do imóvel, é altamente improvável que uma pessoa vai ganhar muita riqueza em imóveis se eles não possuem sua propriedade há pelo menos sete anos. A maioria das pessoas que lucram bem em suas propriedades já são proprietários por 15 a 30 anos, ou mais.

Se você quer ganhar dinheiro investindo no mercado imobiliário, compre algo que você pode pagar e garantir um investimento de longo prazo.

Investir em terrenos pode ser uma boa

Uma alternativa para quem busca investimentos de longo prazo é procurar por terrenos bem localizados em áreas que estão com um alto potencial de crescimento. Procure saber informações do local e a infraestrutura que ele oferece, a valorização dos terrenos nos últimos anos tem gerado um resultado bastante interessante para os investidores do mercado.

Isso se deve a grande dificuldade das construtoras em encontrar imóveis para construir, os locais centrais estão cada vez mais saturados e com isso os terrenos sofrem de uma maior valorização pela simples lógica de demanda e oferta.

Você deve ter reparado esse movimento, se você mora em alguma das principais cidades do Brasil já deve ter presenciado um caso de que uma casa foi vendida mais pelo preço do seu terreno do que pelas características do imóvel, e isso tem sido cada vez mais comum.

Por esse motivo, você pode tentar antecipar esse movimento do mercado, pegar as áreas de crescimento e investir em um terreno que amanhã construtoras e incorporadoras vão pagar um alto valor para ter acesso.

Mas lembre-se, se você quer fazer esse tipo de investimento é necessário que você conheça todo o local, o mercado e avalie todos os números da região, fazer um investimento com base no achismo sobre a região é quase o mesmo que apostar em uma roleta russa.

A expansão das cidades brasileiras na direção horizontal é o que permite e valida cada vez mais suas chances. Podemos reparar também que grandes condomínios de luxos estão surgindo em locais onde poderiam ser criados subúrbios.

Investir em imóveis usados?

Esse é um investimento que se você conhece o mercado e sabe avaliar oportunidades pode realmente apostar. Você vai precisar lapidar uma jóia mas o resultado poderá realmente ser em ouro!

Quando você vai ao mercado em busca de um imóvel usado você vai se deparar com situações em que os proprietários simplesmente não dão a mínima para o seu bem. Imóveis descuidados e alguns até completamente destruídos.

O que isso tem a seu favor é que com todo esse descuido e desmazelo vai poder te ajudar na hora de negociar o imóvel, você pode conseguir um grande desconto e uma boa margem de negociação.

Agora entra o segundo passo, se você conseguir encontrar uma boa oportunidade como essa você vai precisar de dar uma nova cara para esse imóvel. Comece com uma boa reforma e dê uma nova vida ao imóvel, com pequenos valores é possível que você transforme aquele imóvel horrível em um apartamento que dá gosto de entrar ou ver as fotos.

Como a compra de um imóvel tem um impacto emocional muito grande é mais provável que você consiga um preço mais elevado se você já vender o sonho de uma família dentro daquele imóvel.

Nesse tipo de investimento, priorizar a localização, vias de acesso e os outros fatores que compõem a valorização do imóvel é muito importante para te ajudar a ter um saldo positivo no final.

Construir é uma boa?

Ao avaliar o custo de construir uma casa nova, muitos compradores usam o preço do metro quadrado como base para comparação.

Mas vamos falar sobre o preço do metro quadrado por um segundo, o que ele representa e o que ele não representa.

O preço do m² é uma maneira para comparar os custos de construção de duas casas semelhantes e muito próximas, casas em diferente partes da cidade e do país, e casas com características diferentes não entram nessa conta.

O m² não é um método confiável para determinar quanto um projeto de uma casa nova irá custar.

Você pode me mostrar um projeto de uma casa com algumas questões específicas e eu colocar dentro da faixa aproximada de custo pelo metro quadrado. Ok, isso pode ser o seu ponto de partida, mas suponhamos que pelo m² o custo da casa seria de R$430.000,00 e quando ela realmente for construída o seu custo total ficará em R$490.000,00. Eu tenho certeza que você não quer estimar algo que possa ter uma diferença de R$60.000,00!
2 – Você tem que fazer sua lição de casa

Você precisa fazer a devida diligência na hora de comprar o seu imóvel, ela será vital para o seu futuro financeiro e para sua aposentadoria. Infelizmente, a maioria das pessoas não fazem esse trabalho direito. Aqui estão alguns problemas de due diligence básicos que muitos compradores não consideram:

Certifique-se que a propriedade que está comprando faz parte de um objetivo estratégico de investimento.
Faça uma inspeção completa no imóvel.
Faça toda a análise da documentação do imóvel
Se você for financiar, compare as propostas e taxas de financiamento para se adequar ao seu objetivo.
Faça uma análise para ver se é necessário um seguro para o imóvel.
Depois de passar por todas essas etapas, você estará reduzindo riscos e se tornando um comprador de imóveis profissional.
O que é due diligence?

Você ainda não sabe o que significa o termo due diligence? Due diligence significa tomar cuidado, realizar cálculos, revisar documentos, adquirir seguros, etc.

Na prática, faça a lição de casa com todos os imóveis que você pretende comprar. Se houver algum problema com o imóvel (isso significa um alto risco e um custo potencial) você poderá cancelar o seu contrato de compra e, assim, procurar um imóvel melhor.

Segurança

Você checou se o imóvel possui alguma apólice de seguro e se ela é necessária? Quanto vai te custar? Algumas áreas podem estar em regiões perigosas e a segurança é um ponto fundamental.

Principalmente se tratando de casas, o custo de segurança com alarmes, cercas elétricas e câmeras de segurança podem elevar o custo total do imóvel. Procure fazer o orçamento de tudo que irá precisar.

Documentação

Para fazer uma compra segura e evitar dores de cabeça e noites sem dormir é fundamental que você analise toda a documentação do proprietário e do imóvel. Certifique-se que não há nenhum entrave jurídico que possa prejudicar a sua compra.
3 – Se parece bom demais para ser verdade …

No setor imobiliário, se uma propriedade parece boa demais para ser verdade, você pode apostar que ela é. “Excelentes promoções” nunca funcionam nesse mercado, você poderá está caindo em um golpe ou provavelmente terá problemas daqui a algum tempo.

Evite a ideia de ficar rico rápido com investimentos em imóveis, o mercado imobiliário não vai ajudá-lo a alcançar a riqueza do dia pra noite. Você precisa manter expectativas realistas.

Não dê atenção a previsões sobre como o mercado imobiliário vai se comportar em 2015, 2016 ou 2017. Compre imóveis quando você estiver com uma estratégia definida e disposto a fazer um investimento a longo prazo. Assim você poderá investir seja para morar, ou ter uma receita de aluguel e ganhar com a valorização ao longo dos anos.

4 – Melhore suas técnicas de negociação

O sucesso da sua compra ou venda tem muito a ver com seu poder de negociação e tomada de decisão. Investidores de sucesso conseguem montar grandes estratégias para conseguir o seu objetivo final. Você pode utilizar de técnicas como:

Conhecer melhor o seu cliente

Antes de pegar as chaves do imóvel e partir para abrir a sua casa ou apartamento você pode marcar um bate-papo ou um encontro informal para se aproveitar de algumas informações importante para utilizar na negociação. Entender por qual motivo a pessoa está comprando um imóvel e qual a sua principal motivação pode fazer com que você viabilize um negócio perdido.

Lembre-se sempre que dentro de uma negociação: Informação + tempo = poder

Venda os benefícios e não o imóvel

Quando uma pessoa está procurando um imóvel para comprar ou alugar ela está na verdade procurando uma série de benefícios que ela pode encontrar naquele espaço.

Você compra o pregou e o martelo ou o buraco na parede?

Essa é uma pergunta muito interessante e muitas pessoas vão responder que compram o prego e o martelo.

Porém esta não é a resposta que um bom negociador responderá. As pessoas buscam por soluções, as pessoas buscam por suas necessidades e por isso elas querem comprar o buraco na parede e a maneira que elas vão alcançar isso pouco importa. Por esse motivo, não venda seu imóvel, seu espaço. Venda as necessidades que a pessoa deseja encontrar. Foque no que é realmente importante, se é o status, a proximidade, os principais itens que seu imóvel atende a necessidade do cliente, uma mudança. Enfim, uma compra de um imóvel pode vir cercada de uma série de fatores que variam de acordo com o perfil de cada pessoa e se você conseguir identificar conforme o primeiro passo e saber que você está vendendo os seus benefícios e não um local você deu um passo gigantesco para fazer um grande negócio!

Não se abale com argumentos depreciadores

Se você está negociando com outra pessoa que também possui técnicas avançadas provavelmente ela irá tentar depreciar algum ponto no seu imóvel para tentar conseguir um bom preço.

Algumas pessoas inclusive partem para o ponto que um item ou outro não lhe será útil. Alegam que não vão precisar de uma academia e por isso não dão muita importância e ainda tentam reduzir o valor do seu imóvel de acordo com os próprios interesses.

O melhor a se fazer nesse momento é apresentar dados de mercado, mostrar que a valorização de um imóvel mesmo se a pessoa não utiliza de um benefício apresentado não modifica o seu valor ou sua importância de mercado e que isso inclusive poderá facilitar uma futura revenda.

Faça o comprador pensar por você

Em vez de perguntar se o interessado gostou do seu imóvel pergunte:

“O que você gosta e o que não gosta em um imóvel?”

Depois de ouvir a resposta você saberá como abordar os pontos fortes e fracos do seu imóvel já sabendo que a pessoa gosta e o que ela não gosta. Isso permite que você mova seus argumentos em busca de se adequar mais as necessidades e ser mais assertivo na venda.

Se necessário, faça concessões inteligentes

As negociações muitas vezes exigem concessões da sua parte, especialmente quando o mercado está muito complicado. No entanto se você vai concordar em uma redução no preço do seu imóvel ou no valor do aluguel faça uma exigência em contrapartida.

Se você não pode, ou não está disposto a reduzir o preço, considere outras concessões que a pessoa que você está negociando veja valor. Agregar alguns serviços podem te ajudar como por exemplo fornecer uma internet por um tempo determinado e alguns serviços mais simples.

Enquanto cada uma das estratégias acima pode torná-lo mais bem sucedido, uma das estratégias mais importantes é esta: perguntar para a venda. Isto é tão simples como perguntar “Quando é que gostaria de mudar?”


Gostou dos nossos conselhos? Então aproveite para conhecer a Benvenuto, uma plataforma que permite a negociação direta de imóveis com a ausência do intermediário. Permitindo a compra, venda e aluguel de imóveis com mais facilidade, comodidade e muita economia no bolso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comprador de imóvel na planta sofre com truques de construtoras

Comprar imóvel na planta não é tarefa simples, e os candidatos precisam ficar muito atentos com as armadilhas preparadas por muitas empresas. Além dos problemas comuns encontrados na maioria dos contratos, que preveem cláusulas abusivas e grande desequilíbrio entre construtoras e compradores, a fase pós-vendas também reserva truques e macetes que colocam os compradores em situações de grande desvantagem.

Em muitos casos, usando de pura coação e ameaça, muitas empresas lidam com a insegurança dos compradores para lhes exigir comportamentos que só trazem mais prejuízos, mas que de certa forma garante às empresas desleais garantir seu lucro e se safar das punições em razão dos descumprimentos contratuais.

Evidente que boa parte das construtoras cumpre o contrato e mantém uma relação absolutamente honesta com seus clientes. Mas no mercado existem as ruins e, com essas, o cliente precisa atenção redobrada.

Um dos truques mais comuns está na parcela das chaves. As empresas colocam no contrato que determinado valor, normalmente alto, é referente à parcela das chaves e, no momento da venda, prometem ao cliente que essa parcela pode ser incluída no financiamento. Ocorre que esse pagamento não está atrelado à entrega da unidade. Ela é uma parcela intermediária, com data de vencimento fixa e que coincide com a suposta entrega do imóvel. O "apelido" confunde o comprador, que imagina que esse valor só lhe será exigido quando o imóvel for entregue.

No caso de atraso da obra, a empresa passa a exigir o pagamento desta parcela e, como o cliente não estava preparado para pagá-la, muitas vezes não tem o valor e passa a ser ameaçado de protesto, de cobrança de juros e multa e até de rescisão do contrato.

"Acordos propostos pelas construtoras retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais" Marcelo Tapai, advogado, sobre problemas de quem compra imóvel na planta

Em contrapartida, como um ato de "benevolência", a empresa sinaliza com a possibilidade de prorrogação desse vencimento para a entrega efetiva da unidade, mas exige que o cliente assine uma novação ou aditivo contratual concordando também com a postergação da data de entrega, sem reclamar indenizações. Acuado e sem saída, o comprador acaba aceitando a "oferta".

Quem estiver nessa situação não deve se desesperar nem assinar nenhum acordo ou documento, pois a lei e a justiça garantem a inexigibilidade do pagamento em razão do contrato não cumprido. Se a empresa não entregar na data combinada, não pode exigir o pagamento e o cliente jamais deve abrir mão de processá-la para ter garantido esse direito.

Financiamento para baixa renda

Outro truque muito utilizado diz respeito ao crédito associativo. É uma modalidade especial de financiamento para construções de baixa renda, cujo contrato é assinado pelo cliente com a Caixa Econômica Federal, antes ou durante a obra. Quando esse contrato é assinado, a dívida passa para a Caixa e a construtora começa a receber os valores da construção de acordo com o andamento dos trabalhos.

O cliente paga juros pelo empréstimo – chamado de juros de medição -, e corrige o valor repassado para a construtora, que tem os recursos garantidos para a obra. Embora essa correção seja menor que o INCC (Índice Nacional da Construção Civil), tem suas compensações para a empresa, como garantia do capital e das vendas.

Quando esse contrato é assinado, necessariamente a construtora dá ao cliente quitação total da dívida do imóvel, pois a Caixa passa a ser a credora. Para burlar a norma, as empresas costumam obrigar o cliente, no mesmo momento, a assinar uma confissão de dívida, que o obrigará a pagar a diferença entre a correção aplicada pela Caixa e o INCC ao final do contrato. Quando o imóvel fica pronto, se o cliente não pagar o chamado "resíduo", não recebe o imóvel. Um verdadeiro golpe.

Cuidado com acordos

Acordos propostos pelas empresas raramente são bons para o consumidor e não devem ser chamados desta forma.  Em regra são impostos, retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais. O mais importante é saber que ninguém, em situação alguma, é obrigado a assinar aditivos ou novações contratuais. O primeiro contrato, com regras, valores e prazos é o que vale e, se a oferta de acordo não for boa, o cliente não deve aceitá-la.

É muito comum em situações de atraso as construtoras chamarem para um "acordo" com as mais variadas desculpas, e, caso o comprador não concorde com os novos termos, dizem que as licenças não serão emitidas e o imóvel não será entregue, chegando até a ameaçar cancelar o contrato. Nada disso deve intimidar o consumidor, que tem direitos resguardados pelo contrato inicial.

Se a oferta não for aquela que o comprador esperava, não deve aceitar nem receber nada. Não pode assinar documentos nem firmar acordos, sob pena de perder o direito de reclamar uma justa indenização futuramente.

O mesmo ocorre com os distratos. Quando a empresa percebe um cliente acuado, sem dinheiro para honrar o contrato, o ameaça de execução da dívida, de cobrança judicial, de perder tudo o que pagou e usa o contrato, leonino e abusivo, para fazer crer que tudo está perdido. O cliente, desesperado e imaginando estar sem opção, aceita a oferta imoral para "resolver" o problema e fica com o prejuízo.

A lei garante a impossibilidade de retenção de tudo ou parte substancial dos valores pagos e súmulas asseguram o distrato a qualquer tempo, mesmo para os inadimplentes, que devem receber entre 85% a 90% de todos os valores pagos, reajustados e em única parcela.

Em situação semelhante, a dica é a mesma: se não concordar com a oferta, o cliente não deve assinar nem receber nada e procurar imediatamente a Justiça, que certamente fará valer o que diz a lei.

Fonte: Marcelo Tapai especial para o UOL

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Minha Casa Minha Vida tem denúncias de tráfico, milícia, invasão e prostituição

Beneficiados com imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, construídos com recursos do Governo Federal, denunciaram problemas com tráfico, atuação de milícias, invasões, venda ilegal de apartamentos e homicídios em 16 estados brasileiros.
 
A venda de drogas é a ocorrência mais frequente: das 108 denúncias enviadas desde abril aos Ministérios da Justiça e das Cidades, 70% envolvem a presença de traficantes, que por vezes expulsam, agridem e até assassinam moradores.
 
Depois do tráfico, o segundo maior número de relatos envolvendo a invasão de apartamentos (em grande parte das vezes, os crimes estão correlacionados), presente em 48% das denúncias.
 
A lista foi obtida pelo jornal "Estado de S. Paulo" no Ministério da Justiça, por meio da Lei de Acesso à Informação. As denúncias foram recebidas pelo grupo executivo, criado em 8 de abril com objetivo de "desenvolver ações integradas com órgãos de segurança sobre condutas ilícitas no âmbito de programas habitacionais instituídos pela União.
 
Fonte: O Estado de São Paulo 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dicas para começar a reforma

Apesar de toda mão de obra envolvida quando o assunto é reformar, o esforço vale a pena quando vemos a casa renovada e bonita do jeito que desejamos.

Ter que lidar com pedreiros, eletricistas, pintores, lista de materiais de construção e poeira, muita poeira, durante longos dias ou meses é desgastante. Reformar exige um pouco de organização e paciência para que tudo fuja o menos possível do previsto.

1. Defina o projeto
Saber o que você deseja mudar e o quanto tem para investir, é o primeiro passo. Pense no que quer mudar em cada cômodo, assim você vai conseguir rascunhar a decoração e saber como vai aproveitar cada espaço. Um arquiteto pode te ajudar nessa etapa. Faça uma projeção sobre o orçamento – quanto pretende gastar com cada etapa e processo e ainda definir uma verba extra para possíveis imprevistos.

 
2. Tenha a planta original do imóvel
Antes de começar a reforma é fundamental tentar obter a planta original do imóvel. Nela constam todas as informações sobre a estrutura, elétrica e hidráulica. Tê-la em mãos vai te poupar tempo e dinheiro.
 
 
3. Legalize a reforma
Você precisa solicitar autorização da prefeitura de sua cidade caso o seu projeto inclua mudar a planta original do imóvel, rebaixar calçada ou remover árvores. Para apartamentos, além de não ser permitido descaracterizar a fachada do prédio, é preciso comunicar o síndico com antecedência, que em alguns casos, pode pedir para o engenheiro do condomínio avaliar e autorizar a obra.

 
4. Siga regras
Em condomínio, você precisa conhecer e respeitar as regras de dias e horários de trabalho, assim como organizar estoque do material e eliminação de entulho. Se não for esse o caso, use seu bom senso e siga as regras de convivência.

 
5. Contrate mão de obra
Você pode contratar profissionais autônomos de sua confiança, ou contratar uma empresa especializada que vai cuidar de todas as etapas. Independente do profissional que escolha, é importante ter referências de sua experiência. Defina um cronograma e metas das tarefas junto com o responsável.
 
 
6. Compre materiais
Antes de comprar os materiais, faça orçamentos em pelo menos três fornecedores diferentes. Os preços variam muito e você pode economizar uma boa grana. Se comprar em grande quantidade tente conseguir um bom desconto.
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Descubra qual o valor do imóvel que você realmente pode conquistar com o que você ganha por ano

 
Se você já se pegou sonhando morar melhor, mas não sabe muito bem o quão melhor poderia ser, é hora de colocar os pingos nos “is”. Em vez de apenas imaginar se daria ou não para pagar aquele lugar bacana, há uma conta que permite determinar o valor do imóvel que cabe no seu bolso e, assim, sonhar dentro do que realmente pode ser conquistado.
 
O cálculo foi determinado por um grupo de urbanistas do Linco Center Institute of Land Policy (http://www.lincolninst.edua partir de dados históricos de transações imobiliárias realizadas nos Estados Unidos. Depois de analisar a renda de proprietários e locatários e o valor das residências onde moravam, os pesquisadores notaram a existência de um padrão. A constatação pode ser resumida na seguinte frase: o imóvel em que você mora deve valer de três a cinco vezes o que você ganha por ano. Se você não mora sozinho, ele deve valer de três a cinco vezes a renda familiar anual dos moradores. Seguindo essa regra, dá para se chegar a uma faixa de valor de  imóvel compatível com o patamar financeiro da sua família.
 
De modo geral, a regra se aplica tanto para o mercado dos Estados Unidos quanto para o brasileiro e vale tanto para os imóveis próprios quanto para os alugados. A única condição é que os moradores dependam apenas dos próprio rendimentos para se manterem naquele endereço, ou seja, a conta não contempla quem herdou ou ganhou um imóvel ou ainda quem recebe ajuda financeira de terceiros.
 
Vamos supor então que um casal trabalhe em regime CLT e ganhe 5.000 reais mensais. Ao final de um ano, computando o valor do 13º salário de ambos, eles terão recebido 65.000 reais. Assim, a residência desse casal deve valer entre 195.000 reais e 325.000 reais. Qualquer número fora dessa faixa pode ser explicado por interferências externas. Se for para menos, o mais provável é que o casal gaste mais do que ganha e está endividado. Se for para mais, é bem possível que algum familiar pague parte das despesas.
 
É interessante também fazer o cálculo inverso. Por exemplo: para adquirir um imóvel de 1 milhão de reais, é preciso ganhar entre 16.666 reais mensais e 27.778 reais mensais. A família que estiver dentro dessa faixa já terá meio caminho andado para se mudar para um local neste patamar. E quando você for visitar aquele amigo rico que mora numa cobertura bem localizada já poderá ter uma ideia de quanto ele ganha.
 
Fonte: Mariana Barros

Site permite que ex-moradores avaliem imóveis onde já moraram

 
O designer Renato Bonadio, de 40 anos, procurava um novo apartamento para se mudar com sua esposa, que está grávida, quando se viu diante de um dilema comum para quem mora em São Paulo: por causa dos altos preços da capital, o medo de escolher a opção errada e mudar para um imóvel ruim começou a atormentá-lo. Bonadio resolveu fazer uma lista de pontos positivos e negativos de todos lugares onde já tinha morado para identificar que tipo de imóvel era o ideal para ele. Foi quando surgiu a ideia de levar essa lista para a internet e criar o "Já Morei" (http://jamorei.com), um site de avaliações de imóveis feitas por ex-moradores.
 
“Queremos fazer o dinheiro valer mais e tornar o mercado de imóveis usados mais justo para quem aluga ou para quem deseja comprar”, diz Renato, que abriu o negócio em parceria com sua esposa, a publicitária Renata Conrado, e o programador Yuri Piratello.
 
“No último apartamento em que morei tive vários problemas. Entre outros episódios, o tiro de misericórdia foi o Max. Ele era o cachorro do meu vizinho de parede, que fugiu e ficou perdido por um tempo. Quando o encontraram e o trouxeram de volta, ele resolveu que nunca mais na vida ia ficar sozinho e uivava sua decisão aos quatro cantos – sempre que não tinha ninguém por perto, claro”, conta Bonadio. “Minha esposa está grávida e comecei a me perguntar como seria o próximo apartamento? Será que passaríamos por tudo isso de novo? Como evitar e ajudar outras pessoas a não passarem pelo mesmo problema? Foi nesse momento que surgiu o Já Morei”, diz.
 
Para encontrar as avaliações, o usuário digita no site o endereço do imóvel no qual está interessado para localizá-lo em uma mapa e encontrar todas as avaliações disponíveis. Como o site só está há uma semana no ar, o foco da startup agora é atrair pessoas dispostas a avaliarem os lugares onde já moraram  para criar o banco de dados do Já Morei.
 
Entre as informações que podem ser cadastradas na avaliação estão dados como último valor de aluguel e condomínio, quantidade de quartos e idade aproximada do imóvel. O usuário também deve dar uma nota de 1 a 5 para descrever os pontos positivos e negativos do bairro, do condomínio e do imóvel. O serviço é gratuito e o sobrenome e a foto de quem fez a avaliação são mantidos em sigilo. O site só mostra o primeiro nome do autor da avaliação.
 
“Entendemos que o nome é suficiente para que as pessoas, em uma possível visita ao local, perguntem a alguém se aquela pessoa realmente morou no imóvel. Caso a avaliação seja denunciada como falsa, pediremos ao usuário um comprovante de residência”, explica o criador da startup.
 
Entre os planos futuros da empresa estão o lançamento de um aplicativo e a criação de uma ferramenta que facilite a localização e interação entre pessoas com problemas comuns, para que elas possam tentar resolvê-los em grupo e não individualmente.
 
A startup pretende manter todo o serviço gratuito e ganhar dinheiro com publicidade no site, ações de marketing e patrocínios. “Nosso slogan é ‘Pesquisou, mudou’. Ou o interessado muda para o imóvel, ou muda de opinião”, diz Bonadio, que vê o serviço como um complemento ao atendimento prestado por imobiliárias e corretoras. “Os proprietários e imobiliárias também podem e devem usar nossa ferramenta, pois nem sempre estão a par dos problemas ou vantagens reais dos imóveis que negociam”, diz.

Fonte: Lígia Aguilhar / Estadão

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Para evitar encalhe, outlet dará desconto de R$ 1 milhão em imóveis nesta Black Friday

Para evitar encalhe, outlet dará desconto de R$ 1 milhão em imóveis nesta Black Friday
 
O ano de 2014 não foi fácil para o mercado imobiliário brasileiro. Além de eventos que derrubaram as vendas ao longo do ano, como a Copa do Mundo e a eleição presidencial, os preços se mantiveram altos, com variações negativas ainda tímidas diante da valorização dos últimos anos. 
 
Segundo a última edição do Índice FipeZap, o preço de imóveis de 20 cidades brasileiras avançou 5,9% neste ano, chegando a R$ 7.482 por metro quadrado em outubro, em média. No mesmo mês de 2013, o metro quadrado custava R$ 7.143. 
 
Mas, a chegada da Black Friday parece ter animado o setor, que pretende usar a data para "desencalhar" os lançamentos ainda sem dono. Essa é o objetivo da outlet de imóveis novos RealtON, que irá disponibilizar aos consumidores descontos de até R$ 1 milhão em imóveis residenciais e comerciais na próxima sexta-feira (28). 
 
"Por se tratar da última data do ano que permite uma ação grande de vendas, muitos incorporadores prometem descontos extremamente agressivos, que ultrapassam o milhão de reais", descreveu o outlet em nota, prometendo promoções de até 60% do preço original em apartamentos compactos, apartamentos prontos e em empreendimentos de alto padrão. A promoção inicia na sexta-feira e se estende durante todo o final de semana.
 
Esse é o segundo Black Friday que a RealtON participa. No evento do ano passado, foram comercializados 65 apartamentos. O outlet da RealtON oferece, por exemplo, apartamento de 57 metros quadrados no Bom Retiro, com lazer completo, por R$ 365 mil, imóvel de 68 m² no Campo Belo por R$ 530 mil, e uma cobertura no Panamby, com mais de 600 m², cujo desconto é de R$ 1,2 milhão.
 
Outras imobiliárias também oferecem descontos neste mês de Black Friday. O portal imobiliário "Viva Real" reúne 12 incorporadoras que oferecem 207 empreendimentos espalhados pelo Brasil com descontos que variam entre 5% e 30%. A imobiliária Provenda também aderiu ao "Black Friday Imobiliário" e oferecerá descontos de até R$ 250 mil em imóveis residenciais e comerciais, novos e usados, em diversos bairros da cidade de Goiânia.
 
Sem 'Black Fraude'
 
Apesar das ofertas parecerem imperdíveis, antes de adquirir o imóvel é preciso estar atento para evitar dor de cabeça. Segundo o executivo da RealtON, Rogério Santos, o primeiro passo é checar a credibilidade da incorporadora ou do vendedor, buscando informações na internet, por exemplo. "O site do Procon disponibiliza uma lista de empresas que se deve evitar, veja também alguma rede social onde clientes podem dar seu depoimento a respeito do vendedor."
 
Verifique também as entrelinhas da promoção, número de vagas no estacionamento, estado do imóvel e, se estiver pronto, procure visitá-lo e até, se possível, conversar com algum proprietário. Para não cair no falso desconto, veja o preço histórico anterior do imóvel.
 
Outra dica é prestar muita atenção ao contrato. "A compra do imóvel é para sempre, portanto leia e releia o contrato. Se tiver dúvidas, não tenha receio de questionar e pedir explicações, peça alteração de algum item que lhe incomodar. Ao assinar, é preciso sentir-se totalmente confortável com a compra", finaliza o executivo.  
 
Fonte: Luisa Belloni Veronesi, Infomoney

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Único Estado sem shopping, Roraima inaugura primeiro centro comercial

Único Estado brasileiro que não tinha um shopping center até esta semana, Roraima inaugura nesta terça (25) e quinta-feira (27) seus dois primeiros empreendimentos, na capital Boa Vista.

Com 314 mil habitantes, a cidade é a segunda capital menos populosa do país, atrás apenas de Palmas (TO), onde há 265 mil pessoas e dois shoppings. Teresina (PI), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) possuem um empreendimento cada.
 
Somados, o Pátio Roraima Shopping, que abre suas portas nesta terça, e o Roraima Garden Shopping, com inauguração prevista para quinta, consumiram cerca de R$ 455 milhões, com lojas de departamento, supermercados e nove salas de cinema. O investimento é praticamente todo do Sudeste do país.
 
"A população está sedenta por um empreendimento desses. O shopping mais perto daqui fica em Manaus, a mais de 700 km de distância", diz Jacqueline Lopes, superintendente do Roraima Garden, construído pela mineira Tenco Shopping Centers. "Em uma cidade tão quente, haverá a opção de um ambiente com ar condicionado full time e segurança."
 
Jacqueline estima o custo total em R$ 300 milhões, metade deles bancado por lojistas e grandes marcas de departamento, além de financiamento de R$ 80 milhões do Banco da Amazônia. O Roraima Garden terá 168 lojas, cinco âncoras (lojas principais), quatro salas de cinema e um supermercado, num total de 42,6 mil metros quadrados de área construída e 26 mil metros quadrados de ABL (Área Bruta Locável).
 
Já o Pátio Roraima, orçado em R$ 155 milhões, abrigará 191 lojas em 26 mil metros quadrados de ABL e 42 mil metros quadrados de área construída. Além de seis âncoras, contará com cinco salas de cinema e, a partir do ano que vem, um hotel. O investimento é da carioca Saphyr Shoppingns Centers.
 
Oportunidade
 
"Nos últimos anos houve um boom de abertura de shoppings. Boa Vista alcançou 300 mil habitantes e atingiu uma enorme força econômica. Há um comércio pulverizado na cidade, e vimos uma oportunidade que justifica o investimento", diz Fabiano Guerra, superintendente do Pátio Roraima.
 
Com os dois novos empreendimentos, Boa Vista passará das atuais seis para 15 salas de cinema. As únicas disponíveis até então ficavam no Cine Super K, estabelecimento no centro da cidade, com mais de 30 anos de funcionamento, salas com tecnologia 3D e a mesma programação de filmes dos grandes centros do país.
 
"Os hábitos de consumo da população da cidade vão mudar e será um desafio para os cinemas concorrentes. Mas há espaço para todos e quem sai ganhando é a população", diz Guerra.

Também nesta semana, Manaus ganhará dois novos shoppings: Via Norte e Sumaúma Park- e fechará o ano com dez centros comerciais, além da previsão de pelo menos mais um empreendimento em 2015.
 
Dos 515 shoppings do país, 284 estão no Sudeste, 88 no Sul, 72 no Nordeste, 46 no Centro-Oeste e 25 no Norte.
 
Fonte: Folhapress

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Prédio símbolo de Dubai é o único hotel 7 estrelas do mundo

 
O Burj Al-Arab é considerado o hotel mais luxuoso do mundo e não é por menos. Afinal, é o único hotel existente que possui sete estrelas, porém tudo tem o seu preço. Para conhecer o suntuoso hall do hotel é necessário desembolsar 'apenas' US$ 75,00 ou R$ 191,00. Durante alguns anos o prédio em formato de vela que virou símbolo da riqueza de Dubai foi o hotel mais alto do mundo. Porém, em abril de 2008 o Hotel Rose Tower, também em Dubai, ultrapassou o seu concorrente em 13 metros.
 
Ele começou a ser construído em 1994 e concluído em 1999, porém antes de serem iniciadas as fundações do gigantesco prédio, precisou ser construída a ilha onde ficaria. Ele foi construído sobre uma ilha artificial criada com areia que demorou quase dois anos para ser concluída. Apenas, após a conclusão dela que o hotel pode começar a ser construído.
 
A ideia dos arquitetos era que o prédio virasse o símbolo de uma Dubai moderna, mas que não esquecesse o seu passado. Realmente, o prédio em formato de vela virou símbolo de uma nação rica e desenvolvida e ainda homenageou a história da região. O prédio é no formato de uma vela de dhow, um tradicional barco da região. Na época, a construção custou mais de US$ 650 milhões, em valores atuais, seriam mais de US$ 1 bilhão!
 
 
O hotel que possui 202 suítes não se destaca apenas por ter um hall feito com folhas de ouro, ele ainda possui sete restaurantes, spa, health Center, heliporto, jardins de golfe, várias piscinas, clube destinado apenas para crianças e uma praia privada. As menores suítes são maiores que muitos apartamentos atuais medindo 52m².
 
Mas o que realmente distingue o hotel sete estrelas dos seus pares são as suítes. Todas são duplex, as mais modestas possuem jacuzzi e sala de estar, entre outras facilidades mais 'normais'. Depois, ainda tem um mundo à parte que corresponde ao 25º andar. Este piso é ocupado pelas duas suítes Imperiais que deixaria muito imperador de boca aberta.
 
Suítes Imperiais 
 
 
Após reservar a sua hospedagem na suíte imperial, você terá que passar a hora em que chegará ao aeroporto. Mas para que isso? Haverá um Rolls Royce Phantom com chauffeur para lhe levar ao hotel. Não quer pegar trânsito? Você também poderá optar por um helicóptero. Simples, né? Ao chegar no edifício de mais de 300 metros terá um elevador privativo que lhe deixará num mundo dos sonhos com 670 metros quadrados de puro luxo e ostentação.
 
No 1º andar da suíte fica o hall, a sala de jantar, cozinha, biblioteca e escritório. Já no 2º andar, o qual o acesso só é feito através de uma escadaria de mármore com detalhes em ouro fica o quarto com uma cama King size rotativa e um banheiro todo em mármore. O luxo é tanto que dentro do banheiro possui um mini spa, ducha, jacuzzi, além de produtos de marcas famosas.
 
Após uma viagem longa sempre é bom um banho relaxante e que tal após o banho se enxugar em toalhas aquecidas? Estas suítes disponibilizam toalhas 'quentinhas' para os seus 'imperadores'.
Após tomar o banho dos sonhos, chegou a hora de contemplar a suíte. O piso todo feito em mármore de carrara é parcialmente coberto por tapetes orientais e os mimos não acabam por ai. Tem até notebook e seis telefones sem fio a disposição dos hóspedes. Haja orelha para falar tanto! Após conhecer a super suíte, chegou a hora de aproveitar a praia particular, onde poderá encontrar atores e atrizes de Hollywood que frequentam o local ou apenas grandes empresários.
 
Ok, mas qual o preço deste luxo? Por apenas US$ 9 mil a diária, você poderá passar a noite nesta suíte! Já para os que não são tão exigentes e aceitam uma suíte mais simples, o valor caí mais da metade. Por cerca de US$ 3,5 mil você poderá se hospedar nas suítes mais simples.
Achou caro? Não se assuste, outros hotéis possuem diárias muito mais caras que esta. A Bridge Suite do hotel Atlantis, nas Bahamas custa cerca de US$ 25 mil por dia.
 
Dubai 
 
 
Com cerca de 2,2 milhões de habitantes, a cidade está localizada no meio do deserto da Arábia e é um exemplo de cidade planejada que foi se modernizando com o tempo, mas sem abrir mão do seu planejamento. Ela faz parte de um conjunto de sete Cidades-Estados que formam os Emirados Árabes Unidos (EAU), sendo elas Abu Dhabi, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah, Fujairah e Dubai.
 
Dubai parece que foi construída para os turistas, pois o que não faltam são locais para diversão. Por lá, fica o maior shopping dos Emirados Árabes Unidos, o maior prédio do mundo (a Burj Dubai), um conjunto de ilhas artificiais em formato de palmeiras, as "Palm Islands", além de ter um campo de golfe coberto e totalmente refrigerado. Já aos que gostam de grifes internacionais de luxo irão amar Dubai! A lojas de marcas famosas brotam do chão como areia no deserto. Naturalmente, o preço também é salgado.  
 
 
A Embaixada brasileira dos Emirados Árabes Unidos fica na cidade de Abu Dhabi, localizada cerca de 150km de distância de Dubai. Já quem preferir ligar, o telefone é 9712-632-0606. Vale lembrar que o código de área interno de Abu Dhabi é 04.
 
Serviço
Site Oficial de Dubai: www.dm.gov.ae
Site do hotel: www.burjalarab.com
Idiomas: O árabe é o oficial, porém o inglês é falado normalmente pela cidade
Moeda: Dirham (aceitam o Dólar também)
Aeroportos com voo (direto) para Dubai: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Belo Horizonte

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ponto comercial interfere no sucesso do negócio

A escolha do lugar certo permite que todos os esforços aplicados na administração correta do negócio surtam efeito. Faz também com que o seu esforço para atrair clientes seja menor. Muitas vezes não basta apenas o "feeling" para encontrar o lugar ideal. Pesquisa e planejamento podem ser grandes aliados para uma expansão geográfica com êxito.

Veja os prós e contras do espaço escolhido

Há diversos modelos de ponto comercial e você deve optar por aquele que tenha sinergia com seu produto ou serviço.

Existem os pontos que estão localizados em áreas externas, como o modelo "stand – alone", que é a loja de rua tradicional. Ela fica sozinha, mas com uma infraestrutura diferenciada. Há o "built to suit", cuja arquitetura é idealizada pensando em servir; o "strip center", que fica em pequenos centros comerciais a céu aberto; e o "in line", que segue a fachada dos prédios.

Caso seu negócio atraia mais clientes se estiver em um espaço fechado, você pode optar por um ponto comercial localizado em uma galeria comercial, que funciona como shoppings de pequeno porte, já possui um número reduzido de lojas.

Os shoppings centers são uma opção para quem prefere ambientes localizados em áreas internas e com um maior número de lojas. Ao optar entre um ponto localizado em um shopping ou na rua, o empreendedor deve ter em mente que esses modelos de pontos comerciais oferecem seus prós e contras.

Por exemplo, em um shopping, a compra é principalmente planejada e o empreendimento oferece segurança e conforto para o consumidor, além de possuir capacidade de polarizar a demanda da região. Em contrapartida, seu custo de ocupação é mais alto comparado à maior parte dos aluguéis de lojas de rua.

Loja de rua tem área de influência menor, mas conta com a conveniência

Já no modelo de ponto comercial localizado em ruas, o consumidor compra principalmente por conveniência. A visibilidade fica mais restrita ao bairro, com uma área de influência menor. Por isso, o fluxo depende muito da habilidade e do relacionamento do lojista.

Em suma, a escolha certeira de um ponto comercial é uma somatória de fatores pré-estudados, como a demografia da região, a demanda do mercado, o público-alvo do seu negócio, a concorrência e fatores urbanos que possam impactar no seu volume de vendas.