Pesquisar este blog

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nova lei dá mais poderes a dono de imóvel

Juízes terão mais facilidades para determinar a desocupação de um imóvel; retomada hoje leva em média 14 meses

Políticos dizem que o objetivo de nova legislação é reduzir o número de imóveis fechados por causa das normas atuais

Os proprietários de imóveis terão mais facilidade para despejar o locatário, segundo projeto aprovado no Senado.
As mudanças feitas na chamada Lei do Inquilinato dão mais segurança aos proprietários na hora de alugar o imóvel.
O texto permite a realização de contratos sem fiador ou multa. Contudo, nos casos de falta de pagamento, poderá haver despejo sumário do locatário. Foram estabelecidas também novas regras para uso de fiador e definido o responsável pelo aluguel quando um casal se separa -no caso, a pessoa que seguir morando no imóvel.
O projeto foi apresentado pelo deputado José Carlos Araújo (PDT-BA) em 2007, sob a justificativa de que era preciso adequar legislação de 1991 às mudanças determinadas pelo Código Civil de 2002.
Como já havia sido aprovado em comissões da Câmara, em 5 de maio, e do Senado, ontem, sem a necessidade de passar pelo plenário, o projeto de lei vai ser submetido à sanção do presidente da República.
O texto aprovado estabelece novas situações em que o juiz poderá conceder liminar (sentença provisória) determinando o despejo: necessidades de reparação urgente no imóvel, estabelecidas por autoridades pública; quando o inquilino não apresentar novas garantias em até 30 dias após notificação; um mês após fim do contrato quando o proprietário informar o inquilino não residencial de que não pretende renová-lo.
Além disso, a lei autoriza o uso de despejo sumário. Isso poderá estar previsto em contratos que exijam menos formalidades, como a existência de fiador ou de seguro. Nesses casos, quando o fiador não pagar o aluguel, poderá ser despejado imediatamente. Hoje, a retomada de um imóvel leva em média 14 meses.
Hoje, quando o inquilino atrasa o pagamento por mais de dez dias, o dono do imóvel tem de entrar com duas ações na Justiça (uma de execução da dívida e outra de despejo) para tentar desocupar o imóvel, caso não chegue a um acordo. Agora, diz Gilvan João da Silva, diretor do Secovi-DF, o procedimento será mais rápido: bastará comprovar na Justiça o atraso para conseguir o despejo.

Comprovação de renda
Ao mesmo tempo em que autoriza a dispensa de fiador, a nova lei endurece as regras nos contratos em que ele é usado. Agora o proprietário poderá pedir uma nova comprovação de renda do fiador no momento da renovação de contrato.
O proprietário poderá também exigir um novo fiador caso aquele que estiver no contrato se encontre em regime de recuperação judicial -isso vale para empresas que estão em dificuldade financeira.
Pelo projeto aprovado, o dono do imóvel pode não renovar o contrato com o atual locatário caso receba uma oferta melhor. Quando um casal se separa, o responsável pelo pagamento do aluguel é aquele que continua morando no imóvel.
Ainda no que se refere ao fiador, outra mudança importante é que ele poderá desistir de participar do contrato. Nesse caso, o locatário terá de encontrar um novo fiador em 120 dias.
"Pela atual legislação, o fiador tem de cumprir o contrato até o fim. Isso é péssimo, principalmente quando há desentendimentos com o locador", afirmou o deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), que é o autor do projeto.

Segurança
Ele concorda que o objetivo da proposta é dar mais segurança aos proprietários. "A gente vê reclamação de todos os cantos. Um conhecido meu tem 80 apartamentos fechados porque não confia na lei. Agora, isso vai mudar", disse Araújo.
O projeto foi relatado pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no Senado. "Nosso objetivo é facilitar o aluguel de imóveis. Hoje em dia, há 3 milhões de imóveis desocupados. Os proprietários não se sentem seguros para alugar", disse. Há 7 milhões de contratos no país.
Outra mudança refere-se ao pagamento de multa no caso de devolução do imóvel. "Durante o prazo estipulado para duração do contrato, não poderá o locador reaver o imóvel alugado", determina a lei. "O locatário, todavia, poderá devolvê-lo, pagando a multa pactuada, proporcionalmente ao período de cumprimento do contrato, ou, na sua falta, a que for judicialmente estipulada", diz a lei.

Fonte: Adriano Ceolin da Sucursal de Brasília

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Contra a crise, o alto padrão

José Auriemo Neto, da JHSF, revela como o mercado de imóveis mais caros acabou não sendo afetado pela crise

Aos poucos, o mundo vai remontando as peças no jogo da economia pós-crise. E para o Brasil, especificamente, as perspectivas são boas, visto que o País não chegou a entrar na festa da “bolha imobiliária” que atacou os países de Primeiro Mundo e fez explodir o mercado financeiro americano. Não por prudência, mas por falta de crédito fácil e de um sistema financeiro altamente regulamentado.

Há perigo de formação de uma bolha brasileira? “Difícil”, diz José Auriemo Neto, da JHSF. Se o programa de governo “Minha Casa, Minha Vida” resultar no dobro do endividamento imobiliário que o Brasil tem hoje, chegaremos a 5% do PIB. Só para lembrar: quando a crise estourou, a Espanha tinha 40% do seu PIB comprometido com o financiamento de imóveis e EUA, 70%.

Auriemo, no entanto, não navega por essas bandas. Depois de ter passado por uma fase de construção, a empresa hoje investe quase que exclusivamente em produtos de alto padrão, calçada por um IPO feito há quatro anos. Seus acionistas, aliás, nos últimos sete meses, passaram de 500 para mais de 5 mil. “Este é o tamanho do interesse por investir no setor imobiliário”, ressalta.

Aqui vão trechos da sua entrevista:

Depois da crise, o investidor ficou mais exigente, ou menos?
Eles sempre são exigentes. Hoje as características de um investimento são analisadas com um cuidado e aprofundamento muito maiores. Se um determinado perfil ou objetivo está claro, há uma pesquisa bem mais detalhada de qualidade dos investimentos. Falo aqui especificamente da área imobiliária, pois as outras não conheço.

Normalmente o investidor imobiliário pensa no longo e médio prazos. O brasileiro tem cultura para ver isso, uma coisa de tijolo, não de papel?
Cada vez mais o investidor age dessa forma, sente-se melhor se está associado a uma atividade produtiva. Ele vê a obra crescendo, as pessoas andando pelo shopping, há uma relação direta, enfim, com o que está acontecendo.

De que modo seu mercado foi afetado pela crise?
Nessas situações há sempre uma primeira reação, que é uma crise de entendimento. Esta teve uma abrangência global, não estavam definidos quais impactos viriam, no Brasil, no mundo. À medida que o pessoal do setor imobiliário foi retomando a confiança no mercado geral - financeiro - o Brasil foi se descolando da crise e o setor de alto padrão foi pelo mesmo caminho.

Tem exemplos concretos?
Desde o nosso IPO, em 2007, lançamos R$ 2,8 bilhões em nossos produtos. Vendemos até agora R$ 2,1 bilhões. Ou seja, 73% de todos os produtos lançados. E todos se valorizaram muito acima de qualquer perspectiva.

Esta valorização não é um reflexo da escassez de terrenos bons, principalmente em São Paulo e no Rio?
Em parte é, de fato. Mas também existe a vontade de se ter algo concreto nesta crise financeira. O imóvel não desaparece de um dia para outro, como acontece às vezes com as aplicações em papel.

Vocês estão concentrados em produtos de luxo. Qual é o motivo dessa opção?
Não chamo o nosso foco de luxo. Temos um segmento de residências de alto padrão, que se estende também aos prédios de escritórios e shopping centers. Quando se fala em escritório corporativo, por exemplo, luxo não se encaixa. Falamos então em alto padrão.

Por que vocês abandonaram a área da construção?
Percebemos que, se a empresa tiver foco maior na pesquisa, em produto, em desenvolvimento imobiliário, teremos uma construção com foco melhor. E por esse caminho, com o mercado de construção se desenvolvendo, você consegue hoje suporte adequado e boas parcerias com os construtores.

O que é mais difícil, lidar com cliente de alto padrão ou de padrão médio?
Lidar com qualquer tipo de cliente traz desafios. A empresa precisa estar estruturada e fazer treinamento para atender adequadamente a todos. Este é um fato fundamental - que as empresas reservem um investimento grande para treinamento de qualidade.Há diferentes nichos e as equipes precisam ser formadas, também, de modo diferente.

Esses imóveis de alto padrão aparecem cada vez mais no formato de bunkers, por causa da segurança. É uma exigência do segmento?
É difícil dizer, aí, o que é causa e o que é consequência. É um fenômeno ligado a grandes cidades. Em Nova York também ocorre coisa parecida. Mas nosso índices de violência estão melhorando, temos pesquisas em que não vemos piora. Pesquisas relativas principalmente à cidade de São Paulo.

No Rio, vocês não entraram por quê?
A gente decide atuar baseado na chance de desenvolver algo com uma qualidade que nos permita ficar à vontade. Não encontramos isso, ainda, no Rio. Terreno bem localizado, de fácil acesso...

Como funcionam as associações que vocês fizeram com marcas de alto padrão, como Daslu e Fasano?
Do Fasano, somos sócios. A Daslu é uma relação em que eles vieram ancorar o Cidade Jardim, além de um plano de ancoragem da marca em dois novos shoppings. Não é uma associação, é uma relação de empreendimento lojista.

Onde serão os dois novos shoppings com essa marca?
Ainda não temos uma definição sobre isso.

Vocês compraram a Hermès. Existe alguma outra marca na mira?
A marca tem um plano de crescimento. As vendas no Brasil estão inacreditáveis. Esses negócios, Daslu, Fasano, Hermes, foram feitos porque tinham uma grande sinergia com o nosso core business.

Fonte: Sonia Racy


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Moema é o bairro mais caro, Sapopemba o mais barato

Para quem paga aluguel, Moema é o bairro mais caro para se morar na cidade de São Paulo. Pesquisa do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo) mostra que o m2 do aluguel no bairro, que fica na zona sul de São Paulo, custa R$ 26,57. Esse é o preço cobrado para quem mora num apartamento de um dormitório.

Em segundo lugar no ranking da carestia está o Jardins, onde o aluguel do m2 de um imóvel também de um quarto custa R$ 25,81. Mas o preço cai quando o tamanho do apartamento cresce. O preço de um imóvel de dois quartos, por exemplo, é de R$ 24,28 o m2. Se o apartamento tiver três dormitórios, o m2 fica em R$ 19.

O bairro de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, é o mais barato. Alugar um apartamento de um quarto na região custa R$ 8,42 o m2. O segundo lugar mais barato é São Miguel Paulista, também na zona leste. Lá, o m2 custa R$ 8,93.

Para se ter uma ideia da disparidade de preços de alugueis e da valorização de certos bairros na capital paulista, no Butantã, bairro de classe média de São Paulo, o aluguel de residências de um dormitório varia entre R$ 9,59 e R$ 11,02, e de dois dormitórios entre R$ 11,05 e R$ 12,15.

Isso significa que em uma distância de apenas 9 km, entre o Butantã e os Jardins, o preço do aluguel de um imóvel de dois quartos com 80 m2 pode variar entre R$ 884 e R$ 1.942.

Programa Minha Casa Minha Vida recebeu até setembro 352 mil pedidos de contrato

Até setembro, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu 352 mil pedidos de contrato, no valor de R$ 22,6 bilhões. Destes, foram assinados 95.652 mil contratos, num total de R$ 6,1 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, durante o evento Olho no Olho promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Paulo Bernardo informou que, até setembro, havia 410 empreendimentos para construção de imóveis que se enquadram no programa, com 63.994 unidades, no valor de R$ 3,7 bilhões e 31.665 contratos assinados por pessoas físicas, totalizando R$ 2,4 bilhões.

De acordo com o ministro, a previsão é encerrar o ano com 400 mil unidades contratadas. "Quarenta por cento da meta estarão contratados até o final de dezembro e, provavelmente em 30 de junho, teremos outros 40% contratados. Ou seja, 80% dos contratos estarão firmados até 30 de junho. O prazo médio de análise de cada pedido é de 45 dias. Supõe-se que quase a totalidade disso vai estar resolvida até o final do ano, além dos outros que vão entrando."

Antes de participar do encontro, Paulo Bernardo afirmou, em entrevista, que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da linha branca vale somente até o final deste mês.

"O governo vai anunciar a decisão nos próximos dias. É assunto do Ministério da Fazenda, e não acredito que alguém vá anunciar isso que não seja o ministro Guido Mantega. A informação que vale é a de que o IPI está reduzido até o dia 31 de outubro e até o governo tomar uma decisão", afirmou Paulo Bernardo.

Em tom de brincadeira, o ministro aconselhou a população a aproveitar a redução do IPI e disse que ele mesmo iria sair do evento e passar em uma loja para comprar um fogão.

Perguntado sobre a possibilidade de parceria entre o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, como candidatos à Presidência da República, Paulo Bernardo disse que as definições só começarão a ser feitas a partir de março.

"A coisa mais sensata que podemos fazer é ter um candidato que represente o governo nessa eleição. Significa deixar para a oposição um espaço muito mais reduzido, porque, se tivermos mais de um candidato, podemos ter um problema de mimetismo político", afirmou.

Sobre a taxação da exportação de minérios, Paulo Bernardo disse que não tem informação, embora já tenha ouvido falar do assunto algumas vezes no Congresso Nacional, ou da boca de governadores, principalmente dos Estados produtores. "Mas, dentro do governo, não estamos trabalhando isso, não", concluiu.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Apartamento mais caro do mundo é vendido em Hong Kong por US$ 56,6 milhões

Uma das maiores imobiliárias de Hong Kong anunciou nesta quarta-feira (14) que vendeu um apartamento pelo valor recorde de US$ 56,6 milhões (R$ 96,6 milhões) - horas depois de as autoridades locais alertarem para o crescimento de uma possível bolha imobiliárias na cidade, segundo informação do site do jornal "The New York Times".

A Henderson Land, empresa responsável pela venda, disse que o apartamento milionário fica quase no topo de um arranha-céu com vista para o Porto de Vitória. É um duplex com cinco suítes, 572 metros quadrados de área e um jardim de 340 metros quadrados. A identidade do comprador não foi divulgada, mas a companhia afirmou não ter conhecimento de um preço mais caro já pago por um apartamento em qualquer outro lugar do mundo.

As melhoras dos últimos meses na economia chinesa desencadearam um aumento poderoso nos preços de imóveis de luxo em Hong Kong, puxado pelas aquisições de chineses ricos dispostos a gastar fortunas em apartamentos. Ainda mais com taxas de financiamento que podem chegar a apenas 2,05%, o que ajuda a fomentar a especulação imobiliária, de acordo com o "New York Times".

"O número relativamente pequeno de unidades residenciais construídas e os preços recorde verificados em algumas transações neste ano causam preocupações sobre a oferta de apartamentos, dificuldade para comprar casas e a possibilidade de [se formar] uma bola imobiliária", disse Donald Tsang, chefe do governo local.

Apesar da dificuldade de comparar o preço por metro quadrado de um imóvel em países distintos devido a diferenças de padrões na contagem das medidas, Hong Kong já enfrentou uma série de denúncias sobre imobiliárias que estariam fazendo propaganda de apartamentos maiores do que a área real das unidades, informou o jornal americano.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Longe da Baixa Renda

Aventura da JHSF no Mercado de Baixa Renda Deve Durar Pouco
Companhia decidiu não dar continuidade aos projetos de residências mais simples

A aventura do empresário José Auriemo, presidente da incorporadora JHSF, no mercado de baixa renda durou pouco. No fim do ano passado, a JHSF, especializada em imóveis de luxo, como o shopping e o condomínio Cidade Jardim, em São Paulo, comprou a Developer, incorporadora com projetos para imóveis residenciais mais simples e um banco de terrenos amplo espalhado pelo país. Menos de um ano depois, Auriemo decidiu não dar continuidade ao projeto. Parte dos terrenos foi vendida e para os quatro que restaram, em Manaus, Porto Velho, Natal e Feira de Santana, Auriemo desenvolveu projetos com grupos locais como MRM e Direcional. “Esses serão os únicos empreendimentos da Developer. Depois de finalizados, a empresa deixa de existir”, afirma Auriemo. O empresário, que recentemente vendeu o shopping Santa Cruz para o grupo BR Malls, diz que a estratégia do grupo é focar na alta renda. “A maioria das incorporadoras está concentrada na baixa renda. Isso abre espaço para desenvolvermos um mercado no qual já somos líderes”, diz o empresário.

Franquia Imobiliária Elege Brasil Como Foco

Americana RE/MAX abre operação no país com 17 regionais

O material de divulgação sobre o americano Dave Liniger, fundador da imobiliária RE/MAX - rede de franquias que está chegando ao Brasil - sugere um daqueles marqueteiros natos, que gosta de falar mais de si do que do próprio negócio. As credenciais são de um especialista em gerenciamento do tempo, recrutamento e motivação que pilota aviões multimotor, joga golfe, cria cavalos árabes e anda de balão. Nada disso é mentira.

Mas o americano que começou comprando casas para reformar e revender no Arizona, não fala dos hobbies, nem é adepto dos jargões motivacionais. Mas não esconde a empolgação ao falar sobre o mercado imobiliário, onde atua há mais de 35 anos. No entanto avisa, logo de cara, que é tímido. E encerra a conversa com um sorriso contido dizendo que continua tímido - e ainda assim conseguiu ser bem-sucedido na venda de imóveis.

Liniger escolheu o modelo de franquias para expandir seu negócio. Com a promessa de comissões mais polpudas que as da concorrência, chegou a 100 mil corretores em 78 países e faturamento mundial de US$ 360 bilhões. A imobiliária americana de nome ambicioso - RE/MAX significa Real Estate Maximus, algo como o máximo do mercado imobiliário - desembarca no Brasil em um momento crucial.

Depois de ver o seu negócio encolher 10% por conta da crise, os mercados emergentes, como Brasil e Índia - onde também está começando a operar -, são vistos como primordiais na estratégia da companhia. “O Brasil é a estrela do momento, com classe média forte, governo estável e indústria diversificada”, diz Liniger, pela primeira vez no país. Quatro sócios master franqueados investiram R$ 10 milhões na aquisição da marca. No Brasil são 17 regionais e uma rede de lojas em cada localidade.

O trabalho não é fácil, já que o nome ainda não diz nada aos brasileiros. A concorrente direta no mundo, a Century 21, chegou um ano antes e estreou o modelo de franquias imobiliárias no Brasil. As empresas nacionais também estão testando as franquias e outros modelos mais flexíveis, como a parceria ou simplesmente o credenciamento de imobiliárias. Esse é o caso da Lopes, que criou o braço Pronto! para imóveis usados, e da Brasil Brokers, que já opera com o credenciamento e vai abrir uma operação de franquia. Além disso, o mercado de usados é crescente, mas voltou a ter concorrência voraz dos lançamentos.

No mercado, o que se fala é que, num primeiro momento, há uma resistência dos corretores aos modelos mais engessados - e ainda distantes da realidade brasileira, com sistemas muito complexos - das empresas americanas. “Ouvi a mesma coisa quando saí de Denver para Chicago e depois para Atlanta. Somos muito flexíveis e sabemos que o mercado é regional.”

Fonte: Valor

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Onoda fecha parceria e prevê lançar R$ 270 mi

No mercado nacional há cinco anos, a Onoda Engenharia acaba de firmar parceria com a Procupisa, do Cupa Group, multinacional espanhola. Com a parceria, ambas empresas têm o objetivo de atuar na capital paulistana e interior do estado, com empreendimentos de alto padrão e condomínios populares. Os lançamentos até 2010, resultam em um VGV ( valor geral de vendas) de mais de R$ 270 milhões e geram direta e indiretamente mais de 700 empregos.

De acordo com a empresa, a Onoda Engenharia já lançou mais de 12 empreendimentos de alto padrão na capital paulista - comerciais e residenciais. A empresa afirma ter crescido 40%, em relação ao ano passado e afirma estar em busca da excelência nos empreendimentos e, com isso, se tornar uma das mais representativas construtoras.

Já a Cupa Group é formada por mais de 50 empresas em diversos países: Espanha, Brasil, França, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, China e Índia. Com exportação para mais de 40 países, a empresa é líder mundial na comercialização de ardósia. Em nota, a empresa diz ter faturado em 2008 superou R$ 1 bilhão.

A Procupisa é uma empresa do Cupa Group que desenvolve empreendimentos imobiliários na Espanha há mais de 20 anos e está presente no Brasil desde 2007. Sua atividade principal no País é para empreendimentos imobiliários no segmento popular e premium, na cidade de São Paulo e vizinhas.
Fonte: DCI

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

IMÓVEIS DE LUXO NÃO PERDEM VALOR COM A CRISE

Investimentos sólidos – e de qualidade – se tornam um importante diferencial em tempos de economia incerta.

A crise financeira mundial, que começou com a quebra dos créditos para o mercado imobiliário norte-americano, não se refletiu na mesma proporção aqui no Brasil, tampouco afetou o mercado imobiliário nacional. Os lançamentos continuam e, de acordo com levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominal (Inpespar), foram colocados à venda até março deste ano cerca de oito mil unidades apenas no Paraná, sendo 250 com valores acima de R$1 milhão.

“Na crise há muitas oportunidades e, entre elas, estão os imóveis de luxo”, avalia o especialista Christophe Rioux, diretor do Pólo Luxo do Instituto Superior de Comércio de Paris. Na avaliação de Rioux, o consumo de luxo em países do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) se mantém. “É uma categoria da sociedade que continua investindo, independente da crise”.

Entre 2004 e 2008, a valorização média do metro quadrado alcançou 75,48%, de acordo com o Inpespar. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, avalia que os imóveis possam ter ainda nesse ano um acréscimo de valor na ordem de 5% a 7%. “O luxo no mercado imobiliário está crescendo muito em todo o mundo”, diz Rioux.

A tendência mundial se reflete em todas as capitais brasileiras. Em Curitiba, a construtora San Remo dedica-se ao setor de luxo imobiliário há quase três décadas. A cada lançamento, a San Remo incorpora mais qualidade e know how das preferências do cliente. É para quem busca exclusividade que a empresa vem atuando, oferecendo sempre bons negócios. Em pleno bairro do Batel, região valorizada próximo ao centro de Curitiba, a construtora acaba de entregar o Maison Classique, com apartamentos de duas ou três suítes e uma ampla sala para três ambientes. São 38 apartamentos – dois por andar. A exclusividade se soma aos adicionais que podem ser pedidos pelo cliente: para oferecer mais opções de compra aos clientes desta modalidade, foram colocados à disposição 25 acessórios, tais como infraestrutura para ar-condicionado, calefação de piso nas salas, mármores importados, entre outros.

“Em tempos de crise, o cliente de luxo quer ter uma boa oportunidade financeira. Nem todos compram para morar. Alguns adquirem imóveis planejando o crescimento da família ou para investir em um local para lazer ou negócios”, comenta o diretor de lançamentos do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Fábio Rossi Filho.

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, vê no mercado de luxo paranaense uma grande demanda por imóveis de qualidade. “São vendidos cerca de 60% a 70% dos imóveis ainda durante a execução da obra. As unidades são comercializadas rapidamente,” afirma.

UM POUCO SOBRE A SAN REMO
Especializada na construção de edifícios residenciais e comerciais de luxo, a Construtora San Remo consolida-se como uma das empresas mais conceituadas no mercado da construção civil em Curitiba. Com 28 anos de atuação, a empresa destaca-se por oferecer obras de altíssimo padrão, com acabamento superior e atenção em cada detalhe. À frente dos empreendimentos está o engenheiro João Carlos Perussolo.

Fonte: Mcomm Comunicação Dirigida

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Brasil tem 2 empresas do setor de construção entre maiores das Américas

Levantamento, por valor de mercado, não abrange empresas do Canadá.Cyrela tem maior valor de mercado do país, segundo a Economatica.
Duas empresas brasileiras estão entre as dez maiores ligadas ao setor da construção nas Américas em valor de mercado, segundo levantamento da consultoria Economatica. A pesquisa não abrange empresas do Canadá.
De acordo com a pesquisa, as duas maiores empresas do ranking são dos Estados Unidos: a Fluor Corp, com valor de mercado de US$ 9,79 bilhões em 27 de agosto, e a Jacobs Engineering, com US$ 5,55 bilhões. Na terceira posição aparece a brasileira Cyrela Realty, que encerrou o pregão da quinta-feira valendo US$ 4,89 bilhões.
A segundo empresa brasileira do ranking é a MRV, na nona posição, com valor de mercado de US$ 3,120 bilhões.
Entre as 20 maiores do continente, a participação das empresas brasileiras aumenta, com outras quatro companhias fazendo parte do ranking: na 14ª posição, a PDG Realty (US$ 2,34 bilhões); na 15ª, BR Malls Participações (US$ 2,06 bilhões); na 17ª, Gafisa (US$ 1,99 bilhão); e na 18ª, Multiplan (1,97 bilhão).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A diferença entre Humorismo e Jornalismo

Um bezerro que se assustou com um veículo em Serra, grande Vitória, pulou para um telhado ao nível da rua e caiu na cama da dona da casa. O fato evidencia a falta de fiscalização nas milhares de construções irregulares em todo o país.

Em vez de aprofundar o tema, “construções irregulares”, os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg, da Rede Globo, acharam o ocorrido engraçado, tratando as imagens como uma vídeo cassetada. Segundo os jornalistas,” o bezerro só queria se admirar no espelho”. Comentário lamentável, principlamente considerando que a dona de casa desmaiou com uma pancada na cabeça.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Justiça contesta "conjunto habitacional" flutuante no rio Paraná

A instalação de uma espécie de "conjunto habitacional" flutuante sobre as águas do rio Paraná é contestada na Justiça. Segundo promotores e procuradores da região de Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo), as casas provocam impactos em áreas de preservação ambiental.

No local, 41 proprietários receberam da Marinha aval para construírem verdadeiras casas flutuantes por meio de títulos de Inscrição de Embarcação. A proliferação dessas instalações levou o Ministérios Públicos Federal e o Estadual a ajuizar na Justiça uma ação pedindo que a Marinha impeça a propagação de novas casas e a remoção das já existentes.

De acordo com o promotor Fernando Cesar Bolque, trata-se de uma ocupação indevida, já que as casas não podem ser consideradas embarcações.

Entre os problemas citados estão o desmatamento nas margens em razão da limpeza de terreno e impactos na vegetação aquática ciliar causados pelo uso de banheiros, fossas e até passarelas. Não há depósito de resíduos sólidos no local.

Ancoradas ou amarradas em troncos perto do rio, as casas são feitas de madeira ou fórmica e são sustentadas por barris, pneus ou até garrafas plásticas. Segundo o procurador da República em Presidente Prudente Luís Roberto Gomes, a maioria das casas é usada para lazer. Algumas contam com churrasqueira e aquecedor solar.

Para ele, trata-se de um "grande negócio", já que no rio não se paga impostos, aluguel, condomínio, luz e água. As casas estão espalhadas em uma área denominada "região das cinco ilhas", nos municípios de Paulicéia e Panorama.

Segundo a ação, ao menos 23 inquéritos policiais já foram instaurados para apurar a ocorrência de crimes ambientais. Os usuários são suspeitos de promover a pesca predatória e também de explorar comercialmente as casas. "Detectamos até uma que parecia funcionar como bar, com balcão e câmera frigorífica", diz Bolque.

Ele diz temer que o local se torne uma "favela fluvial". A ação pede que a União e os proprietários que desobedecerem a eventual decisão paguem multa diária de R$ 10.000. A ação é analisada na 2ª Vara Federal de Presidente Prudente.

Em nota, a Marinha diz que os proprietários comprovaram os requisitos exigidos pelo órgão e que não tem responsabilidade pela retirada das casas. Caso seja constatada a degradação da margem do rio, diz, cabe aos órgãos ambientais tomarem providências.

domingo, 2 de agosto de 2009

Crise faz família viver sozinha em prédio de 32 andares na Flórida

Prédio de alto padrão tem cerca de 200 apartamentos. Família diz que tem medo e dorme colada ao celular

Uma família americana passa por uma situação inusitada dentro do condomínio de 32 andares e cerca de 200 apartamentos na Flórida. Ela é a única que mora no local.

Por conta da crise econômica, ela foi a única que conseguiu quitar parte das dívidas e se mudar para o prédio. A maior parte dos demais compradores não concluiu seus contratos e acabou tendo que morar em um prédio adjacente, que foi construído pela mesma empresa.

Segundo a agência de notícias “Associated Press”, a maioria dos compradores dos apartamentos foi afetada pela crise econômica. Muitos perderam o emprego e outros nem conseguiram o financiamento do imóvel. Uma parcela desse grupo mudou de ideia e, com medo da crise econômica mundial, desistiu do negócio.

“O futuro iria ser nessa região da Flórida”, disse Victor Vangelakos, de 45 anos, um capitão dos bombeiros que pensava em se aposentar já morando no novo edifício, o Oasis Tower One.

“É um prédio lindo”, afirmou o advogado da família, John Ewing. “O problema é que é um prédio muito solitário”, completou ele, que representa ainda outras 27 pessoas que investiram no prédio.

Vangelakos conta agora que sente medo por morar sozinho no prédio. “Dormimos com o celular ao lado da cama”, diz ele, que revela que já teve que chamar a polícia após ouvir uma pessoa bater em sua porta.

Para aumentar o receio, as luzes da piscina e a porta automática do hall de entrada foram desligadas.

domingo, 26 de julho de 2009

Hotel ecológico, idealizado por Marlon Brando, será construído na Polinésia Francesa

Vai começar a construção do resort ecológico ‘The Brando’, no atol de Tetiaroa, Polinésia Francesa. Depois de muita discussão por questões ambientais, o governo do Taiti autorizou o início das obras.

A polêmica vem desde 1965, quando o ator Marlon Brando conheceu o lugar. Fascinado pela beleza, comprou as 13 ilhas que formam o atol e imaginou erguer ali um luxuoso resort em harmonia com a natureza. Brando, famoso pelo papel de Don Corleone em O Poderoso Chefão, morreu em 2004, mas um antigo sócio deu continuidade ao sonho.

Agora, serão 47 bangalôs além de um espaço comum para os hóspedes. Tudo será feito para provocar o menor impacto possível ao meio ambiente. As obras começaram com a construção de uma plataforma sobre o recife de corais para evitar que a movimentação de pessoas e máquinas danificasse a formação natural.

O hotel vai funcionar com um sistema de ar condicionado que conta com a ajuda da água do mar. Uma bomba puxa a água fria do fundo do oceano e, por um sistema de canos, resfria o ar na superfície. Segundo consta no site do projeto, o sistema já funciona com sucesso em Bora Bora, outro paraíso no Pacífico. O local também fará uso extensivo de energia solar e eólica, além de servir como uma área de proteção de tartarugas marinhas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais profissionais têm optado pelo trabalho remoto. Saiba como ser produtivo trabalhando em casa

Cansado dos engarrafamentos, do estresse e da falta de segurança no Rio de Janeiro, Carlos Ruchaud, diretor médico, mudou de cidade e de vida quando criou seu home office em Florianópolis, Santa Catarina, há cinco anos. “O home office traz benefícios a todos e melhora a produtividade”, diz o diretor médico da Genzyme do Brasil, farmacêutica cuja sede fica em São Paulo, mas que conta com funcionários trabalhando remotamente em Santa Catarina e Minas Gerais. Histórias como a de Carlos estão se tornando mais comuns. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, o número de profissionais trabalhando de casa cresce 10% ao ano. O trabalho remoto é uma alternativa cada vez mais procurada por quem não tem a obrigatoriedade de estar no escritório, por mães de recém-nascidos e autônomos interessados em baixar seu custo fixo. Veja como ser produtivo trabalhando em casa.

1 - Família, família, negócios à parte
Quem opta pelo home office tem de conscientizar a família de que não está disponível durante o expediente. No início, Carlos, da Genzyme, fez questão de que até a esposa usasse o telefone para falar com ele. A estratégia de Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do Black- Berry, para educar os dois filhos foi usar um boné da empresa para indicar que estava trabalhando. “Quando eu tirava o boné eles pulavam em mim.”

2 - Delimite seu espaço de trabalho
“Se a pessoa não tem um espaço para fazer o escritório, orientamos que delimite um lugar e avise à família que aquele é seu canto de trabalho”, diz Fabio Filho, gerente de desenvolvimento de negócios para a América Latina da Canonical, distribuidora do sistema operacional Ubuntu, com mais de 80% do pessoal trabalhando em casa. “Se for necessário dividir o espaço, estipule horários e evite que o escritório esteja próximo a distrações como home theater”, diz Eliana Tameirão, diretora de relações corporativas da Genzyme, que trabalha em home office há dois anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

3 – Organize seus e-mails
“Quem trabalha com tecnologia pode receber até 1 000 e-mails por dia. O que eu faço é marcar as mensagens com cores diferentes (particulares, colegas, diretorias nacional e internacional).
Assim fica fácil de selecionar e priorizar a leitura”, diz Fabio Filho, que afirma ser necessário ter um “espírito empreendedor” para conseguir trabalhar remotamente.

4 - Use a tecnologia a seu favor
O essencial para quem trabalha em casa é dispor de serviço de internet de banda larga e de uma rede de telefonia eficiente. Ambos os serviços, internet e e-mail, mantêm em sintonia uma equipe que não divide o mesmo espaço. Impressora, scanner, celular, smartphone e até mesmo uma linha de telefone fixo exclusiva para usar durante o período de trabalho ajudam a separar a vida pessoal da profissional.

5 - Não leve o estresse do trabalho para casa
Já que você não terá de se deslocar até o escritório, aproveite as horas a mais dormindo ou acordando mais cedo para fazer exercícios, ler jornal ou conversar com a família. “O profissional pode, às vezes, ‘mover’ seu escritório para o restaurante de um shopping, para arejar a cabeça ou dar umas ‘férias’ para as pessoas da casa”, diz Moacyr, gerente da ResearchIn Motion.

6 - Crie uma rotina diária
A flexibilidade de horário é uma faca de dois gumes, diz Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry: “A vantagem
é que você pode conciliar sua atividade profissional com a vida pessoal. A desvantagem é o profissional começar a trabalhar às 7h e ir até as 22h, sem fazer pausas”. A solução é estipular uma rotina diária, com horário para começar e encerrar o expediente. Moacyr aconselha ainda que o profissional vista algo confortável, porém “não vinculado ao descanso”. Ou seja, nada de pijama.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Metro quadrado mais caro do país

Os compradores de imóveis nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santos e Rio de Janeiro foram os que mais desembolsaram dinheiro no mês passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo do metro quadrado no Sudeste chegou a R$ 746,30 em junho, incluindo materiais e mão de obra, enquanto o custo médio nacional atingiu R$ 701,62.

Em seguida, apareceram as regiões Norte, com valor de R$ 690,94; Sul, com metro quadrado a R$ 686,96; e Centro-Oeste, com R$ 672,72. Os moradores do Nordeste foram os que pagaram menos: R$ 655,93.

Ao analisar os dados por estado, o IBGE descobriu que o preço do metro quadrado no Mato Grosso disparou em junho, com alta de 3,75%. No acumulado de 12 meses, o estado também foi destaque porque registrou a maior alta, de 14,26%, no custo do metro quadrado de construção.
No mês passado, o estado que ganhou o prêmio de metro quadrado mais caro foi o Rio de Janeiro. Para se construir aqui, foi preciso desembolsar R$ 787,77. No mesmo mês, o valor médio no Rio Grande do Norte foi o menor: R$ 610,07.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Giorgio Armani vai projetar apartamentos de luxo em Roma

A divisão Casa da empresa do estilista italiano Giorgio Armani vai decorar o interior de apartamentos de alto padrão em Roma, como parte de um projeto de conversão de um edifício histórico em um complexo de apartamentos de luxo que contarão com vários serviços.

Cerca de 62 apartamentos estão sendo planejados dentro do projeto Cavour220, um bloco residencial ocupando 12 mil metros quadrados e composto de seis edifícios interligados, dispostos em torno de um jardim.

Cada apartamento terá sua planta própria, que poderá ser modificada, com acabamento e mobília adaptados aos gostos pessoais de seus proprietário, a partir da base de layouts e acabamentos propostos pela Armani/Casa.

Os proprietários também terão direito a um serviço de atendimento pessoal (concierge), disponível 365 dias por ano, para ajudá-los com a manutenção dos apartamentos, serviços de babá, reservas em restaurantes, compra de ingressos para o teatro e organização de viagens.

"O esquema foi concebido a partir do desejo de transformar as construções antigas de um bairro nas encostas do monte Palatino em um complexo residencial de alto padrão, sofisticado e de vanguarda", disse Armani em comunicado à imprensa.

O complexo fica na Via Cavour, que leva ao Coliseu, e envolve também a construtora Europa Risorse e a Doughty Hanson & Co European Real Estate Fund II.

Os primeiros apartamentos ficarão prontos para ocupação no primeiro semestre de 2010.

Fonte: Reuters

terça-feira, 9 de junho de 2009

CASA PRÓPRIA, PROGRAMAS HABITACIONAIS IMPRÓPRIOS

Texto: Marco Antonio Moura – Engenheiro Civil

O déficit habitacional

A Fundação João Pinheiro divulgou que faltam 7,9 milhões de moradias no Brasil. Isso significa 14,5% dos 54,6 milhões de domicílios no Brasil. Não bastasse isso, temos 11,2 milhões de casas inadequadas e sem infraestrutura (energia elétrica, água encanada, esgoto, coleta de lixo, etc.).

Casas Populares e os principais problemas a serem superados

Mais de 90% das famílias que precisam de moradia têm renda mensal de até três salários mínimos. Tratando das famílias de baixa ou nenhuma renda, sempre que pensamos em déficit habitacional os estudos buscam a construção de casas populares baratas e de boa qualidade. O que se procura é uma racionalização do projeto, etapas construtivas e economia dos custos com a utilização de materiais da região. Esta equação, difícil de ser resolvida é o objetivo inicial de todos os programas habitacionais que, via de regra, também enfrentam problemas com terreno e infraestrutura.

Política habitacional não é possível sem política educacional

A política habitacional deve caminhar paralelamente a política educacional, afinal a miséria também é cultural. Faltam mensagens educativas sobre o uso e manutenção da habitação Sem o trabalho social é impossível a manutenção dos aspectos estéticos e higiênicos. Não adianta construir o banheiro se as pessoas não tem o hábito de utilizá-lo. Não foram poucas às vezes que fiscalizando unidades recém construídas, deparei com banheiros desativados e utilizados como depósitos ou extensões de outros cômodos das casas. Nestes casos, as famílias continuavam usando os antigos banheiros insalubres, improvisados quando as casas eram de taipa.

O conceito de comunidade deveria ser mais difundido. Da forma como são feitas, as casas de taipa ou barracos de madeira são substituídos por casas populares de alvenaria que em pouco tempo serão desfiguradas por puxadinhos e o cenário da miséria será resgatado.

É fundamental que as famílias aprendam a buscar uma evolução social, buscando, cada vez mais, habitar em locais que ofereçam o mínimo de condições sociais e humanas.

Na maioria das vezes, a equipe de assistência social é da prefeitura local e o desenvolvimento do trabalho acontece de forma parcial, devido ao número insuficiente de profissionais que atendem vários segmentos do município ao mesmo tempo.

Casas ambientalmente sustentáveis

Os projetos poderiam ser ambientalmente sustentáveis, levando em consideração, entre outros, redução da poluição e geração de empregos com a implementação de hortas comunitárias, coleta e tratamento de lixo, coleta e reaproveitamento de água de chuva, placas solares para geração de energia.

Beneficiários devem pagar pela habitação popular

Os programas habitacionais populares devem ir além da casa; devem contemplar cursos para que o trabalhador tenha uma atividade e renda que possibilite o sustento da família e inclusão dentro da sociedade de consumo. A casa não deve ser gratuita. O beneficiário deve prestar serviços comunitários ou pagar uma taxa, mesmo que irrisória. A política paternalista não resolve nada.

Habitação popular e a corrupção

Neste segmento existem projetos sérios e respeitáveis, mas não podemos ignorar que a construção civil através da moradia popular é um dos setores que beneficia a corrupção. Bilhões de dinheiro público, agentes financeiros, construtoras, especulação imobiliária, políticos, falsas ONGs ou cooperativas, movimentos ou associações de moradores, falta de fiscalização e impunidade. A mistura disso tudo estimula e facilita a corrupção. Isso significa que boa parte dos recursos vai sumir em propinas, superfaturamento, etc.

Concluindo

São grandes interesses econômicos por trás da especulação imobiliária e da construção civil. Estão envolvidos grandes financiadores dos gastos de campanhas eleitorais em todos os níveis. Os governos, via de regra, por impotência ou conveniência, não focam o problema e adotam argumentos superficiais e pouco convincentes. É necessária uma inversão das prioridades. Enquanto os governos não tocarem na raiz do problema, concentrando esforços para o combate a corrupção, de nada adiantará a criação de novos programas habitacionais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Câmara aprova compra de terreno pelo "Minha Casa, Minha Vida" e com o FGTS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o texto base da MP (medida provisória) 459/09 que cria o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" para atender a famílias com renda de até dez salários mínimos. Os parlamentares ainda vão avaliar os destaques à matéria. Em seguida o texto será encaminhado para análise no Senado Federal.

O relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez alterações no texto, incluindo a possibilidade de se comprar lotes urbanos por meio do programa. Outro artigo da MP permite também o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento total ou parcial de lote urbanizado. Nos dois casos, apenas famílias com renda mensal de até seis salários mínimos poderão ser beneficiadas.

Antes da votação, o relator havia admitido a dificuldade para se incluir a compra de lotes em seu parecer. "A princípio havia certa resistência porque desfocava um pouco da questão principal do projeto que é a moradia. Nós mostramos que o lote urbanizado também pode oferecer uma moradia, já que muitos têm condição de fazer sua casa, mas não têm condições de adquirir o terreno, que é a parte mais cara neste processo", afirmou Alves.

O texto aprovado também destina R$ 1 bilhão para beneficiários com renda familiar mensal de até três salários mínimos que morem em municípios com menos de 50 mil habitantes

Inicialmente, o governo federal havia restringido o pacote habitacional para cidades com mais de 100 mil habitantes, por conta da concentração do déficit habitacional. Contudo, a pressão política de parlamentares fez com que o governo cedesse e ampliasse o pacote para todos os municípios, como anunciado pelo Ministério das Cidades no dia 13 de abril, quando o programa entrou em operação. Das mais de 300 emendas apresentadas por parlamentares, aproximadamente 60 tratavam da extensão do programa para localidades menores.

Com a ampliação do programa, verificou-se um problema de estrutura da Caixa Econômica Federal para atender a todos os municípios. Por isso, o relator também descentralizou o "Minha Casa, Minha Vida", permitindo que outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) possam operar o programa onde não houver estrutura da CEF.

Também foram incluídos no relatório requisitos de acessibilidade para deficientes e idosos. Os projetos apresentados no âmbito do "Minha Casa, Minha Vida" deverão prever imóveis adaptados a esse público. Foi acordada ainda a opção de readequação de imóveis desocupados para serem incluídos no pacote habitacional.

sábado, 16 de maio de 2009

PSH – Programa de Subsídio a Habitação de Interesse Social

Resumo do programa e as principais dificuldades a serem superadas para conclusão de cada projeto

Objetivo

Oferecer acesso a moradia adequada para os segmentos de menor renda familiar, por intermédio da concessão de subsídios, no momento em que o cidadão assina o contrato de crédito habitacional junto as instituições financeiras habilitadas a operar no PSH – Programa de Subsídio a Habitação de Interesse Social

Diretrizes na destinação dos recursos operados no âmbito do PSH
Atendimento a população urbana e rural, conferindo­se prioridade as famílias de renda mais baixa e a mulher chefe de família;

Integração a outras intervenções ou programas, da União ou das demais esferas de governo

Integração a outras ações que possibilitem a sustentabilidade dos projetos e promovam a inclusão social dos beneficiários

Atendimento a áreas sujeitas a fatores de risco, insalubridade ou degradação ambiental

Promoção do ordenamento territorial das cidades, por intermédio do uso e ocupação regular do solo urbano, observada a compatibilidade com o Plano Diretor Municipal, ou Plano de Ação Estadual ou Regional, quando existentes

Possibilitar a permanência do homem no campo, nos casos de intervenções em áreas rurais

Promoção da melhoria da qualidade de vida das famílias beneficiárias, agregando­se a execução de trabalho social ŕs obras e aos serviços

Adoção de soluções técnicas que objetivem ganhos de eficiência e redução de custos

Utilização preferencial de mão­de­obra e de micros, pequenas e médias empresas locais, sem prejuízo da lei de licitações

Adoção preferencial das modalidades mutirão e autoconstrução, de modo a minimizar custo

Constituição, por intermédio de lei específica, de Conselho Municipal, com caráter deliberativo, tendo a ele vinculado um fundo, objetivando o apoio institucional e financeiro ao exercício da política local de habitação e desenvolvimento urbano

Atendimento aos cidadãos idosos ou pessoas com deficiência física.

Origem dos Recursos

O PSH é operado com recursos provenientes do Orçamento Geral da União (OGU), contando também com o aporte de contrapartida proveniente dos estados, DF e municípios, sob a forma de complementação aos subsídios oferecidos pelo Programa.

Prerrogativas para enquadramento dos beneficiários

O beneficiário deverá apresentar documentação que permita seu cadastramento e seleção pelo órgão municipal ou entidade privada sem fins lucrativos. O beneficiário deverá possuir CPF válido. Não estar inscrito no CADMUT (não ser proprietário de imóvel residencial e não ter outro financiamento habitacional ativo).

Unidades Habitacionais

As moradias deverão estar servidas de infra­estrutura urbana básica (água, luz, esgoto, arruamento), sendo os beneficiários os proprietários dos lotes. Para operacionalização do Programa é necessária a contrapartida financeira Estadual. As Prefeituras Municipais ficam encarregadas de doar o terreno, dotado de infra­estrutura, para a construção das UH.

Secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria Nacional de Habitação

Responsáveis pela operação do programa, sendo suas principais atividades: selecionar, por intermédio de oferta pública de recursos, as instituições financeiras que poderão operar o Programa; realizar o repasse dos recursos correspondentes aos subsídios previstos. O repasse dos recursos é realizado diretamente as Instituições Financeiras habilitadas a operar o programa, as quais se responsabilizam pela sua adequada aplicação. Participantes e Atribuições

Agentes Financeiros

Os Agentes Financeiros, uma vez habilitados no processo de oferta pública de recursos (leilão), ficam responsáveis, inicialmente, por receber as propostas de participação no Programa, formuladas pelos estados e municípios. As propostas passam por uma segunda análise de viabilidade técnica, jurídica e financeira, a critério das instituições financeiras. Depois de contratadas as operações de crédito, as instituições financeiras solicitam a Secretaria do Tesouro Nacional e a Secretaria Nacional de Habitação, respectivamente, a liberação dos subsídios previstos no Programa. Participantes e Atribuições

Estado

Apresentar as Instituições Financeiras ou Agentes Financeiros habilitados, proposta de participação no Programa;

Aportar recursos (contrapartida) em complemento do valor a ser repassado referente ao subsídio previsto.

Cabe também ao Estado realizar a primeira análise de viabilidade técnica e jurídica dos projetos encaminhados pelos municípios ou Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos, para sua devida análise, aprovação e encaminhamento ao Agente Financeiro.

Municípios e Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos
Indicar os beneficiários do programa, condicionados a análise cadastral e financeira a ser realizada pelas instituições financeiras ou pelos agentes financeiros do SFH.

Elaborar e encaminhar os projetos para a devida análise das Instituições Financeiras ou Agentes Financeiros do SFH habilitados.

Principais problemas a serem superados

Terreno
Custo, Titularidade, Infraestrutura disponível, Condições de acesso, Custos elevados de infraestrutura, Subsolo impróprio, Restrições ambientais, Localização inadequada.
Projetos
Incompatibilidade do projeto com a topografia do terreno, Dimensionamento dos ambientes, Inadequação da tipologia a realidade local e regional, Condições inadequadas de iluminação e ventilação, Inflexibilidade para ampliações / modificações, Falta de funcionalidade, Incompatibilidade da solução de esgoto / licença ambiental, Incompatibilidade entre o proposto e o custo orçado, Falta de coerência da documentação apresentada.
Memoriais Descritivos
Falta de clareza nas definições e especificações. Uso do termo “similar”
Orçamentos
Ausência de serviços, Custos e quantitativos fora da realidade.
Cronogramas
Prazos incorretos, Seqüência dos serviços incorreta, Falta de cronograma global.
Concessionárias
Necessidade de execução de extensão / reforço de redes
Obras
Dificuldade em organizar e conduzir a execução, Baixa qualidade dos serviços, armazenamento de materiais inadequado, perda excessiva e má aplicação dos materiais.