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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Após inauguração, carros ainda não circulam pela maior ponte sobre o mar

Pequim, 6 jul (EFE).- Embora a mais longa ponte sobre o mar do mundo, de 42 quilômetros, tenha sido inaugurada em 30 de junho na cidade chinesa de Qingdao, os automóveis seguem sem poder circular por ela, que ainda não está finalizada, revela nesta quarta-feira um diário de Hong Kong.

Segundo o periódico "South China Morning Post", ainda há algumas cercas protetoras por colocar e até alguns buracos na ponte, e, de acordo com engenheiros da obra, ainda levará dois meses para que a estrutura possa ser usada pelo tráfego.

A ponte foi inaugurada com uma grande cerimônia que coincidiu com o dia de entrega do trem de alta velocidade Pequim-Xangai, as duas na véspera do 90º aniversário do Partido Comunista da China (PCCh).

Os engenheiros, que também falaram com a televisão estatal chinesa "CFTV", reconheceram que os trabalhos da ponte estão apenas "99,5% completados" e que, por exemplo, também não está instalado o sistema de iluminação na estrutura, muito necessário em uma região na qual o nevoeiro é muito frequente.

A ponte, com investimento de US$ 2,3 bilhões e quatro anos de trabalho, liga o centro da cidade com o subúrbio de Huangdao, nos dois lados da baía de Jiazhou.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Maquete do futuro estádio do Corinthians











Câmara aprova, mas condiciona incentivo ao Itaquerão à abertura da Copa

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda votação, na noite desta sexta-feira, o projeto que dá incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera (zona leste de SP), mas condicionou esse apoio à cidade receber o jogo de abertura da Copa-2014. Foram 39 votos favoráveis contra 15 contrários.

Então, ficou aprovado benefícios públicos na ordem de R$ 420 milhões ao Itaquerão se a Fifa realmente confirmar que o estádio abrirá a Copa.

Agora, esse projeto será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab que deverá sancioná-lo ou vetá-lo.

Caso essa votação fosse adiada e só ocorresse na próxima terça, dia 5, ultrapassaria o limite fixado pelo presidente do Corinthians, Andres Sanchez, em entrevista nesta segunda à Folha. "Se [o contrato] não for assinado nos próximos dias, até o dia 3 ou 4 [de julho], São Paulo fica sem estádio para a Copa [do Mundo de 2014]", ameaçou.

Ontem, a Fifa decidiu adiar de julho para outubro a reunião que definirá o palco da abertura do Mundial e as cinco cidades sede da Copa das Confederações-2013.

Nesta sexta-feira, o Corinthians divulgou novas imagens do projeto do estádio que será construído na zona leste da capital paulista.

sábado, 18 de junho de 2011

Andrés vai à Câmara pressionar vereadores por R$ 420 milhões para o Itaquerão

O Corinthians tenta dar uma cartada decisiva para “fechar a conta” de seu futuro estádio. Às 9h da próxima terça-feira, o presidente Andrés Sanchez vai a uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo pressionar os vereadores em busca de até R$ 420 milhões em incentivos e descontos em impostos na construção do Itaquerão.

A ideia da cúpula corintiana é convencer a Câmara a aprovar o projeto de lei enviado pela prefeitura paulistana. Segundo o texto, os incentivos fiscais serão concedidos ao estádio desde que ele seja capaz de receber um jogo de Copa do Mundo. Mesmo que a Fifa considere a arena apta e depois não a utilize no torneio de 2014, os recursos serão enviados.

O Corinthians também usa o atraso a seu favor e defende que o projeto precisa ser aprovado até a primeira quinzena de julho para ser enviado à Fifa. Isso porque no dia 30 de julho, no Rio de Janeiro, durante o sorteio das eliminatórias da Copa, a entidade pretende anunciar onde será a abertura da Copa.

“Se não for aprovado o incentivo na Câmara, não tem como ter Copa do Mundo em São Paulo”, resumiu Andrés Sanchez. Desde o início da novela Itaquerão, o dirigente assegura que o Corinthians terá um estádio para 45 mil pessoas independentemente do Mundial. Segundo ele, se a cidade quiser receber o torneio, precisará ajudar a bancar o projeto.

Nesta sexta-feira, uma comissão de vereadores foi ao Itaquerão para ver o início das obras e conversar com os dirigentes corintianos. Chefe dessa comissão, Paulo Frange, do PTB, defende os incentivos ao estádio argumentando que ele irá gerar muitas oportunidades ao bairro da zona leste.

“A abertura representa uma entrada de tributos atrativa para a cidade de São Paulo. Teríamos uma contrapartida de R$ 4 para cada R$ 1 de incentivo pelo desenvolvimento que teremos na região. O estádio sai de qualquer jeito para 45 mil pessoas, mas para abertura precisaria do incentivo”, afirmou Frange.

Segundo Andrés, o custo total do Itaquerão não irá passar de R$ 700 milhões. Além dos incentivos que tenta buscar na prefeitura, o Corinthians calcula que receberá um empréstimo de até R$ 400 milhões do BNDES. E os dutos da Petrobras que precisam ser remanejados já estão nesse cálculo, alegou o presidente.

“Isso vai custar no máximo uns R$ 6 milhões. São 600 metros de dutos que já estão incluídos no preço da obra”, completou Andrés Sanchez.

Roberto Carlos vende apartamentos em São Paulo

FOLHA ON LINE
LAURA CAPRIGLIONE

Para quem se acostumou com o Roberto Carlos melífluo de canções românticas como "Detalhes" ou "Como É Grande o Meu Amor por Você", o que apareceu na noite de quinta, em plena avenida Juscelino Kubitschek (zona sul), era irreconhecível.

Ele veio vestido de azul, como sempre. Cantou "Emoções" e "Além do Horizonte".

Mas o que o tal Roberto fazia ali era bem diferente de tudo aquilo a que o público fiel do cantor acostumou-se. O Rei vendia imóveis.

Especificamente, vendia 226 apartamentos residenciais e 80 conjuntos comerciais de um prédio azul e branco (é claro!) de 40 andares e arquitetura inspirada na de Dubai, a Meca das paredes espelhadas.

Nome do empreendimento: Horizonte Home & Offices ("Além do horizonte, existe um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar", lembra?).

Roberto Carlos em pessoa investiu na construção, por intermédio da sua (o nome é esse mesmo) Emoções Incorporadora.

Na plateia de 300 pessoas, muito mais do que as fãs enlouquecidas de sempre, o que se viam eram investidores do mercado imobiliário, além de parentes dos sócios no empreendimento.

Roberto Carlos prometeu morar no local quando em São Paulo (a residência oficial dele é no Rio de Janeiro).

À Folha ele disse que quem comprar um apê por lá poderá até encontrá-lo no elevador.

Afirmou que está tentando junto à prefeitura suprimir o 13º andar. "Nos Estados Unidos, é comum um prédio ir direto do 12º para 14º andar. Por que aqui não?"

Ainda não se sabe se o toque do Rei funcionará no mercado imobiliário. As vendas começarão a ser feitas na próxima semana.

Um ninho de 54 m2 sairá --em média-- por R$ 730 mil (depende do andar). Um de 113 m2, por R$ 1,5 milhão.

Segundo a coordenadora de vendas do prédio, Branca Cesaroni, o marketing em torno do Rei só serve para acelerar a comercialização: "O preço do metro quadrado construído não aumentou por causa disso."

Chitãozinho, da dupla com Xororó, estava entre os convidados. "Vai comprar um, Chitão?" "Não. Eu vim checar o modelo de negócio", respondeu o sertanejo, que já tem uma rede de 110 churrascarias, investe em fazendas e acaba de lançar um condomínio fechado em Caruaru (PE). "Acho importante o artista diversificar os investimentos".

Roberto Carlos sabe bem o que é isso. Além dos CDs, DVDs e shows, há anos ele vem lotando transatlânticos para seu cruzeiro de quatro dias "Emoções em Alto Mar", com preços que variam de R$ 2.600 a R$ 7.000.

Agora, prepara-se para surfar a onda do turismo religioso. Ao som dos hits "Jesus Cristo" e "Nossa Senhora", embarcará rumo a Jerusalém, com direito a show. Quer acompanhá-lo? Pague R$ 5.440.

O Rei não manda mais nada pro inferno.

Nova lei favorece empresário individual

Depois de uma discussão que se arrasta desde os anos 1980, o empresário individual brasileiro está mais perto de ter um modelo de negócio que protege seu patrimônio pessoal.

Na chamada Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), cujo projeto foi aprovado no Senado nesta semana e depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor, os bens destinados ao exercício da companhia são separados daqueles pessoais do seu titular.

Se não for vetada pela presidência, a lei entra em vigor 180 dias depois de ser publicada.

A distinção dos bens é considerada um importante redutor de riscos para o patrimônio do empreendedor no caso de a empresa sofrer algum tipo processo, como trabalhista, por exemplo.

Pelo novo modelo, o patrimônio do empresário individual não precisa assegurar os débitos contraídos em sua atuação empresarial.

'FAZ DE CONTA'

Relator do projeto no Senado, Francisco Dornelles (PP-RJ) diz que a principal mudança é evitar a criação de "sociedades de 'faz de conta'", constituídas somente para limitar a responsabilidade do sócio.

Isso porque, até agora, eram necessários pelo menos dois sócios para formar uma empresa limitada, que tem essa separação entre o capital social da companhia e os bens pessoais dos donos.

"Nesses casos [das sociedades de 'faz de conta'], um único sócio detém quase a totalidade das quotas do capital social, gerando enorme burocracia e ocasionando disputas judiciais entre sócios, ainda que um deles detenha quota insignificante do capital social", afirma.

Autor do projeto, o deputado Marcos Montes (DEM-MG) diz que o texto permite a formalização de microempresários que são resistentes a constituir empresas diante do alto custo tributário.

"O projeto incentiva a formalização de milhares de empreendedores que atuam em nossa economia de maneira desorganizada e sem contribuir devidamente para a arrecadação de impostos."

EXIGÊNCIAS

Para optar pela EIRELI, o empresário deve reunir capital social mínimo de 100 vezes o valor do salário mínimo vigente _hoje, total equivalente a R$ 54,5 mil.

O novo projeto prevê que o nome da empresa deve conter a expressão "EIRELI" logo depois da firma ou da denominação social da companhia.

Fica proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.

O projeto tramitava no Congresso desde 2009 até obter aprovação no Senado.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Valor do Itaquerão cai para R$ 800 mi, mas obras precisam ter garantias financeiras

O valor estimado da obra do Itaquerão caiu de R$1,07 bilhão para R$ 800 milhões, segundo informação do jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, garantias financeiras da obra terão que ser apresentadas até o dia 12 de julho, para selar de vez a participação da cidade de São Paulo na Copa de 2014.

A cobrança foi realizada ontem durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, em uma conversa entre o Comitê Organizador Local (COL), a Fifa, o Comitê Paulista, a diretoria do Corinthians, a construtora Odebrecht e os governos municipal e estadual.

Desde que as obras do estádio começaram, o principal foco de preocupação da Fifa e do COL passou a ser o projeto financeiro. Como a data da divulgação do estádio escolhido para receber a abertura da Copa se aproxima (29 de julho), a entidade resolveu dar o ultimato, com o apoio de Ricardo Trade, diretor de operações do COL.

A redução foi informada pelo vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, e pela construtora. A diminuição do orçamento justifica-se por uma questão fiscal, já que obras da Copa estão isentas de tributos federais como IPI, Cofins e PIS, fato que não havia sido considerado no primeiro orçamento. No entanto, ainda falta uma redução de cerca de R$ 100 milhões para atingir o valor desejado pelo clube.

Para ser capaz de cumprir o acordo, a Odebrecht irá recorrer ao banco Votorantim para ser avalista do empréstimo de R$ 400 milhões que será pedido ao BNDES. Um fundo imobiliário para viabilizar o projeto também é estudado.

O secretário especial de Articulação da Copa por São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro, gostou da reunião. “Foi uma reunião técnica e objetiva, creio que estamos no caminho certo”, afirmou. Após o encontro, ele sobrevoou o local da obra com os representantes da Fifa e do COL. De noite, na despedida de Ronaldo no Pacaembu, Ribeiro se reuniu com dirigentes da CBF.

De acordo com a publicação, o clima foi de “cordialidade, mas com alguma frieza”. O governador Geraldo Alckmin chegou à tribuna de honra às 21h50, e o prefeito Gilberto Kassab não compareceu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Corinthians obtém licença para desviar dutos de Petrobras

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) emitiu a licença para a Transpetro, braço de logística da Petrobras, relocar os dutos que passam sob o terreno em Itaquera onde será erguido o estádio do Corinthians.

Nesta semana, Odebrecht e Petrobras foram protagonistas de uma nova polêmica sobre o dutos: ninguém quer assumir o custo do desvio dos canais da estatal.

O valor estimado da obra de desvio atinge R$ 30 milhões.

Técnicos da Petrobras estiveram no terreno nesta quarta-feira para verificar o que pode ser feito.

A Transpetro comunicou que dará entrada na Agência Nacional do Petróleo com pedido de autorização para construção na nova faixa de dutos.

NOVA NOVELA?

Um impasse no financiamento pode dificultar a construção do Itaquerão, que teve as obras iniciadas na última segunda-feira. Até o momento, o BNDES ainda não aprovou o financiamento do projeto e ainda deseja que a Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, tome o empréstimo, se responsabilizando diretamente por ele.

A Odebrecht, que colocará R$ 30 milhões do próprio bolso na primeira etapa das obras da arena corintiana, não aceita ficar como responsável pelo crédito. A empresa defende a criação de um fundo de investimento imobiliário em que o Corinthians seria o maior cotista.

Na terça-feira, saiu a autorização que faltava para o início das obras do Itaquerão. Foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo a aprovação do relatório de impacto e vizinhança para começar, de fato, a obra do estádio na zona leste de São Paulo.

Mesmo sem esse parecer técnico, a prefeitura da cidade de São Paulo já tinha autorizado fazer o canteiro de obras no terreno do futuro estádio, por isso as obras começaram na segunda-feira.

Obras no Itaquerão








terça-feira, 31 de maio de 2011

Saiba quanto você vai gastar para trabalhar num escritório compartilhado

Profissionais da capital paulista que não querem trabalhar em casa e buscam um lugar para realizar suas tarefas podem optar pelos escritórios coletivos – também chamados de escritórios de coworking – que oferecem, além do espaço coletivo, diversos serviços que podem ser agregados de acordo com a necessidade do cliente.

No Pto de Contato, escritório compartilhado localizado na rua Augusta, o profissional pode adquirir um pacote de horas para utilização que dá direito a mesa com cadeira e internet banda larga. Existem também outros serviços que podem ser agregados dependendo da necessidade do profissional: ramal telefônico, secretária, motoboy, sala de reunião.

O plano básico de 10 horas sai por R$ 100. Desembolsando R$ 1.500 o profissional pode utilizar o espaço por 500 horas. O valor da hora avulsa é de R$ 12.

Já no Hub, que funciona no bairro da Consolação, existe a possibilidade de trabalhar em mesas fixas ou compartilhadas. Os clientes podem ter acesso ao mailling e a uma plataforma virtual que permite realizar buscas de pessoas associadas no mundo todo através de palavras-chave.

O valor do plano varia de R$ 60 (5 horas por mês) a R$ 800 (ilimitado). Serviços de impressão e telefone são cobrados a parte.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Técnicos e engenheiros são profissões com mais escassez

A pesquisa de Escassez de Talentos, realizada anualmente pela consultoria Manpower, aponta que técnicos e engenheiros são os profissionais que as empresas menos encontram no mercado de trabalho. Dos 876 empregadores que responderam à pesquisa, mais da metade (57%) encontram dificuldade em preencher funções em aberto.


Ranking das dez profissões com mais escassez de talentos no Brasil

2011

1.Técnicos
2.Engenheiros
3.Motoristas
4.Operários
5.Operadores de produção
6.Representantes de vendas
7.Secretárias e assistentes administrativos
8.Trabalhadores de ofício manual
9.Mecânicos
10.Contadores e profissionais de finanças

2010

1.Técnicos
2.Trabalhadores de ofício manual
3.Operadores de produção
4.Secretárias e assistentes administrativos
5.Operários
6.Engenheiros
7.Motoristas
8.Contadores e profissionais de finanças
9.Profissionais de TI
10.Representantes de vendas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Edifícios aplicam regras cada vez mais rígidas para os cachorros

São Paulo – Um dos maiores motivos de reclamação nos condomínios residenciais da capital, os cachorros, ou melhor, seus donos, têm enfrentado regras casa vez mais rígidas. Em alguns prédios mais novos, são aceitos apenas cães de pequeno porte, entre 5 e 7 quilos. Outros só permitem que os cachorros circulem pela área comum de coleira e focinheira. E em alguns casos, os cães podem ser convidados a se retirar.

No mês passado, uma decisão da 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, determinou que um cachorro da raça fox terrier não poderia mais morar com a sua dona, Fabiana Angélica do Nascimento, moradora de um condomínio em Araraquara, no interior de São Paulo.

A ação foi movida por uma vizinha incomodada com os latidos do animal. Um laudo avaliou que os ruídos emitidos pelo cão estavam acima do permitido. Para não se separar do cachorro, Angélica decidiu mudar do prédio.

Já a analista de comunicação Viviane Oliveira, de 25 anos, não teve como fazer o mesmo. Ela doou seus dois cães, Sam, um pinscher de 8 anos, e Scott, um poodle de 4, quando trocou sua casa por um prédio em Interlagos. “A vizinha do andar de baixo começou a reclamar do barulho das patinhas dos cachorros e dos latidos”, conta ela, que não pretende ter outros animais de estimação até voltar a morar em uma casa.

Legislação. A Lei 4.591 de 1964, que dispõe sobre condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias garante que o morador pode ter animal de estimação desde que não represente perigo ao sossego, à salubridade e à segurança dos demais condôminos.

Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Hubert Gebara, ainda que a convenção do condomínio proíba animais de estimação no prédio ou coloque restrições ao tamanho, o condômino pode ter um cachorro de estimação, porque é permitido pela lei que rege os condomínios.

“Se uma pessoa está procurando um apartamento para comprar e percebe que a convenção não permite cachorro, o melhor é procurar outro imóvel. Mas se a pessoa realmente quiser comprar nesse lugar, pode investir e depois entrar com ação para ter direito a morar com o cachorro.”

A gerente geral de condomínio da administradora Itambé, Vânia Dal Maso, diz que o ideal é que o condomínio estabeleça regras para a segurança dos moradores, como o uso de focinheira e de coleira quando o cachorro circular pela área comum do prédio. Para ela, limitar o tamanho do cachorro não evita possíveis transtornos.

“Há raças menores, como o ‘salsicha’(Dachshund), que latem mais do que qualquer cachorro grande”, afirma.

Caso algum animal coloque em risco a segurança ou a tranquilidade dos moradores, o síndico deve emitir uma advertência e na sequência multa, caso o cachorro volte a incomodar. Em situações mais graves o condomínio pode entrar com processo contra o morador pedindo a retirada do animal.

Condomínios criam regras cada vez mais polêmicas e irritam os moradores

Não pode fazer barulho ou escutar música alta depois das 22h. Furadeira e salto alto, nem pensar. Vaso na janela, futebol no jardim, bagunça de criança, carro torto na garagem, lixo fora do horário podem ser alvo de multa. Pizza só na portaria. São muitas as regras que os condomínios adotam para garantir a segurança e a boa convivência entre os moradores. As medidas, no entanto, andam cada vez mais controversas


Barulhos, problemas de garagem e vazamentos encabeçam o ranking de reclamações, segundo o Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário. Proibições envolvendo bichos de estimação, crianças e bicicletas, então, viraram sinônimo de polêmica e todo mundo parece ter uma história para contar.


A engenheira Camila Guarnieri, 24, enfrenta um problema duplo no condomínio onde mora em Campinas (SP). Os animais não podem circular pelas áreas internas do residencial e não podem fazer barulho. “Eu não entendo. Se você compra uma casa em um condomínio é porque quer segurança. Eu preciso passear com a minha cachorra na rua, à noite, porque não posso circular por aqui”, reclama.


Quando mudou para a casa, sua boxer Fiona demorou para adaptar-se ao novo ambiente e a engenheira logo recebeu uma carta do condomínio dizendo que ela seria multada se o animal não parasse de latir. “Alguém multa meu vizinho porque a criança dele não para de berrar? Conversamos com a síndica e tivemos que comprar uma dessas coleiras que dão choque para ver se ela ficava mais quieta, coitada. Ainda bem que foi por pouco tempo”, lembra.


“Aqui no meu prédio, um morador conseguiu proibir as crianças de brincarem no parquinho, por causa do barulho. Isso no meio das férias escolares. Mas elas se organizaram, fizeram um abaixo-assinado e foram para a reunião de condomínio exigir o fim da proibição. Foram as primeiras a chegar e sentaram na primeira fila”, disse Maria da Graça Ribeiro, que mora em Santos (SP).


Já a escritora Ana Rüsche, 31, conta que seu prédio em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, não tem estacionamento para bicicletas e nem pensa em construir um. Por isso, ela precisa subir quatro andares de escada carregando a bicicleta, que usa para percorrer pequenas distâncias e evitar pegar o carro.


“Carrego no braço mesmo. Tenho uma de alumínio e a outra dobrável, que são levinhas, têm mais ou menos 13 quilos. Mas a gente tem que ter força de vontade para chegar em casa e subir tudo”, diz. “É uma pena, porque há cada vez mais carros na rua e é impossível estacionar por aqui após as 23h”.


Segurança extrema


As medidas de seguranças também dividem os moradores. Em um condomínio de São Paulo um aviso indica: “Proibido entrada com capacete". No prédio de Higienópolis, na região central da capital paulista, visitas precisam deixar nome e RG. Em Santos (SP), um prédio proibiu entrada de pacotes.


“Primeiro, a gente tinha que descer para pegar a pizza na portaria. Depois, as pessoas não podiam subir com pacotes pelo elevador. Aí, começaram a barrar tudo, tudo virou pacote suspeito. Até presente”, lembra Sonia Becker.


Os especialistas, no entanto, defendem que nenhuma regra de segurança é exagerada. “As únicas regras que devem ser mais rigosas são as de segurança. É melhor exagerar para mais”, analisa o vice-presidente da administração de condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara.


Regras inusitadas


Mas nem sempre as regras do prédio são fáceis de entender. Em um prédio da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, o estatuto diz que é proibido circular pelas áreas comuns usando... robe de chambre. Em outro, é proibido entrar com qualquer bebida, porque pode sujar o hall e quem for visto andando sem camisa leva bronca.


Em um edifício dos Jardins, toalhas penduras na janela são proibidas -- “principalmente nos kitnets”. E no edifício Louvre, a área da piscina, que fica na cobertura, é trancada a partir das 18h, o que impede os moradores de apreciarem a maravilhosa vista do centro de São Paulo durante o pôr-do-sol.


Outro prédio da região adotou uma sirene polêmica, usada para assustar travestis. “Achava que era algum tipo de alarme de carro, mas um morador antigo me contou que a sirene é acionada quando os travestis tentam usar a nossa calçada para ficar esperando os clientes ou quando estão fazendo muito barulho”, conta Débora Rodrigues, que mora ali. “Ela funciona diariamente, principalmente à noite, de segunda a segunda. Basta algum travesti começar a falar mais alto ou tentar usar a calçada como ponto, que o porteiro aciona”.


Já os moradores de um prédio em Moema, zona sul de São Paulo, viram o seguinte aviso afixado no elevador: “Lamentavelmente tem sido observada no chão da academia a presença de cuspe e escarros junto à esteira e à bicicleta. Por uma questão básica de higiene solicitamos que isso não ocorra”.


“É ridículo ter que ler isso. Mas, pelo visto, era necessário, né?”, comentou a psicóloga Juliana Marques, que mora no local.


Síndicos autoritários


Em muitos casos, as regras polêmicas são resultado de administradores megalomaníacos. Uma moradora de um condomínio da Chácara Klabin, também na zona sul, tem tanto medo do antigo síndico que prefere não ter seu nome divulgado. Ela conta que o morador administrou o prédio por oito anos e “pintou e bordou” durante o período, provocando sérios conflitos com os outros proprietários.


“Ele dizia abertamente que era o dono do prédio e se permitia adotar uma série de proibições por conta própria. Os adolescentes, por exemplo, não podiam sentar no sofá do hall, porque na cabeça dele iriam namorar ali. Ele também colocou tranca em todos os portões do condomínio para evitar que os jovens fossem até a piscina ou o bosque. Ele mexia com as minhas visitas, provocava”, lembra. “Tenho medo, porque ele é agressivo e pode partir para cima”.


Gebara, do Secovi, ressalta que casos de abuso de poder são muito comuns, embora o síndico seja um representante dos moradores e precise seguir a convenção do condomínio e o Código Civil.


“Ele não pode fazer o que bem quiser, não pode decidir as coisas sozinho. Tem que ter bom senso, ser educado e não pode se beneficiar do cargo. E se ele não for bom, troque”, adverte.


José do Amaral Nogueira Jr, presidente do sindicato dos síndicos de São Paulo (Sindsíndico), também diz que o problema é constante e precisa ser combatido. “É comum as pessoas confundirem as coisas e se sentirem donas do prédio. Elas não são profissionais e se perdem no meio da gestão", afirma. "Por isso, nós defendemos que a função de síndico deve ser profissionalizada. A pessoa precisar ser qualificada, passar por curso e se preparar. Até porque pode responder judicialmente pelas suas decisões”.

Por Fielzão, Corinthians terá IPTU e ISS reduzidos

A Prefeitura de São Paulo já definiu o pacote de estímulos que dará à Odebrecht e ao Corinthians para a construção do Itaquerão, que deverá sediar a abertura da Copa do Mundo-2014. O pacote prevê que o time alvinegro terá IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) reduzido em 50% e ISS (Imposto sobre Serviços) reduzido em até 60% por dez anos, para a arrecadação feita na bilheteria ou em outras atividades. O pacote de incentivos prevê também incentivos de cerca de R$ 400 milhões --ou 60% do investimento que a administração espera que seja feito na arena (R$ 700 milhões). O valor será obtido com a emissão de CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), títulos com os quais a Odebrecht poderá pagar outros impostos municipais. As obras do futuro estádio corintiano deverão sair do papel neste mês de abril.